sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Comunicação Social


Governo e sindicatos de base de órgãos públicos  assinam  novo memorando de entendimento

Bissau, 22 fev 19 (ANG) – O Governo e os sindicatos de base dos trabalhadores de órgãos públicos de comunicação social, nomeadamente da Agência de Notícias da Guiné(ANG), do jornal Nô Pinta e da RDN assinaram hoje um memorando de entendimento que põe fim ao movimento grevista em curso no sector desde o ano passado.

Suleimane Seidi
Segundo o documento à que a ANG teve acesso, o governo se comprometeu a garantir o pagamento  dos salários dos funcionários que aguardam admissão na Função Pública, até a realização de um concurso para o efeito.

Os sindicatos optaram, e o governo concordou, pela continuidade da  modalidade  de pagamento de 60 por cento de acréscimo sobre o salário de jornalistas e técnicos.
O governo ainda concordou em devolver  aos funcionários os montantes descontados àqueles que participartam na greve em agosto do ano passado.

Relativamente a reivindicação de pagamento de 97 milhões de francos cfa à RDN, o governo se compromeu a informar-se  sobre o processo de pagamento da alegada dívida mas solicitou por outro lado  ao Forum dos sindicatos de base dos três órgãos de comunicação social a reunir mais documentos comprovativos da liquidação ou não do referido valor.

No quadro das reivindicações, os três órgãos observaram recentemente uma greve de duas semanas , tendo declarado a intenção de promover mais greves  até a satisfação das reivindicações.

Da parte do Governo assinou o Memorando  o Secretário de Estado do Tesouro, Suleimane  Seidi, na presença do ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Agnelo Augusto Regala.

Costa Mbonda ,presidente do Sindicato de base dos trabalhadores da ANG, assinou na qualidade de vice-presidente do Fórum dos sindicatos de base dos trabalhadres da ANG, Nô Pintcha e RDN.

E como testemunhas, assinaram  dirigentes do Sindicato Nacional de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs) , nomeadamete, Fátima Tchuma Camará, Vice-prsidente do Sinjotecs para órgãos público, Sabino Santos Lopes, Vice-presidente para órgãos privados e Assana Sambú, Secretario para relações públicas e externas. 

ANG//SG

Carnaval 2019


“Falta de meios pode condicionar realização do desfile nacional “, diz Presidente da Comissão Organizadora

Bissau, 22 fev 19 (ANG) – O Presidente da Comissão Organizadora do Carnaval (COC) 2019 disse hoje que o não desbloqueamento de fundos por parte do Governo pode condicionar a realização do desfile carnavalesco ao nível nacional.

José da Cunha, numa entrevista exclusiva à ANG, disse que os preparativos estão num bom caminho, explicando que desde  Outubro de 2018, data do seu empossamento, começaram a fazer trabalhos preliminares para poder ter um carnaval bem organizado, eficiente, salientando que não é por acaso que escolheram o tema “Salvaguarda da Memória Colectiva “.

“Pensamos que os nossos valores culturais têm estado a perder de ano em ano. Por isso, há toda uma necessidade de ser resgatado e mantido vivo porque os nossos jovens, praticamente, não conhecem o valor da nossa tradição cultural Por isso é que começamos a trabalhar muito cedo, para poder proporcionar ao povo guineense um carnaval digno do seu próprio nome”, explicou.

Da Cunha frisou ainda que o maior objectivo passa por transformar o evento carnavalesco guineense numa montra ou museu virtual, para poder vender os produtos nacionais aos turistas.

Questionado se haverá desfile nacional este ano, uma vez que nos últimos anos a comissão tem  falhado, sobretudo no que tem a ver com a entrega dos prémios aos grupos vencedores, o Presidente da COC disse que estão preparados porque já têm tudo na mão, excepto a parte financeira, que cabe  ao Governo, o que pode vir a condicionar todo o trabalho feito até aqui.

Falando do orçamento para o evento, Da Cunha explicou que era de cerca de 200 milhões de francos CFA, mas que baixou e ficou na cifra dos 77 milhões de fcfa, cuja nova proposta  já foi entregue ao Governo, mas que ainda não foi disponibilizado à Comissão.

Expondo sobre a coincidência do carnaval com a campanha eleitoral, o responsável disse que uma coisa não tem nada a ver com a outra, salientando que ambos são carnavais na prática, por isso “é só continuar com a festa”.

“Não devemos entrar nesta comparação porque a eleição é que deslocou para a data do carnaval não o contrário. Agora, se as pessoas querem fazer confusão são livres de a fazer , nós  não vamos confundir as duas coisas”, vincou.

Para Cunha, a única coisa que pode pôr em causa a realização do desfile no carnaval são  os meios financeiros. “Mesmo sem fundos haverá sempre a manifestação carnavalesca”, sustentou, numa altura em que faltam apenas duas semanas para o inicio da maior festa popular guineense.

Enquanto isso, o carnaval de “Barracas”- espaço  de “comes e bebes” - já vai no seu sétimo dia, no espaço verde do bairro de Ajuda, em Bissau.

Bissau Velho também vai reabrir o espaço onde se pode matar a sede e a fome, através de variadas propostas de culinária tradicional guineense e internacional, que caracterizam o  carnaval guineense. ANG/MSC/AC//SG

Forças Armadas e a política



Bissau,22 Fev 19 (ANG) - O investigador francês Vincent Foucher classificou quinta-feira como "um progresso" o afastamento de militares da cena política na Guiné-Bissau nos últimos anos, no contexto das eleições legislativas de 10 de março.

"O aspeto mais positivo desde 2012 é o facto de, atualmente, os militares não terem lugar [na cena política]. Não há assassínios políticos, não há golpes de Estado. É um progresso", sustentou.

O investigador, especialista em Estudos Africanos, do Instituto Sciences Po Bordeaux, França, falava à agência Lusa, em Lisboa, à margem de uma conferência internacional sobre o conflito de Casamança, promovida pelo Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa (CEI-IUL).

Para Vincent Foucher, o afastamento dos militares da política na Guiné-Bissau está ligada a "uma presença internacional forte", nomeadamente da Comunidade Económica de Países da África Ocidental (CEDEAO), que, segundo disse, "pacificou o jogo".

"Espero que se mantenha assim", disse, ressalvando que o problema da Guiné-Bissau nunca foram as eleições.

"As eleições na Guiné-Bissau correm geralmente bem. O problema é depois. Em 2014, discutíamos muito sobre as eleições e a verdade é que se realizaram sem problemas e os resultados foram credíveis", disse.

A Guiné-Bissau vive uma crise política desde a demissão, pelo Presidente José Mário Vaz, do Governo liderado pelo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, vencedor das legislativas de 2014), em agosto de 2015.

Em abril de 2018 foi alcançado consenso para a organizar de eleições legislativas a 18 de novembro, que foram posteriormente adiadas devido a dificuldades financeiras e técnicas, que atrasaram o início do recenseamento eleitoral.

O país vai agora a eleições legislativas a 10 de março e os 21 partidos políticos concorrentes assinaram um Pacto de Estabilidade e um Código de Conduta Eleitoral para eleições livres e pacíficas.

Para Vincent Foucher, a instabilidade política na Guiné-Bissau está, em larga medida, relacionada com a partilha de poder após as eleições.

"Há um pacto que vai tentar estabelecer uma espécie de partilha do poder entre os diferentes atores da vida política. É um pouco do mesmo, há uma pequena elite em Bissau que partilha os cargos do Estado e, a dado momento, quando algumas pessoas não estão contentes, ensaiam manobras políticas para alterar as coisas", disse. ANG/Lusa


Política/PAIGC


Candidatos à deputados  do Círculo 24 lançam primeira pedra para reabilitação do complexo desportivo “Campo Rádio”

Bissau,22 Fev 19(ANG) – O colectivo de candidatos à deputado do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) do círculo 24, lançaram quinta-feira a primeira pedra para a reabilitação do complexo desportivo do Campo Rádio, em Bissau.

“Hoje, voltamos a dar provas do nosso desempenho. Queremos recuperar o complexo desportivo do Campo Rádio, nomeadamente o polivalente do futebol salão, andebol, voleibol e basquetebol”, afirmou Hussein Farat um dos candidatos à deputado do PAIGC para o Círculo 24, no acto do lançamento da primeira pedra para a reabilitação do Campo Rádio.

Farat acompanhado de três candidatos à deputado e respectivos suplentes do referido Círculo bem como de centenas de dirigentes e militantes dos libertadores, afirmou na ocasião que o projecto abrange a iluminação de forma a permitir os jovens praticarem o desporto no período nocturno.

“Devemos começar a pensar na nossa juventude sob pena de adiar o futuro do país. Não podemos aceitar ou ver os nossos jovens a praticar  desporto num recinto sem mínimas condições”, lamentou.

Disse que é uma situação vergonhosa, acrescentando que, para o PAIGC, mais vale tarde do que nunca.

Hussein Farat prometeu que, se eventualmente foram eleitos deputados, vão lutar na Assembleia Nacional Popular para ver conjuntamente com o Ministério da Educação a possibilidade introdução obrigatória de torneios interescolares como se faz em toda a parte do mundo.

“No final da reabilitação desta infra-estrutura desportivo vamos oferecer equipamentos, bolas e taças aos estudantes dos Liceus Agostinho Neto, Kwame Nkrumah e Rui Barcelos da Cunha, para podermos dar início ao primeiro torneio interescolar”, prometeu.

Perguntado se o PAIGC vai eleger todos os deputados do Círculo 24, Hussein Farat respondeu que o povo não é cego, frisando que  sabe quem é capaz de fazer algo para o país.

“Nós os três candidatos à deputado já estamos a fazer diligências junto dos nossos amigos e parceiros no exterior para aquisição de duas ambulâncias equipado com oxigénio para efeitos de evacuação de doentes, no Círculo 24, com base num acordo que vamos assinar com o Ministério da Saúde”, disse.

Por sua vez, o secretário-geral do Ministério da Educação Nacional enalteceu o gesto dos deputados do PAIGC de investir nas infra-estruturas escolares que começou na reabilitação da Escola de Gã-Sampaio.

José Júlio Cesar Delgado aproveitou a ocasião para lançar um repto não só aos deputados do PAIGC mas também a de outros partidos, no sentido de investirem em infraestruturas escolares, em todas as localidades do país onde haja escolas de barracas, sem carteiras, em vês de   estarem a matar  vacas e a doar ofertas de outros materiais insignificantes às populações.

“É este, o gesto que representa a solidariedade e o reconhecimento de que o Governo não pode fazer tudo. Estamos prontos para colaborar”, disse o secretário-geral do Ministério da educação Nacional.

Campo Rádio, é um complexo desportivo da era colonial, agora bastante danificado, e que tem sido utilizado para aulas de educação física de pelo menos três liceus e uma escola do Ensino Básico complementar. ANG/AC//SG

Eleições legislativas


         CNE recebe cadernos eleitorais com cerca de 800 mil inscritos

Bissau, 22 fev 19 (ANG) – Os cadernos eleitorais definitivos para as legilstivas de 10 de março com 761.676 inscritos já estão  na Comissão Nacional de Eleições(CNE), conforme manda a lei.
A entrega foi feita quinta-feira pela ministra da Administração Territorial , Ester Fernandes.
José Pedro Sambú, presidente da CNE , ao recebê-los fez questão de salientar que a GTAPE - Gabinete Tecnico de Apoio ao Processo Eleitoral, cumpriu a sua missão passando a responsabilidade pela condução do processo à CNE.
Sambu garantiu a realização do escrutínio num clima de paz, segurança e tranquilidade.
O  recenseamento eleitoral decorreu num ambiente muito conturbado, com discussões e interpretações distintas  e  disconfianças  entre os actores políticos e civis guineenses .
A polémica à volta do registo dos eleitores fez com que houvesse necessida de a CEDEAO fazer uma auditoria ao processo, tendo constatado a existencia de algumas falhas que, unanimemente, os actores políticos guineense acabaram por reconhecer quinta-feira que não puseram em causa  os resultados do recenseamento.
As estimativas de recenseamento eleitoral eram de 900 mil eleitores, pelo que os inscritos representam mais de 80 por cento das previsões. ANG/SG

Religião


        Papa expulsa padre brasileiro acusado de abusar das ex-freiras
Bissau, 22 fev 19 (ANG) -  O papa Francisco excomungou o padre goiano Jean Rogers Rodrigo de Sousa, conhecido como José Maria, por ser suspeito de cometer abuso sexual contra ex-freiras e ex-noviças, informou nesta quinta-feira o jornal "Folha de S.Paulo".
Em comunicado, o monsenhor Guillermo Steckling, responsável pela Diocese de Ciudad del Este, afirma que o sacerdote "foi dispensado das suas obrigações clericais" pelo Pontífice.

Sousa já havia sido suspenso das cerimônias e proibido de usar seu hábito até o fim da investigação. Em Setembro de 2018, em entrevista à "Folha de S. Paulo", o padre negou as acusações e afirmou ser alvo de calúnia.

A punição aconteceu num momento em que Jorge Bergoglio (o Papa) debate no Vaticano os casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero que têm abalado a Igreja Católica nos últimos meses.   
Com a decisão, o então sarcedote deixará de ser padre 19 anos depois de ter sido ordenado. É acusado de estuprar e molestar pelo menos 11 mulheres ligadas à organização que fundou, a Fraternidade Arca de Maria da qual não tem mais ligação.

A medida é a punição mais grave que a Igreja Católica pode impor a um membro do clero e encerra uma investigação canônica contra Sousa, que havia sido transferido para o Paraguai. ANG/Angop

CESAC


Guiné-Bissau acolhe segunda conferência internacional de Activismo em Àfrica

Bissau, 22 fev 19 (ANG) – A Guiné-Bissau vai acolher a segunda Conferência Internacional de Activismos em África, promovida pelo Centro de Estudo Sociais Amílcar Cabral− (CESAC Guiné-Bissau), em parceria com o Centro de Estudo Internacionais do ISCTE−IUL (Portugal), nos dias 25, 26 e 27 de Fevereiro de 2019.

Segundo uma nota publicada na página do CESAC, a que ANG teve acesso, a conferência anunciada, decorrerá no complexo escolar 14 Novembro em Bissau, e no programa inclui, além de apresentações de mais de três dezenas de comunicações dos participantes, investigadores e activistas, também contará com três conferências de investigadores convidados, quatro lançamentos dos livros e três workshops destinados à movimentos sociais.

O evento propõe debater também dinâmicas de transformação social do continente africano, e as suas tendências e perspectivas.

No anúncio, refere-se  que estes debates procuram criar sinergias entre activistas e académicos, em um intercâmbio igualitário de conhecimentos e saberes que permitem o arejamento da reflexão científica e da actuação dos movimentos.

De acordo com mesmo documento, esta segunda conferência vai pensar criticamente o espaço público africano enquanto arena de actuação dos movimentos sociais, no qual existem forças de tensão entre os seus múltiplos atores, nomeadamente movimentos de activismo laicos e religiosos, atores estatais e não estatais e os avanços e recuos que se alteram frutos das mudanças de conjuntura local e global.

Segundo anúncio do Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC), o evento tem como objetivo  dar seguimento à reflexão em torno dos movimentos sociais que atuam em África e também se compromete a reflectir sobre estes movimentos.

A participação no evento é livre, aberta ao público em geral e não necessita de inscrição, com a excepção de workshops que requer uma inscrição prévia através do correio electrónico da conferência: activismsinafrica2019@gmail.com. ANG/CP/AC//SG

Moçambique


          “Human Rights Watch” denuncia intimidação à jornalistas

Bissau, 22 fev 19 (ANG) - As forças de segurança moçambicanas estão a deter e intimidar jornalistas que cobrem o combate aos grupos armados envolvidos em ataques no norte de Moçambique, acusou quinta-feira a organização de defesa dos direitos humanos “Human Rights Watch?”(HRW).
«Desde junho de 2018, o Governo moçambicano impediu vários órgãos de comunicação social e correspondentes de visitarem a província [de Cabo Delgado], enquanto o exército deteve jornalistas que conseguiram chegar lá ou a polícia deteve-os sob falsas acusações», refere um comunicado da HRW.
A organização aponta a detenção, desde Janeiro, do jornalista moçambicano Amade Abubacar, como exemplo da perseguição movida pelas autoridades contra os profissionais de comunicação social, que cobrem a insegurança em Cabo Delgado.ANG/Angop

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Política/eleições


Partidos políticos satisfeitos com resultados da auditoria sobre recenseamento eleitoral apresentados pela CEDEAO

Bissau, 21 Fev 19 (ANG) – Os Partidos Políticos concorrentes às eleições legislativas previstas para 10 de Marco se congratularam hoje com os resultados da auditoria sobre o recenseamento eleitoral apresentados por peritos da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), no âmbito de uma audiência com o Presidente José Mário Vaz.

A saída de audiência, o Coordenador do Movimento para Alternância Democrático (MADEM-G15), Braima Camará disse à imprensa que o seu Movimento concorda com os resultados do inquérito sobre o processo de recenseamento eleitoral apresentado pela CEDEAO, por terem sido inscritos 761.000 eleitores para a votação do dia 10 de Marco.

Camará apelou ao Ministério de Interior para garantir a segurança para que tudo corra bem, e à Comissão Nacional de Eleição (CNE), para assumir as suas responsabilidades de ter as urnas à tempo, nas localidades em que o processo de votação irá decorrer.

Por seu turno, um Porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS), Jorge Malú, agradeceu os trabalhos feitos pelo Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GETAPE) e reconheceu que, apesar de algumas imperfeições, as lacunas registadas não são graves ao ponto de pôr em causa o processo.  

Segundo o Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil, Fodé Caramba Sanhá, alguns nomes de eleitores recenseados não constam no caderno eleitoral que ainda hoje será entregue à CNE.

E para se evitar que cidadãos inscritos não pudessem votar, Carambá Sanhá recomenda que os agentes da mesa tenham, no dia de eleição, para além do Caderno Eleitoral, as fichas de todos os recenseados, para que possam exercer os seus direitos cívicos.

Na opinião do Comissário Político para Assuntos da Paz e Segurança da CEDEAO, Francis Behanzin, tudo terá corrido bem, razão pela qual este responsável declarou o fim ao processo de recenseamento feito pela GTAPE.

“Para a melhor transparência do nosso trabalho, convocamos este encontro com o Presidente da República, José Mário Vaz, partidos políticos e a Sociedade Civil, para apresentar os resultados da auditoria do processo”, disse o Comissário Político da CEDEAO que anunciou que, no próximo domingo, a  CEDEAO vai entregar à CNE os lotes de materiais adquiridos  para a realização da votação no dia 10 de Março.

Um total de 21 partidos concorrem 102 lugares no parlamento no próximo dia 10 de março. 

ANG/LLA//SG

Cultura/moda


       “A moda pode ajudar na valorização do produto nacional”, diz DG

Bissau, 21 Fev 19 (ANG) – O Director-geral da Cultura, João Cornélia Correia, disse hoje que a moda pode mudar muitas coisas no país, desde a forma de estar, de vestir e ainda na valorização do produto nacional.

Cornélia Correia falava na abertura da palestra organizada pela Direcção-geral da Cultura com o tema, “O percurso da moda na Guiné-Bissau”.

Aquele responsável disse ainda que a moda cria possibilidades de abertura de novos mercados, no que diz respeito a produção da riqueza no domínio da cultura, assim como no empreendedorismo.

Por sua vez, a manequim Conceição Carvalho, lamentou que a Guiné-Bissau foi o primeiro país da CPLP a fazer moda, mas que agora passa para o último em relação aos outros países.

“Angola já faz moda, Moçambique, Cabo-Verde e até o Timor que começou há-a bem pouco tempo já tem semanas da moda que passa por todo o mundo”, lamentou.

Aconselhou aos que querem seguir este caminho, a fazer a moda paralelamente com os estudos, justificando que o mercado da moda é competitivo.

Disse ainda que o manequim tem que ser um profissional que respeita a identidade que promove porque está a promover a roupa e todo o conjunto de trabalho feito, acrescentando que deve ser humilde, pontual, profissional e rigoroso.

Para o modelo guineense Nabilah Sedar, para ser modelo não basta ter cara bonita, saber andar ou ser magro. “ É preciso sim, trabalhar 24 horas por dia respeitar a si mesmo, e fazendo com que os outros te respeitem. Conhecer as suas limitações e saber sofrer”, destacou.


Sedar disse que muitos brasileiros ficam curiosos para saber como é a moda e o vestuário da Guiné-Bissau, mas que não há uma associação que possa divulgar a moda guineense no exterior.

Acrescentou que é preciso que a Direcção-geral da Cultura apoie a divulgação da moda guineense a fim de que os guineenses possam beneficiar disso.

A cerimónia começou com a actuação do músico Ivo Petit, récitas de poemas intituladas justiça e liberdade em que se lamentou os indícios de corrupção e de falta de justiça, dos maus atos cometidos, apelando a paz e a estabilidade no país. 

ANG/DMG/AC//SG

FARP/donativo chinês

            EMGFA reitera contribuição dos  militares para desenvolvimento do país

Bissau, 21 fev. 19 (ANG) – O Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas (CEMFA), afirmou hoje que os materiais oferecidos pela República Popular da China vão  reforçar  os esforços das FARP para o desenvolvimento do país.

Biague Na NTan que falava hoje após a entrega de equipamentos  de lavoura e construção civil por parte da República Popular da China às Forças Armadas guineenses, disse que o objectivo fundamental dos militares tem a ver com agricultura, para ajudar o povo e a própria classe castrense.

“Lembro-me bem, no momento da luta de libertação nacional, Amílcar Cabral sempre dizia que a Guiné-Bissau é um país agrícola. Portanto, devemos seguir este conselho, por isso as FARPs hoje apostam na agricultura. Os equipamentos recebidos, a partir do mês de Abril, vao começar a ser entregues em Fá-Mandinga e Nhafé, e vamos procurar outras áreas para cultivar”, disse.

Em relação aos materiais de construção, Na NTan frisou que as Forças Armadas vão participar em concursos públicos para  construção de casas, melhoramento das estradas e outros para ajudar o país a crescer, salientando que a engenharia militar já tem capacidades enormes para participar na edificação das obras públicas.

O CEMGFA garantiu  que os materiais recebidos serão usados de forma cautelosa e racional,  acrescentando que  em relação a agricultura as FARP dispõem de três campos agrícolas -  uma em Fá-Mandinga com capacidade de 130 hectares, outro em Bedinga Na Nhasse com 60 hectares e  outro em Salato.

“Para além dos equipamentos recebidos, houve um considerável apoio da China em meios como carros de transporte, materiais de escritórios, construção do Hospital Militar Principal em Bissau e outros materiais hospitalares que este país amigo doou as FARP”,disse.

Biagué agradeceu o gesto das Forças Armadas da China por tudo e pelo que ainda vão fazer para o congénere guineense, tendo recomendado a devida manutenção e um bom uso de todos os materiais  recebidos, responsabilizando as entidades beneficiadas dos mesmos e dos técnicos militares pela sua preservação.

O acto da entrega dos equipamentos foi assistido pelas diferentes chefias das Frças Armadas.

ANG/MSC/AC//SG

Senegal/eleições presidencial


                      Perfis dos cinco candidatos  presidenciais

Bissau, 21 fev 19 (ANG) - Os senegaleses vão às urnas domingo, 24 de Fevereiro de 2019, para eleger o seu presidente da Republica, num pleito em que concorrerão cinco candidatos.

O Presidente cessante, Macky Sall tem com sigo o sucesso económico. Com uma taxa de crescimento que varia entre 6 e 7%, desde que ascendeu ao poder, é inatacável neste domínio.

 Na campanha eleitoral em curso, os seus adversários não falam da economia.
Criticam-no por “instrumentalizar a Justiça e praticar má governação”.
Com efeito, desde a sua subida ao poder, a Justiça começou a perder qualidade.

Macky Sall instrumentalizou o poder judicial para afastar os seus adversários políticos como Karim Wade, candidato do Partido Democrático Senegalês, do antigo Presidente Abdouaye Wade, e Khalifa Ababacar Sall, ambos condenados e impedidos de concorrer à próxima presidencial.

Saal, governador de Dakar, foi exonerado pelo Presidente Macky Sall.
Sob sua cobertura, vários ministros e directores de empresas públicas do são investigados pela Inspecção-geral, por causa da sua gestão danosa, mas não serão julgados.
São esses dois aspectos, mais o desemprego dos jovens que mancham a sua governação.  
Por ter reduzido ao mínimo o número de candidatos, ressuscitou involuntariamente o seu antigo rival Idrissa Seck, que tinha perdido a popularidade. 
Quando os dois estavam no poder com Wade, este utilizara Macky Sall, então ministro do Interior, para liquidar politicamente Seck.
Depois de fazê-lo Wade voltou-se contra si, mas sem sucesso, porque em 2012, o actual Presidente enviou-o à reforma.
Hoje, é pelas vicissitudes da política que Macky Sall colocou Idrissa Seck na curva ascendente.
Idrissa Sech, antigo Primeiro-ministro de Wade,é dentre os candidatos da oposição o mais experiente. Fiel dos fiéis de Wade, antes deste deixa-lo cair e tê-lo colocado na prisão por desvio dos bens públicos. Candidata-se pela terceira vez.
Economista formado pela Escola de Altos Estudos Comerciais (HEC), Ciências políticas em Paris e pela prestigiosa Universidade americana de Princetown, o homem, de 59 anos, manipula a palavra. Raro nesse domínio, é também conhecido como sendo competente.
Os seus próximos descrevem-no como metódico e rigoroso. Temido por alguns, é ao mesmo tempo rejeitado, admirado e considerado fantasma.
O actual Presidente da República o considerou como tendo gosto pelo comando. Noutras palavras um homem firme que não suporta que as suas decisões sejam contrariadas.
É essa firmeza que faz muitos dos seus partidários pensarem que é o homem certo, perante a frivolidade do Presidente Macky Sall de punir alguns dos seus colaboradores cuja gestão é criticada. Uma fraqueza que não rima com o dirigir um país.
Ao posicionar-se como o principal adversário de Macky Sall, Idrissa Seck conseguiu juntar à sua candidatura, a excepção do PDS, todos os candidatos chumbados pelo Conselho constitucional, incluindo o governador de Dakar, Khalifa Ababacar Sall.
Candidato da coligação Idy 2019, qualificada de coligação “XXL” corre o risco de causar danos eleitorais ao Macky Sall.
Recentemente, o site ReseauNews, que parece melhor conhecer os Serviços de Inteligência senegaleses, citando estes últimos, noticiou que não de descarta uma eventual segunda entre Macky Sal e Idrissa Sall 
Madické Niang, companheiro de mais de 40 anos de Abdouaye Wade, separou-se deste no fim de 2018, quando Madické NIang rejeitou a sua proposta de não se candidatar à presidencial.
Advogado de profissão, Madické Niang foi antes advogado de Abdoulaye Wade. Quando este, fundador do PDS, foi eleito Presidente da República, em 2000, Niang ocupa vários postos ministeriais, nomeadamente da Habitação, Justiça, Negócios Estrangeiros acumulando uma vasta experiencia na gestão da coisa pública.
Deputado e chefe do grupo parlamentar dos “Liberais e Democratas” do PDS, demite-se do cargo por causa do desentendimento com Wade.
Candidato da coligação Madické 2019, o antigo ministro surpreendeu, ao conseguir o apoio de mais de 20 candidatos anulados pelo Conselho constitucional por vários motivos.
Excluído do PDS por ter querido ser um pano “B” do PDS que tinha como candidato Karim Wade, condenado pelo Tribunal de repressão e de enriquecimento ilícito (CREI) a seis anos de prisão, Nadické Niang espera obter o apoio dos militantes daquele partido.
Formado em informática nos Estados Unidos, Issa Sall é professor de profissão. Muito respeitado naquele meio, é adepto das artes marciais e dos pilotos de avião.
Em 2017 entrou de forma movimentada no parlamento senegalês, surpreendendo naquela eleição legislativa.
Fundador da Universidade privada do Sahel muito credível, ele saiu do partido da Unidade e da União (PUR), fundado por Serigne Moustapha Sy, guia espiritual de um movimento muçulmano saído da confraria Tidiane.
Ele não é o presidente do partido, mas foi escolhido por Serigne Sy, para ser o cabeça de lista das últimas legislativas.
Antes da presidencial, Sy queria ter a última palavra na escolha do candidato, mas deparou-se coma rejeição categórica dos quadros que aconselharam-no a dedicar-se com a espiritualidade e deixar de gerir o partido.
Com militantes disciplinados e devotos à causa do partido, ele é o único candidato que pode gabar-se, depois do presidente cessante, de dispor de uma rede muito densa a nível nacional.
Mas, muito recentemente violentos confrontos opuseram os seus militantes aos da Maioria presidencial, que mataram um militante da Maioria presidencial.
Desde então, a guarda de Issa Sall foi desarmada pela Policia nacional e enviada para a prisão.
Ousmane Sonko, com 44 anos, é o mais jovem dos candidatos.
Antigo inspector de Impostos, tem ideias  soltas e um discurso muito refinado.
Apresentando-se como um candidato anti-sistema, promete tirar o Senegal do Franco CFA, se for eleito.
Acusado de ser populista, Ousmane Sonko é o Melenchon senegalês, dá a impressão de ser imaturo 
Declarou num vídeo que não é pecado fusilar todos os Presidentes que dirigiram o Senegal, suscitando vários comentários da classe política e da sociedade civil.
Ultimamente, falando sobre a pacificação em Casamance (Sul do Senegal onde existe uma guerrilha separatista desde 1982), declarou que se for eleito Presidente da República, não negociaria com os seus tios, seus país e seus irmãos que estão na mata.
Vou procurá-los, tirá-los da floresta, e retomarem os seus lugares na sociedade e juntos, trabalhar pela paz.
Ousmane Sonko revelou-se aos senegaleses pelas acusações contra o poder sobre as questões fiscais, quando trabalhava como inspector de Impostos. Acusado de não ser reservado foi expulso da função pública por decreto presidencial, um acto que o propulsou na cena política. 
ANG/RFI

Cooperação


  China doa materiais para  agricultura e construção civil às Forças Armadas

Bissau, 21 fev 19 (ANG) – O Governo chinês doou hoje materiais de construções e de lavoura ás Forças Armadas Revolucionarias de Povo (FARP).

A doação constitui-se de  nomeadamente, quatro tractores, duas máquinas descascadoras e ceifadora de arroz e milho,uma maquina bulldozer, duas pás carregadoras, um carregador de rodas e uma grade charrua, orçados em valores equivalentes a  385 milhões de francos CFA.

Falando no acto da entrega dos referidos materiais, o ministro da Defesa Nacional destacou  que a China é dos principais parceiros do país, tendo afirmado que aquela Nação asiática confirmou definitivamente que é, e certamente vai continuar a ser um dos melhores parceiros bilaterais da República da Guiné-Bissau, e muito particularmente do sector da defesa.

Eduardo Costa Sanhá frisou que os sucessivos apoios que o país tem recebido do Governo chinês, quer no fornecimento de materiais, assim como no reforço de capacidades dos militares, através da formação nos diferentes domínios das Forças Armadas, confirma tudo o que disse.

“Se hoje temos razão para regozijar desta cooperação, o pragmatismo, a transparência, a não ingerência em assuntos internos do nosso Estado pelo Governo da República Popular da China, constituem por si só, outro motivo desta satisfação “,disse.

Sanhá salientou que o referido apoio  tal como outros donativos vai permitir as estruturas das Forças Armadas responder objectivamente aos desafios da modernização da produção e da engenharia militar, contribuindo assim na redução dos gastos do Tesouro Público para com as Forças Armadas.

O ministro da Defesa Nacional disse registar com atenção, os esforços empreendidos pelo Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, com vista a criação de condições para que todas as estruturas possam funcionar e prosseguir os objectivos fixados, razão pela qual a tutela da defesa vai continuar a interceder junto do Governo através das suas estruturas competentes, para que sejam melhoradas, cada vez mais, as condições dos militares.

Por seu turno, o Embaixador da China na Guiné-Bissau disse que as Forças Armadas dos dois países têm uma relação muito e antiga que vem desde os tempos de luta da libertação nacional, frisando que após a independência a China tem apoiado firmemente esta Nação, e que a relação entre os dois países tem vindo a conhecer avanços contínuos e significativos.

Jin Hon Jun realçou, entre outras acções,a formação das Forças Armadas, construção do Hospital Militar Cino-Guineense, construções de habitações para oficiais militares e uma continua troca de visitas em diversos níveis, êxitos que, segundo disse, têm contribuído positivamente para o reforço, ainda mais, das relações entre os dois povos e Estados.

“A China é amiga e irmã da Guiné-Bissau.Daí que, quando soubemos que as Forças Armadas da Guiné-Bissau estão com falta de máquinas agrícolas e de construção, nós respondemos pronta e positivamente a demanda do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas e trazemos seis  máquinas para agricultura e cinco para a construção civil. E a cooperação é para continuar”, enalteceu o diplomata chinês.

ANG/MSC/AC//SG

Venezuela


          Missão na ONU quer apoio de embaixadores de 46 países

Bissau, 21 fev 19 (ANG) - A missão da Venezuela nas Nações Unidas convidou embaixadores de 46 países para uma reunião informal sexta-feira com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, para lembrar o princípio da não interferência em assuntos internos dos Estados.
Segundo a Associated Press, o convite inclui uma proposta de carta para o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a expressar "sérias preocupações" com o que considera "ameaças de uso de força" contra a Venezuela, violando a Carta das Nações Unidas.
A missão da Venezuela na ONU vai pedir aos 46 países que assinem a carta.
O documento também faz um apelo para que a crise política da Venezuela seja resolvida "por meios pacíficos" e através de um "processo genuíno e inclusivo de diálogo nacional".
A carta expressa confiança de que António Guterres pode promover uma solução política entre os venezuelanos e impedir "todos os apelos por uma solução militar".
A crise política na Venezuela agravou-se no dia 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, autoproclamou-se Presidente interino da República e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.
Guaidó, 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.
Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.
A maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, reconheceu Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.
A repressão dos protestos antigovernamental desde 23 de Janeiro provocou já 40 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.
Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas.
ANG/Angop