quinta-feira, 25 de abril de 2024

         Quénia/Chuvas torrenciais provocam 10 mortos em Nairobi

Bissau, 25 Abr 24 (ANG) - Dez pessoas morreram e várias outras estão desaparecidas e Nairobi (Quénia), onde os bairros ficaram inundados após uma noite de chuvas torrenciais que afectaram 60 mil pessoas, disse quarta-feira um oficial da polícia.

"O número de corpos encontrados até agora é de 10 e temos outras pessoas desaparecidas", disse Fred Abuga, comandante da polícia de Starehe, no centro da cidade.

Um total de "60.000 pessoas, principalmente mulheres e crianças, foram gravemente afectadas pelas inundações súbitas e devastadoras que atingiram a cidade", afirmaram as autoridades do condado num comunicado, indicando que Nairobi estava "à beira de uma crise humanitária".

A subida das águas afectou bairros de lata, como Mathare, e alguns de luxo, como Runda, onde se situa a sede regional das Nações Unidas.
Em Nairobi, as chuvas torrenciais que caíram durante a noite fizeram transbordar os rios Athi, Ngong e Mau Mau.

No bairro de Mathare, uma das zonas mais duramente atingidas, alguns habitantes estavam com água até à cintura, segundo imagens difundidas pela Cruz Vermelha queniana.

Outras imagens publicadas nas redes sociais mostram pessoas refugiadas nos telhados de lata das suas casas.

"Temos mais de 10 pessoas que não foram encontradas, pensamos que se afogaram ontem à noite", disse Thomas Adika, um residente que hoje participou nas buscas.

De acordo com os residentes locais, as pessoas desapareceram quando o rio nas proximidades arrastou as casas situadas na margem.

O Quénia tem sido atingido nas últimas semanas por fortes chuvas na África Oriental, onde a estação das chuvas é intensificada pelo fenómeno meteorológico El Niño.

Até 18 de Abril, a agência humanitária da ONU (Ocha) informou que pelo menos 32 pessoas tinham morrido e mais de 40.000 tinham sido deslocadas no país desde o início da estação das chuvas em Março.ANG/Angop

  Varsóvia/Ataque russo à NATO terminaria numa derrota para Moscovo

Bissau,  25 Abr 24(ANG) – O chefe da diplomacia polaca disse hoje que um eventual ataque russo à NATO terminaria numa derrota para Moscovo e defende que a Organização do Tratado do Atlântico Norte deve aumentar as suas defesas.

Radoslaw Sikorski discursava no parlamento polaco, na apresentação da nova visão do Governo, liderado pelo primeiro-ministro, Donald Tusk, explicando que as prioridades mudaram, noticiou a Associated Press.

O ministro dos Negócios Estrangeiros adiantou que a Polónia quer regressar ao grupo de países que define a agenda da União Europeia.

O discurso ocorre num momento crucial do ponto de vista histórico, dada a guerra na Ucrânia e face à possibilidade de a agressão russa a Kiev não parar neste país.

A Polónia, membro da NATO e da União Europeia, partilha fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia (aliada de Moscovo), além da Ucrânia, e é considerado um ponto chave no envio de armas ocidentais para Kiev.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros antecipara que o discurso iria realçar a importância deste momento na História e sublinhar o quão diferente é a política externa da Polónia após a mudança de Governo.

Por outo lado, salientaria “a importância que Varsóvia atribui à ajuda à Ucrânia” e apelaria “à Rússia para se juntar à família ocidental de nações”.

ANG/Inforpress/Lusa


quarta-feira, 24 de abril de 2024

Tráfico de droga /Procuradoria Geral da República confirma detenção de um magistrado guineense em Portugal

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) - A Procuradoria-geral da República(PGR) da Guiné-Bissau confirmou hoje , em nota à imprensa, a detenção de um magistrado guineense em Lisboa, Portugal,por envolvimento num suposto tráfico de droga.

A informação consta numa Nota Informativa  do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas, da Procuradoria Geral da República, assinado pelo seu Coordenador Queba Coma, a que Agência de Notícias da Guiné teve acesso hoje.

No documento, assinado pelo Coordenador do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas desta instituição judicial,  Queba Coma, a PGR refere  que, depois de ter conhecimento de uma informação “maldosa” nas redes sociais sobre um caso da justiça, informa a opinião pública, de que foi informado no domingo último, 21 de Abril  através de  canais apropriados, da detenção, em Portugal, de um Magistrado da Guiné-Bissau por suposto tráfico de droga.

A Nota acrescentou   que a Direcção do Ministério Público  realizou uma reunião com os Procuradores-gerais Adjuntos, informando-lhes da detenção do magistrado em causa, em Lisboa.

As autoridades judiciárias da Guiné-Bissau, adianta a Nota, estão a empreender  diligências necessárias, em conformidade com a lei Orgânica dos Magistrados do Ministério Público e os Estatutos dos Magistrados, caso confirmar o suposto delito, para responsabilizar criminalmente o referido indivíduo.

Nessa Nota, o Ministério Público reiterou a sua luta contra qualquer tipo de crime, sempre no respeito escrupuloso da Constituição e das leis penais em vigor na República da Guiné-Bissau.

Nas redes sociais foi referido que o magistrado em causa foi detido por alegadamente levar consigo  dois quilos de cocaínas, em Lisboa.ANG/LPG/ÂC//SG

Política/JAAC promove “Universidade Aberta” para celebrar  100 anos do líder Amílcar Cabral

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) – A Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC), promove de 25 à 28 de corrente mês, uma “Universidade Aberta” em “Lugadjol Boé” zona leste do país, para celebrar o centenário do líder do Partido Africano da Independência de Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Amílcar Cabral, e de igual modo festejar os 50 anos da criação da JAAC.

Em conferência de imprensa, o Presidente da Comissão Organizadora dos referidos eventos, Júlio Biquer explica que Boé tem um marco histórico para o país, uma vez que a proclamação da independência da Guiné-Bissau em 1973/74, aconteceu naquele histórico lugar.

“O mesmo lugar também viu nascer a Juventude Africana Amílcar Cabral (JAAC) em 12 de Setembro de 1974, e que está prestes a completar os seus 50 anos da sua criação, razão pela qual entendemos que devemos voltar ao lugar que deu início a história da Guiné-Bissau, para tentar cumprir com o programa mínimo que o nosso líder entendia que iria unir o seu povo”, descreve o Presidente da Comissão Organizadora.

Segundo Biquer, o evento terá o início, quinta-feira(25), na cidade de Gabu, e a comissão organizadora e os convidados efetuarão uma visita à comunidade local.

Contou  que, durante os quatros dias, será promovida a Universidade Aberta, e realizadas palestras e conferências, para permitir que a comunidade local possa falar dos problemas e assim como das dificuldades que enfrentam dia-a- dia, para juntos estudarem os mecanismos de superá-las.

Aquele responsável assegurou que o evento contará com cerca de 1000 (mil) participantes, nomeadamente representantes das organizações juvenis  de diferentes partidos assim como dos países vizinhos, de associações juvenis do país, alguns membros da JAAC residentes na diáspora, e a própria comunidade da zona leste .

Questionado sobre qual  a posição da JAAC perante o Decreto que ordena a subida do preço de arroz no mercado, em resposta, Júlio Biquer lamenta a decisão tomada pelo Governo, e apela que o Chefe de Executivo, Rui de Barros juntamente com o Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló tomassem medidas para “travar a fome no país”.

A respeito do preço de castanha de caju, Júlio Biquer acrescenta que está  a levar  mais fome às regiões, acrescentando  que o preço não está a motivar a compra do produto.

“Perante  essa situação, a única solução passa pela abertura imediata de Parlamento, e o retorno do Governo ao partido vencedor das eleições legislativas, para o mesmo continuar com o trabalho que já tinha iniciado”, diz Júlio Biquer.ANG/LLA/ÂC//SG  

Cooperação/FAO promove  workshop nacional de Consulta Estratégica para elaboração de novo programa para Guiné-Bissau

Bissau, 24 Abr 14(ANG) – A Organização  das Nações para Agricultura  e Alimetaçao(FAO) realiza,  na próxima quinta-feira, um workshop nacional de Consulta Estratégica  no âmbito da elaboração de  nova programação para a Guiné-Bissau.

A informação consta numa Nota à Imprensa enviada à ANG pela FAO.

O documento refere que o objetivo desta consulta é  incluir a visão dos prncipais  atores  do país  no desenho da teoria  de mudança (TDM) do novo Quadro de Programação Por País(CPP), que também deve fluir do UNSDCF 2022 -2026 e ser alinhado com prioridades nacionais.

“O processo de consulta  irá apoiar a tradução das prioridades  estratégicas  da FAO  e as opções  de desenvolvimento  em ações alinhadas com objetivos nacionais da Guiné-Bissau”, refere a Nota.

Prevê-se que a consulta seja realizada em três fases, a saber: primeiro, análise das  políticas e documentos  normativos  mais recentes  e relevantes, segundo, encontros  bilaterais com parceiros internacionais, e terceiro, discussão multilateral  com as partes  interessadas para definir os principais resultados  das atividades do CPP, com uma subsequente  validade.

O CPP  contibui  diretamente  para  a Agenda  2030  e para  os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS)  a nível nacional, pelo que deve  estar  plenamente  integrado  no  Quadro de Cooperação  das Nações Unidas  para o Desenvolvimento  Sustentável   2022 / 2026.

O antigo Quadro  de Programação, em vigor desde 2018, terminou no ano passado.ANG/JD/ÂC//SG


                                                                                                                 

Caso Djaal/ Presidente do Movimento da Sociedade Civil pede celeridade dos tribunais na realização de justiça

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento pediu uma reação rápida das autoridades, sobretudo dos Tribunais na realização da justiça  para pacificar populações em conflito em Djaal, arredores de Bissau.

Fodé Carambá Sanhá falava hoje em declarações exclusivas  à ANG, em jeito de reacção aos  confrontos sobre a disputa de posse de terra, entre populares de “Djaal de baixo” e “Ponta Zamora, no setor de Safim, no passado dia 18 de abril e que resultou numa vitima mortal e vários feridos alguns graves.

O Presidente do Movimento da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento lamentou o  sucedido, frisando que, é com com profunda consternação e tristeza que recebeu  essa notícia.

Criticou a realização  da justiça por conta  própria, que segundo ele não deve ter lugar num Estado de Direito Democrático.

Apelou  tolerância à sociedade guineense e confiança nas instituições judiciais.

Fodé Sanhá admitiu que a justiça é  morosa, mais diz que é uma via segura para a resolução dos conflitos.

O Presidente do Movimento da Sociedade Civil disse repudiar com toda veemência o ato.

 “Não é hábito dos guineenses resolver problemas desta forma. Portanto estamos a receber alguns fenóminos  novos na sociedade, de violência ao extremo, que não era conhecida  pelos guineenses”, afirmou, admitindo   que possa ser uma espécie de contágio da  integração no quadro regional e sub- regional.

Sanhá  defendeu a celeridade da justiça e a criação de condições para que as instituições judiciais funcionem plenamente, com aplicação de penas de prisão.

Para o efeito, disse que é necessário a construção de estabelecimentos prisionais adequados para o cumprimento de penas e possibilidade da reintegração  social dos condenados depois de cumprimento de penas.   

Fodé Carambá Sanhá considerou de “mau” a ciração de Esquadra de Polícia e dos Tribunais para não funcionarem, por falta de meios materiais ou de recursos humanos.

Por outro lado, saudou a iniciativa do Governo, através do Ministério do Interior, de criação de um  Posto Avançado de Polícia, em Djaal, no setor de Safim e Gabuzinho, arredores de Bissau, na sequência do assassínio, segunda-feira,  de um cidadão nacional num parque de estacionamento de motocicletas por um grupo de ladrões.

Em relação ao caso de Gabuzinho, disse esperar que os seus autores sejam levados á justiça.

Fodé Sanhá sugere a realização de rusgas de controlo das pessoas que circulam a noite, com apresentação de documentos de identidade para saber se estão em condições legais para circular no país ou não.

Pede  a colaboração entre as instituições do sector judicial na resolução dos conflitos verificados no país.

O Presidente do Movimento da Sociedade Civil para Paz, Democracia e Desenvolvimento  pediu também a colaboração da população com as autoridades para acabar com as crescentes ondas de violência no país. ANG/LPG/ÂC//SG

Política/Coordenador do Madem G-15 responsabiliza Governo de Iniciativa Presidencial pelo aumento do preço de arroz no mercado nacional

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) – O Coordenador do Movimento para Alternância Democratica / Madem G-15 responsabilizou o Governo de Iniciativa Presidencial pelo aumento do preço de arroz no mercado nacional, uma vez que agiu unilateralmente sem consultar quem entende do assunto.

Braima Camará falava, terça-feira, em conferência de imprensa, em  reação ao aumento do preço de arroz decretado pelo Governo.

O Governo decidiu em reunião extraordinária do Conselho de Ministros, realizada na passada sexta-feira, fixar em 21.500 francos CFA, um saco de 50kg de arroz tipo “nhelém” 100% partido, e o da qualidade 5% partido(grosso), passa a custar 24.000 francos. A decisão governamental foi tomada após o Executivo decidir suspender a subvenção à importação de arroz, que tem permitido a venda do produto à preço mais baixo, alegando dificuldades financeiras.

O arroz do tipo “nhelém” 100% partido era vendido no valor de 17.500 por saco de 50kg e do tipo 5% partido(grosso), no valor de 22 000 francos CFA.

O político sublinhou que os economistas dizem que toda a crise que existe no mundo ou em qualquer associação ou sociedade é uma oportunidade, referindo-se a possibilidade de a Guiné-Bissau se aproveitar dessa crise para recuperar o estatuto de celeiro de África Ocidental quanto a produção de arroz.

Disse que, as pessoas não estão a falar disso, porque politizaram as coisas que não têm nada a ver com  política, e que o único sacrificado é o povo da Guiné-Bissau,

"Um saco de arroz está a ser comercializado à 24 mil, 27 mil e 28 mil  francos CFA, quando  o país na década de 60 era um dos exportadores de arroz.", salientou Braima Camará.

Para o Coordenador do Madem G-15, se a Ucrânia é celeiro do mundo, a Guiné-Bissau também tem condições de ser celeiro da África.

Criticou  que não se fala de projeto agrícola  e há engenheiros agrónomos no país a andarem nas ruas, tendo questionado do porquê que  não têm subsídios de isolamento para terem condições para ficarem  nos campos agrícolas para aplicarem seus conhecimentos e competências para que o país possa produzir arroz em grande quantidade e começar a exportar.

"Temos  solo fértil, água em abundância, uma país com menos de 2 milhões de habitantes e aceitamos entregar o nosso destino a monocultura da castanha de caju com ausência de uma política clara, duma política governativa na base de competência técnica  para resolver os problemas da Guiné-Bissau.”, frisou Camará.

Braima camará pede  aos actores políticos no sentindo de juntarem  para resolverem o  problema deste povo e arranjar soluções para os problemas da agricultura e dos camponeses.

“O Madem G-15 vai posicionar claramente em relação a situações que existem no país, quer da campanha de castanha de caju , quer a subida inexplicável do preço desproporcional desta medida unilateral que o Governo de Iniciativa Presidencial assumiu no mercado”, prometeu Braima Camará. ANG/MI/ÂC//SG


Economia
/Preços das moedas para quarta-feira, 24 de abril de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

610.250

617.250

Yen japonês

3.930

3.990

Libra esterlina

759.500

766.500

Franco suíço

668.250

674.250

Dólar canadense

445.000

452.000

Yuan chinês

83.750

85.500

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.750

168.500

 Fonte: BCEAO

Estrasburgo/Von der Leyen alerta que Rússia é “ameaça existencial também para a Europa"

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) – A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje que a Rússia representa “uma ameaça existencial não só para a Ucrânia, mas também para a Europa” e alertou que uma vitória russa na Ucrânia “mudaria o curso da História europeia”.

Ursula Von der Leyen intervinha numa cerimónia festiva no Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, para assinalar o 20.º aniversário do maior alargamento da história da União Europeia, concretizado a 01 de maio de 2004 com a entrada em simultâneo no bloco de 10 novos Estados-membros.

Saudando o grande alargamento de há 20 anos e considerando que “é natural que se aguarde com expectativa novos alargamentos”, a presidente do executivo comunitário considerou, contudo, ser seu “dever transmitir hoje uma mensagem muito clara sobre o futuro” da União Europeia (UE), à luz da guerra em curso na Ucrânia iniciada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, há mais de dois anos.

“O que acontecer na Ucrânia irá moldar o futuro da nossa União para sempre. Não podemos ignorar e não podemos subestimar o facto de a Rússia representar uma ameaça existencial não só para a Ucrânia, mas também para a Europa. Uma vitória de [Vladimir] Putin não só mudaria o mapa, não só mascararia o rosto da nação ucraniana, como mudaria o curso da história europeia. A nossa União nunca mais seria a mesma”, declarou.

Observando que “a Ucrânia está a carregar esse pesado fardo nos ombros” por toda a Europa e “está a pagar o preço mais alto todos os dias por isso”, Von der Leyen defendeu que “só há uma maneira de enfrentar” a atual situação, pois “só há uma linguagem que Putin entende, e essa é dotar a Ucrânia de meios para se defender”.

“Putin acreditava que nós não defenderíamos a democracia e a independência da Ucrânia. Estava enganado. Putin acreditava que o apoio militar dos Estados Unidos não passaria no Congresso norte-americano. Enganou-se, mais uma vez. A assistência militar dos Estados Unidos e a nossa assistência, da União Europeia, é um incentivo para fazermos ainda mais. E temos de ser muito claros a este respeito. Porque para que a Europa vença no futuro, tal como aconteceu há 20 anos, a Ucrânia tem de vencer”, afirmou.

Enfatizando que “a Ucrânia fez a sua escolha europeia” ao candidatar-se à adesão ao bloco comunitário, Von der Leyen disse que também a UE fez a sua “escolha ucraniana”, ao lançar o processo para a adesão, tal como fez uma escolha “há tantos anos” quando decidiu acolher “tantos países”.

“E as decisões que tomaremos nas próximas semanas, meses e anos decidirão quem ganhará o futuro da Europa. Por isso, juntos, vamos manter-nos unidos. Mantenhamo-nos fortes em relação à Ucrânia. E mantenhamo-nos ambiciosos no que respeita ao alargamento e às reformas. É assim que cumpriremos mais uma vez a promessa europeia, tal como fizemos há 20 anos”, concluiu. ANG/Lusa

 

Nova Iorque/Cerca de 281,6 milhões de pessoas em elevado nível de insegurança alimentar em 2023

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) - Cerca de 281,6 milhões de pessoas enfrentavam elevados níveis de insegurança alimentar aguda em 2023, ano em que as crises alimentares aumentaram drasticamente em zonas de conflito como em Gaza e no Sudão, segundo um relatório hoje divulgado.

Os dados constam da mais recente edição do Relatório Global sobre Crises Alimentares (GRFC, na sigla em inglês) produzido pela Rede de Informação sobre Segurança Alimentar (FSIN, na sigla em inglês) e que analisou 59 países/territórios em crise alimentar.

Embora a percentagem global da população analisada que enfrenta níveis elevados de insegurança alimentar aguda tenha sido ligeiramente inferior à de 2022, permaneceu superior face aos níveis anteriores à pandemia de covid-19.

Os conflitos iniciados no ano passado na Faixa de Gaza e no Sudão provocaram um rápido aumento da insegurança alimentar aguda e de desnutrição dessas populações.

"A grave escalada do conflito no Sudão a partir de abril de 2023 e na Faixa de Gaza a partir de outubro de 2023 conduziu a crises alimentares devastadoras", aponta o relatório.

Para avaliar uma situação de insegurança alimentar aguda, as agências internacionais recorrem a uma ferramenta técnica: o Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), que se baseia numa escala de padrões científicos internacionais

A classificação "Fome" representa a fase de maior gravidade da escala de insegurança alimentar aguda do IPC, que possui cinco estágios: fase 1 (mínima), fase 2 (stress), fase 3 (crise), fase 4 (emergência) e, finalmente, fase 5 (catástrofe/fome).

O Sudão tem o maior número de pessoas no mundo a enfrentar níveis de Emergência (IPC Fase 4) de insegurança alimentar aguda, de acordo com o relatório.

Já a Faixa de Gaza tornou-se na crise alimentar mais grave na história do IPC e do GRFC, com toda a sua população de 2,2 milhões na Fase 3 do IPC ou num nível ainda mais grave.

A análise realizada em dezembro do ano passado identificou mais de um quarto da população do enclave palestiniano a enfrentar a fase de catástrofe (IPC Fase 5) e risco de fome.

No mês passado, a fome era iminente no norte de Gaza, região sob intensos bombardeamentos israelitas desde 07 de outubro de 2023, em retaliação pelo ataque sem precedentes do grupo islamita Hamas.

Ainda de acordo com o relatório, até julho próximo prevê-se que metade da população do enclave (cerca de 1,1 milhões de pessoas) sofra níveis de catástrofe (IPC Fase 5) de insegurança alimentar aguda, atingindo os 70% nas províncias do norte.

Estima-se ainda que quase um terço das crianças sofra de desnutrição aguda, no meio de hostilidades em curso e da falta de acesso a ajuda humanitária e a serviços essenciais.

Mais de 700 mil pessoas em cinco países enfrentaram catástrofe/fome (IPC Fase 5) em 2023 – o número mais elevado nos relatórios do GRFC e quase o dobro do registado em 2022.

"Nesta fase de insegurança alimentar aguda, as pessoas enfrentam uma extrema falta de alimentos e o esgotamento das capacidades de sobrevivência, o que leva à inanição, à desnutrição aguda e à morte", explica o levantamento, frisando que este nível requer medidas urgentes para evitar resultados extremos mais generalizados.

Choques recorrentes e cada vez mais intensos estão interligados e sobrepostos a crises alimentares, assinalada o documento, sublinhando que, no ano passado, os conflitos foram o principal fator em 20 países/territórios, levando 135 milhões de pessoas a enfrentar elevados níveis de insegurança alimentar aguda.

"Foi o principal impulsionador da maioria das dez maiores crises alimentares - em número ou percentagem", realça ainda o relatório, que acrescenta ainda choques na economia e eventos climáticos extremos como fatores que elevaram a insegurança alimentar em 2023.

No panorama global, em países com dados comparáveis entre 2022 e 2023, o relatório elaborado pela FSIN sublinha que a insegurança alimentar aguda deteriorou-se em 12 deles, onde mais 13,5 milhões de pessoas necessitavam urgentemente de assistência alimentar e de subsistência.

 Entretanto, a segurança alimentar melhorou em 17 países, resultando em menos 7,2 milhões de pessoas que enfrentam níveis elevados de insegurança alimentar aguda.

O Relatório Global sobre Crises Alimentares é resultado de uma parceria única e de um processo técnico que reúne a experiência de 16 das principais organizações de segurança alimentar e nutricional do mundo. ANG/Lusa

 


   Reino Unido/Guiné Equatorial restringe liberdade de expressão – Amnistia

Bissa, 24 Abr 24 (ANG) – A Amnistia Internacional acusa o regime da Guiné Equatorial de continuar a restringir o direito à liberdade de expressão e de detenções arbitrárias e inclui alegações de tortura e outros maus tratos no seu relatório anual, divulgado esta terça-feira.

O documento sobre "A Situação dos Direitos Humanos no Mundo" salienta que o regime da Guiné Equatorial, país que ficou em 120.º lugar entre 180 países no Índice Mundial da Liberdade de Imprensa de 2023, dos Repórteres Sem Fronteiras, "manteve uma vigilância apertada sobre os meios de comunicação social e a censura continuou a ser a norma".

Acrescenta que não existem meios de comunicação social independentes. O cenário jurídico que criminaliza o exercício do direito à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa através do uso frequente de leis de calúnia e difamação continuou a incentivar a autocensura.

A Amnistia Internacional (AI) acusa ainda o regime de Teodoro Obiang, o chefe de Estado mais longevo no cargo não considerando monarquias, de, na sequência da denominada "Operação de Limpeza" contra a criminalidade de grupos de jovens, um número indeterminado de jovens terem continuado em detenção arbitrária.

A AI exemplifica que "em Fevereiro, Pablo Santiago Nsue Ondo Angue, de 22 anos, detido ao abrigo desta operação, morreu na prisão de Oveng Azem de paragem cardiorrespiratória. Tinha permanecido detido apesar de uma ordem judicial que lhe concedia a libertação em Outubro de 2022.

Relativamente às acusações de torturas e maus-tratos, a Amnistia recorda o caso ocorrido em Janeiro de 2023, quando o grupo de oposição Movimento para a Libertação da Terceira República da Guiné Equatorial (MLGE3R), com sede em Espanha, anunciou a morte na prisão de um dos seus principais activistas, Julio Obama Mefuman, de dupla nacionalidade espanhola e equato-guineense.

As autoridades confirmaram que Julio Obama tinha morrido num hospital de Mongomo na sequência de doença, mas refutou as acusações de tortura.

Relacionado com este caso, em 16 de Fevereiro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que condena a "perseguição política e a repressão dos opositores políticos" na Guiné Equatorial, bem como a morte de Julio Obama durante a sua detenção, e solicitou uma investigação internacional independente. ANG/Angop

Sudão/Guerra  provoca maior degradação da situação alimentar em África em 2023

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) - O Sudão é o país africano onde a segurança alimentar mais se deteriorou, com um ano de conflito a acrescentar 8,6 milhões, para 20,3 milhões, de pessoas em insegurança alimentar aguda, o segundo nível mais elevado da FAO.

Esta situação deverá, ainda assim, piorar nos próximos meses, de acordo com o Relatório Mundial sobre a Crise Alimentar (GRFC, na sigla em inglês) de 2023, elaborado por uma rede de 16 agências, e hoje divulgado em Roma, cidade que acolhe a sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

"O conflito no Sudão criou a maior crise de deslocação interna do mundo, com um impacto atroz sobre a fome e a nutrição, em especial para as mulheres e as crianças", sublinha o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no prefácio do relatório.

A degradação da situação alimentar no Sudão reflecte-se no retrato de toda a região da África Oriental, mas o impacto persistente da seca sem precedentes de 2020-2023, as inundações provocadas pelo El Niño, o aumento dos conflitos e a contínua instabilidade macroeconómica exacerbaram os já elevados níveis de insegurança alimentar aguda no conjunto dos oito países da região.

Um total de 64,2 milhões de pessoas, ou 24% da população analisada, enfrentaram níveis elevados de insegurança alimentar aguda em 2023 na região, aponta o relatório, sublinhando ainda a existência de 20,7 milhões de pessoas deslocadas - 15,9 milhões de deslocados internos e 4,8 milhões de refugiados e requerentes de asilo.

O relatório dá conta de 12,1 milhões de crianças com subnutrição aguda, das quais 3 milhões sofrem da forma mais grave em oito países.

O Sudão tornou-se a maior crise alimentar da região em termos de números e registou a maior deterioração anual devido ao início do conflito em 15 de Abril de 2023.

Burundi, Djibuti, Somália e zonas comparáveis do Quénia registaram igualmente uma deterioração significativa das situações de insegurança alimentar aguda.

No Sudão do Sul, a situação permaneceu persistentemente terrível, com 63% da população a registar níveis elevados de insegurança alimentar aguda.

A análise à Etiópia no relatório relativo a 2023 não é directamente comparável com a de 2022, mas integra, com o Sudão, Sudão do Sul e Somália, o grupo de países com "grandes crises alimentares prolongadas", na expressão do GRFC.

Na região da África Central e Austral, a República Democrática do Congo (RDC) continuou em 2023 a albergar a maior crise alimentar no conjunto dos 13 países, com 25,8 milhões pessoas a enfrentar a situação de insegurança alimentar aguda, mais de metade dos 49,6 milhões de pessoas, ou 21% da população analisada em toda a sub-região do continente.

Também aqui, o número de deslocados - 10,1 milhões de pessoas em 13 países - foi fortemente alimentado pela crise de segurança na província congolesa do Norte do Kivu.

O relatório regista um total de 3,9 milhões de crianças com subnutrição aguda em cinco países da África Central e Austral a braços com a crise alimentar, das quais 1,2 milhões sofrem da forma mais grave de emaciação.

Se a RDC é o país em toda a África com o maior número de pessoas em situação de insegurança alimentar, a República Centro-Africana é o que enfrenta a maior crise em termos de percentagem da população (44%, percentagem equivalente a 2,7 milhões de pessoas).

Alguns países, como o Malawi e o Zimbabwe, assim como áreas localizadas de Moçambique, nomeadamente a província de Cabo Delgado, e da Zâmbia, experimentaram um agravamento da insegurança alimentar aguda em comparação com o relatório de 2022.

Em contrapartida, a RDC, Essuatíni, Lesoto e Namíbia registaram ligeiras melhorias.

A escalada dos conflitos na África Ocidental e no Sahel, a terceira região africana subsariana isolada no relatório, continuou a alimentar "níveis elevados de insegurança alimentar aguda em 2023", ainda que a percentagem global da população afectada na sub-região (11%) tivesse diminuído, por comparação com 2022 (12,5% da população analisada), o pior ano desde que este relatório começou a ser feito, há oito edições.

O estudo registou 44,3 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda no conjunto de 14 países da sub-região.

O número de deslocados ascendeu a 9,7 milhões de pessoas em 13 países em situação de crise alimentar em 2023 - 7,5 milhões de deslocados internos e 2,2 milhões de refugiados e requerentes de asilo.

O número de crianças com subnutrição aguda em 14 países em crise alimentar ascendeu a 14 milhões, das quais 3,9 milhões sofriam no ano passado da forma mais grave de emaciação. ANG/Angop

            EUA/Senado  aprova novo pacote de ajuda militar à Ucrânia

Bissau, 24 Abr 24 (ANG) – O Senado dos Estados Unidos aprovou, após meses de bloqueio, um novo pacote de ajuda militar de 61 mil milhões de dólares (57 mil milhões de euros), que pode ser enviado para Kiev esta semana.

A câmara alta do Congresso norte-americano aprovou na terça-feira à noite, por uma maioria de 79 votos contra 18, um pacote global de 95 mil milhões de dólares (cerca de 90 mil milhões de euros) para ajudar Ucrânia, Israel e Taiwan.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, disse que os EUA iam “começar a enviar armas e equipamentos para a Ucrânia esta semana”, de acordo com um comunicado divulgado após a aprovação no Senado, de maioria democrata.

“Assinarei esta proposta de lei e falarei com o povo norte-americano quando ele chegar à minha mesa”, disse o democrata.

“Uma maioria bipartidária no Senado juntou-se à Câmara [dos Representantes, a câmara baixa, de maioria republicana] para responder ao apelo da história neste ponto de inflexão crítico”, disse Biden.

Já hoje, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse estar “grato ao Senado dos Estados Unidos por aprovar (…) uma ajuda vital à Ucrânia”.

“As capacidades de longo alcance, a artilharia e a defesa aérea da Ucrânia são ferramentas essenciais para restaurar mais rapidamente uma paz justa”, considerou Zelensky, numa mensagem nas redes sociais.

O pacote inclui o envio de munições, incluindo de defesa aérea e munições de artilharia, pedidas pelas forças ucranianas, bem como veículos blindados e outras armamento.

Na semana passada, o diretor da agência de informações norte-americana CIA, Bill Burns, defendeu que a Ucrânia pode perder a guerra se Kiev não receber ajuda militar até ao final deste ano.

Também o secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, disse aos membros da Câmara dos Representantes que as condições no campo de batalha estavam a mudar e que as forças russas estavam a obter ganhos substanciais na frente de batalha.

A aprovação seguiu-se a semanas de debate de alta tensão entre republicanos e democratas e mesmo dentro do Partido Republicano, onde uma fação radical próxima do ex-presidente Donald Trump ameaça mesmo tentar destituir o líder republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, acusando-o de ser cúmplice da Casa Branca.

Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, os EUA enviaram mais de 44 mil milhões de dólares (cerca de 41 mil milhões de euros) em armas, manutenção, treino e peças sobressalentes para a Ucrânia.

Durante a maior parte desse tempo, os pacotes de ajuda foram sendo transferidos num período de poucas semanas, mas o dinheiro começou a escassear a partir de setembro passado.

Em meados de dezembro, o Pentágono informou que tinha ficado sem verbas de ajuda a Kiev e tinha de parar de enviar armas porque, sem autorização do Congresso, não tinha condições para esse apoio.

ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 23 de abril de 2024

Política/”Governo decidiu aumentar preços de arroz devido a incapacidade de subvencionar empresas importadoras”, diz  Secretário de Estado de Tesouro

Bissau, 23 Abr 24 (ANG) – O Secretário de Estado de Tesouro afirmou hoje que o   Governo decidiu aumentar os preços de arroz porque não está em condições de subvencionar as empresas importadores deste produto básico de alimentação dos guineenses.

Mamadú Baldé que falava em conferência de imprensa disse que o Executivo tem um défice estrutural negativo ao longo dos anos e  que as receitas arrecadas pelo Tesouro não cobrem as despesas.


O Governo decidiu em reunião extraordinária do Conselho de Ministros, realizada na passada sexta-feira, fixar em 21.500 francos CFA, um saco de 50kg de arroz tipo “nhelém” 100% partido, e o da qualidade 5% partido(grosso), passa a custar 24.000 francos. A decisão governamental foi tomada após o Executivo decidir suspender a subvenção à importação de arroz, que tem permitido a venda do produto à preço mais baixo, alegando dificuldades financeiras.

O arroz do tipo “nhelém” 100% partido era vendido no valor de 17.500 por saco de 50kg e do tipo 5% partido(grosso), no valor de 22 000 francos CFA.

Baldé afirmou que desde Novembro até a data presente  foi despendido mais de quatro mil milhões  de francos CFA para financiar a subvenção de arroz no país, frisando que doravante não há   condições de  sustentabilidade orçamental para continuar a referida prática.

O governante acrescentou que, atualmente, o Estado despende uma taxa de arroz no valor de 5 mil francos CFA por saco para que o preço ao consumidor seja acessível.

 Por sua vez, o ministro do Comércio e Indústria informou que no dia 22 de Agosto de 2023 o anterior Executivo deliberou a subvenção de arroz para 17.500 francos, mas estava bem explícito no documento que tem a ver com o compromisso  eleitoral.

Orlando Mendes Viegas acrescentou que  o Governo não tinha dinheiro e recorreu ao banco para fazer empréstimo para pagar os empresários, e que a  empresa Trading com 20 mil toneladas   recebeu  1 bilhão e 722 milhões de francos  e a ADG Comercial recebeu 1 bilhão de fcfa.

Em relação as informações postas a circular segundo a qual o Executivo pagou uma soma de 400 milhões de francos CFA para importação de oito mil toneladas de arroz, o governante disse que não tem conhecimento sobre o assunto e que não sabe se  esse montante foi pago ou não.

Viegas garantiu que o Governo vai colocar inspetores em todo o território nacional para controlar o preço de arroz, se está a ser implementado ou não. ANG/JD/ÂC//SG