sexta-feira, 3 de maio de 2024

Transportes/Grupo Santy Olding vai financiar estudo de viabilidade para construção de novo porto de águas profundas em Pikil

Bissau, 03 Mai 24 (ANG) – O Governo, através do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Económia Digital e o Grupo Santy Olding assinaram, esta sexta feira, um acordo de financiamento de  estudos sobre a viabilidade   de construção de novo porto de águas profundas, em Pikil, na região de Biombo.

A convenção foi assinado pelo Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Económia Digital, José Carlos Esteves e pelo  Adminstrador do Grupo Santy Olding na Guiné Bissau, Santiago Hanna Mendoza,  na presença do ministro das Pescas, Mário Mussante da Silva.

O conselheiro do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital,para àreas Maritimo e Portuário, Pedro Tipote disse que o Executivo tomou esta medida, porque o porto de Bissau já não tem condições para satisfazer as embarcações que vêm para o país, quer em termos logisticos quer em termos  operações portuárias.

“O Porto de Bissau - o cais comercial, foi projetado para receber  cinco mil contentores anuais,mas com a tendência da exportação, sobretudo do nosso  produto interno, a castanha de caju,  subiu para 40 mil contentores”, revelou.

Acrescentou que, querendo resolver esta situação, o Governo decidiu avançar com a construção de um porto de águas profundas que vai ofercer outra caracteristica, por isso se procedeu a  assinatura do acordo para realização do estudo de viabilidade com o Grupo Santy Olding.

O estudo , diz Tipote,  vai contemplar a viabilidade técnica e financeira, o pacto ambiental e social, um anti projecto detalhado de implementação das infra-estruturas, incluindo a construção de uma doca,bem como um  estudo preliminar para requalificação e reconverção do Porto de Bissau,para melhor utilização das infraestruturas portuarias.

Pedro Tipote acrescentou que em termos geográficos é preciso ter um plano diretor para a implementação do próprio projecto que abrangerá  Quinhamel até Pikil .

O ministro dos Transportes, Telecomunicações e Económia Digital José Carlos Esteves disse ser um ato importante e estratégico para o setor marítimo portuário.

Destacou  que o Governo, com o financiamento do Banco Mundial elaborou recentemente um plano nacional, que já está na fase final, de transporte e logístico, que define as estratégias para o desenvolvimento no domínio portuário, aéreo, terresstre e as infra estruturas que alavancam as  actividades de transporte.

“Hoje estamos perante o constrangimento de infra-estruturas portuárias que permitam a dinamização do abastecimento das zonas de concentração urbana”,reconheceu José Carlos Esteves.

Disse que o Porto de Bissau, pela sua posição estratégica, não favorece grande atração de  actividade marítima, por estar num canal de navegação ameaçado de assoriamento, restrição de sinalização, que põe em causa a segurança de navegação marítima, e que reflete no frete e no custo de seguro das embarcações.

José Carlos Esteves esclareceu  que apesar de Biombo  ser beneficiário do porto comercial para abastecer a cidade de Bissau, o Governo mantém o seu interesse relativamente ao porto de águas profundas de Buba, cujo o estudo está em curso e que após sua conclusão  será lançado o  processo de mobilização de parceiros para sua construção, tendo em conta o potencial mineiro da  zona sul do país..

O governante  assegurou que aposta na construção do novo porto na região de Biombo, demonstra que a  economia depende  da importação e exportação e diz que a crise internacional reflete diretamente no preço dos produtos da primeira necessidade.

Relacionou a construção do Porto de Pikil com a necessidade de redução dos custos de Seguros das embarcações e da operação portuária, e diz que a medida  terá um impacto positivo na vida económica e social e na  redução dos custos dos produtos de primeira necessidade.

O Plano Diretor de Biombo, segundo José Carlos Esteves, prevê a preservação do terrenos de Quinhamel até Pikil para  atividades Industriais, por forma a evitar  ocupações ilegais que geram conflitos.

Acrescenta que, por isso, todas as ocupações que se vão fazendo  nesta zona têm que obedecer  orientações do Estado, dando prioridade as infraestruturas de dominio público de apoio aeroportuário.

Anunciou na ocasião o lançamento de um concurso, num futuro próximo, para requalificação do Porto de Pindjiguiti.

O administrador do Grupo Santy Olding, Santiago Hanna Mendoza  disse que a grupo está ciente das dificuldades de infraestruturas portuárias na Guiné-Bissau , que atrasam o desenvolvimento económico do país.

Declarou que, por isso, o  grupo está disponivel para  relaizar  o estudo para desenvolver a economia, visto que, diz, “os  portos são braços de qualquer nação que  exporta a sua capacidade económica, mas também cultural para o resto do mundo”.

Santiago Hanna Mendoza  disse  que dentro de duas semanas os técnicos vão chegar  para a realização, num período de seis meses, dos estudos de viabilidade visando a  construção do novo porto de águas profunda no país.  ANG/LPG//SG

EAGB/Cerca de 500 trabalhadores  reunidos para eleição de nova direção do  sindicato   para mandato de dois anos

Bissau, 03 Mai 24 (ANG) – Um total de 494 trabalhadores estão reunidos  na 10ª Assembleia-geral Ordinária para eleger nova direção do sindicato de base dos funcionários da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), para um mandato de dois anos.

Três candidados disputam o lugar de Presidente do sindicato, nomeadamente Isaac Tavares Gomes, da lista V, António Ramalhiano Afonso,  lista branca e Alficene Baio, da lista Azul.

Na ato de abertura dos trabalhos, o Secretário-geral da UNTG, Júlio Mendonça disse que fazer sindicalismo não é facil porque se sente na pele, mas que nem por isso se deve  abandonar, uma vez que vai servir  para todos.

Mendonça cuja liderança da UNTG é partilhada com Laureano Pereira da Costa, sublinhou  que a  EAGB é uma empresa muito importante para o país, porque o setor em que atua é estratégico.

Para aquele sindicalista, o mais importante é que os trabalhadores da EAGB respeitem as regras que estabeleceram.

Mendonça apelou aos participantes   para votarem em alguém capaz de satisfazer as suas expectativas,  nos próximos dois anos.

“Quem vai ser escolhido hoje, estará lá para representar os trabalhadores e não a sua pessoa . Também tem que estar disponível para ouvir problemas dos seus representados para  em conjunto resolvê-los”. disse.

Rogino Lopes Cardoso, Presidente da Comissão Organizadora da 10ª Assembleia-geral Ordinária do Sindicato de Base dos Trabalhadores da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau -EAGB disse que o  ato vai igualmente servir para se reflectir sobre  a vida do sindicato e para fazer o balanço do exercício da direção cessante.

Cardoso pediu maior civismo, tolerância e respeito mútuo  aos trabalhadores na avaliação da direção cessante e legitimação de novos corpos sociais do sindicato.

Em representação do Diretor-geral da EAGB,  António Carlos Nabe declarou  que qualquer candidato que sair vencedor vai ter portas abertas para trabalhar em parceria com a direção, para discutir a vida da empresa e dos trabalhadores.

Neste encontro de um dia os trabalhadores vão eleger uma nova direção do sindicato da EAGB. ANG/MI//SG

Cultura/ 3ª Edição do Festival Internacional de Mindara arranca hoje com participação de artistas de renome internacional

Bissau,03 Mai 24(ANG) – A 3ª Edição do Festival Internacional de Mindará 2024, vai decorrer entre os dias 3 à 5 do corrente mês com a participação de artistas de renome internacional.

 Em declarações exclusivas hoje à ANG, o Presidente da Comissão Organizadora da 3ª Edição do Festival de Mindará, disse que o evento, foi  antecedido de uma Conferência Académica sobre o referido bairro, realizada no último fim de semana sob o lema: “Nossa Identidade e Nossos Valores”.

Diamantino Domingos Lopes frisou que durante a Conferência Acadêmica foi abordado diferentes temas ligados a vida de comunidade, nomeadamente o empreendedorismo social.

Aquele responsável sublinhou que Mindará é um bairro onde a maioria dos seus jovens opera no mercado informal, ou seja praticam negócios de roupas, bebidas, comidas entre outras atividades.

“São atividades  mais predominantes, por isso era necessário um momento de partilha e reflexão à volta desses assuntos. A Conferência debruçou-se igualmente sobre a educação financeira, um tema muito importante para os que exercem atividade económica”, disse.

Diamantino Lopes afirmou que abordaram ainda temas ligados as políticas públicas, tendo em conta que Mindará é um bairro com os seus problemas, acrescentando que falaram igualmente de questões urbanísticos tendo os participantes questionado sobre o Plano Urbanístico do Bairro.

“Se um dia vier a existir um projeto para a melhoria da situação habitacional  de Mindará, o assunto deverá  merecer uma reflexão dos seus moradores, pelo que, desde já,  não serão surpreendidos ”, frisou.

Informou que abordaram ainda assuntos ligados ao Código de Trabalho, Artes, Cultura e Desporto.

“Portanto, são conjuntos de aspectos que levamos à mesa para o debate e de lá vai ser produzido um relatório que será levado ao debate com as nossas autoridades competentes, em particular, a Câmara Municipal de Bissau,  instituição responsável máxima da cidade”, disse.

Diamantino Lopes salientou que uma outra atividade que antecedeu a 3ª Edição do Festival Internacional de Mindará tem a ver com a realização de um Mini Festival de Canção de Crianças onde já foi selecionado cinco vencedoras que irão disputar o final hoje à tarde, numa   cerimónia que irá anteceder a abertura oficial da 3ª Edição do Festival  de Mindará logo  à noite.

As três vencedoras terão oportunidades de gravar as suas produções musicais e em vídeo clip, e ainda beneficiar de  Bolsas de formação na Escola de Música.

“No fundo vamos esperar que a sociedade se apropriasse dessas iniciativas, não só os moradores do Bairro de Mindará assim como dos guineenses em geral, tendo em conta que é o maior Festival Urbano de Bissau e não se limita apenas à Mindará”, disse.

Perguntado sobre os nomes de destaques dos artistas internacionais que irão participar no festival, Diamantino Lopes apontou  o DJ Kaludji, da Costa de Marfim, entre  os músicos nacionais de craveira internacional, como Jovem Binhan, Tino Trimó, Juca Delgado, Pocurrucho de Nkassa Cobra, Iva e Ichi, Kapa-Kapa, Djenis de Rima entre outros da nova geração. ANG/ÂC//SG


Economia
/Preços das moedas para sexta-feira, 3 de maio de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

607.750

614.750

Yen japonês

3.960

4.020

Libra esterlina

763.500

770.500

Franco suíço

670.000

676.000

Dólar canadense

443.500

450.500

Yuan chinês

83.500

85.250

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.000

167.750

Fonte:BECEAO

   França/UNESCO entrega prémio de liberdade a jornalistas palestinianos

Bissau, 03 Mai 24(ANG) - O Prémio Mundial para a Liberdade de Imprensa da UNESCO foi atribuído a todos os jornalistas palestinianos que cobrem Gaza, onde decorre há seis meses uma ofensiva israelita em retaliação a um ataque do Hamas contra Israel, informa a Lusa.

"Nestes tempos de escuridão e desordem, desejamos enviar uma forte mensagem de solidariedade e reconhecimento aos jornalistas palestinianos que cobrem esta crise em circunstâncias dramáticas", frisou Mauricio Weibel, presidente do júri internacional de profissionais da comunicação social.

"A humanidade tem uma dívida imensa para com eles, pela sua coragem e pelo seu compromisso com a liberdade de expressão", acrescentou, citado num comunicado de imprensa.

Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO, a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, sublinhou, por sua vez, a "importância da mobilização colectiva para que os jornalistas, em todo o mundo, possam continuar a realizar o seu trabalho essencial de informação e investigação".

Também hoje a Amnistia Internacional (AI) destacou que a actividade jornalística continua a ser "um verdadeiro acto de coragem" em muitas partes do mundo, recordando os profissionais que foram vítimas da guerra na Faixa de Gaza.

A propósito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se assinala hoje, sexta-feira (3 de Maio), a AI apelou em comunicado para que "a liberdade para informar vença sempre os ataques a que está sujeita", frisando "o papel crucial" dos jornalistas, mas também "os perigos que ainda enfrentam a nível global".

No comunicado, a AI lembra os profissionais que foram vítimas em mais de seis meses da guerra entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, citando números do Comité para a Protecção dos Jornalistas, que dão conta de 97 mortos desde 07 de Outubro.

Deste total, 92 eram palestinianos, dois israelitas e três libaneses, segundo o Comité, que nota que, "nos últimos 30 anos, nenhuma outra guerra tirou a vida a tantos jornalistas em tão curto espaço de tempo".

Àquele número, somam-se pelo menos 45 jornalistas palestinianos detidos sob custódia de Israel, dos quais 23 se encontram em detenção administrativa e outros estão desaparecidos, de acordo com a Addameer, uma associação de apoio aos prisioneiros com sede em Ramallah.

É difícil obter informações em primeira mão sobre o que se passa na Faixa de Gaza, uma vez que Israel impediu a imprensa internacional de entrar no enclave palestiniano desde o início da guerra, há seis meses.

Em 07 de Outubro, um ataque sem precedentes do Hamas em Israel causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas, que responderam com uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.

A operação israelita provocou cerca de 34.600 mortos e a destruição de muitas infra-estruturas em Gaza, de acordo com dados actualizados hoje pelo governo do Hamas. ANG/Angop

               Níger/Forças russas e dos EUA partilham base militar

Bissau, 03 Mai 24 (ANG)- Tropas russas ocuparam esta manhã um hangar na base aérea no Níger, acção que terá sido feita com o apoio das autoridades do país, que querem desta forma tentar expulsar os militares norte-americanos, afirmou um oficial dos EUA, que preferiu manter o anonimato,  noticiou hoje Reuters.

Segundo a fonte da Reuters, as forças militares locais já tinham dito aos EUA para retirarem os seus cerca de mil efectivos militares do país.

O Governo tinha sido, até ao golpe de Estado do ano passado, um parceiro fundamental na luta contra os terroristas que mataram milhares de pessoas e deslocaram milhões.

Tudo indica que, após a entrada na base em causa, as tropas russas ocuparam um hangar separado na Base Aérea 101, que fica ao lado do Aeroporto Internacional Diori Hamani, em Niamey, capital do Níger.

Porém, a acção coloca as tropas americanas e russas em estreita proximidade, numa altura em que a rivalidade militar e diplomática das nações é cada vez maior devido ao conflito na Ucrânia. ANG/Angop


          França/Mais de 40 jornalistas mortos nos últimos 15 anos

Bissau, 03 Mai 24 (ANG) - Um total de 44 jornalistas que informavam sobre temas ambientais foram assassinados no mundo nos últimos 15 anos, e pelo menos outros 24 sobreviveram a tentativas de assassínio.

A informação, de acordo com a Lusa, foi avançada na quinta-feira pela agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Destes crimes, apenas cinco tiveram condenação judicial, segundo a UNESCO, que redigiu o relatório juntamente com a Federação Internacional de Jornalistas, no quadro do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa (3 de Maio).

O organismo internacional também revelou que pelo menos 749 jornalistas e meios de comunicação dedicados ao ambiente foram alvos de agressões em 89 países, desde 2009, e que 300 dessas agressões ocorreram, nos últimos cinco anos.

“Estes jornalistas e meios cobriam um leque amplo de casos, desde as causas das alterações climáticas, a mineração ilegal, a desflorestação e os combustíveis fósseis, até questões que afectam especificamente as comunidades em que se integram, como a agroindústria, a apropriação de terras, os megaprojetos de infraestruturas e as consequências dos fenómenos meteorológicos extremos", indicou-se no documento.

Pelo menos, metade das 749 agressões foram praticadas por agentes estatais, como polícias, militares, funcionários e contratados pelos governos, com os agentes privados, como empresas da indústria extractiva ou grupos criminosos, responsáveis por uma quarta parte.

Este ano, o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa é dedicado à importância do jornalismo e à liberdade de expressão, no contexto da actual crise ecológica mundial.

Além do documento sobre agressões e assassínios de jornalistas, a UNESCO divulgou ainda um inquérito a 905 jornalistas de 129 países, no qual 70% disseram já ter sido “objecto de pressões, ameaças ou pressões, enquanto cobriam assuntos ambientais”.

A investigação mostrou ainda que mais de dois terços dos inquiridos consideram que a distorção da informação e as mentiras relacionadas com as alterações climáticas aumentou nos últimos anos e que o jornalismo não está a fazer o suficiente para contrariar a tendência. ANG/Angop

    Suíça / Governo convida 160 delegações nacionais para cimeira de paz

Bissau, 03 Mai 24 (ANG) - O Governo suíço confirmou quinta-feira ter convidado 160 países, excluindo a Rússia, para participar na cimeira de paz para a Ucrânia, em Junho a pedido do governo ucraniano e destinada a legitimar a "fórmula de paz" do Presidente Volodymyr Zelensky.

Entre os convidados estão nações de todos os continentes, além do G7, G20 e BRIC (grandes economias emergentes), com a excepção da Rússia, confirmou hoje o Governo suíço após a sua reunião semanal.

Embora o governo suíço estivesse aberto a convidar a Rússia, as autoridades do Kremlin declararam a sua indiferença em relação à reunião, porque uma solução para a guerra na Ucrânia não pode ser alcançada sem a sua participação.

A Suíça declarou a sua convicção de que Moscovo deve ser envolvida no desenvolvimento deste processo diplomático, uma vez que "a paz sem a Rússia é impensável".

A "fórmula de paz" de Zelensky baseia-se no pressuposto de que a solução para o actual conflito com a Rússia surgirá quando Moscovo abandonar os territórios ucranianos que ocupa e a soberania e a integridade territorial da Ucrânia forem restauradas.

Além dos governos, o Vaticano e o Patriarca Ecuménico da Igreja Ortodoxa também receberam um convite.

O governo suíço indicou que a lista final de convidados vai ser conhecida pouco antes da conferência e que a selecção dos participantes foi feita com o desejo de que o maior número possível de países envie representantes de alto nível.

Zelensky comentou hoje que "todas as nações pacíficas do mundo vão querer participar nesta cimeira, porque a sua importância ultrapassa a Ucrânia" e acrescentou que, com a sua presença, mostrarão "respeito pelo direito internacional e pela coexistência pacífica".

A Suíça pretende que esta reunião resulte num roteiro sobre a forma de envolver ambas as partes num processo de paz e acredita que a participação maciça dos países vai contribuir para esse objectivo.

Os organizadores indicaram que o programa ainda está a ser elaborado e, até ao momento, apenas se sabe que a reunião terá lugar na remota aldeia de Bürgenstock, situada entre os cantões de Nilwalden e Lucerna, cujo acesso pode ser facilmente restringido para garantir a segurança dos convidados.

A ideia da cimeira surgiu na sequência da visita de Estado de Zelensky à Suíça, em Janeiro, embora não seja a primeira vez que a Confederação Helvética acolhe um evento de alto nível dedicado à Ucrânia, neste caso na sequência da invasão russa.

Em Julho de 2022, a Suíça organizou uma conferência dedicada ao planeamento da reconstrução e do desenvolvimento da Ucrânia no pós-guerra, na qual participaram 58 delegações nacionais, bem como o sector privado e a sociedade civil.

A Suíça afectou cerca de 5,5 mil milhões de euros à reconstrução e ao desenvolvimento da Ucrânia até 2036. ANG/Angop

Bélgica/NATO condena ataques cibernéticos da Rússia contra SDP alemão e República Checa

Bissau,  03 Mai 24 (ANG) – O Conselho do Atlântico Norte, principal órgão de decisão política da NATO, condenou quinta-feira os ataques cibernéticos cometidos por uma entidade russa contra o Partido Social Democrata da Alemanha e a República Checa, Poe tentarem “minar instituições democráticas”.

“Estamos solidários com a Alemanha na sequência da campanha cibernética maliciosa contra um partido político, neste caso o Partido Social Democrata da Alemanha [SDP, partido do chanceler alemão, Olaf Scholz], e com a República Checa na sequência das atividades cibernéticas maliciosas contra as suas instituições”, afirma o organismo em comunicado.

Em concreto, de acordo com o Conselho do Atlântico Norte, “os Aliados reconhecem que a Alemanha e a República Checa atribuíram a responsabilidade das atividades cibernéticas maliciosas nos seus respetivos países ao agente de ameaça APT28, patrocinado pela Federação Russa, especificamente pela Direção Principal de Informações do Estado-Maior russo”.

Além disso, “os Aliados registam também com preocupação que o mesmo agente de ameaça visou outras entidades governamentais nacionais, operadores de infraestruturas críticas e outras entidades em toda a Aliança, nomeadamente na Lituânia, Polónia, Eslováquia e Suécia”, refere o principal órgão de decisão política da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Precisamente um dia depois de ter manifestado “profunda preocupação” sobre os ataques híbridos pela Rússia, de desinformação e interferência cibernética, o Conselho do Atlântico Norte diz “condenar veementemente as atividades cibernéticas maliciosas destinadas a minar as nossas instituições democráticas, a segurança nacional e a sociedade livre”.

“As atividades cibernéticas maliciosas dirigidas contra a Alemanha e a Chéquia sublinham que o ciberespaço é sempre contestado. Os atores das ciberameaças procuram persistentemente desestabilizar a Aliança”, adianta a NATO, garantindo empenho para “combater a ameaça cibernética substancial, contínua e crescente”.

“Promovemos um ciberespaço livre, aberto, pacífico e seguro. Apelamos a todos os Estados, incluindo a Rússia, para que respeitem as suas obrigações e compromissos internacionais de defesa do direito internacional e atuem no quadro de um comportamento responsável dos Estados no ciberespaço, tal como afirmado por todos os membros das Nações Unidas”, afirma ainda a Aliança Atlântica.

Na União Europeia, têm-se sucedido os alertas de alegada interferência e desinformação russa, nomeadamente na campanha eleitoral para as eleições europeias, marcadas para 06 a 09 de junho. ANG/Lusa

Justiça/Ministério Público acusa 20  pessoas de crime de homicídio no processo relativo a morte de oito pessoas  em São Domingos

Bissau, 03 Mai 24 (ANG) - A Delegacia do Ministério Público, junto ao Tribunal Regional de Cacheu, em Bissorã, Província Norte, acusou e requereu o julgamento de 20 pessoas por alegado envolvimento na morte de oito indivíduos e vinte e um feridos, em Fevereiro passado, em Culadji, Setor de São Domingos, por  ingestão de um  líquido de origem vegetal que se acredita poder  identificar feiticeiros.

A informação consta  na Nota Informativa do Ministério Público, com data de  02 de Maio,  enviada a redação de ANG .

“No total foram constituídos 23 arguidos, entre eles um vidente (“djambacus”), contratado pela população local para, segundo eles, fazer a limpeza do bairro de Bafora de feiticeiros, devido as constantes mortes das grávidas, crianças e jovens e ainda dos insucessos escolar e político dos naturais desta povoação”, lê-se no documento.

De acordo com a Nota, com a excepção do vidente e duas arguidas, os vinte incriminados estão a aguardar o julgamento em prisão preventiva.

“Estes arguidos são acusados de oito crimes de ofensas corporais agravado pelo resultado e 21 de ofensas corporais simples. Nos termos da legislação penal em vigor na Guiné-Bissau, os mesmos podem ser condenados até dez anos de prisão”, refere a nota.

Segundo o documento, o vidente  e dois arguidos que se encontram em fuga serão julgados a revelia absoluta própria. ANG/AALS/ÂC//SG

Politica/ Presidente do Partido Luz acusa Governo de falta de sensibilidade pelo  aumento do preço de arroz

Bissau,03 Mai 24 (ANG) - O Presidente do Partido Luz da Guiné acusa o Governo de falta de sensibilidade e pede que seja repensada a decisão sobre o aumento do preço de arroz recentemente anunciado pelo Executivo.

Lesmes Mutna Monteiro falava em conferência de imprensa realizada quinta-feira na Sede do partido, em Bissau, em jeito de reação à subida do preço de arroz anunciado pelo Executivo de Rui  Barros, na reunião do Conselho de Ministros, do dia 19 do corrente mês de Abril.

De acordo com os preços fixados em Conselho de Ministros, o arroz nhelén 100% partido passa de 17.500  para 21.500 francos cfa, e o saco de 50 quilos de arroz nhelén 5% partido sobe de 22.500  para 24.000 francos cfa.

O líder do Partido Luz exigiu uma explicação clara do Governo sobre as reazões que motivaram a tamada dessa medida.

Lesmes Mutna Monteiro disse que está contra a decisão do Executivo de aumentar o preço do arroz e acusou os decisores de falta de sensibilidade e exorta-os a repensar a medida.

O líder do partido Luz da Guiné diz que reconhece, não só a responsabilidade que o Presidente da República tem neste assunto, mas também dos principais partidos, nomeadamente PRS, APU-PDGB, Coligação PAI/ Terra Ranka e MADEM-G15 sustentando que todas essas formações políticas têm representação no Governo de iniciativa presidencial.

Lesmes Monteiro criticou que esses partidos com representação no Executivo liderado por Rui Barros estão a ter uma postura oportunista com realizações de conferências de imprensa para se demarcar das decisões do Governo sobre aumento do peço de arroz. ANG/LPG/ÂC//SG


quinta-feira, 2 de maio de 2024

                Reino Unido/Recorde de 700 migrantes ilegais  num só dia 

Bissau, 02 Mai 24 (ANG) - Mais de 700 migrantes chegaram ao Reino Unido na quarta-feira após atravessarem o Canal da Mancha em pequenas embarcações, um recorde neste ano, quando o Governo britânico quer acabar com estas travessias.


De acordo com os dados do Ministério do Interior publicados na quinta-feira, 711 migrantes em 14 embarcações atravessaram o braço de mar que separa a Grã-Bretanha da Europa continental na véspera.

O anterior recorde de 2024, a 14 de abril, registou 534 pessoas a fazer a perigosa travessia num dia.

Isto sem contar com 66 migrantes, incluindo mulheres e crianças, que foram resgatados na quarta-feira ao largo de Dieppe, em França, quando o seu barco estava em dificuldades. Segundo as autoridades francesas, os migrantes foram levados de volta para Dieppe.

A poucos meses das eleições legislativas, o governo conservador do Reino Unido considera prioritário pôr termo à travessia do Canal da Mancha pelos imigrantes.

Uma lei controversa, aprovada a 23 de abril, visa a deportação de milhares de imigrantes para o Ruanda até ao final do ano. Os seus pedidos de asilo seriam analisados no Ruanda, sem opção de regresso ao Reino Unido, independentemente do resultado.

Para preparar as deportações, que deverão começar dentro de 9 a 11 semanas, foram efetuadas esta semana várias operações em todo o país para deter um número indeterminado de imigrantes ilegais.

O Ministério do Interior publicou fotografias que mostram homens a serem algemados e escoltados em carrinhas de rede metálica.

O Governo insiste que a lei terá um efeito dissuasor.

As travessias do Canal da Mancha bateram um recorde histórico nos primeiros quatro meses de 2024, com mais de 8.000 migrantes a chegarem às costas inglesas, a maioria proveniente do Afeganistão, Irão e Turquia.

ANG/Lusa

 

                   Quénia/Pelo menos 188 mortos  desde Março devido as cheias

Bissau,  02 Mai 24 (ANG) - Pelo menos 188 pessoas morreram em inundações no Quénia desde março, de acordo com um novo relatório do ministério do Turismo local, divulgado hoje.

As chuvas torrenciais, ampliadas pelo fenómeno meteorológico El Niño, já provocaram inundações devastadoras neste país da África Oriental, resultando na destruição de estradas, pontes e outras infraestruturas.

"Infelizmente, o país registou a morte de 188 pessoas devido às condições meteorológicas adversas", declarou o ministério em comunicado. Um relatório anterior do Governo estimava o número de mortos em 179, segundo à agência de notícias France-Presse (AFP).

Além disso, 125 pessoas ficaram feridas e 90 outras estão desaparecidas, enquanto 165.000 pessoas foram deslocadas.

No episódio mais mortífero deste mau tempo, dezenas de pessoas morreram no domingo à noite quando uma barragem natural no centro do país rebentou sob o efeito da chuva acumulada.

De acordo com o ministério do Interior, foram encontrados 52 corpos e 51 pessoas continuam desaparecidas perto de Mai Mahiu, no Vale do Rift, a cerca de 60 quilómetros da capital Nairobi.

Além disso, cerca de uma centena de turistas ficaram retidos na quarta-feira, quando um rio da famosa reserva nacional de Masai Mara transbordou após fortes chuvas.

De acordo com o ministério do Turismo, as equipas de salvamento conseguiram retirar 90 pessoas da reserva, onde 19 alojamentos ficaram inundados.

Vários outros países da África Oriental estão a enfrentar as consequências devastadoras das chuvas sazonais que foram multiplicadas por dez pelo El Niño. Na Tanzânia, pelo menos 155 pessoas morreram em inundações ou deslizamentos de terras.

O El Niño é um fenómeno climático natural geralmente associado ao aquecimento global, que provoca secas em algumas partes do mundo e chuvas fortes noutras.

ANG/Lusa

 

Portugal/ “A reparação às ex-colónias está a ser feita através da cooperação”, diz PR portuguesa

Bissau, 02 Mai 24 (ANG) - O Presidente português disse que a reparação às ex-colónias está a ser feita através da cooperação portuguesa com as ex-colónias. Marcelo Rebelo de Sousa está em Cabo Verde para participar nas comemorações dos 50 anos da libertação com campo de concentração do Tarrafal.

O chefe de Estado português considera que que a reparação às ex-colónias está a ser feita através da cooperação portuguesa com as ex-colónias. Questionado pelos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que Portugal nunca teve duvidas sobre a prioridade a dar aos países que falam português.

“Ainda agora houve um apelo das instituições internacionais para o Norte apoiar o Sul. Para Portugal não houve dúvidas nenhumas sobre a prioridade a dar àqueles que são Estados que falam português, que vieram a independência depois de terem sido colónias”, explicou.

O chefe de Estado português sublinhou que a que a reparação às ex-colónias está a ser feita através da cooperação portuguesa com as ex-colónias

“[Está] a ser feita, mas vai continuar a ser feita. É um processo, está em crescendo”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa está em Cabo Verde para participar nas comemorações dos 50 anos da libertação com campo de concentração do Tarrafal.

Por seu lado, o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves salientou que em democracia não há tabus, reiterando que as relações entre Cabo Verde e Portugal são excelentes.

“Não há temas tabus em democracia e entre nós. Então, com a maturidade que nós já temos de conversar como gente que se entende e de discussão em democracia nascem novas luzes. (…). As relações são excelentes, muito maduras e de todas as nossas discussões podem nascer novas luzes para construirmos um novo futuro, um futuro muito melhor para os cabo-verdianos e para os portugueses”, notou.

Na semana passadaMarcelo Rebelo de Sousa afirmou, num evento com os jornalistas estrangeiros, que Portugal devia assumir a responsabilidade total pelos crimes cometidos no passado colonial português.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, disse respeitar a opinião de Marcelo Rebelo de Sousa, mas evitou comentar os propósitos do chefe de Estado português sobre o processo de Portugal assumir e reparar as consequências do período do colonialismo.

O chefe de Estado são-tomense, Carlos Vila Nova, reconheceu que os actos de maus tratos e violência da colonização não estão resolvidos.

“Houve colonizadores e houve países colonizados. No nosso caso, Portugal colonizou cinco países em África e essa colonização hoje é parte da nossa história. A descolonização pode estar resolvida, mas os actos de maus tratos e de violência e outros que aconteceram não está resolvido”, defendeu.

O chefe de Estado português acrescentou que esses crimes tiveram custos que “é preciso avaliar a forma como é possível reparar acções que não foram punidas, responsáveis que não foram presos, bens que foram saqueados e que não foram devolvidos”.

As declarações surgem num contexto em que tem havido crescentes reivindicações de organizações da sociedade civil no sentido de Portugal e outras antigas potências coloniais compensarem os países que ocuparam e de se estabelecer um tribunal especial sobre a questão.

Durante praticamente os 500 anos da colonização portuguesa, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram raptados e levados dos seus territórios de origem para lugares distantes, designadamente o continente americano, onde a sua força foi usada no trabalho escravo.ANG/RFI