quarta-feira, 3 de maio de 2023

Futebol Feminino/ FC Barcelona e Wolfsburgo na final da Liga dos Campeões europeus

BissaU, 03 MAI 23 (ANG) - As espanholas do FC Barcelona e as germânicas do Wolfsburgo vão disputar a final da Liga dos Campeões europeus feminina.

O FC Barcelona vai tentar arrecadar um segundo troféu, enquanto o Wolfsburgo quer angariar um terceiro troféu na liga milionária.

As catalães empataram a uma bola na segunda mão das meias-finais da Liga dos Campeões europeus feminina no Estádio Camp Nou frente às inglesas do Chelsea.

Um tento das ‘blaugranas’ foi da autoria da norueguesa Caroline Hansen, enquanto o golo das londrinas foi apontado pela também norueguesa Guro Reiten.

As espanholas seguem em frente na prova visto que na primeira mão tinham vencido por 0-1 em Londres com um tento marcado Caroline Hansen, que acabou por ser o carrasco das inglesas.

O Wolfsburgo arrecadou um triunfo importante, após prolongamento, por 2-3 na deslocação ao terreno do Arsenal.

A eliminatória esteve indecisa até ao fim. Após o empate a duas bolas na primeira mão, na Alemanha, as equipas tinham de vencer para ultrapassar esta fase visto que o maior número de golos apontados fora não entra na decisão da eliminatória como antigamente.

As inglesas abriram o marcador com um tento apontado pela sueca Stina Blackstenius, mas as germânicas responderam com dois golos marcados pela neerlandesa Jill Roord e pela alemã Alexandra Popp.

A perder por 1-2, as britânicas vão alcançar o empate graças a um tento da escocesa Jennifer Beattie, levando a eliminatória para o prolongamento. Nessa fase, e aos 119 minutos, a um minuto do fim do jogo, a alemã Pauline Bremer do Wolfsburgo marcou o terceiro golo que deu o apuramento à equipa germânica.

A final da prova decorre entre o FC Barcelona e o Wolfsburgo a 3 de Junho no Philips Stadion em Eindhoven nos Países Baixos.

Recorde-se que as germânicas conquistaram duas vezes o título, em 2013 e em 2014, e as espanholas apenas uma vez em 2021.

O Lyon, detentor do título, foi eliminado nos quartos-de-final nessa fase da Liga dos Campeões feminina.

O detentor do título, o Lyon, e que venceu cinco das seis últimas edições da prova europeia, foi eliminado da Liga dos Campeões feminina.

 A equipa do Sul da França venceu por 2-1 na deslocação ao terreno das inglesas do Chelsea, mas como tinha sido derrotada na primeira mão, os dois clubes tiveram de ir para o desempate na marcação das grandes penalidades.

Neste exercício específico, as britânicas derrotaram as francesas por 4-3 e apuraram-se para as meias-finais.

O Lyon, comandado pela luso-francesa Sonia Bompastor, tinha vencido a prova em 2022, mas fica pelo caminho desta vez.

Recorde-se que a equipa francesa já arrecadou 8 vezes o troféu da Liga dos Campeões feminina, sendo o clube com o maior número de títulos conquistados na prova.

O segundo clube com o maior número de títulos é a germânica “1. FFC Frankfurt” que, entretanto, se juntou ao Eintracht Frankfurt. ANG/RFI

 

Legislativas antecipadas/Presidente da República reafirma realização das eleições na data prevista, 04 de Junho

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) – O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló reafirmou a realização das eleições legislativas s na data previas,04 de Junho próximo.

Sissoco Embaló fez esta reafirmação na, segunda-feira, no quadro da celebração de 01 de Maio, Dia dos Trabalhadores marcado em Bissau por desfile do Batalhão da Presidência da República e na presença do Vice-Primeiro-ministro, Soares Sambú e do Chefe de Estado-maior das Forças Armadas, Biaguê Na Ntam.

“Já não vou fazer mais nenhum decreto para marcar a data das eleições porque já o fiz duas vezes. E isso significa que haverá as eleições no dia 4 de Junho”, frisou, sublinhando ainda que essas eleições vão ser “ordeiras, pacíficas e transparentes”.

O Chefe de Estado acrescentou que não há nada que impede a realização das eleições no período marcado, porque segundo diz, é uma data consensual entre os partidos políticos signatários.

De acordo com Embaló, todos os partidos políticos são livres de participar ou não nas eleições de 4 de Junho,  e diz que  o país nunca mais será refém de ninguém e que o caso semelhante a 1 de Fevereiro de 2021 não volta a acontecer “ caso contrário terá resposta adequada”.

“Garanto-vos que a Guiné-Bissau nunca mais será refém de ninguém. E o que passou no dia 1 de Fevereiro não volta a acontecer  e qualquer coisa terá  resposta adequada”, disse

Umaro Sissoco Embaló disse que prefere sair do palácio a adiar as eleições marcadas para  04 de Junho próximo.

O PNUD e o Governo da Guiné-Bissau assinaram em março o Projeto de Apoio ao Ciclos Eleitorais, para o período entre 2023 e 2025, no valor de 5,3 milhões de euros.

Segundo a Lusa que cita o ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té,as eleições legislativas da Guiné-Bissau estão orçadas em 7,9 mil milhões de francos cfa (cerca de 12 milhões de euros).

De acordo com o ministro, até ao início de Fevereiro, o Estado guineenses já tinha disponibilizado 5,7 mil milhões de francos cfa (cerca de 8,6 milhões de euros). ANG/DMG//SG  


Justiça
/Supremo Tribunal pede Coligaçao-CE para corrigir “Denominação e Símbolo”

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) - O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau pediu à coligação eleitoral integrada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde e mais quatro outras formações políticas para corrigir a “Denominação e Símbolo”.

Segundo a agência Lusa qu cita fonte judicial, a “denominação e o símbolo” da coligação, chamada PAIGC — CE, se “confunde com um único partido político”, ou seja, com o PAIGC.

A coligação PAIGC-CE, que foi notificada na sexta-feira, tem  72 horas para fazer as alterações necessárias para ter “autonomia identitária”, disse a mesma fonte.

A coligação inclui para além do PAIGC, vencedor das últimas eleições mas atual líder da oposição, a União para a Mudança, o Partido da Convergência Democrática, o Movimento Democrático Guineense e o Partido Social-Democrata.

Questionada pela Lusa sobre se mais partidos foram notificados, a fonte explicou que a “maioria dos partidos foram notificados para suprimirem irregularidades relacionadas com a documentação”.

Entretanto, a Coligação dos cinco Partidos do Espaço de Concertação Democrática, assinaram terça-feira  a adenda da mudança do símbolos no Supremo Tribunal de Justiça.

A Guiné-Bissau realiza eleições legislativas em 04 de junho. A campanha eleitoral vai decorrer entre 13 de maio e 02 de junho.

O Supremo Tribunal de Justiça deverá fixar na próxima semana as listas definitivas das candidaturas dos partidos políticos às eleições legislativas.

Duas coligações e 22 partidos entregaram no Supremo Tribunal de Justiça candidaturas às eleições legislativas, previstas para 04 de Junho próximo.ANG/Lusa


Cooperação/Projecto Ntene Terra lança projecto “No tene diritu a um vida sem violência”

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) A União Europeia(UE)  lança na próxima sexta-eira(05) o projecto “No tene diritu a um vida sem violência”, um mecanismo para o reforço dos mecanismos de proteção às vítimas de Violência Baseada no Genero (VBG) e promoção dos direitos das mulheres na Guiné-Bissau.


Segundo um comunicado à Imrensa da UE, o  evento se realiza no âmbito das comemorações do “Dia da Europa”, que se celebrará ao longo de todo o mês de Maio, com a organização de vários eventos em diversas localidades do país.

“No tene diritu a um vida sem violência” visa apresentar as atividades, os objetivos e os resultados esperados ao longo da execução do projeto, junto dos parceiros, financiadores e entidades governamentais.

“Será também uma oportunidade para anunciar a criação de um espaço de diálogo sobre políticas públicas relativas à questão da violência baseada no género na Guiné-Bissau, para o qual as organizações presentes serão convidadas”, refere o comunicado en viado à ANG.

O projeto dará continuidade à ação “No na cuida de no vida, mindjer”, Cooperação Emancipação e direitos para meninas e mulheres na Guiné-Bissau, organização de vários eventos em várias localidades pretendendo consolidar um modelo anteriormente criado de combate à Violência Baseada no Género na Guiné-Bissau, nas regiões de Quinara, Tombali, Bafatá, Gabu, Oio, Cacheu e SAB, em particular o fortalecimento do sistema de proteção e reintegração das vítimas de VBG.

Por outro lado, a UE ainda anuncia para quarta-feira(03) e igualmente por ocasião da comemoração do dia da Europa, a abertura de uma  exposição intitulada “Nha Istória, Nô Istória”,  que  visa divulgar histórias inspiradoras e de sucesso de guineenses, escolhidas de entre centenas de protagonistas que beneficiam de projetos da União Europeia, no âmbito dos seus programas de cooperação com a República daGuiné-Bissau.

Segundo a nota, os protagonistas da iniciativa são pessoas com quem a União Europeia partilha princípios e valores universais, como humildade, a determinação, o respeito pelo próximo, entre outros.

“Cada história será contada através de um valor específico, que demonstra o porquê dos nossos protagonistas serem um exemplo para muitos guineenses e uma inspiração para enfrentar o futuro com força e entusiasmo”, lê-se no comunicado.

O evento contará com a presença do Embaixador da União Europeia e de  convidados da Equipa Europa, Ministérios da Tutela, Câmara Municipal de Bissau e parceiros de desenvolvimento. ANG/MI//SG

 

Alemanha/Human Rights Watch acusa Quirguistão e Tajiquistão de crimes de guerra

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) - A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch acusou as forças armadas do Quirguistão e do Tajiquistão de terem cometido crimes de guerra em ataques a civis em setembro de 2022, num relatório divulgado hoje.


O relatório de 69 páginas intitula-se "'Quando nos movemos, eles atiraram': Violações das leis da guerra no conflito fronteiriço entre o Quirguistão e o Tajiquistão em setembro de 2022" e reporta a quatro dias de combates em 2022, de 14 a 17 de setembro.

"As forças do Quirguistão dispararam contra ambulâncias e carros que transportavam civis e, num caso, mataram pelo menos 10 civis num ataque com uma bomba (...) numa praça da cidade. As forças do Tajiquistão dispararam contra carros que transportavam civis, mataram (...) pelo menos oito civis (...) e permitiram a pilhagem e o incêndio em grande escala de bens privados em aldeias do Quirguistão", pode ler-se no documento.

"Os civis que vivem nas áreas fronteiriças disputadas do Quirguistão e do Tajiquistão pagaram um preço elevado pela conduta insensível das forças quirguizes e tajiques durante os combates de setembro", salientou um dos investigadores de crises e conflitos da Human Rights Watch, Jean-Baptiste Gallopin, acrescentando que "as famílias das vítimas merecem justiça e indemnizações que abram caminho a uma resolução desta disputa em curso que respeite os direitos humanos".

A ONG sublinhou que o seu trabalho foca-se as violações do direito internacional humanitário e que "a organização não toma posição sobre qual dos lados iniciou o conflito".

No final de Outubro e início de Novembro, a Human Rights Watch entrevistou 86 pessoas de ambos os lados da fronteira, incluindo 69 sobreviventes, testemunhas ou familiares de vítimas. Os investigadores visitaram as aldeias afetadas, examinaram as munições que ficaram no terreno, verificaram 12 vídeos, analisaram imagens de satélite e construíram modelos 3D dos ataques.

A Human Rights Watch também enviou uma série de perguntas aos governos do Quirguistão e do Tajiquistão em dezembro de 2022 e março de 2023. "O Governo do Quirguistão respondeu com informações sobre ataques contra os seus cidadãos, mas não deu informações sobre ataques envolvendo as suas próprias forças. O Governo do Tajiquistão não respondeu às perguntas da Human Rights Watch", indicou.

No total, a Human Rights Watch documentou a morte de 37 civis, incluindo cinco crianças, e ferimentos em 36 outras pessoas de ambos os lados. "Relatos da imprensa e listas oficiais de vítimas indicam que o número total pode chegar a 51 civis mortos e 121 feridos. Estima-se que 130.000 pessoas tenham sido deslocadas só no Quirguizistão e, em janeiro de 2023, pelo menos 4.000 ainda não tinham regressado às suas casas", aponta-se no relatório.

ANG/Lusa

 

           ONU/França repreendida  por racismo e violências policiais

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) - O Conselho dos direitos humanos da ONU criticou a França pelas violências policiais, discriminação racial e ataques contra migrantes.

Vários membros da instituição apelaram o país a redobrar esforços. 

A França não escapou às críticas sobre o estado dos direitos humanos no país. Ataques a migrantes, discriminação racial e violência policial foram os temas levantados pelo Conselho dos direitos humanos da ONU durante um procedimento a que estão regularmente submetidos os Estados membros das Nações Unidas.

Vários países expressaram a sua preocupação pela violência policial em França, nomeadamente contra manifestantes, num novo dia de protestos contra a reforma das pensões. Entre eles, a Suécia, a Noruega e a Dinamarca. 

A delegação do Liechtenstein exigiu um inquérito independente sobre estes excessos, o Luxemburgo pediu que a França "repensasse a sua política em matéria de manutenção da ordem" e a Malásia reclamou que os responsáveis "fossem punidos".

A Rússia, a Venezuela e o Irão, três países cujas graves violações dos direitos humanos são regularmente condenadas pela ONU e pelos organismos de defesa dos direitos humanos, criticaram também as violências policiais. "Estamos preocupados com as medidas duras e por vezes violentas destinadas a dispersar cidadãos pacíficos", declarou a representante russa Kristina Sukacheva.

Durante a sessão das respostas da delegação francesa, Sabrine Balim, conselheira jurídica do Ministério da Administração Interna, defendeu-se alegando que "o uso da força é estritamente enquadrado, controlado e em caso de falta sancionado".

Além disso, recordou que as forças da ordem tinham a obrigação de ostentar um número de identificação individual "a fim de assegurar uma visibilidade e rastreabilidade das suas acções". Uma obrigação nem sempre respeitada. 

 Os Estados Unidos e a China também pediram à França maiores esforços para combater a discriminação racial e religiosa.

"Recomendamos à França que intensifique os seus esforços para lutar contra os crimes e as ameaças de violência motivados pelo ódio religioso, como o anti-semitismo e o ódio anti-muçulmano", declarou a representante americana, Kelly Billingsley.

"Há um aumento do racismo e da xenofobia", acusou o representante chinês, que apelou à França a deixar de tomar "medidas que violem os direitos dos migrantes".

O Brasil, assim como o Japão, criticaram "a caracterização racial pelas forças de segurança" e a África do Sul convidou as autoridades francesas "a tomar medidas para garantir investigações imparciais por organismos exteriores à polícia em todos os casos de incidentes racistas envolvendo polícias".

Estas críticas surgem numa altura em que as autoridades francesas lançaram a "operação Wambushu" na ilha francesa de Mayotte, que visa expulsar migrantes em massa do território francês do Oceano Índico e desmantelar bairros de lata para "lutar contra a delinquência". A primeira operação de desmantelamento foi suspendida pela justiça da ilha francesa.    

Vários Estados exortaram também a França a trabalhar pela defesa dos direitos das mulheres, como a Espanha e o Reino Unido, apontando para a recorrência da violência doméstica.

Outros países salientaram a importância dos direitos das mulheres muçulmanas, como a Malásia que apelou a França a "rapidamente" modificar as leis que lhes proíbem de se cobrir o rosto em espaços públicos.  

Por fim, a Eslováquia pediu que, durante os Jogos Olímpicos, as "medidas de vigilância" respeitassem "os princípios de necessidade e de proporcionalidade". O recurso à videovigilância algorítmica, previsto pela lei votada em Março no Parlamento, suscita algumas das preocupações.  ANG/RFI

 

 

              África Lusófona/ “A situação dos trabalhadores é preocupante”

 Bissau, 02 Mai 23 (ANG) - Assinalou-se , segunda-feira, 1 de Maio, o Dia Internacional do Trabalhador , data em que todos os anos os líderes sindicais denunciam as condições de trabalho precárias que persistem em muitos países.

 Na África Lusófona, os trabalhadores vivem uma situação “preocupante” com algumas empresas, sobretudo asiáticas, que operam no continente africano, a serem acusadas de “escravatura moderna”.

Em Angola, o secretário da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres, Francisco Jacinto, lamento o facto de as autoridades angolanas tentarem criar leis para limitar o exercício da actividade sindical.

“Há toda a tentativa de o Estado angolano tentar criar leis para limitar o exercício da actividade sindical. Está em discussão, na Assembleia Nacional, um projecto de lei- o código do processo de trabalho- que prevê, num dos artigos, a intervenção de qualquer empregador impugnar uma decisão de greve dos trabalhadores. Impugnar mesmo antes que se realize. (…) No país, há toda e qualquer tentativa para criar limites ao exercício da actividade sindical”, alerta.

Francisco Jacinto reconhece que o trabalhador angolano vive uma situação preocupante e acusa algumas empresas, sobretudo asiáticas, de praticarem “escravatura moderna” em Angola.

“Em Angola, temos empregadores que tratam o trabalhador como objecto e não como força produtiva. Há empresas, sobretudo asiáticas, que estão em Angola a praticar uma moderna escravatura laboral”, denuncia.

Na Guiné-Bissau, o secretário Nacional de Assuntos da Juventude na União Nacional dos Trabalhadores, João Correia, afirma que o aumento do custo de vida empurrou os guineenses para uma situação de vulnerabilidade económica.

“Os funcionários na Guiné-Bissau têm um salário inferior a 100 mil francos CFA- cerca de 150 euros- e nos últimos anos o custo de vida subiu bastante. Durante a Covid-19, o Governo introduziu novos impostos e isso acabou por se reflectir na vida dos trabalhadores porque -em termos práticos- houve uma redução salarial. A inflação generalizada sobre os bens de primeira necessidade, a Covid-19 e a guerra na Ucrânia deixaram os trabalhadores guineenses numa situação de sobrevivência”, explica.

João Correia insta as empresas a criarem melhores condições de vida para os trabalhadores, lembrando que a própria Organização Internacional do Trabalho defendeu, recentemente, um ambiente seguro e saudável para todos os trabalhadores.

“As nossas reivindicações passam pelo aumento salarial, melhoria das condições de trabalho, melhoria das estruturas de inspecção de trabalho e ambientais. A recente declaração da Organização Internacional do Trabalho defendeu que todos os países membros devem criar um ambiente de trabalho saudável e seguro para”, lembra.

O Secretário-geral da Organização Nacional de São Tomé e Príncipe- Central Sindical- João Tavares, admite que os governantes não souberam implementar medidas para que a população não sentisse o impacto da crise económica mundial, associada à guerra na Ucrânia.

“Nós não estamos fora do mundo global. O efeito da crise da guerra na Ucrânia e a conjuntura internacional têm um impacto negativo na vida dos cidadãos são-tomenses. (…) Os salários não acompanham o nível de vida. No ano passado, fechamos o ciclo a rondar uma taxa de inflacção de 24 %. Esse montante devia ter-se repercutido nos salários, repondo a posição de compra ao valor da inflação. No entanto, os nossos governantes não trabalham nesse sentido”, nota.

João Tavares salienta que a aprovação tardia do orçamento é um pronuncio de um futuro incerto para os trabalhadores são-tomenses.

“Este ano vai muito difícil para os trabalhadores. Já é o quinto mês do ano e o Orçamento geral do Estado foi aprovado no final da semana passada. Isto revela que o futuro será crítico, conclui.

O Dia Internacional do Trabalhador teve origem na primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886. ANG/RFI

 

       Turquia/ Erdogan anuncia morte do actual líder do Daesh na Síria

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) -  O presidente turco  confirmou que forças turcas matara
m Abu Hussein al-Qurayshi, líder do autoproclamado Estado Islâmico na Síria.

A operação, que envolveu drones, terá sido levada a cabo no sábado por forças especiais turcas, disse Erdogan ontem à noite, numa entrevista ao canal estatal de TV TRT. Segundo o presidente turco, os serviços secretos turcos já seguiam al-Qurayshi há muito tempo. Erdogan ainda disse que “a Turquia continuará a combater todas as organizações terroristas, quaisquer que elas sejam”.

O actual líder do que resta do Estado Islâmico na Síria estaria escondido numa casa rural na região de Jindires, na provincial de Afrin, que é controlada por milícias rebeldes pró-turcas.

Abu Hussein al-Qurayshi foi nomeado líder dos jihadistas depois dos americanos terem eliminado o anterior chefe, Abu al-Hassan al-Hashimi. Al-Qurayshi era um veterano do Daesh, e participou na estonteante conquista de uma vasta área do norte da Síria e do Iraque por parte dos jihadistas em 2014.

Ainda que o Daesh tenha sido derrotado - o último território jihadista na província síria de Deir el-Zoor, junto à fronteira com o Iraque, foi reconquistado pelas milícias curdas sírias em Março de 2019, várias células permaneceram na clandestinidade em vários pontos do norte da síria e no deserto central, e tem-se reagrupado e reorganizado recentemente, tendo levado a cabo vários ataques contra as milícias curdas sírias, e soldados do regime de Bashar al-Assad.

Al-Qurayshi é o terceiro líder do Deash morto, desde que Abu Bakr al-Baghdadi, o fundador do Estado Islâmico, foi abatido por tropas americanas no norte da Síria em outubro de 2019.

Erdogan anunciou esta operação em plena campanha eleitoral, também para demonstrar o poder e alcance dos serviços de inteligência e das forças armadas turcas, que estão envolvidas em vários conflitos na região. Erdogan, há duas décadas no poder, enfrenta uma renhida batalha, com as sondagens a sugerirem um empate técnico entre o candidato da oposição unida, Kemal Kiliçdaroglu, e o todo-poderoso presidente turco a 14 de Maio, o que sugere que haverá uma segunda volta a 28 de Maio. ANG/RFI

            Uganda/Secretário de Estado  morto a tiro por um guarda-costas

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) - Um secretário de Estado do Governo do Uganda foi hoje morto a tiro por um guarda-costas, numa aparente disputa privada, segundo o exército e os meios de comunicação social locais.

O agressor, que não foi identificado publicamente, disparou depois a arma contra si próprio, segundo a emissora estatal UBC e outros.


A vítima, Charles Engola, trabalhou no Governo do Presidente Yoweri Museveni como secretário de Estado responsável pelo Trabalho e era um coronel reformado do exército.

O porta-voz do exército, Felix Kulayigye, disse numa breve declaração que um "infeliz incidente" levou à morte de Engola. "Informaremos o público dos pormenores à medida que investigarmos conjuntamente o assunto", disse Kulayigye no Twitter.

O tiroteio ocorreu dentro da casa de Engola, num subúrbio da capital do Uganda, Kampala, onde se encontra ainda a polícia.

O motivo não foi imediatamente esclarecido, mas a imprensa local disse que terá resultado de uma aparente disputa sobre o salário do guarda.

"Testemunhas afirmam que o soldado gritava que há muito tempo que não lhe pagavam, apesar de trabalhar para um secretário de Estado", refere o jornal online NilePost.

O incidente poderá gerar reacções num país onde outros oficiais de alto nível foram mortos em ataques a tiro ao longo dos anos.
Em 2021, um antigo chefe do exército do Uganda ficou ferido e a sua filha foi morta quando homens armados dispararam contra o seu veículo em Kampala.ANG/Angop

 

               Sudão/Exército  aceita prolongar trégua por mais três dias

Bissau, 02 Mai 23 (ANG) - O Exército sudanês aceitou prolongar por mais três dias a trégua que terminava domingo, após o grupo paramilitar Força de Apoio Rápido ter anunciado a sua adesão à extensão do cessar-fogo e depois de pressões das Nações Unidas.

Em comunicado, o Exército refere que, a pedido da mediação saudita-americana, concordou estender a trégua por mais 72 horas, que "começará a partir do final do período do armistício actual", que vence à meia-noite local (23h00 em Angola).

A nota pede aos paramilitares que "cumpram os requisitos da trégua" e manifesta a "plena vontade" das Forças Armadas em respeitarem o cessar-fogo.

A resposta do Exército sudanês surge depois de o Mecanismo Trilateral - que agrega a Missão Integrada da ONU de Assistência à Transição no Sudão, a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento na África Oriental - ter instado as partes beligerantes a prorrogarem o cessar-fogo.

O Mecanismo Trilateral considera que "este cessar-fogo deve abrir caminho para as conversações entre ambas as partes com vista ao estabelecimento de um cessar das hostilidades permanente".

A nova extensão das tréguas é a terceira de três dias desde que foi anunciada a primeira, na segunda-feira.

O Sudão entrou domingo no 16.º dia consecutivo de confrontos entre o Exército e os paramilitares, um conflito que obrigou cerca de 50 mil sudaneses a deslocarem-se para zonas mais seguras do país ou a refugiarem-se em nações vizinhas como o Sudão do Sul, o Egipto ou o Tchad.

A guerra já causou cerca de 530 mortos e mais de 4.500 feridos.

A trégua iniciada na sexta-feira foi mediada pelos Estados Unidos e Arábia Saudita para facilitar a retirada de estrangeiros e a abertura de corredores seguros para a entrada de ajuda humanitária.

O conflito segue-se a semanas de tensão sobre a reforma das forças de segurança nas negociações para a formação de um novo Governo de transição.

Tanto o Exército como a Força de Apoio Rápido estiveram por detrás do golpe de Estado que derrubou o Governo de transição do Sudão em Outubro de 2021. ANG/Angop

 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Finanças/Governo prevê adopção de novo   método de controlo da   massa salarial

Bissau, 28 Abr 23 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau através do Ministério das Finanças (MFP), e  o Fundo Monetário Internacional (FMI), prevêm a adopção de novo   método de controlo da massa salarial do país, visando a sua redução

Um encontro para o efeito foi realizado, hoje, em Bissau, e a saída do mesmo o ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Círilo Mamasaliu Djaló disse à imprensa que a reunião  visa a adopção do sistema denominado  “Blokchain” apresentado pelo FMI, e diz tratar-se de novo instrumento para a melhor gerência e controlo da massa salarial por parte do Ministèrio das Finanças.

 “A nossa massa salarial é muito elevada, absorve acima de 80 por cento das nossas receitas fiscais. É neste sentido que há toda a necessidade de termos este apoio , fazer uma contenção da massa salarial e geri-lá da melhor maneira, para que num curto prazo de tempo possa ser sustentável”, explicou Mamasaliu Djaló.

Questionado sobre se não é saturante para os servidores de Estado a realização de novo recenseamento dos funcionários,o governante sustentou que todos os recursos necessários para proteger a massa salárial do país são bem vindos.

“Nós fizemos um recenseamento de raiz, e já temos uma base de dados  montada, é um princípio. A gestão dessa base de dados é que estamos agora a trabalhar com a missão do FMI já na área da biometria, porque só o recenceamento  em si não resolve o problema da gestão da massa salarial”, justificou o governante.

Mamasaliu Djaló acrescentou que a  gestão da massa salárial da Guiné-Bissau tem vários aspetos e que um deles é o controlo dos funcionários nos locais de trabalho.

Para a Chefe de Missão de “Blokchain” na Guiné-Bissau, Concha Verdugo, o novo sistema que será implementado vai garantir maior transparência na gestão das receitas do  Estado da Guiné-Bissau.

 “O novo sistema irá pôr fim as vulnerabilidades que anteriormente existiam no aparelho de Estado ,  e fará com que o governo esteja ciente sobe  que tipo de funcionários tem em diferentes ministérios”, disse Concha Verdugo. ANG/LLA/ÂC//SG

   


Ensino
/Presidente da Confederação das Associações de Alunos de Escolas Públicas e Privadas diz que o sistema nacional de ensino se encontra “totalmente baralhado e parado”

Bissau, 28 Abr 23 (ANG) – O Presidente da Confederação das Associações dos Alunos das Escolas Públicas e Privadas da Guiné-Bissau(FONAEFEP), criticou hoje que o sistema nacional do ensino guineense se encontra “totalmente baralhado, parado e descontrolado”.

 Alfa Umaro Só falava numa conferencia de imprensa em que explicou os   motivos do silêncio da sua organização desde Agosto de 2022 e diz que  as pessoas fazem o que bem entenderem dentro do sistema educativo.

“Ou seja os directores das escolas dizem que não respondem  diretamente ao Ministro da Educação  e os directores das escolas ao nível dos sectores afirmam que não respondem directamente aos directores sub-regionais ou regionais do ensino”, disse.

Umaro Só diz estar-se perante uma situação “muito triste”, e acrescenta que os principais culpados por essa situação são  os políticos e os governantes sem exceção, “uma vez que são eles que colocam os directores que estão a complicar a vida ao Ministro, que  não tem poder de decisão”.

Aquele responsável disse  que os directores nomeados pelos partidos políticos estão a enriquecer-se à custa das pessoas, usurpando o que é bem comum para levar para a campanha dos partidos com objetivo de continuarem a merecer as suas confianças.

“O resultado é o que está a vista de todos, uma desorganização total do sistema do ensino no país”, salientou.

Úmaro Só falou em cobranças ilícitas nas escolas principalmente as públicas, o que diz ser  “uma aberração”, salientando, “parece mesmo que não existe o Ministério da Educação, nem a Inspecção Geral do Ensino para regularizar estas atrocidades”.

Segundo Alfa Umaro Só,  os docentes vão as escolas quando querem, fazendo o que querem, por isso diz ser urgente uma fiscalização rigorosa, tal como acontecia nas escolas, no momento de cobranças das propinas e uniforme.

“Por isso, vamos  insistir sobre a nossa proposta de organização de uma Conferência Nacional sobre Ensino Guineense, que foi assumido já há muito tempo pela Presidência da República”, disse.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Legislativas de 04 de junho/Presidente do MNSCPDD qualifica de “inclusivo e participativo” o processo de recenseamento eleitoral

Bissau,28 Abr 23(ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento(MNSPDD), qualificou o processo de recenseamento eleitoral de “inclusivo e participativo”.

Fodé Caramba Sanhá falava à imprensa na quinta-feira na cerimónia de  anúncio dos resultados finais do processo de recenseamento eleitoral ao nível nacional e da diáspora, pelo Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE).

Aquele responsável disse haver um “sinal forte” de que todos os guineenses estão interessados em fazer o país voltar a normalidade constitucional e que todo o processo decorra com maior tranquilidade.

O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil felicitou ao GTAPE, a Governo e o Presidente da República pelos esforços e engajamentos tomados para o cumprimento do processo de recenseamento.

Abordado sobre as “duras” trocas de palavras nos últimos dias, entre alguns líderes dos partidos políticos sobre o desenrolar do processo eleitoral, Fodé Caramba Sanhá aconselhou aos partidos para fazerem da campanha eleitoral um ato de festa da democracia no país.

“Aliás, temos dado exemplo de maturidade democrática entre os países que saíram da luta armada de libertação nacional. À título de exemplo, hoje em dia  a Guiné-Bissau posiciona-se em lugares cimeiros ao nível da democracia”, disse.

Aquele responsável referiu que nas eleições passadas foram vistos  militantes e simpatizantes de partidos diferentes a caminharem-se juntos nas campanhas eleitorais com camisolas e trajes diferentes, sem quaisquer problemas.

“Isso só acontece na Guiné-Bissau e, por isso, espero que a campanha eleitoral para as eleições de 04 de Junho decorra na base de respeito mútuo e que  os partidos encontrem  argumentos para convencer o povo a votar neles”, aconselhou. ANG/ÂC//SG

Cabo Verde/Primeiro-ministro Nuno Nabiam reconhece necessidade de reforço da cooperação com Cabo Verde em diversas áreas

Bissau,28 Abr 23(ANG) – O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Gomes Nabiam, reconheceu quinta-feira a necessidade de reforço de cooperação entre Cabo Verde e Guiné-Bissau nas áreas de turismo, agricultura, economia digital, transportes marítimos e aéreos, e transição energética.

O chefe do governo guineense fez esta observação no seu discurso durante a abertura da Conferência Internacional de Parceiros, que acontece durante dois dias na ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, sob o lema “Impulsionar mudanças e acelerar o desenvolvimento”.

Nuno Gomes Nabiam considerou “memorável” a ocasião da conferência de parceiros, e de igual modo agradeceu a oportunidade para permitir que a Guiné-Bissau seja testemunho no acto de engajamento dos parceiros com o programa de desenvolvimento sustentável de Cabo Verde.

“Pelos esforços históricos Guiné-Bissau e Cabo Verde, pelos desafios partilhados ao longo de anos pelos dois países, pela necessidade de reforço de cooperação quer a nível Sul-Sul, quer a nível da CEDEAO, entre estes dois países a Guiné-Bissau reconhece a necessidade de reforço de cooperação nas áreas como turismo, agricultura, economia digital, transportes marítimos e aéreos, e transição energética”, precisou, ao mesmo que certificou que a Guiné-Bissau terá “muito a ganhar” nesta relação de partilha de experiências.

O governo da Guiné-Bissau parabenizou e manifestou apreço pela forma que considera “sábia, consequente e criteriosa” como Cabo Verde formulou o programa para o evento de modo a promover um espaço de diálogo para alcançar o alinhamento entre os parceiros de desenvolvimento de Cabo Verde.

Tudo, continuou, “em prol da modernização” do Plano Estratégico de Desenvolvimento sustentável, “minuciosamente concebido” como instrumento do Estado cabo-verdiano para alcançar os objetivos eleitos.

Aqui destacou a garantia da recuperação económica, a consolidação orçamental e o crescimento sustentável de fazer de Cabo Verde um país desenvolvido no horizonte 2020-2030, conforme pretendido. não obstante as consequências da guerra Rússia Ucrânia e as crises que seguiram a pandemia da covid-19.

Nuno Gomes Nabiam formulou ainda votos de sucessos da conferência da qual, almejou, venha a traduzir na concretização de parcerias público-privadas “profícuas” e da mobilização de financiamento para suporte de tais parcerias e investimentos públicos.

A Conferência Internacional de Parceiros é organizado pelo governo cabo-veriano no intuito de angariar meios para concretizar os objectivos do Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável que cobre o período 2022-2026, o chamado PEDS II. Nesta reunião no âmbito da qual o executivo espera angariar 3 mil milhões de Euros, participam entidades como as Nações Unidas, o Banco Mundial, o BAD, bem como representantes do sector privado.

Nos dois dias de conferência,(quinta e sexta-feira) Cabo Verde apresenta aos potenciais investidores aquele que é o seu segundo plano estratégico , depois de um primeiro que cobriu o período 2017-2021 e que coincidiu com a época da pandemia.

A seguir a este segundo plano que foi recentemente aprovado, vem ainda um terceiro que deve correr até 2030, altura em que se pretende alcançar uma economia sustentável e menos dependente da ajuda externa. ANG/Inforpress

Cabo Verde/Director do INSS  diz que Cabo Verde está num “bom caminho” na gestão e protecção de dados

Bissau, 28 Abr 23(ANG) –  O director-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Bamaba Kote, disse terça-feira, em Cabo Verde, que este país lusófono está num “bom caminho” na gestão e protecção dos dados da segurança social, ponderando reforçar parceria entre os dois países.

Em declaração aos jornalistas, durante uma visita efectuada  às instalações do Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSi), Kote referiu que as razões que motivaram este encontro é dar continuidade à segunda fase da operacionalização dos sistemas informáticos do instituto guineense de Segurança Social, uma aposta iniciada há 10 anos.

“É por isso que estamos aqui para tentar negociar com Cabo Verde, o NOSi pode nos acompanhar para informatizar completamente o sistema na Guiné-Bissau e copiar aquilo que Cabo Verde está a fazer”, reiterou.

Bamaba Kote, que  se encontra em Cabo Verde no âmbiro de uma visita de trabalho que termina esta sexta-feira, avançou que, além do NOSi, pretende conhecer o funcionamento do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e como está a decorrer o processo de informatização do sistema de gestão da Guiné-Bissau, elaborado pelo NOSi.

“O presidente do NOSi acabou de confirmar que a primeira internacionalização é com a Guiné-Bissau desde 2012, por isso, estamos cá para ver como as coisas funcionam, mas também em que estado estão conservados os dados. É uma questão de soberania, mas aquilo que vimos dá para confiar mais na segurança dos dados que temos”, enalteceu Bamaba Kote, avançando que graças ao quadro das relações bilaterais e multilaterais entre os países da CEDEAO, são obrigados a caminharem juntos nesta senda.

O mesmo adiantou ainda que Guiné-Bissau vai assinar um protocolo de cooperação com o Ministério da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social no sentido de garantir segurança e coesão social à população. ANG/Inforpress


Inglaterra/Presidente da BBC demite-se após relatório concluir sobre infrações na nomeação

Bissau, 28 Abr 23 (ANG) - O presidente da estação pública britânica BBC, Richard Sharp, demitiu-se hoje após um relatório confirmar que antes de ser nomeado fez um empréstimo ao ex-primeiro-ministro Boris Johnson, em infração às normas relativas às nomeações públicas.

Sharp foi nomeado diretamente para o cargo, por proposta de Boris Johnson, após ter facilitado a concessão de um empréstimo ao antigo chefe do Executivo conservador e assumiu a liderança da BBC em 16 de fevereiro de 2021.

Em comunicado divulgado hoje, Sharp explicou que tomou a decisão de se demitir para "dar prioridade aos interesses do canal e por considerar que o assunto "poderia transformar-se numa distração que pode afetar o trabalho realizado pela corporação (BBC)".

Sharp tinha sido acusado de interceder num empréstimo de 800 mil libras (900 mil euros) a Boris Johnson antes de ter sido designado presidente da BBC, mas quando assumiu o cargo rejeitou haver fundamento para um processo de conflito de interesses.   ANGLusa

 

Etiópia/União Africana apela à comunidade internacional que apoie deslocados do Sudão

Bissau, 28 Abr 23 (ANG) – O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, apelou hoje aos Estados vizinhos do Sudão e à comunidade internacional para que prestem um apoio humanitário urgente aos civis que fogem do conflito neste país africano.

Em comunicado, Moussa Faki Mahamat afirmou que continua a acompanhar “com crescente preocupação” a situação dos civis envolvidos no conflito no Sudão e renova o apelo aos vizinhos do Sudão e às agências regionais e mundiais relevantes para que facilitem a circulação e a segurança dos civis que atravessam as suas fronteiras.

Às partes envolvidas no conflito – Forças Armadas do Sudão e às Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) – o presidente da UA reiterou o seu apelo para que cheguem imediatamente a acordo sobre um cessar-fogo permanente, a fim de facilitar a prestação de assistência humanitária aos sudaneses que dela necessitam urgentemente.

Desde o início do conflito, em 15 de abril, a capital do Sudão tem sido bombardeada diariamente por aviões do exército e artilharia pesada paramilitar. Outras cidades foram igualmente afetadas pelos combates, principalmente na região de Darfur (oeste), na fronteira com o Chade.

Os combates, que mergulharam o Sudão numa das piores crises da sua história recente, seguiram-se a semanas de tensão sobre a reforma das forças de segurança nas negociações para a formação de um novo governo de transição.

Ambas as forças estiveram envolvidas no golpe militar que derrubou o Governo de transição do Sudão, em outubro de 2021.

Pelo menos 512 pessoas foram mortas e 4.193 ficaram feridas desde o início dos combates, principalmente em Cartum e Darfur (oeste), segundo o Ministério da Saúde sudanês.

Vários países, incluindo Portugal, estão a retirar os seus cidadãos do Sudão, devido aos intensos combates.

Vinte portugueses que pretendiam deixar o Sudão já foram retirados no país, informou na quarta-feira, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que adiantou permanecerem no território dois cidadãos nacionais.

ANG/Lusa