domingo, 24 de novembro de 2019

Presidenciais 2019


Porta Voz da CNE confirma abertura das mesas de assembleia de voto às 07 horas de manhã

Bissau,24 Nov 19(ANG) – A porta-voz da Comissão Nacional d Eleições(CNE), confirmou a abertura de mesas de assembleia de voto ás 07 horas de manhã em  todo o território nacional e na diáspora como prevê a Lei Eleitoral.

Felisberta Moura que falava hoje no primeiro briefing com a imprensa, disse que o processo eleitoral está a decorrer com toda a normalidade e apenas se constatou a lentariação de tinta indelével nos dedos dos eleitores, mas que não deve constituir nenhum alarme.

Adiantou que existem outros mecanismos de controlo e de segurança de voto do eleitor que não pode permitir a duplicidade, nomeadamente corte na margem direita inferior do cartão do eleitor.

“Alias a situação de tinta indelével já foi suficientemente esclarecida pelas Comissões Regionais de Eleições e definitivamente ultrapassada permitindo o regular funcionamento de mesas de assembleia de votos e com aderência progressiva dos eleitores às urnas”, esclareceu.

A porta voz da CNE disse que não há nenhuma perturbação no terreno, dignos de registo, tendo lançado um apelo à todos os presidentes de mesas de assembleia de voto para não impedirem os fiscais dos candidatos de tomarem parte nas mesas por terem chegado tarde, desde que estejam devidamente credenciados.
As urnas fecham às 17 horas TMG. 

ANG/ÂC//SG


Presidenciais 2019


Célula de Monitorização Eleitoral da sociedade civil considera de positivo início do processo de votação

Bissau 24 de Nov. 19 (ANG) – A Célula de Monitorização Eleitoral da Sociedade Civil  considera de bom os primeiros momentos de votação que está decorrer  hoje em todo o país.

 A declaração foi feita  esta manhã, em conferência de imprensa pela Silvina Tavares, Presidente de Câmara de Decisores que disse que a abertura das urnas  nas assembleias de voto foram feitas as 07 horas  ou seja na hora prevista pela Lei Eleitoral.

Disse que a Célula de Monitorização visitou 275 mesas da assembleia de voto.

" Duas horas após a abertura da assembleia de voto constatou-se que as dificuldades deparadas foram superadas nomeadamente a questão de falta de cabines de voto e de tintas indelével, sendo  que em relação a tinta a Câmara de Decisores  constatou que  tal situação foi  gerada pela demora de escurecimento do dedo metido na tinta indelèvel, mas que foi esclarecido, Os eleitores continuaram a afluir as urnas”, confirmou Tavares. 

Afirmou que, das mesas visitadas verificou-se que 256  abriram na hora prevista, correspondente a 91, 43% das assembleias de voto e 19 com ligeiros atrasos correspondente a 6, 79 por cento das mesas.

 Silvina Tavares disse, que 251 mesas tiveram os materiais logísticos disponíveis correspondente a 89,64 por cento e 24 mesas não tiveram materiais completos correspondentes 8,57 por cento, na sua maioria por falta de tinta indelével e cabines de voto.

“Apesar de considerar de bom o momento de votação, a Célula de Monitorização deparou com ausência de um presidente e secretário da mesa num dos distritos”,disse sem o identificar.

Disse que os monitores móveis verificaram uma mobilização das pessoas em massa para votar em 207 mesas, das 242 visitadas, e que correspondem à  73,93 por cento, e que se verificou  uma fraca afluência dos votantes em 35 mesas de voto corresponde a 12,50 por cento.

Ainda os dados apontam que 10 à 30 por cento das mulheres encontravam na fila para votar no momento, o que, segundo ela,  demonstra a fraca afluência das mulheres,  62 e correspondente a 22,14 por cento das 211 mobilizadas para votar.

A Célula da Monitorização conta prosseguir com os trabalhos em todo o território nacional até o fecho das urnas às 17 horas.

Um total de 6.500 efectivos  da POP, Protecção Civil, militares, Polícia Judiciária, Guarda Nacional, Polícia de Intervenção Rápida,Interpol, Serviços de Informação do Estado(secreta guineense) ,UNIOGBIS e Ecomib – Força de manutenção da paz da CEDEAO, estão a garantir segurança ao processo de votação. 

ANG/MI/ÂC//SG             

Eleições Presidenciais


União Africana diz que processo decorre com normalidade habitual

Bissau, 24 nov 19 (ANG) – O antigo Primeiro-ministro de São Tome e Príncipe em missão de observação da União Africana das eleições presidenciais guineense, Rafael Branco disse que o processo está a decorrer com normalidade habitual e elogiou o povo guineense pela participação pacifica e cívica no ato de votação.

“Nós estamos a constatar que as coisas estão a decorrer com normalidade habitual e eu pessoalmente já esteve cá nas legislativas e fiquei com a ideia de que na Guiné-Bissau o processo sempre corre bastante bem, calmo e com uma grande demonstração de civismo e isso é importante para processo de votação”, considerou Rafael Branco.

Disse que a maneira calma e tranquila com que se desenrola o processo não surpreende a comunidade internacional, até porque ela já se habituou ao elevado comportamento de civismo da parte do povo guineense, quando é chamada para decidir sobre o seu futuro.

Branco disse esperar que os candidatos aceitem a vontade soberana do povo expressa nas urnas.

A União Africana colocou observadores em todo o território nacional.

ANG/LPG//SG

Presidenciais 2019


José Mário Vaz diz estar feliz pela conquista obtida durante  cinco anos do seu mandato

Bissau 24 Nov 19 (ANG) – O Presidente da República Cessante e candidato a sua sucessão disse hoje que está feliz, uma vez que pela primeira vez na Guine-Bissau desde a entrada da democracia em 1994 , um Chefe de Estado terminou o seu mandato.

José Mário Vaz proferiu estas palavras momentos depois de ter exercido o seu direito de votar frisando que durante os cinco anos do seu mandato não houve perturbações no país e  conseguiu, finalmente, ser o primeiro Chefe de Estado depois destes anos todos a atingir esta meta.

“Durante este tempo não houve golpes de estados graças ao respeito pela Constituição por parte da classe castrense que não somente respeitaram a lei,mas também tudo fizeram para manter a paz , estabilidade , tranquilidade e a liberdade no nosso país. Também fico feliz porque nesta altura na Guiné-Bissau  liberdade total seja ela de imprensa ,de expressão e de manifestação “,sublinhou.


Mario Vaz disse que hoje é um dia de mudança o dia em que os guineenses ficaram a saber definitivamente que é possível estar cinco anos no Palácio da República sem golpes de estados ou qualquer tipo de manifestação que põem em causa  o destino deste povo.

Para ele ,as condições estão criadas para os próximos Presidentes da República exercerem as suas funções num ambiente de paz e tranquilidade .

Pede  ao povo para ir em massa votar,destaca  que a cidadania se mostra no dia como hoje , “em que não há guineenses de interior e da cidade ,letrados e analfabetos ,nem guineenses brancos e pretos porque todos são iguais” .

Questionado se está confinante na vitória e se em caso de perder as eleições vai aceitar o veredicto das urnas ,Jomav como é conhecido disse que o poder não é dele ,mas sim do povo ,acrescentando que aquilo que os guineenses decidirem nas urnas deve ser aceite , e que só os não democratas é que pensam o contrário.

Disse que  aceitou os resultados em 2014 e com certeza vai continuar a aceitar o veredicto das urnas .

Por seu turno, o Primeiro-ministro, Aristides Gomes  que igualmente exerceu o seu direito de voto na mesma assembleia de voto cita na UDIB, salientou  que a  realização das Eleições Presidenciais tem uma grande importância, mas que o trabalho tem que continuar para que se possa criar as condições que permitam romper com a instabilidade politica vivida no país durante os últimos anos.

“Portanto, não são as eleições unicamente que vão, de uma forma mágica, resolver o problema da Guiné-Bissau. É um acto muito importante que vai permitir legalizar um Chefe de Estado que irá contribuir, em princípio, para estabilização do nosso país”,referiu .

Para Gomes, a solução para os problemas que o país enfrenta está na produção de ideias tendentes a encontrar alternativas ,salientando que não acha que as trocas de acusações, à semelhança do que passou na campanha eleitoral, sejam um factor de estabilização da Nação guineense .

Aristides Gomes disse que neste momento o País precisa de um Chefe de Estado que tenha um programa de estabilização da Guiné-Bissau ,tendo convidado toda a gente à irem votar ,”porque a  abstenção vai contra a estabilização do país”.

Numa primeira declaração sobre o processo de votação, a porta-voz da Comissão Nacional de Eleições(CNE), Felisberta Moura Vaz afirmou que a votação está a decorrer de forma normal, sem qualquer incidente.

“Conforme previsto as mesas de assembleias de voto abriram as sete da manhã e fecham as 17 horas. A votação decorre de forma normal. Não há nenhuma perturbação no terreno”, disse Felizberta Vaz.

Referiu que nas primeiras horas verificou-se alguma agitação sobre a qualidade da tinta indelével disponível nas assembleias de voto, situação que  “não põe em causa a segurança da votação por haver várias outras formas de controlar os eleitores que já votaram”. 

ANG/MSC//SG

Cabo Verde


José Maria Neves reage às declarações do Sissoco

Bissau,24 Nov 19(ANG) - O ex-primeiro ministro e ex-predesidente do PAICV, José Maria Neves, mostrou-se insatisfeito com as recentes declarações do candidato presidencial da Guiné-bissau, Umaru Sissoko Embaló, em que este afirma que aquele partido é o “mal” de Cabo Verde.

Numa publicação efectuada na sua página do Facebook, José Maria Neves afirmou que, apesar dos constrangimentos inerentes, Cabo Verde sempre se respeitou e em nenhum momento foi subserviente face aos outros.

Na sequência dos encontros como o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, e militantes do seu partido, o Movimento da Alternância Democrática (MADEM-G15), na Praia, recordou Neves que Umaru Sissoko Embaló teceu “duras críticas” ao PAIGC, considerando-o um cancro, que deve ser extirpado, e o “eixo do mal” da Guiné-bissau.

“Segundo ele, em Cabo Verde, o eixo do mal é o PAICV (presume-se que também deve ser extirpado do campo político), e regozijou-se com a sua derrota nas eleições de 2016”, reclamou o ex-primeiro ministro cabo-verdiano.

Prosseguindo, acrescentou que sempre que se tentou dividir o mundo entre o bem e o mal e impor o bem, os resultados foram “catastróficos”.

“Cada um, em Cabo Verde, no âmbito das famílias e alianças políticas a que pertence, pode apoiar este ou aquele candidato, eu mesmo apoio Domingos Simões Pereira, do PAIGC, como apoiaria o PS, em Portugal, o PSOE, em Espanha, ou o Partido Trabalhista inglês”, escreveu.

Este apoio de José Maria Neves, disse, sempre aconteceu “numa perspectiva de tolerância e de respeito mútuo”.

“Não posso, de modo nenhum, considerar os adversários políticos dos meus companheiros e amigos da esquerda democrática, como forças do mal, cancros que devem ser eliminados do espaço político”, frisou.

Para José Maria Neves, Sissoko Embaló, ao sugerir que um dos partidos políticos cabo-verdianos é uma força do mal, “imiscuiu-se grosseiramente” nos assuntos internos de Cabo Verde, “desrespeitando gravemente” o PAICV, um dos pilares da democracia.

Neves defendeu, igualmente, que os mais altos dignitários do país que receberam o candidato guineense “deviam, no mínimo, exigir-lhe um pedido de desculpas”.



“Hoje, ele insulta o PAICV, amanhã, aquele insulta o MPD, como ontem Faustino Embali, primeiro-ministro recente e ilegalmente nomeado por José Mário Vaz, insultara grosseiramente o ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades de Cabo Verde, chamando-o de fascista e neocolonialista, pelo facto de apoiar as decisões da CEDEAO e da comunidade internacional a propósito da crise política naquele país”, argumentou.

José Maria Neves reforçou ainda que Cabo Verde é um Estado de Direito Democrático, onde as instituições funcionam e são respeitadas e “os partidos políticos são pessoas de bem e esteios essenciais das liberdades civis e políticas e da democracia”.

“Não se pode permitir que venha um candidato de outro país, ainda que amigo, contaminar o espaço político, maltratar os partidos políticos com assento parlamentar, e instigar a intolerância, a violência e o medo”, prosseguiu, acrescentando que “só quem não se respeita e não tem sentido de Estado pode permitir tamanho despautério”.

José Maria Neves terminou afirmando que ainda se vai a tempo de reparar essa “desconsideração” ao país e às suas instituições democráticas e de exigir um pedido público de desculpas.

Cerca de 800 mil eleitores votam este domingo  para a escolha de um Presidente da República entre12 candidatos. ANG/Inforpress


Presidenciais 2019


Cerca de 800  eleitores guineenses votam hoje para eleger  novo Presidente da República

Bissau 24 nov 19 (ANG) – Mais de Setecentos mil eleitores guineenses votam hoje em todo o território nacional para a escolha do novo Presidente da República.

Doze candidatos concorrem ao cargo de Presidente da República, dentre os quais o chefe de Estado cessante José Mário Vaz que recandidatou para sua própria sucessão.

Na corrida estão também quatro antigos primeiros ministros, nomeadamente Carlos Gomes Junior, Domingos Simões Pereira, Baciro Dja e Umaro Sissoco Embaló.

Para já 3.139 mesas de votos  estão abertas em todo o território nacional, desde ás 7 horas da manha e serão encerradas ás 17 horas, conforme a lei eleitoral.

O escrutínio está a decorrer com tranquilidade, na  expectativa de que estas eleições presidenciais vão permitir que o país saia do  ciclo de instabilidade governativa.

Nos últimos dias da campanha eleitoral, o candidato José Mario Vaz pediu a outras candidaturas no sentido de se unirem,  caso haja segunda volta, para apoiar aquele que passar, contra o candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

Segundo a  Comissão Nacional de Eleições 761.676 eleitores inscritos no caderno eleitoral estão distribuídos por 3.139 mesas de votos, este número corresponde aos eleitores   que votaram  nas eleições legislativas de 10 de Março deste ano.

 Dos 761.676 , o sector Autônomo de Bissau conta com 207.659 eleitores distribuídos por 645 mesas de votos.

A comissão Nacional de Eleições indicou que a região de Oio ocupa segunda posição com 109.179 eleitores dispersados por 521 mesas de votos nesta zona norte da Guiné-Bissau.

A região de Bafata conta com 100.961 eleitores quer irão votar nas 458 mesas de votos e a região de Gabu com 97.414 eleitores inscritos  indicados para votar em 421 mesas de Assembleias de votos.

A região de Cacheu têm 90.092 eleitores podendo votar hoje em 405 mesas de votos, ao passo que a região de Biombo com 50.490 que vão exercer os seus direitos de votos em 198 mesas, e Tombali conta com 39.704 inscritos e podem votar em 202 mesas.

De acordo com CNE, a região de Quinara tem 31.920 eleitores que vão votar em 158 mesas e a região de Bolama/Bijagós com 17.267 eleitores distribuídos por 77 mesas de Assembleias de votos.

Em relação a diáspora, África que inclui Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacy, Cabo-Verde e Mauritânia regista 10.510  eleitores que vão votar em 29 mesas e a Europa que conta com 6.480 eleitores que abrange Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Bélgica, indicados para votar em 25 mesas.

O escrutínio está a ser acompanhada pelos observadores internacionais de diferentes organizações, nomeadamente da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da União Africana e dos Estados Unidos da América. ANG/LPG/ÂC//SG  

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Campanha eleitoral


Iaia Djaló promete mobilizar fundos para ajudar governo na resolução de problemas sociais

Bissau, 22 nov 19 (ANG) – O candidato apoiado pelo Partido da Nova Democracia (PND), Iaia Djaló prometeu usar a sua magistratura de influência na mobilização de fundos para a resolução dos problemas nos sectores da Saúde, Educação, infra-estruturas e fornecimento de água potável em todo o país.


Iaia Djaló que falava hoje no último comício popular de “caça ao voto”, na região de Gabu, afirmou que, se for eleito  Presidente da República no dia 24 de novembro, vai assegurar o respeito pelos princípios democráticos e criar condições para que haja estabilidade governativa.

Disse que caso venha a ser eleito agradeceria à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) pelo trabalho feito relativamente a estabilização do país, mas ordenará a sua retirada porque internamente estará em condições de garantir a estabilidade.

“ Vou ordenar a saída do Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz na Guiné- Bissau (UNIOGBIS) e solicitar a vinda para o país de uma outra Agência de Desenvolvimento da ONU, que irá apostar nos sectores sociais, sobretudo na área de saúde e educação e provisionamento da água potável.

O candidato ao cargo de Presidente da República considera de positivo os 21 dias de campanha eleitoral, apesar de não dispor de meios materiais e financeiros suficientes, em comparação com outros concorrentes ao cargo, tendo salientado que acredita que a mensagem passou e que o Povo vai confiar lhe a função, que disse estar disponível para assumir com muita responsabilidade.

Por outro lado, Iaia Djaló criticou as despesas feitas por alguns candidatos, que segundo ele, durante a campanha exibiram carros que podem construir dez estabelecimentos de ensinos e 40 centros sanitários.

Por isso, exortou aos populares do sector de Gabu a votarem na pessoa credível que irá pautar pela equidade de género e a criação de condições para o emprego juvenil.

Em relação a mudança de sistema político de semipresidencialismo para Presidencialismo o candidato disse que gosta do actual sistema, ou seja o semi-presidencialismo, sustentando que a separação dos poderes é a melhor forma de governar. 

ANG/LPG/ÂC//SG

Campanha eleitoral


Domingos Simões Pereira diz que não haverá alternativa à escolha do Povo na urna

Bisssau,22 Nov 19(ANG) – O candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), às presidenciais de 24 de Novembro, afirmou que a Lei deve ser respeitada por todos e que não haverá nunca mais no país a alternativa à escolha do Povo nas urnas.

Domingos Simões Pereira que falava hoje em Bissau, perante milhares de apoiantes no último comício da campanha eleitoral, disse que a sua candidatura apresentou um Manifesto ao Povo guineense durante os 21 dias da campanha eleitoral, com ambição e visão clara para a Guiné-Bissau.

“No nosso Manifesto, afirmamos que, enquanto Presidente da República,  vamos unir os guineenses como um só Povo, porque queremos para que todos nós sermos parte de uma única Nação ,sem pertença étnica, religião ou cidadão da cidade ou tabanca”, explicou.

O líder do PAIGC sublinhou que os guineenses devem demonstrar que são um único Povo, acrescentando que para o efeito devem ser capazes de celebrar a referida identidade que os une.

“A nossa presidência vai produzir a reconciliação de forma a fazer os guineenses unir de novo, depois de muitos anos de tentativa de divisão no seio da nossa sociedade, tendo em conta que somos  filhos da mesma terra”, disse.

Domingos Simões Pereira salientou que, se for eleito Presidente da República, irá fazer uma nova digressão à todas as regiões do país, para  ouvir as preocupações do Povo guineense, conselhos dos anciões e formulas, de facto, para unir a nação guineense.

“Quando apresentamos os problemas  que enfrentamos no país, as pessoas de outros países, questionam se de facto não temos homens grandes na Guiné-Bissau, capazes de intervir para encontrar  soluções”, frisou.

Disse que, para o efeito, se for eleito chefe de Estado, irá criar as condições para que os anciões sejam respeitados na sociedade guineense, acrescentando que não para eles demonstrarem que são os mais sábios, mas têm que ser ouvidos em todas as circunstâncias, de forma a indicarem o caminho a  percorrer.

“Vou reencontrar com os homens grandes de todas as regiões do país para lhes transmitir a nossa confiança no futuro do país, para que possamos ser capazes de dizer que não temos outro paraíso para viver a não ser a Guiné-Bissau”, sublinhou.

Domingos Simões Pereira frisou que não irá permitir que as pessoas nos dividem com base na religião, cor de pele ou na diferença dos cidadãos que nasceram nas tabancas com os da cidade.

Acrescentou que devemos levantar todos para demonstrar que, se existe algo de bom no país, é a humildade e tolerância do Povo guineense.

“Então devemos levar a esperança, o convencimento de que nós todos vamos ser  suficientes para criar um país que Amílcar Cabral e outros combatentes da liberdade da pátria nos tinha prometido”, declarou.

Domingos Simões Pereira informou que enquanto Presidente da República irá trabalhar para que, de facto,   os guineenses encontrem a concórdia nacional, proclamada há muitos anos.

Disse que isso significa que irá trabalhar para que haja justiça, para que as leis sejam implementadas no país, acrescentando que vai igualmente recordar as pessoas de que é possível perdoar e sermos capazes de esquecer os erros do passado e projectar o futuro de reconciliação.

“Enquanto Presidente da República vou garantir  que a justiça tem que funcionar. Vou pedir o perdão de facto, mas nunca vou interferir na justiça de forma a condicionar a sua capacidade de chegar junto de todos os cidadãos”, prometeu Domingos Simões Pereira, apoiado pelo PAIGC, vencedor das legislativas de março passado, e por vários  outros partidos sem assento parlamentar. 

ANG/ÂC//SG

Campanha eleitoral


Idriça Djaló diz que o país precisa de um “Chefe de Estado com visão e autoridade moral”

Bissau, 22 nov 19 (ANG) – O candidato suportado pelo Partido da Unidade Nacional (PUN), Idriça Djaló disse hoje que o país precisa de um Chefe de Estado com visão, autoridade moral e que vai identificar-se totalmente com o seu povo na sua diversidade.

Idriça Djaló que falava no seu último comício de campanha eleitoral na tabanca de Tabacuta, setor de Bambadinca região de Bafatá disse que existe ausência total de Estado, justificando que durante a sua digressão pelo interior do país viu que existe falta de escola, de centro de saúde, comando policial, estradas, água potável e  outros bens.

Prometeu acabar com a mortalidade das mulheres no momento de parto caso for eleito no dia 24 de novembro.

“Para criar essas condições à população é só com o trabalho. A riqueza deve ser criada com agricultura de máquinas e com sementes de qualidade”, disse.

Djaló acrescentou que a independência da Guiné-Bissau serviu só para uma meia dúzia de pessoas que até hoje está a usufruir dos bens do país, esquecendo o Povo.

O líder do PUN exortou aos atores políticos a fazerem de 24 de novembro,  um dia de paz e tranquilidade, frisando que o país precisa de tranquilidade.

 “Perdemos muito tempo em confusão, isso possibilitou que os medíocres assaltassem o poder . Pessoas que não têm capacidades de governar o Povo guineense, tudo isso é fator de instabilidade”, frisou Djaló.

O candidato disse que os seus adversários não têm a capacidade de mobilizar o Povo para trabalhar a fim de criar riquezas, para o bem do país como tem feito, sublinhando que os candidatos estão somente a criar ilusão ao Povo, exibindo carros de luxos, camisolas e outros materiais, que para ele, estão a mostrar as suas incapacidades de gerir o país.

Acusou aos seus adversários de estarem a fazer campanha com fundos públicos roubados, dinheiro de mar que foi vendido, de droga, de indivíduos que estão a financiar o  terrorismo em toda  a África Ocidental.

Pediu igualmente aos guineenses,  particularmente  aos jovens a votarem em consciência, sem que sejam mobilizados pelos meios económicos e materiais.

Idriça Djaló disse esperar  que o Presidente a ser eleito, no dia 24 de novembro pudesse governar o país com sabedoria e generosidade, a fim de fazer reinar a união entre os guineenses e sobretudo para que a justiça seja uma realidade.

Tabacuta é uma tabanca de setor de Bambadinca, região de Bafatá situada no Leste da Guiné-Bissau, e segundo informações  de um ancião da referida tabanca, Demba Djassi, o local do comício do candidato Idriça Djaló era a base 7 na luta de libertação nacional, liderado por Domingos Ramos, herói nacional.

A tabanca se depara com falta de tudo nomeadamente escola, centro de saúde, comando policial, entre outras infraestruturas. 

ANG/DMG//SG



Campanha eleitoral


Nuno Gomes Na Bian promete unir os guineenses caso for eleito próximo Presidente da República

Bissau, 22 nov 19 (ANG) – O candidato às próximas eleições presidências agendadas para o próximo dia 24 de Novembro prometeu  ser o Presidente que terá a capacidade de unir guineenses e  resolver os assuntos do país.

Nuno Gomes Nabian,  candidato suportado pela Assembleia do Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e Partido da Renovação Social (PRS) que falava hoje em Bissau, no último comício da campanha eleitoral, na presença de centenas de pessoas, descreveu  que caso for escolhido no próximo Domingo como novo Presidente da República da Guiné-Bissau fará de tudo para que o país avança rumo ao desenvolvimento.

De acordo com o candidato, o nível de problema que a Guiné-Bissau enfrenta, fez com que a esperada ida as unas, do dia 24 de Novembro, seja o momento mais crucial para o país.

“Por isso, nenhum de vocês deve falhar no momento da escolha. O Estado da Guiné-Bissau não pode mais admitir que as pessoas venham ditar ordens sobre o nosso Presidente da República. Garante-vos que com Nuno Gomes Na Bian na Presidência da República este tipo de acto não será mais admitido na Pátria de Amílcar Cabral”, asseguro.

Aquele político acusou  o governo da Guiné-Bissau de ter desrespeitado as Forças de Defesa do país, por  apostaram nas forças estrangeiras para assegurar a soberania da Guiné-Bissau.

Na Bian considerou de positivo o balanço da sua campanha eleitoral, e disse estar  confiante na vitória  no escrutino do próximo Domingo.

 “Vou deixar apelo as nossa juventude que terá a oportunidade de trabalhar como fiscais nas mesas de assembleia de voto, para não dormirem, a fim de neutralizarem todas as manobras que possam acontecer durante o momento de voto”, referiu.

Por seu turno, o Presidente de Partido da Renovação Social (PRS) Alberto Nambeia disse que quando o seu partido decidiu não avançar com um candidato as presidenciais  optaram logo pelo  Nuno Na Bian “porque acreditam que é o único que está á altura de guiar o destino deste país”.

“Por isso apelo aos jovens, a não entregarem mais a soberania da Guiné-Bissau à pessoas que querem destrui-la E  para que isso não aconteca, no dia 24 de Novembro próximo votem no candidato número 5, Nuno Gomes Na Bian, para salvar o destino do país”, disse Nambeia.

ANG/LLA/ÂC//SG     

Campanha eleitoral


José Mário Vaz apela  aos guineenses  para votarem em massa no domingo

Bissau, 22  nov 19(ANG)- José Mário Vaz, candidato a sua própria cessação  apela à todos guineenses para irem, em massa, votar no  domingo, 24 de Novembro.

Mário Vaz falava no fecho do comício de campanha para as presidências,  sustenta  ser  o único momento em que o povo pode exercer a sua cidadania e liberdade.

Para Jomav como é também conhecido, quando se trata do voto não existe guineense rico ou pobre, de interior nem de cidade, civilizado ou gentio  “porque isso não existe”.

"Tenho  único voto como Presidente da República e qualquer outro cidadão também tem o mesmo direito, para  único voto,  para o bem do nosso país, porque somos nós que temos que assumir o destino do nosso país, não a CPLP e nem CEDEAO" frisou Mário Vaz.

Mário Vaz afirma que os últimos cinco anos do seu mandato era para fazer tudo para que exista paz, tranquilidade e liberdade no país, que considera  ferramentas fundamentais em qualquer país do mundo.

" Pela primeira vez conseguimos evitar golpe de Estado e chegar ao fim do mandato, depois de 25 anos de implementação da democracia na Guiné-Bissau Nos próximos  cinco anos, caso for eleito, vou continuar a estabilizar o país,  dar atenção à educação, por ser um grande problema da nossa sociedade”, realçou Vaz".

José Mário Vaz, candidato independente concorre a sua reeleição com mais 11 concorrentes, entre os quais, Domingos Simões Pereira, do partido(PAIGC) que o suportou nas presidências de 2014. 

ANG/MI//SG             

Campanha Eleitoral


Carlos Gomes Júnior diz que “carência de vida” da população é motivo de sua candidatura

Bissau, 22 nov 19 (ANG) – O ex-primeiro-ministro e candidato independente as eleições presidenciais do próximo Domingo disse hoje que a carência de vida da população guineense que afirma ter falta de quase tudo é o motivou de sua  candidatura,de novo, para o cargo de Chefe de Estado.

Carlos Gomes Júnior falava no último comício popular de “caça ao voto”, e salientou que as organizações da sociedade civil e os jovens pediram-lhe  para se candidatar. Pelo que segundo disse, não  é candidato de nenhuma formação política mas sim de “todos os guineenses”.

Gomes Júnior voltou a criticar os gastos da campanha do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC),considerando-o de “um escândalo”, tendo questionado a proveniência dos meios utilizados.

“Por isso, peço a todos os candidatos a prestarem  contas sobre os gastos da campanha na Comissão Nacional de Eleições, inclusivê ele. Se não temos escolas e hospitais, o porquê de tanta exibição “,questionou.

Cadogo como é também chamado disse que quer ser um presidente de estabilidade e que vai dialogar com todos, na base de respeito pelas leis e pela Constituição da República, frisando que tem plena certeza que no dia 24 de Novembro o povo vai saber quem escolher.

Gomes júnior disse que a única segurança que tem são as forças armadas e a polícia de ordem publica, que são garante da Constituição e de estabilidade da Guiné-Bissau.

“Temos que por ordem neste país ou seja somos parceiros do desenvolvimento das organizações da comunidade internacional mas na base de respeito pela soberania e da Independência da Nação Guineense “,disse.

O ex-governante guineense agradeceu a população que respondeu em massa o convite da sua candidatura, lembrando que esteve sete anos fora do país “pelas razões que todos conhecem”, e disse que muitos afirmaram que Cadogo não vai voltar mais à Guiné-Bissau e que  fizeram tudo para que isso aconteça, “mas  sem sucessos porque cá estou eu”.

Carlos Gomes Júnior, apoiado pelo PAIGC em 2012, sofreu um golpe de Estado, que inviabilizou a segunda volta das presidenciais em que era indicado como o mais provável vencedor entre os candidatos.

O golpe militar obrigou-lhe a exilar-se em Portugal durante sete anos tendo regressado agora para participar na corrida Presidencial mas na qualidade de candidato independente. 

ANG/MSC//SG