quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pescas



FISCAP diz que infracções do Navio russo “Oleg Naedenov” ocorreram em águas territoriais senegalesas

Bissau, 08 Jan.14 (ANG) – O Coordenador Nacional da Fiscalização Marítima da Guiné-Bissau (Fiscap), afirmou que, o navio russo denominado “Oleg Naedenov”, foi detectado por uma aeronave de fiscalização senegalesa, a fazer actividades de pesca ilegal dentro das águas territoriais daquele país vizinho.

Em declarações exclusivas à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Pedro Mendes Viegas explicou que, pelas informações que recebeu das autoridades senegalesas, o navio russo encontrava-se no passado dia 20 de Dezembro no ano findo em Dakar, para efeitos de reabastecimento.

Prosseguiu explicando que na noite do mesmo dia, o barco teria zarpado do porto de Dakar e, de seguida, iniciado actividades piscatórias nas águas territoriais daquele país, antes de entrar na zona de pesca comum Guiné-Bissau/Senegal.

“No dia 23 de Dezembro foi fotografado por um aeronave de fiscalização senegalesa que lhe fotografou e de imediato comunicou a Base, que por sua vez, mandou a missão para o seu aprisionamento”, informou.

O navio viria a ser capturado dia 3 de Janeiro na zona comum de pesca entre os dois países. A Zona Comum é de direito das autoridades dos dois países, entre as quais de conceder licenças de pesca e bem como de praticar acções de fiscalização.

“Quando a frota de fiscalização senegalesa detectou o barco, tentou mobilizar a tripulação para a conduzir para Dakar e capitão de Oleg Naedenov não aceitou colaborar. Então as autoridades senegalesas pediram o reforço do seu contingente e conseguiram conduzi-las para Dakar”, explicou.

Pedro Mendes Viegas disse ter recolhido informações junto as autoridades senegalesas segundo as quais os marinheiros guineenses que se encontravam a bordo da embarcação, ao contrario do que tem sido propalado por ai, não fora alvo de sevícias algumas.

Aquele responsável, disse que a Embaixador da Guiné-Bissau no Senegal já está a seguir o caso a par e passo e já foi visitar o barco.
ANG/ÂC

 

Lusofonia




Carlos Alves Moura nomeado representante especial da CPLP para Bissau

Bissau, 08 Jan. 2014 (ANG)  - Carlos Alves Moura, que foi representante temporário da CPLP na Guiné-Bissau entre 2004 e 2006, terá sido  formalmente apresentado hoje em reunião extraordinária do Comité de Concertação Permanente, na sede da organização lusófona, em Lisboa.

Em representação da CPLP, Carlos Alves Moura chefiou também a missão de observação eleitoral às legislativas de 2012 em Timor-Leste.

  Formado em Direito, Carlos Alves Moura iniciou a vida profissional como advogado de sindicatos e da Federação de Trabalhadores Rurais do Estado do Rio de Janeiro, segundo informação publicada na página da Fundação Cultural Palmares.  

Carlos Alves Moura foi coordenador geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, órgão da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil. 

Fundador do Centro de Estudos Afro-brasileiros, do qual foi presidente, Carlos Alves Moura foi também assessor para os assuntos de cultura afro-brasileira no Ministério da Cultura do Brasil. 

Defendendo as "reivindicações das entidades do movimento negro", Carlos Alves Moura teve uma actuação "decisiva para a criação da Fundação Cultural Palmares, em 1988, da qual foi o primeiro presidente, voltando ao cargo em 2001", pode ler-se na página da fundação brasileira. 

Entre 2003 e 2007, participou do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, órgão da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República do Brasil. 

 A Guiné-Bissau vive desde Abril de 2012 um período de transição após o golpe de Estado e está prevista a realização de eleições gerais a 16 de Março deste ano, que estiveram inicialmente previstas para 24 de Novembro de 2013, mas foram adiadas devido a atrasos no financiamento e no recenseamento eleitoral. 

Angop

Pescas




Senegal apreende barco Russo

Bissau 08 Jan. 13 (ANG) - O arrastão russo Oleg Naidenov, no qual seguiam 82 pessoas (62 russos e 20 guineenses) e pescava ao largo da costa da Guiné-Bissau, foi detido e escoltado, no sábado, em direcção a Dakar por militares senegaleses. 

As autoridades de Dacar acusaram a tripulação do barco russo de pesca ilegal e tencionam multar o armador em perto de 830 mil dólares. 

Apesar do Senegal referir que esta não é a primeira vez que o Oleg Naidenov comete uma violação semelhante, os marinheiros russos rejeitam a reclamação, reiterando que estavam a pescar na zona económica da Guiné-Bissau, quando o navio foi capturado pelos militares senegaleses.

Ao que tudo indica, a traineira transportava 900 toneladas de carga, que ascenderia a 540 mil dólares. O Oleg Naidenov pertence à sociedade anónima Feniks, registada em Murmansk, no norte da Rússia.

 Fonte. Voz da Rússia/Novas da Guiné-Bissau

terça-feira, 7 de janeiro de 2014




Vinte e três partidos políticos vão concorrer numa única lista

Bissau, 07 Jan.14 (ANG) – Pelo menos vinte e três partidos políticos sem assento parlamentar, reunidos num fórum irão assinar esta sexta-feira, um Pacto para concorrer as próximas eleições numa única lista.

A revelação é do Presidente do Partido Republicano para a Independência e Desenvolvimento (PRID), uma das formações subscritor, António Afonso Té, em declarações exclusivas à ANG.

O líder dos republicanos disse que só depois desta assinatura é que o Fórum vai escolher o seu candidato presidencial para concorrer as próximas eleições gerais de 16 de Março.

Questionado sobre como vê o atraso do processo do recenseamento eleitoral que actualmente decorre no país, aquele dirigente político alegou que no passado sábado, todas as formações políticas do país reuniram com o Presidente da República de Transição Serifo Nhamajo, onde avaliaram conjuntamente o processo do recenseamento.

Afonso Té acrescentou que na referida reunião chegou-se a conclusão de o atraso do processo não pode por em causa a data para a realização do escrutínio.

“Se engajamos todos chegaremos a conclusão de que é possível concluir o recenseamento sem alterar a data da realização das eleições”, acredita Afonso Té.

ANG/LLA