terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sistema político

Académico guineense considera “semipresidencialismo puro” mais adaptável à realidade guineense

Bissau, 21 Set 15 (ANG) O Historiador guineense radicado em Portugal, Julião Sousa Soares considera  “semipresidencialismo puro” o sistema de governo que mais se adapta a realidade da Guiné-Bissau.

Em entrevista exclusiva  à ANG sobre as sucessivas instabilidades políticas desde a instituição do multipartidarismo nos inícios de ano noventa no país, o académico disse que “contrariamente” a tese defendida por  um importante sector da sociedade, o presidencialismo pode ser perigoso para o país.

“A corrente que eu defendo para o meu país é o semi-presidencialismo assumido claramente (como em Portugal e Cabo Verde), em que o Presidente da República tenha um papel de moderação de debate político, se por exemplo  houver problemas no país,” advoga o historiador para acrescentar que um presidencialismo  na Guiné-Bissau pode conduzir  “rápidamente o país à ditadura”.

 Sousa Soares sustenta que quem conhece a realidade do país e a característica dum africano que “tradicionalmente gosta de concentrar o poder”, não tardará a concluir que o sistema semi-presidencialista mais se encaixa para evitar o totalitarismo.

Abordado sobre outras causas dos conflitos políticos inter-intitucionais que, em algumas situações acabariam por facilitar a intervenção dos militares, este estudioso fala em motivos “subjectivos” como, rumores, boatos  intrigas, “em que não se olha os meios para atingir o poder” e a falta de moral.

A “falta de moral” é segundo Juliao Soares, o  “maior cancro” de uma parte da classe política do país.

Em relação as “razões de ordem objectiva”,  Juliao Soares resume-as em má governação e sucessivos assassinatos no país desde os primórdios da  independência. Facto que, segundo as suas palavras,  causaram ódios entre as pessoas.

Soares  afirma que nenhum país pode crescer com lutas “desmedidas pelo poder.

Como estratégia para alterar o actual figurino constitucional (semi-presidencialismo com pendor presidencialista), Soares Sousa aconselha um “debate aprofundado” sobre a temática, que poderá culminar com a uma promulgação do texto constitucional revisto, por um Presidente da República no final do seu segundo mandato.

“Como se sabe, nenhum Presidente de República aceitaria reduzir os seus poderes no pleno exercício das suas funções. Já, por exemplo, no final dum segundo mandato (não renovável), seria possível  a revisão da Constituição, porque qualquer chefe de Estado gostaria de ficar na historia”, aconselha.

Face aos sucessivos males há anos à esta parte na governaçao do país, Soares Sousa afirma que tem levado o “divórcio” entre a população e as autoridades, “porque  o Estado não cumpriu com o seu papel de  garantir as necessidades básicas” tais como  infraestruturas, uma educação e um sistema de saúde de qualidades, o emprego e as condições de vida dignas aos cidadãos.

“Um povo não sobrevive apenas de discursos, as vezes demagógicos.Já é hora de os governantes compreenderem que,  o que conta é a prática”, acusa o historiador para afirmar que a Guiné-Bissau só conhecerá uma “verdadeira mudança, com políticos de elevado sentido patriótico e conhecedores dos reais problemas dos cidadãos”.

Por isso, o professor chama a atenção “por esta exclusão social” que na sua perspectiva , se as coisas não se inverterem poderá, à médio e longo prazos, eclodir as “convulções sociais” como tem acontecido  noutros países.

Juliao Sousa Soares  considera  “fundamental”, o diálogo nacional com todas as forças vivas do país, em particular, entre os órgãos da soberania, através de encontros periódicos ( “não na praça pública como se sucede”).

Apesar da situação difícil em que se encontra, apela ao povo guineense a ter a esperança num futuro melhor, aos políticos exorta um diálogo permanente e, finalmente, à comunidade internacional pede que continue a “apoiar ao povo guineense que tem sido a principal vítima inocentemente, dos sucessivos erros de governação” da Guiné-Bissau.

Desde a instituição do multipartidarismo no país, no início da decada noventa, até a presente data nenhum governo concluiu o seu mandato constitucional de quatro anos.

Julião Soares Sousa, natural de Bula, norte do país, é doutorado em História Contemporânea, autor do livro “Amílcar Cabral 1924-1973, Vida e Morte dum Revolucionário Africano”.

Obra esta que lhe valeu o Prémio pela Fundação Callouste Gulbenkian de “História Moderna e Contemporânea de Portugal” da Academia Portuguesa de História.

Actualmente, o Professor Julião Soares Sousa está ligado a Universidade de Coimbra, Portugal, como investigador. Instituição de ensino onde fez os seus estudos superiores.


ANG/QC/SG

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ensino




SINDEPROF espera que o presente ano lectivo seja melhor que o transacto

Bissau, 21 Set 15-(ANG)- O Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF)  espera que o ano lectivo 2015/2016 seja melhor nas Escolas Públicas em relação ao ano transacto, disse hoje à ANG o seu vice-Presidente.

 Eusébio Có disse que o processo do ensino e aprendizagem não pode parar, por isso, o Sindeprof  está a trabalhar para a sua melhoria, assim como na aplicação de mudança de letras e implementação da carreira docente.   

Segundo Co, apesar de  alguns pais e encarregados de educação estarem sem meios financeiros para  matricular os filhos devido a crise política que o país atravessa  há mais de um mês, o processo de inscrição dos alunos nas Escolas Públicas estão a decorrer de forma normal .

O sindicalista revelou que foram criadas várias  brigadas de matrículas nas Escolas Públicas para que  os trabalhos das inscrições dos estudantes possam desenrolar regularmente e assim permitir que haja condições  para o início do ano lectivo 2015/2016.

Perguntado sobre a relação que existe entre o SINDEPROF e as autoridades do sector do ensino, o Vice-presidente deste Sindicato dos Professores respondeu que, no início do ano lectivo 2014/ 2015 as relações entre as duas partes não foram boas, mas que com o decorrer do tempo, sobretudo no fim do referido ano,  a situação veio a normalizar-se.

Eusébio Có apelou as autoridades para estenderem o prazo de matrículas, para permitir que pais e encarregados de educação que ainda não tem dinheiro possam diligenciar no sentido de encontrar meios financeiros para inscrever os filhos. 

As escolas publicas ainda fzem a inscrição dos alunos enquanto na maioria das  escolas privadas as aulas já se iniciaram. 

ANG/PFC/JAM/SG  
   



Burkina Faso




Mediadores propõem restauração do presidente Kafando e amnistia aos golpistas

Bissau, 21 Set 15 (ANG)- Os mediadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) propuseram domingo à noite, em Ouagadougou, um" projecto de acordo político de saída da crise" no Burkina Faso, prevendo restaurar o presidente Kafando, derrubado quinta-feira por um golpe de Estado militar, e amnistiar os golpistas. 

Este acordo, que deverá ser apresentado terça-feira à União Africana (UA), prevê igualmente a organização das eleições legislativas e presidenciais o mais tardar até 22 de Novembro e a inclusão dos candidatos pró-Compaoré excluídos nos últimos meses na sequência de uma lei votada pela Assembleia interina.  
         
O projecto, lido pelo presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Désiré Ouedraogo, prevê a "restauração das instituições da transição e do presidente Kafando", a “libertação incondicional de todas as pessoas detidas na sequência dos acontecimentos", "a aceitação do perdão e uma lei de amnistia sobre os acontecimentos subsequentes ao golpe de Estado". Esta lei deve ser votada antes de 30 de Setembro.

Por outro lado, o texto preconiza o "prosseguimento do processo eleitoral" o mais tardar até 22 de Novembro, uma vez que até agora as eleições estão fixadas para 11 de Outubro.          

Para responder ao descontentamento dos militares golpistas, a proposta prevê que "as pessoas cujas candidaturas tenham sido invalidadas serão autorizadas a participar nas próximas eleições".           

O destino do Regimento de Segurança Presidencial (RSP), que esteve na origem do golpe de Estado, é "deixado à apreciação do presidente saído das próximas eleições". Durante vários meses, a sociedade civil exige a dissolução desta forte tropa de mil e 300 homens.             

O RSP, uma unidade de elite do exército dirigido pelo general Gilbert Diendéré, muito próximo a Blaise Compaoré, tomou o poder quinta-feira ao acusar as autoridades de terem desencaminhado o governo de transição pós-Compaoré, principalmente com a exclusão dos apoiantes do ex-presidente das eleições marcadas para 11 de Outubro.     
          
O chefe de Estado senegalês Macky Sall, presidente em exercício da CEDEAO, anunciou que esta solução seria proposta terça-feira à UA durante uma cimeira extraordinária.
                       
O mediador lançou "um apelo urgente exigindo a calma e a não-violência": "Não devemos acender um fogo que não podemos apagar", advertiu o chefe de Estado.  

ANG/Angop     

Saúde Pública




Lançado projecto de reforço da comunicação sobre Vírus de ébola

Bissau, 21 Set (ANG) - O novo projecto de reforço da comunicação sobre o vírus de ébola denominado BE SAFE/START foi lançado esta segunda-feira em Bissau pela ong religiosa Cáritas em parceria com a Cáritas  do Senegal. 

O projecto, que se resume em contactos directos de equipas junto das comunidades nas zonas de risco, foi financiado pelas Cáritas Alemães, no valor de  cerca de 1.5 milhões de dólares e terá a duração de um ano. 

No acto, o Secretário-geral da Caritas da Guiné-Bissau explicou que a iniciativa visa melhorar a capacidade de resposta face ao vírus de ébola reforçando assim os serviços públicos e estratégia de educação para a saúde.

O padre Domingos Binhanguê acrescentou que o projecto promete também desenvolver mensagens técnicas e culturais em matéria de prevenção e controlo do ébola.

Binhanguê referiu que o projecto visa igualmente  melhorar os conhecimentos da comunidade e promover adopção de comportamentos de protecção para ajudar a reduzir o risco de contaminação nas comunidades fronteiriças do Senegal e da Guiné-Bissau.

“A exigência de prevenção do vírus nas regiões de Gabú, Tombali, e Bolama Bijagós consideradas zonas de maior riscos na Guiné-Bissau, alem de constituir um desafio à todos os intervenientes, só pode ser ultrapassada com o contributo de todos através de uma acção conjunta e coordenada”, referiu Domingos Binhanguê.

Por sua vez, o presidente de Instituto Nacional da Saúde Pública, Plácido Cardoso disse que o projecto recém-lançado se reveste de suma importância uma vez que vai complementar as intervenções feitas no terreno no domínio da sensibilização.

“A prevenção do ébola resume essencialmente na observação das normas básicas da higiene, sendo assim, a orientação das crianças neste domínio será de louvar porque eles captam rapidamente”, disse Plácido Cardoso.

Recorda-se que o surto do ébola começou em Dezembro de 2013, mas que veio a ser detectado só em Março de 2014 na Guiné-Conacri.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde o vírus da febre hemorrágica é uma das doenças mais mortais que existem e é altamente infecciosa  e pode matar mais de 90 por cento das pessoas que o contraem. 

ANG/AALS/JAM/SG






sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Internacional


Golpe de Estado no Burkina Faso 

Bissau, 18 Set 15 (ANG)- O general Gilbert Diendéré, antigo chefe de Estado maior general do ex-presidente Blaise Compaoré assumiu a chefia do Conselho Nacional de Democracia., no Burquina Faso.

Este  novo poder instituído pelos militares golpistas retém desde quinta-feira como reféns o presidente Michel Kafando e o priemiro-ministro, Isaac Zida.

Nas primeiras declarações à Revista Jeune Afrique, o general Gilbert Diendéré, antigo chefe de Estado maior general do ex-presidente Blaise Compaoré, disse que o presidente e o primeiro-ministro de transição serão postos em liberdade nas próximas horas.

O general Gilbert Diendéré assumiu a chefia do Conselho Nacional de Democracia, depois da  manhã de quinta-feira  um militar fardado com o uniforme da guarda do antigo chefe de Estado, Blaise Compaoré, ter anunciado na televisão publica a demissão do presidente de transição Michel Kafando.

O homem apresentou-se em nome do Conselho Nacional para Democracia que decidiu " por termo ao regime de transição que se afastou progressivamente dos objectivos para implementação de uma democracia consensual".

O comité militar quer " avançar com um processo coerente, justo e equilibrado e que conduza à aplicação de um sistema institucional robusto".

O Conselho Nacional de Democracia anunciou que uma "larga concertação está empenhada em formar um governo que se vai dedicar à restituição da ordem política no país e à restauração da coesão nacional para realização de eleições inclusivas e apaziguadas".

Em declarações à RFI, Chérif Sy, o presidente de transição da Assembleia, lançou um apelo às forças armadas para terminarem com este golpe de Estado: " Numa altura em que o presidente, primeiro-ministro e governo estão sequestrados, sou eu que assumo os poderes. Sendo assim peço ao chefe de Estado Maior General das Forças Armadas e das várias regiões militares a tomarem as disposições para acabarem com este acto que é contrário à vontade do povo, e é por isso que faço este apelo às forças republicanas e militares".

Em alusão às negociações que decorreram durante a noite de quinta-feira, afirmou que não se trata de discutir: " Já ficou claro que a intenção deste grupo armado não é discutir, mas sim de tomar o poder, uma manobra dos partidos políticos do antigo regime"; disse.

O movimento da sociedade civil Balai citoyen lançou um apelo de resistência em todos os bairros da capital. Segundo vários testemunhos nas redes sociais, os tiros  ouvidos no cento de Ouagadougou. Também se ouvem sirenes de ambulância e ao hospital da capital terão chegado vários feridos.

Várias são as reacções a este golpe de Estado no Burkina Faso. O Presidente François Hollande disse que " não pode haver legalidade com os golpistas". A CEDEAO, a União Africana e as Nações Unidas vieram exigir a libertação dos reféns, tendo sublinhado igualmente, que os golpistas serão responsabilizados pelos seus actos.

O Burkina Faso devia ir a eleições já no próximo dia 11 de Outubro, um escrutínio que deveria colocar um ponto final na crise política que se vive no país desde o afastamento de Blaise Compaoré que queria candidatar-se a um terceiro mandato.

O Conselho Nacional de Transição tinha decidido que os partidos com ligações ao ex- chefe de Estado Blaise Compaoré não se poderiam apresentar netas eleições gerais.

ANG/RFI

Media


Paula Silva Melo eleita presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social

Bissau,18 Set.15 (ANG) - A Jornalista, Paula Silva Melo foi eleita quarta-feira Presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social com 40 votos a favor, 7 contra  num total de 51 votantes, houve quatro votos em branco.

O ato aconteceu durante uma Assembleia Constituinte da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, em que  a jornalista foi a única candidata. formação é financiada pela União Europeia através da UE-PAANE.

Na ocasião, Paula Melo disse que criação da referida organização é a materialização de um sonho de longa data com base nas ideias partilhadas no seio dos protagonistas da comunicação social guineense, principalmente das jovens e mulheres jornalistas e técnicas.

Referindo-se a organização,  Paula Melo disse que se trata de uma entidade de defesa da camada feminina no panorama dos Mass Media na Guiné-Bissau.

Disse que não pretendem concorrer com nenhuma organização e nem fazer oposição à qualquer outra já existente na comunicação social, mas sim seguindo os objectivos próprios.

De acordo com Paula Melo, a organização ora oficializada, já se encontra na sua fase de consolidação, movida pelos ideais da complementaridade, com as outras que pugnam pela dignificação dos profissionais da comunicação social mediante a formação contínua e da evolução tecnológica.

A concluir, a jornalista felicitou e encorajou a todos a contribuíram directa ou indiretamente na consolidação da associação, que representa uma luta pela igualdade do género.

Por sua vez, o Secretário-geral do Ministério da Comunicação Social, Francisco Barreto, felicitou a recém-eleita e a sua equipa, frisando que o acontecimento marca uma etapa importante na vida da media guineense porque consegue congregar uma parte importante das mulheres que trabalham em diferentes órgãos público e privados, de modo a que possam ter uma acção mais concertada e maior peso na sociedade.

Francisco Barreto garantiu que o Ministério da Comunicação Social continuará a dar o seu apoio e que vai aprofundar a cooperação com diversos parceiros.

 Barreto pediu ainda para que aquela associação seja uma estrutura complementar das que já existiram. 

Paula Melo, ex-Directora-geral da Televisão da Guiné-Bissau(TGB), é licenciada em jornalismo na Rússia e exerce profissão há vários anos.


ANG/JD/SG





Saúde/Sida


Estudos feitos pela Universidade Piaget/GB determinam* carga viral`* nos doentes de sida

 Bissau, 18 Set. 15 (ANG) – A Universidade “Jean Piaget” da Guiné-Bissau materiazou, pela primeira no país, a técnica de diagnóstico de quantidade de vírus de sida nos organismos das pessoas seropositivas, revelou hoje a ANG, o Reitor desta Instituição Superior de Ensino.

De acordo com Aladje Baldé, este Projecto que está a ser implementado  em colaboração com o Secretariado Nacional de Luta contra a Sida (SNLS) permite , nomeadamente quantificar os vírus que vivem nos organismos dos doentes, para que se possa efectuar uma medicação eficaz .

Ainda segundo este acadêmico e especialista que lidera o estudo, esta técnica conchecida de “PCR” permite diagnósticar a existência de vírus nas crianças recém-nascidas de um mês, de mães seropositivas, procurando assim, saber se há ou não a chamada transmissão “vertical”, ou seja,   de mãe doente para a criança.

“O diagnostico precoce da doença na criança, contráriamente ao que  que se fazia  18 meses após o nascimento, permite ao menor doente começar a tomar “muito  cedo” o anti-retroviral, que lhe permite um crescimento normal e saudável (devido a baixa carga viral)”, explica o professor.

Também, de acordo com este períto, esta actividade a nível local contribui para que a Guiné-Bissau deixe de depender do exterior (dantes se encomendava ao Senegal e Portugal), trazendo assim as vantagens de a mesma ser levada a cabo com baixo custo e com possibilidades de se conhecer os resultados em curto espaço de tempo.

“O  vírus da sida sofre as metamorfoses com as mutações rápidas dos ácidos nucleícos, isto faz com os mesmos se tornam resistentes aos medicanmentos, não produzindo assim nenhum efeito. Daí a necessidade de acompanhamento laboratorial que oriente o médico sobre  os médicamentos apropriados a ministrar ao doente”, disse.

Por isso, segundo Balde,  torna-se importante o estudo semestral para saber se a quantidade dos vírus no organismo do doente de sida está ou não a diminuir, para assim se avaliar a eficácia do tratamento.

O acordo entre a Universidade e Secretariado Nacional de Luta Contra Sida foi estabelecido em  2014 e permite actualmente o diagnóstico de 90 pacientes por dia e preve-se que nos proximos tempos seja possível o diagnóstico de 180 seropisitivos diariamente.

Para isso, segundo  o Biólogo, basta que as autoridades sanitárias do país “colaborassem”, no disponibilizando as amostras de sangue ao laboratório para o efeito.

Finalmente, este especialista em Biotecnologia apela aos doentes de sida a se medicarem com regularidade para  terem uma vida saudável e, assim, também baixarem considerávelmente, as possibilidades de transmissão do VIH a outras pessoas.

Até  presente data, as portadoras de sida recebem medicamentos e o tratamento anti-retroviral graças ao financiamento do Fundo Mundial Contra Sida.

De acordo  com os estudos de 2010, do Secretariado Nacional de Luta contra a Sida, 3.3% da população nacional da Guiné-Bissau vive com esta doença.

E segundo os inquéritos/2014 de “Sentinela nas Grávidas”  guineenses, cinco por cento das mesmas são infectadas pelo VIH. 

ANG/QC/SG

Crise política


Olosegum Obasanjo exorta actores políticos à aderirem ao Pacto de Estabilidade Político 

Bissau 18 Set 15 (ANG) – O enviado especial da Comunidade Económica dos Países da África Ocidental (CEDAO) para a mediação da crise política na Guiné-Bissau exortou aos actores políticos à aderirem ao “Pacto de Estabilidade Política” para se  evitar de  futuras crises políticas na Guiné-Bissau.

Em declaraçoes à imprensa,  Obasanjo disse que o referido Pacto de Estabilidade Política  será assinado brevemente entre as instituições da República e os actores políticos baseando-se  em três princípios de governação, nomeadamente, cooperação, concertação e colaboração.

“Quando houver a necessidade de uma concertação nos três domínios da governação o referido Pacto vai ser revido para que possa proceder a resolução imediata da situação”, explicou.

O ex-chefe de Estado da Nigéria pediu diálogo e cooperação institucional entre os órgãos da soberania, no sentido de conduzir o país ao progresso que todos almejam.

O emissário da CEDEAO fez questäo de explicar que a nomeação de um novo Primeiro-ministro, esta quinta-feira (17 do corrente), constitui uma solução encontrada pelos próprios guineenses, e não uma imposiçao da Comunidade Internacional.

Entretanto, salientou os esforços dos responsáveis da soberania, em particular do Presidente do partido maioritário (PAIGC) que consentiu sacrifícios para a resolução da crise vigente no país.

“Já se ultrapassou a crise outrora verificada no país, mas não quer dizer que não haverá mais crises. Por isso, a própria constituição guineense determina que as instituições se relacionem na base de um clima de cooperação e concertação, pois sem o cumprimento de tais condições, com certeza, haverá mais crises político-institucionais”, aconselhou.

Obasanjo  elogiou a forma pacífica como o povo guineense se manteve perante as diversas crises sociais impostas pela ausência do governo durante os últimos 37 dias.

ANG/FGS/SG

Investidura novo Primeiro-ministro



Presidente da Repúbica enaltece rigor de Carlos Correia na gestao da coisa pública

Bissau 18 Set 15 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz enalteceu o rigor de Carlos Corrreia na gestao da coisa pública, sua dedicaçao, e a qualidade do seu trabalho durante a sua passagem a testa de  anteriores executivos.

O chefe de Estado guineense que falava na quinta-feira no acto do empossamento de Carlos Correia nas funçoes do novo Primeiro-ministro, reconheceu ainda na sua pessoa de Carlos Correia o espirito de diálogo, auscultaçao e buscas de consensos. 

“Carlos Correia exerceu altas funções ao nível do Estado, nomeadamente de ministro e de primeiro-ministro em diversos governos, o que lhe confere condições ímpares para federar em torno dos grandes desígnios nacionais, as diferentes franjas da sociedade guineense”, sublinhou. 

José Mário Vaz afirmou que já existem condições para o desenvolvimento de um bom relacionamento de trabalho e de colaboração no desempenho das altas funções que os cidadãos guineenses conferiram aos órgãos da soberania.

O Presidente da República, disse que  nomeou Carlos Correia para o cargo de primeiro-ministro,  por se trata de uma figura de conhecimento e reconhecido mérito, cuja experiência acumulada confere garantia de bom desempenho para as funções em que acaba de ser investido.

José Mário Vaz sublinhou  que a referida cerimonia  marca o fim de um processo que resultou de uma grave crise política que pôs em causa o regular funcionamento das instituições que conduziu à demissão do governo em 12 de Agosto último.

Exortou, ao novo  Primeiro-ministro no sentido de ter a maior brevidade na composição do novo elenco governamental.

Por sua vez, o novo Primeiro-ministro, destacou que o impacto e as consequências da crise que o país está a viver, convida à todos os guineenses, em particular, aos órgãos de soberania, partidos políticos e a sociedade civil, à uma reflexão profunda, visando a criação de condições de estabilidade institucional, governativa e social duradouras.

Carlos Correia disse que  é necessário identificar as causas e as origens das diversas crises e dificuldades que a Guiné-Bissau tem vivido, procurando soluções sustentáveis para as mesmas e promovendo diálogo e concertação com vista a estabelecer compromissos e consensos alargados entre os atores políticos.

“Pautarei a minha ação pelo respeito indefectível à Constituição da República e às leis e tudo farei para que haja um relacionamento institucional são e profícuo que, não tenho dúvidas, contribuiräo decisivamente para um clima de paz e estabilidade, tão necessário para o desenvolvimento do país”, afirmou.

Carlos Correia prometeu que não irá poupar energia, inteligência e dedicação para corresponder às expectativas depositadas nas suas qualidades governativas, pelo que disse esperar a necessária colaboração de todos os órgãos de soberania. 

ANG/FGS/JAM/SG

Turismo


Guiné-Bissau presente no Fórum Empresarial de Madrid  

Bissau, 17 Set 15(ANG)-O Embaixador Guineense em Espanha representou o pais, no Fórum empresarial de investimento Madrid em  Africa Lusófona realizado recentemente na capital espanhola.

Segundo o colaborador da ANG em Madird, Braima Camara, na ausência do governo e sem a participação de empresários guineenses devido a actual crise política na Guiné-Bissau, Paulo Silva fez um resumo sobre a actual situação politica no pais e manifestou a sua confiança na mudança da situação visando o desenvolvimento da Guiné em todos os domínios.

Silva convidou aos empresários presentes a investirem no sector do turismo da Guiné-Bissau devido as potencialidades que  oferece , sobretudo o Arquipélago  dos bijagós, Sul da Guiné-Bissau.

O fórum visou o estabelecimento de colaboração entre empresários da Africa lusófona e madrilenos a fim se criar vínculos de cooperação para efeitos de internacionalização das suas actividades.

Por seu turno, Manuel Moutinho, Presidente do Grupo Português COGEDIR do
Porto, fez uma  apresentação sobre o novo plano  turístico  da Guiné-Bissau e das possibilidades de investimento.

Segundo Braima Camara, a   referida apresentação suscitou varias manifestações de  interesse por parte de  centenas de empresários
presentes na sala.

Manuel Moutinho chamou a   Guiné-Bissau  Holanda de Africa por ter “grandes potencialidades turísticas”, em várias vertentes  e exortou os seus colegas empresários espanhóis a não perderem a oportunidade de se deslocarem à Guiné para  fazer a prospeção do  mercado.

Em declarações à imprensa no final do evento, Estevão Daniel,  empresário angolano e Presidente do Grupo REFRIANGO de Angola, disse que a Guiné-Bissau constitui actualmente um pais de oportunidade para novos investimentos estrangeiro tendo em conta as suas riquezas naturais ainda não exploradas, mas que necessita de um investimento sério e responsável, para poder corresponder com as espectativas da sua população local e da geração vindoura.

O evento foi organizado conjuntamente pela CEIM (Confederação Empresarial de Madrid)e o Fórum Economico Europa / Africa .

ANG/BC/SG