segunda-feira, 25 de março de 2013


“Balconistas das Farmácias devem zelar pela defesa dos doentes”, avisa o ministro da Saúde

Bissau, 21 Mar 13 (ANG) – Cerca de 130 balconistas e ajudantes das farmácias, terminaram hoje um curso de capacitação em matéria de eficácia de atendimento dos pacientes.

Na cerimónia do encerramento do curso que durou um mês, o ministro da Saúde e Solidariedade Social, exortou aos formandos no sentido de se pautarem pela defesa do interesse dos doentes em detrimento do lucro em excesso.

Agostinho Cá sublinhou que ele, na qualidade de médico de profissão, já foi confrontado com inúmeros casos de denúncias, por parte de doentes que foram receitados medicamentos que lhes complicaram a saúde.

“Claro que, um paciente pode adquirir um medicamento já fora de uso nas farmácias ou alguns podem ter reacções incompatíveis no corpo dos pacientes provocando casos de alergia”, esclareceu o governante.

Cá informou que, as vezes, a referida situação tem a ver com a fraqueza dos farmacêuticos em termos de conhecimentos básicos.

“Pelo conhecimento que temos, numa determinada farmácia, os medicamentos devem estar bem organizados nas prateleiras conforme as ordens alfabéticas, porque um paciente pode chegar com uma receita e o balconista em estado de aflição ou descuido pode vender-lhe o contrário”, explicou.

Agostinho Cá avisou igualmente aos balconistas das farmácias para terem muita atenção com as formas de escrever dos médicos, acrescentando que, internacionalmente eles redigem as receitas com letras, as vezes, confusas e que exigem muita atenção para serem interpretadas.

O titular da pasta de Saúde e Solidariedade aconselhou aos farmacêuticos para darem tratamento igual aos doentes, independentemente do seu estado social.

O ministro louvou a altitude de alguns farmacêuticos que, em muitas circunstâncias, aceitam pedidos de pacientes impossibilitados financeiramente para adquirir medicamentos.

Por sua vez, o Inspector Geral da Saúde Pública, Benjamim Lourenço Dias frisou que doravante nenhum balconista pode exercer actividade nas farmácias sem dispor de habilitações para tal.

 Lourenço Dias afirmou que, a Polícia Judiciária tenha razão suficiente na recente operação que desencadeou de apreensão dos farmacêuticos que vendem medicamentos fora de uso. Referiu que as pessoas estão a desempenhar funções sem habilitações.

“Quando um farmacêutico não dispor de nenhum certificado ou diploma e cometer alguma infracção em termos de incompatibilidade de medicamentos, é automaticamente apelidado de um criminoso, e caso estiver habilitado para exercer essa função, esse erro pode ser considerado um acidente profissional”, explicou aquele responsável.

Intervindo no acto o Presidente da Associação Nacional dos Proprietários das Farmácias, Abdalahui Sallem, agradeceu o Ministério de Saúde e Solidariedade Social pela iniciativa apelando a continuidade da referida acção de formação que considerou de muito importante para a elevação do nível dos balconistas tendo em conta a necessidade de melhorar a eficácia do atendimento aos pacientes.

ANG/ÂC













GPE/GB congratula-se com  acordo entre governo e sindidicatos dos professores

Bissau, 22 Mar 13 (ANG) -  O grupo dos Parceiros da Educação na Guiné-Bissau saúdam o acordo recentemente alcançado entre o Governo e os Sindicatos dos Professores, o qual pôs fim à greve dos professores.

Através de um comunicado, sem data, ao qual a ANG teve acesso, o grupo (Nações Unidas, agências de desenvolvimento, doadores, ONGs internacionais e nacionais), disse que este acordo foi possível graças a prevalência do bom-senso e do sentido de responsabilidade de ambas as partes, perante o dever de garantir o direito das crianças Guineenses à educação.

Os Parceiros da Educação reconheceram e enalteceram igualmente os esforços e a contribuição das associações de pais e encarregados de educação e dos estudantes, bem como da rede das escolas privadas para o alcance deste objectivo.

Segundo a organização, em consequência das duas últimas greves de professores ocorridas no país, os alunos das escolas públicas perderam o equivalente a um terço do ano escolar.

Entretanto, restam apenas 80 dias de aulas, durante os quais será de crucial importância evitar mais interrupções, e realizar um esforço especial para que as crianças possam adquirir o nível de aprendizagem mínimo para transitarem de ano.

A organização apelou a todos os professores e alunos para o seu regresso à escola e às salas de aulas, de forma a permitir a recuperação e a aquisição dos conteúdos necessários de ensino no escasso tempo lectivo ainda disponível.

“ O papel das associações de pais, encarregados de educação e dos estudantes continuará a ser importante na mobilização para o regresso às aulas”, sublinhou a nota.

No comunicado, o grupo sublinhou a importância duma atenção acrescida do Governo às necessidades do sector educativo e reitera a sua vontade, disponibilidade e compromisso em apoiar o desenvolvimento do sector educativo da Guiné-Bissau.

FGS/ANG

quinta-feira, 21 de março de 2013


Falta de água potável e saneamento responsável pela maioria de mortes de crianças

Bissau, 21 Mar. 13 (ANG) – A falta de acesso a água potável e ao saneamento adequado, ligado a práticas incorrectas de higiene facilitam a propagação de doenças de origem hídrica, como a cólera, que está na origem de diarreias frequentes, sobretudo em crianças de menos de 5 anos.

A constatação vem expressa numa nota de imprensa da UNICEF em alusão ao dia Mundial sobre a água que dia 22, se celebra sob o lema “2013 – Ano Internacional de Cooperação pela Água” e cujo acto central no país terá lugar na vila de São Domingos, região de Cacheu.
“A população mais pobre nas zonas rurais são, por conseguinte, aquelas que mais sofrem destas doenças, e grandemente vêem afectados os seus direitos à saúde e o bem-estar”, escreve a nota de imprensa da UNICEF.

Na nota, a UNICEF aponta a diarreia como principal responsável pela morte de um em cada cinco crianças e esclareceu que, apenas, 53 por cento da população das zonas rurais é que têm acesso a água potável.

Em relação ao saneamento, o documento diz que a situação é ainda mais grave, pois, específica, 31 por cento da população Guineense, ou seja, cerca de 500 mil pessoas, ainda continuam a defecar ao ar livre e, somente, 5 porcento das que vivem nas zonas rurais têm acesso ao saneamento adequado.

Globalmente, segundo o documento, calcula-se que cerca de dois mil crianças menores de cinco anos morrem diariamente de doenças diarreicas e mais de metade destas mortes estão ligadas a falta de água potável, a situação de saneamento e higiene.

O UNICEF defende no documento que a Cooperação entre o cidadão e comunidades beneficiárias, o Governo, académicos, parceiros de desenvolvimento e o sector privado é crucial para preservar a água, proteger o ambiente e aumentar o acesso a este precioso líquido.

A nota informa que a Guiné-Bissau partilha dois rios com dois países vizinhos, o que impõe uma cooperação internacional que estabeleça planos conjuntos de gestão sustentável da água, que tragam benefícios sociais e económicos mútuos às populações dos respectivos países.

O UNICEF convida a todos, cidadãos, instituições e organizações a se juntarem ao esforço da ampliação da cooperação pela água, visando a melhoraria da sobrevivência da criança e da qualidade de vida da população em geral, em particular dos mais necessitados e vulneráveis.

ANG/JAM


SINJOTECS denuncia restrições à liberdade de imprensa na Guiné-Bissau

Bissau, 21 Mar.13 (ANG) – O Sindicato dos jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) denunciou que, nos últimos tempos, os jornalistas tem alvos de actos de intimidação e de perseguição por abordagem a assuntos considerados por certos quadrantes políticos, judiciais e da sociedade castrense como “delicados”.

Mamadú Candé, Presidente do SINJOTECS
Em comunicado distribuído a imprensa esta quarta-feira, O SINJOTECS manifestou sua “estranheza e indignação” face a atitude do Governo em mandar suspender a cobertura jornalística dos repórteres dos órgãos públicos das actividades dos candidatos à liderança do PAIGC, no passado dia 14.

“A posição do Governo revela uma clara tentativa de interferência do poder político nos órgãos de comunicação social estatais e que não passa de um atentado a liberdade de imprensa e do direito à informação”, evocou a organização dos jornalistas no seu comunicado.

No documento, o SINJOTECS informa ainda que o Ministro Fernando Vaz teria considerado que o assunto não se trata de censura, mas sim da aplicação da lei que não prevê a campanha a nível interno e não admite tempos de antena para candidatos a liderança dos partidos políticos nos órgãos públicos.

Para o SINJOTECS, segundo o comunicado, tais argumentos carecem de fundamentos e demonstram uma certa intolerância no pluralismo de ideias por parte do executivo.

Aquela organização da classe dos mídias lembrou que o facto não contribui para o reforço da democracia, paz e estabilidade, sobretudo neste período de transição em curso no país em que o papel da imprensa é fundamental para restauração da ordem constitucional.

O Sindicato dos jornalistas apelou o executivo e demais órgãos de soberania para criarem condições de trabalho aos médias e accionarem mecanismos de protecção aos jornalistas e, ainda, de se distanciarem de comportamentos que possam por em causa a actividade dos profissionais da comunicação social.

A concluir, o SINJOTECS alerta a Sociedade Civil, a Liga Guineense dos Direitos Humanos, a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes e a Comunidade Internacional, particularmente o Representante do Secretário-geral da ONU no país, CEDEAO, União Africana, União Europeia, a CPLP, a Federação Internacional de Jornalistas e União de Jornalistas da África Ocidental, bem como Repórteres Sem Fronteira de que a liberdade de imprensa está ameaçada na Guiné-Bissau.

ANG



terça-feira, 19 de março de 2013


ONG da sociedade civil querem eleições para Novembro 


Bissau, 19 Mar. 13 (ANG) - Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau propuseram hoje (terça-feira) um calendário de transição que contempla que a data das eleições gerais seja marcada até ao fim do mês e que as mesmas decorram em Novembro.  
   
No roteiro proposto pelas organizações, a cartografia do país terá de estar pronta até ao fim de Abril e em macio será feito o recenseamento eleitoral manual ou biométrico, "conforme os meios disponíveis", porque o recenseamento biométrico não é indispensável para eleições livres, justas e transparentes, afirmam.

Em conferência de imprensa em Bissau, as organizações da sociedade civil sugeriram também a revisão da lei orgânica da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e da lei eleitoral até Maio, e a atribuição às Nações Unidas da "competência de organizar ou supervisionar as eleições gerais".  

Num documento lido por Cadija Mané, coordenadora da Casa dos Direitos de Bissau, afirma-se que "a durabilidade do período de transição não pode ser condicionada pela realização ou não das reformas consideradas importantes", mas sim limitar-se "aos assuntos indispensáveis para o retorno à normalidade constitucional".  
  
A Guiné-Bissau vive um período de transição na sequência de um golpe de Estado que em Abril do ano passado depôs os dirigentes eleitos. O período de transição deveria terminar em Maio, mas foi prorrogado até ao final do ano.  
  
A situação social e económica deteriora-se dia após dia", do documento, que acrescenta: "as ondas de reivindicações e greves nos sectores da Educação e Saúde, os atrasos no pagamento dos salários dos funcionários públicos, a falta de luz eléctrica e água na cidade de Bissau são apenas alguns sinais que demonstram as dificuldades do Governo de transição em planificar, monitorar e gerir economicamente o país".

As organizações da sociedade civil consideram que há uma "deliberada inacção" das autoridades de transição para se perpetuarem no poder e irem adiando a realização de eleições.  

As organizações preconizam ainda a assinatura de um memorando pelos políticos e militares no qual todos declarem assumir e respeitar os resultados das eleições se as mesmas forem declaradas justas, democráticas e transparentes.

Paralelamente, as organizações que assinam o documento querem que entretanto se prepare o arranque das reformas do sector de Defesa e Segurança e da Justiça, que se regularizem os problemas que afectam os sectores da Educação e da Saúde, e que se aprove uma lei que fixe quotas mínimas para as mulheres nos cargos políticos e nas esferas de decisão.  

As organizações, 13 no total, querem também que seja adoptada uma moratória de dois anos de suspensão de concessão de licenças para o derrube de árvores de grande porte, e o princípio de realização de eleições autárquicas no próximo ano.
ANG





Funcionários das Finanças ameaçam com greve de dez dias

Bissau, 19 Mar.13 (ANG) – Os Sindicatos dos Funcionários Aduaneiros (SFA), e dos trabalhadores das Finanças, (STF) anunciaram a paralisação, a partir do próximo dia 22, e durante 10 dias, dos seus serviços para reivindicar o pagamento de 7 meses de subsídio de incentivo em atraso.

O anunciou foi feito hoje pelo porta-voz dos dois sindicatos, que acusa o governo de não cumprimento do memorando assinado no passado dia 29 de Junho do ano passado, um dia depois da primeira ronda negocial havido lugar entre as partes.

“No dia 11 de Julho do mesmo ano, elaboramos igualmente uma Adenda em que o Governo comprometeu-se a pagar-nos os 50 por cento da dívida, tendo, no entanto, liquidado apenas 25 por cento, mas de forma parcial, ou seja, pagam uns e deixam outros ao Deus dará”, criticou Carlitos Mendonça.

O Porta-Voz reconhece as dificuldades com que depara o país, salientando que, para tal, deve haver vontade por parte do Governo em dialogar com os sindicatos de forma a chegarem a um consenso.

Perguntado sobre se a greve não irá comprometer o pagamento do salário do mês em curso, Mendonça respondeu afirmativamente, mas justificou que os funcionários aduaneiros e das finanças recebem também os mesmos ordenados da função pública.

“Imaginem que até agora existem funcionários nas Finanças com mais de vinte anos de serviço com um salário mensal de 28 mil francos CFA! É através do subsídio de incentivo que conseguimos resolver os problemas do sustento das nossas casas”, explicou.

Para permitir uma maior dinâmica na recolha das receitas tributárias, o Governo, segundo o porta-voz, decidiu atribuir aos funcionários aduaneiros um subsídio de incentivo que varia conforme a produção. “Quanto mais recolherem as receitas, ganham mais subsídio”.

Carlitos Mendonça frisou que os funcionários das Finanças sabem perfeitamente do montante das receitas que entram e saem do cofre de Estado e não podem estar a ser enganados pelo patronato sobre o mesmo assunto.

ANG/ÂC



segunda-feira, 18 de março de 2013


Cipriano Sanca Eleito presidente do sindicato de base INACEP

Bissau, 18 de MAR.13 (ANG) – Cipriano Sanca foi eleito novo presidente do Sindicato de Base da Imprensa Nacional, Empresa Pública (INACEP), na Assembleia Geral dos trabalhadores d empresa havido lugar na ultima sexta-feira.

Este impressor técnico recolheu cinquenta e oito votos a favor, contra os vinte e oito da sua adversária, Edina Marciano Gomes, no universo de 86 votantes.

Em declaração a ANG, Cipriano Sanca prometeu, como prioridade das acções a adoptar nos próximos tempos, exigir o patronato a regularização da questão da segurança social dos trabalhadores, já que alguns deles se encontram a beira da idade de reforma.

O novo presidente informou ainda que os funcionários da INACEP fazem horas extras sem qualquer incentivo. “As vezes trabalham até meia-noite e, depois, a empresa não disponibiliza meio de transporte para assegurar o regresso a casa dos mesmos.

“Vou exigir que o condutor do transporte do pessoal permanece durante todo o serviço de horas extraordinárias, para depois transportar os funcionários a respectiva residência”, prometeu.

Falando das dificuldades da INACEP, Cipriano Sanca lamentou a falta de materiais na área técnica que muitas das vezes os obrigam a interromper o serviço, o que cria constrangimento com os clientes.

Quanto ao serviço administrativo disse que este funciona com grande dificuldade porque o pessoal administrativo não “é conhecedor da matéria”.

Solicitou a Direcção a diligenciar no sentido de apetrechar os serviços técnicos de materiais necessários, de forma a ultrapassar as dificuldades neste sentido.

Por fim elogiou o trabalho e esforço do actual Director-geral, Victor Cassamá e exortou a este para encarar o sindicato como parceiro na luta pela afirmação da empresa e melhoria de condições de trabalho dos seus funcionários.

ANG/JD






ANP termina 2ª Sessão ordinária sem eleger Presidente da CNE

Bissau, 18 Mar. 13 (ANG) - A segunda Sessão ordinária da oitava legislatura do ano 2012/2013 terminou os trabalhos dia 15, sem ter elegido o novo Presidente da Comissão Nacional Eleições (CNE), conforme previsto.

 O Presidente da ANP, em jeito de balanço de 30 dias de trabalhos afirmou que os deputados conseguiram debater e aprovar a maioria dos projectos-leis, Convenções, tratados e protocolos agendados assim como adoptaram resoluções sobre o sector do ensino.

Ibraima Sori Djalo lembrou que os deputados também abordaram a situação da devastação, por estrangeiros, das florestas um pouco por todas as regiões.

“Conseguimos aprovar a maioria dos pontos agendados, restou-nos apenas a eleição do Presidente da CNE, aprovação da Lei Orgânica da ANP e o projecto de criação de um Pacto de Regime “lamentou o Presidente do hemiciclo guineense.

Entretanto, Sori Djaló referiu, que os assuntos que ficaram de fora poderão ser abordados em sessão extraordinária que poderá vir a ser convocada para o efeito de apresentação, discussão e, eventualmente, aprovação do Programa do Governo e do Orçamento Geral do Estado (OGE).

ANG/AI

sexta-feira, 15 de março de 2013


Ex-secretário executivo da CPLP apresenta-se a líder do PAIGC 



Bissau, 14 Mar. 13 (ANG/ANGOP) – O antigo secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, apresentou-se quinta-feira em Bissau perante cerca de três centenas de pessoas como candidato à liderança do PAIGC no congresso do partido em Maio.  

Ao som da música tradicional guineense e à beira da piscina de um hotel de Bissau, Simões Pereira começou por se apresentar, lembrando o seu percurso como militante do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), há 24 anos,
 para logo entrar nos propósitos da sua candidatura.


"Eu sou um produto, cresci no PAIGC, apreendi no PAIGC, sou um recurso do PAIGC. Se o partido entende que hoje precisa de mim, tenho que me colocar à disposição do PAIGC", disse Simões Pereira.  


Secretário executivo da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) de 2008 a 2012, Simões Pereira, engenheiro civil formado na antiga União Soviética e agora a frequentar um doutoramento em ciências políticas numa universidade portuguesa, diz
 ter "as receitas para mudar a Guiné-Bissau" se for eleito presidente do PAIGC e, mais tarde, chefe do Governo.  


Domingos Simões Pereira, conhecido no país por 'Matchu', afirmou que se for eleito presidente do PAIGC irá lutar pela verdade, a promoção do mérito, a mobilização da sociedade para um compromisso com a paz e ainda implementar programas de redução da pobreza, da mortalidade "infanto -materna" e ainda da "transformação radical" do país.  


O político pediu, no entanto, aos militantes do partido para que "façam uma boa escolha" no oitavo congresso, marcado para cidade de Cacheu (norte). 


Para desse modo, sublinhou, possibilitar que o PAIGC possa ganhar as eleições gerais, ainda sem data, mas que a comunidade internacional quer que tenham lugar ainda este ano.   


Simões Pereira disse que pretende ver uma Guiné-Bissau onde os cidadãos não terão medo de dizer o que pensam e não terão medo de dormir devido aos sobressaltos, e um país sem golpes de Estado.  


A este propósito questionou a assistência sobre se já não é tempo de os guineenses darem tréguas à si mesmos. A pergunta recebeu um coro de basta de instabilidade e de vivas ao PAIGC e a Domingos Simões Pereira.   



Além de Simões Pereira já se perfilam como candidatos à liderança do PAIGC nomes como Braima Camará, Aristides Ocante da Silva, Vladimir Deuna, Carlos Gomes Júnior e José Mário Vaz.

ANG  



PR da transição ameaça abandonar funções 


 Bissau, 14 Mar. 13 (ANG/ANGOP) - O Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo, avisou quinta-feira que pode abandonar as funções se persistirem as divergências entre os actores políticos do país.
  
Nhamadjo fez esta advertência aos guineenses quando falava na abertura de um encontro promovido pelo Movimento da Sociedade Civil com os militares sobre a busca de diálogo nacional.  
  
No encontro a que assistia o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, o Presidente de transição guineense disse estar
 cansado de divergências entre os políticos "motivados por interesses egoístas".  
  
Se continuar esta persistência do radicalismo de um lado e de outro (...), então que o guineense arranje desde já um candidato para gerir as próximas etapas da transição,
 porque Serifo Nhamadjo, não fará parte da fragmentação da sociedade guineense", afirmou o Presidente. 
  
Serifo Nhamadjo disse já ter dado conta desta sua intenção ao próprio representante da ONU em Bissau e às várias organizações representativas da sociedade guineense,
 faltando apenas manifestar a sua determinação aos dois principais partidos do país (PAIGC e PRS) na audiência que terá com eles na sexta-feira.  
  
"Ainda tenho mais dois meses do meu mandato, em Abril termina o mandato pelo qual assumi o compromisso de 12 meses. Não quero chegar com a sociedade guineense no
  buraco que estou a ver à frente, quero que todos nós nos juntemos para tapar esse buraco", sublinhou Nhamadjo.  
  
O Presidente de transição avisa que se não houver consensos - sobre a formação de um novo Governo e na elaboração de um novo roteiro para transição - então sim terá que
 deixar as suas funções.  
  
"Serifo Nhamadjo não fará parte da disputa egoísta de chegar ao poder sem ser por caminho mais transparente, mas também não sou o único guineense que pode estar à
 frente da transição", enfatizou o Presidente.  
  
"Estarei sempre disponível se for com o objectivo de atingirmos uma transição pacífica, de dignificação do guineense. Esses pressupostos que lancei são premissas indispensáveis para que esta transição não seja mais uma transição", observou Nhamadjo.  
ANG

quinta-feira, 14 de março de 2013



Jorge Mário Bergoglio é o 266º Papa da Igreja Católica 


Cidade do Vaticano, 14 Mar 13 (ANG/ANGOP) - O argentino Jorge Mário Bergoglio, ontem designado pelo canclave reunido na cidade do Vaticano, em Roma é o 266.º Papa da Igreja Católica. Será o primeiro Sumo Pontífice não europeu e Jesuíta.

O Papa que sucede assim a Bento XVI, escolheu ser designado durante o seu pontificado por Francisco I, segundo anunciou o cardeal francês Jean-Louis Tauran, na varanda da Basílica de São Pedro, após pronunciar as famosas palavras: «Habemus Papam».

Depois do anúncio, o arcebispo emérito de Buenos Aires, de 76 anos, apareceu perante os milhares de pessoas que o aguardavam na Praça de São Pedro, no Vaticano, para saudar os fiéis e fazer a bênção apostólica «Urbi er Orbi».

«Os cardeais foram buscar-me ao fim do mundo», disse o Papa Francisco I, o primeiro Sumo Pontífice sul-americano e o primeiro Jesuíta, dirigindo depois palavras de saudação a Bento XVI.

Francisco I convidou os fiéis a «empreender um caminho de fraternidade, de amor» e de «evangelização», pedindo à multidão um minuto de silêncio: «Rezem por mim e dêem-me a vossa bênção».

Em seguida, deu a sua primeira bênção «Urbi et Orbi» e despediu-se dos fiéis. «Irmãos e irmãs rezai por mim, voltaremos a ver-nos muito rapidamente. Desejo-vos uma boa noite e um bom repouso», terminou o Sumo Pontífice eleito, esta quarta-feira, após o segundo dia de conclave que escolheu, pela primeira vez desde o século VIII, um Papa de fora da Europa.

ANG

quarta-feira, 13 de março de 2013


UNTG ameaça decretar uma greve geral

Bissau, 13 Mar. 13 (ANG) – O Secretario Geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guine (UNTG) ameaçou hoje decretar uma greve geral no país, em jeito de solidariedade para com os professores e funcionários do Ministério das Finanças, se as reivindicações destes não forem atendidas.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné-ANG, Estêvão Gomes Có disse ser nessa perspectiva que o secretariado nacional da UNTG se reuniu na semana passada, tendo analisado a situação das greves no país, e produzido um comunicado exortando o governo e os sindicatos para se sentarem a mesa a fim de encontrar soluções para os problemas laborais objectos de greves no sector da educação e no Ministério das Finanças.

“Para nós, a greve de trinta dias decretada pelos sindicatos do sector da educação é muito longa, bem como do Sindicato de base dos funcionários do Ministério das Finanças que já realizou várias paralisações mas nenhuma solução foi encontrada,”lamentou o Secretario geral da UNTG.

Estêvão Gomes Có disse que a situação é lamentável porque quando se fala da educação mexe-se com todos os guineenses, porque se as aulas deixaram de funcionar isto preocupa a todos e o mesmo acontece com o Ministério das Finanças, uma instituição onde as receitas são colectadas para o pagamento de salários, por isso, uma situação que igualmente mexe com toda a sociedade guineense.

O Secretario geral da UNTG apelou as partes envolvidas para prosseguirem as negociações como a única forma de resolver os problemas sociais.

 “Apesar de haver vários acordos assinados mas que não foram compridos pelo governo, as partes devem privilegiar o diálogo,”desejou Estêvão Gomes Có.

O Secretario geral da UNTG informou que o conselho permanente da concertação social é um espaço onde se pode solucionar os conflitos sociais, mas que este órgão não tem reunido regularmente. E disse estar convicto de que se este tivesse reunido os problemas dos professores e dos funcionários do Ministério das Finanças teriam sido resolvidos.

ANG; LPG


Governo garante que Tráfico de droga diminui no país

Bissau, 13 Mar. 13 (ANG) - A utilização do nosso território para efeito de tráfico transatlântico diminuiu consideravelmente, afirmou o Ministro da Justiça que cita as estatísticas e relaciona o facto com o empenho do Governo de Transição no combate ao narcotráfico.

Mamadú Saido Baldé que falava terça-feira no acto comemorativo dos 30 anos da existência da PJ afirmou que o esforço imprimido pelo executivo no combate ao flagelo não recebeu nenhum apoio da comunidade internacional.

Contudo, reconheceu que a estrutura geográfica do nosso país caracterizada pela existência de um arquipélago com várias ihlas desabitadas e sem protecção militar, oferece condições favoráveis para a prática de crimes organizados.

Como solução, o Ministro da Justiça apelou a comunidade internacional no sentido de disponibilizar meios materiais e financeiros que permitam capacitar e operacionalizar as entidades vocacionadas no combate ao narcotráfico.

De acordo com Saido Baldé, a PJ enquanto entidade vocacionada para a investigação do tráfico precisa de colaboração das outras estruturas  nomeadamente alguns departamentos governamentais com as quais tem havido uma franca colaboração.

Para o Procurador Geral da República, a PJ é e continua a ser um inestimável auxiliar da justiça, com predominância do Ministério Público.

Segundo Abdú Mané, esta dependência deve ser cada vez mais efectiva de tal forma que possa tornar as partes em perfeita sintonia nos actos de decisão. Por esta razão,  defendeu,  a PJ deve ser apetrechada de meios humanos e materiais para poder combater intransigentemente a criminalidade e a impunidade no país.

Apesar de falta de meios com que se depara ao longo de vários anos, o Director da PJ disse que a sua instituição está em franco crescimento, pois é notório por todos a sua evolução.

Segundo João Biaguê, houve várias tentativas maldosas de dar golpe no que os homens e mulheres da PJ empreendem diariamente, mas a sua eficiência e eficácia são claras e conseguiram contornar a situação.

O Director da PJ afirma ser urgente a instalação dos seus serviços em localidade como Bubabque, Catió, Farim e Gabú com vista a fazer face a crimes que ali ocorrem.

No seu entender, este desafio não é só do Governo e lançou um repto a todos os parceiros no sentido de dar um apoio necessário de forma a que a PJ possa impor-se na luta contra o crime organizado na Guiné-Bissau.


ANG/AMS

 


PJ incenera 3.436 quilogramas de cocaína e 375 de canabís

Bissau, 13 Març. 13 (ANG) - A Polícia Judiciária (PJ) guineense incinerou esta terça-feira na localidade de Ilondé, região de Biombo cerca de 3,5 kg de cocaína e 375 kg de cannabis, conhecida vulgarmente no seio de traficantes e consumidores por “Yamba”. 

A cocaína incinerada foi apreendida por agentes da PJ à 20 de Fevereiro no no Aeroporto Osvaldo Vieira e era transportada por cinco cidadãos estrangeiros que viajaram de Brasil e fizeram trânsito em Portugal.

Antes da incineração, a  droga foi submetida a um teste rápido para provar a sua originalidade, na presença do Director Nacional da PJ João Biaguê,  do Consultor do Departamento das Nações Unidas de Combate à Droga ( ONUDC)  Joaquim Paiva e de representantes de várias instituições que intervém no combate ao narcotráfico e o crime organizado.

Na ocasião, o Director da PJ disse que o acto demonstra a persistência da sua instituição em a trabalhar numa matéria de tal complexidade, como é o caso de droga, sem meios mas que mesmo assim consegue fazer qualquer coisa.

"O acto de  incineração simboliza a comemoração do dia mais alto da PJ, o 30º aniversário da sua existência , por isso fizemos coincidir as coisas “, sublinhou revelando que também serve para desmentir as alegações feitas pelo Jornal “Última Hora”, segundo as quais a a referida droga estaria em parte incerta.

Na opinião de João Biaguê, trata-se de um processo credível e transparente porque a droga foi submetida antes a um teste rápido para comprovar a sua validade na presença dos parceiros da PJ e da própria imprensa que escolheram de forma transparente as cinco cápsulas que foram testadas.

Segundo ele, a droga é uma questão de rede, o seu combate deve ser mediante uma rede e não se pode combatê-la sem apoio de organismos internacionais. Louvou o Governo pelos apoios que tem disponibilizado a PJ, o que muito tem facilitado o seu trabalho no combate a esse flagelo-lo.

"Desde que assumi esse cargo não recebi nenhum apoio do ONUDC”, criticou reconhecendo no entanto que no passado a sua corporação havia beneficiado de viaturas por parte desta organização internacional e da França.

Por seu lado, o Consultor da ONUDC qualificou o acto de “credível”, mas aconselhou as autoridades para que da próxima vez submeterem a droga a testes laboratoriais  porque ali os resultados são mais nítidos.

ANG/AMS