segunda-feira, 10 de abril de 2023

EUA/Navio de guerra norte-americano em operação no mar do Sul da China, Pequim denuncia "intrusão"

Bissau, 10 Abr 23 (ANG) - A Marinha norte-americana anunciou hoje que um dos seus navios está a realizar uma operação no mar do Sul da China, com Pequim, em manobras militares em torno de Taiwan, a denunciar "a intrusão" do contratorpedeiro.

"Esta operação de liberdade de navegação respeitou os direitos, liberdades e usos legais do mar", disse a Marinha dos Estados Unidos, numa declaração, acrescentando que o USS Milius tinha passado perto das ilhas Spratly.

O navio passou a menos de 12 milhas náuticas (22 quilómetros) do recife Mischief, reivindicado pela China e outros países da região, acrescentou a Marinha dos Estados Unidos.

"O contratorpedeiro lança-mísseis USS Milius entrou ilegalmente nas águas adjacentes ao recife Meiji [nome oficial chinês para o recife Mischief] nas ilhas Nansha [nome chinês das Spratly] da China, sem a autorização do Governo chinês", declarou o porta-voz do Comando do Teatro de Operações Sul do exército chinês Tian Junli.

A força aérea chinesa "seguiu e vigiou o navio de guerra", acrescentou em comunicado.

A passagem deste navio de guerra norte-americano numa zona contestada ocorreu quando a China realiza pelo terceiro dia consecutivo exercícios militares em redor de Taiwan, em protesto contra uma visita aos EUA da líder da ilha, Tsai Ing-wen.

A China disse hoje que mobilizou caças com “munição real” e o porta-aviões Shandong para executarem “ataques simulados” a alvos em Taiwan, após ter cercado o território com dezenas de aviões e navios de guerra.

“Vários grupos de caças H-6K com munição real realizaram vários ataques simulados em alvos importantes na ilha de Taiwan”, informou o Comando do Teatro de Operações Oriental do Exército de Libertação Popular, especificando que o Shandong também “participou nos exercícios”.

Pequim reivindica praticamente todo o mar do Sul da China, via comercial estratégica e rica em recursos energéticos e pesqueiros, mas Taiwan, Filipinas, Brunei, Malásia e Vietname também têm reivindicações.

ANG/Lusa

 

         Rússia/ Lavrov diz que paz depende de uma "nova ordem mundial"

Bissau, 10 Abr 23 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, defendeu hoje que as negociações para a paz com a Ucrânia dependem do estabelecimento de uma "nova ordem mundial", em que não se verifique um domínio americano.

"As negociações só podem ocorrer tendo em conta os interesses russos. Estes são os princípios sobre os quais a nova ordem mundial será baseada", evidenciou Sergei Lavrov em conferência de imprensa com o seu homólogo turco, realizada no âmbito da sua deslocação à Turquia.

Ainda durante o dia de hoje, a Rússia ameaçou pôr em causa o acordo que permite a exportação de cereais ucranianos, se nada for feito para acabar com os obstáculos às exportações de fertilizantes e produtos alimentares russos.

"Se não houver qualquer avanço para acabar com os obstáculos às exportações russas de fertilizantes e cereais, questionamo-nos se este acordo é mesmo necessário", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, na sua viagem a Ancara. ANG/Angop

 

EUA/Processo criminal contra Trump “é mais complexo e denso do que se esperava”

Bissau, 10 Abr 23(ANG) – O processo criminal contra Donald Trump, indiciado em Nova Iorque com 34 acusações, “é mais complexo e mais denso do que se esperava”, disse à Lusa a cientista política luso-americana Daniela Melo, professora na Universidade de Boston.

“É um caso que vai além do pagamento à [ex-atriz pornográfica] Stormy Daniels… tem fraude financeira, fraude eleitoral, pagamentos para encobrimento de crime”, explicou a analista. A expectativa é de que seja “um julgamento longo”, com muitas testemunhas. “As acusações são mais sérias do que aquilo que se esperava”.

Os contornos que estão na origem da acusação trazida pelo procurador distrital de Manhattan, Alvin Bragg, já eram conhecidos. Donald Trump terá pago subornos para evitar que histórias comprometedoras fossem divulgadas e terá falsificado os registos desses pagamentos.

Mas a acusação eleva a seriedade das infrações por terem sido feitas, segundo disse Alvin Bragg, para encobrir crimes relacionados com a eleição presidencial de 2016.

Estes contornos são “densos” e a complexidade poderá tornar o caso mais difícil de provar em tribunal, sublinhou Daniela Melo.

Há uma variedade de opiniões sobre a solidez do processo, com alguns analistas a apontarem que ninguém está acima da lei e que, se foram cometidos delitos, não podem ser ignorados consoante o perpetrador.

Vários outros levantam dúvidas sobre a força das acusações e a sua permeabilidade a críticas de que se trata de um processo dúbio de contornos políticos.

“O ponto principal é que isto é obscuro”, disse o professor Richard Hasen, da escola de Direito da Universidade da Califórnia em Los Angeles, citado pela Associated Press. “E o procurador não ofereceu uma análise legal detalhada de como podem fazer isto, como podem contornar os potenciais obstáculos”, disse Hasen, considerando que o caso poderá arrastar-se durante muito tempo.

Há dúvidas, por exemplo, de que o candidato a um cargo federal possa ser indiciado por casos que envolvem leis eleitorais estaduais. Há também incerteza sobre se o caso pode ser julgado num tribunal estadual se envolver leis eleitorais federais.

Chris Conroy, um dos procuradores envolvidos, disse ao juiz do Tribunal Criminal de Manhattan que o pagamento de subornos foi feito para encobrir outros crimes. Os 130 mil dólares pagos a Stormy Daniels excederam o limite federal de contribuições de campanha, sendo que em Nova Iorque é um crime promover candidatos por vias ilegais.

“Foi isso que o arguido fez quando falsificou registos financeiros para encobrir esforços ilegais para promover a sua candidatura, e é por isso que estamos aqui”, disse Conroy.

Michelle Cottle, membro do conselho editorial do New York Times, disse numa mesa redonda do jornal que este caso é “incrivelmente complicado” e será mais difícil de explicar aos norte-americanos e aos próprios jurados que vão julgar Trump.

A colunista Lydia Polgreen afirmou, na mesma mesa redonda, estar muito mais interessada nas investigações em curso sobre as pressões de Trump para subverter o resultado eleitoral na Geórgia e os documentos classificados ocultados em Mar-a-Lago.

Isso é algo que Daniela Melo também referiu, mas colocou em perspetiva.

“Comparado com os outros, este caso parecia mais fraco. Os crimes em si não tinham penas muito graves e é aquele caso mais passível de ser interpretado como um ataque pessoal”, indicou a analista. “Mas quando pegamos nos casos principais e os pomos todos juntos, há um padrão de comportamento do ponto de vista da lei que também será considerado”.

Além da possível interferência na Geórgia e a investigação do procurador especial Jack Smith aos documentos classificados encontrados em Mar-a-Lago, Trump também está a ser investigado pelo seu papel no assalto ao Capitólio.

“Olhando para o caso da Geórgia, do [assalto ao Capitólio em] 06 de janeiro [de 2021] e dos documentos, o que eu vejo é um presidente que com este caso começou a tomar certas liberdades com a lei – para ajudar a primeira campanha eleitoral – e vemos aqui uma escalada de comportamento ilegal”, frisou Daniela Melo.

“Vistos todos juntos, do ponto de vista legal, o ex-presidente está definitivamente em sarilhos”, disse, considerando ainda que “com 34 acusações é difícil que consiga ser ilibado de todas”.

No entanto, há uma ponderação de que o indiciamento de Trump será benéfico para a sua campanha à nomeação Republicana para as presidenciais.

“A campanha de Donald Trump conseguiu converter este momento e capitalizar nele para relançar a campanha que estava com dificuldades em ser assertiva”, disse Daniela Melo. “Neste momento não há espaço para mais ninguém, Donald Trump volta o ser o foco total da atenção com todo um discurso populista em que tanto é vítima como salvador da nação”.

A campanha de Trump angariou 12 milhões de dólares em donativos na semana que se seguiu à acusação e o ex-presidente conseguiu o apoio unânime dos Republicanos, incluindo críticos como Mitt Romney.

“Do ponto de vista dos adversários isto foi péssimo, porque mais uma vez temos Trump no centro”, frisou Melo. “Para Ron DeSantis, isto é o pior que podia ter acontecido”.

O que a politóloga questiona é se o apoio da base a Trump será suficiente numa eleição nacional.

“Isto provavelmente ajuda Trump na campanha para as primárias, mas as indicações é de que é terrível para a eleição nacional”, afirmou. “Apesar de manter o apoio sólido de uma base dos eleitores Republicanos, está a perder o voto dos independentes”. E, sem eles, Trump não consegue recuperar a coligação que o elegeu em 2016.

“Este momento é bom para a campanha de Trump, mau para a campanha nacional de Trump, mau para os adversários dentro do partido Republicano e potencialmente ótimo para Biden”, resumiu a analista.

Melo também disse não ter a certeza se o ex-presidente vai conseguir manter este apoio por muito mais tempo, sobretudo se for alvo de outras acusações, e o Partido Republicano dá sinais de que gostaria de ver outra pessoa como candidato.

“Esta candidatura de Trump só faz sentido para Trump”, considerou. “Ele vê esta candidatura como uma forma de se salvaguardar contra estes processos-crime. Temos aqui um homem em fase de sobrevivência”. ANG/Inforpress/Lusa

 

quinta-feira, 6 de abril de 2023


Pescas
/A Unidade de Conservação e Transformação do pescado de Alto Bandim dispõe de capacidade para armazenar 600 toneladas de peixes

Bissau,06 Abr 23(ANG) – A recém inaugurada Unidade de conservação e transformação de pescado de Alto Bandim dispõe de capacidade para armazenar 600 toneladas de pescado, das quais prevê-se o processamento diário de 30 toneladas.

Segundo uma fonte contatada pela ANG disse que a Unidade irá igualmente facilitar o Ministério das Pescas na sua política de controle das descargas de pescados para abastecimento do mercado nacional pelas frotas da pesca industrial que operam nas águas territoriais da Guiné-Bissau, por ter a capacidade de armazenamento de 600 toneladas de pescados, visto que, outrora muitos navios tinham como pretexto de não desembarque dos seus pescados com a falta das infrastruturas de armazenamento de frio. 

 A fonte acrescenta que a Unidade para além de comprar os pescados proveniente da pesca artesanal para posterior processamento, transformação e conservação vai também efectuar vendas de gelos e num médio e longo prazo vai montar uma cadeia de pestação de serviços para os pescadores de pesca artesanal que vai desde venda de redes, motores fora de bordo e outros materiais de pescas artesanal.

Disse que, em termos de matéria prima, a Unidade vai passar a comprar as capturas  de pescadores artesanais, para efeitos de transformação e posterior venda ao mercado nacional assim como para exportação para países da União Europeia e o resto de mundo.

A fonte adianta que, com a entrada em funcionamento desta Unidade de Conservação e Transformação do pescado, estão reunidas as condições para que a União Europeia autorize a exportação do pescado guineense para o mercado europeu.

 “A nossa maior preocupação tem a ver com a fraca capacidade dos nossos pescadores para atender a nossa demanda. Muitos pescadores artesanais se deparam com enormes dificuldades nas suas atividades, dentre as quais a falta de meios materiais e financeiros para praticarem as suas actividades”, salientou.

Por isso, de acordo com a fonte, a empresa Chinesa “Zhongyu Global Seafood Corporation (ZGSC)”, que financiou a construção da Unidade, prevê apoios aos pescadores artesanais, onde já estão em curso o plano da modernização deste sector com a possibilidade de fornecer embarcações de pesca artesanal modernas que vão garantir maior segurança e possibilidade de maior captura para que estejam à altura de abastecer a Unidade com quantidade de pescado suficiente para o seu normal funcionamento, possibilitando desde modo o aumento da renda e de nivel de vida dos nossos pescadores e consequentemente criar uma cadeia positiva para todos os intervenientes neste sector e não só.

Perguntado sobre para quando é que a Unidade irá iniciar as suas atividades, a fonte disse não haver uma data precisa para o efeito , tendo em conta que os trabalhos preliminares ainda estão em curso.

Diz a fonte que está em curso um trabalho conjunto entre a empresa ZGSC e o Ministério das Pescas de forma a definir um modelo de gestão da Unidade de Transformação e Conservação do pescado.

Disse que a Unidade ainda está a precisar de muito investimento de capital financeiro bem como aquisição de muitos materiais para a entrada em funcionamento pleno.

Assim que a Unidade de transformação e conservação do pescado atingir o seu funcionamento pleno, terá a capacidade de empregar entre 100 à 200 trabalhadores.

A Unidade de transformação e conservação de pescado foi construído pela empresa Chinesa “Zhongyu Global Seafood Corporation (ZGSC) no valor de oito milhões de dólares.

A sua inauguração ocorreu no passado  17 de Março , numa cerimónia presidida pela ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzi Barbosa, em representação do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló e contou com a presença do senhor Zong WenFeng presidente da empresa China National Fisheries Corporation (CNFC) que é Mãe da ZhongYu Global Seafood Corporation. ANG/ÂC//SG

Desporto-futebol/FFGB termina  primeira etapa de prospeção de novos talentos para criação da Academia Nacional de Futebol

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) – A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), concluiu, quarta-fera, no Sector Autónomo de Bissau, a primeira etapa de prospeção de novos talentos de futebol,.

A iniciativa decorreu durante cinco dias e visa a criação de uma Academia Nacional de Futebol, para as crianças com a idade compreendida entre  11 e 13 anos.

No final dos trabalhos realizados, o Director Técnico Nacional da FFGB, Eric Maré disse à imprensa que está contente pelo resultado alcançado na primeira fase do trabalho que a FFGB, em parceria com a FIFA, desenvolveram para a criação de uma Academina Nacional de Futebol.

“Estamos a tentar implementar um programa da FFGB juntamente com a FIFA, que é muito bom para o desenvolvimento de futebol nacional. Este projeto não será executado somente em Bissau. A outra fase  será feita nas regiões do país concretamente, em Canchungo, Bafatá, Buba, Mansoa, Gabu e Bolama Bijagós”, explicou o Director Técnico Nacional da FFGB.

De acordo com o responsável, a FFGB aprovou recentemente a criação de uma  Liga-Regional para a descoberta de talentos  escondidos, uma iniciativa paralela  ao projeto de criação da Academia Nacional de Futebol, e destinado aos jogadores mais adultos.

Eric Maré reforça que será promovido também o campeonato juvenil de Sub-15 e Sub-17 na categoria masculina e feminina.

“Pretendemos alcançar para todo o projeto, um número significante de jogadores, mas nesta primeira fase ainda temos 60 jogadores. Penso que durante quatro anos que temos para a sua implementação o projecto alcançará o seu objetivo, certamente”, disse Eric Maré.

A segunda fase do projeto Academia Nacional de Futebol deve decorrer entre 14 e 17 do mês em curso.ANG/LLA//SG      

   

Eleições Legislativas/ Líderes de partidos politicos guineenses prometem desenvolver o país

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) – Os líderes de partidos políticos guineenses que já depositaram as suas respectivas listas de candidatos à deputados  para as eleições legislativas no Supremo Tribunal da Justiça, prometeram trabalhar para o desenvolvimento país.


Tratam-se do Partido da Renovação social (PRS), Coligação PAIGC-CE, Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) e o partido da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

Em declarações à imprensa, o mandatário do PRS  junto do Supremo Tribunal de Justiça, Roberto Metcha afirmou  que o candidato que encabeça a lista dos renovadores nas eleições de 4 de junho é o mais preparado para assumir os desafios de governação do país.

Metcha apelou voto massivo dos guineenses   para  mudar o atual contexto socioeconómico do país e garantir que a liberdade volte a reinar na Guiné-Bissau.

“Os jovens e guineenses têm de  apostar no partido de milho e arroz, se almejam mudanças e emprego”, desafiou, sublinhando que ” o PRS continuará a ser o promotor da juventude e  da massa cinzenta para o desenvolvimento do país.

O mandatário do PRS reconheceu que será  difícil cumprir integralmente a lei da paridade, porque a camada feminina não tem participação tão ativa no processo político guineense. Contudo, assegurou que as mulheres figuram na lista de candidatos do partido à deputados da nação. 

O Coordenador Nacional do Movimento para a Alternância Democrática Madem-G15, Braima Camará afirmou que o partido  está em condições de devolver  à Guiné-Bissau a estabilidade, e garantir um sistema de educação e de saúde de qualidade para todos os guineenses.

Afirmação foi feita após a entrega da lista de candidaturas a deputado da nação para as próximas eleições legislativas de 4 de junho, no Supremo Tribunal Tribunal de Justiça ( STJ) para efeitos de anotação.

Camará pede  aos guineenses para apreciarem  os projetos e candidaturas que  possam ter uma boa representação na Assembleia Nacional Popular.

O politico disse que o MADEM-G15 reúne todas as condições para ganhar as proximas eleições, devido ao programa que vai apresentar e os trabalhos que estão a desenvolver , esperando que  os guineenses vão fazer uma  escolha  livre e responsável..

Em relação ao cumprimento da Lei de Paridade, Camará assegurou que as mulheres e jovens estão bem representados na lista das candidaturas  do partido.

 O partido da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), prometeu   trabalhar para o estabelecimento da paz, da estabilidade governativa e de criação de melhores condições para a população guineense.

A promessa do partido foi tornada pública pelo Presidente em exercício, Augusto Gomes, após a deposição da lista de  candidatos do partido ao cargo de  deputado da nação, nas eleições legislativas de 4 de Junho.

O dirigente apuano enfatizou que o seu partido  cumpriu a etapa da entrega da lista dos candidatos à deputados da nação com olhos postos no escrutínio de 4 de Junho, e convida aos  eleitores a fazerem uma escolha de paz e de governação focada no desenvolvimento  socioeconómico harmonioso e estável, com homens e mulheres comprometidos com o desenvolvimento e a paz na Guiné-Bissau.

Afirmou  que o APU está comprometida com a questão da lei de paridade,  sustentando que  tem na lista de candidatos  29 mulheres para cargos legíveis, das quais três são cabeças de listas.

 O porta-voz da Coligação Eleitoral liderada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC-ce), Agnelo Regala defendeu que a Guiné-Bissau precisa de uma força política unida e capaz de conduzir o futuro do país,  acabar com a corrupção, a falsidade,  a injustiça e o subdesenvolvimento. 

 A Coligação PAIGC-CE congrega para alé, do PAIGC, a UM, MDG, PSD e PCD.

Regala, líder da União para a Mudança (UM), diz acreditar  que a coligação vai participar das eleições e que será vencedora do escrutínio “para o bem-estar do povo e o interesse da Guiné-Bissau”.

“A ideia da coligação eleitoral de cinco partidos políticos visa a criação de uma nova esperança para todos os filhos da Guiné-Bissau, com uma voz de unidade,  construção de paz e  desenvolvimento, mas, sobretudo, focado no objetivo de unir os guineenses”, disse o político.

Regala frisou que seria um pouco complicado para a democracia guineense, se o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde fosse proibido de participar das eleições. 

Por isso, disse estar convicto que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tratará o assunto dentro de um quadro legal para permitir que todos os partidos políticos participassem do pleito eleitoral em pé de igualdade.

Segundo o Assessor de imprensa do Supremo Tribunal da Justiça, Salimo Vieira até a manhã de quinta-feira, 22 partidos políticos e mais duas coligações já teriam entregue a lista de candidatos à deputados ao  Supremo Tribunal da Justiça para as próximas eleições legislativas de 04 de Junho.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

 

 

Comunicação Social/Governo ordena suspensão de emissões de várias  rádios do país

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) – O Governo através da Inspeção-geral do Ministério da Comunicação Social ordenou, quarta-feira, a suspensão das emissões de várias rádios do país incluindo a emissora católica Rádio Sol Mansi, e a Rádio Jovem, por   incumprimento das suas obrigações de pagamento das taxas de licença provisória de funcionamento .


O despacho da Inspeção-geral do Ministério da  Comunicação Social  à que a ANG teve acesso, e que anuncia a ordem de suspensão das emissões dessas rádios evoca como justificação da medida  o artigo 3 da lei nº4/2013 que suspende a autorização ou licença provisório e cessação com efeitos imediatos de quaisquer emissões das rádios que se encontram na situação idêntica à da Sol Mansi.

“A presente decisão resulta ,após duas notificações de incumprimento das obrigações inerentes a falta de pagamento das taxas de licenças provisórias ,referentes ao ano 2022, previsto no despacho conjunto dos Ministérios da Comunicação Social e das Finanças, datado de 05 de Abril de 2017”,lê-se no despacho.

No  despacho, o Ministério da Comunicação Social refere que a  inobservância desta decisão acarreta para o infrator, o encerramento da estação emissora e das respetivas instalações nos termos do artigo 42 da Lei nº 4/2013.

Contactada pela ANG, a Administradora da Rádio Sol Mansi, Anabela Bull confirmou a recepção do despacho, tendo afirmado que a Rádio Sol Mansi vai cumprir a sua obrigação pagando as taxas.

Segundo ela, a demora se deve a inserção da Sol Mansi  na Rede Nacional das Rádios Comunitárias. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Cooperação/Guiné-Bissau e Venezuela assinam 15 acordos

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) - A Guiné-Bissau e a Venezuela  assinaram 15 acordos de cooperação em diferentes áreas, como agricultura, obras públicas, justiça, mineração, transportes aéreos e marítimos, entre outras, anunciou Caracas, quarta-feira.


Os acordos, sobre os quais não foram avançados pormenores, foram assinados pelo vice-primeiro-ministro  e ministro do Interior e da Ordem Pública guineense, Soares Sambú, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil.

Também na quarta-feira, o Provedor de Justiça venezuelano, Alfredo Ruiz, e Soares Sambú debateram a cooperação bilateral no domínio dos direitos humanos, designadamente, os direitos de crianças e adolescentes e os direitos reprodutivos, com o objectivo de assinar um memorando de entendimento em breve.

A delegação guineense, chefiada por Soares Sambú, chegou a Caracas na segunda-feira, para a realização da primeira comissão conjunta dos dois países para desenvolver a cooperação bilateral.

Em Novembro passado, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o homólogo da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco, assinaram uma declaração conjunta, em Caracas, para aprofundar a agenda da cooperação bilateral em pelo menos nove sectores, incluindo comércio, saúde e educação. ANG/Angop

 

Cultura/Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau decorre durante o mês de Maio

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) - A Guiné-Bissau abre as portas, em Maio, à "Moransa di Kultura" - Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau. 


O evento que arranca a 3 de Maio e tem a coordenação de Miguel de Barros e a curadoria de Nú Barreto, Zaida Pereira e António Spencer Embaló.

Conferências, lançamento de livros, palestras, exposições de fotografias, filmes, actuações musicais, etc, uma panóplia de acontecimentos coordenados por Miguel de Barros e com a curadoria de Nú Barreto, Zaida Pereira e António Spencer Embaló.

 A mostra pretende valorizar e debater a diversidade da produção cultural guineense. A literatura do "MoAC Biss" tem a linguista Zaida Pereira como curadora, o sector das artes visuais, cénicas e performativas ficou a cargo do artista plástico Nu Barreto e as conferências têm a curadoria do sociólogo António Spencer Embaló.

O que é a cultura, para que serve e para quem serve é o mote da primeira conferência que está marcada para o dia 05 de Maio, nas instalações da Tiniguena. Segue-se a Cultura como valor acrescentado prevista para o dia 12 do próximo mês na Casa dos Direitos Humanos e fecha-se o ciclo com a internacionalização das “Artes e da Kultura da Guiné-Bissau”, que deve acontecer a 19 de Maio, nas instalações da Tiniguena.

O evento que arranca a 3 de Maio, pelas 9h00 locais, na Casa dos Direitos Humanos, com duas conferências sobre os regimes "possíveis" e os regimes “impossíveis” da patrimonialização da violência na Guiné-Bissau.

A "Moransa di Kultura" - Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau tem a coordenação de Miguel de Barros e a curadoria de Nú Barreto, Zaida Pereira e António Spencer Embaló. ANG/RFI

 

Roma/Papa considera ‘sexo um dos belos dons de Deus’

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) – O Papa Francisco disse aos jovens que o sexo é um dos “belos dons de Deus” dados ao ser humano, num documentário a transmitir no canal Disney+, noticiou quarta-feira L’Osservatore Romano, o jornal diário da Cidade do Vaticano.


“O sexo é uma das coisas belas que Deus deu aos seres humanos”, disse o Papa durante o documentário ‘Amém’.

“A expressão sexual é uma riqueza, então qualquer coisa que menospreze a verdadeira expressão sexual também o menospreza a si e empobrece essa riqueza”, continuou referindo-se à masturbação.

A conversa gravada para o documentário aborda também o tema da pornografia.

“Ser viciado em pornografia é como ser viciado em uma droga que mantém uma pessoa num nível que não permite que cresça”, disse o Papa a uma jovem que alegadamente vende pornografia online. ANG/Inforpress/Lusa

 

Etiópia/UA pede responsabilidade colectiva na prevenção de genocídios

Bissau, 06 Abr 3 (ANG) - A União Africana (UA) defendeu esta quinta-feira que o genocídio no Rwanda, que assinala sexta-feira o 29º aniversário, deve ser recordado como uma "responsabilidade colectiva" da comunidade internacional na prevenção de massacres semelhantes.

"Esta comemoração anual é uma ocasião importante para pagar homenagens individuais e colectivas às vítimas e recorda aos povos africanos e à comunidade internacional o valor da vida e da humanidade", escreveu a vice-presidente da Comissão da UA, Monique Nsanzabaganwa, na conta da organização no Twitter.

"É um momento para um compromisso com a responsabilidade colectiva de prevenir e combater a ideologia do genocídio e a sua negação", acrescentou.

O Presidente do Rwanda, Paul Kagame, deverá dirigir uma cerimónia em Kigali na sexta-feira para assinalar o início dos massacres de 1994.

O evento terá lugar no Memorial do Genocídio, na capital rwandesa, onde estão enterradas mais de 250 mil pessoas mortas durante os massacres.

Além disso, até 15 de Julho, o aniversário do momento em que os rebeldes rwandeses derrubaram o Governo que liderou o genocídio, numerosos eventos comemorativos conhecidos como Kwibuka ("Recordar", em Kiñarwanda) serão realizados em todo o país.

As tensões que desencadearam o genocídio remontam ao final do século XIX, quando os governos coloniais alemão e mais tarde belga separaram a população do Rwanda em dois grupos fechados: Os tutsis, que representavam 14%, e a maioria, hutu.

As tensões entre estes dois grupos, que em momentos diferentes da sua história tiveram mais ou menos privilégios graças à marginalização ou exploração do outro, levaram a uma guerra civil nos anos 90 entre o governo pró-Hutu Rwandês e os rebeldes da Frente Patriótica Rwandesa (RPF), liderada por Kagame.

Na noite de 06 de Abril de 1994, a queda do avião que transportava os então presidentes do RWanda, Juvénal Habyarimana, e do Burundi, Cyprien Ntaryamira, ambos hutus, matou os dois líderes e desencadeou um genocídio contra os tutsis.

Pelo menos 800 mil pessoas morreram no massacre, que durou cerca de 100 dias. 

ANG/Angop

 

China/Macron e Xi pedem diálogo e rejeitam armas nucleares em mensagem conjunta

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) - Os presidentes de França e da China, Emmanuel Macron e Xi Jinping, respectivamente, apelaram hoje à realização de negociações o "mais rápido possível" para pôr fim à guerra em curso na Ucrânia e rejeitaram o uso de armas nucleares.


Em declarações conjuntas após uma reunião bilateral no Grande Palácio do Povo, em Beijing, Macron defendeu ser necessário "retomar as discussões o mais rápido possível para construir uma paz duradoura".

Por sua vez, Xi disse que "armas nucleares não podem ser usadas" e condenou qualquer "ataque contra civis".

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de Fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No entanto, O presidente chinês saudou hoje os laços com a França, num mundo que está a passar por "profundas mudanças históricas", durante um encontro com o homólogo francês, Emmanuel Macron.

"O mundo está a passar por profundas mudanças históricas", disse Xi, observando que as relações entre Paris e Beijing têm registado um "desenvolvimento positivo e constante".

Macron está a realizar uma visita de três dias à China, visando abordar as relações económicas bilaterais e a guerra na Ucrânia.

O presidente chinês, Xi Jinping, disse hoje ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que França e China têm a "capacidade e a responsabilidade" de "superar as diferenças entre si" e apostar na cooperação para a paz mundial.

"Temos a capacidade e a responsabilidade de superar diferenças e obstáculos para manter uma parceria estável, mutuamente benéfica, empreendedora e dinâmica", disse Xi a Macron, durante um encontro no Grande Palácio do Povo, em Beijing, segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

"Desta forma, praticaremos o verdadeiro multilateralismo, em defesa da paz, estabilidade e prosperidade mundiais", acrescentou o chefe de Estado chinês.

De acordo com o texto oficial, Xi Jinping não mencionou a guerra em curso na Ucrânia, afirmando apenas que, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (com poder de veto), China e França deveriam ser "firmes defensores de um mundo multipolar" e de "maior democracia nas relações internacionais".

"Apesar de um lapso de mais de três anos e apesar de um cenário internacional instável e em mudança, a China e a França trabalharam para manter um ímpeto de relações positivo e sólido. Confiámos na luta contra a pandemia de covid-19 e assistimos a um crescimento sólido do comércio bilateral e da cooperação nos sectores aeroespacial, aeronáutico, agrícola e alimentar", referiu.

Xi Jinping também destacou a coordenação entre os dois países em questões como as alterações climáticas, a biodiversidade e o desenvolvimento de África.

De acordo com o comunicado da diplomacia chinesa, a visita de Macron é "a primeira de um chefe de Estado europeu desde a retoma dos intercâmbios da China com o mundo" após a pandemia, e "injectará um novo impulso e uma nova vitalidade nas relações China-Europa".

O Presidente francês chegou na quarta-feira a Pequim, onde, além do encontro bilateral com Xi, manterá um encontro conjunto com o chefe de Estado chinês e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que também está no país asiático.

Macron é o segundo líder europeu a visitar a China - depois do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez na semana passada,  desde que Xi se reuniu em Moscovo com o Presidente russo, Vladimir Putin, para explicar a sua proposta de paz para a guerra na Ucrânia e mostrar a força da relação sino-russa.

Na sexta-feira, Macron vai viajar para a cidade de Cantão, no sul do país, onde irá reunir-se com estudantes chineses da Universidade Sun Yat-Sen e investidores chineses.

A imprensa local destacou que esta é a primeira vez que um Presidente francês visita a cidade, indicando que grande parte da delegação que acompanha o chefe de Estado tem interesses económicos na região, como as empresas Airbus, EDF, Alstom ou Veolia, e ambiciona fechar novos acordos comerciais.ANG/Angop

 

Ajuda humanitária/ONU pede 801 milhões de euros para Burkina Faso

Bissau, 06 Abr 23 (ANG) - A ONU apelou à comunidade internacional para angariar 877 milhões de dólares (801 milhões de euros) para enfrentar a grave crise humanitária no Burkina Faso em 2023, onde uma em cada cinco pessoas precisa de ajuda.

“A situação humanitária no Burkina Faso em 2023 é mais preocupante do que nunca. Este plano caracteriza-se por uma priorização muito rigorosa, visando 3,1 milhões de mulheres, homens e crianças com necessidades agudas e urgentes", disse Abdouraouf Gnon-Kondé, o coordenador humanitário em exercício da ONU no país, numa declaração na terça-feira.

Tal como outros países da região do Sahel, o Burkina Faso enfrenta as consequências da crise climática sob a forma de seca, inundações e outros eventos climáticos extremos, uma situação agravada pelo aumento dos preços dos alimentos e outros bens essenciais devido à guerra na Ucrânia e à crise da covid-19.

De facto, como a Save the Children advertiu no final de Janeiro, espera-se que mais de 7,5 milhões de pessoas enfrentem "fome severa" nos próximos seis meses na região do Sahel Central (Níger, Mali e Burkina Faso).

A crise é ainda agravada pela insegurança causada pelo terrorismo, uma fonte de violência e ataques no Burkina Faso desde Abril de 2015, nas mãos de grupos ligados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico, o que levou à deslocação forçada de mais de 1,9 milhões de pessoas.

"A crise de segurança favorece uma redução contínua do acesso humanitário", advertiu a ONU.

"Os confrontos entre forças de defesa e segurança e grupos armados, as incursões de indivíduos armados e o estabelecimento de focos de tensão militares têm um impacto considerável no acesso humanitário à população", salientou a organização.

De facto, de acordo com a ONU, pelo menos 60 incidentes de segurança que afectaram directamente trabalhadores humanitários foram registados em 2022, levando não só a um aumento das deslocações, mas também ao "isolamento" de novas localidades nas regiões do Sahel, Centro-Norte, Leste, Norte e Boucle du Mouhoun.

Além disso, o país sofreu dois golpes de Estado no ano passado: um em 24 de Janeiro, liderado pelo tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, e outro em 30 de Setembro, liderado pelo capitão Ibrahim Traoré, actual chefe de Estado.

A tomada do poder pelos militares teve lugar em ambas as ocasiões, na sequência do descontentamento entre a população e o exército por causa dos ataques terroristas. ANG/Angop

 

Coreia do Norte/Pyongyang ameaça responder a Seul e Washington com “acção ofensiva”

Bissau, 06 Abr 23(ANG) – A Coreia do Norte ameaçou hoje responder à intensificação dos exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul com uma “acção ofensiva”, informou a agência de notícias oficial do país, KCNA.


A ameaça foi feita um dia depois de os Estados Unidos terem enviado bombardeiros B-52, com capacidade nuclear, para a península coreana, para exercícios aéreos conjuntos com aviões de guerra sul-coreanos, na mais recente demonstração de força contra Pyongyang.

A tensão aumentou nas últimas semanas, com a intensificação dos exercícios militares de Washington e Seul.

A KCNA disse que os exercícios militares dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, tal como o destacamento de meios militares avançados norte-americanos, transformaram a península numa “enorme mina de pólvora que pode explodir a qualquer momento”.

“As provocações militares dos belicistas, liderados pelos EUA, ultrapassaram o limite da tolerância. Essa realidade aguarda uma posição e resposta mais explícitas das capacidades de defesa [da Coreia do Norte]”, disse a KCNA num comentário atribuído a um académico.

“A Coreia do Norte vai continuar a mostrar responsabilidade e confiança na missão crucial de dissuasão da guerra, através de acção ofensiva”, afirmou.

O representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Sung Kim, inicia durante o dia, em Seul, conversações com as autoridades sul-coreanas e japonesas, de forma a coordenar uma resposta à intensificação do desenvolvimento de armas norte-coreanas e ameaças de conflito nuclear.

Após encontros previstos com o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Park Jin, e outras autoridades do país, Kim vai participar, na sexta-feira, numa reunião com os enviados nucleares sul-coreanos e japoneses, de acordo com o Governo sul-coreano.

Só em Março, Pyongyang disparou quase 20 mísseis em sete eventos distintos, incluindo um míssil balístico intercontinental, com potencial para alcançar território norte-americano, e várias armas de alcance mais curto, projectadas para realizar ataques nucleares contra alvos sul-coreanos. ANG/Inforpress/Lusa

 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Economia/"É importante melhorar o nível de compreenssão dos riscos de branqueamento de capitais”, diz  Wilson Alves Cardoso

Bissau, 05 Abr 23 (ANG) – O Director da Agência Principal do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) defendeu que é importante melhorar o nível da compreensão dos riscos de branqueamento de capitaias e financiamento do terrorismo, a fim de fazer face às atuais  exigências de avaliação dos riscos institucionais inerentes às suas atividades.


Wilson Alves Cardoso falava em representação da Directora Nacional do BCEAO, na abertura do seminário sobre as medidas preventivas do branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo destinado às instituições financeiras bancárias.

"De mesma forma, apesar das instituições demonstrarem a boa compreensão das suas obrigações na matéria de branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo, em particular na apresentação dos relatórios trimestrais e anuais e na  declaração de operações suspeitas, ainda há necessidade de reforçar as infraestruturas de identificação e verificação das operações de transações”, salientou.

Aquele responsável acrescenta  que isso facilita a implementação efetiva das medidas de  vigilância dos clientes, incluindo a identificação do beneficiário efetivo pelas instituições financeiras.    

Disse que, esta ação de formação é importante para a implementação das recomendações saídas na última avaliação mútua do país realizada pelo Grupo de Ação Intergovermamental contra Branqueamento de Capitais na África Ocidental (GIABA).

Wilson Alves Cardoso sublinhou que a última avaliação mútua põe em evidência, a necessidade de melhoria do quadro existente no que diz respeito ao branqueamento de capitais e fianciamento do terrorismo.

Salientou que, na sequência da avaliação realizada pelo GIABA de 18 de Janeiro à 06 de Fevereiro de 2021, o país está a ser acompanhado, apesar das melhorias constatadas em relação a primeira avaliação, muito em particular no que diz respeito ao quadro jurídico legal da Lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento de Terrorismo e a Avaliação Nacional  de Riscos.

Wilson Cardoso reiterou a continuidade do acompanhamento da Célula Nacional de Tratamento de Informação Financeira (CENTIF) em todos os domínios, e  em particular, no que se refere as recomendações saídas da última avaliação mútua, para que a próxima avaliaçao seja melhor para o país.

Informou ainda que as insuificiências constatadas no quadro jurídico da lei de Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo de 2018 foram tomadas em conta na última atualização realizada pelo BCEAO e em colaboração com CENTIFs Nacionais no início do ano em curso.

"No último Conselho de Ministros realizado no 31 de Março do ano em curso foi aprovado a alteração à lei de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, a nova lei integra todo um trabalho prévio de consultas com as CENTIFs Nacionais e outras partes interessadas, de modo a colmatar todas as insuficiências e lacunas que existiam” disse.

Por seu turno, o Presidente da Célula Nacional de Tratamento de Informação Financeira (CENTIF), Justino Sá referiu que se é verdade que o sistema financeiro e em especial os dos bancos são as principais vítimas do branqueamento de capitais, não é menos verdade que os bancos têm a obrigação de colaborar na luta contra o branqueamento de capitais.

"O CENTIF não pode trabalhar sem apoio e colaboração  dos bancos, porque são os principais colaboradores que têm na cidade de Bissau. Todos os dossiês que analisamos até aqui 99,9 por cento são oriundos de bancos”disse.

Sá defendeu que  não se pode combater o branqueamento de capitais sem que haja o envolvimento dos bancos. ANG/MI/ÂC//SG