quarta-feira, 5 de julho de 2023

 
           Riade/Arábia Saudita e Rússia limitam oferta de petróleo

Bissau, 05 Jul 23 (ANG) - A Arábia Saudita anunciou esta segunda-feira que vai prolongar a redução da sua produção de petróleo em um milhão de barris diários para apoiar os preços e a Rússia disse que baixará em 500  mil barris as suas exportações.

A redução da Arábia Saudita, com efeitos a partir de Julho, vai continuar em Agosto e "pode ser prolongada" depois desse período, indicou a agência noticiosa oficial, citando fonte do Ministério da Energia.

"A fonte confirmou que essa redução voluntária adicional reforça as medidas de precaução tomadas pelos países da OPEP+ com o objectivo de apoiar a estabilidade e o equilíbrio dos mercados petrolíferos", acrescentou a agência.

A decisão mantém em cerca de nove milhões de barris diários a produção do país.

Ao anunciar a redução no mês passado, após uma reunião de produtores de petróleo, o ministro saudita da Energia, Abdelaziz bin Salman, precisou que poderia ser "extensível".

Em Abril, vários países da OPEP+, aliança que reúne os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e 10 aliados, incluindo a Rússia, decidiram fazer uma redução voluntária na sua produção em cerca de um milhão de barris por dia, uma decisão inesperada que apoiou momentaneamente os preços, sem conseguir mantê-los em alta por muito tempo.

Os produtores de petróleo têm sido confrontados com a queda dos preços e uma forte volatilidade dos mercados, consequência da invasão russa da Ucrânia e da vacilante recuperação económica da China.

Pouco depois do anúncio da Arábia Saudita, a Rússia declarou que vai reduzir as exportações de crude em 500 mil barris por dia em Agosto.

"No quadro dos esforços que visam equilibrar o mercado, a Rússia vai diminuir voluntariamente as entregas aos mercados petrolíferos em 500 mil barris por dia em Agosto, reduzindo as exportações nessa quantidade", afirmou o vice-primeiro-ministro Alexandre Novak, citados pelas agências russas.

A Rússia já tinha anunciado em Fevereiro passado uma diminuição da produção em 500 mil barris por dia, uma medida que disse querer manter até ao fim de 2024. A decisão anunciada esta segunda-feira diz respeito às exportações e não à produção.

A reacção do mercado às decisões anunciadas por Riade e Moscovo foi discreta. O petróleo Brent, de referência na Europa, subiu 0,98% para 76,15 dólares o barril e o petróleo norte-americano WTI aumentou 1,02% para 71,36 dólares, longe dos picos atingidos em Março de 2022, no início do conflito na Ucrânia, quando os preços chegaram perto de 140 dólares.

Desde o início do ano, o Brent baixou 11% e o WTI caiu 7%. ANG/Angop

 


Turquia
/Autoridades dizem que queima do Corão na Suécia gera preocupação sobre poder integrar NATO

Bissau, 05 Jul 23 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros turco disse terça-feira que o falhanço das autoridades da Suécia em impedir os protestos e a queima de exemplares do Corão suscita preocupações sobre a capacidade do país para a eventual adesão à NATO.

No entanto, Hakan Fidan admitiu que a Turquia poderá aprovar a adesão da Suécia à aliança militar caso Estocolmo “termine o seu trabalho” e contemple as preocupações de Ancara.

“A Turquia desaprova o recurso à pressão. Atuamos segundo os nossos princípios”, afirmou Fidan em conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo jordano.

“A questão de saber se a adesão da Suécia à NATO constitui um problema ou uma vantagem em termos estratégicos e securitários é cada vez mais um tema de debate”, acrescentou o ministro, a uma semana da cimeira anual da NATO prevista para 11 e 12 de julho em Vilnius.

Para quinta-feira está prevista em Bruxelas uma reunião entre a Turquia e a Suécia, que deverá juntar os ministros dos Negócios Estrangeiros, chefes dos serviços de informações e conselheiros da segurança nacional.

A Turquia, que desde maio de 2022 bloqueia a entrada da Suécia na NATO, emitiu fortes críticas a Estocolmo na semana passada após a queima de um Corão na capital sueca durante um protesto, um ato “firmemente condenado” e qualificado de “islamofobia” pelo Governo local.

Semelhante ato “altera a perceção que temos sobre a segurança na Suécia”, considerou o ministro.

Uma provocação similar ocorreu em janeiro por parte de um militante de extrema-direita.

A Turquia também censura Estocolmo pela sua alegada indulgência face aos militantes curdos refugiados na Suécia, apesar de diversas leis aprovadas recentemente pelo Governo de direita e que penalizam estes exilados.

Ancara exige a extradição de dezenas de militantes que considera “terroristas” e que residem na Suécia. ANG/Lusa

 

 
Espanha/Justiça europeia retira imunidade a ex-presidente catalão Carles Puigdemont

Bissau,  05 Jul 23 (ANG) - A justiça Europeia retirou hoje a imunidade parlamentar ao ex-presidente do governo regional catalão Carles Puigdemont e outros dois eurodeputados reclamados por Espanha para serem julgados pela tentativa de independência da Catalunha em 2017.

A decisão de retirar a imunidade parlamentar a Carles Puigdemont, Toni Comín e Clara Ponsatí é do Tribunal Geral da União Europeia e ainda admite recurso para uma instância superior, o Tribunal de Justiça da União Europeia, o que o ex-presidente do governo da região autónoma espanhola da Catalunha já disse que irá fazer.

"Nada acaba, pelo contrário. Tudo continua. Apresentaremos recurso perante o Tribunal de Justiça da UE", escreveu Puigdemont na rede social Twitter, pouco depois de ter sido tornada pública a decisão judicial de hoje.

A sentença desta quarta-feira do Tribunal Geral da União Europeia (TGUE) confirma assim a retirada da imunidade aos três eurodeputados pelo Parlamento Europeu, em março de 2021, a pedido do Supremo Tribunal de Espanha.

Em maio de 2021, os três eurodeputados independentistas apresentaram um pedido de medidas provisórias para que a sua imunidade fosse restaurada numa base preventiva, que o Tribunal Geral da UE aceitou numa primeira decisão a 02 de junho do mesmo ano, mas posteriormente revogada, em 30 de julho, considerando que não corriam o risco de serem presos.

Puigdemont, Comín e Ponsatí recorreram desta última decisão junto do TGUE, que em maio de 2022 voltou a decidir a seu favor, concedendo-lhes imunidade provisoriamente, até emitir uma sentença definitiva, o que aconteceu hoje.

Carles Puigdemont vive na Bélgica desde 2017 para fugir à justiça espanhola e é membro do Parlamento Europeu desde 2019 pelo partido independentista Juntos pela Catalunha (JxCat).

Carles Puigdemont está acusado pela justiça espanhola de peculato (pelo uso de verbas públicas para organizar um referendo ilegal sobre a independência da Catalunha, em outubro de 2017), e desobediência.

Até janeiro deste ano, estava também acusado de sedição, mas uma mudança no Código Penal espanhol acabou com este crime, um dos que levou outros nove independentistas à prisão por causa da tentativa de autodeterminação da Catalunha em 2017, que passou pela realização de um referendo que havia sido considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional e uma declaração unilateral de independência no parlamento regional.

O novo Código Penal espanhol acabou com o crime de sedição (que previa penas de prisão até 15 anos) e alterou o de peculato (mau uso ou desvio de dinheiro público), diminuindo as penas para os casos em que as verbas não foram usadas para enriquecimento pessoal, o que é o caso dos independentistas catalães.

ANG/Lusa

 

terça-feira, 4 de julho de 2023

Tempo/INM-GB prevê para hoje possibilidade de Céu nublado e ocorrência de chuva fraca

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) - O Boletim Meteorológico de Previsão do Tempo do Instituto Nacional da Meteorologia da Guiné-Bissau(INM-GB, prevê a possibilidade de haver esta terça-feira  Céu nublado e ocorrência de chuva fraca à moderada por vezes forte, acompanhadas de trovoadas e vento variável moderado.

A informação consta no Boletim Meteorológico de Previsão do Tempo, à que a ANG teve acesso hoje, divulgado diariamente e válido por um período de 24 horas.

Segundo essa previsão de tempo, a velocidade do vento será de até 20km/h no continente com rajadas que podem atingir até 28km/h e de quadrante sul (s) no mar até 25km/h. Prevê-se visibilidade boa, mas reduzida no momento da chuva.

“As temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste vão variar de 31º c (em Bissau) à 34º c (em Bissorã, Farim e Pirada). As mínimas variam de 23º c (em Gabu) à 26ºc (em Bissau).

Nas zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas variam de 29ºc (em Bubaque) a 33º c (em Buba) e as mínimas variam 24º c (em Buba) a 26ºc (em Bubaque) ”, lê-se no documento.

De acordo com o mencionado documento, no período da manhã com as temperaturas mínimas, Bissau terá 26ºc, Bolama 26 e Bafatá 24. Já no período da tarde com as temperaturas máximas Bissau terá 31ºc, Bolama 31 e Bafatá 33 graus centigrados. 

Ainda no Boletim Meteorológico consta que o mar estará num estado um pouco agitado com ondulação de quadrante Sul até 1,5 metros de altura.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

Pescas/Coordenador do INFISCAP diz que vai  mover uma queixa contra o Presidente do Sindicato de Base da instituição

Bissau,04 Jul 23(ANG) – O Coordenador do Instituto Nacional de Fiscalização e Controlo de Atividades de Pesca(INAFISCAP), promete mover uma queixa contra  o Presidente do Sindicato de Base dos Trabalhadores daquela instituição, Mamadú Infamará Mané por “difamação”.

O Presidente do Sindicato de Base dos Fiscalizadores e Controladores de Atividades de Pescas(SB-FISCAP), Mamadú Infamará Mané denunciou numa conferência de imprensa realizada na semana passada, o que diz ser  reiterada prática de desvio de dinheiro dos funcionários daquela instituição destinado ao pagamento da Segurança Social.

Em conferência de imprensa realizada hoje, em jeito de reação à referida denúncia do SB-FISCAP, Vladimir Lenin Djomel disse que em Outubro de 2018 foi assinado um protocolo de acordo entre o antigo coordenador do FISCAP, Mussa Mané,  e o ex. Diretor-geral do Instituto Nacional de Segurança Social(INSS), Camilo Simões Pereira, na presença dos responsáveis do Sindicato de Base do FISCAP.

Djomel adiantou que na referida reunião que culminou na assinatura do acordo, foi discutida a situação de pagamento da dívida perante à  Segurança Social, que ronda  cerca de 134 milhões de francos CFA.

Aquele responsável diz não acreditar que no desconto de apenas um ano, o FISCAP possa atingir esse montante, tendo em conta que em cada mês, o desconto total aos trabalhadores se situa na ordem de cerca de seis milhões de francos CFA.

“Quero com isso demonstrar que o processo de desconto aos trabalhadores para o pagamento  da Segurança Social no FISCAP, ao longo de todos os tempos  se depara com certas anomalias, ou por falta de seriedade”, disse.

Vladimir Lenin Djomel disse que foi nomeado coordenador nacional do Fiscap em 2020, e que a direção do Sindicato de Base da instituição lhe apresentou a situação da dívida dos trabalhadores para com a Segurança Social, dentre as quais se apresentava  uma anomalia entre um funcionário da FISCAP e da Segurança Social.

“Ou seja informaram-me sobre alegado desvio de dinheiro descontado aos trabalhadores para a Segurança Social”, disse.

O coordenador do INFISCAP afirmou que quando se inteiraram da situação, informaram ao ex.ministro das Pescas, Malam Sambú que prontificou em liquidar a referida dívida em três prestações, de acordo com o ponto dois do acordo assinado, em 2018.

Disse  que a dívida só começou a ser paga em 2020, na sua vigência como Coordenador do FISCAP, acrescentando que pagaram na Segurança Social na primeira prestação cerca de 45 milhões de francos CFA e na segunda liquidaram uma soma de 20 milhões e na terceira 68 milhões que perfazem pouco mais de 133 milhões de francos CFA.

Djomel afirma  que a sua direção não deve nenhuma tostão à Segurança Social e que por isso vai acionar uma queixa crime contra o Presidente do Sindicato de Base do FISCAP por “ falsas calúnias contra a sua pessoa”. ANG/ÂC//SG

 

CEDEAO/ Presidente da Comissão classifica de “muito elicaz” a liderança do Chefe de Estado guineense à frente da  organização

Bissau 04 Jul 23 (ANG) – O Presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) classificou de “muito eficaz” a liderança do Chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló à frente da  organização.

Em declarações à imprensa a saída do encontro sobre  preparação da Cimeira dos Chefes de Estado da CEDEAO prevista para próximo Domingo, em Bissau, Omar Aliou Touray  disse que a  presidência  da organização sub-regional foi conduzida de forma “muito” eficaz

Por isso, o Presidente da Comissão da CEDEAO agradeceu Umaro Sissoco Embaló pela forma como despenhou a liderança rotativa de um ano na organização.

Omar Aliou Touray  disse que recebeu do Presidente guineense alguns conselhos  em relação a questões politicas e económicas da sub-região.

Segundo a RDP-África, a Cimeira acontece numa altura em que já se sabe que Umaro Sissoco Embalo não vai se recandidatar à um segundo mandato a frente da CEDEAO.

A cimeira de chefes de Estados e de Governos da CEDEAO deverá ser antecedida de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 15 países que integram a  organização sub-regional . ANG/LPG/ÂC//SG

 

Desporto/FC de Canchungo tem no sábado o jogo de “tudo ou nada” para ser campeão

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) – O FC de Canchungo, da zona norte do país, enfrenta no sábado o Cuntum FC, em Bissau, no jogo determinante para a equipa do Norte sagrar-se campeã da primeira divisão em futebol.

Canchungo que  comanda o campeonato com um ponto de vantagem sobre o seu perseguidor direto, o “Sport Bissau e Benfica” o campeonato da primeira divisão em futebol,a“Guiness-Liga”,  perdeu, no último fim-de-semana, a chance de se sagrar campeão, ao ser derrotado, em casa,  por 1-0, por Sonaco, uma formação do Leste no jogo a contar para a 29ª jornada.

As restantes partidas da mesma jornada produziram os seguintes resultados: Portos de Bissau-0/Sport Bissau e Benfica-1, União Desportiva Internacional de Bissau-2/CDR Gabú-1, FC de Pelundo-1/Flamengo de Pefine-3, Sporting Clube da Guiné-Bissau-5/AC Bissorã-1, Massaf de Cacine-1/São Domingos-0, Os Balantas de Mansoa-0/Binar FC-2, Sporting Clube de Bafatá-1/FC Cuntum-0.

Eis a tabela classificativa após a  penúltima jornada da prova da “Guiness-Liga”:

1ª-FC Canchungo-56 pts

2ª-Sport Bissau Benfica-55 pts

3ª-UDIB-50 pts

4ª-Sporting Clube da Guiné-Bissau-45 pts

5ª-CDR.Gabú-45 pts

6ª-FLAM.Pefine-43 pts

7ª-Portos de Bissau-40 pts

8ª-FC Sonaco-40 pts

9ª-FC Cuntum-39 pts

10ª-FC Pelundo-37 pts

11ª-SC Bafatá-35 pts

12ª-Bal.Mansoa-33 pts

13ª-Binar FC-33 pts

14ª-São Domingos-31 pts

15ª-Mas.Cacine-27 pts

16ª-AC.Bissorã24 pts

A 30ª jornada se realiza  no próximo  domingo, e o líder da prova FC de Canchungo defronta o FC Cuntum, em Bissau, e o jogo será realizado no Estádio Lino Correia, enquanro que o segundo classificado da tabela o Sport Bissau e Benfica recebe Bissorã FC, num encontro que  será realizado no Estádio Nacional 24 de Setembro, sendo as duas partidas marcadas para a mesma hora.

Ao terminar as duas partidas, será conhecido o campeão 2022/23 da maior prova de futebol guineense, a “Guiness-Liga”. ANG/LLA/ÂC//SG    


Legislativas antecipdas/
Coligação PAI-Terra Ranka diz que  data de 27 de julho para investidura dos deputados é “flagrante atropelo a Lei Eleitoral”

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) – A Coligação PAI-Terra Ranka entregou recentemente uma carta de protesto contra a data de 27 de julho, para investidura dos deputados eleitos nas legislativas antecipadas de 04 de Junho, que diz ser “flagrante atropelo à Lei Eleitoral”.

O protesto da Coligação  dirigido ao Presidente da Comissão Nacional das Eleições(CNE), à que a ANG teve acesso hoje, sustenta  que o artigo 183 da Lei Eleitoral  determina que” os deputados são investidos na função até 30 dias após a plublicação dos resultados finais das eleições”.

Assim sendo, para a Coligação, considerando que os resultados oficiais finais foram publicadas  no 3º Suplemento ao Boletim Oficial número 24, de 20 de Junho mas com data de 15 de Junho de 2023,que a presença do Presidente cessante da Assembleia Nacional Popular não é relevante  para realização da cerimónia da investidura, nem o facto de  sua alegada viagem ao estrangeiro ser considerada de” missão de serviço relevante e inadiável”, nada  fundamenta  tal solução da CNE.

A vencedora das legislativas de 04 de Junho com 54 dos 102 mandatos acrescenta que a cerimónia de investidura de novos deputados, na data que respeitasse o prazo determinado por lei, poderia ser presidida pela vice-presidente da Assembleia Nacional Popular, Adja Satú Camará Pinto.

A Coligação PAI-Terra Ranka sustenta que os problemas urgentes que se colocam à governação do país, de entre os quais se destacam os da campanha de comercialização da castanha de caju de 2023 e mesmo de 2024, já em perigo, o da carência de custo de vida, o início do ano agrícola e do próximo ano escolar, devem merecer a preocupação de todos.

A Coligação PAI – Terra Ranka apela ao presidente da CNE para reconsiderar a sua posição, defende mesmo que seja  antecipada a data de abertura da próxima legislatura, tendo em conta a necessidade de se respeitar lo prazo fixado  na lei e “os interesses do povo guineense, expressos nas urnas”. ANG/JD/ÂC//SG

 

Senegal/Macky Sall não é candidato a um 3° mandato nas presidenciais de 2024 no Senegal

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) - Depois de meses de suspense, o Presidente Macky Sall dirigiu-se à Nação e anunciou segunda-feira à noite que não é candidato a um terceiro mandato, nas presidenciais do ano que vem.

 Este anúncio surge num contexto de grande tensão, depois do seu principal opositor Ousmane Sonko ter apelado os senegaleses a ir manifestar.

Ousmane Sonko, recorde-se, foi condenado a dois anos de prisão no mês passado, o que provocou confrontos com um balanço oficial de pelo menos 16 mortos.

Numa altura em que os seus opositores lhe atribuíam a intenção de brigar um terceiro mandato, uma hipótese plausível em virtude de uma alteração da Constituição em 2016 que, segundo os seus apoiantes, colocava os contadores a zero, o Presidente Macky Sall contrariou os prognósticos que alimentavam a crónica nestes últimos tempos no Senegal.

"Caros compatriotas, a minha decisão resultante de uma longa reflexão é de não ser candidato à próxima eleição do 25 de Fevereiro de 2024 e isto apesar de a Constituição me dar o direito de o ser", começou por dizer o Presidente."Sei que esta decisão vai surpreender todos aqueles -que são numerosos- cuja admiração, confiança e fidelidade sincera eu conheço. Ela vai surpreender também aqueles que gostariam de me ver continuar a guiar a construção do Senegal", acrescentou.

Contudo,"o Senegal ultrapassa a minha pessoa e está repleto de líderes com capacidade para empurrar o país rumo ao desenvolvimento. Especulou-se e fizeram-se tantos comentários sobre a minha candidatura nestas eleições, todavia nunca quis ser refém desta pressão permanente de falar antes da hora, porque as minhas prioridades prendiam-se acima de tudo com a gestão de um país, de uma equipa governativa coerente, empenhada na acção a favor do desenvolvimento, sobretudo num contexto socioeconómico difícil e incerto", disse ainda o chefe de Estado senegalês.

"Tenho uma clara consciência e memória do que eu disse, escrevi e repeti, aqui e noutros lugares, ou seja, que o mandato de 2019 era o meu segundo e último mandato", sublinhou Macky Sall ao acrescentar que tem "um código de honra e um sentido da responsabilidade histórica que o obrigam a preservar a sua dignidade e palavra".

Durante este discurso, o Presidente não deixou igualmente de condenar os actos de violência ocorridos no mês passado, depois da condenação a dois anos de prisão do seu principal adversário, Ousmane Sonko, num caso de agressão sexual. Segundo dados oficiais, estes confrontos provocaram 16 mortos, a Amnistia Internacional contabilizando 24 óbitos e a oposição uns 30.

"O objectivo funesto dos instigadores, autores e cúmplices desta violência inacreditável era claro: disseminar o terror, paralisar o país e desestabilizá-lo", considerou Macky Sall para quem isto representa "um autêntico crime organizado contra a nação senegalês, contra o Estado, contra a República e as suas instituições".

Sonko que se encontra retido em regime de residência vigiada desde 28 de Maio, tem clamado a sua inocência e acusado o poder de pretender afastá-lo da corrida às presidenciais. Na eventualidade de ter que cumprir uma pena de prisão, ele torna-se na prática inelegível.

Ainda antes do discurso do Presidente, o seu principal adversário que goza de uma forte popularidade nas franjas mais jovens da população, apelou os senegaleses a sair "massivamente" para a rua e a operar um "sobressalto nacional", quer Macky Sall confirmasse ou não a sua candidatura.

Apesar da desconfiança do opositor Ousmane Sonko, a decisão do Presidente senegalês de não brigar um terceiro mandato foi globalmente acolhida com satisfação e algum alívio à luz dos acontecimentos das últimas semanas.

Khalifa Sall, antigo autarca da capital e presidente do movimento 'Taxawu Senegal' na oposição, considerou que Macky Sall "acaba de tomar uma boa decisão". No mesmo sentido, Mary Teuw Niane, presidente do partido MTN, outro opositor que se tinha pronunciado abertamente contra um terceiro mandato de Macky Sall, disse "tomar nota do respeito da ética e da palavra dada", referindo-se indirectamente à promessa feita por Macky Sall em 2019 de que não seria candidato a um terceiro mandato.

"Macky Sall não é um herói. Ao anunciar que não seria candidato, ele submete-se ao que deveria ter feito desde 2019. Isso ter-nos-ia poupado tantas vidas humanas e tudo o que vivemos. Ele ouviu a razão ao conformar-se à Constituição", considerou por seu turno Aminata Touré, sua ex-primeira-ministra que entretanto passou para a oposição. Ao comentar igualmente que "se evita o incêndio", Mamadou Mbodj, coordenador da plataforma F24 contra um terceiro mandato, lamentou que Macky Sall "não assuma a responsabilidade do seu regime pelas mortes por bala durante as manifestações de Junho".

Também na óptica de Henri Labery, politologo de origem guineense baseado em Dacar, o Presidente senegalês tomou a decisão certa, mas ele poderia tê-la anunciado mais cedo. "Não se esperava que ele realmente tivesse a coragem de fazer isso, mas foi uma decisão de bom senso. Só que poderia tê-lo feito mais cedo, evitando tudo quanto de sangue derramado, prisões e autoritarismo ele fez durante todos estes anos", considera o estudioso.

A nível externo, a decisão de Macky Sall não deixou igualmente de ser saudada. O secretário-geral da ONU, nomeadamente, deu conta da sua "profunda estima pela Presidente Macky Sall e pelas qualidades de homem de Estado de que deu provas" e considerou que a decisão do Presidente senegalês "constitui um exemplo muito importante para o seu país e para o resto do mundo". Paris também considerou que "o Senegal mostrou novamente a solidez da sua longa tradição democrática". No mesmo sentido, o chefe de Estado guineense e Presidente em exercício da CEDEAO disse saudar "com orgulho a sua corajosa decisão de grande Estadista".

Nesta senda, Henri Labery julga que o Presidente senegalês "deve ter sido aconselhado pelos seus pares europeus e ocidentais porque indubitavelmente aqui a situação estava péssima. Se ontem ele tivesse confirmado a sua primeira posição de ser candidato a esta hora, não se sabe o que seria do país".

Convicto de que a opção tomada por Macky Sall pode contribuir para serenar os ânimos, o politólogo julga que outros gestos em direcção da oposição podem apaziguar ainda mais o clima político.

"Resta saber se o Sonko será detido ou não. Por enquanto, está em residência vigiada em sua própria casa. Isso é um factor que também pode contar, porque já quando ele foi condenado, houve uma reacção popular sangrenta e violenta. Se vão prendê-lo, não sei o que é que poderá acontecer. Talvez ele (Macky Sall) vá ter a nobreza de agraciar toda esta gente que ele mandou prender, pelo seu amor-próprio, a sua hombridade", comenta Henri Labery para quem "estamos numa fase já mais calma". ANG/RFI

 

 Haia/Aberta Gabinete de Investigação do Crime de "Agressão" contra Ucrânia

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) - Uma unidade internacional de investigação ao crime de "agressão" contra a Ucrânia acaba de abrir nesta segunda-feira em Haia, o que, segundo Kiev, é um primeiro passo "histórico" para a criação de um tribunal especial para traduzir os líderes russos perante a justiça.

Esta entidade que vai ter a missão de investigar e recolher provas, com o objectivo de lançar acções contra os responsáveis civis e militares russos envolvidos na invasão da Ucrânia, reúne procuradores de Kiev, da União Europeia, do Tribunal Penal Internacional e dos Estados Unidos que, apesar de não reconhecerem o TPI, usaram todo o seu peso para a criação deste gabinete.

No terreno militar, Kiev reivindicou ontem ter retomado o controlo de 37 km2 no leste e no sul do país no espaço de uma semana de combates "difíceis", no âmbito da contra-ofensiva que encetou há um mês. A Ucrânia admitiu, por outro lado, que as tropas russas têm estado a progredir noutras frentes no leste.

A poucos dias da cimeira da NATO, nos dias 11 e 12 de Julho, em que os países da Aliança Atlântica devem decidir o seu grau de envolvimento no conflito da Ucrânia, a lenta progressão das tropas ucranianas gerou crispações entre alguns países ocidentais e a Ucrânia.

Questionado na sexta-feira pelo ‘Washington Post’ sobre o assunto, o comandante do exército ucraniano Valery Zaloujny, não escondeu a sua irritação. No mesmo sentido, no sábado, o Presidente Zelensky acusou os seus parceiros de má vontade na concretização das formações prometidas para os seus aviadores.

Já hoje Rob Bauer, alto responsável da NATO, considerou que «não é surpreendente» que as tropas ucranianas avancem lentamente. "Uma contra-ofensiva é algo difícil. Não se pode pensar que se trata de uma operação fácil" referiu este alto responsável argumentando que "há enormes obstáculos defensivos".

Paralelamente, os serviços de segurança russos referiram ter impedido um atentado à bomba, preparado segundo eles por Kiev, no intuito de assassinar Serguei Aksionov, dirigente instalado por Moscovo na Crimeia anexada.

Também em declarações à imprensa esta segunda-feira, o ministro russo da Defesa, Sergueï Choïgou garantiu que Kiev "não tinha atingido nenhum dos seus objectivos em eixo algum" desde o início da sua contra-ofensiva no começo do passado mês de Junho.

Nesta que foi a sua primeira reacção à rebelião há um pouco mais de uma semana do grupo paramilitar Wagner, o governante disse que o "motim não afectou as operações das suas tropas na Ucrânia" e saudou a "lealdade" de quem fez fracassar a tentativa de desestabilização.

Entretanto, a Rússia tornou hoje a afastar qualquer nova mobilização de homens nas frentes de combate, depois da retirada dos membros do grupo paramilitar Wagner. "O Presidente da Federação Russa (Putin), disse claramente, de modo compreensível e específico, que não haveria nova mobilização", declarou Andreï Kartapolov, chefe do Comité de Defesa no seio da Duma, a câmara baixa do parlamento russo.

Noutra frente, relativamente ao acordo sobre os cereais ucranianos que vigora até ao dia 18 de Julho, o Kremlin deu conta do seu "pessimismo" quanto à recondução deste compromisso, dado que não houve nenhum progresso quanto às suas exigências, nomeadamente a reintegração do Banco Agrícola Russo no sistema de pagamento internacional SWIFT.

Segundo o jornal ‘Financial Times’, a União Europeia estaria a encarar a possibilidade de propor a esse banco a criação de um filial de modo a ter novamente acesso ao sistema SWIFT. Contudo, nem a UE, nem a Rússia teceram qualquer comentário sobre esta hipótese.ANG/RFI

 

Suécia/ Reacções internacionais condenam queima de Alcorão em Estocolmo

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) - A Arábia Saudita convocou segunda-feira a embaixadora sueca no Reino em  resposta à queima de um Alcorão por um iraquiano à frente de uma mesquita em Estocolmo, que foi autorizada pela polícia.

Diversos países e organizações condenam enérgicamente esta situação e classificam o ato como "islamofobia".

Este acontecimento ocorreu no dia 28 de Junho na Suécia durante a comemoração do Eid al Adha, a Festa do Sacrifício, que é a mais importante festa da religião Islâmica. Salwan Momika, um iraquiano de 37 anos que imigrou para o país há vários anos, queimou uma cópia do Alcorão, o livro sagrado do islamismo, à frente de uma mesquita em Estocolmo.

O governo sueco condenou publicamente este acontecimento, mas aproveitou para ressaltar que o protesto foi autorizado pelas autoridades locais em conformidade com a liberdade de expressão garantida pela constituição.

Em reacção a esta prática, múltiplas entidades – governos, organizações, líderes – condenaram publicamente as autoridades suecas por permitirem que estes eventos continuem a acontecer. MarrocosIraqueKuwaitJordânia e Emirados Árabes Unidos convocaram imediatamente os embaixadores suecos. Refira-se que este foi o primeiro ato desta natureza autorizado pela polícia sueca após os tribunais terem anulado uma proibição anterior. O protesto contou com a participação de centenas de pessoas e um forte dispositivo policial.

Esta segunda-feira o Reino da Arábia Saudita decidiu convocar a embaixadora da Suécia no país como forma de “protesto” contra a queima do alcorão, e denúncia um ato de “islamofobia”. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros convoca a embaixadora da Suécia no Reino e informa-a da categórica rejeição do Reino sobre a queima por parte de extremistas de uma cópia do Sagrado Corão em frente à mesquita central de Estocolmo na Suécia após o Eid al-Adha [a 'Festa do Sacrifício', que sucede o período da peregrinação a Meca]", indicou a diplomacia saudita num comunicado.

Organização para a Cooperação Islâmica (OIC), a maior organização islâmica do mundo que conta com 57 países membros, disse que a lei internacional e outras medidas colectivas são necessárias para evitar futuros incidentes envolvendo a profanação do Alcorão. "Devemos enviar constantemente avisos à comunidade internacional sobre a aplicação urgente do direito internacional, que proíbe claramente qualquer defesa do ódio religioso", afirmou o Secretário-Geral da OIC, Hissein Brahim Taha. O responsável também apelou aos 57 países membros para responderem de forma “unida e colectiva”.

No Iraque, milhares de manifestantes tentaram assaltar a embaixada sueca no país. O Ministério das Relações Exteriores iraquiano adiou no domingo a chegada do novo representante do país escandinavo junto a Bagdade. Os manifestantes exortam aos demais países a iniciar uma campanha de boicote contra empresas suecas.

Não foram somente entidades islâmicas que condenaram o acontecimento. Esta segunda-feira o Papa Francisco considerou que a recente queima do Alcorão em Estocolmo é um acontecimento "inaceitável" e "condenável" e pediu que a liberdade de expressão não seja usada como "desculpa para ofender outros".

Em entrevista concedida ao jornal público dos Emirados Árabes Unidos, Al Ittihad, o sumo pontífice recordou o documento “Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Coexistência Comum”, assinado em 2019 durante um encontro entre o Papa Francisco e Ahmed al Tayeb, xeque da Al Azhar, a mais importante instituição do islamismo sunita.

Esta prática de queima do Alcorão ganhou força em 2022, quando um grupo de activistas anti-islâmicos decidiram reunir-se para organizar um plano que previa uma série de queimas do livro sagrado do Islão. Em resposta a este acontecimento, motins violentos eclodiram na cidade de Orebro, no centro da Suécia, e duraram vários dias, provocando dezenas de feridos.

Na época, as autoridades suecas foram amplamente criticadas por permitir este evento. Desde então, o governo sueco pouco ou nada fez para impedir a continuidade destas práticas, suscitando uma onda de condenações internacionais por parte de países de maioria muçulmana.

Esta questão chegou a ser um factor condicionante para que a Turquia ratificasse a adesão da Suécia à NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), motivo este que bloqueia até ao dia de hoje a aprovação de Ancara por “falta de vontade por parte das autoridades de Estocolmo”. ANG/RFI

 

 

França/Macron quer penalizar financeiramente pais de jovens que criaram tumultos

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) – O Presidente e Governo franceses querem punir os autores, alguns muito jovens, da violência urbana em França, mas ainda estão a estudar hipóteses, como a ideia recorrente na direita de impor sanções financeiras aos pais.

"Deveríamos poder penalizar fácil e financeiramente as famílias na primeira infração, uma espécie de taxa mínima para a primeira infração", disse Macron segunda-feira à noite durante uma visita a um quartel da polícia na capital.

Na passada sexta-feira, no auge das noites de violência em reação à morte, a 27 de junho, em Nanterre, de Nahel, de 17 anos, abatido a tiro por um polícia, tinha apelado à "responsabilidade dos pais" para "manter em casa os menores, que constituem uma grande parte dos desordeiros".

"Não cabe à República substituir-se a eles", insistiu. 

No entanto, na noite de segunda-feira, quando a violência abrandou, Macron afirmou que pretendia atuar "caso a caso" e "não necessariamente" suspendendo os abonos de família.

O ministro da Justiça francês, Eric Dupond-Moretti, também apontou o dedo aos pais, numa circular enviada aos gabinetes do Ministério Público de todos os tribunais em França.

"Sempre que os pais podem exercer a sua autoridade parental e não o fazem, há uma responsabilidade penal que pretendo pôr em prática", declarou, recordando as penas previstas: dois anos de prisão e uma multa de 30.000 euros.

Longe de obter o apoio unânime da classe política, os discursos foram denunciados como "cínicos" pelos políticos de esquerda.

Ali Rabeh, presidente da câmara de Trappes, uma comuna do oeste de Paris com uma elevada taxa de pobreza, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP), criticou Macron por "deitar achas para a fogueira".

Rabeh recordou que a população dos bairros onde se concentra a violência é maioritariamente constituída por "famílias monoparentais" e descreveu situações em que a mãe "está sozinha a trabalhar para tentar encher o frigorífico", pelo que "não está presente quando o filho sai da escola e anda na rua".

Quando uma criança é objeto de uma medida educativa na sequência de uma infração, "um educador especializado vem acompanhar a mãe", explicou. Só que "um número muito elevado de medidas educativas não é aplicado, por falta de meios, pelo Ministério da Justiça", sublinhou.

Quando uma criança é objeto de uma medida educativa na sequência de uma infração, prosseguiu, "um educador especializado virá acompanhar a mãe". 

A suspensão do abono de família para os pais de menores que faltam à escola foi aprovada em 2010, durante o mandato de Nicolas Sarkozy, o então Presidente francês de direita.

Durante a campanha de 2012, chegou a prometer alargar a pena aos jovens delinquentes, mas acabou por ser derrotado. O seu sucessor socialista, François Hollande (2012-17), revogou a medida.

Desde então, o partido de Nicolas Sarkozy, Os Republicanos (LR), relançou a ideia no Senado e na Assembleia Nacional com projetos de lei que nunca chegaram a ser concretizados.

Algumas autarquias, como a cidade de Valence, dirigida por Nicolas Daragon (LR), aprovaram sanções pecuniárias contra as famílias dos menores que são "chamados à ordem ou condenados por perturbação da paz", privando-as das prestações sociais pagas pela cidade.

Em Nice, uma família pode ser despejada da sua habitação social na sequência da condenação de um membro da família, nomeadamente por tráfico de droga.

No centro-direita, o presidente do Modem, François Bayrou, principal aliado de Macron, partilha o princípio de uma "sanção imediata sempre que há um deslize".

"Obviamente, quando se trata de crianças pequenas, a sanção é dirigida às famílias", afirmou à rádio francesa LCI, ressalvando que não deve haver uma resposta única que consiste em "privar [as mães] de parte do rendimento mínimo que as sustenta".

"Se suprimirmos os subsídios e a assistência social, estaremos a acrescentar miséria à miséria", insistiu o comunista Fabien Roussel, ao canal de televisão France2.

Os agentes da polícia com quem Macron se reuniu na segunda-feira também não apoiaram a ideia de apelar aos pais.

"Os comerciantes, Senhor Presidente, são aqueles que lhes pedem para se acalmarem nos últimos dois dias, porque toda esta confusão está a prejudicar os seus negócios”, referiram. ANG/Lusa

 

China/ Lançada plataforma de doutrinação do Partido Comunista para jornalistas

Bissau, 04 Jul 23 (ANG) – As autoridades chinesas lançaram uma nova “plataforma de formação” personalizada para instruir os profissionais da comunicação social na visão marxista do Partido Comunista Chinês (PCC) sobre jornalismo e conceitos de liderança, noticiou hoje a imprensa local.

Segundo vários meios de comunicação chineses, a aplicação intitula-se “Instituto Universitário da Casa dos Jornalistas” e foi lançada a 30 de junho.

A plataforma, com mais de 220 cursos, centra-se na transmissão da doutrina de imprensa do PCC e no acompanhamento do progresso dos jornalistas, bem como na certificação dos resultados da formação.

Os cursos vão desde tópicos fundamentais, como o controlo da imprensa pelo PCC e os conceitos de liderança de Xi Jinping, a aspetos mais práticos, incluindo vídeos instrutivos de jornalistas veteranos do PCC sobre conceitos políticos fundamentais.

Segundo o China Media Project, um programa de investigação independente com sede em Taiwan, um dos principais objetivos da aplicação é promover a formação de jornalistas "influentes" para trabalharem a sua influência pessoal nas redes sociais, a fim de "orientar" a opinião pública.

O projeto dá também ênfase à "fé política" no PCC como base da segurança ideológica e aborda a estratégia para lidar com a batalha da opinião pública global em plataformas estrangeiras, como o Twitter e o Facebook.

Na cerimónia de lançamento da aplicação, a 30 de junho, He Ping, presidente da Associação de Jornalistas de Toda a China (ACJA), afirmou que a plataforma será crucial para "reforçar a espinha dorsal" dos jornalistas chineses e "armá-los" com os conceitos do governo de Xi Jinping.

A iniciativa ilustra o esforço das autoridades chinesas para expandir o controlo ideológico sobre os meios de comunicação social e a opinião pública do país.

Em maio passado, o último relatório sobre a liberdade de imprensa elaborado pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que classificou a China em 175.º lugar entre 180 países, afirmava que o gigante asiático "está a realizar uma campanha de repressão contra o jornalismo e o direito à informação em todo o mundo". ANG/Lusa

 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Desporto-futebol/Segundo Vice-presidente de FC de Canchungo responsabiliza o Presidente do Conselho de Arbitragem pela derrota frente a  Sonaco

Bissau, 03 Jul 23 (ANG) – O Segundo Vice-presidente do FC de Cancungo que deve vencer o próximo jogo para  sagrar-se campeão da prova da Guiness-Liga, responsabilizou no último fim-de-semana, o Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) Fidel Gomes, pela derrota de sua equipa frente a  Sonaco.

Em declarações à imprensa no final da partida, Humberto Tavares admitiu a interferência de Fidel Gomes no jogo em que o FC de Canchungo podia sagrar-se campeão, e que não foi o caso devido a derrota sofrida de 0-1 com Sonaco.

“O início do encontro teve  20 minutos de atraso, provocado pelo Presidente do Conselho de Arbitragem, alegando no momento, a falta de segurança no estádio”, revelou Humberto Tavares.

Acrescentou que a própria FFGB pretende favorecer o seu perseguidor direto,  o Sport Bissau e Benfica, que manten a difierença de um ponto com FC Canchungo.

“Se assim continuar, vamos mover uma queixa junto da FFGB sobre a tentativa de sabotagem de Fidel Gomes contra a nossa equipa, e se não termos nenhuma resporta por parte da FFGB, avançaremos com uma queixa judicial contra o seu comportamento”, assegurou o responsável.

Nos últimos tempos, o Presidente do Conselho de Arbitragem da FFGB Fidel Gomes foi alvo de muitas críticas por parte de alguns técnicos e dirigentes dos clubes de futebol nacional, sobre a sua interferência em vários jogos, sem qualquer necessidade.

À  uma jornada da final da prova, o FC de Canchungo continua líder com 56 pontos seguido do SB e Benfica com 55 e na terceira a União Desportiva Internacional de Bissau(UDIB), com 50 pontos.

 A última jornada disputa-se nesta semana, e Canchungo mede forças,em Bissau, com Cuntum FC , nono lugar na tabela classificativa,e o Benfica joga contra Bissorã. ANG/LLA/ÂC//SG