quinta-feira, 16 de maio de 2024

China Popular/Putin agradece iniciativas de Xi Jinping para resolver o conflito na Ucrânia

Bissau, 16 Mai 24 (ANG) – O chefe de Estado chinês recebeu o homólogo russo, Vladimir Putin, esta quinta-feira, no Grande Palácio do Povo e no final do encontro  Putin agradeceu as iniciativas de Xi Jinping para resolver o conflito na Ucrânia.

Vladimir Putin comprometeu-se a informar Xi Jinping em pormenor sobre a “situação na Ucrânia", afirmando que a Rússia "está grata pela iniciativa dos colegas e amigos chineses para resolver o conflito na Ucrânia".

Por seu lado, o chefe de Estado chinês mostrou o desejo de que “a Europa regresse rapidamente à paz e à estabilidade”, sublinhado que vai continuar a desempenhar um papel construtivo nesse sentido".

A visita de Putin a Pequim acontece um dia depois de o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter anunciado em Kiev um montante adicional de dois mil milhões de dólares para ajudar a Ucrânia a adquirir armas e a aumentar a capacidade de produção da sua própria indústria militar.

Na declaração conjunta, os dois lideres dão sinais claros do aprofundamento da parceria estratégica abrangente entre Moscovo e Pequim, reiterando que as duas nações estão apostadas em manter uma relação que não constitui uma aliança, mas que nega a confrontação.

Em declarações à agência noticiosa estatal russa RIA-Novosti, Vladimir Putin referiu que as relações entre a Rússia e a China "não são dirigidas contra ninguém", elogiando o programa chinês "Uma Faixa, Uma Rota", plano estratégico que envolve mais de 60 países, ligados a nível marítimo, rodoviário e ferroviário.

Relativamente ao conflito no Médio Oriente, Xi Jinping, afirmou que está em alinhado com Vladimir Putin, numa "solução de dois Estados" para o conflito palestiniano. O Presidente chinês apelou, em nome dos dois líderes, à "aplicação das resoluções das Nações Unidas" relativamente ao conflito. ANG/RFI

Eslováqia/Atacante de Robert Fico acusado de tentativa de homicídio em crime com motivação política

Bissau, 16 Mai 24 (ANG) - O autor do ataque ao primeiro-ministro eslovaco foi acusado de tentativa de homicídio e o crime teve motivação política, anunciou hoje o Governo, que revelou que Robert Fico ainda não está fora de perigo e apelou à calma.

O chefe do Governo eslovaco, baleado várias vezes na quarta-feira e submetido a cirurgias, "não está fora de perigo de vida", anunciou em conferência de imprensa o vice-primeiro da Eslováquia, Tomas Taraba, que indicou que as autoridades continuarão a atualizar o estado de saúde de Fico nas próximas horas.

O ministro do Interior, Matus Sutaj Estok, revelou que o autor, que foi detido após o ataque, admitiu que o crime teve motivações políticas.

O governante revelou que o homem não pertence "a nenhum partido extremista, nem de esquerda nem de direita" e que era um 'lobo solitário' (um atacante que atua sozinho). ANG/Lusa


Portugal/CPLP tem condições para liderar ratificação do acordo para conservação do alto mar

Bissau, 16 Mai 24(ANG) - O presidente executivo da Fundação Oceano Azul defendeu hoje que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem condições para liderar a ratificação de um tratado "tão importante" para a conservação do alto mar, como é o “Acordo BBNJ”.

Esta foi uma das conclusões do seminário que terminou hoje na capital portuguesa dedicado ao acordo sobre a conservação e a utilização sustentável da biodiversidade marinha nas zonas não sujeitas à jurisdição nacional, evento organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, pela CPLP e pela Fundação Oceano Azul, disse Tiago Pitta e Cunha.

"Eu diria que a principal conclusão [do seminário] é que a CPLP reúne hoje já a nível dos altos quadros da administração pública um conjunto de elementos com grande experiência, grandes competências e capacidades. Portanto, está ao alcance da CPLP estar (...) na linha da frente na ratificação de um tratado tão importante como este sobre a conservação do alto mar", afirmou o responsável da fundação em declarações à Lusa após o encerramento do evento, que começou na segunda-feira e terminou hoje.

Para o gestor da Fundação Oceano Azul, o seminário que decorreu nos últimos três dias em Lisboa "foi muito importante", desde logo "pela qualidade dos altos quadros" que participaram e pelo "grande objetivo" de "tentar levar a CPLP a ser líder nesta grande vaga de fundo, que é a ratificação deste acordo", que representa "um passo civilizacional muito grande na área da conservação da natureza e da conservação do oceano".

Tiago Cunha realçou que, pela primeira vez, uma área que não pertence a ninguém, “como é a área do alto mar, vai passar a ter todo um enquadramento de governação, com uma convenção das partes, (...) com instituições próprias, instituições políticas, instituições técnicas, o que vai permitir a todos os países do mundo, através destas instituições, poder ter uma palavra a dizer naquilo que é os chamados Global Commons, sobre aquilo que pertence e é património mundial da humanidade".

Portugal, Cabo Verde, Timor-Leste e Brasil foram os países da CPLP que estiveram entre os 80 signatários do Acordo BBNJ, no primeiro momento de assinaturas.

No encontro, foi feito mais uma vez o apelo para que o total dos estados-membros da organização o faça.

Tiago Cunha salientou que ratificar o acordo exige a realização de análises setoriais, por ministérios, do impacto que o tratado terá nas diferentes tutelas políticas dos Estados-membros e uma carta que depois será referendada pelos parlamentos antes de ser assinada pelos chefes de Estado.

A CPLP, com “uma extensa linha de costa”, mais de sete milhões de quilómetros quadrados de oceano, “é um dos grandes gigantes mundiais dos oceanos” e os seus estados-membros não têm grandes frotas de marinha mercante, referiu.

É uma organização que não tem os interesses “de um Estado de pavilhão, como a Convenção do Direito do Mar os designa, mas tem os interesses típicos dos Estados costeiros, que procuram acima de tudo preservar a conservação do oceano para proteger as suas costas e desenvolver as suas atividades económicas” e "quanto mais for preservado o mar alto, mais os mares costeiros serão ricos", frisou.

“Vamos então procurar ver se a CPLP estará à altura de conseguir que os Estados-membros desta organização estejam no pelotão da frente da ratificação deste tratado", desafiou o gestor da fundação.

Para isso têm de fazê-lo "a contrarrelógio", porque "o grande objetivo continua a ser que, daqui a um ano, em junho de 2025, na próxima Conferência Mundial das Nações Unidas para os Oceanos, em Nice (França), haja um conjunto de 60 países que tenham ratificado o tratado", lembrou.

O acordo, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, tem uma natureza vinculativa e constitui um importante contributo para a governação integrada dos mares, além de pemitir que se cumpra o compromisso internacional de proteger 30% do oceano até 2030. ANG/Inforpress/Lusa

Cabo Verde/Ilha do Sal acolhe encontro de procuradores-gerais da CPLP e conferência internacional sobre proteção da criança

Bissau,  16 Mai 24(ANG) - A ilha do Sal vai acolher de 22 a 24 o XXI encontro de procuradores-gerais da CPLP e a conferência internacional “O Ministério Público e o Sistema de Proteção da Criança no espaço da CPLP”.

A aludida conferência, conforme nota enviada à Inforpress, tem como principal objetivo reunir representantes do Ministério Público, especialistas em direito da criança e profissionais da área jurídica dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para discutir e compartilhar experiências sobre os desafios e melhores práticas relacionadas com a proteção da criança.

Ainda conforme o mesmo comunicado, o encontro configura-se como um “fórum privilegiado” de discussão e partilha de experiências com vista ao aprofundamento das relações institucionais e da cooperação jurídica e judiciária internacional entre os membros da CPLP.

Durante os dois dias de encontro, de acordo com a mesma fonte, pretende-se promover o diálogo e a cooperação entre os países membros da CPLP, visando fortalecer o sistema de proteção da infância, identificar lacunas e propor soluções para garantir a efectiva defesa dos direitos das crianças em todo o espaço da CPLP.

A conferência também pretende fomentar o intercâmbio de conhecimentos e a criação de redes de apoio entre os diferentes atores envolvidos na proteção e promoção dos direitos das crianças nos países da CPLP.

ANG/Inforpress


Diplomacia/Ministro dos Negócios Estrangeiros considera de”lástima” o acesso aos Serviços Consulares de Portugal na Guiné-Bissau

Bissau 16 Mai 24 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação  Internacional e das Comunidades, disse, quarta-feira, que o acesso aos Serviços Consulares da Embaixada de Portugal em Bissau é uma “lástima”, acrescentando que começa a ser mesmo um “escândalo”.

Carlos Pinto Pereira que falava em entrevista a Rádiodifusão Portuguesa(RDP-África), disse ser muito importante para a Guiné-Bissau que seja resolvido o mais depressa possível o problema de acesso aos serviços desta missão diplomática no país.

“Toda a gente sabe que para se conseguir hoje um agendamento tem que se pagar,  e que  é inadmissível”, salientou Carlos Pinto Pereira.

O Chefe da diplomacia guineense queixou-se das dificuldades que impedem a classe impresarial guineense de ter acesso ao visto, o que, segundo ele, contradiz o espírito dos compromissos assumidos a nível da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa(CPLP).

“E quando as pessoas que estiveram em Portugal mais de 10, 20 vezes, não têm acesso aos vistos, isto não é compreensível. Se queremos de facto promover a cooperação económica e empresarial, temos que facilitar a vida aos impresários e a mesma coisa passa a nível da cultura, do desporto e outros setores”,referiu.

Falando sobre a decisão do governo portugês que obriga agora os cidadãos lusófonos que solicitassem visto da CPLP a comprovarem os meios de subsistência até arranjarem emprego,  Pinto Pereira saudou a medida, considerando-a de “bastante razoável” para quem pretende viver em Portugal com dignidade.

Segundo diz, Portugal não tem que assumir ou aceitar pessoas que depois andam a mendigar na rua e, eventualmente, estejam sujeitas a redes de tráfico ou outras situações de vulnerabilidade.ANG/MSC/ÂC//SG 

Cultura/ Guiné-Bissau participa no Festival de Música Urbana  em Abidjan

Bissau, 16  Mai 24(ANG) – A  ministra da Comunicação Social, Maria da Conceição Évora representa, desde segunda-feira, na qualidade de convidada de honra, o Presidene da República Umaro Sissoco Embaló, na  16ª Edição do Festival de Música Urbana de Anoumabo(FEMUA) , que  decorre de 14 à 19 de Maio 2024, em Abidjan, na Costa do Marfim.

A informação consta na página do Facebook da ministra, que chefia a delegação da Guiné-Bissau integrada pelos músicos Patche de Rima(cartaz do Festival), Sambalá Kanuté, Eneida Marta e As One, acompanhados de uma banda musical dirigida por Ivan Barbosa.

Ainda fazem parte da comitiva guineense  o ministro da Cultura, Juventude e Desportos, Augusto Gomes e a Diretora-geral da Cultura, Cynthia Cassamá.

Desde a sua criação em 2008 por Salifo Traoré, também conhecido por  “Asalfo” vocalista do grupo Magic System ,  o FEMUA tem a seu crédito muitas ações sociais tais como a reabilitação e o equipamento de hospitais, orfanatos, creches, doações à refugiados e a construção de escolas primárias e infantis.

A cerimónia de abertura do FEMUA foi presidida pela Primeira-dama da República da Costa do Marfim, Domenique Ouatarra.

A delegação cultural guineense conta com cerca de 50 membros.ANG/JD/ÂC//SG

 

Reabilitação de Bissau/ Governo relativiza críticas e defende substituição de “mangueiras centenárias”

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) - Muitas são as vozes que têm vindo a público denunciar o abate indiscriminado de árvores centenárias na cidade de Bissau. Constantino Correia, antigo director das Florestas da Guiné-Bissau, sublinha um processo de requalificação feito sem estudos e cujo efeito imediato é o aumento da temperatura da cidade. Posição diferente tem o executivo, Viriato Cassamá, ministro do Ambiente, sublinha que são “árvores velhas”, que já não conseguem “sequestrar carbono” e, por isso, são agora substituídas por novas.


Aumento da temperatura na cidade, aumento de insectos, ausência de sombra, ausência de barreiras anti-vento e anti-ruído, menos oxigénio, são algumas das consequências, apontadas por Constantino Correia, do abate de árvores centenárias na cidade de Bissau.

O antigo director das Florestas da Guiné-Bissau sublinha que a requalificação da cidade deveria ser feita de mãos dadas com o ambiente e baseada em estudos.

O que está a acontecer, neste momento, é o derrube total das árvores na parte antiga da cidade de Bissau, alegando facilitar condições para a construção das vias públicas. (...)

Bissau é uma cidade altamente poluída e uma das funções das árvores é a absorção do dióxido de carbono.

Sobre a perigosidade das árvores e de possíveis quedas, o engenheiro florestal responde com operações de “poda”.

Por exemplo, o Hospital principal de Bissau estava circundado de árvores. Não é por acaso, porque para além de proporcionar grandes quantidades de oxigénio, ameniza a temperatura.

Portanto, as desculpas que se deram para esse abate total não compensa, porque os prejuízos de imediato são muito maiores.

Vai haver estragos na próxima época das chuvas provocados pelo intenso vento. Essas árvores serviam de atenuantes, de barreiras. E depois vai haver um aumento significativo de poeira, de incidência directa da luz, que tem efeitos em doenças como a asma, rinite até AVC’s [Acidente Vasculares Cerebral].

Bissau vai chegar a temperaturas acima de 40 graus.

Posição diferente tem o Governo guineense. Em declarações à agência Lusa, Viriato Cassamá, ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática da Guiné-Bissau, fala num processo normal de requalificação urbana, que envolve o abate e a substituição de “mangueiras centenárias”. “Árvores velhas” nas palavras do governante que já “não sequestram o carbono” e “constituem um perigo público principalmente na época das chuvas”.

A cidade de Bissau é uma cidade antiga. As árvores que estão a ser derrubadas neste momento são mangueiras velhas que já não têm a capacidade de sequestrar o carbono. Já atingiram o seu clímax.

Constituem um perigo público, principalmente na época das chuvas. Assistimos várias vezes à queda dessas árvores.

A requalificação do centro da cidade de Bissau é da responsabilidade da Câmara Municipal de Bissau e do Ministério das Obras Públicas. ANG/RFI

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Cooperação/”A Libéria é um dos países africanos que mais apoiaram o povo guineense na luta pela independência”, diz Umaro Sissoco Embaló

 Bissau,15 Mai 24(ANG) – O Presidente da República Umaro Sissoco Embaló destacou hoje  que a República da Libéria é um dos países africanos que mais apoiaram  o povo guineense durante a luta armada de libertação nacional.

O Presidente da República falava em Declarações Conjunta à imprensa com o seu homólogo da Libéria, que se encontra de visita de trabalho de algumas horas à Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embalo disse que os laços fraternos que unem os dois países são “sólidos e antigos”.

O chefe de Estado guineense frisou que a presença do Presidente da Libéria na Guiné-Bissau, se inscreve-se na cooperação bilateral que os dois estadistas desejam ver diversificadas.

“Durante as conversas que mantivermos, abordados igualmente várias questões do interesse comum, tais como a situação política na sub-região, sobretudo os desafios em matéria de segurança no seio dos países membros da CEDEAO, no continente africano e no resto do mundo”, salientou.

Umaro Sissoco Embaló sublinhou que decidiram pela manutenção de contatos permanentes e troca de reuniões regulares visando os objetivos da paz, estabilidade e desenvolvimento dos dois povos.

O Presidente da Libéria, Joseph Boakai, agradeceu ao povo guineense pelo acolhimento, e diz  que foi com muita satisfação na qualidade do chefe de Estado da Libéria, que  visita, pela primeira vez, a Guiné-Bissau à convite do seu homólogo Umaro Sissoco Embaló.

“Há alguns anos atrás quando era primeiro-ministro, tive a oportunidade de estar aqui na Guiné-Bissau, quando o falecido João Bernardo Vieira era Presidente da República”, disse o chefe de Estado liberiano.

Joseph Boakai disse que constatou vários progressos alcançados durante a  Presidência de Umaro Sissoco Embaló, acrescentando, que, por isso,  manifesta a disponibilidade de os dois países cooperarem nos sectores da educação, agricultura e outras áreas chaves do desenvolvimento e do bem estar dos dois povos. ANG/ÂC//SG


Educação e Saúde
/Frente Social anuncia nova paralisação do sector entre os dias 27 á 31 do corrente mês

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) – A Frente Social que engloba sindicatos de saúde e educação entregou, esta quarta-feira, um novo pré-aviso de greve para os dias 27 à 31 do corrente mês de Maio.


O anúncio da greve foi feito pelo porta-voz da  organização, Ioio João Correia, em conferência de imprensa realizada hoje para entre outros, criticar o que diz ser “falta de vontade do Governo” no que tange a resolução de problemas da educação e saúde.

Disse que, no dia 11 de Abril tiveram um encontro com o Governo patrocinado pelo Presidente da República,   que serviu de mediador entre as partes, mas  que até a data presente não surtiu efeitos desejados.

“No referido encontro foi assumido o  compromisso de a  Frente Social fazer uma trégua de um mês, para permitir ao Governo trabalhar para, no próximo encontro, previsto para 11 de Maio, se avaliar o que foi feito em relação as reivindicações da Frente Social, elencadas num caderno reivindicativo, e eventualmete se assinar um Memorando de Entendimento sobre a calendarização da satisfação das  reivindicações  a curto, médio e longo prazo.

Correia dise que,  infelizmente, o encontro do dia 11 não aconteceu, uma vez que não foram chamados pelo Chefe de Estado, enquanto mediador e nem do Executivo que é responsável para resolver os problemas dos funcionários, e disse que a  Frente Social não recebeu nenhuma informação sobre o adiamento ou não do encontro.

Para Ioio Correia, essa falha demonstra  a falta de interesse e sensibilidade por parte do Governo em relação as áreas sociais.

Queixa que  há técnicos que estão a trabalhar sem receber, há quatro meses, e diz que, nessa condição  estas pessoas se tornam vulneráveis à corrupção.

“Tendo em conta a esta situação e depois da Frente Social reunir os seus órgãos, decidiu ir para a terceira vaga de paralisações que, se não surtir efeitos, irá avançar com outras formas de reivindicação tais como como vigília e marchas para pressionar o Governo “,disse.

Ioio João Correia disse que vão participar na marcha popular convocada para o próximo dia 18 de Maio como convidados, e diz que a iniciativa  vai ao encontro da defesa dos cidadãos visando  atingir melhores condições de vida.

Apela aos seus associados a nível nacional para participarem, massivamente, nesta manifestação da denominada Frente Popular, uma recém-criada organização cívica,  que engloba diversas figuras pública  guineenses.ANG/MSC/ÂC//SG

Sociedade/Presidente da RENAJ pede ao Governo    medidas para diminuir consumo e tráfico de drogas do país

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) - O Presidente da Rede Nacional das Associações Juvenis da Guiné-Bissau (RENAJ-GB) exortou hoje o Governo no sentido de tomar as medidas necessárias para diminuir o consumo e tráfico de drogas no país, de forma a aumentar a segurança interna e se prevenir do aumento da  taxa de doença mental.

Abulai Djaura falava em conferência de imprensa, na qual defendeu a necessidade de as autoridades competentes combaterem o tráfico de drogas .

 “Quem sofre mais com as situações de instabilidade do país é a própria juventude. Assim sendo, nós na qualidade da organização que pauta pela defesa dos interesses dos jovens e adolescentes, temos a obrigação de preocupar com as situações anormais que acontecem na Guiné-Bissau”, manifestou Djaura.

Djaura acrescenta que nos  últimos anos tem sido verificado o aumento do consumo de drogas por jovens no país,  e admiti que a implicação da juventude não só para tráfico mas tambem para consumo de drogas poderá criar  problemas graves para a sociedade guineense no seu todo, se  algo não for feito para travar essa situação.

Abulai sublinhou que, atualmente, muitos jovens não têm  emprego devido a incapacidade do Governo de empregar todos e também devido a falta de empresas privadas no país, mas diz acreditar que , havendo segurança e estabilidade interna, os investidores terão a coragem de se estabelecer no país  e proporcionar emprego para mais  pessoas.

“A falta de ocupação cria maus vícios, as vezes, porque muitos acabam por entrar na prostituição e consumo de drogas”, disse .

O presidente da RENAJ ainda apelou ao Governo para  criar um fundo soberano  que possa financiar projetos de jovens empreendedores, com a finalidade de empregar outras pessoas também.

Djaura disse que o refúgio da camada juvenil à emigração verificado nos últimos tempos na Guiné-Bissau se deve a dificuldade que muitos enfrentam .

“Se houver a paz, segurança e progresso no país  com certeza muitos voltarão, uma vez que  a dificuldade de vida no estrangeiro é imensa”, disse Djaura.

ANG/AALS/ÂC//SG

Cultura/ Guiné-Bissau corre risco de não participar no concurso “Miss And Mister Star Universo”

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) – A Guiné- Bissau corre o risco de não participar no concurso de beleza “Miss And Mister Star Universo”, a decorrer na cidade de Aveiro,Portugam, por falta de apoio do Governo.

A preocupação foi manifestada terça-feira pela  representante do coletivo de Miss e Mister Guiné-Bissau (TOP GB Internacional), Djamila Vieira Queita, em conferência de imprensa.

Disse que, não obstante terem entregue cartas de pedido de apoio à deferentes instituições governamentais, privados e a bancos, até agora não receberam nenhuma resposta.

 “São cinco representantes da Guiné-Bissau neste evento, que decorre de 20 à 27 do mês em curso e estamos em  risco de não participar neste concurso”, lamentou.

Acrescentou  que  representantes de todos os países que vão participar  no evento já se encontram em Portugal, e restando só a  Guiné-Bissau.

Por essa razão, renova o pedido de apoio ao Governo, principalmente o Ministério da Cultura para poderem representar o país, não só neste concurso, mas também para a realização dos seus projetos sociais.

Djamila Queita lamenta, por outro lado, a falta de resposta sobre o pedido de Visto de entrada à Portugal, que  deu entrada à  11 de Fevereiro deste ano, na  Embaixada  portuguesa na Guiné-Bissau. ANG/LPG/ÂC//SG



França/Promessas de 2.2 mil milhões de dólares para Clean Cooking em África

Bissau, 15 mai 24 (ANG) - A Cimeira Clean Cooking in Africa, cozinhar com recurso a energias limpas em África decorreu, terça-feira, em Paris, mas logo no  arranque do encontro, governos e sector privado avançaram com promessas de financiamento que totalizam os 2.2 mil milhões de dólares para a transição energética da confeção alimentar no continente africano, actualmente dependente de combustíveis como carvão e lenha.


A cimeira organizada pela Agência Internacional de Energia, realizada na sede da Unesco em Paris, reuniu mais de 1.000 delegados de quase 60 países.

Em cima da mesa, estavam os impactos na saúde e no clima da utilização de fogueiras abertas e fogões tradicionais. Além disso, discutem-se igualmente as diferentes possibilidades de transição energética.

A questão da “culinária limpa” tem ficado de fora das agendas climáticas. Quatro em cada cinco pessoas africanas ainda confeccionam as suas refeições em fogões abertos e tradicionais, com recurso a combustíveis poluentes, como o carvão ou a lenha.

A Agência Internacional de Energia defende que 2024 deve ser o ponto de viragem para a confecção limpa de alimentos em África.

A falta de acesso a uma confecção limpa de alimentos tem consequências para a saúde, para o clima e também para a igualdade de género. Quase meio milhão de mulheres e crianças morrem prematuramente em África, por ano, pela falta de acesso a uma culinária limpa. 

A Agência Internacional da Energia defende que para resolver este problema em África, até 2030, custa apenas 4 mil milhões de dólares de investimento anual. 

A participar neste evento está Evandro Gussi, presidente da União brasileira da Indústria da Cana de Açúcar e Bioenergia (UNICA). Ao microfone da RFI, Evandro Gussi explicou de que forma a experiência brasileira pode ser transferida para África e lembra que “a produção de bioenergia sustentável, sem desmatamento e sem competição com a alimentação, pode trazer para a África os mesmos ganhos que nós experimentamos no Brasil” e servir de alavanca “transformadora” para o continente africano.

RFI: Qual é a contribuição da UNICA para esta cimeira?

Evandro Gussi, presidente da União brasileira da Indústria da Cana de Açúcar e Bioenergia (UNICA): Todas as vezes que se pensa sobre transição energética, nós dependemos de inúmeras soluções e a UNICA, representando o Brasil nessa oportunidade, mostra a grande contribuição que o Brasil fez no desenvolvimento de uma cadeia eficiente e sustentável de bioenergia nesses últimos 40 anos, especialmente a partir do etanol, em suas várias formas de utilização.

Porque é que o bioetanol é melhor que o carvão e que a madeira? 

O etanol tem praticamente zero de emissão dos chamados materiais particulados, que são uma das maiores causas em termos de saúde pública, de câncer e outras muitas doenças a partir do sistema respiratório cardiovascular. Então, o etanol na mobilidade ou em qualquer tipo de uso, como por exemplo no Clean Cooking, ele oferece praticamente zero de material particulado, sem falar numa redução muito expressiva de CO2 e a inexistência de fuligem ou outros tipos de materiais e de emissões de poluentes que são danosos à saúde humana.

Como é que esta transferência de conhecimento entre Brasil e África pode ser feita?

O Brasil e a África têm muitas similaridades. O continente africano e o Brasil são geograficamente bastante próximos em termos de características de solo, de exposição solar, sobretudo, que são determinantes para um cultivo de biomassa produzido e utilizado de maneira sustentável. Existem muitas regiões africanas que são semelhantes às regiões agrícolas brasileiras e que podem experimentar a replicabilidade do modelo que a gente viveu no Brasil. 

Nós entendemos também que o que aconteceu no Brasil é a produção de bioenergia sustentável, ou seja, sem desmatamento e sem competição com alimento, pode trazer para a África os mesmos ganhos que nós experimentamos no Brasil. 

Ao lado das questões ambientais, nós temos uma questão socioeconómica muito relevante. Uma cidade, por exemplo, em que tem uma fábrica de etanol, o PIB per capita nessa cidade aumenta em mais de 1.000 dólares. É como se eu gerasse mais de 1.000 dólares de riqueza para cada pessoa da cidade. Nas 15 cidades em torno da fábrica, nós temos um incremento de 475 dólares. Imagina o efeito transformador que isso tem? Teve no Brasil, e efeito transformador que isso pode gerar na África, caso aplicado.

A questão da segurança alimentar não pode ser levantada, ou seja, para o fabrico dessa bioenergia, não pomos em causa o cultivo alimentar destas pessoas?

É o contrário. Na verdade, a FAO, que é a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, desenvolveu há cerca de 15 anos um conceito chamado IFES (Integrated Food-Energy System), sistemas integrados de produção de energia e alimento. E o que a gente desenvolveu no Brasil foi justamente isso: quanto mais energia a partir de activos biológicos, a partir da agricultura e da pecuária, eu gero no Brasil, mais alimento eu produzo. 

No caso da cana-de-açúcar, ela substituiu pastagens degradadas, com baixíssimo nível de produção alimentar por hectare. Quando eu transformo essa terra degradada em uma terra agricultável, junto com a rotação de cultura que nós fazemos - ou seja, entre o replantio da cana, nós temos outras culturas, como amendoim, milho, soja, feijão e assim por diante - gero hoje mais alimento por hectare do que gerava antes da cana-de-açúcar. 

No caso do etanol de milho produzido no Brasil, 100% vem de uma segunda safra. Nós plantamos soja em Novembro, colhemos em Abril. No mesmo mês de Abril já se planta o milho, que vai ser colhido em Julho. Ou seja, 100% do milho que eu uso é um milho que estará no mesmo ano, utilizando a mesma terra, mas já numa segunda safra. Ao lado disso, o milho não é milho, são quatro coisas: milho é amido, proteína, fibra e óleo. E nós utilizamos para fazer o etanol apenas o amido. Os outros componentes vão virar ração animal para nutrir bois, porcos, aves e até peixes, de modo que ao fim do dia eu vou ter mais produção alimentar, porque essa carne, essa proteína animal vai virar alimentação humana. Então, ao invés de eu ter um conflito de alimentação e energia, tenho o contrário, quanto mais energia gero, mais alimento consigo promover.


Para essa plantação não se corre o risco de deitar abaixo e abater árvores que são importantes também para esta questão ambiental e ao mesmo tempo o desgaste dos solos?

Quando falo de bioenergia sustentável, quando qualifico essa bioenergia, estou querendo justamente dizer que ela é feita sem desmatamento, ou seja, utilizando terras antropizadas, terras que já estão aptas ao uso humano nas últimas décadas e com alto nível de fixação de carbono no solo, longe de criar problemas para o solo. Ao contrário, nós recuperamos dezenas de milhões de hectares que estavam degradados em termos de solo e que foram recuperados, inclusive com fixação profunda de carbono nesses ambientes. 

Nós temos no Brasil, por exemplo, um Código Florestal que é extremamente rigoroso e que o sector de produção de bioenergia segue também com muito rigor. O Brasil tem problemas de desmatamento feito por criminosos, são desmatamentos ilegais, contrários à legislação e desconectados do sector produtivo organizado.

No caso da produção de etanol, no Brasil, nós temos um compromisso com o desmatamento zero, ainda que ele seja permitido pela lei florestal, porque nós temos uma política de créditos de carbono que não consegue conviver com a desflorestação.

Quando me refiro a bioenergia sustentável, estou qualificando essa bioenergia que é ausente de desflorestação e que não gera competição com alimento. ANG/RFI

 

Suíça/Ex-ministro da Gâmbia condenado por crimes contra humanidade

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) - O principal tribunal criminal da Suíça condenou hoje um antigo ministro do Interior da Gâmbia por crimes contra a humanidade durante a repressão das forças de segurança contra opositores, informou uma Organização Não-Governamental (ONG).

Ousman Sonko, ministro do Interior da Gâmbia entre 2006 e 2016, durante o Governo do então Presidente, Yahya Jammeh, foi condenado a 20 anos de prisão, informou na rede social Twitter a Trial International, ONG que combate a impunidade associada a crimes internacionais.

O gabinete do procurador-geral suíço disse que a acusação contra Sonko, apresentada há um ano, abrangia crimes praticados durante o regime de Jammeh, cujo Governo foi responsável por detenções arbitrárias, abusos sexuais e execuções extrajudiciais.

O julgamento, que começou em Janeiro, segundo o site Notícias ao Minuto, foi visto por grupos de defesa como uma oportunidade para se garantir uma condenação ao abrigo da "jurisdição universal", que permite a acusação de crimes graves cometidos no estrangeiro.

O veredicto foi lido hoje no Tribunal Penal Federal Suíço, no sul de Bellinzona.

Sonko pediu asilo na Suíça em Novembro de 2016 e foi detido dois meses depois.

ANG/Angop


             Bélgica
/UE exorta Israel a parar com operação em Rafah

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) - A União Europeia exortou nesta quarta-feira,  as autoridades israelitas a “parar imediatamente” com a operação militar em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, sob ameaça de colocar “uma grande tensão” na relação do bloco europeu com o Israel.

Em comunicado, o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, insta Israel a acabar com a operação militar em Rafah, sublinhado que a manutenção desta ofensiva pode agravar as relações entre a União Europeia e as autoridades israelitas.

“Se Israel continuar a sua operação militar em Rafah, inevitavelmente colocará uma grande tensão na sua relação com a UE", disse.

O responsável pela diplomacia europeia alerta para o facto desta operação militar estar a “prejudicar ainda mais a distribuição de ajuda humanitária em Gaza, a causar mais deslocamentos internos, exposição à fome e sofrimento humano”.

A União Europeia instou ainda Israel a reabrir o ponto de passagem de Rafah, denunciado que mais de um milhão de civis, refugiados em Rafah, receberam ordem de evacuar as zonas que as Nações Unidas não consideram seguras.

De acordo com a ONU, o exército israelita entrou em Rafah a 7 de Maio e, desde então, a passagem fronteiriça entre a Faixa de Gaza e o Egipto permanece fechada, um ponto crucial para que a ajuda humanitária chegue à população ameaçada pela fome em Gaza.

Os 27 Estados membros pediram às partes para redobrarem os esforços para alcançarem um cessar-fogo imediato e a libertação incondicional de todos os reféns israelitas detidos pelo Hamas.

Ao oitavo mês de guerra- na sequência dos ataques do Hamas de 07 de Outubro de 2023, que causaram em território israelita cerca de 1.200 mortos e fizeram mais de 200 reféns- a ofensiva militar israelita em Gaza já provocou mais de 35.000 mortos, segundo as autoridades do território palestiniano.ANG/RFI

 

República de Guiné/Pelo menos 47 mortos na repressão de protestos  desde 2021

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) - A repressão das manifestações na Guiné-Conacri fez pelo menos 47 mortos, na sua grande maioria jovens, desde que os militares tomaram o poder em setembro de 2021, afirmou a Amnistia Internacional num relatório publicado hoje.

Segundo o relatório, mais de 75% dos 47 mortos tinham menos de 25 anos e 40% menos de 18 anos.

A Organização Não-Governamental (ONG) revelou também que um número mais elevado de pessoas ficou gravemente ferido durante as manifestações por indivíduos identificados como membros das forças de segurança.

Entre 2019 e 2021, pelo menos 66 pessoas já foram mortas, principalmente durante manifestações contra o plano do Presidente, Alpha Condé, de reformar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, disse a Amnistia.

A ONG afirmou que a repressão continuou sob o Comité Nacional da Unidade para o Desenvolvimento (CNRD, na sigla em francês), liderado pelo Coronel Mamadi Doumbouya, que derrubou o Presidente em 2021.

"Apesar das promessas do CNRD de resolver a questão do uso excessivo da força (...), incluindo em casos de mortes ilegais, esta situação extremamente grave persiste, num contexto geral de repressão de vozes dissidentes", disse a diretora da Amnistia Internacional para a África Ocidental e Central, Samira Daoud, citada no comunicado.

A junta proibiu todas as manifestações desde 2022 e mandou prender, processar ou exilar vários líderes da oposição.

Ordenou também a dissolução de um grupo que tinha estado na vanguarda da oposição a Alpha Condé e que era igualmente ativo contra a junta e restringiu o acesso à Internet durante três meses, retirou os canais de televisão dos principais pacotes de distribuição e bloqueou as frequências de rádio.

“Desde 2019, registaram-se poucas condenações de membros das forças de defesa e segurança por uso ilegal da força”, lamentou a Amnistia.

Os centros de saúde públicos e privados têm-se recusado a tratar as vítimas por receio de represálias, referiu a organização.

Em março, o primeiro-ministro, Amadou Oury Bah, reconheceu que a junta permaneceria no poder pelo menos até 2025, não cumprindo o compromisso de sair até ao final de 2024. ANG/Lusa

 


    Rússia
/Putin apoia plano chinês para resolução da guerra na Ucrânia

Bissau, 15 Mai 24 (ANG) – O Presidente russo, Vladimir Putin, apoiou hoje a proposta de resolução da guerra na Ucrânia apresentada pela China, país onde inicia na quinta-feira uma visita oficial de dois dias.

Em entrevista à agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, Putin expressou uma opinião favorável à posição de Pequim sobre uma solução política para o conflito.

O líder russo apreciou o facto de a China compreender "as raízes e o impacto geopolítico" da guerra, referindo-se a um documento publicado em fevereiro de 2023 que delineia a posição de Pequim sobre a "Resolução Política da Crise Ucraniana", como o conflito é designado no país.

Este documento, que inclui uma proposta de 12 pontos, reflete o "desejo sincero da China de estabilizar a situação" e sugere uma abordagem que evita a "mentalidade da Guerra Fria", segundo Putin.

O líder russo sublinhou os "quatro princípios para a resolução pacífica" da guerra promovidos há um mês pelo seu homólogo chinês, Xi Jinping, que "se enquadram perfeitamente" na proposta chinesa e garantem "uma segurança indivisível e o respeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas".

Putin sublinhou que o seu país "não se recusou a negociar" para resolver o conflito que dura há mais de dois anos.

"Estamos abertos ao diálogo sobre a Ucrânia, mas essas negociações devem ter em conta os interesses de todos os países envolvidos no conflito, incluindo o nosso", afirmou.

A visita de Putin à China, que começa na quinta-feira e se prolonga até ao dia seguinte, segue-se a uma recente viagem de Xi à Europa, no meio de pressões do Ocidente para que o líder chinês use a sua influência junto do homólogo russo para pôr fim à ofensiva na Ucrânia.

A digressão de Xi, que não visitava a Europa há cinco anos, incluiu paragens em França, Sérvia e Hungria.

Pequim, que aprofundou os seus laços com Moscovo desde o início do conflito, apelou à realização de uma conferência internacional "reconhecida tanto pela Rússia como pela Ucrânia" para retomar o diálogo.

O primeiro ponto do plano chinês destacou a importância de “respeitar a soberania de todos os países”, numa referência à Ucrânia. “O Direito internacional, universalmente reconhecido, incluindo os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, deve ser rigorosamente observado”, lê-se na proposta.

“A soberania, independência e integridade territorial de todos os países devem ser efetivamente preservadas”, apontou.

O Governo chinês apelou ainda ao fim da “mentalidade da Guerra Fria” – um termo frequentemente usado por Pequim para criticar a política externa dos Estados Unidos.

“A segurança de uma região não deve ser alcançada através do fortalecimento ou expansão de blocos militares”, afirma-se no documento, numa crítica implícita ao alargamento da NATO. “Os legítimos interesses e preocupações de segurança de todos os países devem ser levados a sério e tratados adequadamente”.

A visita de Putin surge também depois de, no final de abril, o Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter apelado a Pequim para que "não ajude a Rússia" e não forneça ao país vizinho componentes que possam ser utilizados na sua guerra contra a Ucrânia.

Pequim negou ter vendido armas à Rússia e afirma ter uma relação comercial "normal" com Moscovo.

No entanto, as autoridades norte-americanas alertaram nas últimas semanas que as empresas chinesas estão a ajudar a indústria de armamento da Rússia, vendendo equipamento que pode ser utilizado para produzir mísseis balísticos. ANG/Lusa