quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Campanha eleitoral


Domingos Simões Pereira pede participação massiva da população no acto de votação do dia 24 de novembro

Bissau, 14 nov 19 (ANG) – O candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira pediu  quarta-feira à população da região de Oio, concretamente dos sectores de Farim e Mansaba a participarem massivamente no processo de votação do dia 24 de novembro.

Num comício de caça ao voto, Domingos Simões Pereira declarou que pretende ser um Presidente diferente, que vai ajudar os mais carenciados através das suas ações para que estes se sintam que dispõem de um chefe de Estado que está preocupado em resolver os seus problemas.

Para tal, garantiu que se for eleito vai reforçar a diplomacia para ajudar o governo a ultrapassar algumas dificuldades para que quando os guineenses, sobretudo as mulheres e crianças, olhassem para o Palácio Presidencial sintam que estão bem representados.

Simões Pereira prometeu não responder nenhuma acusação e provocação de ninguém, em comprimento dos conselhos dados pelos anciãos do sector de Farim.

“Durante a campanha eleitoral, vou apenas preocupar-se com a situação que o país enfrenta”, disse o líder do PAIGC.

 Apelou aos populares a se mobilizarem para ir votar no dia 24 em quem representa os seus desejos e capaz de criar condições para que o governo possa implementar o seu programa de governação, a bem do país e não aquele que vai permitir que a Guiné-Bissau continue tal como está.

Em Farim, Domingos Pereira reuniu-se com alguns chefes tradicionais, e disse que ouviu destes todas as preocupações tendo prometido encontrar soluções  caso for eleito Presidente.

A Directora Nacional Adjunta da campanha de Domingos Simões Pereira,  Dam Ialá aconselhou aos populares do sector de Farim à exigirem dos candidatos a apresentação dos  seus respectivos manifestos políticos ao cargo do Presidente,  a semelhança de Domingos Simões Pereira.

No comício de Farim, usaram também de palavra o Presidente do Movimento Democrático Guineense (MDG) Silvestre Alves que e disse que Domingos Simões Pereira é capaz de tirar o país ou seja salvar o Povo da situação de dificuldade que enfrenta.

Outro apoiante e ex-presidente do Sindicato Nacional dos Professores(Sinaprof),Luís Nancassa exortou os alunos no sentido de votarem na pessoa  de Domingos Simões Pereira para que as aulas possam funcionar normalmente, e que os professores  possam recuperar a dignidade perante os seus familiares .ANG/LPG/ÂC//SG

Espanha


                     Socialistas e esquerda radical tentam coligação
Bissau, 14 nov 19 (ANG) - O presidente do Executivo em final de mandato e líder socialista, Pedro Sánchez, e o chefe da esquerda radical do Podemos, Pablo Iglesias, alcançaram um pré-acordo para compor um governo de coligação na Espanha.
O anúncio foi feito  terça-feira (12), dois dias após a eleição legislativa que consolidou o enfraquecimento das legendas tradicionais e a alta da extrema direita no país.
"Alcançamos um pré-acordo para compor um governo de coligalição progressista na Espanha, (...) que combina a experiência do Partido Socialista com a coragem do Podemos", disse o chefe da esquerda radical, Pablo Iglesias, após a inesperada assinatura do documento no Parlamento espanhol.
"Este novo governo vai ser um governo categoricamente progressista", pensado para durar os quatro anos da legislatura, porque "a Espanha precisa de um governo estável, não interino, um governo sólido, e precisa já", defendeu Pedro Sánchez. Ambos os líderes disseram que, nas próximas semanas, vão detalhar o programa e a estrutura do governo.
O partido de Sánchez venceu as eleições de domingo (10), mas não obteve maioria e saiu enfraquecido do pleito. A possível coligação é uma tentativa de colocar um ponto final em meses de bloqueio político na quarta economia da zona euro. Mas, para isso, o possível governo precisará do apoio de outros partidos para obter a aprovação da Câmara Baixa, renovada do fim de semana.
Os socialistas já haviam tentado, sem sucesso, negociar a formação de um governo de coaligação com o Podemos após as legislativas anteriores, em abril. As negociações fracassaram, porém, devido a divergências sobre qual papel o partido da esquerda radical teria no Executivo. O desentendimento levou o país de volta às urnas.
O novo acordo "é tão promissor que supera qualquer tipo de divergência que possamos ter tido nos últimos meses", disse Sánchez, que selou o pacto com um abraço em Iglesias.
Mas, além das declarações otimistas, os líderes da esquerda também se unem para evitar o fortalecimento da extrema direita do partido Vox. A legenda foi a verdadeira vencedora do pleito de domingo, já que duplicou sua representatividade e se tornou a terceira força política do país.
O líder do Vox, Santiago Abascal, defende suspender a autonomia catalã e quer prender o presidente da região, Quim Torra. Ele também promete tornar ilegais os partidos soberanistas.
Os socialistas e o Podemos reúnem 155 deputados, motivo pelo qual vão precisar conquistar apoio de outras siglas para alcançar a maioria absoluta de 176, em um Congresso de 350 cadeiras. A preferência dos socialistas é um apoio dos liberais do Cidadãos, que foram esmagados no domingo. Dos 57 deputados que haviam conquistado em abril, a legenda passa a ter apenas dez assentos.
Sánchez também espera poder contar com outros partidos nanicos para não dependerem dos separatistas catalães, que contam com 23 vagas. ANG/RFI/AFP

CAN 2021


                           Guiné-Bissau vence  Essuantini por  3 - 0

Bissau, 14 Nov 19 (ANG) – A Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau, recebeu e derrotou em casa por 3-0, a sua congénere de Essuantini anteriormente conhecido por  “Suazilândia”, na primeira partida do grupo I da fase de apuramento para o próximo Campeonato Africano das Nações (CAN) 2021, a ter lugar nos Camarões.

Selecção da Guiné-Bissau
O seleccionar nacional dos “djurtus” apresentou o onze inicial com Jonas Azevedo Mendes guarda-redes, o quarteto defensiva constituído por Marcelo Amado Djaló, Juary Marinho Soares, Nanu e Mamadu Candé.

Para a posição dos médios, o técnico guineense Baciro Candé alinhou com Pelé, Burá, Moreto Moro Cassama e Jorge Fernando Barbosa Intima(Jorginho), e no ataque o Piquete Djassi e Joseph Mendes.

Ao passo que os visitantes alinharam com Mathabela Knowledge na Baliza, Dlamini Melusi Frank, Gamedze Sandile, Mamba Siboniso Ntokozo, Fanelo Mamba, Shabangu Sylvester Wandile, Mlamuli Msibi, Mzuandile Derrick Mabelesa, Phumlane Lwazi Dlamini, Sifiso Samu Matse e na ponta de lança jogou o Phinda Mhlonishwa.

No 1º tempo do jogo, a Selecção Nacional da Guiné-Bissau comandou na partida, avisando o adversário que está mesmo a jogar em sua casa, e que os seus adeptos precisavam de vê-los a vencer, para ficarem animados.

Com um bom futebol apresentado pela equipa de casa, o primeiro golo da partida surgiu somente nos minutos 31 da primeira parte do encontro, marcado por intermédio do centro campista Jorginho, que depois de ter efectuado o primeiro dos “Djurtus” foi imediatamente substituído por João Mário Nunes, por motivo de lesão na perna.

Depois do primeiro golo apontado pela Selecção Nacional, os pupilos de Baciro Candé não demoraram muito para marcar o seu segundo golo  nos minutos 36 da 1ª parte, por intermédio de Piquete Djassi, o jogador mais aplaudido pelos adeptos.

Entretanto, o segundo tempo do jogo não mudou muito porque a Selecção de “Essuantini” poucas vezes chegava à baliza de Guiné-Bissau, e a equipa de casa continuava a se impor no jogo, até que nos minutos 74 da segunda parte apontou o seu terceiro golo da partida, por intermédio de João Mário, jogador que entrou na segunda parte do jogo.

No final da partida, o técnico guineense Baciro Candé, parabenizou a equipa, acrescentando que o momento agora é para pensar no próximo jogo contra o Congo-Brazaville, no próximo domingo, dia 17 do corrente mês.

“Agora não é como dantes, porque a Guiné-Bissau, é uma equipa que está á crescer num bom ritmo, e todos os seus adversários já perceberam isso”, disse Candé, acrescentando que,  quem tiver que jogar com ele, saberá de princípio que vai defrontar uma equipa, que merece  respeito.

O Capitão da turma nacional, Mamadú Candé disse à imprensa que é um prazer ter marcado pala sua selecção, realçando que desde pequeno que sonhava poder ,um dia,se  juntar ao grupo de trabalho da sua selecção nacional de futebol.

Questionado sobre os outros encontros que a Guiné-Bissau terá pela frente, o Capitão dos “Djurtus” disse que, agora, não têm medo  de enfrentar qualquer equipa porque tem jogadores preparados para qualquer disputa.  

De acordo com o calendário, os Djurtus vão ainda deslocar a República vizinha do Senegal, visto como o favorito do grupo, em partida  agendada para Agosto de 2020. 

O grupo “I” de apuramento para o próximo CAN-2021 está composto pela Guiné-Bissau, Congo Brazaville, Essuantini e Senegal.ANG/LLA/ÂC//SG

Franco CFA


            Presidente do Benim quer reforma das reservas de câmbio
Bissau, 14 nov 19 (ANG) - O ministro francês da Economia Bruno le Maire, declarou recentemente  em Bruxelas que a França não pretende impor o que quer que seja para reformar o franco CFA.
Bruno le Maire
O governante francês reagia às declarações do Presidente do Benim, Patrice Talon, que em entrevista à RFI anunciou uma importante mudança no funcionamento da moeda africana.
"Não compete à França fazer propostas que são da alçada dos Estados membros da zona franca", sublinhou o ministro francês reagindo a declarações do Presidente do Benim, Patrice Talon. 
Em entrevista à RFI e France 24, o chefe de Estado do Benim, anunciou a retirada das reservas de câmbio do franco CFA que se encontram em França.
Segundo o presidente beninês, o Banco central dos países da África da UEMOA, União económica monetária oeste africana passará a gerir a totalidade dessas reservas de divisas para as repartir entre os diversos Bancos centrais no mundo.
"Esta reforma que quer que não haja contas de operações e que o Banco Central dos Estados da África do Oeste da UMOA, deixem de guardar uma parte dessas reservas de câmbio junto do Tesouro francês, é uma reforma desejada por todos, inclusivé, pelo actual governo francês e pelo Presidente Macron. Estamos unanimemente todos de acordo sobre este assunto para pôr termo a este modelo, que, na verdade, tecnicamente, não era um problema”,disse.
Este estado de coisas , segundo Talon, tornou-se um problema para o CFA, mas na verdade não é um problema técnico.
“Para mim tudo ficará claro rapidamente, logo, o Banco central dos países da UMOA, vai gerir a totalidade dessas reservas de divisas e vai reparti-las pelos diversos Bancos centrais parceiros em todo o mundo. Já está acordado e é vontade de todos e aliás a França vai também retirar-se das estruturas de governação da moeda quanto à sua cessão”, referiu.
Não foi avançada qualquer data para esta reforma mas se vier a concretizar-se será todo o funcionamento do franco CFA a ser reformado.
De notar que por ora os Estados africanos devem depositar 50% das suas reservas em França, obtendo em contrapartida uma convertibilidade ilimitada com o euro que lhes dá uma certa credibilidade internacional. ANG/RFI


Campanha eleitoral


Candidato do PUSD Gabriel Indi promete promover a Unidade Nacional, caso for eleito

Bissau, 14 Nov 19 (ANG) - O candidato apoiado pelo Partido Unido Social Democrática (PUSD) às eleições presidenciais prevista para 24 do corrente mês prometeu esta quarta-feira promover a Unidade Nacional ,caso venha a ser eleito.

Gabriel Fernandes Indi fez a promessa , na secção de Quissete, sector de Prábis, região de Biombo, norte do país no quadro da campanha eleitoral para eleições presidenciais de 24 de Novembro em curso.

“Caso venho a ser eleito Presidente da República da Guiné-Bissau, vou usar a minha influência junto do governo para que nenhum governante faça  tratamento médico no estrangeiro, porque só assim é que os mesmos vão pensar em desenvolver o sistema de saúde nacional”, garantiu aquele candidato.

Fernandes acrescentou que a missão de um governante deve consistir em servir o seu povo e não em procurar os bens pessoais, tal como é o hábito dos políticos da Guiné-Bissau.

“Um Presidente da República não deve pertencer ao partido A ou B,  deve apenas pertencer ao seu país, uma vez que tem a responsabilidade de fiscalizar a governação e de tomar certas decisões para o progresso de um do país”, sustentou.

Acrescentou que  um Presidente não deve priorizar simplesmente o derrube dos governos como forma de resolver os problemas, porque isso acaba por complicar as coisas em muitos casos a causar  crise institucional.

O candidato disse ainda que sendo ele o Presidente da República vai respeitar a Constituição da República e a vontade do Povo, tendo justificado que os governantes existem para serem escravos do Povo, uma vez que estão no poder simplesmente por  serem escolhidos pela própria sociedade.

“Há um factor bastante alarmante que se verifica na sociedade guineense, que é a questão étnica. Só quero dizer que isso não deve ser prioridade para o Povo devido ao mal que pode causar na sociedade”, avisou.

Gabriel Fernandes disse que, um voto deve ser baseado nos projectos que podem desenvolver a Guiné-Bissau em geral, porque só assim o Povo terá a paz e a segurança interna.

Por outro lado, Gabriel Indi depois de ter auscultado as preocupações da população de secção de Quissete, prometeu usar a sua influência para melhorar as suas dificuldades junto do governo caso venha a ser vencedor das presidenciais.

Gabriel apelou os seus homólogos no sentido de respeitarem o Código de Conduta Eleitoral que proíbe uso de  palavras  insultuosas durante a campanha eleitoral.

“Fazer campanha não significa falar mal de um terceiro, mas sim mostrar o que pode fazer para progredir o país”, disse o candidato apoio pelo Partido Unidos Social Democrata(PUSD). ANG/AALS/ÂC//SG

Presidenciais 2019


Populares de Secção de Quessete queixam-se de dificuldades de acesso ao Centro Hospitalar  

Bissau, 14 Nov 19 (ANG) - As populações de Secção de Quessete  do sector de Prábis, região de Biombo, zona Norte da Guiné-Bissau enfrentam muitas dificuldades nomeadamente  as de  acesso ao Centro Hospitalar, à  água potável, bolanhas estragadas para além de péssimas condições de estradas da àrea.

Populares de povoação de Quessete
As dificuldades foram reveladas por Adriano Cá durante o comício do candidato apoiado pelo Partido Unido Social Democrática (PUSD) Gabriel Fernandes Indi, feito na referida zona.

Em nome dos populares daquela zona, Cá disse que as mulheres grávidas perdem vidas em muitos casos no percurso para chegar ao hospital no momento certo devido às más condições  das estradas e também por não haver  um centro hospitalar em Quessete.

“Actualmente, as mulheres são as que mais batalham para sustentar a família, porque as nossas bolanhas estão totalmente estragadas e não temos condições de as melhorarem para que possamos praticar as nossas actividades de lavoura de forma normal”, lamentou.

Disse ainda que as mulheres daquela zona sacrificam bastante, porque além de serem responsáveis pelo sustento da família também enfrentam dificuldades no que toca com a questão de água potável, fazendo  filas nos poços para apanhar a água.

Adriano Cá sublinhou que os jovens são futuro de um país e das suas tabancas em particular e que por isso, merecem muito mais atenção sobretudo no que toca com o ensino  de qualidade, com o objectivo de poderem estar aptos para realizar qualquer que seja actividade que possa contribuir para a progressão da nação guineense.

“Nós jovens de Quessete, somos capazes assim como os jovens de diferentes partes da Guiné-Bissau e do mundo. Só precisamos ter oportunidades para mostrar que temos a capacidade de fazer algo que possa contribuir para desenvolvimento do nosso país”, garantiu.

Por outro lado, disse que já estão cansados de tantas promessas por parte dos políticos no período de campanha eleitoral e que jamais votaram com base nas promessas, mas sim nos projectos que possam melhorar as suas vidas.

Adriano garantiu que vão apoiar o candidato Gabriel Fernandes Indi porque acreditam no seu projecto para a progressão da Guiné-Bissau e da Secção de Quessete em particular. ANG/AALS//SG

África do Sul

Jurista critica Moçambique por ignorar maior burla internacional pós-colonial

Bissau, 14 nov 19 (ANG) -  O jurista sul-africano André Thomashausen afirma que o recurso de Moçambique contra a sentença sobre a extradição do ex-ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, mostra a recusa do país em julgar a maior burla internacional feita na África pós-colonial.
"Demonstra que Moçambique não quer aceitar a co-responsabilidade no maior escândalo de burla internacional na África pós-colonial. Continua a recusar a sua colaboração com o FMI na descoberta e identificação do destino de milhões de euros desviados”, desabafou o jurista.
Moçambique desinteressa-se em recuperar os fundos desviados, lamentou à Lusa o professor emérito de Direito Internacional e Comparado da Universidade da África do Sul (UNISA).
Segundo o intelectual sul-africano, estão envolvidos na referida teia conspirativa, o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, que ordenou a banca a remeter o dinheiro para a conta de uma empresa privada, em Abu Dhabi, em vez de transferir para a conta do Banco Nacional de Moçambique, e o Presidente da República, Filipe Nyusi, nas vestes de ministro da Defesa e tutela das empresas controladas a  100% pelo seu Ministério que, por sua instrução escrita e já pública.
 Thomashausen recorda que  na altura, o montante correspondia a 25% do PIB do país".
Na óptica deste analista, a decisão judicial da África do Sul de extraditar o ex-ministro das Finanças de Moçambique Manuel Chang não irá afectar negativamente as relações entre Moçambique e a África do Sul, ou entre os partidos governantes, Congresso Nacional Africano (ANC) e Frelimo. ANG/Angop

Presidenciais 2019


    Falta de verbas impede cobertura da campanha eleitoral nas regiões

Bissau, 14 nov 19 (ANG) - Os órgãos de comunicação social públicos  não estão a fazer campanha eleitoral no interior do país por falta de meios financeiros, disse terça-feira à Lusa, o secretário de Estado da Comunicação Social .
Segundo João Ferreira, alguns candidatos até já tinham levado alguns jornalistas do sector público (rádio e jornal 'No Pintcha'), mas o Governo "não achou isso correcto.
Neste momento, as autoridades não conseguem dar resposta às necessidades apresentadas em conjunto pelos quatro órgãos, para garantirem uma cobertura integral da campanha eleitoral, nomeadamente dinheiro para custear as deslocações de jornalistas, equipamentos de reportagem e viaturas, assinalou o governante.
"O Governo também acha indigno que sejam os candidatos a levar à boleia os jornalistas, sobretudo os dos órgãos públicos", notou o secretário de Estado da Comunicação Social.
João Ferreira está, contudo, confiante em como a "situação se vai resolver ainda esta semana".
Com a intervenção do primeiro-ministro, Aristides Gomes, o Governo solicitou um apoio de urgência junto da representação da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) em Bissau, com vista a cobrir o orçamento apresentado pelos quatro órgãos de comunicação estatais.
Entretanto, os referidos órgãos iniciaram esta quarta-feira a cobertura da campanha no interior com fundos disponibilizados pela TGB mas que serão reembolsados pelo Governo.
A ANG sabe que os fundos disponibilizados pela estação televisiva guineense não são suficientes para a cobertura do  tempo restante de campanha eleitoral(10 dias)ANG/Angop/Lusa


Angola


                       UNITA terá terceiro presidente da sua história

Bissau, 14 nov 19(ANG) -  O XIII congresso da UNITA inicia esta quarta-feira com um dado assente, Isaías Samakuva não será mais o presidente do partido, 16 anos depois.
Cinco candidatos disputam a sucessão, após uma campanha intensa e com um discurso quase convergente, dar continuidade aos projectos das anteriores lideranças.
Isaías Samakuva decidiu não se candidatar à própria sucessão ao cargo que ocupava desde o IX congresso realizado em 2003, abrindo a possibilidade aos seus companheiros Raúl Danda, Alcides Sakala, Kamalata Numa, José Pedro Katchiungo e a Adalberto da Costa Fernandes, sujeitarem-se a escolha dos mil 150 delegados.
Raúl Danda, que notabilizou como jornalista de 1985 a 2006, primeiro na Rádio Vorgan (voz da Resistência do Galo Negro) e depois na Rádio Nacional de Angola, é um dos candidatos à liderança.
Actualmente vice-presidente da UNITA, é pela introdução de reformas na Unita, tendo em conta a necessidade de melhor preparar o partido para a tomada e exercício do poder político no país.
Entre as principais reformas, emerge a intenção de reduzir a composição do comité permanente, actualmente com 51 membros, de modo a torná-lo "num verdadeiro núcleo duro” do partido, onde são tomadas decisões acertadas inerentes às questões mais estratégicas da UNITA e do país.
Admite tratar-se de uma iniciativa que pode suscitar um certo mal-estar internamente, mas necessária porque o actual comité permanente não tem se revelado mais eficaz na sua acção de estudar estratégias e apontar linhas de actuação, por ser numeroso na sua composição.
José Pedro Katchiungo promete ser um líder corajoso, inovador e enérgico, caso seja eleito presidente. Um líder que saiba ouvir os outros, que garanta a autoridade do partido, tenha coragem de discordar, bem como persuadir e fazer vincar a opinião da maioria.
Afirma-se como seguidor da vontade do presidente cessante, Isaías Samakuva, pugnando pela honestidade, lealdade e patriotismo que acima de tudo ama Angola.
No seu manifesto, o vice-presidente da bancada parlamentar da UNITA reafirma a vocação de exercer o poder político através do fortalecimento da cidadania, com vista a efectivar a verdadeira mudança.
 Adalberto da Costa Júnior, presidente da bancada parlamentar, garante que, com a sua eleição, o partido deverá mostrar pelos quatro cantos de Angola que a UNITA tem projetos para orientar e governar o país.
Afirma que o seu propósito como candidato à presidência da Unita é elevar o partido à alternância do poder político que se vive no país, em 2022 aquando da realização das eleições gerais.
Alcides Sakala Simões , ex-guerrilheiro, porta-voz do partido e deputado à Assembleia Nacional, é de opinião que a sua  candidatura representa o ressurgimento da esperança e do direito à cidadania, o aprofundamento da democracia e a defesa dos princípios de Muangai de 1961.
Sakala destaca a necessidade daquela força política assumir uma postura e responsabilidade moral, tornando-se num partido político dinâmico e congregador.
Outro candidato, Abílio Camalata Numa, mestre em Direcção Estratégica e Gestão de Inovação, promete modernizar a UNITA, transformando a organização num partido pan-africano, com projectos de formação de quadros.
As  suas intenções são essencialmente as de elevar o grau de organização partidária e de maturidade política da UNITA, para que esteja à altura dos desafios políticos do país.
Salienta que, caso seja eleito, vai usar a sua experiência para ajudar o partido a desenvolver uma política que contribua para a consolidação da democracia, bem como a preservação e manutenção da paz e estabilidade nacional, para além de implementar o Projecto do Muangai.
A campanha eleitoral foi intensa, tendo os candidatos percorrido diversas províncias do país para darem a conhecer as suas ideias e projectos, com o intuito de influenciar os 1.150 delegados ao conclave.
O sorteio da posição no Boletim de voto determinou Estêvão José Pedro Katchiungo para a primeira posição, Raúl Danda na segunda, Adalberto Costa Júnior na terceira, Abílio José Augusto Kamalata Numa na quarta e Alcides Sakala Simões na quinta posição. ANG/Angop

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Pescas


            ANAPA nega que haja falta de peixe de qualidade no mercado

Bissau 13 Nov 19 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional de Pescadores Artesanais(ANAPA), disse não corresponder a verdade informações segundo as quais há falta de peixe de qualidade no mercado.
Augusto Djú

Em entrevista exclusiva à ANG, Augusto Djú disse que há peixe no mercado, mas que o  problema se reside na falta de poder de compra da parte das populações guineenses.

Djú sustenta   que as Nações Unidas estima que a maioria dos guineenses vive com 1 dólar por dia, o que corresponde a 650 euros. Acrescenta que o Porto de Bissau é dos mais longe da zona de faina em toda a sub-região, com rios profundos .

"É fácil dizer que que não há peixe. Os peixes também são animais e não fixam num determinado sítio, têm  períodos em que se agrupam num determinado lugar, mas mudam de um local para outro dependendo de período," disse Djú.

Para ele,  outro fator que condiciona o preço do  pescado é a época chuvosa, “porque muitos peixes não querem água doce”( tainha e bagre), e também porque a maioria dos pescadores é  camponesa, vão a lavoura e suas canoas são de remo de modo que nessa época não conseguem  entrar no mar.

Acrescentou  que, para além da situação da chuva, também contribuiu para a elevação do custo do pescado,os custos dos materiais de pesca, nomeadamente, o óleo de motor, cujo o preço varia de três mil à 5.100 francos cfa, dependendo da qualidade.

Aquele responsável disse ainda que , o gelo de conservação do pescado custa 50 francos cada kg, no total 3000 francos por saco, o que considera ser  “muito caro” para os pescadores.
Afirmou que, a título de exemplo, só para ir  pescar na ilha de Onhocum no Arquipélago dos Bijagós,   são sete horas de tempo de percurso e que as pirogas consomem 100 litros de combustível ,que custam 65  à 67 mil francos, ida e volta, totalizam 210 mil francos, só em gasolina.

Acrescenta que o selo de imposto que era adquirido à 3.000fcfa sobre o valor passou para 50.000 mil francos mensal com o actual governo.   

"O que  também faz com que os pescadores, na maioria das vezes, voltam para a terra sem peixes, é a limitação da zona de pesca que o governo introduziu”,afirmou.

Augusto Djú sublinhou que o governo criou Parques e proibiu pescas nessas zonas, ditando a regra de que só os filhos da zona podem pescar nessas localidades, mas  em determinado período.

Declarou que, as vezes só se consegue peixe numa pequena zona,  fazendo os cálculos, os pescadores tiram poucos rendimentos e não conseguem recuperar as despesas com os materiais de pesca.

Disse que, terminado o período chuvoso,  haverá peixe em abundância, acrescentando que, entre  Maio e Abril, o governo  deve adquirir barcos para a pesca porque as grandes capturas de pescado dependem de meios.

O presidente da Associação Nacional de Pescadores Artesanais apela ao governo para criar um fundo para o sector da pesca artesanal.

Vendedeiras de peixes se queixaram terça-feira em declarações à ANG que enfrentam actualmente grandes dificuldades na comercialização de peixe devido a falta de peixe de qualidade no mercado nacional. Sustentaram que são obrigadas a se deslocar ao Senegal para comprar peixes que depois revendem em Bissau.ANG/MI/ÂC//SG  

Saúde pública




Bissau,13 Nov 19(ANG) - O director-geral do Hospital Nacional Simão Mendes considerou esta terça-feira (12/11) de falsa e infundada as acusações do sindicato de Pessoal Contratado de Saúde, segundo as quais, esta direcção tem estado a tratar mal os contratados.

Segundo a Rádio Sol Mansi, o sindicato acusou segunda-feira a direcção de ter estado  a “massacrar” os funcionários contratados ao longo do tempo.

O director-geral do maior Centro Hospital do país, Francisco Aleluia Lopes diz que as acusações não correspondem a verdade e contradiz  que o sindicato teme um bom controlo, a nova estrutura e dinâmica imprimida pela nova direcção.

“ Estas declarações não correspondem minimamente a verdade. (...) nunca fizeram greve num período longo como agora, isso porque têm algum interesse que foi desmantelado, que tem a ver com as cobranças ilícitas, o que está a ferir a sensibilidade de muitos que estão a reivindicar”, afirma Aleluia Lopes, para depois adiantar que “a maioria deles está a construir casas e adquirir carros com  receitas provenientes dessas cobranças ilícitas.
As receitas que apresentavam eram de 400 à 600 mil francos, agora com o meu controlo, consigo arrecadar um milhão de francos CFA e nos finais de semana, arrecado quase 500 mil francos CFA ”, disse.

Por outro lado, Francisco Aleluia Lopes aconselha o sindicato no sentido de respeitar a Lei Geral do Trabalho assim como outros instrumentos que regem o bom funcionamento da Função Pública.

“ Nesse período de greve, devem manter o serviço mínimo consagrado na Lei Geral de Trabalho e as faltas contraídas durante o período de greve serão descontados”, avisou.

O presidente do sindicato de Pessoal Contratado de Saúde, Reinaldo Camala disse que até hoje quarta-feira (13/11) se a situação não for resolvida, não vão observar o serviço mínimo nalguns departamentos desta instituição hospitalar.

Os referidos técnicos de saúde reivindicam o pagamento de salários atrasados de vários meses. ANG/ÂC//SG



Saúde Pública


Cerca de 225 milhões de mulheres que desejam evitar gravidez sem planeamento familiar vivem em países pobres

Bissau,13 Nov 19(ANG) – Cerca de 225 milhões de mulheres que desejam evitar a gravidez, sem usar métodos de planeamento familiar seguros e eficazes, devido a falta de acesso à informação ou serviços, vivem em 69 países pobres do planeta.

Segundo um comunicado à imprensa da Associação Guineense para o Bem Estar Familiar(AGUIBEF), enviado hoje à ANG, na Guiné-Bissau, país com cerca de um milhão e meio de habitantes, os maiores desafios da população são a pobreza, a falta de educação,de acesso à saúde de qualidade, infraestruturas e instabilidade política que tem adiado o seu desenvolvimento.

A nota da AGUIBEF informa que, segundo os dados do Inquérito de Indicadores Multiplos(MICS 5, 2014), a prevalência de contraceptivo é de 14, 4 por cento para os métodos modernos, e 16 por cento para todos os métodos incluindo os tradicionais.

Estes dados revelam que cerca de 22 por cento das mulheres guineenses gostariam de fazer planeamento familiar, mas que não têm acesso à esse serviço, devido a falta de informação, de serviços de saúde, fraca qualidade de prestação de serviços de saúde e falta de materiais, equipamentos e contraceptivos adequados.ANG/ÂC//SG

Campanha eleitoral





Bissau,13 Nov 19(ANG) - O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau Carlos Gomes Júnior, candidato às eleições presidenciais do dia 24, disse terça-feira à Lusa que pretende ser Presidente do país para promover o diálogo e aproximar o povo.

Num comício de campanha eleitoral, na localidade de Bula, no centro do país, Carlos Gomes Júnior afirmou estar a sensibilizar os eleitores "na base da modéstia, mas de forma gratificante".

No discurso que fez em crioulo, Carlos Gomes Júnior, de 69 anos, declarou que pretende ser um Presidente diferente, que vai promover o diálogo entre os cidadãos, mas sempre próximo do povo

Questionado, na eventualidade de ser eleito chefe de Estado, se pretende manter ou demitir o atual Governo liderado pelo primeiro-ministro, Aristides Gomes, o candidato, que concorre como independente, respondeu não saber para já.

"Não sei, só depois de ganhar é que vamos analisar a situação", sublinhou.

Carlos Gomes Júnior notou ainda que, em caso de vitória, quer assumir rapidamente a Presidência da Guiné-Bissau para iniciar os trabalhos com o Governo, visando a aprovação do Orçamento Geral do Estado e perceber como ultrapassar o défice orçamental junto dos parceiros de desenvolvimento do país.

Em relação à campanha eleitoral, Carlos Gomes Júnior afirmou estar a ser contactado por várias candidaturas que lhe pedem apoios, que recusou, referindo apenas que quer a colocação das urnas no terreno "para que se saiba quem é quem" na política guineense. ANG/Lusa


Crise Política





Bissau,13 Nov 19(ANG) - O Conselho de Segurança da ONU felicitou as forças de defesa e segurança por não interferirem nas questões políticas.

"Os membros do Conselho de Segurança manifestaram profunda preocupação com a contínua crise política e institucional e reafirmaram o seu total apoio à legitimidade do Governo do primeiro-ministro Aristides Gomes, responsável pela organização das eleições presidenciais em 24 de novembro de 2019", refere uma nota enviada à imprensa datada de terça-feira.

O Conselho de Segurança esteve reunido na segunda-feira ao final do dia à porta fechada para analisar a evolução da situação política no país.

"Os membros do Conselho de Segurança congratularam-se com a não interferência das forças de defesa e segurança da Guiné-Bissau e os instaram-nas a manter essa postura durante e depois do processo eleitoral e político", pode ler-se no comunicado.

O Conselho de Segurança destacou também o papel da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que decidiu numa cimeira extraordinária, realizada no Níger na semana passada, reforçar a presença da força de interposição (Ecomib) e enviar, no sábado, uma missão de chefes de Estado ao país.

Na nota à imprensa, o Conselho de Segurança pede aos atores políticos para trabalharem juntos para a realização das eleições presidenciais e reiteram a sua "profunda preocupação com o grave problema do tráfico de drogas na Guiné-Bissau" e com o seu impacto na "vida política do país, contribuindo para alimentar o conflito subjacente".

"Os membros do Conselho de Segurança lembraram todos os intervenientes que irão considerar tomar as medidas apropriadas contra aqueles que comprometem a estabilidade na Guiné-Bissau", conclui a nota à imprensa sobre o encontro.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de novembro num momento de tensão política, depois de o Presidente ter demitido o Governo de Aristides Gomes, saído das legislativas de 10 de março, e nomeado um outro liderado por Faustino Imbali.

Grande parte da comunidade internacional opôs-se a estas decisões e a CEDEAO exigiu a demissão de Imbali, sob pena de impor "pesadas sanções" aos responsáveis pela instabilidade política.


Imbali acabou por se demitir na sexta-feira, pouco antes de serem conhecidas as decisões dos chefes de Estado da CEDEAO, que decidiram reforçar a presença da força de interposição Ecomib no país e advertir o Presidente guineense, José Mário Vaz, de que qualquer tentativa de usar as forças armadas para impor um ato ilegal será "considerada um golpe de Estado".

No sábado, chegam a Bissau seis chefes de Estado da CEDEAO para dar a conhecer as decisões da cimeira ao Presidente cessante José Mário Vaz e avaliar a situação no país. ANG/Lusa