quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Covid-19


         Cruzeiro rejeitado por vários países asiáticos chega ao Camboja

Bissau, 13 fev 20 (ANG) – Um navio de cruzeiro com mais de 2.000 pessoas a bordo e impedido de entrar em vários países asiáticos devido ao risco de uma possível propagação do novo coronavírus, designado Covid-19, atracou hoje no Camboja.
O MS Westerdam, navio de cruzeiro da companhia de navegação Holland America Line, recebeu na quarta-feira autorização das autoridades cambojanas para atracar no porto de Sihanoukville, depois de a Tailândia negar na terça-feira o desembarque face ao risco de algum viajante ser portador do vírus.
Japão, Taiwan, Filipinas e Guam já tinham impedido o navio de cruzeiro de atracar nos seus territórios.
Cerca de 1.450 passageiros e 802 membros da tripulação partiram no dia 01 de Fevereiro de Hong Kong e planeavam chegar no sábado à cidade japonesa de Yokohama, mas as autoridades nipónicas negaram a entrada, depois de uma pessoa a bordo ter apresentado sinais de estar infectada pelo novo coronavírus da China.
Num comunicado divulgado na quarta-feira, a companhia de navegação indicou que “todos os passageiros do navio estão bem” e que “não há casos conhecidos ou suspeitos do coronavírus a bordo”.
A China reportou hoje 254 novas mortes e 15.152 novos infetados em 24 horas pelo novo coronavírus – Covid-19 – num aumento recorde que resulta de uma alteração na metodologia da contagem.
O número total de mortes pelo surto, inicialmente detetado em dezembro passado, fixou-se hoje em 1.367, enquanto o número de casos confirmados ascendeu a 59.804, em toda a China continental.
A província de Hubei, de onde o vírus é originário, registou, nas últimas 24 horas, 242 mortos, mais do dobro em relação ao dia anterior. Também o número de infetados ultrapassou em quase dez vezes os casos reportados na quarta-feira. Foram registados mais 14.840 novos casos da infeção na província, fixando o total em mais de 48 mil.
O novo vírus, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, afeta também o território de Macau (com oito infectados) e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.
A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para hoje, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução. ANG/Inforpress/Lusa

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Guiné-Bissau/Senegal


       Prospecção do Petróleo na zona conjunta deve arrancar este ano

Bissau,12 Fev 20(ANG) - Uma empresa canadiana quer iniciar, ainda este ano, a prospeção de petróleo na zona conjunta entre Guiné-Bissau e Senegal, de acordo com as apresentações às populações ribeirinhas que terça-feira se realizou.

A canadiana OP AGC Central Lda, uma das duas empresas estrangeiras que detêm as seis licenças de prospeção do petróleo na zona de exploração conjunta (ZEC), constituída entre a Guiné-Bissau e o Senegal, esteve terça-feira reunida com entidades públicas e privadas e autoridades tradicionais das regiões de Cacheu, Bolama, Biombo e Bissau.

Em declarações à Lusa, Mamadou Samba, consultor senegalês ao serviço da OP AGC, disse que, para já, está em curso a auscultação que levará às consultas públicas para depois se elaborar um documento de avaliação do impacto ambiental que a exploração do petróleo trará na vida daquelas populações.

Na reunião de terça-feira, estiveram presentes os régulos (chefe tradicional), líderes comunitários, jovens, administradores setoriais, governadores regionais, técnicos e pessoal das Organizações Não Governamentais (ONG) que abordaram com a empresa as medidas que serão tomadas ante do início das  atividades de prospeção.

Alberto Manga, régulo de Sucudjake, localidade guineense próxima da fronteira com o Senegal, disse que está preocupado com o futuro da pesca e agricultura, atividades que suportam o sustento da população da sua zona.

Questões como o derrame do crude, o lixo, a poluição e a compensação financeira são, entre outras, as preocupações levantadas por vários intervenientes na sessão que decorreu na sede do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP), em Bissau.

“A OP AGC pretende iniciar a prospeção, com a abertura de pelo menos dois poços, ainda no decurso deste ano”, lê-se num documento entregue à Lusa em que a empresa assinala os passos que deve dar ao abrigo da lei do petróleo do Senegal, sede do grupo.

Pedro Quade, da ONG "Tiniguena", destacada em questões de proteção ambiental e exploração racional dos recursos, exortou a empresa sobre a necessidade de um envolvimento de mais organizações comunitárias nas auscultações, bem como de entidades estatais guineenses, nomeadamente a Petroguin (estatal guineense dos petróleos) e a Direção-geral da Geologia e Minas.

Presente no encontro, Artur Silva, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros guineense e diretor da ZEC reconheceu que as preocupações das populações ribeirinhas são legitimas, e garantiu que tudo será levado em conta no momento da avaliação do impacto ambiental de uma futura prospeção do petróleo.

"Nem estamos sequer na fase de exploração do petróleo, apenas estamos a falar de pesquisa, em locais que ainda nem sequer estão determinados", notou Artur Silva, frisando que a agência que dirige assiste às auscultações na qualidade de convidada da empresa.

A ZEC foi constituída em 1993, após disputas nos tribunais internacionais entre a Guiné-Bissau e o Senegal e comporta cerca de 25 mil quilómetros quadrados da plataforma continental.

Com a sede em Dacar, Senegal, a ZEC é considerada rica em recursos haliêuticos, cuja exploração determina 50% para cada um dos Estados e ainda hidrocarbonetos (petróleo e gás), mas ainda em fase de prospeção.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.


As receitas futuras da exploração de petróleo serão divididas entre o Senegal (85%) e a Guiné-Bissau (15%).ANG/Lusa



Economia


Ministro do Comércio promete diligências para a  ratificação do Acordo da Zona de Livre Comércio em África

Bissau,12 Fev 20(ANG) – O ministro do Comércio e Indústria, prometeu fazer tudo o que estiver ao seu alcance  para que o próximo Presidente da República assume o engajamento político para a ractificação do Acordo que cria a Zona do Comércio Livre Continental Africana.

Iaia Djaló falava hoje na cerimónia de abertura do 1º de uma série de debates sobre várias questões estratégicas para o desenvolvimento do país denominado  “Terra Talk 2020”, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD).

“Permitam-me congratular pelo facto de a Guiné-Bissau ter participado na preparação e discussão sobre o projecto do protocolo para a criação da Zona do Comércio Livre Continental Africana e aproveito esta ocasião para felicitar todos os negociadores do nosso continente, em especial os da Guiné-Bissau pelos resultados alcançados ”, referiu.

Iaia Djaló disse não ter dúvidas que a Zona de Comercio Livre Continental Africana proporcionará esperanças e oportunidades à uma vida melhor para muitos africanos no seu todo e aos guineenses em particular.

O governante sublinhou que  a sua ambição é de alcançar a liberalização paritária à 100 por cento no continente africano para que possa contribuir na criação de uma África verdadeiramente integrada com um mercado comum, falando uma só voz, concertada e única, na perspectiva de atingir um destino comum.

Por sua vez, o Representante Residente do PNUD na Guiné-Bissau afirmou que o objectivo do debate é de analisar  temas consideradas importantes para o desenvolvimento humano do país.

Tjark Egenhoff disse que querem ainda visualizar um espaço multi sectorial de debates onde o conhecimento colectivo e experiências podem ser compartilhados para acelerar mudanças necessárias e positivas.

“Queremos ilustrar também a rica diversidade da sociedade guineense e por isso optamos não só em criar um espaço inclusivo para todos, mas também criar um caracter móvel ao referido espaço de debate, porque hoje iniciamos aqui em Bissau mas pretendemos alargá-lo para as regiões”, explicou.

De acordo com uma Nota do PNUD, depois de três anos de negociações, o acordo para estabelecer uma Zona de Comércio Livre Continental Africana foi finalmente assinado por 44 países, em Março de 2018 ,e entrou em vigor em 30 de Maio de 2019, com a ractificação de  27 países, que era condição mínima para sua realização.

A fase operacional do acordo, segundo a Nota, foi oficialmente lançada no encontro de chefes de Estado africanos, em 7 de Julho de 2019, em Niamey(Niger), e deverá começar em 01 de julho de 2020 após o desmantelamento das tarifas.

O documentro informa que, o acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental Africana(AfCFTA), sigla em inglês, tem como principal objectivo estimular o desenvolvimento dos países do continente para o alcance das aspirações da União Africana(Agenda 2063).

Um outro objectivo é de ampliar o acesso aos mercados de nações vizinhas com um potencial de 1,2 bilhão de pessoas e um Produto Interno Bruto de mais de 2,5 mil milhões de dólares.

A Nota do PNUD sublinha que o acordo representa a maior área de livre comercio do mundo, desde a fundação da Organização Mundial do Comércio(OMM) em 1995, explicando contudo que a Nigéria, uma das mais importantes economias do continente, é um dos três países no total de 55, que não assinaram o acordo, além do Benin e Eritreia.ANG/ÂC//SG


Justiça


                                     Sudão entrega al-Bashir ao TPI
Bissau, 12 fev 20 (ANG) – As novas autoridades de Cartum anunciaram terça-feira a entrega do antigo presidente ,Omar al-Bashir ao Tribunal Penal Internacional(TPI).
"Todas as pessoas acusadas pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) devem responder às acusações", afirmou  terça-feira Mohamed al-Taayichi, membro do Conselho Soberano do Sudão.
Foi desta forma que Cartun anunciou a entrega do antigo Presidente sudanês al-Bashir ao Tribunal Penal Internacional.
Há mais de dez anos, desde 2009, que os juízes do TPI tentam trazer al-Bashir a Haia para responder por várias acusações de genocídio e crimes cometidos pelas milícias governamentais durante o conflito no Darfur, entre 2003 e 2008, em que morreram 300 mil pessoas.
Al-Bashir tornou-se um dos mais célebre fugitivos do TPI, que emitiu dois mandados de detenção, em 2009 e em 2010, mas que nunca foram cumpridos. Estima-se que al-Bashir tenha feito cerca de 150 viagens ao estrangeiro desde 2009.
padre comboniano José Vieira, que viveu no Sudãoreage ao anúncio que considera ser "surpreendente a todos os títulos".
"Há cerca de um mês, quando o Presidente al-Bashir foi julgado por ter uma grande quantidade de dinheiro estrangeiro em sua casa e foi julgado com uma pena pequena, houve grupos que queriam que ele fosse julgado pelos crimes que ele cometeu no Darfur. Nessa altura, falou-se que o governo sudanês não estava interessado em leva-lo a tribunal por causa de Darfur", descreve o padre comboniano.
"Ao mesmo tempo houve um grupo de Darfur que levantou essa possibilidade; de o enviar para Haia para ele se sentar no Tribunal Penal Internacional e responder pelos crimes de que é acusado, nomeadamente, crimes de guerra e crimes contra a humanidade", prossegue.
Omar al-Bashir foi destituído do poder e preso no passado 11 de Abril de 2019 pelo Exército sudanês depois de um um levante popular, e substituído por um "conselho militar de transição" que dirigira o país por dois anos.
O conflito do Darfur custou a vida a 300 mil pessoas e obrigou 2,5 milhões a deslocarem-se. ANG/RFI



Palop-TL


Bissau acolhe  V Conferência Internacional sobre Organização e Gestão da justiça Criminal

Bissau,12 Fev 20(ANG) – Os actores judiciários da Guiné-Bissau e das organizações internacionais  participam quinta-feira, em Bissau, num seminário sobre a Cooperação Internacional, Governação e Estado do Direito.

Segundo um comunicado à imprensa do Projecto de Apoio a Consolidação do Estado de Direito no país(PACED), entregue à ANG, o seminário visa debater os mecanismos da cooperação internacional e a adequação das agendas das organizações internacionais aos contextos e prioridades da cada país.

Na nota, o PACED informa que o seminário visa ainda reflectir sobre o envolvimento local e nacional na construção das agendas de cooperação internacional, bem como o impacto nas reformas da justiça e que constitui o primeiro de seis seminários abertos à sociedade civil, a terem lugar nos Países Africanos de Língua Portuguesa(PALOP), e em Timor Leste ao longo do ano 2020.

O PACED tem como objectivos, a afirmação e consolidação do Estado de Direito  nos PALOP e Timor Leste, assim como a prevenção e luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais  e a criminalidade organizada, em particular, o tráfico de estupefacientes.

As suas actividades centram-se no reforço da capacidade institucional das autoridades competentes ao nível legislativo, executivo  e judiciário, promovendo o intercâmbio, a partilha de conhecimento e de boas práticas. ANG/ÂC//SG

Moçambique/óbito


                                    Morreu Marcelino dos Santos
Bissau, 12 fev 20 (ANG) - Marcelino dos Santos, membro fundador da Frente de Libertação de Moçambique, onde chegou a vice-presidente, morreu na terça-feira aos 90 anos, vítima de doença prolongada.
O político viveu de forma tão intensa a causa nacionalista e à Frente de Libertação de Moçambique,  movimento criado em 1962, que chegou a afirmar: "Não sou da Frelimo, sou a Frelimo".
Antes da Frelimo, contudo, Marcelino dos Santos já tinha mostrado um forte interesse pela causa da independência de Moçambique. Durante a sua estada pela capital portuguesa, Lisboa, entre 1948 e 1951 destacou-se, na Casa dos Estudantes do Império e no Centro de Estudos Africanos, como militante anticolonialista.
No entanto, face à perseguição movida pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), teve que abandonar Portugal e mudou-se para Paris, onde estreitou a relação com o nacionalista angolano Mário Pinto de Andrade.
Os dois estabeleceram vínculos de amizade e camaradagem com quase todos os dirigentes dos movimentos que conduziram as antigas colónias francesas de África à independência.
Marcelino dos Santos foi também uma destacada figura na política de Moçambique no pós-independência, alcançada em 1975, com um papel preponderante na construção do Estado.
Um dos símbolos do nacionalismo africano, foi Ministro da Planificação e Desenvolvimento, cargo que deixou em 1977 com a constituição do primeiro parlamento do país, nessa altura designado por “Assembleia Popular”, do qual foi presidente até à realização das primeiras eleições multipartidárias do país, em 1994.
Nos últimos anos, Marcelino dos Santos, pouco era visto publicamente, dado os estado de saúde débil, que acabou por calar a voz do combatente, político, poeta e revolucionário.
O anúncio da morte partiu do chefe de Estado,Filipe Nyusi, no final de um comício em Pemba, província de Cabo Delgado.
 "Perdemos o nosso ícone, o camarada Marcelino dos Santos. Não esperámos que acontecesse o que hoje aconteceu para o declararmos nosso herói”,”, disse acrescentando:  “porque ele já foi proclamado herói nacional”.ANG/RFI

Caso Chang


                           PGR moçambicana desiste de recursos
Bissau, 12 fev 20 (ANG) - A Procuradoria-Geral da Republica moçambicana anunciou, esta segunda-feira, a retirada dos recursos submetidos à justiça sul africana contra a decisão de não extraditar para maputo Manuel Chang, antigo ministro das finanças de Moçambique, numa tentativa de acelerar a decisão final.
As organizações da sociedade civil moçambicanas acreditam que a justiça do país está convencida que o antigo ministro das finanças Manuel Chang será absolvido se for julgado nos Estados Unidos da América como aconteceu com Jean Boustani também envolvido nas chamadas dívidas ocultas. 
Adriano Nuvunga, do Centro de Democracia e Desenvolvimento, calcula mesmo que a intenção da justiça moçambicana pode ter passado por ter retirar "um incentivo para as autoridades sul africanas de o mandarem para o Estados Unidos, porque o outro [Jean Boustani] foi absolvido".
Já para Baltazar Fael do Centro de Integridade Pública a decisão causa alguma estranheza, uma vez que o governo moçambicano pagou pelo menos cerca de 1 milhão e 400 mil euros a uma firma de advogados sul africanos em tribunais da África do Sul para evitar a extradição de Chang para os Estados Unidos.
 "Qualquer cidadão fica chocado com os valores que vieram a público que estão a ser pagos aos escritórios de advogados que está a fazer este trabalho", disse.
O antigo governante é arguido numa investigação judicial de Moçambique no quadro das dívidas ocultas do país, mas decorrem na África do Sul dois pedidos de extradição em paralelo: um de Maputo e outro dos Estados Unidos.
Os norte-americanos já anteriormente julgaram um processo referente às dívidas ocultas, sendo que absolveram o principal suspeito, o empresário Jean Boustani, dos crimes de fraude e lavagem de dinheiro no processo, por falta de jurisdição dos tribunais.
 As autoridades moçambicanas acreditam, por isso, ter ficado demonstrado que é a jurisdição adequada para julgar Chang.
A PGR moçambicana disse em comunicado que "face aos desafios jurisdicionais enfrentados pelos EUA no processo contra Jean Boustani que culminou com a sua absolvição, a Procuradoria-Geral da República vê reforçado o seu entendimento de estar em melhor posição para responsabilizar Manuel Chang".
O antigo ministro está detido há mais de um ano na África do Sul pelo seu alegado desempenho no escândalo da dívida oculta de Moçambique. ANG/RFI

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Media


Sindicato de Jornalistas exige  Coordenação do Madem G15 respeito e consideração aos profissionais da Comunicação Social

Bissau,11 Fev 20(ANG) – A Direcção do Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social(Sinjotecs), exige a Coordenação do Movimento para Alternância Democrática Madem G15, o respeito e consideração aos profissionais de comunicação social.

Em comunicado divulgado segunda-feira, em reação ao conhecimento que tomou através de uma nota oficial intimada pela jornalista Fátima Tchuma Camará, da Rádio Difusão Nacional e Correspondente da RDP-Africa no país, expressando um episódio de humilhação e ataques à sua honra e bom nome obrado por Umaro Sissoco Embalo, vice-coordenador do Madem G-15.

O Sinjotecs manifesta a sua solidariedade para com a jornalista Fátima Tchuma Camará, vitima de uma “conduta indigna e irresponsável ocasionada por Umaro Sissoco Embalo”.

A organização alerta ao Umaro Sissoco Embaló que a liberdade de imprensa é um direito consagrado na Constituição da Guiné-Bissau e sendo um candidato à Presidência da República deve configurar o seu comportamento às orientações constitucionais.

O sinjotecs advertiu a coordenação do Madem G15 para configurar  o comportamento dos seus dirigentes aos princípios e aos valores democráticos como manda as regras do Estado do Direito democrático.

Apela, mais uma vez, maior grau de solidariedade, cordialidade, e harmonia entre os profissionais de comunicação social visando defender o interesse da classe, aos casos que são recorrentes, hoje é a minha vez e amanhã pode ser a outra pessoa.

Chamou mais uma vez atenção aos colegas jornalistas que hoje pensam ou se façam de agentes do sistema, que são jornalistas e continuarão a sê-los  mas que a caravana política passa.

 Trata-se da segunda vez que o dirigente do Madem G-15 se envolve em litígio com jornalistas. O primeiro incidente foi com  um jornalista da Rádio Jovem. ANG/ÂC//SG

Coronavírus


                              Número de mortos aumenta para 1.016

Bissau, 11 fev 20 (ANG) – O número de mortos devido ao novo coronavírus (2019-nCoV) aumentou hoje para 1.016, ultrapassando pela primeira vez nas últimas 24 horas uma centena de vítimas mortais, informou a Comissão Nacional de Saúde chinesa.
De acordo com as autoridades de saúde de Pequim, citadas pela agência Associated Press, o número total de mortos nas últimas 24 horas é de 108.
O número total de casos confirmados é de 42.638, dos quais 2.478 foram confirmados nas últimas 24 horas em território continental chinês.
Além das 1.016 mortes confirmadas em território continental chinês, há também uma vítima mortal na região chinesa de Hong Kong e outra nas Filipinas.
O novo coronavírus foi detectado em Dezembro, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).
O balanço ultrapassa o da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 350 casos de contágio confirmados em 25 países.
Na Europa, o número chegou na segunda-feira a 43, com quatro novas infecções detectadas no Reino Unido.
A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.
Vários países já começaram o repatriamento dos seus cidadãos de Wuhan, uma cidade com 11 milhões de habitantes, epicentro da epidemia, que foi colocada sob quarentena, à semelhança de outras cidades da província de Hubei, afitando mais de 56 milhões de pessoas.
As saídas e entradas estão interditadas pelas autoridades durante um período indefinido, e diversas companhias suspenderam as ligações aéreas com a China.
A Comissão Europeia activou no dia 28 o Mecanismo Europeu de Protecção Civil, a pedido da França.
A comunidade científica está a tentar encontrar uma vacina contra a pneumonia, já que as actuais não protegem contra o novo coronavírus. ANG/Inforpress/Lusa


Sociedade


Elisa Pinto distinguida como uma das 20 personalidades africanas com mais contributo pela paz no continente

Bissau,11 Fev 20(ANG) – A guineense Elisa Pinto, foi distinguida como uma das 20 personalidades africanas que mais contribuíram na luta em prol da paz no continente.

A distinção  aconteceu durante a 33ª Cimeira dos Chefes de Estado e do Governo da União Africana que decorreu de 09 à 10 do corrente mês, em Adis Abeba(Etiópia).

Em declarações hoje à imprensa,  Elisa Pinto que igualmente é coordenadora da Rede de Paz e Segurança das Mulheres no Espaço CEDEAO(REMSECAO), disse que é preciso ainda muito trabalho para que os países da sub região alcancem a paz.

“Nós aqui, na Guiné-Bissau em particular,  a nossa situação de instabilidade é inferior em comparação com  outros países. Por isso, é possível perdoar uns aos outros, facto que podemos conseguir só quando respeitamos as regras democráticas, de forma a derrimir os conflitos no seio dos partidos políticos”, aconselhou.

A referida distinção aconteceu no âmbito da celebração de 20 anos da resolução 13/25 da União Africana e que consiste na participação, protecção e promoção de paz no continente.
Para Elisa Pinto, a sua integração na lista de 20 mulheres africanas que mais contribuíram para a paz é uma responsabilidade acrescida, pelo que pede  mais confiança à sua pessoa. ANG/ÂC//SG

Cimeira/UA


               CEDEAO preocupada com  encerramento de fronteiras

Bissau, 11 fev 20(ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) mostrou-se preocupada com o encerramento das fronteiras da Nigéria com dois vizinhos, num encontro à margem da cimeira da União Africana, em que abordou também a substituição do franco CFA.
Numa nota emitida pela organização, a Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, que realizou “uma sessão extraordinária” no dia 09 de Fevereiro, em Adis Abeba, “expressou  preocupação com a persistência” do encerramento das fronteiras entre Nigéria e os vizinhos Benim e Níger, que “continua a afectar o comércio regional”.
Nesse sentido, a autoridade regional referiu que tomou conhecimento “do trabalho realizado pelo comité tripartido”, constituído pelos três países afetados, assim como do encontro que se realizará no próximo dia 15 de Fevereiro, na capital do Burkina Faso, Ouagadougou, que abordará este tema.
A organização pediu às partes que “trabalhem para uma rápida normalização desta situação para benefício de todos e da CEDEAO”.
Num esforço para tentar controlar o contrabando no país, o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, decidiu encerrar as fronteiras terrestres com Níger e Benim.
A decisão, que vai contra as normas da CEDEAO, foi vista pelo ministro da Agricultura do Benim como “catastrófica” para este pequeno país.
O Níger estima que este encerramento tenha provocado uma redução das receitas aduaneiras na ordem dos 60 milhões de euros.
Da mesma forma, o encerramento das fronteiras terrestres provocou um abrupto aumento de preços na Nigéria, sendo que a maioria dos produtos passaram a ser importados pelo porto de Lagos, comummente criticado pela sua ineficiência.
Sobre a substituição do franco CFA pelo ECO, a Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO referiu que “estas reformas são um passo em frente para alcançar a consolidação” da nova moeda.
A autoridade regional “expressou satisfação” com os desenvolvimentos da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMAO).
A nova moeda engloba três grandes alterações: mudança do nome, que passará de CFA para ECO; eliminação do depósito de pelo menos 50% das reservas internacionais do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) no banco central francês, e retirada da França dos órgãos de governação das entidades financeiras da UEMOA (conselho de administração, comité de política monetário e comissão bancária regional).
O CFA foi criado em 1945, com o acrónimo a representar as Colónias Francesas de África, tendo depois mudado o nome para Comunidade Financeira de África.
O novo acordo monetário com a França mantém a indexação ao euro com o mesmo nível de paridade (ECO655,957 por EUR1), e a garantia de notas continua a ser assegurada pelo Tesouro francês.
Os Estados que compõem a UEMAO são o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo.
A CEDEAO é composta pelo Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo. ANG/Inforpress/Lusa

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Ensino público


“As aulas só vão ser retomadas em plenitude com  implementação da Carreira Docente”, diz Presidente da CONAIGUIB 

Bissau, 10 Fev 20 (ANG)- O Presidente da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB) informou hoje que recebeu  garantias da parte da  União Nacional dos Trabalhadores (UNTG) de que as aulas só voltarão à normalidade  com a implementação do Estatuto de Carreira Docente.

Bacar Darame falava à imprensa após um encontro que  com o Secretário-geral da UNTG, durante a qual a associação expressou as suas  preocupações face as greves na Função Pública  que “estão a prejudicar o aproveitamento dos jovens estudantes e do povo da Guiné-Bissau”.

“O governo deve chamar os sindicatos para negociarem com a finalidade de evitar novas paralisações no sector educativo, porque os prejudicados com sucessivas ondas de greve são sempre os estudantes. Sabemos que o desenvolvimento de qualquer que seja país está na educação. Assim sendo, cabe aos governantes priorizarem a área educativa para que a Guiné-Bissau possa ter progresso no futuro”, disse.

Acrescentou que este ano lectivo tal como o ano lectivo findo vai estar comprometido com sucessivas ondas de greve e que,  por isso, existe uma necessidade de s partes chegaram à um consenso, com o objectivo de não prejudicar ainda mais os estudantes.

“Acho que o governo deve ter a capacidade de convencer o sindicato a liberar os professores para salas de aulas, porque governar  é  solucionar os problemas que podem prejudicar o país de forma geral”, referiu aquele responsável.

Adiantou  que  a CONAIGUIB pretende promover um frente a frente entre as duas centrais sindicais e a ministra da Função Pública , para que sejam encontradas soluções para o curso normal das aulas. ANG/AALS/ÂC//SG

Política


“Povo guineense precisa de políticos empenhados na busca de soluções para progresso do país”, diz Secretário Nacional do MP

Bissau, 10  Fev 20 (ANG) - O Secretário nacional do partido Movimento Patriótico da Guiné(MP-GB)defendeu esta segunda-feira a emergência de uma  classe política guineense empenhada na procura de soluções para o progresso do país de modo a sair das situações de constantes crises política e governativa.

Halen Napoco fez esta defesa  em   declarações à imprensa após um encontro  com o secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) no qual o MP apresentou as suas preocupações face a onda de greves na Função Pública , suas motivações e consequências comprometedoras do bem-estar do povo guineense em geral. 

 “Não é possível que as pessoas continuem a entrar na Função Pública sem qualquer tipo de concurso público e por cima por via de partidos políticos. Para o progresso do país, é necessário que os próprios políticos se empenhem em fazer tudo como deve ser”, sustentou aquele responsável.

Acrescentou que é lamentável ter mais de 700 funcionários públicos cuja proveniência é desconhecida pelo  Ministério das Finanças.

“Problemas do país devem merecer sempre maior atenção. Se verificamos, ainda existe muita coisa para fazer na Guiné-Bissau, porque os problemas surgem dia após dia, por isso, e é necessário que os políticos comecem a pensar no bem-estar comum”, defendeu o secretário nacional do Partido Movimento Patriótico.

Questionado sobre qual foi  a resposta  da UNTG sobre as preocupações apresentadas respondeu que lamentavelmente, a resposta foi  de completa estagnação entre os sindicatos e o governo.

Disse que o trabalho do governo é de dar respostas satisfatórias às situações que possam penalizar o Povo e que o partido que representa enquanto  oposição, vai seguir de perto o desenrolar da situação, e  chamar a atenção aos governantes para que as melhores soluções  sejam encontradas.

Considerou de grave a estagnação das negociações sobre a greve  entre os sindicatos e o Governo, uma vez que a acção grevista  está a penalizar a económica do país e a vida do povo guineense . ANG/AALS/ÂC//SG

Economia/Finanças



“Novo ECO pode bloquear união monetária na África Ocidental”, diz a Capital Economics

Bissau, 10 fev 20 (ANG) – A consultora Capital Economics considerou domingo que a substituição do franco africano CFA pela nova moeda, o ECO, vai ter poucos efeitos económicos e corre até o risco de bloquear a união monetária na região.
“Renomear o franco africano por ECO vai ter poucos efeitos económicos, já que a nova moeda deverá ser governada pelo mesmo regime cambial que o seu controverso antecessor, mas esta iniciativa pode atrasar os planos para uma união monetária a nível regional”, lê-se numa análise da Capital Economics à iniciativa apresentada no final do ano passado.
“Os presidentes da Costa do Marfim e da França surpreenderam toda a gente ao anunciar que os países da União Económica e Monetária dos Estados da África Ocidental (UEMOA) tinham decido substituir a moeda”, admitem os analistas, acrescentando que apesar de a iniciativa “ser uma tentativa de refrescar um sistema antigo de 70 anos que atraiu crescente oposição nos últimos anos”, a ideia é “mais uma evolução do que uma rotura súbita”.
A Capital Economics argumenta que ainda que haja um efeito económico irrelevante, “a estabilidade do franco africano impediu a oscilação abrupta dos preços que se verificou noutros países africanos”.
O lançamento do ECO pode, continuam, “ser o primeiro passo de uma reforma mais ampla, já que no comunicado que dá conta da intenção se refere que a estabilidade do ECO face ao euro ‘será mantida nesta fase da reforma’, mas qualquer mudança para uma flexibilização da taxa de câmbio iria implicar um significativo, e politicamente difícil, aumento da autonomia e credibilidade das instituições monetárias da região”.
Os planos abriram rapidamente uma discussão sobre a integração monetária na África Ocidental, explica a Capital Economics, apontando que o Gana, que faz fronteira com países da UEMOA em três lados, rapidamente se mostrou interessado em aderir, mas só se a indexação ao euro fosse abandonada.
“A Nigéria, por seu turno, teme que a iniciativa faça descarrilar a sua proposta de uma moeda única para esta região, cujo nome é também, e de forma confusa, Eco”, escrevem os analistas, concluindo que “não é claro se a Nigéria, que vale quase 70% do PIB regional, quer juntar-se aos países mais pequenos, e Paris, que aceita ajudar pequenas economias como o Mali, deverá fugir a garantir as finanças de um país anglófono cujo PIB vale mais de 400 mil milhões de dólares”, cerca de 362 mil milhões de euros.
As mudanças ao acordo de cooperação monetária da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) com a França foram anunciadas pelo Presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, a 21 de dezembro, na presença do Presidente da França, a antiga potência colonizadora vão entrar em vigor quando os acordos forem formalmente anunciados, algo que pode acontecer já este ano, mas ainda sem um calendário definido.
A nova moeda engloba três grandes alterações: mudança do nome, que passará de CFA para ECO; eliminação do depósito de pelo menos 50% das reservas internacionais do BCEAO no banco central francês, e retirada da França dos órgãos de governação das entidades financeiras do WAEMU (conselho de administração, comité de política monetário e comissão bancária regional).
O CFA foi criado em 1945, com o acrónimo a representar as Colónias Francesas de África, tendo depois mudado o nome completo para Comunidade Financeira de África.
O novo acordo monetário com a França mantém a indexação ao euro com o mesmo nível de paridade (ECO655,957 por EUR1), e a garantia de notas continua a ser assegurada pelo Tesouro francês.
Os Estados que compõem a WAEMU são o Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Niger, Senegal e Togo.
O BCEAO é o Banco Central dos Estados da África Ocidental, e é sediado em Dakar no Senegal, de onde serão emitidas as novas notas. ANG/Inforpress/Lusa



Presidenciais 2019/2ªvolta


                   CEDEAO pede decisão judicial até 15 de Fevereiro
Bissau, 10 fev 20(ANG) - A CEDEAO instou a justiça guineense a tomar uma decisão sobre o contencioso eleitoral em curso  até 15 de Fevereiro.
A decisão foi anunciada pelo marfinense Jean-Claude Kassi Brou, presidente da comissão do bloco regional, na noite de domingo, 9 de Fevereiro, no final de uma cimeira extraordinária do grupo oeste-africano em Addis Abeba, na sede da União Africana.
A reunião à porta fechada dos estadistas da CEDEAO contou com a presença de representantes dos 15 Estados membros, incluindo os lusófonos Cabo Verde (representado pelo chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca), e, o principal interessado, a Guiné-Bissau, que se fez representar pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes.
O fórum prolongou-se por três horas e deu azo segundo ao presidente da comissão da organização regional, ouvido no local pela rfi, a aprofundados debates.
Este enfatizou a importância do assunto para a Guiné-Bissau, mas também para a região.
Numa altura em que o Supremo Tribunal de Justiça analisa novo recurso do candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira, após a Comissão Nacional de Eleições ter reiterado na passada terça-feira a vitória do candidato da oposição, Umaro Sissoco Embaló.
Jean-Claude Kassi Brou frisou a necessidade da normalização política na Guiné-Bissau e de garantir a paz e a estabilidade.
A CEDEAO pediu ao Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau que analise o recurso, conforme os preceitos constitucionais, e que a respectiva decisão seja comunicada o mais tardar até 15 de Fevereiro de 2020.
Achamos que com esta decisão dos chefes de Estado, após praticamente três horas de debates muito demorados, mas muito importantes, se poderá alcançar o objectivo que é a normalização institucional e política da Guiné-Bissau,”disse Kassi Brou. ANG/RFI