quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Cultura/Secretário de Estado cessante diz que sem meios financeiros  não se pode executar qualquer projeto cultural

Bissau, 17 ago 23 (ANG) – O Secretário de Estado cessante da Cultura defendeu hoje que não se pode executar qualquer projeto cultural sem meios financeiros, referindo-se às dificuldades enfrentadas para materialização de vários planos culturais durante seu mandato de três anos.

Imagem Ilustrativo

Francelino Cunha fez estas afirmações  no ato de transferência de poderes ao ministro das Pescas e Economia Marítima, Dionísio do Reino Pereira, que substitui a ministra da Cultura, Indira Cabral Embaló, que ainda não foi empossada.

Cunha acrescentou que, apesar do fraco orçamento do Estado para o setor da Cultura, conseguiram fazer o possível durante os três anos de exercício da função, graças a colaboração de parceiros nacionais e internacionais.

Destacou entre as realizações feitas, a recuperação do grupo cultural, “Esta é a Nossa Pátria Amada” e da sua agenda, depois de longos anos de paralisação.

Outra realização apontada por Francelino Cunha é a recuperação da Escola  de Música, que não funcionava ao longo de muito tempo, com apoio da Cooperação Portuguesa.

 “Chegamos ao ponto de formar numa primeira fase 44 alunos na área de Ciências Musicais que receberam curso de formação de professores e que já estão aptos para ensinar a música ao lado dos professores portugueses”, disse.

A direção cessante da Cultura ainda elaborou a Carta de Política Nacional de Cultura.

 “Esta carta, estrutura, cria, define estratégias e permite a cultura andar nos caris de desenvolvimento, e ainda   saber onde se deve investir no setor”, referiu acrescentando que, entre países da CPLP e CEDEAO, a Guiné-Bissau era o único que não disponha  de Carta de Política Nacional de Cultura, mas hoje já dispõe em duas versões – português e francês. “Hoje só falta a sua aprovação em Conselho de Ministros”, disse.

Francelino Cunha, jornalista de profissão, recomendou ao novo titular da pasta a aprovação dessa carta em Conselho de Ministros, por ser um instrumento de cooperação exigida pelos parceiros.

“Os parceiros rejeitam colocar o dinheiro no setor da cultura alegando não existir estratégia de investimento”, disse.

A Carta de Política Nacional de Cultura é acompanhada de um Plano de Ação, para um período de cinco anos.

Por sua vez, Dionísio do Reino Pereira defendeu que a estabilidade política e governativa é  importante para o exercício das funções governamentais.

Pereira garantiu que o  governo, não  só vai  dar  continuidade aos trabalhos realizados pelo Secretário de Estado cessante como também vão ser ampliados com novas ideias e projetos.

“Se existir  estabilidade e tranquilidade, acho que quem virá já tem condições básicas  para  fazer muito mais”, diz Pereira. ANG/DMG/ÂC//SG

 

   

 

Telecomunicações/Empresa MTN pretende abandonar a Guiné-Bissau

Bissau,17 ago 23(ANG) - A empresa de telecomunicações sul-africana MTN anunciou ao Governo guineense que pretende abandonar o país onde opera desde 2004, no âmbito de uma estratégia do grupo, disse quarta-feira à Lusa fonte da Autoridade Reguladora Nacional (ARN).

Sede da MTN em Bissau

De acordo com João Frederico de Barros, presidente do conselho de administração da ARN, há mais de três meses que a MTN comunicou à entidade a intenção de vender a empresa a um outro grupo, numa estratégia que abrange também a Guiné-Conacri e a Serra Leoa.

"A MTN pretende concentrar-se, nesta nossa costa ocidental da África, apenas no Gana e na Nigéria", observou o responsável da ARN.

Frederico de Barros considerou de "normal" a intenção da venda da empresa, mas salientou que a operação só poderá avançar se ocorrer dentro dos preceitos estipulados pela Lei de Bases do Sistema das Telecomunicações da Guiné-Bissau.

Atualmente, referiu, a MTN representa cerca de 30% da quota de mercado da rede de telefones móveis e só poderá ser vendida, entre outras obrigações, mediante o pagamento de "todas as responsabilidades perante o Estado guineense", representado pela ARN.

Dados da ARN apontam para mais de um milhão de utilizadores de telefones móveis na Guiné-Bissau, indicou João Frederico de Barros.

O responsável guineense explicou ainda que a reguladora do setor das telecomunicações "aguarda pelo normal desenrolar do processo" de venda da MTN e que a empresa prometeu comunicar caso não encontre um comprador.

A MTN e a francesa Orange, também operadora de telefones móveis, é das poucas multinacionais a operar na Guiné-Bissau.ANG/Lusa

Futebol/Vitória Sport Clube de Bandim procura parceria com  FC Alverca de Portugal

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) - Vitória Sport Clube de Bandim pode beneficiar de apoios, em materiais desportivos e não só, do  FC Alverca de Portugal, segundo revelações do presidente do Clube, Pedrinho Sérgio Gomes

"No ano passado tive uma audiência com o Diretor Desportivo de Alverca. Falamos sobre possibilidades de haver  uma colaboração e mostrou-se  disponível para nos apoiar com materiais desportivos e não só", disse Pedrinho, numa conferência de imprensa.

Pedrinho Sérgio Gomes pede apoio da comunidade de Bandim para o clube .

"Bandim tem vários filhos e amigos que estão  no estrangeiro. Precisamos de apoio, não só de pessoas aqui do bairro assim como das que estão  no estrangeiro", disse o dirigente desportivo.

Referindo-se a não participação do clube no campeonato no decurso do ano passado referiu que não jogaram na época finda, porque não houve o campeonato da terceira liga.

 “A Federação está a exigir aos clubes da terceira liga a se organizarem  melhor. Estamos a tratar a situação do nosso campo na Câmara Municipal de Bissau e penso que vamos conseguir", vincou.

Pedrinho Sérgio Gomes exorta ao novo Governo para apoiar o desporto.

"O novo Governo deve ter uma atenção especial para com o desporto na Guiné-Bissau", asseverou.

Vitória Sport Clube de Bandé foi fundada em 2020, em Bissau, no bairro com o mesmo nome. ANG//SG

 

Tempo/Meteotrologia prevê ocorrência de chuvas fracas acompanhadas de trovoadas para esta quinta-feira

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) – O Instituto Nacional da Meteorologia prevê   ocorrência de chuvas fracas acompanhadas de trovoadas, vento variável  fraco com velocidade de até 15km/h, no continente, com rajadas que podem atingir 38km/h e de Sudoeste (SW) no mar até 25km/h.

A informação consta no boletim meteorológico de previsão do tempo número 227/2023 elaborado dia 16 do mês em curso e valido até 18 horas desta quinta-feira, à  que a ANG teve acesso hoje.

O boletim indica ainda que a visibilidade vai ser boa, mas reduzido no momento da chuva.

Segundo o boletim, as temperaturas máximas nas zonas Centro, Norte e Leste vão variar de  31°C em Bissau, Cacheu, Pirada e Buruntuma à 32 °C em Bissorã, Farim, Bafatá, Gabu e Madina de Boé, e as mínimas vão variar de 23 °C em Bissorã, Farim, Bafatá, Gabu, Pirada, Buruntuma e Madina de Boé até 24 °C em Bissau e Cacheu.

Nas Zonas Sul e Ilhas, as temperaturas máximas vão variar  de 29 °C em Bubaque à 32 °C em Buba e as mínimas vão variar de  23 °C em Buba à 26 ° C em Bubaque.

No período da manhã as temperaturas mínimas em °C, em Bissau vai ser de 24, em Bolama 25 e em Bafatá 23 e no periodo da tarde as temperaturas em °C em Bissau e Bolama vão ser de 31 e em Bafatá 32.

O estado do mar pouco agitado com ondulação do Sudoeste (SW) de até 1, 5 metros de altura. ANG/MI/ÂC//SG

ANP/Presidente manifesta total disponibilidade de colaborar com Sociedade Civil para o bem do país

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) - O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) Domingos Simões Pereira manifestou, quarta-feira, total disponibilidade de colaborar com as organizações da Sociedade Civil,em nome do bem-estar dos guineenses.

A manifestação do  Presidente da ANP foi feita num encontro  com uma delegação a Sociedade Civil durante o qual foi analisado o Projeto de “Observatório da Paz”, que está a ser desenvolvido pelas estruturas da referida organização, tendo igualmente as duas partes passado em revista o conjunto de actividades delineadas para assinalar o Dia Internacional da Paz

“A colaboração deve prevalecer entre a Sociedade Civil, os órgãos da soberania e as instituições públicas para que, juntas, possam alcançar o progresso comum”, disse Domingos Simões Pereira.

Por seu turno, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) e chefe da delegação, Augusto Mário da Silva, declarou que nas legislaturas anteriores, as organizações da Sociedade Civil promoveram junto da ANP vários diplomas legais e que alguns desses diplomas foram traduzidos em leis e muitos outros ainda estão a aguardar a atenção e seguimento.

O Presidente da LGDH revelou que é notável a vontade política do Presidente da ANP e dos líderes das bancadas parlamentares de colaborar com a Sociedade Civil para promoção de bem da Guiné-Bissau.

O Observatório da Paz trata de questões de promoção da paz interna e foi lançado no dia 20 de Julho de 2022, financiado pela União Europeia e implementado pelo Instituto Marquês Vale Flôr (IMVF)  e pela LGDH.

O projeto observatório de paz terá a duração de 39 meses e visa contribuir para a consolidação da paz e a coesão nacional na Guiné-Bissau, através do reforço da participação cívica, trabalho em rede e estabelecimento de parcerias estratégicas entre as organizações da Sociedade Civil e as instituições do Estado.ANG/AALS/ÂC//SG

 

Brasil/Novos membros e uso de moedas locais são temas da Cimeira dos BRICS

Bissau, 17 Ago 23(ANG) – A expansão do número de membros dos BRICS e utilização
de moedas dos Estados que compõem o grupo serão temas em agenda na cimeira de líderes da próxima semana, em Johanesburgo, disse hoje a diplomacia brasileira.

A “expansão dos BRICS”, através da “incorporação”, ou do “estabelecimento de países parceiros” será um dos temas-chave da cimeira do grupo formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, agendada de 22 a 24 de agosto, em Joanesburgo.

O encontro contará com a presença do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou o secretário de Ásia e Pacífico do Brasil, o embaixador Eduardo Paes Saboia, em conferência de imprensa no Palácio Itamaraty, em Brasília.

As discussões sobre este tema avançaram nos últimos tempos e na cimeira de Joanesburgo poderão ser estabelecidos “os critérios” que serão aplicados para a adesão.

O Presidente brasileiro participará na cimeira da próxima semana, que contará com a presença dos líderes da Índia, China e África do Sul, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, representará o Presidente Vladimir Putin, que vai participar por videoconferência.

“A expansão dos BRICS está na agenda no encontro privado” de líderes, disse o embaixador brasileiro, referindo-se à reunião de líderes que acontecerá em 23 de agosto.

Lula da Silva tem manifestado o seu apoio à ampliação do BRICS e chegou a citar a Argentina e a Arábia Saudita como possíveis novos membros.

Outro dos temas é o “uso de moedas locais para as transações” entre os países-membros, disse.

“É provável que haja um resultado nessa área”, frisou o responsável brasileiro.

Este tema tem sido recorrente no discurso de Lula da Silva, que tem defendido uma moeda própria para fazer comércio nos países do bloco BRICS.

“Por que o Brasil precisa de dólar para fazer comércio com a China? A gente pode fazer na nossa moeda. Por que o Brasil precisa de dólar para fazer comércio com a Argentina? A gente pode fazer nas nossas moedas”, afirmou o chefe de Estado brasileiro, durante um encontro no início do mês com a imprensa internacional, no Palácio do Planalto.

Entre os convidados para participar no último dia da cimeira, 24 de agosto, estão cerca de 40 países, principalmente líderes africanos, mas também asiáticos e do Médio Oriente, detalhou a diplomacia brasileira.

Lula da Silva irá depois a Angola, numa visita de Estado de dois dias, seguindo depois para a XIV Conferência de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 27 de agosto, na capital de São Tomé e Príncipe. ANG/Inforpress/Lusa

 

        Níger/ Dois novos ataques fazem 17 mortos no Sudoeste do país

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) - Pelo menos 17 soldados nigerinos morreram e 20 foram ferido
s em ataques presumidos de jihadistas perpetrados a 15 de Agosto na fronteira entre o Níger e o Burkina Faso, anunciou quarta-feira o Ministério da Defesa de Niamey.

Dois novos ataques ocorreram no Níger a 15 de Agosto, na Região de Tillabéri, no Sudoeste do país.

O Ministério da Defesa da junta militar anunciou um balanço provisório de 17 soldados mortos e de 20 feridos, perto da fronteira com o Burkina Faso.

Um destacamento das Forças Armadas nigerinas caiu numa emboscada na terça-feira à tarde entre Boni e Torodi, perto da localidade de Koutougou.

Os feridos foram evacuados para Niamey por helicópterosUm segundo ataque também ocorreu na mesma região na terça à noite. Dezenas de homens armados entraram numa aldeia, sem registo de mortos.

Este é o oitavo ataque perpetrado no Níger desde a queda do Presidente Mohamed Bazoum, vítima de um golpe de Estado a 26 de Julho.

Esses ataques ocorrem na zona das três fronteiras entre o Níger, o Burkina Faso e o Mali, países onde se registam violências nestes últimos anos.

De notar que desde o final do mês de Julho, várias posições militares no país foram abandonadas para se concentrarem em Niamey, a capital nigerina, em prevenção de uma possível intervenção da força da CEDEAO.

Desde 14 de Agosto, a União Africana está a preparar um comunicado sobre o Níger e sobre a posição da CEDEAO que está pronta a intervir militarmente.

Segundo fontes recolhidas pela RFI, uma boa parte dos países que compõem a União Africana está contra a intervenção militar, o comunicado ainda não surgiu porque vai ser uma tomada de posição da organização e dos países envolvidos. ANG/RFI

 

   Futebol Feminino/ Inglaterra e Espanha defrontam-se na final do Mundial

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) - A seleção inglesa apurou-se para a final do Campeonato do Mundo de futebol feminino após ter derrotado a anfitriã Austrália por 3-1 nas meias-finais, e defronta, na final, a Espanha, em Sydney, no domingo(20).

O Mundial de futebol feminino decorre na Nova Zelândia e na Austrália, no entanto nenhum dos dois países organizadores  está na luta pelo título.

Em Sydney, perante mais de 75 mil espectadores, a Inglaterra entrou melhor com um tento apontado aos 36 minutos por Ella Toone, atleta que actua no Manchester United.

As inglesas pareciam controlar o encontro enquanto as australianas não tinham a pontaria afinada.

Na segunda parte a fisionomia do jogo mudou um pouco visto que a Austrália, perante o seu público, tentava chegar ao empate, algo que vai acontecer numa jogada individual de Sam Kerr, jogadora do Chelsea, aos 63 minutos.

O empate dava ânimo às jogadoras australianas, mas as inglesas é que vão carimbar o passaporte para a final deste Campeonato do Mundo.

Aos 71 minutos, numa luta entre duas australianas e uma inglesa, a avançada britânica, Lauren Hemp, vai conseguir empurrar a bola para o fundo da baliza de Mackenzie Arnold. A avançada de 23 anos do Manchester City apontou o seu terceiro golo na prova.

A Inglaterra vai encerrar o marcador com um terceiro tento apontado pela avançada do Arsenal, Alessia Russo, aos 86 minutos de jogo.

As inglesas venceram por 3-1 a Austrália e vão agora defrontar a Espanha na final do Mundial de 2023.

Uma das duas nações europeias vai conquistar pela primeira vez na história o troféu do Mundial da FIFA.

A final vai decorrer a 20 de Agosto em Sydney em território australiano. ANG/RFI

 

China Popular/Fórum ambiental de Macau dedicado à inovação prevê sessão para países lusófonos

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) – O Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau, que tem início esta quinta-feira, será dedicado à inovação e prevê uma sessão para potenciar “negócios verdes” com os países de língua portuguesa, anunciou hoje a organização.

A sessão agendada para o segundo dia do evento tem como objetivo “ajudar as empresas a criar conjuntamente oportunidades de negócios verdes através das bolsas de contactos”.

No mesmo dia, na sexta-feira, num painel dedicado à inovação e desenvolvimento, está prevista a participação do vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Carlos Pimenta Machado, e do presidente do Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável, Ricardo Guggisberg.

O fórum, que vai ocupar uma área de mais de dez mil metros quadrados, conta “com mais de 400 expositores (…) oriundos de vários países e regiões, num total de cerca de 500 stands, entre os quais 40 expositores estrangeiros”, informou a organização numa conferência de imprensa.

Durante os 20 fóruns e conferências previstas, vão intervir cerca de 30 inovadores na área ambiental, responsáveis de empresas multinacionais e decisores políticos de vários países e regiões, nomeadamente da China continental, Europa, países de língua portuguesa, nações do Sudeste Asiático, Hong Kong e Macau.

O Fórum, cujo tema é “Construir uma civilização ecológica através de iniciativas inovadoras”, tem também como objetivo “promover o intercâmbio internacional e a cooperação em matéria de proteção do ambiente entre diferentes setores, incluindo governos, indústrias, universidades, institutos de investigação, utilizadores e investidores”.

“Haverá uma série de lançamentos de novos produtos, como soluções de energia digital, tecnologia não convencional de neutralidade de carbono e outros produtos ambientais”, prometeu o presidente da Promoção do Comércio e Investimento de Macau, U U Sang, na conferência de imprensa.

O fórum, que vai realizar-se no Cotai Expo do Venetian, é organizado pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau, coorganizado pelos governos provinciais e regionais da Região do Delta do Rio das Pérolas e coordenado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau e pela Direção dos Serviços de Proteção Ambiental.

ANG/Inforpress/Lusa

 

              Angola/A SADC e os desafios da Cimeira de Luanda

(Por Francisca Augusto da (Angop)

Bissau, 17 Ago 23 (ANG) -  A 43ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), a decorrer esta quinta-feira, em Luanda, marca o início de uma nova página na região, que tem pela frente problemas inadiáveis, como o terrorismo e as desigualdades sociais.

A Cúpula ocorre numa altura em que persistem os conflitos no Leste da República Democrática do Congo, opondo este país ao Rwanda, e na província de Cabo Delgado, Moçambique, situações para as quais se deverá dar particular atenção, tendo em conta o seu impacto negativo. 

Com esse encontro de alto nível, a SADC tem tudo para rever a sua estratégia de desenvolvimento e procurar por soluções mais ajustadas à realidade do continente, em particular, e do mundo, em geral, a fim de corresponder aos grandes anseios das suas 16 comunidades. 

A Cúpula, que ficará marcada pela atribuição da presidência rotativa a Angola, para um novo mandato de um ano, representa um passo importante para o cumprimento dos objectivos estratégicos, principalmente o de atingir o desenvolvimento sustentável. 

É, pois, uma "porta aberta" para os Estados-membros reverem a estratégia comum de consolidação da paz e da segurança, do crescimento e da redução da pobreza, por forma materializarem o sonho da construção de uma comunidade pacificada e próspera. 

Espera-se que nesta Cimeira, cujo tema é "Capital Humano e Industrialização", os Estados da SADC consigam marcar passos seguros e consistentes para acabarem, de uma vez, com o terrorismo na região e consolidarem o sonho da Zona de Livre Comércio.

Assim, os líderes da organização têm uma oportunidade de adoptar novas estratégias para elevar a qualidade de vida das populações, principalmente as camadas sociais mais desfavorecidas.

Por isso, a Cimeira deve constituir um momento singular para reafirmar o compromisso da integração regional e elevar a cultura democrática dos Estados- membros, dois pressupostos fundamentais para o esperado desenvolvimento sustentável. 

Não restam, pois, dúvidas de que o desenvolvimento e a industrialização da região só serão possíveis num contexto de paz e segurança, razão pela qual os Estados devem manter a aposta firme na implementação da Agenda da SADC.

Ao assumir, pela 3ª vez, a presidência da organização, Angola terá a oportunidade de dar visibilidade às potencialidades locais e ajudar a pacificar uma região que precisa da união de todos.

Para o efeito, deverá ter como âncora a Agenda2050, o Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (2020–2030), o Plano Director de Desenvolvimento de Infra-estruturas Regionais, assim como a Estratégia e o Roteiro de Industrialização da SADC 2017-2063.

Não é por acaso, que o tema da Cimeira de Luanda define a visão e os objectivos da região, com foco no capital humano e financeiro, temáticas que Angola precisa de manter no topo da agenda da SADC, durante o seu novo mandato.

Com a industrialização sustentável da região, Angola poderá alavancar a sua economia, aproveitando o posicionamento geoestratégico do Corredor do Lobito, assim como acelerar as trocas comerciais, no quadro da Zona de Livre Comércio. 

Na sua futura liderança, o país deve, também, aumentar o dinamismo nas questões de representatividade e da igualdade de género, mobilidade entre os Estados-membros, implementação de trocas comerciais e económicas, assim como nas acções de combate às ameaças climáticas.

No domínio das tecnologias de informação, abre-se uma excelente oportunidade para o país vender serviços do Angosat 2, com o qual se poderá diminuir a exclusão digital em Angola, em particular, e no continente africano, em geral.

Com essa tecnologia, Angola tem condições para expandir serviços de telecomunicações às zonas recônditas do país e aos Estados vizinhos, a preços competitivos.

No âmbito global, a SADC, criada em 1992 com o propósito de incentivar as relações comerciais entre seus 16 países membros, tem mais uma oportunidade para voltar a centralizar a sua pauta em torno da integração regional e avaliar os avanços da estratégia da Zona de Livre Comércio.

Espera-se, assim, que a presidência de Angola impulsione o mercado comum, a médio prazo, seguindo o modelo básico da União Europeia e alguns aspectos do Mercosul, e esforços para estabelecer a paz e a segurança na conturbada região meridional africana.

São Países-membros da SADC: África do Sul, Angola, Botswana, Comores, Eswatini, Lesoto, Malawi, Madagáscar, Maurícias, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábwe. /ANG/Angop

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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Politica/PR nega estar a criar um “governo sombra” com nomeação  de seis novos conselheiros  

Bissau, 16 Ago 23 (ANG) - O Presidente da República Umaro Sissoco Embalo negou terça-feira estar a criar um governo sombra com a mais recente nomeação de seis novos conselheiros equiparados ao cargo de primeiro-ministro e de ministros.

 

O chefe de Estado falava , terça-feira, após conferir posse a três dos  cinco conselheiros especiais, com direitos e regalias inerentes ao cargo de primeiro-ministro e de ministros.

 

Trata-se do ex-primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian, Marciano Silva Barbeiro e o líder da Resistência da Guiné-Bissau- RGB Movimneto Bâ-fata, Fernando Mendes.

 

“Os conselheiros não são um governo de sombra, é uma estrutura da Presidência da República”,afirmou. Umaro Sissoco Embalo.

 

“É bom esclarecer a opinião pública, para que não haja especulações, para evitar deturpações  de informações que  às vezes acontecem.

 

Umaro Sissoco Embaló disse, a titulo de exemplo, que  o falecido Presidente República, Nino Vieira, teria  feito no passado as mesmas nomeações envolvendo antigos membros do governo.

 

“Em 2006 e 2007, Nino Vieira nomeou José Francisco Fadul e Alamara Intchia Nhassé para as funções de conselheiros, com direitos e regalias inerentes ao cargo de primeiro-ministro, mas na altura Aristides Gomes era primeiro-ministro”,acrescentou.

 

Umaro Sissoco Embaló disse que é o Presidente da República que nomeia e cria estruturas que quer, respeitando a lei. Portanto, fi-lo com o ex-primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

 

A redução de conselheiros presidenciais teria sido evocada, num passado recente, como uma das exigências do Fundo Monetário Internacional, para cumprimento da meta de redução de despesas publicas, e, em resposta, a Presidência da República exonerou vários conselheiros. ANG/LPG/ÂC//SG

Comunicação Social/Secretário de Estado autoriza retoma das emissões da Rádio Capital FM na sua plenitude  

Bissau, 16 Ago 23 (ANG) - O Secretário de Estado da Comunicação Social autorizou a retoma das emissões da Rádio Capital FM na sua plenitude e dou por sem efeito a Nota Informativa de 18 de Outubro de 2022 que determinou o encerramento das emissões

Secretário de Estado da Comunicação Social
 do mesmo órgão radiofónico do país, com o objetivo de salvaguardar os direitos e liberdades fundamentais.

A informação foi tornada pública através do Despacho n 001/ SECS/2023, da Secretaria de Estado da Comunicação social (SECS),com data de 15 de Agosto, à que Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje.

“O encerramento das emissões da Rádio Capital determinado pela Nota Informativa da Inspeção Geral do então Ministério da Comunicação Social, fundamentada no incumprimento das suas obrigações, ato que configura um atentado contra os pilares da Democracia e do Estado de Direito. Acresce-se o fato desta decisão ter sido tomada, num contexto em que o Estado guineense diferentemente do que prevê a lei, não subvenciona as rádios privadas”, lê-se no documento.

O Despacho salienta que  as liberdades de imprensa e de expressão figuram-se entre os direitos e as liberdades fundamentais consagrados, nos termos da Constituição da República. Com efeito, as rádios assumem um papel preponderante enquanto veículo de difusão dos conteúdos que configuram desses direitos e liberdades.

“É de salientar ainda que, a maior parte das rádios privadas na Guiné-Bissau integram o mercado informal, com problemas de défice à todos os níveis, nomeadamente os de sustentabilidade económica e financeira, que ficaram agravados com efeitos da pandemia de Covid-19”, sustenta o despacho.

Para além de encerramento das suas emissões, a Rádio Capital FM, muito crítico ao então  regime,  foi,  por duas vezes, atacada e destruída por indivíduos armados. ANG/AALS/ÂC//SG

Ensino/ Ministra cessante denuncia fuga de professores para outros ministérios

Bissau, 16 Ago 23 (ANG) – A ministra da Educação Nacional cessante elencou problemas existentes no seu Ministério, e destacou entre os quais, os professores que alegam estarem doentes ou em mestrado no exterior, mas que não apresentam nenhum comprovativo. 

Mónica Buaró da Costa que falava no ato da transferência de poderes  ao atual ministro, Braima Sanhá, acrescentou que ao longo dos longos anos, por não haver novas admissões  na Administração Pública, muitas pessoas fizeram o Ministério da Educação porta de entrada para ingressar na Administração  Pública,  para depois se transferirem para outros ministérios que acham que têm melhores condições.

De acordo com a ex-ministra Buaró da Costa , chegou-se ao ponto de decidir suspender todas as transferência “porque  a instituição precisa de professores e não podem continuar a transferir-se.

Sublinhou que, se ela continuasse no cargo iria fazer voltar todos aqueles que se formaram como professores a voltarem a dar aulas mesmo que vão trabalhar em regime de contratados noutros ministérios. “Têm que ter as suas turmas para lecionar porque há  falta, sobretudo, de professores de matemática, física e química porque são os que formam menos”, diz a ministra cessante.

“Temos muitos que entregaram certificados e alegam que estão doentes, mas estão a trabalhar nas escolas privadas. Outros estão no exterior a fazer mestrado mas quando terminam dizem que estão a procura de documentos. São esses, entre outros problemas, que o Ministério da Educação enfrenta”, informou.

Por seu turno, o novo ministro Braima Sanhá diz  que o mundo mudou e até a forma de ensinar também mudou .

 Sanhá disse que o país precisa  dos cidadãos e da sociedade, frisando que muitas vezes “exigimos ao Estado mas não fazemos nada para o Estado”.

“Devemos começar a mudar um bocadinho as nossas mentalidades, talvez o Estado possa ser capaz de desenvolver e atingir os cidadãos. Os cidadãos têm que ser capaz de saber o que devem fazer para o Estado também”, referiu Sanhá.

Braima Sanhá afirmou que o momento é de trabalhar e defende que  o Ministério e escolas devem estar limpas. “Se o diretor ou professor não podem deixar as escolas limpas que saiam”, disse o novo ministro da Educação, do Ensino Superior e Investigação Científica . ANG/DMG/ÂC//SG

Atlanta/Ex-Presidente dos EUA Donald Trump indiciado por conspiração para reverter derrota

Bissau, 15 Ago 23(ANG) – O ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi indiciado na Geórgia, na segunda-feira, por conspiração para reverter ilegalmente a derrota nas eleições de 2020 naquele estado norte-americano.

Este é o quarto processo criminal contra o antigo Presidente e o segundo em que é acusado de tentar subverter os resultados da votação.

A acusação de Trump pelo grande júri do condado de Fulton resulta de uma investigação de dois anos iniciada após um telefonema, de janeiro de 2021, em que o então Presidente sugeriu que o secretário de Estado republicano da Geórgia poderia ajudá-lo a “encontrar 11.780 votos” necessários para reverter a derrota para o democrata Joe Biden.

Outros 18 arguidos indiciados no mesmo processo incluem o ex-chefe de gabinete da Casa Branca Mark Meadows, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, e um funcionário do Departamento de Justiça da administração Trump, Jeffrey Clark.

Trump foi anteriormente acusado, no início de agosto, por um grande júri federal, de conspirar para minar a votação de 2020 e impedir a transferência pacífica de poder através de uma série de mentiras e ações ilegais tomadas após as eleições gerais e que levaram ao violento motim dos seus apoiantes no Capitólio dos EUA, a 06 de janeiro de 2021.

Trump – o principal candidato republicano à presidência em 2024 – continua a fazer campanha e a usar as sucessivas acusações para angariar fundos, apresentando-se como vítima de procuradores democratas. ANG/Inforpress/Lusa

 

Níger/ Chefes militares da CEDEAO debatem esta semana eventual intervenção no país

 Bissau,  16 Ago 23(ANG) – Os chefes militares da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúnem-se pela segunda vez esta semana para preparar uma eventual intervenção militar destinada a restabelecer a ordem constitucional no Níger, segundo fontes próximas do bloco.


“A reunião decorrerá, em princípio, entre 17 e 19 de agosto”, afirmou à agência de notícias espanhola EFE uma fonte próxima da CEDEAO, que preferiu manter o anonimato.

De acordo com a mesma fonte, o encontro decorre na capital do Gana, Acra, depois de os chefes de Estado e de Governo da CEDEAO terem ordenado, na passada quinta-feira, a “ativação” da “força de reserva” do bloco regional, apesar de também terem assegurado que continuarão a apoiar o diálogo para resolver a crise.

Esta será a segunda reunião dos chefes de Estado-Maior dos países da CEDEAO, depois da realizada no início de agosto em Abuja, a capital nigeriana e sede da organização, onde começaram a elaborar um plano para um eventual uso da força no Níger.

Até agora, a junta militar que tomou o poder pela força em Niamey tem ignorado as ameaças e, para além de nomear um novo primeiro-ministro, formar um governo de transição, reforçar o seu aparelho militar e fechar o espaço aéreo, avisou que o uso da força terá uma resposta “imediata” e “enérgica”.

A eventual ação militar dividiu a região, onde os governos da Nigéria, do Benim, da Costa do Marfim e do Senegal advertiram que o recurso à força será objeto de uma resposta “imediata” e “enérgica”.

Uma eventual ação militar dividiu a região, com os governos da Nigéria, do Benim, da Costa do Marfim e do Senegal a confirmarem claramente a disponibilidade dos seus exércitos para intervir em território do Níger.

No outro extremo, o Mali e o Burkina Faso opõem-se ao recurso à força, enquanto a Guiné-Conacri, a Argélia, o Chade e Cabo Verde manifestaram igualmente a sua rejeição e preferência pelo diálogo.

O golpe de Estado no Níger foi conduzido a 26 de julho pelo autodenominado Conseil National de Sauvegarde de la Patrie (CNSP), que anunciou a destituição do Presidente Mohamed Bazoum e a suspensão da Constituição.

O Níger tornou-se o quarto país da África Ocidental a ser liderado por uma junta militar, depois do Mali, da Guiné-Conacri e do Burkina Faso, que também tiveram golpes de Estado entre 2020 e 2022. ANG/Inforpress/Lusa

 


        Seul
/Soldado dos EUA entra ilegalmente na Coreia do Norte

Bissau, 16 Ago 23 (ANG) - A Coreia do Norte afirmou esta quarta-feira que um soldado dos EUA entrou ilegalmente no país, em Julho, devido às desigualdades sociais e à discriminação racial no exército norte-americano.

 O Pentágono diz  não ter condições para verificar esta informação, reiterando que a prioridade é "trazer o soldado King para casa".

Travis King deveria ter regressado aos Estados Unidos depois de ter passado dois meses detido, após uma briga numa discoteca e um incidente com a polícia em Seul.

A 10 de julho, King saiu da prisão para ser conduzido sob escolta ao aeroporto, de onde deveria ter partido para uma audiência disciplinar nos Estados Unidos. Em vez disso, fugiu e juntou-se a um grupo de turistas que visitava a fronteira na zona desmilitarizada que separa as duas Coreias.

De acordo com a agência de notícias norte-coerana –KCNA- Travis King decidiu entrar ilegalmente no país, devido às desigualdades sociais e à discriminação racial no exército norte-americano.

O comando da força multinacional da ONU, que supervisiona o cumprimento do armistício entre as duas Coreias, afirmou que Travis King, alvo de um processo disciplinar por parte do exército dos EUA, atravessou a 18 de julho, "voluntariamente e sem autorização", a fronteira.

O Pentágono disse na terça-feira que não conseguiu, até ao momento, verificar a autenticidade da informação avançada pela agência norte-coreana, sublinhando que a prioridade é o regresso seguro do soldado norte-americano ao país.

"Continuamos focados [em garantir o regresso seguro]. A prioridade do departamento é trazer o soldado King para casa e estamos a usar todos os meios disponíveis para conseguir isso", disse um porta-voz do Pentágono.

O incidente com Travis Travis acontece numa altura de grande tensão entre o Ocidente e o Presidente norte-coreano, Kim Jong-un.

Esta semana, o ministro norte-coreano da Defesa acusou os EUA de estarem a colocar a península coreana numa guerra nuclear iminente, afastando a possibilidade de solucionar o conflito com negociações.ANG/RFI

 

Niamey/Nigerinos mobilizam-se para recrutamento contra eventual intervenção

Bissau, 16 Ago 23 (ANG) - Habitantes da capital do Níger, Niamey, estão a preparar-se para uma guerra contra os países da região que admitem intervir no país para repor a ordem constitucional, na sequência do golpe de Estado de Julho.


De acordo com a agência Associated Press (AP), os residentes pedem uma acção de recrutamento em grande escala para angariar voluntários que possam ajudar as forças armadas a combater a possível acção militar do bloco regional da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) para restaurar a presidência de Mohamed Bazoum, deposto em 26 de Julho pela junta militar.

"É uma possibilidade, e precisamos de estar prontos se acontecer", disse um dos organizadores da acção de angariação de voluntários, Amsarou Bako, à AP, referindo-se à iniciativa que vai começar no sábado em Niamey, e que se destina a qualquer pessoa com mais de 18 anos.

As tensões regionais têm crescido desde que a CEDEAO aprovou a activação da força de reacção rápida e ainda esta semana deverá ser realizada uma reunião dos ministros da Defesa dos países da região para analisar a situação.

"Uma intervenção militar sem fim à vista arrisca-se a desencadear uma guerra regional, com consequências catastróficas para a região do Sahel, que já é afectada por insegurança, deslocações de pessoas e pobreza", comentou o analista da Verisk Maplecroft Mucahid Durmaz.

Apesar dos esforços diplomáticos dos países regionais e internacionais, muitos nigerinos estão convencidos que serão brevemente invadidos, escreve a AP.

Uma eventual acção militar dividiu os países da região, com os governos da Nigéria, do Benim, da Côte d’Ivoire e do Senegal a confirmarem explicitamente a disponibilidade dos seus exércitos para intervir em território nigerino.

No outro extremo, os vizinhos Mali e Burkina Faso, governados por juntas militares, opõem-se ao uso da força e argumentam que qualquer intervenção no Níger equivaleria a uma declaração de guerra também contra os seus países.

Para além do Tchad, a Guiné, a Argélia e Cabo Verde também rejeitaram essa intervenção militar, defendendo antes o diálogo.

O Níger tornou-se o quarto país da África Ocidental a ser liderado por uma junta militar, depois do Mali, da Guiné e do Burkina Faso, que também tiveram golpes de Estado entre 2020 e 2022. ANG/Angop