segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Covid-19/ Guiné-Bissau regista mais 33 novos casos de infecções e duas  pessoas são dadas como recuperadas  da doença

Bissau, 03 Jan 22 (ANG) – O secretário adjunto do Alto Comissariado para a Covid-19 anunciou esta segunda-feira, em Bissau  o registo de mais 33 novos casos de infeção, para um total de 6,499  casos já registados desde o inicio da pandemia no país.

Segundo Plácido Cardoso, os 33 novos casos representam um aumento de quase três vezes de casos de infecção em comparação com dados  anteriores que eram de 4 à 8 casos de infecção por semana.

Segundo  Cardoso,  que falava  na habitual conferência de imprensa semanal de  actualilização dos dados da Covid-19,  o número de óbitos por covid-19 permanece em 149 vitimas.

Com o aumento do número de casos de infecção, Plácido Cardoso admite a possibilidade de o país enfrentar uma nova vaga da pandemia tal como acontecera no mesmo período, do ano passado.

Contudo, revelou estar em curso um conjunto das acções de reforço de vigilância ao nivel de pontos de entrada e bem como nas estruturas sanitárias, apesar da  greve em curso no sector sanitário.

Dados apresentados pelo  secretário adjunto do Alto Comissariado, demonstram que a taxa de positividade é de 3,3 por cento contra 1, 8 por cento da semana anterior.

Dos 33 novos casos de infecção, segundo Palcido Cardoso, 31 foram diagnosticados no Sector Autònomo de Bissau e dois na região de Biombo.

De acordo com Plácido Cardoso durante  nessa semana  foram testadas  978 pessoas.

Informou que a faixa etária  com maior número de casos de infecção continua a ser de 25 à 34 anos, seguida de 35 à  44 anos e diz que os óbitos  mais se verificam na população idosa de maior de 64 anos, sobretudo de sexo masculino.

Perguntado se o aumento de casos tem a ver com o surgimento da variante “Ómicron” no país, Plácido Cardoso disse que com a Ómicron ou sem a Ómicron a verdade “é que os guineenses não estão a proteger-se do virus da Covid-19”.

Apela para que as  pessoas se dirigissem  aos postos de vacinação para se imunizarem e aos que ainda não completarem as doses pede que  tomassem a segunda. “80 por cento das pessoas tomaram apenas uma dose pelo que é necessário  completarem a dose”, disse. ANG/LPG/ÂC//SG

   Cooperação/China promete doar mais 300 mil doses de vacina a Guiné-Bissau

Bissau 03 Jan 22 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau prometeu que o seu país vai doar mais 300 mil doses de vacinas ChinaPharma ao país no primeiro simestre do ano em curso .

Gue Ce que  falava, no último fim de semana, no acto de entrega de materiais informáticos ao Ministério das Pescas disse que a China e a Guiné-Bissau têm colaborado em várias áreas, actualmente com maio foco  no sector da saúde, devido a pandemia de Covid-19.

“A China já ofereceu à Guiné-Bissau 300 mil doses de vacinas com longo periodo de validade que  ainda está a ser utilizada. Como  país amigo e irmão vamos continuar a apoiar esta Nação com as vacinas contra a Covid-19 na medida das nossas possibilidades “,disse o diplomata.

Ce disse que o seu país como parceiro tradicional da Guiné-Bissau no sector das pescas, não podia deixar de elogiar a medida do Governo de  proibir a pesca nas águas territoriais guineense, durante 30 dias do periodo de repouso biológico, frisando que a Embaixada da China já informou às empresas chinesas de pesca de que devem  respeitar as leis guineeses.

O diplomata disse acreditar  que, com estas medidas de repouso, os recursos pesqueiros serão sustentaveis na Guiné-Bissau .

A oferta de materiais informáticos, segundo o Secretário-geral do Ministério das Pescas irá suprir certas dificuldades inerentes ao funcionamento dos serviços daquela instituição.

Maurício Sanca agradeceu o apoio da Embaixada chinesa no país na implementação do periodo de repouso biológico que segundo ele vai contribuir para a regeneração dos recursos haliêuticos da Guiné-Bissau, tendo ainda agredecido a ajuda chinesa na construção do Porto Artesanal e da Unidade de Conservação e Transformação  do Pescado na Guiné-Bissau .

“Quero igualmente agradecer à empresa de pesca chinesa que disponibilizou uma parte da lógistica para que a implementação do periodo de repouso biológico no nosso mar seja uma realidade e estamos convicto de que vamos, de tempo em tempo, reforçar esta cooperação entre os dois países”,disse Sanca.

O donativo entregue constitui-se de sete  computadores de mesa, cinco impressoras, uma máquina fotocopiadora multifuncional, dois projectores e uma máquina  fotográfica.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Angola/Hospitais entram em colapso com 40% dos médicos infectados com covid-19

Bissau, 03 Jan 22 (ANG) – O presidente do sindicato dos médicos de  Angola, Adriano Manuel disse que muitos hospitais estão a entrar em colapso, havendo  hospitais onde a percentagem de médicos infetados com a covid-19 chega a 40%, juntando a isto o aumento sazonal de casos de málária.


"Encontramos dificuldades de uma forma geral no hospitais porque nalguns hospitais vamos observar 40% da classe médica está com covid-19, havendo já uma exiguidade de médicos. Esta situação torna-se ainda muito mais difícil se tivermos em conta que estamos em período chuvoso, no pico da malária, então juntar málária e covid-19, estamos a viver uma situação que não é nada boa para o país", disse o médico Adriano Manuel, em entrevista à RFI.

Para Adriano Manuel, o país vive há muitos anos uma situação de défice de médicos, entretanto agravada pela pandemia de covid-19.

"Há um défice de formação em Angola. Angola está nesta altura com 32 milhões de habitantes e temos cerca de 8 mil médicos. Se cumprissemos com as directivas da Organização Mundial de Saúde, que falam em um médico para cada mil habitantes, está a faltar cerca de 22 mil médicos, no entanto, a densidade populacional versus o número de médicos é extremamente insuficiente", referiu.

Adriano Manuel diz que há médicos formados em Angola que não estão a trabalhar e que não conseguem entrar nos hospitais com o Governo a justificar a falta de profissionais com a difícil situação financeira em que se encontra o país.

"Temos informações de um concurso público em que vão entrar cerca de 500 médicos", indicou o profissional de Saúde.

O sindicalista esclareceu ainda que se antes era possível contratar médicos vindos no estrangeiro de forma a reforçar os quadros angolanos, esta prática tornou-se mais difícil já que os países de origem precisam também destes profisisonais. 

"Precisamos de mais médicos e eventualmente até contratar médicos estrangeiros, no entanto, dada a pandemia, os países que normalmente mandam médicos para Angola têm alguma dificuldade a enviar. Estamos a falar de Cuba, Rússia e Coreia ou até China, mas nesses países também precisam de médicos", explicou.

O Hospital Municipal de Viana conta apenas com dois médicos, já que os restantes estão com covid-19, e e nas últimas 24 horas, mais de 3.000 pacientes procuraram os hospitais de Luanda não só devido à pandemia, mas também devido à malária, agressões físicas ou uso excessivo de alcool.

De forma a atacar as necessidade actualmente existentes no país, Adriano Manuel propõe a contratação imediata de mais enfermeiros para reforçar a rede de cuidados primários.

"O imediato é munir o sistema de saúde primário com mais quadro, no caso, enfermeiros licenciados, com alguma competência, no sentido de diminuir substancial o défice de médicos existente. Enfermeiros que possam abordar patologias como a malária, como a dengue, a chicungunha", indicou.

Para este sindicalista, o sistema de Saúde angolano é um dos piores de África, devido à sua desorganização.

"Acima de tudo, o sistema de saúde em Angola não está organizado. É dos piores, sem medo de errar, de África. Temos um sistema de saúde débil do ponto de vista de organização. O grande problema é que temos d eorganizar o sistema de saúde primário com recursos humanos e meios de diagnóstico para as principais patologias que temos", concluiu Adriano Manuel. ANG/RFI


Política
/"O pais carece de uma liderança lúcida e esclarecida" diz Domingos Simões Pereira

Bissau, 03 Jan 22 (ANG) -  O líder do Partido Africano Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), criticou que o país carece de uma “liderança lúcida, esclarecida, comprometida e virada para o atendimento e satisfação das necessidades da população”.

Num balanço político  por ocasião do fim de ano, Simões Pereira considerou 2021 como ano de "muita turbulência e incerteza ".

“Infelizmente, seguimos o rumo da autodestruição, promovendo uma degradação acelerada de todos os indicadores da nossa vida económica, política, securitária e especialmente a social”, disse Pereira.

O político disse que se registou uma ostentação pública da compra de consciência e instrumentalização de estruturas completas da sociedade guineense, sequestros, abstração à luz do dia, espancamentos de pessoas inocentes, humilhação pública de comunidades inteiras e prisões arbitrárias.

Afirmou que tudo isso ocorreu com o fito de “amedrontar e levar o povo à submissão à vontade e interesses de uma pessoa ou de um grupo de indivíduos”.

O líder do PAIGC disse  que  os serviços públicos degradam a uma velocidade incrível, ao ponto de os guineenses testemunharem uma paralisia sem precedentes na saúde e na educação, com “reflexos terríveis” na vida da população.

E diz que tudo isso ocorre  na mesma altura em que se multiplicam a contratação de grandes créditos e a alimentação de uma vida de “abastança, luxo e turismo para uns quantos, em redor do regime”.

Domingos Simões Pereira afirmou ainda que "o património público é dilapidado à frente de todos, para atender a interesses particulares e por conveniência, seja por via de compensações fraudulentas de terrenos públicos, seja por alienação indevida de edifícios de utilidade pública seja mesmo pela afetação direta do dinheiro dos contribuintes".

Para o líder do PAIGC, o atual regime "não se coibiu de criar e multiplicar impostos, que chegaram à aberração de taxar o pensionista, de sancionar o pequeno produtor para aumentar a abastança dos privilegiados e de mais posse".

Pereira disse que "a justiça vai sendo silenciada, dominada e paulatinamente convertida em um instrumento ao serviço dos poderosos, para fabricar e implementar leis por encomenda e em função dos interesses do dito soberano”. ANG/MI/ÂC//SG

 

             Países Baixos/Novo Governo  tem número recorde de mulheres

Bissau, 03 Jan 22(ANG) – O novo Governo do primeiro-ministro neerlandês Mark Rutte integra um número recorde de mulheres, 14 de um total de 29 ministros e secretários de estado, segundo uma lista publicada domingo, mais de nove meses após as eleições legislativas.

A lista foi comunicada pelos quatro partidos políticos que chegaram a um acordo em meados de Dezembro com o objectivo de formar uma coligação governamental que permitirá a Rutte um quarto mandato.

O primeiro-ministro dos Países Baixos receberá cada um dos governantes na próxima semana, antes de fechar oficialmente a composição do seu Governo, que conta com 20 ministros, dos quais 10 são mulheres.

De acordo com as propostas da coligação, o actual ministro das Finanças, Wopke Hoekstra, líder do Apelo Democrata-Cristão (CDA), de centro-direita, e defensor da ortodoxia orçamental, torna-se ministro dos Negócios Estrangeiros.

Uma ex-chefe da diplomacia, Sigrid Kaag, será a nova ministra das Finanças dos Países Baixos, que é um dos quatro países ditos “frugais” (a par da Áustria, Dinamarca e Suécia), defensores do rigor orçamental na Europa e que frequentemente entram em confronto com os Estados do sul da Europa nas questões orçamentais.

Para o Ministério da Saúde, a coligação indicou o nome de Ernst Kuipers, presidente do conselho de administração do hospital de Roterdão e responsável pela distribuição de pacientes com covid-19 no país.

Kuipers, de 62 anos, sucede a Hugo de Jonge – que por sua vez se tornará ministro da Habitação, Planeamento Regional e Ambiente – na linha de frente desde o início da crise da covid-19.

O parlamento neerlandês recebeu em 15 de Dezembro o acordo entre quatro partidos de centro-direita para o Governo de coligação dos Países Baixos, liderado pelo liberal Mark Rutte pela quarta vez consecutiva desde 2010.

Os temas principais que ocupam as 50 páginas do acordo são a habitação, as alterações climáticas, a crise do nitrogénio, o investimento na educação e, em especial, as consequências que ainda sofrem mais de 47.000 famílias e as suas 97.000 crianças devido ao escândalo das ajudas aos pais, que foram infundadamente acusados de fraude fiscal e perseguidos até à ruína desde 2013.

“Cometeu-se uma grande injustiça para os pais afectados e seus filhos, com graves consequências em todas as áreas das suas vidas. Para lhes fazer justiça, é essencial uma compensação generosa e uma cicatrização emocional”, sublinha o acordo.

A perseguição das Finanças a famílias inteiras é o pior escândalo administrativo, institucional e político da história recente dos Países Baixos, e que causou a queda do Governo em Janeiro passado.

O futuro executivo abolirá, portanto, o actual sistema e financiará as creches em até 95%, para que os pais só paguem uma pequena contribuição, e os subsídios não serão pagos em forma de ajudas, mas directamente às instituições de cuidado infantil, para evitar que as famílias “se percam em regras complicadas”, como aconteceu desde 2013.

O partido liberal VVD, o progressista D66, o Apelo Democrata-Cristão (CDA) e a União Cristã (CU), que governaram em coligação de 2017 a Janeiro deste ano (quando se demitiram em bloco e ficaram em gestão corrente), demoraram nove meses a atenuar as divergências surgidas após as eleições de Março e recuperar a unidade com que governaram antes.

Do acordo, destacam-se o aumento gradual do salário mínimo em 7%, que se baseará numa semana laboral de 36 horas (como propunha a esquerda, na oposição), e a prioridade dada à resolução de desafios sociais como as alterações climáticas e a crise do nitrogénio, com 35.000 milhões e 25.000 milhões de euros adicionais, respectivamente.ANG/Inforpress/Lusa

 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Mensagem à Nação/”Vamos saber acautelar todos os nossos legítimos interesses nacionais”, diz  Presidente da República

Bissau,31 Dez 21(ANG) – O Presidente da República defendeu ,em mensagem a Nação, que a  Guiné-Bissau precisa de unidade nacional  e do esforço construtivo de todos os seus filhos e não  de crises políticas.

“A Guiné-Bissau ainda não perdeu e nem perderá um único barril do seu petróleo quando se passar da fase de prospecção para a de exploração propriamente dita.

Vamos saber acautelar devidamente todos os nossos legítimos interesses nacionais”, garantiu o Chefe de Estado na tradicional  mansagem à Nação por ocasião de fim de ano.

O chefe de Estado exaltou a diplomacia activa feita em 2021 em prol  do desenvolvmento do país.

Disse que, tanto na CEDEAO como UEMOA, a Guiné-Bissau restaurou plenamente a sua credibilidade, como Estado membro e passou a ter uma voz activa na agenda dessas instituições.

“A Guiné-Bissau conseguiu projectar-se de novo, atraíndo as atenções, o interesse e a confiança de importantes parceiros de desenvolvimento”, enalteceu o Presidente da República.

“Num ano de grandes sucessos que foram alcançados, onde a Guiné-Bissau mais precisava de restaurar a sua imagem na comunidade internacional, nem todos quiseram acompanhar esta nova dinâmica que, como todos sabem, já não se verificava há décadas”, realçou.

Declarou que, ontem a Guiné-Bissau era desprezada, frisando que, hoje o país é elogiado por insuspeitos observadores internacionais.

“Não ajudou a Guiné-Bissau, por exemplo a decisão de internacionalizar o chamado “caso do avião airbus”, que, depois, terminou num grande fiasco. E como se isso não bastasse, agarraram-se agora ao acordo de Gestão e Exploração da Zona Conjunta entre a Guiné-Bissau  e o Senegal com um foco  na chamada “questão do petróleo”.

Umaro Sissoco Embalo disse que 2021 foi de grandes desafios, frisando que, infelizmente, o mundo continua a enfrentar a pandemia da Covid-19 e a perda de milhões de vidas humanas.

Acrescentou que a pandemia, que se arrasta há dois anos, ainda não foi vencida, e que para além de perdas de vidas humanas, continua a ter um impacto económico e social muito grande.

Umaro Sissoco Embalo sublinhou que, numa conjuntura internacional e interna que todos reconhecem ser  muito difícil, o Governo foi capaz de pagar regularmente os salários aos servidores do Estado.

Referiu  ainda que o executivo foi capaz de lançar um programa ambicioso de obras públicas, nomeadamente de requalificação de estradas urbanas e reabilitação de pistas rurais com impacto positivo na mobilidade das pessoa, no comércio, na coesão social e territorial do país.

“O recente lançamento do projecto  de Porto de Buba e a instalação das linhas de interconexão sub-regional do grande projecto de energia electrica da OMVG abrem novas e boas perspectivas para o desenvolvimento económico e social do país”, afirmou.

O Presidente da República disse que para a concretização desses projectos, é preciso enfrentar, com muita determinação, a corrupção e a ameaça que no país representa o tráfico internacional de drogas.

“O nosso ambiente institucional que resultou da reestruturação e nas recentes mudanças no Supremo Tribunal de Justiça, no Ministério Público e no Tribunal de Contas, vai permitir aumentar a eficâcia do combate que estamos a desenvolver contra a corrupção e o narcotráfico”, salientou.

Segundo Cissoco Embaló, a corrupção tornou-se uma das maiores preocupações dos guineenses o que, por si só, é fundamento para que a luta contra esse flagelo seja uma das suas prioridades,e reafirma  que, não vão, de modo algum, permitir que a corrupção ponha em causa os alicerces do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

ANG/ÂC//SG

 

Pescas/Governo sensibiliza forças de defesa para se empenharem no controlar águas territoriais do país durante “período biológico”

Bissau 31 Dez 21 (ANG) – O Governo, através do Ministério das Pescas, desenvolveu, quinta-feira, ações de sensibilização junto das  forças de defesa e segurança para se empenharem  na fiscalização e controle das águas territoriais do país, durante os 30 dias de proibição da pesca industrial devido ao repouso biológico decretado pelo Governo.

Falando à imprensa após contatos à chefias da Marinha Nacional e da Fiscap, o ministro Mário Sambé  disse que o dia é marcante uma vez que  serão interditadas  atividades pesqueiras durante um mês, para que as espécies ai existentes possam durar para as gerações vindouras, algo que diz ser inédito na  história a Guiné-Bissau desde que se tornou independente, em 1973.

Mário Fambé frisou que há países que o fazem por três meses, mas que, por ser a primeira vez, o período biológico será de 30 dias.

 “O nosso objetivo principal é proteger todos os nossos recursos marítimos    e durante este tempo teremos uma avaliação do sucesso ou não desta decisão através de informações que serão dadas por um Barco de estudo cientifico “, disse.

Questionado sobre o abastecimento do pescado no mercado nacional durante este tempo da interdição da pesca, Sambé respondeu que a pesca artesanal vai continuar para poder abastecer o mercado com peixes, acrescentando que ainda existem o stock através das mulheres que importam do Senegal.

Por seu turno, o Chefe de Estado-maior da Armada, Carlos Mandungal vulgo “Tio Bom”, disse que o Governo já fez a sua parte, tomando as medidas necessárias, e que agora é a vez das instituições operacionais fazerem os seus deveres.

 “Qualquer infracção será neutralizada e teremos operacionais a trabalhar vinte e quatro horas por dia, durante um mês, e quanto a logística tudo está mobilizado até os médicos estão mobilizados. Nós da Marinha, em colaboração com a Guarda Nacional responsáveis no controle do mar, vamos tudo fazer para honrar essa missão “, prometeu.

Além dos meios humanos, o Governo através do Ministério das Pescas recuperou as vedetas de fiscalização do Fiscap que serão coadjuvados com três barcos que vão estacionar nas três frentes a saber: zona Norte, centro e sul ..ANG/MSC/ÂC//SG

     Ucrânia/Joe Biden e Vladimir Putin querem manter solução diplomática

Bissau, 31 Dez 21 (ANG) - O Presidente norte-americano Joe Biden e o homólogo russo, Vladimir Putin, voltaram a falar por telefone  quinta-feira, 30 de Dezembro, para acabar com o clima de tensão vivido entre a NATO e a Rússia por causa da Ucrânia.

Apesar das exigências se manterem dos dois lados, Biden e Putin concordaram em manter aberta a via do diálogo.

Este segundo encontro remoto entre os dois líderes em menos de um mês debruçou-se sobre a tensão na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.

O Presidente norte-americano advertiu que "vai responder firmemente" a qualquer invasão à Ucrânia. Já Vladimir Putin respondeu que sancionar Moscovo será um "grande erro".

À medida que se aproximam as negociações russo-americanas de 10 de Janeiro, em Genebra, na Suíça, a Rússia repete que a prioridade é negociar dois tratados que voltem a definir o equilíbrio e a segurança na Europa.

Para o Kremlin, a segurança da Rússia passa por proibir que a presença da NATO se amplie na região em que Moscovo considera ser a sua zona de influência.

A primeira conversa telefónica entre Putin e Biden aconteceu no início de Dezembro, o Presidente norte-americano ameaçou Vladimir Putin com sanções se atacasse a Ucrânia.

Até agora os países ocidentais descartaram uma resposta militar a uma possível invasão russa, e o Kremlin deu pouca atenção às ameaças de sanções. A Rússia já é alvo de represálias económicas dos países ocidentais pela questão ucraniana e pela repressão no país.

As negociações marcadas para 10 de Janeiro em Genebra sobre a Ucrânia e a estabilidade estratégica anunciam ser tensas. As discussões, lideradas pela vice-secretária de Estado americana, Wendy Sherman, e pelo homólogo russo, Serguei Riabkov, vão ser seguidas por uma reunião entre representantes de Moscovo e da NATO a 12 de Janeiro e por outra, no dia seguinte, no âmbito da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.  ANG/RFI

 

 


CAN 2021
/Presidente da República considera selecção nacional  “factor de união dos guineenses”

Bissau,31 dez 21(ANG) – O Presidente da República considerou a selecção nacional de futebol “o factor de união dos guineenses”, tendo em conta que representa um desígnio nacional.

Umaro Sissoco Embaló falava quinta-feira no acto de entrega da bandeira nacional aos jogadores da selecção nacional de futebol que irão participar, pela terceira vez consecutiva, na fase final da Taça de Àfrica das Nações, a disputar-se nos Camarões.

O chefe de Estado sublinhou  que, quando se fala da seleção nacional tudo é esquecido, ou seja desconhece-se quem é do Madem G15, do PRS, e que todos se unem à volta da bandeira nacional.

“Peço-vos  jogadores e a equipa técnica que representem a Guiné-Bissau de maneira condigna nos Camarões. Não é por ocaso que quando vão para uma competição, entoam o hino do vosso país, esta bandeira que levam,  as próprias cores das camisolas, é que vos dão direitos de usufruirem do hino que pertence à todo o povo guineense”, disse.

O Presidente da República, aconselhou aos Djurtus para serem, de facto, aquela seleção disciplinada e exemplar, frisando que são factores fundamentais  a disciplina e obediência no seio do grupo.

“Esta é a terceira vez que vamos marcar presença na mais alta competição do nosso continente. Há 20 anos, se diziamos que vamos participar numa competição dessa alguém dizia que é uma loucura, mas hoje em dia estamos a constatar essa realidade”, sublinhou.

Umaro Sissoco Embalo salientou que já trouxemos para a selecção varios treinadores estrangeiros e não conseguimos grandes proezas como tem acontecido com este treinador nacional.

Prometeu deslocar-se para os Camarões para apoiar os Djurtus se conseguirem apurar para a fase seguinte da competição.

 “Estamos mais uma vez aqui, para reafirmar de que a seleção nacional de futebol é desígnio nacional e por isso estamos aqui para lhe confirmar de que temos mais um embate que é a nossa participação no CAN 2021, e desta vez o nosso objectivo e foco é ultrapassar  a fase de grupos”, sublinhou Carlos Alberto Teixeira(Caito) Presidente da FFGB.

O CAN 2021 vai decorrer entre 09 de Janeiro e 06 de Fevereiro de 2022, nos Camarões, 50 anos depois da última organização do CAN por aquele país.

As 24 seleções foram divididas em seis grupos, sendo que apenas o primeiro, o segundo e os quatro melhores terceiros classificados avançarão para os oitavos de final.

Os “Djurtus” estão no grupo D, tendo estreia marcada contra o Sudão (11 de Janeiro), antes de debater-se com o Egipto (15 de Janeiro) e Nigéria (19 de Janeiro), sempre em Garoua.

A 33.ª edição da Taça das Nações Africanas estava marcada para 2021, mas acabou por ser adiada para 2022 – apesar de manter a designação CAN 2021 – para não coincidir com a Copa América e o Euro 2020, que foram adiados devido à pandemia da covid-

ANG/ÂC//SG

 

Somália/União Africana pede solução baseada no diálogo para tensão política

Bissau, 31 Dez 21(ANG) – O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, apelou quinta-feira a um “diálogo” entre o primeiro-ministro e o Presidente somalis para encontrar “uma solução política” após o agravamento das tensões no país do Corno de África.

De acordo com um comunicado da União Africana (UA), Mahamat acompanha “com profunda preocupação” a “grave tensão política na Somália”, que se intensificou no dia 27, quando o Presidente Mohamed Abdullahi Mohamed Farmaajo ordenou a suspensão dos poderes do primeiro-ministro, Mohamed Hussein Roble.

Após a iniciativa do Presidente – que apontou o primeiro-ministro como suposto responsável por um caso de corrupção – Roble e vários opositores acusaram Farmaajo de ter tentado dar um golpe de Estado.

O anúncio de Farmaajo foi seguido de um visível desdobramento de militares na capital, Mogadíscio, com membros das Forças Armadas a tentarem impedir o primeiro-ministro de aceder ao seu gabinete, localizado no complexo da residência presidencial, conhecido como Villa Somalia.
Por sua vez, através da rede social Twitter, o gabinete de Roble descreveu a decisão presidencial como “uma tentativa fracassada para ocupar militarmente o gabinete do primeiro-ministro” e de “uma violação da Constituição e de outras leis”.
As eleições presidenciais deste país, já adiadas várias vezes, chegaram a ser marcadas para 10 de outubro, mas não se realizaram devido a desentendimentos políticos.

A câmara baixa do parlamento aprovou em 12 de fevereiro a prorrogação do mandato do Presidente Farmaajo por mais dois anos – que havia expirado quatro dias antes -, mas o Senado [câmara alta] considerou a medida como inconstitucional por não ter o consenso das duas câmaras.

Essa situação desencadeou uma grande crise política e, em 25 de abril, os confrontos entre fações opostas do Exército – a favor e contra a prorrogação do mandato – provocaram pelo menos 13 mortos e 22 feridos em Mogadíscio, segundo fontes médicas confirmadas à Efe.

No final de abril, Farmaajo renunciou à extensão do seu mandato e ordenou que Roble dirigisse o processo de preparação das eleições.

Já em setembro passado, uma nova escalada de tensão entre os dois fez Farmaajo suspender os poderes de Roble para nomear e demitir funcionários públicos, medida que o primeiro-ministro rejeitou, acusando o Presidente de “interpretar mal” artigos da Constituição.

O adiamento sistemático das eleições desvia a atenção de outros problemas, nomeadamente a luta contra o grupo ‘jihadista’ Al-Shabab, que controla áreas rurais no centro e no sul e quer estabelecer um Estado islâmico ‘wahhabi’ (ultraconservador) na Somália.

O país vive um estado de conflito e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando a Somália sem um governo efetivo e nas mãos de senhores da guerra e milícias islâmicas, como o Al-Shabab.ANG/Inforpress/Lusa

 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Pescas/Ministro visita instituições do sector no âmbito do arranque do período biológico

Bissau,30 Dez 21(ANG) – O ministro das Pescas inicia esta tarde visitas às instituições ligadas ao sector, no âmbito do arranque da aplicação do período biológico nas águas territoriais do país.

Mário Siano Fambé irá deslocar-se ao Centro Nacional de Fiscalização e Controlo das Actividades de Pescas(Fiscap),a o componente de Fiscalização da Guarda Nacional e da Marinha de Guerra.

O Governo através do Ministério das Pescas  decretou, pela primeira vez, um período biológico no país com início hoje, 30 de dezembro e com a duração de um mês.

Durante o referido período será proibida a prática de pesca à todas as embarcações de pesca industrial.

As pirogas de pesca artesanal são permitidas continuar a fazer a faina normalmente.ANG/ÂC//SG

 

        Política/ Presidente da República nomeia novo Conselheiro Especial

Bissau, 30 Dez 21 (ANG) -  O Presidente da República,Umaro Sissoco Embaló nomeou quarta-feira novo Conselheiro Especial na pessoa de Daniel Suleimane Embalo.

O nomeado através do decreto presidencial nº 77/2021, de efeito imediato, vai  gozar de regalias de um ministro.

Daniel Suleimane Embaló é deputado/dirigente do Partido da Renovação Social, a terceira maior força política nacional, e foi vice-lider parlamentar dessa formação política.

Uma fonte da Assembleia Nacional Popular  disse a ANG que a função de Conselheiro não figura na lista de cargos incompatíveis com a de Deputado da Nação. ANG//SG

 

CAN-2021/Baciro Candé divulga  lista de convocados  sem qualquer novidade no grupo

Bissau, 30 Dez 21 (ANG) – O Seleccionador Nacional de Futebol da Guiné-Bissau Baciro Candé divulgou hoje a lista dos 24 convocados para a fase-final do próximo Campeonato Africano das Nações (CAN-2021) a ter lugar nos Camarões, sem qualquer novidade no grupo de trabalho.

Em conferênça de imprensa,  Candé declarou  que os convocados são de sua inteira confiança e responsabilidade.

Acrescentou que o seu desafio é trabalhar  para  alcançar bons resultados para o povo guineense.

“Se todos os críticos do nosso desempenho na Selecção Nacional de Futebol pretendem ser sinceros, recordarão que há sete anos , a nossa Selecção Nacional não ia ao lado nenhum em todas as provas em que participava. Os três anos de proeza alcançada e que considero que não é do Mister Candé mas sim do povo guineense, merece ser reconhecido”, disse o orientador da turma de futebol nacional..

Questionado sobre a chamada do médio campista “Pelé” que actualmente não tem nenhum jogo realizado no Monaco de França,  Baciro Candé explicou que a convocatória do atleta é da sua responsabilidade, afirmando que tem  acompanhado sempre o jogador desde a sua ida para o Monaco.

“Pelé jogando ou não no Monaco, depende da opção do seu técnico, mas pelo que eu tenho acompanhado do Pelé nessa equipa francesa, ele tem trabalhado regularmente com a equipa, em todas as vertentes. Por  isso, o atleta está com o ritmo de competição e neste sentido mereceu a minha confiança para fazer parte do meu conjunto que irá ajudar a equipa no CAN-2021”,defendeu o seleccionador nacional.

Relativamente as expectativas dos guineenses face a terceira participação consecutiva dos “Djurtus” no CAN-2021, a ter lugar nos Camarões, Baciro Candé referiu que tiveram duas participações sem  poder atravessar a fase de grupo, promete  aos guineenses que a equipa vai dar o seu tudo para tentar atravessar a fase de grupo e trabalhar para ir o mais longe possível na prova.

Eis os convocados da lista do Mister Candé:Guarda Redes - Jonas Mendes (Beira Mar de Portugal), Maurice Gomis (Aya Napa de FC Chipre), Manuel Mama Samba Baldé (Vizela de Portugal), Defesas: Eulánio Chipela Gomes (Nanu) (FC Porto de Portugal), Fali Candé (Portimonense de Portugal), Mancone Soriano Mané (Moreirense de Portugal), Ladislau Leonel Ucha Alves (Marinhence de Portugal), Aurísio Saliu Júnior (Vila Franquence de Portugal), Opa Sangante (Chateau Rouge de França), Jeferson Encada (Leixões de Portugal), e Fernando Mendy (Alloa Athiletic FC).

Médios: Judilson Gomes (Monaco de França), Jorge Braima Candé (Farense de Portugal), João Lamine Jaquité (Vila Franquence de Portugal), Moreto Cassamá (Stard Reems de França), Alfa Semedo Esteves (Vitória de Guimarães de Portugal), Panutchi Pereira Camará (Plymouth Algylle Football de Inglaterra).

Avançados: Mama Samba Baldé (Troyes de França), Piquete Djassi (Al Shoalah de Arábia Saudita), Jorge Barbosa Intima (Wisla Plock de Polonia), Mauro Rodrigues Teixeira (Sion de Suiça) Joseph Mendes (Niort de França), Steve Braihim Omar Ambri (Sochouax de França), e por último Frederic Mendy (Vitória de Setubal de Portugal).

O CAN 2021 vai decorrer entre 09 de Janeiro e 06 de Fevereiro de 2022, nos Camarões, 50 anos depois da última organização do CAN por aquele país.

As 24 seleções foram divididas em seis grupos, sendo que apenas o primeiro, o segundo e os quatro melhores terceiros classificados avançarão para os oitavos de final.

Os “Djurtus” estão no grupo D, tendo estreia marcada contra o Sudão (11 de Janeiro), antes de debater-se com o Egipto (15 de Janeiro) e Nigéria (19 de Janeiro), sempre em Garoua.

A 33.ª edição da Taça das Nações Africanas estava marcada para 2021, mas acabou por ser adiada para 2022 – apesar de manter a designação CAN 2021 – para não coincidir com a Copa América e o Euro 2020, que foram adiados devido à pandemia da covid-19.ANG/LLA/ÂC//SG

CAN 2021/Primeiro-ministro doa 4 milhões de francos CFA para apoio à selecção nacional de futebol

Bissau,30 Dez 21(ANG) – O Primeiro-ministro, a título pessoal, doou quatro  milhões de francos CFA à seleção nacional de futebol que prepara a sua participação no Campeonato
Africano das Nações à disputar nos Camarões.

Nuno Nabiam concedeu o referido montante  na Gala de Angariação de Fundos de apoio aos “Djurtus”, realizada, quarta-feira, num dos hotêis da capital Bissau.

Disse que o seu gesto visa a criação de condições para levar os jornalistas e adeptos aos Camarões para apoiar a selecção nacional.

“O país não está a responder o pedido de apoio à selecção tendo em conta as dificuldades de vária ordem, mas algumas pessoas já estão a contribuir e isso constitui um bom sinal”, salientou.

Nuno Nabiam disse reconhecer que têm enorme trabalho pela frente, tendo afirmado que,contudo, é necessário concretizá-lo de forma a garantir a paz e tranqulidade no país.

O padrinho do evento, Fernando Vaz, ministro do Turismo e Artesanato lançou um apelo aos cidadãos nacionais para apoiarem a selecção nacional, salientando  que existem poucas coisas que unem os guineenses mas que  uma delas é o futebol.

“O futebol é indubitavelmente, o desporto com maior prática e mais amado no mundo e de maior representatividade na Guiné-Bissau”, disse.

Fernando Vaz sublinhou que a Guiné-Bissau vai participar pela terceira vez consecutiva no CAN, tendo apelado todos os guineenses para deixarem de lado todas as querelas que os devide e apoiem a seleção nacional.

Segundo o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Florentino Fernando Dias,  de realização  Gala tem como propósito aumentar o número de cidadãos ao lado dos Djurtus.

“Todas as mobilizações que estão sendo feitas visam levar mais adeptos ao CAN de forma a apoiar a selecção”, disse o governante.

O CAN 2021 vai decorrer entre 09 de Janeiro e 06 de Fevereiro de 2022, nos Camarões, 50 anos depois da última organização do CAN por aquele país.

As 24 seleções foram divididas em seis grupos, sendo que apenas o primeiro, o segundo e os quatro melhores terceiros classificados avançarão para os oitavos de final.

Os “Djurtus” estão no grupo D, tendo estreia marcada contra o Sudão (11 de Janeiro), antes de debater-se com o Egipto (15 de Janeiro) e Nigéria (19 de Janeiro), sempre em Garoua.

A 33.ª edição da Taça das Nações Africanas estava marcada para 2021, mas acabou por ser adiada para 2022 – apesar de manter a designação CAN 2021 – para não coincidir com a Copa América e o Euro 2020, que foram adiados devido à pandemia da covid-19.ANG/ÂC//SG

Covid-19/Novos casos no mundo com número recorde entre 22 e 28 de Dezembro

Bissau, 30 Dez 21(ANG) – A contaminação mundial com o vírus da covid-19 atingiu n
ovos recordes na semana de 22 a 28 de Dezembro, com 6.550.000 casos, mais de 935.000 por dia, indicou quarta-feira uma contagem da agência AFP com base em dados oficiais.

A agência de notícias France-Presse (AFP), que tem contabilizado os casos da doença covid-19 no mundo, avançou que os dados da última semana são os mais elevados desde o início da pandemia, no final de 2019.

Com 6.550.000 casos registados entre 22 e 28 de Dezembro, ou uma média superior a 935.000 por dia, o vírus circula actualmente a um ritmo sem precedentes, significativamente superior ao recorde anterior estabelecido entre 23 e 29 de Abril, quando foram registados 817.000 casos diários.

O número de infecções comunicadas, que tem vindo a aumentar globalmente desde meados de Outubro, aumentou 37% nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior, segundo a AFP.

A contagem tem por base relatórios diários das autoridades de saúde de cada país, mas a AFP indicou que uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos continua por detectar, apesar do aumento do rastreio em muitos países.

Além disso, as políticas de testagem diferem de país para país, acrescentou a agência francesa.

“O crescimento rápido está provavelmente ligado a uma combinação de perda de imunidade e ao aumento intrínseco da transmissibilidade da variante Ómicron”, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira.

A OMS alertou para o risco “muito elevado” apresentado pela variante Ómicron, particularmente contagiosa em relação a outras variantes, como a Delta.

No seu boletim epidemiológico semanal, divulgado na terça-feira à noite, a OMS registou um aumento de 11% do número de casos a nível mundial (para 4,9 milhões de infecções) entre 20 e 26 de Dezembro, em comparação com a semana anterior.

De acordo com OMS, a Europa registou, na mesma semana, a taxa de infecção mais elevada no mundo, com 304,6 novos casos por 100.000 residentes.

Esta explosão no número de casos detectados não se traduziu num aumento global do número de mortes, que tem vindo a diminuir há três semanas em todo o mundo.

A AFP assinalou uma média de 6.450 novas mortes por dia entre 22 e 28 de Dezembro, a mais baixa desde o final de Outubro de 2020.

No auge da pandemia, foram registadas 14.800 mortes diárias entre 20 e 26 de Janeiro de 2021.

A maioria das novas infecções está a ocorrer na Europa, onde foram registados mais de 3,5 milhões de casos nos últimos sete dias, com uma média superior a 510.000 por dia.

Este é também um nível sem precedentes, pois as vagas anteriores na Europa nunca registaram mais de 300.000 casos por dia, segundo a AFP.

Nos dois anos desde a descoberta do coronavírus SARS-CoV-2, mais de 282 milhões de casos de covid-19 foram oficialmente detectados em todo o mundo, com mais de 5,4 milhões de mortes.

O número de mortes relacionadas com a covid-19 poderá, segundo a OMS, ser duas a três vezes superior, tendo em conta o excesso de mortalidade directa e indirectamente ligada à doença respiratória.

A covid-19 é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado pela primeira vez na China, no final de 2019.

A nova variante Ómicron, considerada preocupante pela OMS, foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.ANG/Inforpress/Lusa