sexta-feira, 24 de março de 2017

Correios de Bissau

Sindicato dos trabalhadores volta a carga com reivindicações de  pagamento de  salários em atraso

Bissau, 24 Mar 17 (ANG) – O Presidente de Sindicato de Funcionários dos Correios da Guiné-Bissau (SFCGB) exigiu esta quinta-feira do governo o pagamento de 89 meses dos salários em atraso.

Citado pela Rádio Pindjiguiti, numa marcha pacífica organizada pelo referido Sindicato frente a Palácio do governo, Tefna Tamba disse que a sua organização não só exige do executivo o pagamento de 89 meses de salários em atraso, mas também a normalização do funcionamento dos  serviços dos Correios de Bissau.

Tamba acrescentou que desde 2005 até a data presente os sucessivos governos nunca resolveram os problemas de funcionários dos Correios de Bissau, por isso exigiu do governo a resolução definitiva da situação dos trabalhadores daquela empresa de comunicação pública guineense.      
      
Adiantou que,r enquanto o executivo guineense  não resolver os problemas dos funcionários dos Correios de Bissau,o sindicato irá continuar com  sucessivas marchas pacífica até dezembro do ano em curso.

O Sindicalista disse ainda que a sua organização já perdeu a confiança no governo da Guiné-Bissau, alegando que foi rubricado muitos acordos e feitas muitas promessas   pelos sucessivos executivos, mas nada sobre os problemas dos trabalhadores dos Correios de Bissau foi solucionado até então.  
ANG/ PFC/SG     

Presidência Aberta


         Primeiro-ministro promete alcatroamento da cidade de Bafatá

Bissau, 24 Mar 2017 (ANG) -  O governo vai, dentro de pouco tempo, o alcatroamento e colocação de postos de iluminação pública na cidade de Bafatá, leste do país, anunciou quinta-feira o Primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

O chefe do executivo  falava à população da segunda cidade do país, no âmbito da segunda fase da Presidência Aberta que levou o Presidente Mário Vaz, acompanhado de alguns membros do governo e corpo diplomático, à Bafatá , onde ausculta os problemas da população local.

Para o Primeiro-ministro, o desenvolvimento das regiões constitui uma das principais prioridades da equipa que dirige, tanto assim que anunciou para o próximo dia 26, a cerimónia do lançamento da primeira pedra para o alcatroamento da estrada que liga  Buba, na região de Quinara, à Catió, na região de  Tombali, localidades do Sul da Guiné-Bissau.

Sissoco considerou a implementação deste projecto como "um acto inédito" e só possível "devido a visão e empenho do Presidente JOMAV", porque  o mesmo vinha sendo adiado pelos sucessivos governos desde a independência à esta data.

Por outro lado, Sissoco Embalo realçou os esforços do seu governo na colecta e "bom encaminhamento" das receitas públicas, o que permite com que os salários sejam agora pagos a 20 de cada mês e não no dia "25" como o agora Presidente da República mas na altura Ministro das Finanças  fazia.

Umarro Embaló anunciou a criação de uma universidade na cidade de Bafata, tendo recomendado ao ministro da Educação, Sandji Faty a diligenciar-se neste sentido.

Na área de saúde, disse ter instruído ao Ministro da Saúde para, no quadro da cooperação com a República Socialista de Cuba , conseguir pelo menos 500 médicos para "acabar com mortes de mulheres no parto na cidade de Bafatá".

Referiu ter já dado instruções ao Ministro do Ordenamento do Território, Sola Nquilin no sentido de proceder a nomeação dos próximos governadores das regiões baseando nas competências de cada um e não "olhando a cor política ou distinção de raça ou credo político ou religiosa".
ANG/JAM/SG

Presidência Aberta


             JOMAV anuncia sonho de desenvolver a Guiné-Bissau

Bafata, 24 Mar 17 (ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz tornou público quinta-feira em Bafatá a sua pretensão de transformar a Guiné-Bissau numa terra desenvolvida.
 
"A concretização deste sonho exige de todos ultrapassar três importantes desafios: a promoção da paz e estabilidade; encaminhamento correcto das receitas do Estado e a implementação do projecto agrícola 'Mão na Lama'", indicou o chefe de Estado ao dirigir-se a população de Bafatá, no quadro da segunda fase da sua presidência aberta nas regiões.

José Mário Vaz afiançou que o primeiro desafio, ou seja, a promoção da paz e estabilidade já está "quase" concluída, uma vez que, sublinhou, as Forcas Armadas guineenses tornaram-se agora mais republicanas e não se imiscuem em assuntos políticos, contrariamente ao que faziam outrora.

Acrescentou ainda que os direitos básicos como a liberdade de imprensa, de expressão e de opinião tornaram-se hoje valores exercidos pela população sem represálias por parte das autoridades, ao contrário do que ocorria nos tempos anteriores.

"O medo acabou de vez na Guiné-Bissau, ninguém agora e espancado ou morto na calada da noite por questão de divergências políticas. Nenhuma criança se tornou órfão ou NENHUMA mulher se ornou viúva porque o presidente mandou matar o seu pai e  marido", exemplificou o chefe de Estado guineense que considera isso "grande legado que deixa a Guiné-Bissau se cessar funções hoje".

Referindo-se  a luta  contra a corrupção, José Mário Vaz frisou que os recursos públicos desviados do cofre do Estado poderiam, muito bem, serem investidos na criação de empregos para a juventude, que "ronda cerca de 60 por cento", forca impulsionadora capaz de ajudar na transformação do pais.

No que concerne ao projecto agrícola, o Presidente da República lembrou que a maioria da população guineense vive no campo, pelo que deve-se aproveitar esta mão-de-obra e, ao mesmo tempo, mecanizar a produção agrícola.

"Devemos acreditar em nós mesmos e trabalhar para melhorar a nossa vida e o futuro dos nossos filhos", considerou o chefe de Estado que constantemente era interrompido pelos aplausos de milhares de cidadãos de Bafatá que afluíram ao comício popular realizado no centro da cidade.
O evento foi assistido por cerca de 20 régulos e pelo menos 80 imames e chefes de diferentes crenças religiosas vindos das diferentes localidades da região de Bafatá, cidade natal do líder Nacionalista, Amílcar Lopes Cabral.   
ANG/JAM/SG

quinta-feira, 23 de março de 2017

Infraestruturas


        Primeiro-ministro promete reabilitar edifício “Cimeira dos Cinco”

Bissau, 23 Mar 17 (ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau lamentou o estado do abandono em que foi votado o imóvel conhecido como “Cimeira dos Cinco” sito ao lado da Escola Salvador Allende, em Bissau. 

Umaro Sissoco , em declarações hoje à imprensa após a visita que efectuou ao referido prédio, prometeu a sua reabilitação para breve.

O chefe do executivo guineense disse que, com a sua reabilitação, pela República Popular da China, o imóvel  servirá de residência para futuros hóspedes que as autoridades nacionais venham a receber.

Sissoco Embaló criticou a política de apropriação do património de Estado, salientando que tais práticas situação não pode continuar, porque o país pertence à todos.

Interrogado sobre a situação da infuncionalidade da Assembleia Nacional Popular (ANP), reconheceu a existência de dificuldades criadas pelo não funcionamento do hemiciclo, contudo disse que o executivo está a empenhado a fazer o seu trabalho, acrescentando que cabe ao parlamento, os deputados e  partidos políticos  fazerem os seus.

Para justificar a vontade e seriedade dos membros do seu governo, o Primeiro- ministro indicou a aprovação pelo Conselho de Administração do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) do apoio à eletrificação de 14 localidades do país.

Umaro Sissoco apelou na ocasião aos jovens a não participarem nas marchas encomendadas e disse que, se há algo em que se sentem lesados que contactem o primeiro-ministro para o apresentarem as suas preocupações, não pela via de manifestações.

Umaro Sissoco Embaló defendeu igualmente a moralização da sociedade que na sua opinião passa necessariamente pelo termino das greves e pela apostar na educação de qualidade.  
ANG/LPG/ÂC/SG

Banco Mundial

                            Financiamento recorde para a região

Bissau, 23 Mar 17 (ANG) - O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, anunciou quarta-feira, em Baden Baden, província da Alemanha,  57 mil milhões de dólares como financiamento para os países da África subsaariana nos próximos três anos fiscais.

Com este compromisso, explicou Jim Yong Kim, o Banco Mundial pretende trabalhar com os países, líderes e povos  africanos na expansão de programas em áreas como a educação, serviços básicos de saúde, água potável e saneamento, agricultura, ambiente de negócios, infraestruturas e reforma institucional. 

Jim Yong Kim referiu que os fundos também vão servir para aumentar investimentos e reduzir riscos associados a participação do sector privado na aceleração do crescimento e desenvolvimento.

“Isso representa uma oportunidade para mudar a trajetória de desenvolvimento dos países da região”, sublinhou Jim Yong Kim.


 Com vista a enfatizar o apoio da instituição financeira, Jim Yong Kim está a efectuar um périplo com passagem pelo Ruanda e Tanzânia.

A decisão foi tomada após a reunião com os ministros das finanças e governadores dos bancos centrais do G20, refere um comunicado da instituição financeira. 


A maior parte do financiamento, 45 mil milhões de dólares, vem da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), o  fundo do Grupo Banco Mundial para os países mais pobres.

O financiamento à África Subsaariana inclui também uma estimativa de oito mil milhões em investimentos do sector privado da Corporação Financeira Internacional (IFC), uma divisão do sector privado do Grupo Banco Mundial.


E quatro mil milhões em financiamento do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, uma divisão não concessionária do sector público. 

Em Dezembro, os parceiros de desenvolvimento acordaram um valor recorde de 75 mil milhões para a Associação Internacional de Desenvolvimento, um aumento baseado numa iniciativa inovadora para juntar as contribuições dos doadores para esta associação com os recursos internos do Banco Mundial e com os recursos captados nos mercados de capitais.
 

Espera-se que 60 por cento do financiamento da Associação Internacional de 
 Desenvolvimento sejam destinados à África Subsaariana, onde está mais de metade dos países elegíveis ao financiamento da associação, que vai estar disponível para o período conhecido como IDA18, que vai de 1 de Julho de 2017 a 30 de Junho de 2020.
ANG/JA

Inglaterra



                      Atentado em Londres perto de Westminster

Bissau, 23 Mar 17 (ANG) - Quatro pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas no ataque terrorista de quarta-feira no centro de Londres, junto ao Parlamento britânico.
 
O atentado de Londres teve lugar um ano após o triplo ataque terrorista ao aeroporto internacional de Zaventem e à estação Maelbeek, em Bruxelas, na Bélgica, que matou 32 pessoas e deixou outras 324 feridas.

Segundo o balanço da polícia, o ataque começou na ponte de Westminster e só terminou junto ao Parlamento britânico.

Na ponte, o atacante acelerou para cima dos transeuntes - matando três pessoas - e seguiu até ao palácio do Parlamento. Aqui, esfaqueou um polícia, que acabou por morrer no local. Ao que tudo indica, o homem tentava entrar no edifício, mas foi parado pela polícia após tiroteio.

Os relatos de que o ataque foi perpetrado por dois terroristas, estando ainda um suspeito em fuga, foram depois desmentidos pela polícia, que no balanço à imprensa ao fim da tarde de quarta-feira afirmou que o autor era apenas um homem, aquele que foi baleado junto ao Parlamento.

O deputado britânico e secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Tobias Ellwood, está entretanto a ser elogiado pelas suas acções junto ao Parlamento. 

O governante tentou socorrer o polícia esfaqueado. A zona continuava quarta-feira totalmente isolada.

“O ataque começou quando um carro foi conduzido sobre a ponte de Westminster atropelando e ferindo um número de membros do público, incluindo três agentes da polícia”, afirmou Mark Rowley, comissário adjunto e director das forças antiterrorismo. “O carro depois bateu perto do Parlamento e pelo menos um homem armado com uma faca continuou o ataque e tentou entrar no Parlamento”.

Uma mulher que terá caído da ponte (ou se terá atirado fugindo do ataque, não é claro exactamente o que aconteceu) foi a meio da tarde de quarta-feira retirada do Rio Tamisa. Segundo os media britânicos, está viva mas ferida.

A polícia britânica informou desde o primeiro momento que o incidente estava a ser tratado como um acto terrorista.

Pessoas atropeladas na ponte foram assistidas por outros transeuntes ainda antes de a polícia chegar ao local. Entre os feridos estão três adolescentes franceses que estavam numa visita de estudo a Londres e foram atropeladas na ponte. Pertencem à escola Saint-Joseph de Concarneau.

Um político polaco, Radoslaw Sikorski, contou à BBC que várias pessoas foram atropeladas na ponte nas proximidades do Parlamento.

“Não vi o carro, mas ouvi o que me pareceu ser uma colisão. Olhei pela janela do táxi e vi uma pessoa no chão, em grande dificuldade”, disse, acrescentando que viu, ainda, mais quatro pessoas caídas na ponte de Westminster, “uma a sangrar de forma abundante”.

A editora de política da BBC disse no Twitter que um assessor político lhe contou que viu mais de dez corpos caídos na ponte de Westminster. “De onde estou, não posso confirmar”, acrescentou Laura Kuenssberg.

Os órgãos de informação na capital britânica afirmam que não é muito comum que na zona do Parlamento, com um perímetro de segurança, num dia de debate com a primeira-ministra e o líder da oposição na Câmara dos Comuns, um indivíduo tenha conseguido fazer o ataque.

Theresa May, primeira-ministra inglesa, foi escoltada para fora do Palácio de Westminster pelo seu serviço de segurança. Funcionários e deputados do Parlamento foram instruídos para ficarem dentro dos escritórios e alguns foram retirados do local em segurança pela polícia.

As imagens do atacante e o carro por ele utilizado no ataque, após ter chocado contra as grades do Palácio de Westminster, foram também divulgadas.  
ANG/JA

CAN-2019


   Seleção Nacional realizada primeiro jogo em casa frente à Namíbia

Bissau,23 Mar 17(ANG) - A seleção nacional da Guiné-Bissau "Djurtus" realizará o seu primeiro jogo referente a qualificação para o CAN-2019 em Bissau frente a seleção da Namíbia numa data a definir entre 5 a 13 de Junho de 2017.
Segundo o site o Golo GB, a Guiné-Bissau está no grupo K juntamente  com as seleções  da Zâmbia, Moçambique e da Namíbia, o seu primeiro adversário. 

Na segunda jornada, os comandados do Mister Candé deslocarão até a República irmã de Moçambique para medir forças com a seleção local "OS Mambas" como é apelidado a seleção de futebol deste país falante da língua portuguesa, e de mesmo molde o jogo será marcado nas datas entre 19 a 27 de Março de 2018.

A terceira e quarta  jornada serão disputadas entre 3 a 11 de Setembro de 2018 com  os "Chipolopolos" nome conhecida da seleção zambiana e que será realizada na Zâmbia, e a quarta será a vez dos guineenses voltarem de novo a jogar em casa frente à Zâmbia.

Entre 8 a 16 de Outubro de 2018, a seleção nacional deslocará a Namíbia para medir forças com a seleção local no jogo a contar da quinta e penúltima jornada da fase de qualificação para o CAN-2019.

Finalmente, entre 5 a 13 de Novembro,  Os Djurtus receberão em casa a os "Mambas", a seleção moçambicana terá que deslocar pela primeira vez ao solo pátrio de Amilcar Cabral para jogar com a seleção irmã da Guiné-Bissau. 

O Campeonato Africano das Nações 2019 será disputado nos Camarões. Actualmente, os Djurtus encontram-se na África de Sul para realizar no Sábado "25 de Março" o primeiro jogo de preparação com vista a qualificação para o CAN-2019 frente seleção Sul Africana.
ANG/Site O Golo GB

Justiça

                    Greve dos oficiais de Justiça paralisa tribunais

Vista do Palácio da Justiça
Bissau,23 Mar 17(ANG) - Os tribunais da Guiné-Bissau encontram-se novamente paralisados a partir de hoje e durante cinco dias devido a uma greve dos oficiais de justiça que acusam o Governo de falta de vontade política na resolução das suas exigências.

Pedro Gomes, presidente do sindicato dos oficiais de justiça, disse à Lusa que todos os tribunais da Guiné-Bissau estão paralisados, sem serviços mínimos, ainda que possam ter os magistrados nos edifícios.

«Os magistrados até podem ir tentar trabalhar, mas não vão conseguir, pois somos nós quem dá seguimento as suas diligências», indicou Gomes, para adiantar ainda que o governo não chamou o sindicato para tentarem encontrar um entendimento.

Entre os pontos em reivindicação, o sindicato exige do Governo a regularização da situação laboral de alguns oficiais de justiça que recebem ordenados desde 2007 mas nunca enquadrados na Função Pública, o retorno do cofre dos tribunais do Supremo para o Ministério da Justiça e ainda aquisição de uma viatura de transporte para o pessoal.

O sindicato também exige a promoção  de oficiais de justiça que não beneficiam de promoção há mais de 17 anos.
ANG/Lusa