quarta-feira, 13 de julho de 2022

Espanha/Impasse sobre funeral de José Eduardo dos Santos entre família e poder angolano

Bissau, 13 Jul 22 (ANG) - O Governo angolano e os filhos mais velhos de José Eduardo dos Santos não conseguiram chegar a um acordo durante as suas discussões no passado fim-de-semana sobre a trasladação para Luanda do corpo do antigo Presidente.

José Eduardo dos Sandos faleceu  na passada sexta-feira,8 de Julho aos 79 anos, após duas semanas de internamento numa unidade de cuidados intensivos de uma clínica de Barcelona, em Espanha, onde residia desde 2019.

Perante o desacordo consumado, segundo uma fonte próxima do processo, está afastada a hipótese de novas negociações. Esta mesma fonte avança que o governo angolano que pretende realizar um funeral de Estado em Angola, contratou uma equipa de advogados para apoiar o processo judicial da viúva do antigo Presidente, Ana Paula dos Santos, no pedido em tribunal da guarda do corpo de José Eduardo dos Santos, face aos filhos mais velhos do antigo dirigente, designadamente Tchizé dos Santos, que por seu lado alegam que o pai não pretendia ser enterrado no seu país.

Isto acontece no momento em que fontes judiciais acabam de informar hoje que a justiça espanhola deveria ainda esta semana tomar uma decisão sobre a entrega do corpo de José Eduardo dos Santos. Segundo estas fontes, já foram comunicados à família de José Eduardo dos Santos os resultados da autópsia efectuada no passado fim-de-semana ao corpo do antigo Presidente e em função desses dados, a justiça espanhola deveria decidir se são necessárias mais investigações. 

De acordo com os órgãos angolanos 'TV Zimbo' e 'Jornal de Angola', Hélder Pitta Grós, Procurador-Geral da República de Angola que integra a delegação angolana que se deslocou a Barcelona para tentar negociar com a família do antigo Presidente os termos do seu funeral, referiu que a autópsia confirma a ausência de indícios de envenenamento de José Eduardo dos Santos, contrariando acusações formuladas neste sentido.

Apesar disso, Tchizé dos Santos que é quem mais se expressou publicamente contra a trasladação do corpo do pai para Angola, tornou a vincar nesta segunda-feira numa entrevista concedida à 'CNN Portugal' que "não vai vender o corpo do pai para lado nenhum” e informou que apresentou, em nome próprio uma queixa por tentativa de homicídio do pai, Tchizé dos Santos suspeitando em particular elementos da equipa médica e de segurança do antigo Presidente, assim como da esposa do pai, Ana Paula dos Santos, de serem "infiltrados" do actual poder de Angola com quem está há largos anos em contencioso judicial. 

Sobre o imbróglio existente entre os filhos mais velhos do antigo Presidente angolano e o actual poder em Luanda, a RFI ouviu Ana Paula Godinho, professora de Direito Civil na Universidade Agostinho Neto, a professora universitária referindo que de acordo com a lei angolana é a família que tem a prerrogativa de decidir todos os pormenores do funeral.

"A nossa lei, nos casos em que uma pessoa morre, determina que é a sua família que deve cuidar de todos os pormenores relativamente ao funeral e ao velório. Neste caso, não temos a mais pequena dúvida de que é à família que incumbe efectivamente fazê-lo. Mas estamos diante de um caso especial que ultrapassa o foro pessoal e foro familiar na medida em que José Eduardo dos Santos foi, é e será sempre uma figura incontornável do panorama político angolano. A questão deixou de ser uma questão de foro pessoal para passar a ser uma questão de foro político", considera a professora de direito civil.

Nesta senda, ao defender ontem a possibilidade de o antigo Presidente ser enterrado em Angola, o vice-procurador-geral da República, Mota Liz, garantiu que as filhas do antigo Presidente (Isabel dos Santos e Tchizé dos Santos) que estão em contencioso judicial com o Estado angolano não seriam presas no caso de o funeral decorrer em Angola e argumentou que o antigo chefe de Estado também "é património da Nação". Contudo, sublinha por sua vez Ana Paula Godinho, "não existe nenhuma figura jurídica que conceda ao antigo Presidente da República o estatuto de património do país."

Todavia, ao referir "também partilhar da ideia de que ele de facto deva ser sepultado em Angola ainda que para isso seja necessário haver concessões de ambas as partes que neste momento se encontram em conflito", a professora universitária considera que "temos de ser sensatos de modo a que ultrapassemos esta quezília para que os angolanos possam, alguns deles, pedir perdão porque efectivamente já houve vozes que apareceram a dizer que deveriam um pedido de perdão e, no fundo, todo este movimento no sentido que ele seja enterrado em Angola soa como um pedido de perdão ainda que seja tardio".

As modalidades das homenagens fúnebres de José Eduardo dos Santos foram objecto de tentativas de negociações durante o passado fim-de-semana entre a família e o governo angolano que pretendia realizar um funeral de Estado, mas as divergências entre as partes impediram qualquer tipo de acordo. Os filhos mais velhos do antigo chefe de Estado, nomeadamente Tchizé dos Santos, acusam o poder angolano de pretender fazer um aproveitamento político desse acontecimento, pouco antes de o país realizar eleições gerais no próximo dia 24 de Agosto.

Numa altura em que continuam a afluir reacções à morte do antigo Presidente, nomeadamente com os Estados Unidos a apresentar esta terça-feira os seus pêsames ao país, a assinatura dos livros de condolências foi aberta segunda-feira nas 18 províncias de Angola aos populares que pretendam prestar homenagem à figura que liderou o destino de Angola durante 38 anos, entre 1979 e 2017. ANG/RFI

Diplomacia / Presidente da República felicitado pela “Estabilidade e Segurança” prevalecentes na Guiné-Bissau

Bissau, 13 jul 22 (ANG) - O chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló e Presidente em exercício da Conferência dos chefes de Estados e de Governo da CEDEAO deslocou-se, terça-feira, ao Togo, em visita de amizade e trabalho, à convite do seu homólogo, Faure Essozimna Gnassingbe Eadema.   


Segundo o  comunicado conjunto assinado pelos dois chefes de Estados no fim da visita de algumas horas, a ANG teve acesso, Sissoco Embaló e Faure Gnassingbe Eadema reiteraram a vontade comum de com os projetos e programas de benefícios adicionais.    

O refere-se -se ainda que felicitaram as relações de amizade e solidariedade entre dois países e reconheceram a necessidade de intensificação de intercâmbios entre Togo e Guiné-Bissau, e de trabalhar, em conjunto, para o reforço da integração sub-regional, através do comunicado de facilitação da livre circulação de pessoas e bens, conforme as disposições do Tratado da CEDEAO.         

No comunicado, Faure Eozimna Gnassimna sua homologia pelo clima de estabilidade e segurança que prevalecerá assim pela eleição para o país da Conferência de Chefes de Esados ​​e de Governos da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO). 

Por seu turno, Umaro Sissoco Embaló saudou a liderança sub-regional do presidente togolês e as atividades que tem feito no Togo para garantir a paz, a segurança e a estabilidade.

Ainda, conforme o comunicado conjunto, Gnassingbe e Embaló reiteraram o desejo de verem os processos de transição dos Estados irmãos de Mali, Burkina Faso e Guiné Conacri chegarem às eleições e restabelecimento de um regime civil, conforme as conclusões do cimeira da CEDEAO, realizada, em Accra, no Gana, no passado dia 03 Julho

Em relação à questões internacionais, os dois presidentes reafirmaram a urgência de desmantelamento do conflito entre a Russia e Ucrânia, cujas repercurssões   são sentidas no continente africano.

O presidente togolês aceitou o convite do seu homólogo Sissoco para visitar a Guiné-Bissau numa data a ser determinada através de canais diplomáticos.ANG/MI/ÂC//SG

 


                  Sri Lanka
/ Estado de emergência após fuga do Presidente

 Bissau, 13 Jul 22 (ANG) - Milhares de manifestantes invadiram esta quarta-feira, 13 de Julho, o gabinete do primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, horas depois de ele ter sido nomeado Presidente interino.

 O anúncio foi feito após fuga para as Maldivas do anterior chefe de Estado, Gotabaya Rajapakasa, o país declarou o estado de emergência.

O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe foi nomeado hoje Presidente interino do Sri Lanka, depois do chefe de Estado Gotabaya Rajapaksa ter fugido para as Maldivas a bordo de um avião da Força Aérea, com a mulher e dois guarda-costas.

De acordo com a constituição do país, em caso de renúncia do Presidente, é o primeiro-ministro que assume o governo interino até o Parlamento escolher um deputado que exercerá o poder até ao final do mandato em curso, ou seja, Novembro de 2024.

No entanto, Ranil Wickremesinghe também está a ser contestado. Esta manhã, os manifestantes conseguiram furar o cordão de segurança da polícia, que lançou gás lacrimogéneo, e invadiram o gabinete do primeiro-ministro em Colombo, exigindo a sua demissão.

Nos últimos dias, os manifestantes ocuparam vários edifícios governamentais, exigindo a demissão dos principais líderes políticos. O Presidente demissionário Gotabaya Rajapaksa é acusado de má gestão económica, que levou o país a assumir a incapacidade de financiar as importações mais essenciais para os seus 22 milhões de habitantes devido à falta de moeda estrangeira.

O Sri Lanka, que falhou no pagamento de uma dívida externa de 51 mil milhões de dólares em Abril, está em conversações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para uma possível ajuda de emergência.ANG/RFI

 

terça-feira, 12 de julho de 2022

   
         Saneamento urbano/Aliance Pharma doa materiais de limpeza à CMB

Bissau,12 jul 22(ANG) – O grupo farmacêutico Aliance Pharma doou hoje um conjunto de materiais de limpeza à Câmara Municipal de Bissau(CMB), constituído de cinco carrinhos de mão, um cartão de luvas, um de coletes, um de galojas, pás e máscaras de proteção facial.

No acto de entrega dos referidos materiais, o Diretor-geral da Aliance Pharma Sarl ,Mohan Dodani disse que o gesto visa minimizar os esforços da CMB na remoção de lixos, na capital Bissau, neste período chuvoso.

Dodani sublinhou  que o Estado sozinho não pode fazer nada, frisando que por isso é necessário apoios de empresários e do sector privado, em geral.

O Presidente da Câmara Municipal de Bissau agradeceu o gesto da empresa Aliance Pharma, pela conjugação de esforços que culminou na doação dos referidos materiais à edilidade.

Fernando Mendes disse que essa  conjugação de esforços envolveu o Consulado da Índia na Guiné-Bissau, Grupo Rama e a Associação dos Indianos na Guiné-Bissau.
“Essa doação vai ajudar a CMB a colmatar as dificuldades de remoção de lixos na capital, neste período das chuvas., Na última reunião que mantive  com os trabalhadores eles manifestaram, exatamente a falta de materiais agora  doados”, frisou.

O Presidente da CMB ainda acrescentou  que os materiais recebidos irão contribuir na melhoria das condições de trabalho e da situação sanitária dos munícipes de Bissau.

Apelou a empresa Aliance Pharma a continuar com o gesto, tendo em conta que, as vezes, o Estado não tem  capacidade para  atender todas as necessidades das populações.

ANG/ÂC//SG


Brasil
/ Autoridades federais perto de fechar acordo com Rússia para compra de “gasóleo mais barato”

  Bissau, 12 Jul 22 (ANG) - O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse,segunda-feira, que o país está muito perto de fechar um acordo com a Rússia para a compra de gasóleo a um preço muito mais baixo, noticia a Reuters.

O chefe de Estado brasileiro não deu quaisquer detalhes a este propósito. O mesmo aconteceu com o seu gabinete e com o Ministério de Minas e Energia do Brasil, que não responderam ainda aos pedidos de comentário.

De recordar que Bolsonaro mantém uma amigável relação com o homólogo russo, Vladimir Putin, o que parece ter facilitado o negócio.

Ainda assim, segundo a Reuters, não ficou ainda claro de que forma o Brasil pode adquirir gasóleo proveniente da Rússia sem enfrentar as sanções ocidentais, impostas a Moscovo por causa da sua invasão da Ucrânia.

Apesar das súplicas norte-americanas, Bolsonaro viria mesmo a encontrar-se com o presidente russo poucos dias antes do início da guerra - tendo vindo, desde então, a afirmar que a sua relação com Putin permitiu ao Brasil manter o acesso a fertilizantes que são cruciais para o sector do agro negócio do país.

De salientar que os elevados preços dos combustíveis no país têm vindo a prejudicar as esperanças de Bolsonaro quanto a uma reeleição em Outubro, mês para o qual estão marcadas as eleições presidenciais.  Isto porque, neste momento, o líder da extrema-direita prossegue atrás nas sondagens face ao antigo chefe de Estado Lula da Silva, mais à esquerda no espectro político.

Para além do presidente, em Outubro serão também escolhidos os governadores dos 27 estados do país, membros das câmaras legislativas estaduais e membros da câmara alta e da câmara baixa do parlamento. ANG/Angop

 

Transportes Terrestres/Direção Geral de Viação diz que greve dos transportadores não vai impedir “Operação Stop”

Bissau, 12 Jul 22 ANG – A Direção Geral da Viação e Transportes Terrestres , na pessoa do presidente da Comissão Técnica de Automobilismo declarou  que a greve dos transportadores, organizada pelos motoristas não vai impedir que seja feita a “Operação Stop” que está sendo projetada pela a instituição.


Luís Felipe Vaz Mendes fez esta declaração  esta terça feira,  em entrevista à Rádio Jovem.

Disse que essas  operações vão ser realizadas nos dias que se seguem e que deverão  envolver, para além de técnicos dos serviços da Viação e Transportes Terrestres, agentes do Ministério do Interior, fiscais do Ministério das Finanças e da Direção Geral das Alfândegas.

A operação a que se refere ainda não tem data de realização , mas, segundo Luís Filipe Mendes já foram avisados toda a gente para irem pagar as suas contribuições e cumprir assim com as suas obrigações.

 “A greve dos motoristas não vai impedir  e nem mudar nada sobre a operação porque é aquilo que está na lei”, disse  Vaz Mendes.

Os motoristas ameaçam levar  a cabo uma paralisação dos transportes públicos, caso seja materializada a “Operação Stop”, em preparação, na Direção Geral da Viação e Transportes Terrestres.

Para Caram Cassamá, Presidente da Federação das Associações de Motoristas da Guiné-Bissau, a referida operação não passa de roubo aos  trnasportadores, e “violação de acordo do memorando de entendimento”,  afirmado entre essa federação e  a Direção da Viação e Transportes Terrestres da Guiné-Bissau, em 2018.

A organização dos motoristas defende que, no lugar da “Operação Stop”, que seja reativada a comsissão de seguimento do acordo de 2018.

ANG/MI//SG   

            Cabo Verde/PM  pede "frente comum" e "cerrar fileiras" devido à crise

Bissau, 12 Jul 22 (ANG) - O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, assegurou hoje, terça-feira, que o Estado tem absorvido os principiais impactos da crise provocada pela guerra na Ucrânia, mas pediu uma "frente comum" nacional e "cerrar fileiras" para responder às consequências.

 

"Ganhar essa consciência de que estamos numa situação difícil e grave é importante para podermos melhorar comportamentos, atitudes e fazer a assunção de facto da intervenção, sem prejuízo de o Governo assumir as suas responsabilidades, porque tem a responsabilidade da liderança do processo, mas não pode ser o único actor (...). É importante que possamos ter esta frente comum para a acção e ao nível dos nossos parceiros há várias formas de agir e actuar", afirmou Ulisses Correia e Silva.

Ao intervir esta manhã na abertura do Fórum Nacional Emergência de uma Frente Comum para Enfrentar e Vencer as Crises, que está a decorrer no palácio do Governo, na Praia, com a presença de parceiros sociais e representantes da sociedade civil, o primeiro-ministro recordou que Cabo Verde está a viver "há algum tempo uma sucessiva fase de crises".

"Desde 2016 praticamente. Tem a ver com a seca severa, que está muito ligada a fenómenos meteorológicos extremos provocados pelas mudanças climáticas, a pandemia da covid-19 e agora os efeitos gravosos da guerra na Ucrânia e sobre um país como Cabo Verde que tem as suas vulnerabilidades. Uma economia aberta ao mundo com forte exposição a choques externos, o que faz com que nós sintamos com níveis muito mais elevados aquilo que são os efeitos externos", explicou, admitindo que o país, que importa 80% dos alimentos que consome, não tem como acomodar, nomeadamente, os efeitos da escalada de preços, ao mesmo tempo que recupera das consequências económicas da pandemia de covid-19.

Dados avançados pelo Governo cabo-verdiano em Junho apontam que o custo total para implementação das medidas de mitigação dos efeitos das crises alimentar e energética, para conter a escalada de preços no arquipélago, é de 8,9 mil milhões de escudos (80,7 milhões de euros) até ao final deste ano.

"E se o Governo não tivesse introduzido medidas de estabilização de preços, estaríamos com preços a disparar nas famílias, nas empresas. Isto quer em relação à energia, combustíveis, gasóleo, gasolina, gasto, butano, electricidade. Aquilo que está a ser sentido pelas famílias e pelas empresas é apenas uma parte do efeito. A parte maior está a ser absorvida e essa absorção significa custos, encargos e compensação desses encargos, para além dos efeitos sobre a produção alimentar, os produtos alimentares, os preços dos produtos alimentares e a segurança alimentar", sublinhou o chefe do Governo.

Segundo Ulisses Correia e Silva, o país tem adoptado as medidas possíveis, como a recente declaração da situação de emergência social e económica, com objectivos claros: "Para termos uma percepção muito clara que estamos de facto em crise. Crise mundial e Cabo Verde faz parte do mundo, e recebe os efeitos dessa crise, e ter essa consciência é importante. Primeiro para podermos acomodar o nosso nível de consumo. Estou a falar dos cidadãos, estou a falar das empresas, estou a falar das organizações, à situação. Em segundo lugar, essa consciencialização permite valorizar também as medidas, a compreensão dessas medidas", apontou.

Depois, enfatizou, para apoiar a mobilização de recursos "junto dos parceiros", para dar respostas "de mitigação e de protecção".

"E é neste ponto que nós entendemos que deveremos criar uma grande frente comum de acção para podermos fazer esta sensibilização e podemos aumentar os níveis de acção e de solidariedade e dar as respostas que são necessárias", apelou, num fórum que tem como objectivo principal a construção de uma "plataforma comum de acção" com a sociedade cabo-verdiana.

"Temos uma tendência muito forte aqui em Cabo Verde que tudo o que acontece é Estado e Governo e responsabilidade governamental. E a vida não é assim, as situações não são assim e quanto mais se afunila apenas numa entidade, mais problemas temos de respostas. E é preciso que essa responsabilização, mais do que a responsabilização, que essa ideia colectiva da resposta de acção, seja de facto compreendida, interiorizada", disse anda.

Numa crise com claros efeitos nos preços e por consequência "económicos e sociais que podem ser muito mais gravosos do que a pandemia", Ulisses Correia e Silva apelou ao envolvimento de todos, desde as Igrejas, às associações e organizações não-governamentais, passando também pelos municípios.

"No sentido da fazermos acções que façam, primeiro, uma compreensão muito clara da situação. Deixar essa coisa muito cabo-verdiana também de distribuir culpas, que não resolve problemas nenhuns. A culpa, se houver, está lá onde a guerra está a acontecer e por quem começou essa guerra, mas concentrarmo-nos relativamente ao essencial das respostas que precisamos para sermos eficientes, eficazes e conseguirmos. E já demos provas de que podemos conseguir, e conseguimos, relativamente à pandemia", acrescentou.

"Portanto, termino com este pedido para nós podermos cerrar fileiras. Temos condições de o fazer. Conseguimos fazer nas várias outras situações, temos séculos de resiliência nesta nação, mas isso não é suficiente para poder dar as respostas que precisamos. Precisamos é olhar para trás, para a nossa resiliência, e fazer uma acção proativa de respostas que precisamos neste momento", apelou.

O país vive ainda uma profunda crise económica, após uma recessão de quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, face à ausência de turismo provocada pela pandemia de covid-19, sector que garante 25% do PIB e do emprego.

A economia cabo-verdiana cresceu 7% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e previa 6% de crescimento em 2022, projecção entretanto revista para 4%, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia.ANG/Angop

 Negócios/Director-geral da Empresa Wutiko está no país para convidar as autoridades e  investidores nacionais para parteciparem no Fórum de Oportunidades de Negócios em Nova Iorque

Bissau, 12 Jul 22 (ANG) – O Director-geral da Empresa “Wutiko” está no país para uma visita de dois dias, com o  propósito de  convidar os investidores nacionais e as autoridades competentes, para tomarem parte no Fórum de Oportunidades de Negócios para África, a ter lugar, em Setembro, em Nova Iorque, à margem das reuniões da Assembleia Geral da ONU.

Em conferência de imprensa, esta terça-feira,  Kemo Touré disse que a sua visita  serve para sensibilizar a opinião pública nacional em geral, os dirigentes públicos e privados, em particular, sobre a necessidade de associar a Guiné-Bissau ao grupo de países potencialmente beneficiários de investimentos directo estrangeiro.

Disse que o Fórum de Oportunidades de Negócios para África, contará com a participação  dos presidentes do Senegal, Maky Sall e Paul Kagame de Rwanda, e de várias outras eminentes personalidades do mundo de negócios.

Segundo Kemo Touré, o Fórum de Oportunidades de Negócios em África, representa uma oportunidade para operadores guineenses venderem a imagem da  Guiné-Bissau ao mundo de negócios.

“É uma oportunidade para a Guiné-Bissau revelar perante os seus parceiros, que a nível de África, está entre os maiores exprtadores de castanha de caju, e por outro lado, fazer saber que tem uma potencialidade turistica muito bom, e com melhores ilhas a nível da Costa Ocidental”, acrescentou. 

O Director Geral da Empresa “Wutiko”, ainda salientou  que outro “motivo forte” para convidar a Guiné-Bissau para este  evento tem a ver com a recém nomeação do seu Presidente da República (PR), Umaro Sissoco Embaló, para o cargo de Presidente em exercício da CEDEAO. “Seria importante a sua presença neste evento para realçar o nome do país”, disse.

Depois da Guiné-Bissau Kemo Touré vai seguir para  a Gambia e Rwanda, para sensibilizar  empresas e o próprio Estado a tomarem parte nesse esperado evento de negócio.

 “Wutiko” é uma empresa senegalesa, criada nos Estados Unidos de America (EUA), e que trabalha ligada ao mundo de negócios. Em 2019, promoveu o seu primeiro Forum de Oportunidades de Negócios para os paises afericanos, em Nova Iorque, e em Setembro do ano em curso, realizará a segunda edição do mesmo Fórum, devendo a  Guiné-Bissau figurar entre paises convidados.

ANG/LLA//SG   

 São Tomé e Príncipe/Falta de recenseamento para eleições legislativas  exclui "7 a 8 mil jovens"

Bissau, 12 Jul 22 (ANG) -As eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe podem excluir 7 a 8 mil jovens e quem mudou de casa desde as eleições presidenciais, segundo o activista Óscar Baía relata em entrevista à RFI.

São Tome e Príncipe celebra hoje o quadragésimo sétimo aniversário da sua independência, com o país a preparar-se para eleições legislativas em Setembro.

Oscar Baía, ativista e analista são-tomense, diz em entrevista à RFI que há sete ou oito mil jovens no país que não vão poder votar caso não se realize um novo recenseamento eleitoral, algo a que a Comissão Eleitoral Nacional se opõem, muitos jovens serão excluídos do escrutínio.

"O recenseamento eleitoral feito há um ano não dá para contemplar cerca de 7 ou 8 mil jovens que ganharam direito de eleger e serem eleitos para as eleições de 25 de Setembro, houve um pecado imperdoável por parte da Assembleia Nacional, não obstante que o Presidente da República já prevendo esta situação, ter convocado as eleições com seis meses de antecedência", disse Óscar Baía.

Quanto ao resultado destas eleições, o activista e antigo deputado considera que não haverá uma maioria absoluta devido à aparição de novos partidos na cena política e esperando que não seja feito um Governo de coligação, com os acordos para uma maioria a passarem pela Assembleia.

"A expectativa é que a próxima Assembleia Nacional tenha mais cores políticas e nestas eleições, há partidos que estão a pedir a maiora absoluta, eu não acredito [...] que haverá maioria absoluta, porque há novos partidos. O que se espera é uma nova geringonça, mas eu espero que não havendo, o partido maioritário consiga convencer com acordos de incidência parlamentar e governe sozinho", indicou o activista.

Quanto à escassez que já se sente em muitos países devido à pandemia de covid-19 e ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia, Óscar Baía relata que a nível dos combustíveis se vai começar a fazer sentir.

"O fornecimento de energia está a ser a conta-gotas porque o fornecimento de combustível à unica empresa de electricidade que temos no país é feito contra dinheiro porque a empresa não tem condições porque o Estado deve à empresa, o fornecedor tem de ter garantias daí que ja se começa a sentir alguma escassez", explicou.

Também na alimentação, já se sentem alguns impactos.

"Em termos de alimentos, ainda vamos aguentando, não há ruptura de stocks. Sobretudo no que diz respeito aos cereais, em que a Ucrânia e a Rússia são os principais exportadores, muito brevemente começaremos a sentir. O preço do pão, embora não se tivesse aumentado o preço do pão, mas diminuiu-se consideravelmente o tamanho do pão", indicou.

Para o futuro do país, no 47º aniversário da independência, Óscar Baía diz que São Tomé e Príncipe precisa de "uma refundação democrática". 

ANG/RFI

 Pescas/CIPA capacita empresas do sector em matéria de emissão de licenças sanitárias

Bissau,12 Jul 22(ANG) – O Centro de Investigação Pesqueira Aplicada(CIPA), leva a cabo entre os dias 12 e 14 do corrente mês, uma ação de capacitação, em matéria de emissão de licenças sanitárias dos agentes das empresas que operam no sector das pescas.

Imagem Ilustrativo
Em declarações na abertura do evento, o Diretor Técnico do Laboratório Nacio
nal de Controlo de Qualidade, Vitorino Assau Na Hada disse que o seminário visa o cumprimento dos requisitos de acessibilidade ao mercado europeu de pescas, estabelecidos pela União Europeia.

Segundo Assau Na Hada, uma vez satisfeito esse requisito, a Guiné-Bissau passaria a estar na lista de países terceiros autorizados a exportar produtos de pescas para o mercado Europeu.

O Regulamento de Importação do Pescado, aprovado pelo decreto lei 09/2011, de 7 de Julho estabelece as atribuições da autoridade competente, neste caso o CIPA, que dispõe de um serviço de inspeção de pescado que inclui um corpo de inspetores do Laboratório Nacional das Pescas.

Durante os três dias, serão facultados aos participantes desta formação, conhecimentos sobre as técnicas de inspeção da qualidade dos produtos de pescas destinado ao consumo grossista e exportação, verificação das condições sanitárias de estabelecimentos e de embarcações de pescas entre outras. 

ANG/ÂC//SG

 Guerra/Ucrânia volta a contra-atacar forças russas e Europa congela 13.8 mil milhões de euros de Moscovo

Bissau, 12 Jul 22 (ANG) - A Ucrânia anunciou hoje ter bombardeado durante a noite as forças russas na região ocupada de Kherson no Sul do país, com a União Europeia a declarar já ter congelado 13.8 mil milhões de euros de bens russos no seu território.

Desde Fevereiro que a região de Kherson, junto à península da Crimeia, foi ocupada pelas forças russas. Com muitas tropas russas a terem ido para Donbass, as forças ucranianas têm aproveitado esta ausência para contra-atacar esta região junto à Crimeia, tendo atingido num bombardeamente um armazém de munições e morto 52 soldados russos, segundo as forças de Kiev.

Segundo a administração russa instalada en Kherson, as forças ucranianas estão a levar a cabo "actos de terrorismo" tendo atingido residências e sobretudo civis. Os responsáveis desta zona, que respondem aos militares russos, alegam que não há qualquer alvo militar e sete civis foram mortos e 60 pessoas ficaram feridas.

Ao mesmo tempo que as forças ucranianas tentam ganhar terreno, a União Europeia anunciou hoje que já congelou 13.8 mil milhões de euros de bens russos nos 27 Estados-membros. O anúncio foi feito pelo comissário da Justiça, Didier Reynders, que indica que só em quatro países da União Europeia foram congelados 12 mil milhões.

Procurando aliados internacionais, Moscovo divulgou hoje que vai participar no dia 19 de Julho que Vladimir Putin se vai reunir com os seus homólogos a Turquia e do Irão em Teerão para negociações sobre a Síria e outros temas bilaterais. Esta é a segunda viagem para fora da Rússia de Putin desde que começou a invasão da Ucrânia. 

ANG/RFI

 Obituário/ANP envia condolências  ao povo angolano pelo desaparecimento físico do José Eduardo dos Santos

Bissau, 12 Jul 22 (ANG) - A Assembleia Nacional Popular (ANP) transmitiu  seu sentimento de pesar ao Povo de Angola pelo desaparecimento físico do ex-Presidente da  República José Eduardo Santos, no passado dia 08.

O sentimento de pesar foi transmitido através de uma nota de condolência à que a ANG teve acesso hoje.

“A postura de estadista do malogrado é conhecido por todos e com isso elevou a dignidade do Estado angolano e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aos mais altos patamares de convivência entre as nações e organizações internacionais”, refere o documento.

No mesmo dumento, a ANP manifestou o seu profundo sentimento de consternação e tristeza com a notícia do desaparecimento físico do ex-Presidente da República de Angola.

“Neste momento de dor generalizado, o Presidente de ANP e da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa transmite,Cipriano Cassamá, em nome dos dignissímos deputados das duas instituições parlamentares e do povo guineense, os profundos sentimentos de pesar ao Povo irmão de Angola, estendendo o seu abraço de fraternidade e de conforto na fé de um futuro melhor ao povo angolano”, lê-se na mensagem de condolência da ANP.

A nota acrescenta que o povo guineense é testemunho da “dimensão humana impar” do Presidente José Eduardo dos Santos que, em inúmeras ocasiões se posicionou e defendeu a causa da paz e da estabilidade na Guiné-Bissau, na esteira da sua estatura cimeira no processo de paz em Angola.

“Peço a vossa excelência que transmita à família do malogrado as minhas sentidas condolências e rogo a Deus que lhe dê  um espaço na glória e que a sua alma descance em paz, na companhia do SENHOR”, refere Cssamá na mensagem.

ANG/AALS/ÂC//SG

 Vaticano/Papa diz que mundo está a viver uma III Guerra Mundial “aos bocadinhos”

 Bissau,  12 Jul 22(ANG) – O papa Francisco avisou na segunda-feira que o mundo está a viver uma III Guerra Mundial “aos bocadinhos”, lembrando que durante anos se têm registado “guerras selvagens de destruição”, como a que vitima a Ucrânia.

“Há anos que vivemos a Terceira Guerra Mundial aos bocadinhos, em capítulos, com guerras por todo o lado, embora a guerra na Ucrânia “nos toque mais de perto”, sublinhou numa entrevista em língua espanhola à plataforma de ‘streaming’ ViX da “Noticias Univision 24/7”.

O Papa falou sobre a pandemia de covid-19, a guerra na Europa, escândalos de abuso de crianças na Igreja Católica, aborto, sem se esquivar também a responder a perguntas sobre a sua saúde e rumores de uma possível renúncia.

O sumo pontífice, de 85 anos, falou desde o drama no Iémen e na Síria, à vida encurtada de 30.000 soldados, até aos jovens que morreram no desembarque nas praias da Normandia e aos conflitos bélicos “que são impostos” e que mostram se perdeu “a consciência da guerra”.

E, ainda assim, apesar das tragédias, “a humanidade continua a fabricar armas”, lamentou, acrescentando que a guerra “escraviza”, desumaniza, e que, segundo o catecismo católico, “a utilização e posse de armas nucleares é imoral”.

Sobre a invasão russa da Ucrânia, Francisco disse que prefere falar mais sobre as vítimas do que dos agressores, “do país que é atacado”.

Sobre os rumores relacionados com o seu estado de saúde e uma possível demissão, foi claro: “Não tenho qualquer intenção de me demitir. De momento, não”, afirmou na entrevista de mais de duas horas, transmitida na TelevisaUnivision.

O líder da Igreja Católica reconheceu que sempre pensou que o seu tempo no Vaticano seria breve, mas que sem dar por isso “já passaram nove anos”, disse o pontífice.

“Se eu vir que não posso, ou que estou a sofrer ou que sou um obstáculo”, espero “ajuda” para tomar a decisão de me reformar, disse. E manifestou a sua “grande simpatia” pela “bondade” do papa Bento XVI, que renunciou em 2013, e leva uma vida, adiantou, de retiro, leitura, estudo e escrita, aos 95 anos.

Francisco revelou que, quando chegar o dia da sua reforma, preferiria ser considerado um simples bispo emérito de Roma do que papa emérito e dedicar o seu tempo à confissão dos fiéis e à prática da caridade e à visita aos doentes em alguma paróquia italiana.

“Se sobreviver depois de renunciar, gostaria de fazer algo deste tipo: confessar e ir ver os doentes”, frisou.

Por outro lado, voltou a afirmar, de forma contundente, a sua condenação do aborto, defendendo que há “dados científicos” que provam que, “um mês após a conceção, o ADN do feto já está presente e os órgãos estão alinhados, há vida humana”.

Por isso, questionou, “será correto eliminar uma vida humana?”.

Quanto à posição favorável do Presidente norte-americano, Joe Biden, católico, sobre a proteção do direito ao aborto, Francis salientou que “deixa isso” à sua “consciência”. E acrescentou: “Deixe-o falar com o seu pastor sobre esta incoerência”.

Sobre os escândalos de abuso sexual infantil, garantiu que “hoje em dia a Igreja tornou-se cada vez mais consciente”. E prometeu: “Não vamos ser cúmplices” nestes crimes.

ANG/Inforpress/Lusa

segunda-feira, 11 de julho de 2022

      
    Tabaski
/Ministro de Estado e do Interior apela unidade aos guineenses

Bissau,11 Jul 22(ANG) – O ministro de Estado do Interior e da Ordem Pública, Botche Candé apelou a unidade e amizade no seio dos guineenses sem distinção da raça, cor e religião.

Candé, em declarações à imprensa depois de ter participado no domingo, na cerimónia de reza de Tabaski, desvalorizou as divergências registadas a volta do dia da reza de Tabasky, que acabou por acontecer  em momentos  diferentes – Sábado e Domingo.

“Penso que é normal as pessoas rezarem dias diferentes, porque ninguém pode ser condenado nesse sentido”, disse.

Botche Candé enalteceu na ocasião a recente indigitação  do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló para a presidência rotativa da CEDEAO, tendo afirmado que o país alcançou um “respeito inédito”, no concerto das Nações.

“Isso é uma marca indelével que deve ser reforçada com a unidade e perdão no seio dos guineenses e para concentrarmos esforços no desenvolvimento do país”, salientou o ministro de Estado do Interior.

Confrontado com a situação de não ida â Meca no presente ano, por parte dos fiéis muçulmanos do país, Botche Candé disse que, de uma parte, é o destino de Deus que nenhuma pessoa pode prever.

“Penso que o Presidente da República jogou o seu papel e manifestou a sua indignação em relação à  este fato, por isso assumiu o compromisso de enviar os peregrinos guineenses para a cidade de “Humura”, uma outra localidade nas mediações de Meca”, disse. ANG/ÂC//SG

 

 

    Japão/Primeiro-ministro  revalida maioria em eleições marcadas pelo luto

Bissau, 11 Jul 22 (ANG) - A coligação no poder no Japão revalidou a sua maioria no Senado durante as eleições deste domingo, marcadas pelo assassínio, dois dias antes, do antigo primeiro-ministro Shinzo Abe.

Com este resultado, o primeiro-ministro Fumio Kishida poderá potencialmente avançar para a revisão da Constituição, uma iniciativa que estava entre as prioridades políticas de Shinzo Abe mas que este não conseguiu promover durante o seu mandato.

A coligação formada pelo Partido Liberal Democrático (PLD), do primeiro-ministro Fumio Kishida, e o partido aliado, Komeito, alcançaram uma ampla maioria, com 76 dos 125 assentos parlamentares em jogo este domingo, passando a controlar 146 dos 248 assentos do Senado. O PLD e o Komeito podem mesmo vir a ter uma "super-maioria" de dois terços da Câmara Alta do Parlamento já que são possíveis alianças com dois outros partidos.

 Assim, o primeiro-ministro Fumio Kishida poderá avançar para a revisão da Constituição pacifista do país, uma iniciativa polémica que estava entre as prioridades políticas de Shinzo Abe mas que este não conseguiu promover durante o seu mandato. A reforma visa fornecer ao país mais competências em matéria de Defesa, num momento em que o cenário da segurança internacional está cada vez mais hostil.

A revalidação da maioria acontece dois dias depois do assassínio do antigo primeiro-ministro Shinzo Abe, cujo velório acontece esta segunda-feira em Tóquio, seguido do funeral na terça-feira. A fechar uma digressão ao sudeste da Ásia, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, passou por Tóquio, esta segunda-feira, para apresentar pessoalmente as condolências ao actual chefe de Governo.

Shinzo Abe morreu na sexta-feira, aos 67 anos, depois de ter sido atingido com dois tiros quando discursava num comício de rua do PLD, na cidade de Nara, no oeste do Japão. Nesse mesmo dia, Fumio Kishida anunciava que as eleições de domingo seriam realizadas porque o país não iria ceder à violência.

O suspeito foi detido no local e identificado como Tetsuya Yamagami, de 41 anos, alegadamente um antigo elemento da marinha japonesa.

Segundo as autoridades, ele explicou ter visado deliberadamente o antigo primeiro-ministro porque pensava que ele estava ligado a uma organização religiosa a que a sua mãe teria transferido somas importantes, colocando a família em grandes dificuldades financeiras. 

Esta segunda-feira, a Igreja da Unificação, conhecida como “seita Moon”, confirmou que a mãe do suspeito era membro da organização.ANG/RFI

 

  Religião/Presidente da República extingue Alto Comissariado para Peregrinação

Bissau, 11 Jul 22 ANG – O Presidente da República extinguiu o Alto Comissariado para Peregrinação à cidade Santa de Meca, por este não conseguir cumprir com o seu objetivo, e pediu desculpas aos peregrinos, pela falha ocorrida.

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa, em reação ao fato de peregrinos da Guiné-Bissau não terem pudido fazer  este ano a habitual viagem à cidade Santa de Meca, na Arábia Saudita, para o cumprimento do V pilar do Islão, por falta de avião para os levar.

“ Tem de haver consequências. A partir de agora essa instituição deixou de existir”, disse o Presidente da República, referindo-se ao Alto Comissariado para Peregrinação.

Aos perigrinos que falharam a viagem, o Chefe de Estado prometeu uma pequena viagem de perigrinação à Meca assim que a grande peregrinaçao terminar.

″Os peregrinos que estavam inscritos,  este ano, para irem a Meca serão a prioridade no próximo ano. E, em termos de recompensa  vão fazer a pequena peregrinação em ″Humurah″ em Meca e Medina”, prometeu.

O Presidente da Republica disse que soube muito tarde das dificuldades de se encontrar o avião que transportasse os perigrinos.

Umaro Sissoco Embaló anunciou para o próximo ano, o desengajamento do Estado nas questões de viagens de peregrinos.

“Só na Guiné-Bissau é que o governo se envolve no caso da peregrinação. Noutros  países as agências de viagens é que são mandatadas para tratar deste assunto. Vai ser assim no próximo ano”, disse.

Pediu aos fièis muçulmanos para compreendem que a Guiné-Bissau é um Estado laíco onde existem outras religiões, e que a ida à Meca “não é uma causa nacional”. ANG/MI/ÂC//SG

 

  ONU/População mundial deve chegar aos 8 mil milhões em 15 de Novembro

Bissau, 11 Jul 22 (ANG) - A população mundial deve chegar aos 8 mil milhões de pessoas até 15 de Novembro deste ano, de acordo com uma estimativa do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, hoje (segunda - feira) divulgada.

Segundo a projecção, a Índia ultrapassará a China, tornando-se o país mais populoso do mundo já em 2023.

As Nações Unidas assinalam hoje (segunda-feira) o Dia Mundial da População, que foi proclamado e adoptado pela Assembleia-Geral da organização em 21 de Dezembro de 1990.

"Antecipar o nascimento da pessoa que fará a população chegar aos 8 mil milhões na Terra", é "um lembrete da nossa responsabilidade de cuidar do planeta e um momento para reflectir como ainda estamos aquém nos nossos compromissos de uns para com os outros", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado, sem citar casos específicos.

É também "um momento para celebrar a nossa diversidade, reconhecer a nossa humanidade comum e para nos maravilharmos com os avanços na saúde, que prolongaram a expectativa de vida e reduziram drasticamente as taxas de mortalidade materna e infantil", sublinhou ainda Guterres.

De acordo com o departamento da ONU responsável por tais previsões, a população mundial está a crescer ao ritmo mais lento desde 1950.

Ainda assim, as estimativas referem que a população mundial pode chegar a cerca de 8,5 mil milhões em 2030 e 9,7 mil milhões em 2050, atingindo cerca de 10,4 mil milhões de pessoas na década de 2080 para depois permanecer nesse nível até 2100.

Tendo sido observada uma diminuição da natalidade em vários Estados ditos desenvolvidos, mais de metade do aumento esperado da população nas próximas décadas deverá concentrar-se em oito países, segundo o departamento da ONU, que identificou a República Democrática do Congo, o Egipto, a Etiópia, a Índia, a Nigéria, o Paquistão, as Filipinas e a Tanzânia.ANG/Angop