terça-feira, 5 de outubro de 2021

Facebook/Apagão deveu-se a “alteração de configuração defeituosa” e o grupo pede desculpas

Bissau, 05 Out 21(ANG) – A rede social Facebook disse que “a causa principal da interrupção foi uma alteração de configuração defeituosa”.

A empresa indicou, na segunda-feira à noite, ainda não haver “provas de que os dados dos utilizadores tenham sido comprometidos como resultado” da interrupção, uma falha que impediu os utilizadores de aceder ao Facebook, Instagram, WhatsApp ou Messenger durante cerca de sete horas.

“Pessoas e empresas em todo o mundo dependem de nós para se manterem ligadas. Pedimos desculpa aos que foram afetados”, afirmou o grupo.

A riqueza pessoal do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, caiu em mais de seis mil milhões de dólares (cerca de 5,2 mil milhões de euros), depois de terem sido registados vários problemas nas principais plataformas da empresa tecnológica.

De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, Mark Zuckerberg desceu um degrau na lista dos mais riscos do mundo, devido à paralisação global que afetou Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp.

Na segunda-feira, uma liquidação levou a uma descida de 4,9% das acções do gigante tecnológico, somando-se a uma queda de cerca de 15% registada desde meados de Setembro.

A queda das acções, na segunda-feira, levou a uma descida do valor de Mark Zuckerberg para 121,6 mil milhões de dólares (cerca de 105 mil milhões de euros), ficando abaixo do fundador da Microsoft, Bill Gates, na quinta posição no índice Bloomberg Billionaires.

De acordo com o mesmo índice, em Setembro, Mark Zuckerberg registava 140 mil milhões de dólares (cerca de 121 mil milhões de euros).

Em 13 de Setembro, o The Wall Street Journal começou a publicar uma série de histórias com base em documentos internos da rede social, mostrando que o Facebook conhecia os problemas causados pelos seus produtos, como os malefícios do Instagram para a saúde mental dos adolescentes e a desinformação sobre o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos.

Os relatórios, relativizados pelo Facebook em público, chamaram a atenção de congressistas e, na segunda-feira, uma ex-funcionária da empresa declarou ter denunciado o caso à imprensa.

Em resposta, o Facebook sublinhou que os problemas das suas plataformas, incluindo a polarização política, não são causados apenas pela tecnologia.

“Penso que dá conforto às pessoas presumir que deve haver uma explicação tecnológica ou técnica para as questões de polarização política nos EUA”, referiu, à cadeia de televisão norte-americana CNN, o vice-presidente de assuntos globais do Facebook, Nick Clegg.

A paralisação registada nas redes sociais da empresa não afetou apenas Mark Zuckerberg.

Numa “estimativa aproximada”, a organização não governamental NetBlocks, que se dedica à cibersegurança, calculou que a economia global está a perder 160 milhões de dólares (cerca de 138 milhões de euros), devido à diminuição de receita de Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

A economia mundial perdeu mais de 950 milhões de dólares (cerca de 819 milhões de euros), na sequência de mais de seis horas de problemas técnicos na empresa de Mark Zuckerberg.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Economia/BOAD apela setor privado guineense  apresentação de  projetos para financiamento

Bissau,05 Out 21(ANG) - O vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da África Ocidental (BOAD), o guineense Braima Luís Soares Cassamá, apelou segunda-feira ao setor privado da Guiné-Bissau a apresentação de projetos credíveis para financiamento pela instituição bancária.

“O setor privado guineense não tem beneficiado dos financiamentos do BOAD, mas isso não é a culpa do banco. O setor privado não tem apresentado projetos dignos desse nome que merecessem uma atenção particular. Vou reunir-me com o ministro da Economia para analisarmos, em conjunto, como promover o setor privado.Portanto, o setor privado guineense pode concorrer com projetos claros para beneficiar do financiamento do banco”, disse Cassamá.

O vice-presidente da instituição falava após uma reunião com o ministro das Finanças, João Fadiá, na qual os dois analisaram  os dossiês da Guiné-Bissau  em execução e os projetos ligados ao setor privado.

“O setor privado é o motor do crescimento, porque é o setor privado que cria o emprego. Não é o Estado que cria o emprego, mas são os empresários que criam o emprego. O Estado cria condições necessárias para o funcionamento do setor privado”, referiu.

Cassamá revelou que o banco iniciou a implementação, este ano, do seu novo plano estratégico para um horizonte de cinco anos, que visa cinco domínios essenciais: agricultura, segurança alimentar, educação, saúde e infraestruturas.

Questionado  se o setor privado guineense pode concorrer com os projetos ligados à agricultura, o responsável disse que o setor privado pode organizar-se e concorrer com projetos em quaisquer dos cinco setores definidos no plano estratégico, particularmente a nível de agricultura, tendo lembrado que o banco já financiou em outros países projetos do género.

“O BOAD financiou 100 projetos do género noutros países. Financiou desde a produção, à comercialização e até à exportação. É possível financiar projetos do setor privado na Guiné-Bissau, mas temos de ter um setor privado que é previsível e que esteja bem organizado, ambicioso e que não tenha medo de ir à procura dos fundos”, contou.

Por seu turno, o ministro das Finanças, João Aladje Mamadu Fadia disse que, ao nível do Governo, tem havido uma boa colaboração e cooperação, como também tem beneficiado suficiente de apoios ou projetos do BOAD.

Após a indicação da Guiné-Bissau, o Conselho de Administração do BOAD nomeou Braima Luís Soares Cassamá para o cargo de vice-presidente da instituição financeira em junho deste ano.

O banco de desenvolvimento multilateral foi criado em 1973 para servir as nações da África Ocidental com sede em Lomé (Togo).

O BOAD conta com oito países-membros: Benin, Burkina Faso, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo.ANG/Lusa

 


Covid-19
/ UNICEF alerta para impacto duradouro na saúde mental das crianças e jovens

Bissau, 05 Out 21(ANG) – A UNICEF alertou hoje para o impacto negativo e duradouro da atual pandemia na saúde mental das crianças e jovens, num relatório que também denuncia a falta de investimento público nesta área e reivindica uma maior atenção governamental.

Esta é uma das conclusões do relatório global intitulado “A Situação Mundial da Infância 2021 – Na minha Mente: promover, proteger e cuidar da saúde mental das crianças”, divulgado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e que faz uma alargada reflexão sobre a saúde mental das crianças, adolescentes e cuidadores, com uma especial atenção para o último ano e meio, marcado pela pandemia da doença covid-19 e pela nova realidade (com fortes restrições) que esta crise sanitária veio impor à população mundial.

Segundo a UNICEF, a saúde mental das crianças e jovens já era um desafio anterior à pandemia, mas o atual cenário, marcado por diversas perturbações nas rotinas, nomeadamente ao nível da educação e do lazer, veio adensar essa realidade.

“Os últimos 18 meses têm sido muito, muito longos para todos nós – especialmente para as crianças. Com os confinamentos e todas as restrições relacionadas com a pandemia, as crianças perderam anos fundamentais das suas vidas longe da família, dos amigos, das escolas, das brincadeiras – elementos-chave da própria infância. O impacto é significativo, e é apenas a ponta do ‘iceberg’”, refere a diretora-executiva da UNICEF, Henrietta Fore, a propósito deste novo relatório.

De acordo com as últimas estimativas disponíveis, citadas pela UNICEF, calcula-se que, a nível mundial, mais de um em cada sete jovens com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos vivam com um distúrbio mental diagnosticado.

Quase 46 mil adolescentes morrem anualmente de suicídio, uma das cinco causas principais de morte neste grupo etário, aponta a agência das Nações Unidas.

“À medida que a [pandemia] de covid-19 se aproxima do seu terceiro ano, o impacto na saúde mental e bem-estar das crianças e dos jovens continua a ter um peso muito elevado”, destaca a UNICEF, mencionando que, globalmente, pelo menos uma em cada sete crianças foi diretamente afetada pelos confinamentos que foram decretados para tentar travar a propagação do novo coronavírus, enquanto mais de 1,6 mil milhões de crianças sofreram alguma perda ao nível da educação.

Outros dados citados no relatório, relativos a um inquérito internacional a crianças e adultos em 21 países conduzido pela UNICEF e pela Gallup (empresa de estudos de mercado), indicam que uma média de um em cada cinco jovens inquiridos, com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos, diz sentir-se frequentemente deprimido ou com pouco interesse em fazer as coisas.

“A perturbação das rotinas, da educação, do lazer, assim como a preocupação com o rendimento familiar e a saúde, está a deixar muitos jovens com medo, revoltados e preocupados com o seu futuro”, refere a organização.
P

ara Beatriz Imperatori, diretora-executiva da UNICEF Portugal, a pandemia trouxe “desafios tremendos”, que obrigaram todas as pessoas, em particular, crianças e jovens “a desenvolverem capacidades extraordinárias para se adaptar ao novo dia-a-dia”.

“Mas, a saúde mental, já era um desafio anterior à pandemia que veio adensar-se com esta realidade. É necessário que as autoridades estejam atentas e que ajam ativamente, que se envolvam e comprometam, com as soluções necessárias para melhorar a qualidade da saúde mental das nossas crianças e jovens. É necessária uma maior atenção sobre este tema e um maior investimento”, adverte a representante da UNICEF Portugal, citada num comunicado.

O relatório mostra que, a nível global, apenas 2% dos orçamentos públicos da área da saúde são atribuídos a despesas com a saúde mental.

“Mesmo antes da pandemia, demasiadas crianças eram sobrecarregadas com o peso de problemas de saúde mental não resolvidos. Os governos estão a investir muito pouco para fazer face a estas necessidades críticas. Não está a ser dada a devida importância à relação entre a saúde mental e os resultados da vida futura”, reforça ainda Henrietta Fore.

Neste sentido, e entre outros aspetos, a UNICEF apela a um “investimento urgente” na saúde mental das crianças e adolescentes em todos os setores, “com vista a apoiar uma abordagem de toda a sociedade à prevenção, promoção e cuidados”, e pede que o silêncio em torno da doença mental seja quebrado, através de “uma abordagem que anule o estigma e que promova uma melhor compreensão da saúde mental”.

Sobre as implicações deste cenário nas sociedades futuras, a par do impacto “incalculável” na vida das crianças e jovens, o relatório da UNICEF cita uma análise da London School of Economics que avança que a contribuição perdida para as economias, devido a perturbações mentais que levam à deficiência ou à morte nestes grupos populacionais, possa ascender a quase 390 mil milhões de dólares por ano (cerca de 336 mil milhões de euros).

“A saúde mental é uma parte da saúde física – não nos podemos dar ao luxo de continuar a vê-la como se assim não fosse. (…) Durante demasiado tempo, tanto nos países ricos como nos pobres, temos visto muito pouca compreensão e muito pouco investimento num elemento crítico para maximizar o potencial de cada criança. Isto precisa de mudar”, conclui a diretora-executiva da UNICEF.ANG/Inforpress/Lusa

                  Covid-19/China doa mais 200 mil doses da vacina Sinopharm

 Bissau, 05 Out 21(ANG) – A Guiné-Bissau recebeu mais 200.000 doses da vacina Sinopharm doadas pela República Popular da China, como parte da prevenção e resposta à pandemia de covid-19.

Presente na cerimónia de recepção da vacina realizada, na segunda-feira, em Bissau, o embaixador chinês, Guo Ce, reiterou o apoio da China aos países menos desenvolvidos em sua luta contra a pandemia de covid-19.

“A China vai continuar a apoiar a Guiné-Bissau na sua luta contra a covid-19 e vai continuar a ajudar”, disse Guo, que fez uma revisão das “boas relações” existentes entre Beijing e Bissau.

Por seu turno, a alta comissária de luta contra a covid-19,Magda Robalo, agradeceu o apoio da China na luta da Guiné-Bissau contra a pandemia.

“A China é um parceiro-chave na luta contra a pandemia de covid-19 e deu uma contribuição significativa para o fornecimento de vacinas”, disse ela.

Afirmou, que a sua estrutura conseguiu vacinar até ao momento cerca de 10% da população alvo e que a meta não é vacinar os dois milhões de guineenses, mas sim mais de 700 mil.

Desde o início da epidemia do novo coronavírus na Guiné-Bissau em Março de 2020, a China tem prestado um grande apoio a este país, tendo oferecido até agora, 300.000 doses da vacina Sinopharm, de acordo com observadores locais. 

A Guiné-Bissau registou na última semana, entre 27 de setembro e 02 de outubro, nove novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e não registou vítimas mortais.

Os últimos dados do Alto Comissariado contra a Covid-19 indicam que a Guiné-Bissau regista um total acumulado de 6.112 casos e 135 vítimas mortais.

ANG/Inforpress/Xinhua

 

 

   
CPLP
/Estados membros chegam a consenso sobre presidência são-tomense

Bissau, 05 Out 21 (ANG)  - O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse segunda-feira que o consenso entre os Estados-membros sobre a futura presidência da organização caber a São Tomé e Príncipe já tinha sido alcançado na cimeira de Luanda, em Julho.

Em declarações à Lusa, por telefone, Zacarias da Costa adiantou, que de acordo com o que a presidência angolana da CPLP transmitiu ao secretariado-executivo, a decisão só não foi comunicada na altura publicamente, porque os Estados-membros quiseram aguardar por uma confirmação da disponibilidade do país para assumir aquela responsabilidade, da parte do novo Presidente de São Tomé e Príncipe, que tomou posse no sábado passado.

"Não recebi ainda nenhuma nota oficial da Presidência [angolana], mas recebi o ministro das Relações Exteriores de Angola, o embaixador Téte António, [na sede da CPLP], no passado dia 30, que referiu, à frente de [representantes] todos os Estados-membros que esse consenso teria sido conseguido já em Luanda [na cimeira de Chefes de Estado e de Governo], e, portanto, só estavam à espera da decisão do novo Presidente" de São Tomé e Príncipe sobre a confirmação da disponibilidade do país, afirmou hoje o secretário-executivo.

"Por ocasião da cimeira, e estando o processo eleitoral em São Tomé e Príncipe a decorrer, entendeu-se dar tempo à respectiva conclusão, para que pudéssemos considerar cabalmente as disponibilidades dos Estados-membros para acolherem a realização da próxima" conferência e consequente presidência da CPLP, em 2023, esclareceu.

O secretário-executivo adiantou ainda que "o Presidente [de Angola e da CPLP] João Lourenço já enviou uma carta a todos os chefes de Estado a informar do resultado desse consenso".

No sábado, após ter assistido à cerimónia de posse do novo chefe de Estado são-tomense, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embalo, negou que o seu país tenha proposto que São Tomé e Príncipe assumisse a presidência da CPLP, durante a reunião informal do Conselho de Ministros da CPLP, que decorreu à margem da 76ª Assembeia-Geral da ONU, em Nova Iorque, em Setembro, admitindo que ainda tem reservas quanto a este tema.

"Eu vi declarações veiculadas que não correspondem à verdade", afirmou o Presidente guineense.

"[A] posição da Guiné-Bissau é dizer que é o povo são-tomense que tem que decidir se quer ou não [assumir a presidência da CPLP]. Não é a imposição de um outro país", disse Sissoco Embaló.

"Agora, se há países que pensam que por trás de São Tomé podem atingir os outros países, não. Isso não se vai passar na CPLP", declarou o Presidente guineense.

Questionado pela imprensa sobre se deveria ser a Guiné-Bissau a assumir a presidência rotativa da CPLP em 2023, Sisso Embaló disse que a "Guiné-Bissau já organizou e tem condições para organizar" outra presidência, acrescentando que o país "pagou as quotas e tem tudo em dia".

"Ser presidente em exercício da CPLP não implica impor os outros países, não. E, sobretudo, a Guiné-Bissau de hoje não é a Guiné Bissau de ontem. Nós não aceitamos a imposição. Tem que ser consenso de base e respeito mútuo", afirmou o Presidente guineense.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau frisou ainda que "não corresponde à verdade a informação que foi veiculada de que a ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros [Suzi Barbosa] disse que a Guiné-Bissau ia (...) não, não, não, isso não corresponde à verdade".

O Presidente guineense disse que deu "orientação à ministra para dizer que a Guiné-Bissau não podia, de maneira nenhuma, criar mal-estar no seio da CPLP, mas também não admitiria que alguém pensa que é mais importante ou tem mais peso na CPLP".

Em 24 de Setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal, Augusto Santos Silva, declarou como uma "boa notícia" o "acordo" que se obteve durante uma reunião informal de ministros da CPLP, em Nova Iorque, de que a presidência da organização lusófona ficará a cargo de São Tomé e Príncipe, após o mandato actual de Angola.

De acordo com Santos Silva, a proposta partiu da Guiné-Bissau, que também se tinha mostrado interessada em assumir a presidência.

No mesmo dia, também o secretário-executivo da organização declarou à Lusa, por telefone, que o Presidente guineense, Sissoco Embaló, "deixou uma mensagem clara, através da ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, de que veriam com bons olhos que São Tomé assumisse a presidência e depois, então, seria Guiné-Bissau".

Hoje, nas declarações à Lusa, o secretário-executivo procurou desdramatizar a polémica em torno da futura presidência da CPLP, em 2023.

"O facto de vários Estados-membros expressarem disponibilidade e vontade de assumirem um papel de relevo no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, como aconteceu a propósito da definição da próxima presidência rotativa, entre a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, demonstra por si só a importância da CPLP para a política externa dos nossos países. Não constituindo, a meu ver, qualquer modo de divergência", afirmou Zacarias da Costa.

"Neste caso, e como sempre acontece na CPLP, esta decisão (...) foi tomada por consenso e com a concordância de todos os países", frisou. ANG/Angop

 

 

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Cooperação/FNUAP doa  viatura dupla cabine ao  Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social

Bissau, 04 Out 21(ANG) – O Fundo das Nações Unidas para População(FNUAP) doou esta segunda-feira uma viatura dupla cabine marca Toyota para o Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social(MMFSS) no quadro do Plano de Trabalho Anual(PTA).

Na ocasião, a ministra da Familia agradeceu  ao FNUAP que diz ser  um parceiro da Guiné-Bissau  e afirmou que a referida viatura destina-se ao Instituto da Mulher e Criança(IMC).

Conceição Évora disse que o IMC como estrutura do Ministério que dirige, tem um amplo campo de ação, nomeadamente a luta contra práticas nefastas, violência contra mulher e criança, jovens raparigas e outras.

“O IMC se debate com falta de meios materiais suficientes para  atender as necessidades,” frisou.

Por sua vez, o representa residente do FNUAP no pas, Cheick Fall prometeu  continuar a adquirir mais viaturas no quadro de apoio ao MMFSS.
ANG/JD/ÂC//SG

São Tomé e Príncipe/Novo Presidente da República defende mudança drástica na diplomacia do país

Bissau, 04  Out  21(ANG) – O recém-empossado Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, defendeu sábado uma “mudança drástica de atitude e no modo” como o país concebe e implementa a cooperação internacional.

“É absolutamente necessário que a nossa diplomacia seja mais activa, mais interveniente e reforce em permanência a credibilidade externa do nosso país”, afirmou Carlos Vila Nova, no seu discurso após prestar o juramento enquanto chefe de Estado são-tomense.

“A ajuda e a cooperação internacional não estarão jamais à altura desta nossa ambição colectiva, nem tão pouco seria justo que a nossa felicidade assentasse em esforços alheios ou de terceiros”, disse o chefe de Estado, defendendo que “o país tem necessariamente de abrir-se ao mundo, alargar os seus limites de cooperação, não só a outros parceiros, mas igualmente às novas áreas de saber e de actividade.”

Vila Nova precisou que “tudo isso deve ser acompanhado de uma mudança drástica de atitude e no modo como se concebe e se implementa a cooperação internacional”.

“São Tomé e Príncipe não tem de ser omnipresente. Mas, tem de estar presente lá onde tem uma palavra a dizer, lá onde é preciso defender os seus direitos de nação livre e soberana e os seus cidadãos, lá onde é necessária a nossa solidariedade, enfim, lá onde é preciso construir a paz e lutar contra o racismo, a xenofobia, os extremismos, a segregação e demais formas de discriminação,” explicou.

Enquanto comandante supremo das forças armadas, Carlos Vila Nova considerou também que “a cooperação internacional mais uma vez é fundamental” para ajudar o país, localizado no Golfo da Guiné, a fazer face aos desafios impostos pelas “novas formas de criminalidade internacional” e “garantir a integridade nacional, a paz e a tranquilidade interna.”

“As ameaças são reais e o país precisa de uma força armada operativa, eficaz e em permanente prontidão, moderna e devidamente apetrechada. A sofisticação e a complexidade das ameaças dos dias de hoje impõem respostas que se encontram fora do nosso alcance, o que faz da cooperação internacional e multilateral um instrumento imprescindível para o nosso Estado”, defendeu Caros Vila Nova.

O chefe de Estado agradeceu “em particular os Estados Unidos da América, Portugal e a República Federativa do Brasil, pelos excelentes laços de cooperação” no domínio da defesa.

Carlos Vila Nova, 62 anos, foi hoje empossado como quinto Presidente de São Tomé e Príncipe, após ter vencido as eleições com o apoio do partido Ação Democrática Independente (ADI, oposição), com 57,54% dos votos, derrotando Guilherme Posser da Costa, apoiado pela atual maioria parlamentar MLSTP-PSD/PCD/MDFM/UDD, que suporta o executivo chefiado por Jorge Bom Jesus.

A assistir a esta cerimónia na Assembleia Nacional, em São Tomé, estavam, entre outros convidados, o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló – os dois países que se fizeram representar ao mais alto nível.

Angola fez-se representar pelo seu vice-presidente, Bornito de Sousa, assim como a Nigéria, pelo vice-presidente Yemi Osinbajo, a Guiné Equatorial pelo presidente da Câmara dos Deputados, Gaudêncio Mesu, o Gabão pelo presidente da Assembleia Nacional, Faustin Boukoubi, e Cabo Verde pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, Rui Figueiredo Soares.  ANG/Inforpress/Lusa

 

Covid-19/Ministro do Interior manda libertar jovens detidos por incumprimento de uso de máscaras mas promete “mão dura” para os próximos infractores

Bissau,04 Out 21(ANG) – O ministro de Estado, do Interior e da Ordem Pública mandou libertar os mais de 100 jovens detidos na noite do passado sábado em Bissau por imcumprimento do uso obrigatório de máscaras, mas avisa que aplicará “medidas duras” contra os próximos infratores dessa medida, tomada no âmbito da aplicação do Decreto de Estado de calamidade em vigor.

Botche Candé falava à imprensa no Domingo durante uma visita que efectuou aos referidos detidos nas instalações da Guarda Nacional e das celas da 2ª esquadra, em Bissau.

“No último decreto do estado de calamidade, o Governo abdicou de todas as medidas consideradas pesadas para as populações, dentre as quais o encerramento dos mercados e de ligações rodoviárias inter-regiões e restando apenas o uso obrigatório de máscaras. Porquê que as pessoas não estão acatar”, questionou o governante.

Botche Candé disse que as autoridades policiais já estão cansados de tantos apelos e sensibilizações à pessoas para não sairem de casa sem  máscaras e diz  que a ordem deve imperar .

“Temos que fazer cumprir as medidas sanitárias de prevenção contra o covid-19, uma pandemia que está a ceifar vidas em todo o mundo”, disse o ministro de Estado do Interior e da Ordem Pública.

Cada pessoa detida por não usar devidamente a máscara facial paga 1000fcfa para sua soltura.

Por isso, o ministro  Botche Candé decidiu pagar a referida multa aos 104 jovens detidos e ainda  doar a cada um, 1000 fcfa para pagamento de   transporte de regresso às suas casas.ANG/ÂG//SG



            Líbia/ONU denuncia crimes de guerra e contra a humanidade

Bissau, 04 Out 21 (ANG) - Crimes de guerra e crimes contra a humanidade foram cometidos na Líbia desde 2016, segundo denuncias de  um relatório da ONU, realizado por peritos independentes, que será divulgado na quinta-feira, 7 de Outubro, em Genebra.

A situação das prisões, onde muitos migrantes estão presos, é particularmente destacada.

"Há razões para acreditar que foram cometidos crimes de guerra na Líbia, enquanto a violência perpetrada nas prisões e contra migrantes no país pode equivaler a crimes contra a humanidade", disseram peritos da ONU, 

No entanto, a missão independente decidiu não publicar "a lista de indivíduos e grupos (tanto líbios como estrangeiros) que poderiam ser responsáveis ​​pelas violações, abusos e crimes cometidos na Líbia desde 2016". 

Esta lista irá manter-se confidencial, até ser necessário publicá-la ou compartilhá-la” com outros órgãos que possam responsabilizar os autores das atrocidades.

Os autores do relatório revelam que a justiça líbia está a investigar a maioria dos casos denunciados pela missão de peritos da ONU, mas constatam que "o processo para punir pessoas culpadas de violações ou maus-tratos enfrenta desafios significativos".

O relatório foi elaborado por três peritos da ONU, Mohamed Auajjar, Chaloka Beyani e Tracy Robinson, que integraram uma missão de inquérito ao país do Norte de África.

O documento deve ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra esta quinta-feira, dia 7 de Outubro. ANG/RFI

 

 

 


Comunicação social
/Diáspora guineense já pode sintonizar Televisão da Guiné-Bissau no exterior.

Bissau,04 Out 21(ANG) - O diretor-geral da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), Amadu Jamanca, disse sábado à Lusa que já é possível sintonizar o sinal da única estação de televisão no país, a partir do Canal Plus, em qualquer parte do mundo.

"Já era altura de exportar a televisão oficial da Guiné-Bissau para o mundo. A nossa diáspora já pode sintonizar a TGB no Canal Plus", declarou Jamanca, que se considera, para já, satisfeito, mas com mais objetivos para a TGB, segundo disse.

O projeto de inserção da TGB no Canal Plus, operadora privada francesa que emite o grosso dos conteúdos em sinal codificado, foi iniciado em 2014, mas só esta semana ficou concluído, assinalou Jamanca.

A partir de agora, o interessado em sintonizar a TGB, "em qualquer parte do mundo, precisa ter uma 'box' do Canal Plus e entrar no canal 318 da operadora", explicou o diretor da estação pública guineense, fundado há 34 anos, com o apoio da cooperação portuguesa.

"Todos os guineenses, sobretudo, os residentes fora do país,  precisam saber o que se passa no país. A TGB está aí para dar essa informação", notou Amadu Jamanca, salientando que a Guiné-Bissau "não é apenas Bissau".

"A vantagem é que o sinal está com melhor qualidade", defendeu Jamanca que pretende agora "levar" o sinal da TGB para outros canais e plataformas de divulgação, nomeadamente no Facebook (onde já está) e 'streaming' num website em construção.

O desafio imediato de Amadu Jamanca "já está ganho", com a entrada da TGB no Canal Plus, mas o próximo será fazer com que a estação passe do sinal analógico para o digital, "para que deixe de ser única estação no espaço UEMOA (União Económica Monetária da África Ocidental) que ainda não fez essa migração".

O diretor-geral da TGB está confiante que "muito brevemente" a mudança será operada, com a ajuda do Governo guineense, frisou.ANG/Lusa.

 

Diplomacia/Argélia condena palavras do Presidente Macron e chama embaixador

Bissau, 04 Out 21 (ANG) - A Argélia chamou sábado o seu embaixador em Paris para protestar contras as declarações proferidas na última quinta-feira pelo Presidente Emmanuel Macron.

Segundo o jornal Le Monde, o chefe de E
stado francês teria descrito o país norte-africano como  "sistema político militar", com uma história baseada numa renda memorial.  

De acordo com o diário Le Monde, as declarações do Presidente Macron foram feitas a 30 de Setembro de 2021, no decurso de um  encontro com descendentes de figuras proeminentes da guerra da independência argelina.

Insatisfeito com as declarações atribuídas ao chefe de Estado francês, o governo da Argélia chamou imediatamente o  seu embaixador em Paris, Mohamed Antar-Daoud para consulta e rejeitou categoricamentre as afirmações de  Emmanuel Macron.

Num comunicado, a presidência argelina expressou a sua "rejeição de qualquer ingerência nos seus assuntos internos", explicando que reagia a declarações não desmentidas, que várias fontes atribuíram designadamente ao Presidente Emmanuel Macron.

Perante uma "situação  particularmente inaceitável  desencadeada por essas declarações irresponsáveis", segundo o mesmo  comunicado, as autoridades argelinas decidiram chamar o seu embaixador para consulta.

Os media argelinos divulgaram amplamente as declarações imputadas ao Presidente francês e publicadas no dia 2 de Outubro de 2021.

 Vários orgãos da comunicação social argelina qualificaram as referidas declarações de "mordazes" e de "derrapagem".

Os orgãos da imprensa  argelina, sublinharam que, o que também irritou o seu governo, é o facto de  Emmanuel Macron ter descrito o seu homólogo da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, como sendo "o prisioneiro de um sistema  muito duro", bem como ter ironizado à respeito da maneira como a Argélia apresenta os franceses, como "os seus  colonizadores", ignorando o domínio otomano entre os séculos XVI e XVII.  

De acordo com o artigo publicado pelo Le Monde, que relata o encontro o chefe de Estado francês e jovens  descendentes de protagonistas da guerra da indepenência da Argélia, ocorrida entre 1954 e 1962, Emmanuel Macron teria estimado que depois da sua independência em 1962, a Argélia construiu-se através de uma renda memorial.  

Segundo ainda o Le Monde, Emmanuel Macron teria criticado uma história oficialmente reescrita" pelas autoridades argelinas que "não se baseia na verdade", mas num "discurso que repousa no ódio da França".ANG/RFI

 

CPLP/Presidente da República nega que Guiné-Bissau tenha proposto São Tomé e Príncipe para presidência da organização

Bissau, 04 Out 21 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, negou no domingo, que o seu país tenha proposto que São Tomé e Príncipe assumisse a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmando que ainda tem reservas quanto a este tema.

“Eu vi declarações veiculadas que não correspondem à verdade”, afirmou no domingo o Presidente da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, no aeroporto de São Tomé, antes de partir para a Guiné-Bissau, depois de assistir a posse do novo chefe de Estado de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova.

“A posição da Guiné-Bissau é dizer que é o povo são-tomense que tem que decidir se quer ou não [assumir a presidência da CPLP]. Não é a imposição de um outro país”, disse o chefe de Estado guineense.

O presidente da Guiné Bissau acrescentou que falou na sexta-feira com um representante do Brasil e que “a posição deles também é de reserva” em relação à decisão se “São Tomé deve ou não assumir [a Presidência da CPLP] porque há regras, há problemas das quotas e outros”.

Contudo, Sissoco Embaló não indicou o interlocutor do Brasil com quem conversou.

“De qualquer das formas, eu sou amigo do povo são-tomense e eu não estarei para impor”, disse Sissoco Embalo, assegurando que não vai permitir “impor a São Tomé e Príncipe o que ele não quer, porque São Tomé é um povo irmão, um povo amigo”.

“Agora, se há países que pensam que por trás de São Tomé podem atingir os outros países, não. Isso não se vai passar na CPLP”, declarou o Presidente guineense.

Questionado pela imprensa sobre se deveria ser a Guiné-Bissau a assumir a presidência rotativa da CPLP em 2023, Sissoco Embaló disse que a “Guiné-Bissau já organizou e tem condições para organizar” outra presidência, acrescentando que o país “pagou as quotas e tem tudo em dia”.

Sissoco Embaló destacou que para “essa questão de presidência é [preciso] consenso”.

“Ser presidente em exercício da CPLP não implica impor os outros países, não. E, sobretudo, a Guiné-Bissau de hoje não é a Guiné Bissau de ontem. Nós não aceitamos a imposição. Tem que ser consenso de base e respeito mútuo”, afirmou o Presidente guineense.

“Temos o mesmo direito como Portugal, Brasil, São Tomé, Cabo Verde e todos os outros países membros da CPLP”, disse.

 

O chefe de Estado da Guiné-Bissau frisou ainda que “não corresponde à verdade a informação que foi veiculada de que a ministra de Estado e dos Negócios Estrangeiros [Suzi Barbosa] disse que a Guiné-Bissau ia (…) não, não, não, isso não corresponde à verdade”.

O Presidente guineense disse que deu “orientação à ministra para dizer que a Guiné-Bissau não podia, de maneira nenhuma, criar mal-estar no seio da CPLP, mas também não admitiria que alguém pensa que é mais importante ou tem mais peso na CPLP”.

“Não há Estados pequenos” na CPLP, precisou, acrescentando que o “Brasil também acompanhou esta estratégia”.

Em 24 de setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal, Augusto Santos Silva, declarou como uma “boa notícia” o “acordo” que se obteve durante uma reunião informal de ministros da CPLP, em Nova Iorque, de que a presidência da organização lusófona ficará a cargo de São Tomé e Príncipe, após o mandato atual de Angola.

De acordo com Santos Silva, a proposta partiu da Guiné-Bissau, que também se tinha mostrado interessada em assumir a presidência.

“Não só não houve nenhuma disputa, como houve este gesto de enorme significado que foi ser a Guiné-Bissau a propor a solução que validámos”, sublinhou o ministro português, em entrevista telefónica à Lusa.

No mesmo dia, também o secretário executivo da organização, Zacarias da Costa, declarou à Lusa, por telefone, que o Presidente guineense, Sissoco Embaló, “deixou uma mensagem clara, através da ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, de que veriam com bons olhos que São Tomé assumisse a presidência e depois, então, seria Guiné-Bissau”.

Na conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em julho em Luanda, a decisão sobre a próxima presidência da CPLP foi adiada, com o argumento de que estavam em curso eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe.

Após o ato eleitoral, disse Zacarias da Costa, o próprio Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, manifestou “vontade de São Tomé poder assumir a presidência rotativa da CPLP em 2023 – 2025”.ANG/Lusa

 

          Covid-19/Pandemia já matou 4.798.207 pessoas em todo o mundo

Bissau,, 04 Out 21 (ANG) – A pandemia de covid-19 matou, até hoje, pelo menos 4.798.207 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais.

Mais de 234.850.860 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Os números são baseados em relatórios diários realizados pelas autoridades de saúde de cada país até às 09:00 de Cabo Verde e excluem revisões posteriores de agências estatísticas, como ocorre na Rússia, Espanha e Reino Unido.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, levando em consideração o excesso de mortalidade direta e indiretamente ligada à covid-19, os resultados da pandemia podem ser duas a três vezes superiores aos registados oficialmente.

No domingo, foram registadas 4.232 mortes e 299.253 novos casos em todo o mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes nos seus relatórios mais recentes são a Rússia, com 883 novas mortes, os Estados Unidos (246) e o Irão (229).

Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 701.176 mortes para 43.683.179 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 597.948 mortos e 21.468.121 casos, a Índia com 448.997 mortos (33.834.702 casos), o México com 278.801 mortos (3.681.960 casos) e a Rússia com 210.801 mortos (7.612.317 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 605 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (324), Macedónia do Norte (322), Hungria (313), Montenegro (308) e Bulgária (302).

A América Latina e Caraíbas totalizaram hoje 1.493.343 mortes para 45.066.619 casos, a Europa 1.318.289 mortes (68.312.653 casos), a Ásia 843.800 mortes (54.210.342 casos), os Estados Unidos e Canadá 729.124 mortes (45.315.472 casos), a África 211.357 mortes (8.318.366 casos), o Médio Oriente 200.066 mortes (13.439.750 casos) e a Oceania 2.228 mortes (187.658 casos).

Desde o início da pandemia, o número de testes realizados aumentou substancialmente e as técnicas de rastreio e despistagem melhoraram, levando a uma subida do número de contágios declarados.

O número de casos diagnosticados, no entanto, reflecte apenas uma fracção do total real dos contágios, com uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos a não serem detectados.ANG/Inforpress/Lusa

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Desporto-futebol/Baciro Candé divulga  lista dos 25 convocados para o duplo embate com Marrocos sem qualquer novidades no plantel

Bissau, 01 Out 21 (ANG) – O seleccionador nacional de futebol, Baciro Candé divulgou hoje a lista dos 25 convocados para o jogo da dupla jornada de qualificação para o próximo Mundial de Qatar-2022, a decorrer entre os dias 06 e 09 em Marrocos, entre a Guiné-Bissau e Marrocos, sem qualquer novidades no plantel.

Em conferência de imprensa, Baciro Candé destacou que para este duplo embate, a Guiné-Bissau vai trabalhar como sempre tem trabalhado para alcançar bom resultado.

Admitiu  que o jogo com Marrocos não será uma tarefa facil para a Guiné-Bissau, uma vez que todos conhecem qual é o peso do adversário, acrescentando  que a turma nacional está num processo de crescimento e que vai continuar a fazer o seu trabalho.

Candé admite que jogando em casa ou fora os Djurtos podem alcançar bons resultados, e diz que a meta é garantir o apuramento para o mundial.

O Técnico guineense disse ter recebido com alguma satisfação as declarações do técnico de marrocos, segundo as quais, a seleção da Guiné-Bissau é o seu adversário mais difícil.

 “Estamos satisfeito em saber que o Técnico Marroquino apontou-nos como uma Selecção que pode lhe causar problemas, mas isso não vai nos levar ao ponto de desconcentração. Sabemos que no nosso grupo a maior potencia de futebol que temos é o Marrocos. Entretanto vamos trabalhar para darmos o nosso tudo para esse duplo embate”, disse o Mister.

Na lista dos convocados do técnico Baciro Candé, foram chamados  para a posição de Guarda-Rede: Jonas Mendes (de Beira Mar-Portugal), Mauricio Gomis  (Ayia Napa FC-Chipre), Manuel Mama Samba Baldé (Vizela-Portugal).

Defesas: Eulanio Chipela Gomes vulgo (Nano)(FC de Porto-Portugal), Fali Cande (Portimonense-Portugal), Marcelo Djalo Toritolay(Boavista-Portugal), Opa Sangrante(Cheteauroux-França), Rudinilson Brito Silva (Fk Kaunas Zalgiris-Lituânia), Aurisio Saliu F.E.Junior(Vila Franquence-Portugal), Jefferson Encada (Leixões-Portugal), Basil Suleimane Camará( Tectiel-Holanda).

Médios: Judilson M.T.Gomes(Monaco-França), Jorge Braima Candé(Farence- Portugal), João Lamine Jaquité (Vila Franquence-Portugal), Moreto Cassamá (Stad Reems-França), Alfa Semedo Esteves(Vitória de Guimarães-Portugal), Mancone Soriano Mané(Morerense-Portugal).

Avançados: Cafimipon Gomis(Cleramont-França), Mama Samba Baldé(Troyes –França),Piquete Djassi (Al Shoalah-Arábia Saudita), Jorge F. Barbosa Intima (Wisla Plock-Polonia), Alexandre Mendy (Caen-França), Josph Mendes(Niort- França), Frederic Mendy(V. Setubal-Portugal), Mauro Rodrigues Teixeira(Sion –Suiça).ANG/LLA//SG

 

 

     

   

Cooperação judicial/Países de língua portuguesa e espanhola lançam plataforma informática Iberi@

Bissau,  01 Out 21(ANG) – Os ministros da Justiça de 28 países de língua oficial portuguesa e espanhola vão reunir-se pela primeira vez em Tenerife (Canárias) em 07 de outubro para lançar a plataforma Iber@ para gerir os pedidos de cooperação jurídica internacional.

Este encontro inédito será presidido pelo Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo Rei de Espanha, Felipe VI, revelou à agência Lusa fonte da organização do evento.

A primeira reunião conjunta da Conferência de Ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CMJPLOP) e da Conferência de Ministros da Justiça dos países Ibero-Americanos (COMJIB) vai lançar as bases e uma “iniciativa pioneira que reúne uma centena de instituições num sistema informático fechado”.

A mesma fonte assegurou que a solução informática Iber@ dá “garantias de máxima segurança para um intercâmbio rápido e fiável de pedidos de cooperação jurídica, com características como a videoconferência e as assinaturas digitais”.

Esta plataforma em linha, com acesso público e privado, permitirá gerir os pedidos de cooperação jurídica internacional assinados digitalmente num ambiente de comunicação seguro, seguindo as orientações do Tratado de Medellín.

A aplicação também “reforça” a luta contra crimes como a corrupção, a droga e o tráfico de seres humanos e, com a participação ativa dos Estados e das autoridades públicas, “contribui para a construção e consolidação de sociedades mais justas e pacíficas, proporcionando maior proteção às vítimas e garantindo o acesso geral à justiça”.

O Conselho Geral de Notários Espanhóis é responsável pelo desenvolvimento da Iber@.

A CMJPLOP tem a sua origem num acordo de cooperação, assinado em setembro de 1992, em São Tomé e Príncipe e é constituída pelos oito Estados de língua oficial portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Por seu lado, COMJIB é uma organização intergovernamental internacional criada em 1992 pelo “Tratado de Madrid”, que reúne os Ministérios da Justiça e instituições similares dos 22 países da Comunidade Ibero-Americana: 19 da América Latina de língua portuguesa e espanhola e ainda Espanha, Portugal e Andorra, na Península Ibérica.
Portugal e Brasil são os únicos países que fazem parte das duas comunidades. ANG/Inforpress/Lusa