segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Presidenciais 2019


Japão disponibiliza cerca de 405 milhões de francos cfa para as presidenciais

Bissau, 18 nov 19 (ANG)  - O Governo japonês colocou a disposição das autoridades guineenses um apoio financeiro no valor de  81 milhões de ienes que correspondem a cerca de 405 milhões de francos cfa, para  despesas inerentes às eleições presidenciais previstas para o próximo dia 24 de novembro.

Segundo a CNE, o acordo para o efeito foi assinado sexta-feira em Dacar, no Senegal entre o embaixador nipónico residente naquele  país vizinho, Tatsuo Arai e o representante do PNUD em Bissau,  Tjark Marten Egenhof.

A Comissão Nacional de Eleições indicou na sua pâgina oficial no facebook que as autoridades japonesas haviam concedido ao governo da Guiné-Bissau um donativo financeiro no valor de 550 milhões de francos cfa(110 milhões de ienes) para as legislativas realizadas em março passado.

A campanha eleitoral para o escrutínio de 24 de novembro cumpre hoje o seu 15º dias, e os 12 candidatos se desdobram em acções de caça ao voto por todo o país.

O candidato José Mário Vaz foi sexta-feira o grande ausente do segundo debate televisivo entre os candidatos, durante o qual o candidato, Gabriel Fernandes Indi, apoiado pelo Partido Unido Social Democrata(PUSD) deixou a imagem de estar melhor preparado para o cargo em disputa, à luz das respostas que deu sobre questões colocados pelos jornalistas e a plateia aos candidatos participantes no debate.

A título de exemplo, observadores contactados pela ANG indicaram a resposta sobre a estratégia para se combater a corrupção, em que Indi defendeu uma legislação que permita ao Procurador-geral da República, na qualidade de detentor de acção penal, exercer um mandato de cinco anos, em vez de um exercício na dependência da conveniência do  Presidente da República, tal como acontece actualmente.

O referido debate colocou lado à lado, os candidatos Baciro Dja, da FREPASNA, Idriça Djalo, do PUN, e Gabriel Fernandes Indi, do PUSD.

No próximo debate, previsto para o próximo dia 21, estarão frente à frente, Carlos Gomes Júnior, Umaro Sissoco Embaló, Yaya Djaló e Vicente Fernandes. ANG/SG


Campanha de Educação Cívica


“Apesar da redução  de animadores cívicos, o processo está tendo sucesso”, diz a Coordenadora para região de Oio

Bissau, 18 Nov 19 (ANG) - A Coordenadora de Campanha de Educação Cívica para região de Oio revelou este fim-de-semana que apesar da redução de  animadores cívicos, o processo está tendo sucesso naquela localidade que coordena, devido ao novo método de trabalho  implementado.

Adama Binta Djaló falava em entrevista exclusiva à Agência de Noticias da Guiné(ANG) sobre a evolução da Campanha de Educação Cívica iniciado a 02 de novembro mas com um  número bastante reduzido de animadores.

Segundo Adama Baio o número de animadores reduziu-se de 130 para 16, devido a falta de verbas.

 “Posso afirmar que apesar da redução  estamos tendo sucesso no nosso trabalho de informar e sensibilizar a população em  matéria de eleições, porque andávamos porta a porta, e  desenvolvemos a técnica de passar as informações aos  chefes de tabancas, líderes religiosos e às crianças nas escolas. Essas entidades mais tarde espalham as mesmas informações aos restantes membros das comunidades”, explicou.

Sublinhou que dispõem de quatro carros para os seus trabalhos e que os mesmos foram divididos por 05 sectores que compõem a região de Oio ou seja uma para cada sector excluindo os sectores de Nhacra e Mansoa, cujos animadores partilham a mesma viatura, devbido a proximidade entre essas localidades.

A Comissão Nacional de Eleições trabalhava com cerca de 1000 animadores cívicos para cobrir o território nacional  mas  actualmente só estão a trabalhar com cerca de 132 ,por alegada falta de meios financeiros.  ANG/AALS/ÂC//SG



Campanha eleitoral


Baciro Dja promete resgatar e dignificar a credibilidade do país, caso for eleito Presidente da República

Bissau, 18 nov 19 (ANG) – O candidato suportado pelo partido Frente Patriótico para a Salvação Nacional (FREPASNA), Baciro Dja prometeu resgatar e dignificar  a credibilidade do país, caso for eleito Presidente da República, no dia 24 de novembro. 

Em entrevista exclusiva à ANG após o comício popular na seção de Morés sector de Mansaba região de Oio, na sexta-feira, Djá disse que a Guiné-Bissau tem que saber defender o seu interesse e definir quem são os seus aliados naturais e de circunstâncias.

“Pensamos que isso é extremamente importante para podermos, de facto, consolidar a nossa soberania, independência e integridade territorial”, informou.

Baciro Dja frisou que é preciso que a Guiné-Bissau tenha voz, com dignidade, no concerto das nações sobretudo na organização subregional, uma voz que  defenda a soberania do país., prometendo assim trabalhar a diplomacia externa. 

Prometeu que enquanto comandante em chefe das Forças Armadas, colaborar com o governo para a conclusão do projeto de reforma no setor da Defesa e Segurança iniciado quando era o primeiro-ministro, a fim de poder impulsionar a reforma profunda na administração pública.

“Quando temos um Estado com esses elementos é que podemos almejar um Estado social. E um Estado social não pode se resumir num Estado parternalista”, refiriu Dja.

Garantiu usar sua magistratura de influência junto do governo, e uma diplomacia económica para poder criar riquezas através da agricultura e agro-indústria.

“A Guiné-Bissau não pode s aslariado ternalista onde hta social tos do quando era o primeiro-ministro.___________________________________________________er um Estado paternalista que tem assalariados onde a maioria das despesas do país vai para pagar salários. Temos que criar riqueza e isso deve ser na base de agricultura e agro-indústria e na criação de emprego”, disse Baciro Dja.

O candidato prometeu trabalhar para que o país tenha uma educação de qualidade porque no seu entender, não há nenhum Povo livre se não ser culto, acrescentando que é preciso dar aos guineenses oportunidades de estudar sobretudo mulheres que é a  maioria da população.

Considerou de grave, o uso de símbolos religiosos e étnicos utilizados por alguns candidatos, que segundo ele, visa tirar proveito étnico no voto, justificando que quando as pessoas estão a agarrar a identidade coletiva é porque têm medo de perder a identidade individual.
“Esses candidatos estão a trazer aspetos religiosos e étnicos. Quando colocaram esses símbolos que não são seus hábitos, neste sentido estão a chamar a atenção de alguma religião ou etnia, aquilo que dizemos projeto de identificação projetiva” ,disse.

O igualmente líder da FREPASNA disse que o problema entre o José Mário Vaz e Domingos Simões Pereira são assuntos meramente pessoais e de clientelismo político, sublinhando que pretende ter um debate entre ele e os dois “para poder esclarecer algumas situações para que o povo tire ilações”.

Salientou que a sua luta política não é só para ir buscar o poder ou dinheiro, mas sim que é ideológica, de convição, valores e princípios, justificando que são esses valores que lhe difere de muitos dirigentes.

Acusou o governo liderado por Aristides Gomes de ter trazido os brasileiros, a fim de fazerem o apuramento dos resultados das presidenciais marcadas para 24 de novembro na Comissão Nacional das Eleições (CNE), acusando igualmente ao PAIGC de ter pessoas do seu Gabinete Estratégico nas Comissões Regionais de Eleições (CREs) e no Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).

Baciro Djá acrescentou ainda que os guineenses compreendem que essas eleições presidenciais são cruciais para a vida de todos e para estabilização do país e do Estado, por isso pede aos eleitores para votarem “no candidato que tem mais cultura de Estado e mais experiência política”. ANG/DMG/ÂC//SG

Angola


               Adalberto da Costa Júnior é o novo presidente da UNITA

Bissau, 18 nov 19 (ANG) - Adalberto da Costa Júnior é o novo presidente da UNITA e  foi o mais votado no Congresso do partido realizado sexta-feira, 15 de Novembro, em Viana, arredores de Luanda.

 Alcides Sakala, porta-voz do movimento, foi o segundo mais votado.
O até agora deputado e presidente do grupo parlamentar da UNITA é militante do partido desde 1975.

Nascido em 1962 no Huambo ele formou-se em Engenharia electrotécnica, pelo Instituto superior de engenharia do Porto e torna-se, desta feita, no terceiro presidente da UNITA.

Ele vai suceder a Isaías Samakuva que dirigiu o partido nos últimos 16 anos.

Segundo o site Clube K Júnior terá obtido percentagens acima dos 60.

Das 10 mesas de voto Alcides Sakala terá vencido apenas na mesa número 9.
Os 1 150 delegados da UNITA (União nacional para a independência total de Angola) elegiam o sucessor de Samakuva.

Este tinha sucedido a Jonas Savimbi na presidência do movimento, o fundador do partido que morreu em combate em 2002.

Savimbi fundou a UNITA em 1966, o partido conhece, assim, o seu terceiro presidente.
Disputavam esta eleição também Alcides Sakala, porta-voz, Raúl Danda, vice-presidente, o deputado José Pedro Katchiungo e o general Abílio Kamalata Numa.

O grande desafio de Costa Júnior será, agora, garantir a união do partido na perspectiva dos próximos embates eleitorais, a começar pelas anunciadas primeiras eleições autárquicas, agendadas oficialmente para 2020. ANG/RFI


Política


Primeiro-ministro considerou “sem fundamento” críticas sobre reforço das forças da Ecomib

Bissau, 18 nov 19 (ANG) – O Primeiro-ministro considerou “sem fundamento” as críticas que o Partido da Renovação Social e alguns candidatos presidenciais fazem em relação a decisão da CEDEAO de reforçar o contingente das forças de Interposição para manutenção da Paz e Segurança (ECOMIB) em missão no país desde 2012.

Aristides Gomes falava à imprensa depois de uma reunião como os chefes de Estado-maior general das forças armadas de Niger, Nigéria, Senegal e Togo que se encontram em missão da CEDEAO em Bissau.

O PRS diz em conferência de Imprensa que a iniciativa será considerada “Declaração de guerra” , e um dos seus dirigentes, Artur Sanhá, lançou recentemente, no quadro dos protestos contra CEDEAO, o que  chamou de “Movimento contra Colonização”, com alegações de haver “intenções escondidas” de pessoas interessadas na exploração das riquezas guineenses.

“Não deve haver um mito à volta do reforço de soldados da Ecomib. Nós temos eleições”, declarou Aristides Gomes, realçando que aquela força apenas irá reforçar o seu contingente para apoiar a segurança às presidenciais do dia 24 de novembro.

O chefe do governo refutou as críticas, segundo as quais o reforço de soldados da Ecomib(o PRS fala em 1800 militares) teria como finalidade “ subjugar as forças armadas” guineenses e frisou que cabe ao governo velar pela segurança do país, sobretudo no momento  das eleições.

“Não se pode dar ao luxo de prescindir da colaboração institucional e legal dos irmãos da CEDEAO e vizinhos que querem ajudar a Guiné-Bissau a ultrapassar o ciclo de violência”, fundamentou Gomes.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, a CEDEAO instalou no país a Ecomib composta de cerca de 600 homens, que garantem segurança as instituições governamentais e titulares de órgãos da soberania.

A decisão de reforço do contingente militar da Ecomib em Bissau foi tomada na última reunião de Chefes de Estados e de Governos de países da CEDEAO, realizada a 8 de novembro, em Niamey, no Niger.

O encontro analisou a crise política guineense despoletada com a demissão” inconstitucional” do governo dirigido por Aristides Gomes, pelo presidente Interino e candidato presidencial, José Mário Vaz.ANG/SG


sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Presidenciais 2019


Presidente da República cessante recebe chefes das forças armadas da CEDEAO

Bissau, 15 nov 19 (ANG) – O Presidente da República cessante recebeu hoje em audiência, os Chefes de Estados-maiores das Forças Armadas do Níger, Nigéria, Togo que se encontram no país no âmbito de uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

À saída da audiência os chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas de países da  CEDEAO não prestaram  declarações à imprensa.

Os três chefes militares da CEDEAO estão no país desde sábado para dar a conhecer ao Chefe de Estado cessante da Guiné-Bissau e candidato às eleições presidenciais de 24 de Novembro José Mário Vaz das decisões saídas na recente Cimeira Extraordinária, da organização realizada em Niamey(Níger), sobre a actual situação política na Guiné-Bissau.

Nesta cimeira a CEDEAO decidiu reforçar a sua missão militar na Guiné-Bissau (ECOMIB) “para acompanhar e garantir que as eleições presidenciais de 24 de novembro sejam livres, justas e transparentes.

Esta decisão é  criticada pelos partidos de oposição e alguns candidatos às eleições presidenciais de 24 de mês em curso.

Entretanto, Seis chefes de Estado da CEDEAO chegam sábado à  Bissau para analisar a situação política vigente no país.ANG/LPG/ÂC//SG
  

Campanha eleitoral


Úmaro Sissoco Embaló promete  estabilidade política no país caso for eleito Presidente da República

Bissau, 15 Nov 19 (ANG) – O candidato do Movimento para Alternância Democrática MADEM G15, às eleições presidenciais de 24 de Novembro, prometeu aos populares de Sector de Canchungo, trabalhar para garantir a estabilidade e o respeito à Constituição, caso for eleito Presidente da República.

Sissoco Embalo, que falava quinta-feira num comício da campanha eleitoral perante milhares de populares vindo de diferentes secções que compõe aquele sector nortenho, disse que se for eleito novo Chefe de Estado da Guiné-Bissau, no dia 24 de Novembro, vai criar uma política facilitadora para permitir que os filhos de Canchungo e de outras secções emigrantes na Europa  possam regressar para investirem nas suas próprias comunidades.

Acrescentou  que a Guiné-Bissau precisa de cooperar com os seus parceiros para poder desenvolver, mas não trazendo outras forças estrangeiras como se o país estivesse em guerra.

“As nossas Forças Armadas foram humilhadas durante alguns anos que passaram, entretanto, convido-os a se demitirem das suas funções como oficiais, já que o governo da Guiné-Bissau não tem  confiança de permitir que garantem a segurança ao país”, sustentou o candidato.

Por seu turno, o Coordenador de Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) Braima Camará, que pela primeira vez tomou parte e usou de palavra na campanha eleitoral de Umaro Sissoco Embaló, pediu aos populares de Sector de Canchungo, a confiarem em Umaro Sissoco Embaló, na qualidade de “candidato jovem que apresenta melhores condições para conduzir o país”.

Braima Camará realçou por outro lado que o momento é de grande responsabilidade, e que é preciso que os eleitores coloquem as suas mãos na consciência.

“Porque está em causa as grandes conquistas de combatentes de liberdade da pátria, e a vontade do povo, assim como a liberdade de expressão, a justiça, saúde e educação. Acima de tudo, está  em causa, a honra de povo guineense que tem a ver com a sua soberania”, vincou.

Braima Camará apelou entretanto aos guineenses para irem votar massivamente no dia 24 de Novembro no candidato jovem como Umaro Sissoco Embalo, para mais tarde salvar o país dos riscos que indicou atrás. ANG/LLA/ÂC//SG      

Campanha Eleitoral


    José Mário Vaz volta a questionar  do  paradeiro do dinheiro de Estado

Bissau 15 Nov 19 (ANG) – O Presidente da República cessante e candidato independente às presidenciais de 24 de Novembro voltou a  questionar quinta-feira o paradeiro do dinheiro provenientes de cobranças de diferentes impostos cobrados no país.

José Mário Vaz que falava num comício de campanha eleitoral  na cidade de Gabú, leste do país, afirmou  que os dinheiros provenientes dos impostos não estão a ser canalizados para o cofre de Estado, mas sim para os bolsos dos governantes, frisando que quando era ministro das Finanças pagava salários à 25 de cada mês e dava subsídios de 600 milhões de francos CFA aos funcionários públicos.

Disse que agora estas mesmas pessoas estão a tentar comprar a consciência dos eleitores, tendo-os aconselhados a receberem o dinheiro mas para não votarem nestes candidatos.

“Nas minhas andanças pelo país constatei que não há estradas, hospitais, escolas e não há energia eléctrica. E questiono do paradeiro do dinheiro dos impostos que alguns dirigentes metem nos bolsos para resolver seus problemas e das suas famílias deixando o povo na penúria”, disse.

Jomav afirmou que as seguranças da Presidência da República não recebem subsídios há muito tempo, frisando que até o dinheiro para combustível não recebem do Executivo, tendo perguntado que, se ele conseguia pagar salários quando era ministro das Finanças,  porquê que os outros não o podem fazer hoje.

Pediu a população para não entregar o lugar de Presidente da República à qualquer um, para não  fazer o país voltar para os tempos das matanças ou momentos em que se ouvia dizer: “sabem quem eu sou e de que família pertenço”, salientando que esta época já não vai voltar nunca mais.

Disse que não  pode haver guineenses de primeira, segunda ou terceira classe e nem guineenses da cidade e de tabanca.

“Não devemos deixar que ninguém nos divida. Conseguimos ter cinco anos de paz e estabilidade, tranquilidade e de liberdade ou seja conseguimos estabilizar a Guiné-Bissau. Agora o que pedimos é a confiança do povo rumo ao desenvolvimento do nosso país apostando na educação porque só pondo os nossos filhos na escola é que podemos almejar o progresso que todos querem “,frisou.

O Presidente da República cessante disse que no segundo mandato, caso for eleito, será de trabalho, sublinhando que o ponta pé de saída será a partir do campo, dando primeiro as populações a auto-suficiência alimentar criando riqueza para o país.

Disse que o país não pode continuar tal com como se encontra, acrescentando que não será ingrato para o PAIGC que o colocou na cadeira presidencial.

Vaz disse que a maneira como os libertadores estão a dirigir o país não o agrada.

Questiona  como  um partido que quer ser forte e estável pode expulsar  militantes destacados como  Botche Cande, Satu Camará, Marciano Silva Barbeiro e outros.

Afirmou que no dia 24 de Novembro, numa alusão clara ao candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira,  além de perder as eleições presidenciais, vai igualmente perder o partido que lidera.

Jomav disse estar mais confiante na vitória agora depois de apalpar o pulso da população, salientando que sentiu que o povo está com ele ao contrário do que muitos querem fazer parecer.

Por seu turno, o régulo de Gabú, Aladje Saico Embalo agradeceu ao José Mário Vaz por aquilo que considera de inédito ou seja durante o seu mandato nenhuma mulher chorou a morte do seu marido ou filho, tendo pedido paz, sossego e tranquilidade para a Guiné-Bissau..ANG/MSC/ÂC//SG

Campanha Eleitoral


Director Nacional de Campanha de José Mário Vaz confia na vitória na primeira volta

Bissau 15 Nov 19 (ANG) - O Director Nacional de campanha do candidato independente às eleições presidenciais de 24 de Novembro disse esta quinta-feira que a vontade e  determinação do Povo em relação ao seu candidato demonstram que José Mário Vaz vai ganhar eleições logo na primeira volta.

Botche Candé convidado pela imprensa a fazer um balanço da campanha até ao momento, disse que foi muito positivo uma vez que passaram pelas regiões de Oio, Cacheu, Bafatá e agora  em Gabú e sentiram que o Povo está com José Mário Vaz agora mais do que nunca.

“Ou seja pelas conquistas conseguidas durante os cinco anos do seu mandato onde conseguimos ter a paz, tranquilidade e amizade, acabando com guerras, assassinatos, o povo reconheceu estes feitos e esforços do Presidente em fazer subir o preço da castanha de cajú e da batata doce”, enalteceu.

Candé disse que  o Povo entendeu por bem que se deve dar uma segunda oportunidade à este homem para que a vida da população guineense possa mudar para melhor.

Declarou que de maneira como foram recebidos nas zonas onde passaram, mostra de que o candidato José Mário Vaz vai ganhar as eleições logo a primeira volta no dia 24 de Novembro, salientando que, se isso não acontecer ,então as pessoas devem começar a pensar com quem ele vai disputar a segunda volta .

O ex-ministro do Interior afirmou que se não houver  sabotagem e se as pessoas respeitarem a vontade do povo, José Mário Vaz vai ganhar as eleições logo a primeira volta, tendo apeladoa o povo guineense principalmente das regiões de Biombo, Bolama Bijagós, Quinará e Tombali onde o candidato ainda não chegou a receberem  José Mário Vaz tal como as de outras regiões o receberam.

“O povo já mostrou, de forma clara,  que quem  preferem que continue a frente da Nação guineense como  Primeiro Magistrado é o José Mário Vaz”, disse Botche Candé tendo agradecido à todos os que reconhecem e lutam pela renovação do mandato de Jomav que será um mandato de construção do país uma vez que já existe paz e amizade  no país”, disse à concluir Candé. ANG/MSC/ÂC//SG


quinta-feira, 14 de novembro de 2019

UNIOGBIS


“Evolução dos direitos humanos no país é caracterizado por avanços e recuos nos últimos tempos” ,diz Mireya Peña Guzmán

Bissau, 14 nov 19 (ANG) – A Chefe da Seção de Direitos Humanos do Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz (UNIOGBS), disse que nos últimos anos o quadro global dos direitos humanos e evolução política, social e económica na Guiné-Bissau é caracterizado por avanços e recuos.

Mireya Peña Guzmán que falava hoje na cerimónia de abertura de uma formação de Monitorização dos Direitos Humanos no Contexto Eleitoral organizada pelo UNIOGBS e Rede de Defensores dos Direitos Humanos destinados às organizações da Sociedade Civil, justificou a afirmação com a constatação da instabilidade política sobretudo no período pós eleitoral.

Disse que as eleições marcadas para 24 de Novembro devem servir para inverter essa tendência e construir alicerces sólidas para a construção de uma sociedade fundada nos valores de paz, democracia e direitos humanos.   

“A estabilidade e a paz dependem da ação de cada membro da sociedade, pois, a participação cívica não se resume apenas nas eleições, é muito mais que isso ou seja constitui um processo contínuo e fundamental para consolidação do sistema democrático”, afirmou.

Disse que a sociedade guineense aguarda, com muita expectativa, a conclusão do processo eleitoral e consequente estabilização política do país.

Acrescentou que a mesma preocupação foi partilhada pela comunidade internacional que continua determinada em apoiar as autoridades guineenses assim como as organizações da sociedade civil, na consolidação da paz e do Estado de Direito.

“As eleições são universalmente aceites como um ato de máxima importância em qualquer sociedade democrática, na medida em que constituem um mecanismo único legal de transição pacífica do poder e uma fonte de legitimidade dos titulares dos cargos públicos”, disse Peña Guzmán.

Aquela responsável salientou que nesta perspectiva, as Nações Unidas e a Comunidade Internacional atribuem atenção especial ao processo eleitoral no sentido de contribuir para a participação ativa, informada e igualitária dos cidadãos.

 Apelou a sociedade civil e em particular aos jornalistas no sentido de se absterem de discursos capazes de incitar ódio, violência ou a descriminação, sublinhando que os interesses para as disputas eleitorais são ideias, programas e projectos políticos voltados para promoção do desenvolvimento, estabilidade e justiça social.  

Mireya Peña Guzmám sublinhou ainda que o papel da sociedade civil é fundamental para o equilíbrio do processo eleitoral, acrescentando que esta participação deve respeitar os princípios de objectividade, imparcialidade e a independência face aos interesses públicos.

Justificou que só assim a sociedade civil pode representar genuinamente a vontade do Povo e defender os valores democrático aos princípios estruturante do Estado do Direito.

“Espera-se que este seminário proporciona um ambiente propício de debate, análise e definição de estratégia conjunta para participação mais ativa das organizações da sociedade civil no processo eleitoral em curso em prol da paz, estabilidade e desenvolvimento”, aconselhou.

Por sua vez, Victorino Indeque, em representação da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos, considerou de perdido um país onde os direitos humanos não são respeitados e em que as pessoas não têm cultura de proteger e promover o direito humano.

Declarou ainda que o referido seminário vai ajudar na melhoria das competências dos participantes que vão ter um trabalho muito importante para o país no que diz respeito ao monitoramento do contexto eleitoral.

Pediu aos guineenses, em particular aos participantes, a trabalharem para  melhorar a imagem do país, frisando que os políticos devem ser chamados a atenção de que este momento é de suma importância e de muita responsabilidade.

“Ganhar ou perder eleições não é de uma pessoa só, mas sim, o país que ganha com isso. Por isso é que quando perdemos devemos ter muita experiência e mais força de poder ajudar o país. E cada um tem que fazer o que puder para que a Guiné-Bissau seja um país mais democrático e mais próspero para os guineenses”, frisou.

Durante os dois dias do seminário, os participantes vão debruçar-se sobre os temas: Noções básicas sobre eleições e direitos humanos, Padrões internacionais de direitos humanos e aspectos a monitorizar no contexto eleitoral, Monitorização durante as diferentes fases do processo eleitoral, entre outros.  ANG/DMG/ÂC//SG

Presidenciais 2019





Bissau,14 Nov 19(ANG) - A Célula de Monitorização Eleitoral da Sociedade Civil da Guiné-Bissau fez hoje um balanço positivo da campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de novembro, mas condenou a “violência verbal” utilizada por alguns candidatos.
 
"Durante os primeiros 12 dias, o balanço que fazemos é positivo não registámos situações de grande preocupação, mas há aspetos que podemos salientar como  “violência verbal” e a falta de apresentação de manifestos das candidaturas", afirmou Mamadu Queita.

"Lamentamos a utilização de violência verbal e apelamos às candidaturas e apoiantes para evitarem aquele tipo de linguagem", salientou.

Segundo Queita, na generalidade, as candidaturas não está a apresentar de "forma coerente e explícita" os seus manifestos.

Outra situação destacada pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil foi a utilização de meios do Estado durante a campanha eleitoral, nomeadamente viaturas, e a sobreposição de cartazes eleitorais.


A Célula de Monitorização Eleitoral da Sociedade Civil tem 20 monitores em todo o território nacional a acompanhar as candidaturas.

A campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de novembro teve início no passado dia 02 e termina em 22 de novembro.

Participam na campanha eleitoral 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça. ANG/Lusa


CEDEAO


           Chefes das Forças Armadas de quatro países  já estão em Bissau

Bissau,14 Nov 19(ANG) – Os chefes do Estado-maior General das Forças Armadas do  Níger,  Nigéria, Senegal e Togo chegaram quarta-feira à Bissau para uma série de reuniões com as autoridades políticas e militares da Guiné-Bissau, disse a Lusa fonte do Governo guineense.

Encontro dos chefes militares da CEDEAO com Aristides Gomes
Segundo a mesma fonte, já se encontram numa unidade hoteleira em  Bissau, os chefes dos Estados-Maiores Generais das Forças Armadas  dos quatro países da CEDEAO, que a organização decidiu enviar,  numa cimeira extraordinária sobre  a situação política na Guiné-Bissau.

A comitiva é composta pelos generais Ahmed Mohamed, do Níger, Abayomi Gabriel Olonishakin, da Nigéria Cheikh Gueye, do Senegal, , , Félix Abalo Kadangha, do Togo e é integrada também pelo general Usman Yussuf, chefe do Estado-Maior das Forças da CEDEAO.

Os responsáveis militares vão ter uma série de contactos com as autoridades políticas guineenses, entre quinta e sexta-feira, nomeadamente com o Presidente cessante da República, José Mário Vaz, com o Primeiro-Ministro Aristides Gomes e com os ministros da Defesa, Luís Silva de Melo e do Interior, Juliano Fernandes.

A delegação dos chefes militares antecede a visita, no sábado, dos presidentes da Costa de Marfim, Gâmbia, Guiné-Conacri, Gana, Níger e Nigéria, com a finalidade de informar ao José Mário Vaz das decisões da Cimeira da CEDEAO realizada no dia 08, no Níger, em que se discutiu a crise política na Guiné-Bissau. ANG/Lusa

OMS/Saneamento


  Relatório  denuncia horror das condições dos trabalhadores  em nove países

Bissau, 14 nov 19 (ANG) – Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje divulgado expõe o horror das condições em que laboram os trabalhadores de saneamento em nove países em desenvolvimento, sem direitos garantidos e correndo risco de vida.
Directora Regional da OMS para África
“Saúde, Segurança e Dignidade de Trabalhadores de Saneamento – Uma avaliação inicial” é o nome do relatório da OMS que avaliou as condições destes trabalhadores no Bangladesh, Bolívia, Burkina Faso, Haiti, Índia, Quénia, Senegal, África do Sul e Uganda.
Trata-se sobretudo de indivíduos que desempenham o trabalho de esvaziamento de poços e tanques, transportam o lodo fecal e procedem à manutenção de esgotos.
De acordo com o sumário do documento, estes trabalhadores “fornecem um serviço público essencial, mas muitas vezes à custa da sua dignidade, segurança, saúde e condições de vida”.
“São alguns dos trabalhadores mais vulneráveis” que muitas vezes realizam um trabalho “não quantificado e ostracizado e muitos dos desafios que enfrentam têm origem na falta fundamental de reconhecimento”, prossegue o relatório.
Estes trabalhadores estão expostos a “riscos profissionais graves” e a “perigos para a saúde ambiental, risco de doença, ferimentos e morte”.
Os autores do documento indicam que estes trabalhadores do saneamento pertencem ao sector público ou são empregados privados. Os empregados informalmente têm baixos salários e poucos benefícios, existindo casos em que são pagos em alimentos em vez de dinheiro.
“Os trabalhadores do saneamento fazem uma contribuição fundamental para a saúde pública em todo o mundo, mas ao fazê-lo colocam sua própria saúde em risco, o que é inaceitável”, afirmou a directora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira.
E prosseguiu: “Precisamos de melhorar as condições de trabalho dessas pessoas e fortalecer a força de trabalho do saneamento, para que possamos cumprir as metas globais de água e saneamento”.
Este relatório, que resulta de um trabalho conjunto da Organização Internacional do Trabalho (OIT), WaterAid, Banco Mundial e OMS, pretende “aumentar a conscientização sobre estas condições de trabalho desumanas” e promover a mudança.
Os autores do documento recordam que o mau saneamento causa até 432 mil mortes diarreicas anualmente e está ligado à transmissão de outras doenças como a cólera, a disenteria, a febre tifóide, hepatite A e poliomielite.
Os trabalhadores do saneamento “desempenham um papel valioso na melhoria da saúde e do bem-estar das populações em todo o mundo e têm o mesmo direito a uma boa saúde”, lê-se no comunicado que divulga o relatório.
“Os resíduos devem ser correctamente tratados antes de serem eliminados ou utilizados. No entanto, os trabalhadores muitas vezes entram em contacto directo com resíduos humanos, trabalhando sem equipamento ou protecção para removê-lo à mão, que os expõe a uma longa lista de riscos à saúde e doenças”.
Estes trabalhadores são ainda alvo de estigma social, pelo que o trabalho de saneamento é muitas vezes feito à noite.
Para melhorar a situação destes trabalhadores, os autores do documento estabelecem quatro áreas-chave de acção para municípios e parceiros de desenvolvimento: reforma da política, legislação e regulamentação, desenvolvimento e adopção de directrizes operacionais para os trabalhadores e advocacia e empoderamento dos trabalhadores de saneamento para reivindicar os seus direitos. ANG/Inforpress/Lusa