terça-feira, 5 de agosto de 2025

China/Governo anuncia gratuitidade progressiva do ensino pré-escolar

Bissau, 05 Ago 25 (ANG) - A China vai começar a implementar a gratuitidade do ensino pré-escolar a partir do próximo ano letivo, anunciou hoje o Governo, numa tentativa de combater a crise demográfica no país mais populoso do mundo depois da Índia.


"Apartir do semestre de outono de 2025, serão eliminadas as propinas e taxas de educação para as crianças do último ano do ensino pré-escolar público", indicou o Conselho de Estado, adiantando que pretende "promover progressivamente a gratuitidade da educação pré-escolar".

Na semana passada, as autoridades já tinham anunciado um subsídio anual de cerca de 420 euros por criança com menos de 3 anos, medida destinada a estimular o consumo e travar o declínio da natalidade.

A população chinesa tem vindo a diminuir nos últimos anos. Projeções das Nações Unidas estimam que poderá cair dos atuais 1,4 mil milhões para cerca de 800 milhões até 2100.

Em 2023, registaram-se cerca de 9,54 milhões de nascimentos na China, metade do valor de 2016, ano em que o país aboliu a política do filho único, em vigor há mais de três décadas. ANG/Lusa


 Espanha/Embarcação com 177 pessoas resgatada ao largo de Marrocos

Bissau, 05 Ago 25 (ANG) - Um barco com 117 pessoas a bordo, uma das quais morreu na travessia, foi levado na segunda-feira para as Ilhas Canárias, depois de ter partido do Senegal seis dias antes, disseram hoje as autoridades espanholas.

Apequena embarcação, conhecidas como "cayucos", estava com um motor avariado desde domingo, navegando, por isso, muito lentamente quando foi avistado por um navio de guerra francês a 185 quilómetros ao largo de Dakla, Marrocos, de acordo com o Serviço de Resgate Marítimo de Espanha.

O alerta, dado pelo navio francês, ao final da tarde de domingo, fez acionar o navio de resgate marítimo Guardamar Polimnia, cuja tripulação foi encarregada de resgatar estes migrantes, de origem subsariana, levados na segunda-feira para o cais de Arguineguín, a sul de Gran Canária.

Seis dos sobreviventes foram levados para hospitais da ilha, um dos quais foi transportado por helicóptero por estar gravemente ferido.

Os outros cinco hospitalizados --- duas mulheres e três homens - sofriam de desidratação e hipotermia. A bordo estavam 38 menores e duas mulheres, uma das quais grávida.

As ilhas Canárias, em Espanha, fazem parte da rota atlântica de migração para a Europa, sendo considerada, devido às fortes correntes e ondas, uma das rotas mais perigosas, mas o número de travessias tem aumentado nos últimos anos.

Embora a migração para a Europa tenha vindo a diminuir de forma constante, a travessia do oceano Atlântico a partir da África Ocidental para as Canárias, ressurgiu desde 2020.

Cerca de 47 mil pessoas desembarcaram nas Canárias em 2024. As autoridades espanholas registaram cerca de 40 mil em 2023, de acordo com dados do Ministério do Interior espanhol.

A Organização Mundial para as Migrações (OIM) refere, na página na Internet, que cerca de 5.460 pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas desde 2014 nesta rota.ANG/Lusa

 

Médio Oriente/ Jornalistas exigem acesso a Gaza para uma cobertura independente

 

Bissau, 05 Ago 25(ANG) – Jornalistas e apoiantes da liberdade de imprensa de todo o mundo, incluindo de Portugal, lançaram uma petição para exigir a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, defendendo o “direito universal à reportagem independente” em zonas de conflito.


A petição exige a “autorização imediata das autoridades israelitas e do Hamas para permitir a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza para reportar de forma independente”.

Caso as partes beligerantes não acedam ao apelo, estes jornalistas afirmam “o seu apoio aos colegas profissionais dos meios de comunicação social que, por quaisquer meios legítimos, de forma independente, coletiva ou em coordenação com atores humanitários ou da sociedade civil, optem por entrar em Gaza sem o consentimento das partes envolvidas”.

Entre os subscritores encontram-se os jornalistas Adelino Gomes, Cândida Pinto, José Manuel Rosendo e Paulo Moura, Anthony Loyd, do jornal The Times, Christiane Amanpour e Anderson Cooper, da CNN, Stuart Ramsay, da Sky News, assim como a organização Repórteres Sem Fronteiras, através do seu diretor-geral, Thibaut Bruttin.

“Como demonstrado pelo legado dos nossos colegas mortos, incluindo Marie Colvin, James Foley, Chris Hondros, Tim Hetherington, Remí Ochlik e Steven Sotloff, é eticamente legítimo que os jornalistas entrem em zonas de conflito sem aprovação oficial quando a urgência de testemunhar supera o silêncio imposto pelas agendas políticas ou militares”, pode ler-se numa carta aberta.

De acordo com estes jornalistas, está em causa o “direito universal à reportagem independente e in loco em zonas de conflito em todo o lado”.

“O acesso irrestrito e independente para os jornalistas estrangeiros é urgentemente necessário, não apenas para documentar a catástrofe em curso, mas para garantir que a verdade desta guerra não é ditada por aqueles que controlam as armas e a narrativa”, pode ler-se na carta aberta.

A petição apela ao Governo israelita para que levante imediatamente as restrições aos jornalistas, e aos grupos armados para que garantam a sua segurança e respeitem o seu estatuto protegido pelas Convenções de Genebra. 

Pede ainda o apoio dos governos, organizações de liberdade de imprensa e sociedade civil, assim como das organizações de comunicação social com quem trabalham os jornalistas que assinam a petição.

Desde o início da guerra israelita em Gaza, em retaliação pelo ataque do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel a 07 de outubro de 2023 (que fez cerca de 1.200 mortos e 251 reféns), foram mortos pelo menos 60.933 habitantes de Gaza, quase metade dos quais crianças e mulheres, e mais de 150.000 ficaram feridos, segundo os registos das autoridades sanitárias, considerados pela ONU fidedignos.

Perante as frequentes alegações de crimes de guerra cometidos na Faixa de Gaza, os jornalistas salientam que “deve ser do interesse de todas as partes que estas alegações sejam investigadas por jornalistas independentes”.

Os jornalistas sublinharam ainda que durante o conflito em curso “quase 200 jornalistas foram mortos, a grande maioria palestinianos, tornando este o conflito mais mortífero para a imprensa de que há registo”.

Entre os jornalistas, profissionais dos media e apoiantes da liberdade de imprensa portugueses que assinaram a petição estão também Paulo Nunes dos Santos, Alfredo Leite, Patrícia Fonseca, Carlos Fino, Sérgio Furtado, Isabel Lucas, Rui Caria, Henriqueta Fernandes, Catarina Neves, Pedro Miguel Santos, Filipa Melo, Ana Paredes, Isabel Freire, José Monteiro, Ricardo Rodrigues, António Galvão, Sofia Quintas e Margarida Salema.

Assinam também a petição personalidades portuguesas como a escritora Ana Teresa Pereira, os cineastas Pedro Neves e Ricardo Espírito Santo, a investigadora Ana Vieira e as professoras Isabel Liberato e Maria Teresa Nobre Correia.

Entre os jornalistas estrangeiros encontram-se ainda Christina Lamb e Louise Callaghan do jornal The Sunday Times, Richard Engel, da NBC News, Christoph Reuter, da Der Spiegel, Stephanie Le Bars, do Le Monde, Luis de Vega, do El País, Javier Espinosa Robles, do El Mundo, e Jon Lee Anderson, da revista The New Yorker, numa lista de mais de 300 profissionais, encabeçada pelo fotojornalista britânico Don McCullin. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

      Brasil/Já com pulseira, Balsonaro agora fica em domiciliária

Bissau, 05 Ago 25 (ANG) - O antigo chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro, viu as medidas impostas pelo Supremo tribunal Federal serem endurecidas, depois de o juiz Alexandre de Moraes dizer que "não há dúvidas" de que este não tem cumprido com as medidas cautelares impostas há menos de um mês.

Oantigo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai ficar em prisão domiciliária, depois de o juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter considerado que este tinha violado medidas cautelares impostas há menos de um mês.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a jair Messias Bolsonaro”, escreveu o juiz no despacho citado pelo g1.

Para além de estar sujeito ao uso de pulseira eletrónica e ficar a cumprir prisão domiciliária, Bolsonaro fica agora proibido de receber visitas, a menos que sejam familiares próximos e advogados, bem como de usar qualquer telemóvel, direta ou indiretamente.

Bolsonaro estava sujeito a restrições judiciais que o obrigavam a permanecer em casa à noite e aos fins de semana, usar pulseira eletrónica e abster-se de utilizar as redes sociais no âmbito do processo de tentativa de golpe de Estado.

Na decisão tomada esta semana, Alexandre de Moraes considerou que estas medidas cautelares foram violadas, justificando que Bolsonaro utilizou as redes de aliados, incluindo dos seus três filhos, para divulgar mensagens com "claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro"

O despacho citado pela imprensa brasileira refere ainda que as condutas do antigo chefe de Estado do Brasil demonstram "a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu", que ao usar as redes sociais de terceiros manteve uma “influência ativa”  no debate político digital.

Esta medida já era uma possibilidade há semanas, quando, por exemplo, a 22 de julho, os advogados de Bolsonaro foram convocados pelo Supremo Tribunal Federal para justificar a participação do antigo presidente num evento na Câmara dos Deputados com dezenas de deputados, que foi transmitido nas redes sociais.  

Desde o mês passado até mais recentemente, há alguns exemplos deste tipo de comportamentos e consequências, já que, no domingo, milhares de apoiantes de Bolsonaro saíram à rua em várias cidades do Brasil, em protesto contra o juiz Alexandre de Moraes.

Agora, face a este cenário, a defesa 'volta ao ataque', defendendo que o antigo presidente do Brasil não incumpriu com nenhuma medida cautelar e que vai recorrer do decreto de prisão domiciliária imposto pelo STF.

“A defesa fpo surpreeendida com a decretação de prisão domiciliar, tendo em vista que o ex-presidente, Jair Bolsonaro não cumpriu qualquer medida”, lê-se num comunicado enviado à imprensa, que aponta ainda que a mensagem lida pelo antigo presidente do Brasil durante os protestos de domingo "não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso."

Bolsonaro participou nas manifestações por telefone: no Rio de Janeiro, o seu discurso foi transmitido através do senador e filho Flávio Bolsonaro, enquanto em São Paulo Jair Bolsonaro participou na manifestação através de uma videochamada exibida por um deputado.

 

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que o ex-presidente brasileiro não incumpriu com nenhuma medida cautelar e que vai recorrer do decreto de prisão domiciliária imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.

Durante os protestos de domingo havia, para além da bandeira do Brasil, bandeiras dos Estados Unidos, assim como cartazes onde se lia:”Obrigado, Trump.” 

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem saído sempre em defesa de Bolsonaro, criticado o presidente, Lula da Silva, assim como imposto tarifas e deteriorado as relações entre os EUA e o Brasil.

Numa nota divulgada nas redes sociais, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos recorda que, apesar do juiz Alexandre de Moraes "já ter sido sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia."

 

Os Estados Unidos criticaram a prisão domiciliária do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro decretada na quarta-feira pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Alexandre de Morais, e prometeram responsabilizar todos os envolvidos.

Lusa | 06:14 - 05/08/2025

Os Estados Unidos consideram que "impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público".

"Deixem Bolsonaro falar!", lê-se na mesma nota, na qual os Estados Unidos "condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliária a Bolsonaro", prometendo ainda que vão responsabilizar "todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas".

Os Estados Unidos consideram que "impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público".

No âmbito deste processo, o Ministério Público, considera que além de Bolsonaro ter discutido com os seus ministros e altos oficiais militares medidas para anular as eleições e até mesmo matar Lula da Silva, o antigo presidente dos Brasil incentivou o ataque às sedes da Presidência, do Congresso e do Supremo Tribunal, promovido por milhares de radicais a 8 de janeiro de 2023.ANG/Lusa

 

Ruanda/Governo aceita acolher até 250 migrantes expulsos dos Estados Unidos

Bissau, 05 Ago 25 (ANG) - O Ruanda concluiu um acordo com Washington para acolher até 250 migrantes expulsos dos Estados Unidos, indicaram , segunda-feira, fontes do governo de Kigali.

Segundo estas mesmas fontes, o acordo já foi rubricado em Junho e os americanos já transmitiram uma lista contendo dez nomes aos seus parceiros ruandeses.

"O Ruanda chegou a um consenso com os Estados Unidos para aceitar até 250 migrantes, em parte porque quase todas as famílias ruandesas conheceram as dificuldades do deslocamento e que os valores da sociedade ruandesa baseiam-se na reintegração e reabilitação", disse a porta-voz do governo ruandês, Yolande Makolo, ressalvando contudo que Kigali conserva o direito de recusar a entrada no seu território de qualquer pessoa expulsa pelos Estados Unidos.

"As pessoas cuja entrada for aceite, vão beneficiar de uma formação profissional, cuidados de saúde e apoio ao alojamento para recomeçar a sua vida no Ruanda", indicou ainda a porta-voz do governo de Kigali.

Nem a Casa Branca, nem o departamento de Estado americano se expressaram até ao momento sobre este acordo.

Refira-se contudo, que no âmbito da sua luta activa contra a imigração ilegal no seu país e apesar de diversas críticas dos activistas dos Direitos Humanos, o Presidente Trump tem estabelecido uma série de acordos com países terceiros para acelerar o processo de deportação dos clandestinos. Washington escolheu em particular expulsar os migrantes para países em situação precária, como o Sudão do Sul que já acolheu no mês passado 8 migrantes, ou ainda o Essuatíni que acolheu igualmente em meados de Julho 5 homens apresentados pela administração Trump como sendo "criminosos".

Recorde-se por outro lado que em 2022, Kigali já tinha estabelecido um acordo desta natureza com a Grã-Bretanha, tendo recebido neste âmbito o equivalente de 280 milhões de Euros de compensação. Contudo, este acordo assinado com o então primeiro-ministro Boris Johnson foi considerado ilegal pela justiça de Londres e foi definitivamente abandonado com a chegada de Keir Starmer a Downing Street no ano passado.ANG/RFI

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

      INACEP/ Sindicato de Base  ameaça com greve  três dias

Bissau, 04  Ago 25 (ANG) -  O Sindicato base dos trabalhadores da Imprensa Nacional (INACEP), ameaça paralisar as suas atividades a partir de terça-feira(05) para um período de   três dias, caso não forem atendidas as suas reivindicações.

Os funcionários reivindicam  o pagamento de  dois meses de salários em atraso, da previdência social e melhoria das condições de trabalho.

A intenção do Sindicato foi tornado público pelo seu presidente, César Mendes, durante uma conferência de imprensa realizada. Hoje. na instituição .

" Não vamos confirmar a greve  nem desmentir. Estamos em negociação com o Governo sobre as nossas reivindicações, caso não forem cumpridas vamos entrar em greve ainda amanhã", disse Mendes.

Exorta o Executivo  a satisfação das suas reivindicações, referente ao pagemento de dois meses de salario, Junho e Julho.

Instado a confirmar   se a empresa está em condiões em melhorar as condições do trabalho exigida disse sim, desde que o seu Estatuto esteja a ser cumprido pelo próprio Estado, com impressão, na Inacep, de todos os doumentos  necessários e utilizados  nos diferentes ministérios.

César Mendes apontou a recuperação  da viatura de transporte do pessoal, avariada há mais de um mês, para permitir a chegada, à tempo, dos funcionários como um  dos pontos constantes no caderno reivindicativo entregue à tutela.

Perguntado se vão suspender a greve caso receberem um mes de salário, disse que não é impossível, mas vai ser dificil.

A INACEP, empresa pública , é a maior gráfica do país,responsável pela publicação dos atos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário  da Guiné-Bissau. Além de funcionar como gráfica, desde 2010 é também editora e prestadora de serviços de comunicação ao Estado.

Contactado para uma reação, o Diretor-geral da Inacep, Leónico Pereira Tavares disse que desconhece da greve e mesmo de negociações que César Mendes disse estarem em curso. ANG/LPG//SG

 

Rússia/G/Kremlin adverte Estados Unidos: "Numa guerra nuclear não há vencedores"

Bissau, 04 Ago 25 (ANG) - A Rússia advertiu hoje que não há vencedores numa guerra atómica, depois de o Presidente dos Estados Unidos ter anunciado a mobilização de dois submarinos nucleares em resposta a uma alegada ameaça russa.

"Numa guerra nuclear não há vencedores", disse o porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitry Peskov na conferência de imprensa telefónica diária, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Peskov pediu cautela nas declarações sobre arsenais nucleares.

"Pensamos que toda a gente deve ter muito cuidado com o que diz sobre a questão nuclear", afirmou Peskov, também citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Peskov disse ainda que os dois submarinos norte-americanos anunciados por Trump "já estão em serviço" de forma permanente.

"Não queremos ser arrastados para uma tal polémica", acrescentou.

Donald Trump anunciou na sexta-feira a deslocação de dois submarinos nucleares para "zonas apropriadas", que não especificou, em resposta a comentários que considerou provocatórios do ex-presidente russo, Dmitri Medvedev (2008-2012).

A ordem de Trump foi dada um dia depois de Medvedev o ter criticado por ter feito um ultimato a Moscovo para acabar com a guerra contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2023.

Medvedev considerou o ultimato como "uma ameaça e um passo para a guerra" com os Estados Unidos e advertiu Washington de que a Rússia "não era Israel, nem tão pouco o Irão".

Trump disse que ordenou o posicionamento dos submarinos para o caso de as "declarações idiotas e inflamatórias" de Medvedev serem mais do que meras palavras.

"As palavras são importantes e podem muitas vezes ter consequências inesperadas, espero que não seja esse o caso desta vez", afirmou, sem esclarecer se os submarinos seriam movidos a energia nuclear ou iam transportar ogivas nucleares.

Inicialmente conciliador com o homólogo russo, Vladimir Putin, Trump ameaçou impor novas sanções contra a Rússia se Moscovo não aceitar uma trégua na Ucrânia até 09 de agosto.

Apesar do aumento das tensões, Trump anunciou a visita do enviado presidencial Steve Witkoff a Moscovo na quarta ou na quinta-feira.

Dmitri Peskov comentou hoje que a visita do enviado especial de Trump será "importante e útil".

"Estamos sempre satisfeitos por ver o senhor Witkoff em Moscovo e estamos sempre satisfeitos por estar em contacto com ele", disse, admitindo que um encontro com Putin não estava fora de questão.

Peskov reafirmou que Moscovo pretende "resolver o problema da Ucrânia através de meios diplomáticos e políticos".

Putin já se encontrou com Witkoff em várias ocasiões em Moscovo, mas os esforços de Trump para restabelecer o diálogo com o Kremlin não deram frutos.

Trump, que começou o segundo mandato no início do ano a afirmar que podia acabar com a guerra na Ucrânia numa questão de dias, tem expressado nas últimas semanas cada vez mais abertamente a frustração com Putin.

Questionado no domingo pelos jornalistas se há alguma coisa que a Rússia possa fazer para evitar sanções, Trump respondeu que Moscovo deve fazer um acordo "para que as pessoas deixem de ser mortas".

Apesar da pressão de Washington, a ofensiva russa contra o país vizinho tem prosseguido, tendo sido disparados esta noite 162 drones e um míssil, quase todos abatidos, indicou a força aérea ucraniana.

Já o Ministério da Defesa russo disse ter derrubado 61 drones ucranianos, a maioria dos quais sobrevoava o mar Negro.

Putin disse na sexta-feira que queria a paz, mas que as exigências para pôr fim à invasão permaneciam inalteradas.

A Rússia exige que a Ucrânia entregue quatro regiões parcialmente ocupadas (Donetsk, Lugansk, Zaporijia e Kherson), além da Crimeia anexada em 2014, e que renuncie ao fornecimento de armas ocidentais e a qualquer adesão à NATO.

Estas condições são inaceitáveis para Kyiv, que pretende a retirada das tropas russas e garantias de segurança ocidentais, incluindo a continuação do fornecimento de armas e o destacamento de um contingente europeu. ANG/Lusa

 

Regiões/ LGDH da região de Gabu preocupado com aumento de criminalidade na região

Gabu, 04  Ago 25 (ANG) – O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos da região de Gabu disse que está preocupado com o aumento do  índice de criminalidade na região.

Samba Sow manifestou essa preocupação em declarações à imprensa, em Gabu, no balanço da situação dos Direitos Humanos na Região, que diz ser negativa, devido o registo de 17 casos e violações entre os quais assassínios e homicídios.

Sow disse que  o sector de Gabu lidera o índice de criminalidade  com cinco casos de assassínios ,  seguido do sector de Pirada também com cinco casos ente homicídios assassínios. na terceira posição figuram os sectores de Boé e de Pitche, ambos com o registo de três casos de assassínios  cada e por último  o sector de Sonaco que registou um caso de morte.

Além dos crimes  referidos, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos da Região de Gabu indicou ainda o aumento de casos de  agressões físicas, de violação de crianças e assaltos à mão armada que vitimou vários cidadãos.

Samba Sow pede as autoridades locais para assumirem as suas responsabilidades no sentido de combater a criminalidades que graça na região cuja maioria das vítimas são mulheres e menores.

“Muitos casos ficaram impunes devido à práticas tradicionais e de corrupção, havendo casos que ainda aguardam por julgamento

 Samba Sow reconhece entretanto a insuficiência de meios e condições de trabalhos no Tribunal regional, no Comissariado Regional da Policia e Ordem Publica e nos  serviços da Guarda Nacional, que vão desde a  falta de recursos humanos até a  de prisão com  segurança para os culpados.

Para colmatar a situação, o Presidente da Liga guineense dos Direito Humanos da Região de Gabu exortou o governo a encontrar uma solução rápida.

Por outro lado, Samba Só defendeu a urgência de instalação de uma delegacia regional da Policia Judiciária para dinamizaras investigações de vários casos de crimes que ocorrem  na  região.

“Alguns desses crimes já foram julgados e condenados, uns por julgar, outros sem investigação. E outros sem tratamento há vários anos”, disse o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos na região de Gabu,

ANG/SS/LPG//SG

 

 

 Índia/Nova Deli desafia pressão de Trump sobre a compra de petróleo à Rússia

 

Bissau, 04 Ago 25(ANG) - O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, adotou um tom desafiador perante as ameaças tarifárias do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exortando a nação a comprar produtos locais, enquanto o seu Governo sinalizou que continuaria a comprar petróleo russo.


O Governo de Modi não deu instruções às refinarias de petróleo da Índia para que parassem de comprar petróleo russo, e nenhuma decisão foi tomada sobre a suspensão das compras, confirmaram à agência Bloomberg fontes conhecedoras da questão, que pediram o anonimato devido à sensibilidade do assunto. 

Tanto as refinarias estatais quanto as privadas têm permissão para comprar aos fornecedores mais vantajosos, e as compras de petróleo bruto continuam a ser uma decisão comercial, disseram várias fontes.

No fim de semana, Modi sublinhou a importância de proteger os interesses económicos da Índia no quadro das condições globais incertas. Os comentários foram feitos poucos dias depois de a Administração Trump ter imposto uma tarifa de 25% sobre as exportações indianas para os Estados Unidos.

A Casa Branca já ameaçou tomar mais medidas, caso a Índia continue a comprar petróleo russo. 

"A economia mundial está a passar por muitas apreensões --- há uma atmosfera de instabilidade", declarou Modi num comício no estado de Uttar Pradesh, no norte do país, no sábado. "Agora, seja o que for que compremos, deve ter apenas uma referência: compraremos aquilo que foi feito com o suor de um indiano".

A Índia tornou-se um dos principais alvos de Trump, que procura pressionar o Presidente russo, Vladimir Putin, a pôr fim à guerra na Ucrânia. O Presidente dos Estados Unidos criticou duramente a Índia na semana passada por se juntar aos BRICS e manter laços estreitos com a Rússia: "podem levar as suas economias mortas para o fundo do poço juntos", afirmou.

A repreensão marcou uma mudança significativa no tom de Washington, que durante anos ignorou os laços históricos estreitos da Índia com a Rússia, optando por cortejá-la como um contrapeso à China na Ásia. Agora, Trump parece disposto a desfazer essa estratégia para ganhar vantagem sobre Putin, que resistiu aos esforços do presidente norte-americano para pôr fim aos combates na Ucrânia. 

Stephen Miller, vice-chefe de gabinete de Trump, acusou no domingo a Índia de impor tarifas "massivas" sobre produtos americanos e "enganar" o sistema de imigração dos Estados Unidos, para além de comprar quase tanto petróleo russo quanto a China.

Na semana passada, Trump disse aos jornalistas que "ouviu dizer" que a Índia deixaria de comprar petróleo à Rússia, considerando isso "um bom passo".

O New York Times informou no sábado que a Índia continuaria a comprar petróleo russo apesar da ameaça de sanções por parte de Trump, citando dois altos funcionários indianos que não identificou. 

As refinarias da Índia foram destacadas pela União Europeia e pelos Estados Unidos por apoiarem Moscovo durante a guerra na Ucrânia com as compras de petróleo. O país tornou-se o maior comprador mundial de exportações marítimas de petróleo bruto russo, absorvendo barris com desconto e aumentando as suas compras de quase zero para cerca de um terço das suas importações.

Embora a China seja o principal apoiante económico e diplomático da Rússia, a influência de Trump sobre a segunda maior economia do mundo é limitada devido ao controle de Pequim sobre o fornecimento de terras raras, que os Estados Unidos precisam para fabricar produtos de alta tecnologia. 

Entretanto, a Índia defendeu já publicamente os seus laços com a Rússia, um dos seus maiores fornecedores de armas desde a Guerra Fria. As duas nações têm uma "parceria estável e comprovada pelo tempo", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores indiano, Randhir Jaiswal, aos jornalistas na passada sexta-feira.  ANG/Inforpress/Lusa

 

 

          Espanha/Desmantelada rede que traficava migrantes

Bissau, 04 Ago 25 (ANG) - A polícia espanhola anunciou hoje ter desmantelado uma rede que terá facilitado a entrada irregular de pelo menos 40 migrantes, a partir de Espanha para Reino Unido e Canadá, tendo detido 11 pessoas.

Seis pessoas foram detidas em Gijón, quatro na Cantábria e uma em Madrid - entre as quais, o alegado líder da rede - depois de a polícia espanhola ter realizado, em conjunto com a Europol, três buscas domiciliárias em Santoña e Torrelavega (Cantábria), disse a direção-geral da força.

As buscas resultaram na apreensão de 10 telemóveis, um passaporte falso e documentação relacionada com a gestão de reservas de viagens para os migrantes traficados.

A investigação começou em setembro de 2024, quando se verificou que vários cidadãos iemenitas tentavam chegar ao Canadá a partir de aeroportos espanhóis com passaportes falsos.

O alerta foi feito pelo Canadá, depois de várias tentativas de cidadãos iemenitas tentarem usar documentos de viagem falsos.

Os agentes, que trabalharam em cooperação internacional, determinaram a existência de uma rede a operar em diferentes províncias mediante rastreio de reservas de voos, transferências de dinheiro, pagamentos com cartão de crédito, câmaras de segurança nos aeroportos europeus e aplicações eletrónicas de viagens.

A investigação determinou que os detidos estavam a oferecer aos migrantes passaportes falsos e acordos fraudulentos para permitir a entrada ilegal no Reino Unido ou no Canadá em troca de até três mil euros por transação.

Para viajar para o Canadá ou para o Reino Unido, os membros da rede entregavam primeiro aos migrantes cartões de refugiado emitidos na Grécia, usados para viajar para aeroportos europeus.

Outro membro da organização aguardava-os com um cartão de embarque, de que eram titulares, e um passaporte falso para embarcar no avião.

A operação contou com a participação das autoridades de Áustria, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Suíça e Reino Unido, além da agência Europol da União Europeia, que contribuiu para a análise dos dados dos telefones apreendidos aos suspeitos.ANG/Lusa

 

África do Sul/Governo reage a tarifas dos EUA com pacote económico e diplomático

Bissau, 04 Ago 25 (ANG) - O Governo da África do Sul anunciou hoje um pacote de medidas económicas e diplomáticas para responder à imposição de tarifas de 30% sobre as exportações pelos Estados Unidos, que entram em vigor esta semana.


Segundo um comunicado conjunto dos ministros de Relações Internacionais e Cooperação, e de Comércio, Indústria e Competição da África do Sul, o país vai continuar a negociar com Washington com a intenção de alcançar um acordo comercial.

"Será negociado pragmaticamente, protegendo a integração regional e a tarifa externa comum da União Aduaneira da África Austral [SACU, na sigla em inglês], que representa 9% das nossas exportações globais", afirmaram no documento.

Ao mesmo tempo, vão diversificar os mercados para outros países e continentes, como a Europa, onde a Parceria de Comércio e Investimento Limpo com a União Europeia lançou um pacote de investimento de 90 mil milhões de rands (aproximadamente 4,3 mil milhões de euros) em março passado.

Esta aliança busca abrir novos mercados, como a exportação de combustível sustentável para aviação (SAF) e a exportação de veículos híbridos e elétricos.

"Frente aos desafios comerciais globais, a África do Sul está a fortalecer o setor agrícola. Mercados foram abertos na China e na Tailândia, e protocolos essenciais para produtos como as frutas cítricas foram assegurados. Só a China representa um mercado de 200 mil milhões de dólares", lê-se no documento.

A África do Sul tem ampliado alianças em mercados como Ásia e Médio Oriente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Qatar e Arábia Saudita, além de desenvolver pacotes de comércio e investimento no Japão para abrir novas portas às exportações.

O Governo tentará acelerar o desenvolvimento e expansão da Área Continental Africana de Livre Comércio (AfCFTA) e desenvolver novas parcerias nos mercados da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e Turquia.

A nível local, o Governo vai avançar com um pacote de resposta económica para orientar as empresas afetadas para novos mercados, apoios financeiros e um futuro Programa de Competitividade e Exportação.

As medidas de apoio às empresas estarão destinadas a absorver o impacto das tarifas e facilitar estratégias de "crescimento e resiliência" a longo prazo que protejam o emprego e a capacidade produtiva.

Os impostos de 30% vão entrar em vigor esta quinta-feira e vão ter um maior impacto nos setores da agricultura, têxtil, automóvel, aço, alumínio, entre outros, e podem colocar em risco 100 mil postos de trabalho.

Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial da África do Sul e um dos principais destinos para as exportações de automóveis, produtos siderúrgicos e cítricos.

As relações diplomáticas entre os dois países pioraram desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou em fevereiro a suspensão da ajuda económica à África do Sul, ao acusar o Governo de confiscar terras da minoria 'afrikaner' (sul-africanos brancos descendentes de colonos holandeses) e pela postura crítica em relação a Israel perante o Tribunal Internacional de Justiça.ANG/Lusa