segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Protestos da Oposição


Presidente da República condena repressão policial contra manifestantes

Bissau, 28 out 19 (ANG) – O Presidente da República  condena e repudia a repressão das forças da polícia contra uma marcha pacífica de cidadãos, que diz não constituir uma ameaça à segurança às instituições e que contribui rapidamente para a ruptura da paz social.

José Mário Vaz dirigia uma mensagem à Nação, na sequência de uma macha de protesto contra o andamento do processo das eleições presidências que decorreu  sábado, em Bissau, e que resultou, supostamente, na morte de um cidadão de nome Demba Baldé e vários feridos.

A referida marcha foi  organizada por três partidos políticos, nomeadamente Assembleia do Povo Unido- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), o Partido da Renovação Social (PRS) e Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15).

José Mário Vaz disse que esta actuação  se afasta  dos valores que tem promovido, semeando más crispação e discórdia, agravando as desconfianças em relação ao processo de preparação de eleição presidencial. 

O Presidente República considera de vergonhoso a actuação das forças da ordem, e reitera o seu compromisso de estar sempre ao lado do povo, e em defesa do interesse nacional para a construção de uma sociedade na base de irmandade,  paz, liberdade e progresso para todos os guineenses, sem excepção e sem destinção.

Acusou o governo de não só não garantir a segurança dos cidadãos, como violenta e que abusivamente põe em causa a segurança e a integridade física dos mesmos, e que não está igualmente a servir os interesses da nação guineense.

José Mário Vaz referiu  que no passado dia 22 do corrente mês a presidência da República advertiu e instou o governo a assumir a responsabilidade plena pelos seus actos e pela forma fracturante como vem conduzindo matérias tão sensíveis e determinantes para o futuro do país.

 Na altura, o chefe de Estado guineense disse que “qualquer perturbação da ordem vigente será de exclusiva responsabilidade do governo. Não é hora de se tocar tambores com facas”, refere.

O Presidente da República disse que apesar dos desmandos, das atitudes violentas e provocações contra as forças policias em inúmeras manifestações, promoveu sempre a calma e a contenção das forças de ordem, em defesa da paz civil e da tranquilidade interna sempre que tiver uma abertura para o diálogo, alegando ser um presidente que não quer sangue no chão da Guiné -Bissau e que  quer concretizar uma ruptura com o passado de violência e de matanças.  

Por isso, convidou o Primeiro-ministro a retirar as consequências políticas desse acto ocorrido no sábado passado.

José Mário Vaz destacou ainda que ao longo dos cinco anos do seu mandato nunca poupou  esforços para transformar definitivamente a Guiné-Bissau num país de tolerância,  paz , diálogo e de sã convivência entre os guineenses, sem ódios, sem rancores e sem violência.

A macha de protesto contra o governo e o andamento do processo de eleições presidências foi organizado por partidos políticos da oposição, que denunciaram ter havido um morto em consequencia de violência policial.

As autoridades policiais negam ter usado violência contra manifestantes, que pudesse provocar  a morte, a não ser para os dispersar. ANG/LPG//SG 

Marcha da Oposição

Chefe do Governo nega envolvimento de forças de ordem na morte de Demba Baldé

Bissau, 28 Out 19 (ANG) – O Primeiro-ministro refutou as informações que dão conta de queo cidadão nacional, Demba Baldé, de 48 anos de idade terá morrido em confronto entreas forças da ordem e os manifestantes na marcha organizada sabado em Bissau pelos partidos da oposição.

Aristides Gomes que falava em conferência de imprensa disse que o relatório médico a disposição do Governo  não revela nenhum traço de resistência no corpo do malogrado em consequência de  eventuais agressões dos polícias.

Acrescentou  que as forças de ordem não dispararam nenhum tiro, e que utilizaram os meios a sua disposição para dissuadir os manifestantes.

 “Nós Governo, estamos interessados para que este facto seja elucidado suficientemente em virtude das águas turvas que estão a ser criadas no nosso país neste momento”, disse.

Aristides Gomes sublinhou que isso levaria a suspensão, à aniquilação do processo conducente a realizações das eleições presidenciais, acrescentando que, estão convencidos de que a realização deste acto na data prevista ou seja a 24 de Novembro deste ano seria um factor de estabilização da Guiné-Bissau.

O primeiro-ministro salientou que a realização do escrutínio na data fixada podia pôr fim a este período de transição, a instabilidade com todo o seu cortejo de miséria, o empobrecimento das populações, da paralisia de acções para o desenvolvimento, frisando que enfim se isso não verificar poderia mais uma vez adiar o processo de melhoria de condições de vida da população guineense.

O Chefe do governo disse que o país esta perante “ameaças muito serias” para a sua estabilização tendo sublinhado dois factores que concorrem para isso dentre os quais a realização das manifestações com o objectivo de parar o processo conducentes a realização das eleições.

“Esses factores são montar uma estratégia em curso que esteve patente em diferentes acções e discursos de líderes de certos partidos políticos da oposição contestatários e num áudio que ainda vai merecer a verificação da sua autenticidade que incita a subversão da ordem”, explicou.

Aristides Gomes acusa o candidato José Mário Vaz de não fugir a regra e diz que a actuação deste  pode ser traduzida com três palavras-chaves que são, parar o processo das eleições presidenciais, vandalizar o país e prender o Chefe do Governo e seus membros, o que constituía o caminho para um Golpe de Estado.

Segundo Aristides Gomes, quando se pretende meter na cadeia membros do Governo sem um julgamento prévio equivale a uma acção do Golpe de Estado ou seja deita-se a baixo uma ordem institucionalizada através da existência de um Estado e também nesse áudio fala-se também do Golpe de Estado ou seja o caminho a seguir para atingir este propósito.

Gomes se refere a um áudio colocado nas redes sociais em que uma voz que se acreditar ser do candidato Umaro Sissoco Embalo fala de um golpe de Estado, em que seria destruido nomeadamente a CNE e detido o Primeiro-ministro e alguns membros do governo. Sissoco Embalé entretanto já negou que tenha sido ele  a pedir um golpe de Estado .

A marcha de protesto da oposição contra o processo eleitoral, segundo os organizadores teve uma vitima mortal e vários feridos.

O Presidente da República cessante,josé Mário Vaz em mensagem a Nação culpabiliza o Governo por essa alegada perda de vida humana.

Ao relação ao discurso de José Mário Vaz, o chefe do governo acusa op chefe de Estado de estar por detrás das marchas não autorizada com a finalidade de impedir que sejam realizadas as eleições presidenciais em novembro.

“Por isso é que o Presidente cessante como alguém que está directamente implicado nessa acção ou estratégia de criar uma situação obscura no país, teve um discurso que precipita esta situação ou seja não permite ao governo explicar-se, ou fazer inquérito e decidiu imediatamente que a responsabilidade é do executivo”, disse.

ANG/MSC/ÂC//SG

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Presidências 2019


          União para Mudança declara  apoio à  Domingos Simões Pereira

Bissau, 25 out 19 (ANG) – A União para Mudança (UM) declarou hoje o seu apoio político ao candidato do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Domingos Simões Pereira, alegando ser o único capaz de garantir a estabilidade governativo e o respeito à Constituição da República e demais leis em vigor no país.

A declaração foi feita  em conferência de imprensa pelo líder do partido, Agnelo Augusto Regala, na qual justificou o apoio com a convicção de que a vitória de qualquer candidato irá derrubar o actual governo por não partilhar da mesma visão política.  

Disse que o apoio à candidatura de Domingos Simões pereira é uma das decisões saídas na reunião de análise da situação política vigente no país, da Comissão Permanente da União para Mudança, realizada no dia 24 de Outubro.

Regala disse esperar do candidato que apoia uma sintonia com o governo no combate, sem tréguas, ao narcotráfico, crime organizado e aos fundamentalismos de qualquer ordem.  

Agnelo Augusto Regala espera ainda que o candidato que apoia promova uma acção no sentido de “refundação do Estado guineense”, de forma a torná-lo mais moderno, funcional, democrático e despartidarizado.

No seu entender, a refundação do Estado implica, antes de mais, uma ruptura com o passado, a  mobilização efectiva de todos os sectores da sociedade, para uma parceria estratégica que contribua para uma maior justiça social, e que permita corrigir as disparidades que continuam a verificar no tecido económico e social, por forma a evitar eventuais clivagens que põem em causa a unidade e o bem-estar dos guineenses.

Esta refundação, conforme o líder da União para Mudança deve se assentar  numa estratégia que visa a  normalização da vida pública e na definição  da dinâmica dos moldes em que se processará a interdependência e interacção de todos os órgãos de soberania e adequação das leis com a nova realidade que o país vive.

Neste quadro, a UM ainda espera do  candidato que apoia, uma nova forma de abordagem da problemática do Estado, envolvendo todas as forças da Nação, inclusive os partidos políticos, a sociedade civil,  para um diálogo profícuo na defesa dos supremos interesses da povo, permitindo o estabelecimento de uma plataforma nacional de entendimento para um novo contrato social e político que favoreça o desenvolvimento do país.

Após as eleições presidências, a UM quer um Estado desconcentrado e descentralizado e que esteja mais próximo e ao serviço dos cidadãos, sobretudo os mais carenciados, que possa garantir a igualdade de oportunidade de acesso aos recurso básicos, bem como a igualdade na distribuição das riquezas nacionais, numa perspectiva de desenvolvimento global durável e integrado, e no respeito dos equilíbrios sociais e culturais.

“Um estado que coloque com particular atenção a situação da juventude, garantindo-lhe o acesso à educação e ao ensino de qualidade. Um Estado que coloque o homem e a mulher guineense como o seu centro de gravidade, orientado para a resolução dos problemas da sociedade guineense no seu todo”, perspectivou Agnelo Augusto Regala.

Segundo Regala, são estas as razões pelas quais a União para Mudança defendeu a continuidade e o reforço da Aliança de Incidência Parlamentar e Governativa, que engloba partidos com e sem assento no hemiciclo e a afirmação do principio de que “os interesses nacionais se devem sobrepor aos interesses político-partidárias ou particulares”.

A UM é representado no parlamento por um deputado e integra a coligação que assegura a estabilidade governativa  e parlamentar com o PAIGC vencedor das legislativas de março passado, sem maioria absoluta.

ANG/LPG//SG

Presidências 2019


                 CNE prolonga data para entrega de fotografias até sábado

Bissau,25 out19 (ANG9) - A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau (CNE) deu 48 horas a quatro candidatos as eleições presidências marcadas para 24 de Novembro de 2019 que ainda não entregaram fotografias no sentido de disponibilizaram as respectivas fotografias.  

Segundo o comunicado da CNE difundido pela rádio “Sol mansi”, os candidatos independentes José Mário Vaz, Carlos Gomes júnior, do Movimento para Alternância Democrática MADEM-G 15, Umaro Sissoco Embalo e o líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabian é que recusaram a entregar as suas fotografias por descordar com o andamento do processo.

 O órgão que gere o processo eleitoral refere no comunicado que enviou  quinta-feira uma correspondência às candidaturas acima referidas no sentido de se dignarem  a entregar, até as 12h00 horas de sábado, as fotografias solicitadas, e que a CNE não se responsabilizará pelo  incumprimento dessa solicitação.  

No comunicado a CNE alega  escassez de tempo face as exigências gráficas para a produção dos boletins de voto, o seu transporte para Bissau e sua distribuição para as Comissões Regionais de Eleições.

Por outro lado, a CNE lamentou a ausência dos representantes de alguns candidatos que  contestam o andamento do processo, no sorteio que determinou  a posição dos candidatos nos boletins de voto, tendo esses candidatos ausentes representados por funcionários daquela instituição durante o sorteio.

A CNE, numa das suas reuniões de plenária, através de um circular, solicitou à todos os candidatos a entrega de fotografias,  tipo passe, em versão electrónica para efeitos de produção de boletim de voto. Oito candidatos entregaram os quatro acima referidos recusaram entregar.
 
Compete ao  órgão que gere o processo de eleitoral  fiscalizar, supervisionar o recenseamento eleitoral, aprovar o modelo de boletim, caderno de recenseamento, cartão de eleitor e o boletim de voto. 

ANG/LPG//SG

BOAD


   Encerrado seminário de reforço de capacidade de técnicos nacionais

Bissau,25 Out 19(ANG) – Os participantes do seminário sobre “Políticas e Procedimentos de Administração de Contratos financiados pelo BOAD” terminaram hoje os cinco dias de formação em Bissau.

Pape Demba Injai, representante residente deste banco em Bissau, em declarações à imprensa, disse que  o domínio de procedimentos de contratos de adjudicação de projectos de BOAD, irá agora facilitar muito nos próximos apoios que vão dar à Guiné-Bissau nomeadamente  para a construção de estradas, aeroportos e portos.

“Penso que esta formação vai permitir aos técnicos guineenses dominarem os procedimentos standard do BOAD, e irá permitir as autoridades do país, estarem numa posição privilegiada perante esta organização financeira da sub região e outros doadores internacionais”, considerou.

Trata-se de uma formação destinada aos actores de cadeia de concursos públicos da Guiné-Bissau, que vinha decorrendo desde segunda-feira em Bissau, com o  objectivo de  reforçar as capacidades dos técnicos nacionais.
.ANG/ÂC//SG


Brexit


             Boris Johnson pede eleições antecipadas no Reino Unido
Bissau, 25 out 19 (ANG) - O primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu na quinta-feira eleições antecipadas para o parlamento britânico em 12 de dezembro para tentar tirar o Brexit do impasse, uma votação que ainda precisa do apoio da oposição trabalhista.
Para especialistas, ele simula controlar a situação e tenta fazer chantagem política com eurodeputados.
Se o Parlamento "quiser mais tempo para estudar a lei sobre o acordo do Brexit concluído com Bruxelas", eles (os deputados, sic) podem tê-la, “mas devem aprovar as eleições legislativas de 12 de dezembro”, disse o premiê em entrevista à imprensa local, uma semana após a data planejada para a saída do bloco.
Boris Johnson foi forçado a pedir um adiamento do Brexit por três meses para a União Europeia (EU).
 Os líderes europeus devem dar sua resposta nos próximos dias. No momento, os 27 não concordam com a duração do adiamento: alguns países como a Irlanda pedem 31 de janeiro, outros como a França querem um relatório mais curto, outros não têm posição.
O primeiro-ministro britânico está em um impasse. Ele queria deixar a União Europeia em 31 de outubro, o que não acontecerá, e espera que Bruxelas dê ao Reino Unido um adiamento do Brexit na sexta-feira, provavelmente até o final de janeiro.
Ao propor aos parlamentares que debatam seu acordo e sua lei do Brexit até 6 de novembro, seis dias a mais do que o esperado, apenas se concordarem com uma pesquisa antecipada, Boris Johnson está envolvido em chantagem política, segundo especialistas.
Acima de tudo, Johnson não tem o poder para convocar uma eleição, lembra a correspondente da RFI em Londres, Muriel Delcroix. Cabe ao Parlamento decidir por votação e deve obter dois terços dos votos, enquanto o líder perdeu a maioria.
Ao tomar essa iniciativa altamente divulgada, Boris Johnson finge controlar a situação e recuperar o controle dos eurodeputados para tentar fazê-los esquecer que está prestes a trair sua promessa repetida de deixar a União Europeia em exatamente uma semana.
Os embaixadores dos 27 membros do bloco devem se reunir novamente em Bruxelas na sexta-feira, e "o mais provável" é que recomendem aos chefes de Estado que aceitem um adiamento de três meses, segundo um diplomata europeu.
A pergunta poderia ser debatida no fim de semana pelos líderes e a resposta poderia chegar na segunda-feira, segundo esta fonte. A ideia é decidir por escrito, mas se as divergências persistirem, os europeus não descartam uma nova cúpula na próxima semana para decidir.
Segundo a futura presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a probabilidade de a União Europeia aceitar um adiamento adicional da data de saída do Reino Unido "parece muito boa".
O ministro britânico encarregado das Relações com o Parlamento, Jacob Rees-Mogg, declarou perante os deputados que eles poderiam tomar uma decisão na segunda-feira sobre a realização de uma eleição antecipada.
Logo após o apelo de Boris Johnson, o Parlamento aprovou por 310 votos (294 contra) sua agenda política, conforme descrito no discurso da rainha Elizabeth II, em 14 de outubro.
O líder conservador, no entanto, perdeu a maioria absoluta ao longo das semanas, depois de excluir cerca de 20 deputados que votaram contra ele, e perdeu o apoio do pequeno partido sindicalista DUP, contra o seu acordo para o Brexit.ANG/RFI



Tentativa de golpe de Estado


  “Inquéritos estão em curso para responsabilização dos suspeitos”, diz PM

Bissau,25 Out 19(ANG) – O Primeiro-ministro afirmou que as autoridades competentes já estão a fazer inquéritos no sentido de apurar a veracidade ou não do video áudio das declarações do principal suspeito da alegada tentativa do golpe de Estado.

“É preciso que essas pessoas nos digam o que querem dizer com isso. O que parece o autor principal disse que a voz não é dele e hoje em dia há técnicas para autentificar os documentos, quer áudio ou vídeo para saber se de facto   correspondem a realidade ou não”, disse Aristides Gomes em declarações à imprensa na quinta-feira.

O Primeiro-ministro sublinhou que não declararam guerra à ninguém, mas que estão simplesmente a cumprir o dever da gente que gere o Estado, frisando que, quando é assim em toda a parte do mundo há um inquérito que se faz  para apurar os resultados.

Aristides Gomes salientou que o Governo está a preparar as eleições presidenciais de 24 de Novembro, frisando que, para eles, tudo estão a postos para que, na devida altura, e dentro de alguns dias arranque a campanha eleitoral.

Disse que o ficheiro eleitoral já existe, referindo que é o mesmo que tinha sido utilizado nas eleições legislativas de Março passado, para que a Comissão Nacional de Eleições realize eleições de 24 de Novembro.

“Foi aquele ficheiro que foi objecto de uma auditoria e esses auditores voltam  ao país novamente para verem a autenticidade desses ficheiros. Garanto que ninguém mexeu no ficheiro e inclusive a sua cópia foi entregue na devida altura à CEDEAO”, disse.

Aristides Gomes acrescentou  que a última decisão da Comissão Nacional de Eleições determina que esse ficheiro é que vai ser utilizado nas presidenciais e que a parte resultante das chamadas correcções não fará parte do processo.

“Penso que a reivindicação principal dos candidatos às presidenciais à uma determinada altura caiu pelo facto da CNE decidir excluir os dados resultantes  das correcções dos cadernos eleitorais”, explicou.

 O Primeiro-ministro afirmou que isso não era uma decisão que cabia ao Governo, informando que o executivo tinha apenas a obrigação de fazer as correcções, criando condições para aqueles que tinham sido vítimas de erros nos seus dossier de registos, possam ter condições para votar, à condição  que a CNE aceitasse a referida situação.

“E agora, se os referidos dados das correcções dos cadernos eleitorais forem recusados, isso é da competência jurídica da CNE e não do Governo”, disse Aristides Gomes.

Quatro candidatos presidenciais protestam a realização de correcções dos cadernos eleitorais pelo Governo alegando ser a iniciativa uma forma de fazer faude eleitoral. Em causa estão 25 mil eleitores, recenseados nas legislativas de março mas que não votaram por falhas técnicas.ANG/ÂC//SG 

ONU


                      Fundo climático com dificuldades de financiamento

Bissau, 25 out 19 (ANG)  – Países desenvolvidos estão reunidos desde quinta-feira em França para discutirem o financiamento de um fundo internacional destinado a ajudar os países menos desenvolvidos a enfrentar as alterações climáticas, depois de os EUA terem deixado de contribuir.
Presidente francês
A reunião de dois dias, em Paris, pretende encontrar soluções para refinanciar o Fundo Verde do Clima, que gastou a maior parte dos sete mil milhões de dólares (6,29 mil milhões de euros) recebidos dos governos, nos últimos anos.
Em 2015 foi estabelecido o objetivo de arrecadar 100 mil milhões de dólares (89,8 mil milhões de euros) por ano até 2020, para ajudar os países em desenvolvimento a combater e mitigar os impactos das alterações climáticas.
No entanto, a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de deixar de contribuir para o fundo internacional, originou um défice no Fundo Verde do Clima, que outros países estão a tentar colmatar.
A França, o Reino Unido, a Alemanha e outros países europeus disseram recentemente que irão duplicar as suas contribuições para o fundo.
Ativistas ambientais ficaram agradados com esta iniciativa, mas manifestaram receios de que outros países, como a Austrália, sigam o mesmo caminho dos Estados Unidos.
“O governo australiano já indicou que pretende não contribuir mais para o Fundo Verde do Clima”, disse, citado pela agência Associated Press, Jan Kowalzig, consultor de políticas do grupo de ajuda Oxfam International.
Face à ausência dos Estados Unidos, organizações ambientais consideram fundamental um esforço conjunto para manter o ritmo no combate às mudanças climáticas. ANG/Inforpress/Lusa



Presidenciais 2019


         UE apela a esforço para se cumprir calendário e sem violência

Bissau, 25 out 19 (ANG)  – A União Europeia (UE) apelou ao Governo de Bissau a que não poupe qualquer esforço para que as eleições presidenciais se realizem no calendário previsto e às partes para que evitem qualquer incitamento à violência.
Sónia Neto representante da União Europeia
“O Governo [da Guiné-Bissau] não deve poupar-se a quaisquer esforços para organizar a primeira volta das eleições presidenciais em 24 de Novembro, segundo o calendário estabelecido, e com o objectivo de completar o processo eleitoral em 29 de Dezembro, caso seja necessária uma segunda volta”, disse à agência Lusa fonte comunitária.
“É essencial que seja garantido um ambiente pacífico para que as eleições presidenciais sejam livres, inclusivas, transparentes, credíveis e ordeiras”, salientou a mesma fonte, acrescentando que a UE espera “que todos os actores políticos continuem a evitar o incitamento a qualquer acção violenta”.
A campanha eleitoral, na qual participam 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça, vai decorrer entre 02 e 22 de Novembro.
O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, já adiantou que a Comissão Nacional de Eleições  decidiu que os cadernos eleitorais que vão ser utilizados nas presidenciais são os que foram usados nas eleições legislativas e que o executivo respeita a decisão.
O Governo iniciou em Setembro correcções aos cadernos eleitorais para regularizar a situação de cerca de 25.000 eleitores que tinham sido recenseados, mas que devido a problemas técnicos foram impedidos de votar nas legislativas de 10 de Março.
As correcções provocaram alguma tensão política no país, com os partidos da oposição a recusarem as mesmas.
O país voltou segunda-feira (21)a um clima de instabilidade política após o primeiro-ministro ter denunciado uma tentativa de golpe de Estado, responsabilizando directamente o candidato apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15), Umaro Sissoco Embaló, que refutou as acusações, considerando que se trata de “mentira e calúnia”.ANG/Inforpress/Lusa

Sotchi/Rússia


                          Nova página nas relações Rússia/África
Bissau, 25 out 19 (ANG) - A primeira cimeira Rússia/África que reuniu mais de quarenta chefes de Estado africanos, terminou quarta-feira em Sotchi e Vladimir Putin disse que  marca "uma nova página" nas relações entre a Rússia e os países africanos e que o evento será repetido a cada três anos.
A Rússia quer duplicar nos próximos cinco anos as trocas comerciais com África e, para atingir esse objectivo, anunciou a criação de um “mecanismo de diálogo” que vai possibilitar a partilha de informação entre a Rússia e os países africanos.
Vladimir Putin garantiu que “cimeiras como estas vão ter lugar a cada três anos, na Rússia ou num país africano” e ainda que haverá encontros anuais entre o responsável pela diplomacia russa, de uma parte, e dos três Estados africanos que deverão alternar em função da rotação da presidência da União Africana, da outra parte.
No seu discurso, o Presidente russo lembrou que as relações com os países africanos vêm de longe, fazendo alusão ao apoio que a antiga URSS deu aos povos africanos na luta contra o colonialismo.
As relações entre a Rússia e os Estados africanos baseiam-se numa longa tradição de amizade e solidariedade. As suas bases estão no apoio dado aos povos africanos na sua luta contra o colonialismo, no racismo e apartheid. Na defesa da sua independência, soberania, formação de Estado, bases económicas, criação de forças militares nacionais fiáveis, referiu.
Ao longo destes dois dias Vladimir Putin preparou uma verdadeira “operação charme” para convencer os Presidentes africanos das vantagens de uma nova relação económica, porém nenhum acordo comercial foi anunciado.
A primeira cimeira Rússia/África reuniu mais de quarenta chefes de Estado africanos, em Sotchi.
Vladimir Putin disse que esta cimeira simboliza o regresso de Moscovo a África. ANG/RFI


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Política


Governo diz que as declarações do Presidente prejudicam os esforços de estabilização política  no país

Bissau, 24 out 19 (ANG) – O Governo disse em comunicado que as recentes declarações do Presidente da República prejudicam os esforços de consolidação da estabilidade política e da paz.

Imagem Conselho de Ministros 
No mesmo comunicado o executivo acusa o Presidente da República cessante de reforçar apenas a estratégia da oposição que visa adiar a realização das eleições presidenciais.

José Mário Vaz reagiu a denúncia de tentativa de golpe de Estado feita pelo Primeiro-ministro, Aristides Gomes, responsabilizando o governo por “qualquer perturbação da Ordem”, com sustentações de que o governo esteja a promover correcções de cadernos eleitorais contra a vontade de vários partidos políticos.

Segundo o comunicado de Conselho de Ministros, à que ANG teve acesso hoje, a atitude de José Mário Vaz é uma afronta ao acordo de Abuja que justamente permitiu a sua continuidade na presidência.

No documento, o colectivo governamental disse não compreender que o Presidente e alguns actores políticos estejam empenhados em prejudicar a consolidação da estabilidade política, o direito fundamental ao voto e a aspiração do povo relativamente à estabilidade, paz e a prosperidade.

Considerou as declarações do Presidente República de um ataque ao executivo, através de um comunicado, numa clara intenção de tirar “proveito político” de uma flagrante e frustrada tentativa de sublevação da ordem constitucional da autoria do candidato presidencial do MADEM-15.

Qualificou estas práticas de uma clara sabotagem que venham decorrendo ao longo dos cinco anos do seu mandato,  e que tornaram-se frequentes e evidentes após a recente apreensão de droga e na sequência das denúncias feitas pelo Primeiro-ministro, aquando da apresentação de evidências do envolvimento de sectores da classe política guineense no tráfico de droga.

Por isso, o governo e as autoridades de defesa e segurança estão comprometidas em tomar as devidas medidas contra todo aquele que, por qualquer via tente pôr em causa a estabilidade, visando impedir as eleições presidenciais de 24 de Novembro.

Perante este cenário, o governo renova a sua determinação na condução da política geral do país de acordo com o seu programa recentemente aprovado na Assembleia Nacional Popular (ANP).

O comunicado refere que o Governo aproveita a ocasião para reafirmar o seu total respeito pela decisão da Comissão Nacional de Eleições (CNE), por resultar  do consenso obtido entre os representantes dos candidatos.

Reafirma a sua determinação e convicção de que as eleições presidenciais irão realizar-se na data prevista, e que o Povo irá as urnas no dia 24 para decidir do seu próprio destino.

Apela à população a manter-se serena e calma mas vigilante, de modo a denunciar e  impedir qualquer tentativa de alteração da ordem constitucional. ANG/LPG/ÂC//SG

Guiné-Conacry


                Mulheres se manifestam contra Presidente Alpha Condé

Bissau, 24 out 19 (ANG) - Centenas de mulheres manifestaram-se na quarta-feira pelas ruas da capital da Guiné-Conacry contra a possibilidade do Presidente do país, Alpha Condé, concorrer a um terceiro mandato, seguindo a linha de protestos que dura há mais de uma semana.
Cerca de 400 mulheres, a maioria vestida de branco, iniciaram a marcha ao final da manhã desde Hamdallaye, um bairro em Conacri com forte apoio da oposição, até ao Estádio 28 de Setembro, de acordo com a agência France-Press.
Na marcha, as participantes gritavam "justiça pelos nossos mártires" e "morte aos assassinos dos nossos filhos", carregando ainda cartazes em que pediam a libertação dos seus líderes "injustamente condenados".
"Marchamos contra esses assassínios e pedimos a Alpha Condé que saia agora", explicou um dos manifestantes, citado pela mesma fonte.
A Frente Nacional de Defesa da Constituição (FNDC), que reivindica as manifestações, pediu protestos e a paralisação da economia a partir de 14 de Outubro, como forma de bloquear um possível terceiro mandato para Alpha Condé, em 2020.
Respondendo ao apelo, Conacry e outras várias cidades guineenses foram palco de violentos confrontos na semana passada, durante os quais morreram oito manifestantes (dez, de acordo com a oposição) e um membro das forças de segurança.
Na terça-feira, cinco membros da oposição foram condenados a penas de prisão superiores a seis meses, sendo que a mais pesada - um ano - foi aplicada ao líder da FNDC, Abdourahamane Sanoh.
O Governo anunciou que esta marcha foi autorizada pelas autoridades "de acordo com os textos relativos ao exercício dos direitos fundamentais, incluindo a liberdade de manifestação".
No entanto, o executivo de Alpha Condé relatou ter informações "consistentes e persistentes" sobre infiltração de pessoas "determinadas a perturbar a ordem pública através de violência".
Para esta quinta-feira, a FNDC marcou uma "grande marcha pacífica", também esta autorizada pelo Governo guineense.
A Guiné-Conacry encontra-se numa crise política alimentada pela vontade de o Presidente do país, Alpha Condé, se recandidatar a um terceiro mandato em 2020, alterando, para isso, a Constituição.
Em Janeiro deste ano, Alpha Condé prolongou o mandato do parlamento guineense até que uma nova legislatura tomasse posse, numa data não especificada.
Em 23 de Setembro, Alpha Condé referiu-se à decisão de realizar na Guiné-Conacry um referendo que possibilite uma alteração constitucional por forma a alargar o número de mandatos presidenciais, actualmente de cinco anos, renovável uma vez, e lhe permita candidatar-se ao cargo, cujo mandato expira em Dezembro de 2020.
Alpha Condé chegou ao poder em 21 de Dezembro de 2010 após vencer a segunda volta das presidenciais contra o ainda principal líder da oposição, Cellou Dalein Diallo, e foi reeleito em Outubro de 2015. ANG/Angop

Presidenciais 2019


Comissão da Consolidação da Paz da ONU acredita que o escrutínio terá lugar na data prevista

Bissau, 24 Out 19 (ANG) – O Presidente da Comissão da Configuração Especifica para a Guiné-Bissau para a Consolidação da Paz das Nações Unidas afirmou  quarta-feira que tem a certeza e confiança na sabedoria politica do povo guineense e das autoridades constituídas de que as eleições Presidenciais vai-se realizar à 24 de Novembro próximo.

Mauro Vieira 
Mauro Vieira que falava a saída de um encontro com o Presidente da República cessante, disse que seria muito importante que as eleições se realizem na data marcada porque vai-se  concluir um ciclo político  iniciado com as eleições legislativas do passado mês de Março deste ano.

“A comunidade internacional que apoia a Guiné-Bissau e a realização das eleições presidenciais de uma forma muito clara e veemente espera também o fecho desta fase para estar presente no futuro, com participação, parceria, investimentos, enfim, iniciativas que levem ao desenvolvimento económico do país “,salientou.

Questionado sobre o comunicado da Comissão Nacional de Eleições(CNE), que avisa que a falta de fundos prometidos pode pôr em causa a data de 24 de Novembro, o diplomata disse que a sua instituição e a comunidade internacional têm apoiado constantemente a Guiné-Bissau, frisando que nas reuniões que terá com as autoridades nacionais vai conhecer a real situação, mas não anteveja qualquer problema neste momento.

Mauro Vieira disse que não abordaram com o José Mário Vaz a denúncia de tentativa de golpe de Estado, frisando que não falaram das questões política internas, mas que tem a certeza e confiança na sabedoria do Povo da Guiné-Bissau, bem como das suas autoridades dos poderes constituído e tendo a certeza que é uma sociedade pacífica.

Tomas Lorenzo Gomes 
Por seu turno, o Embaixador da República de Cuba igualmente recebido pelo Chefe de Estado Tomas Lorenzo Gomes disse desejar que as eleições presidenciais de 24 de Novembro corram sem problemas  e que o Povo eleja o Presidente que mais lhe convém.


 Tomás Gomes termina missão de quatro anos na Guiné-Bissau e regressa à Cuba no próximo mês.

“Aproveitamos a ocasião para informar ao Presidente José Mário Vaz que nestes últimos anos o Governo dos Estados Unidos de América implementou um cerco económico à Cuba e o seu Presidente Donald Trump destruiu tudo que o Presidente Barack Obama construiu no seu segundo mandato, e em Novembro deste ano vamos pedir o término dos 60 anos de embarco à Cuba e temos a total certeza que a Guiné-Bissau vai nos apoiar”, disse.

O diplomata frisou que com a  eleição do novo Presidente da República  verão como alargar a cooperação e formas de introdução de novas áreas de cooperação nomeadamente  no ensino, da arte, cultura, música entre outros. ANG/MSC/ÂC//SG

Bélgica


OTAN pede solução política na Síria que evite reaparecimento do Estado Islâmico

Bissau, 24 out 19 (ANG) -  A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) defendeu na quarta-feira uma solução política para o conflito na Síria, instando a Turquia a concentrar-se no combate ao reaparecimento do grupo extremista do Estado Islâmico.
O conflito sírio estará em foco na reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, que decorre nesta quinta-feira em Bruxelas, mas já quarta-feira o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, falou sobre o assunto em conferência de imprensa na capital belga, afirmando que “os recentes desenvolvimentos demonstram a necessidade urgente de uma solução política” na Síria.
Em declarações prestadas aos jornalistas duas semanas após a Turquia ter invadido o nordeste da síria, numa ofensiva contra as forças curdas do país, Jens Stoltenberg referiu que “é importante garantir que os extremistas são derrotados”.
“Entendemos que a luta contra o [grupo extremista] Estado Islâmico não acabou, eles ainda podem voltar”, avisou o responsável.
Entretanto, esta terça-feira, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que a Turquia e a Rússia alcançaram um acordo pelo qual as forças curdas da Síria vão recuar 30 quilómetros a partir da zona fronteiriça do nordeste da Síria, de forma a partilhar o controlo desta zona.
A Rússia, principal aliado de Damasco, posiciona-se como árbitro entre a Turquia e a Síria, numa altura em que os Estados Unidos se retiraram da região.
Questionado sobre este acordo, Jens Stoltenberg considerou ser “um pouco cedo para o avaliar”.ANG/Angop