segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

  Guerra Ucrania/Paris vai acolher conferência internacional de apoio à Ucrânia

Bissau,12 Dez 22(ANG) - Esta terça-feira, Paris acolhe uma nova conferência de apoio a Kiev, na presença do primeiro-ministro ucraniano. De acordo com a presidência francesa, a reunião vai contar com chefes de Estado e de governo de 47 países e com o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres.

Hoje, segunda-feira, os dirigentes do G7 – Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão - realizam uma cimeira virtual sobre a invasão russa da Ucrânia e as suas consequências.

Além disso, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia também se reúnem esta segunda-feira e têm na agenda a possibilidade de implementar um nono pacote de sanções contra a Rússia e dar um apoio suplementar de dois mil milhões de euros para entrega de armas à Ucrânia.

No domingo, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky falou com os homólogos  americano e francês, Joe Biden e Emmanuel Macron, para preparar todas estas reuniões de apoio.

Já o ex-Presidente russo Dmitri Medvedev, através de uma mensagem no Telegram e citada pelo britânico The Guardian, deixou o aviso ao Ocidente de que Moscovo está a intensificar a produção de armas, com especial ênfase no armamento pesado.

Este fim-de-semana, a Rússia usou drones iranianos em ataques que deixaram sem electricidade a cidade portuária de Odessa, com mais de 1,5 milhões de pessoas afectadas pelo “apagão” em pleno inverno.

Por sua vez, a Ucrânia usou um sistema de mísseis norte-americano para atacar quartéis russos na cidade de Melitopol, uma das regiões controladas por Moscovo em território ucraniano desde o início da invasão de 24 de Fevereiro. De acordo com as autoridades ucranianas, os mísseis lançados por Kiev teriam destruído instalações ocupadas por mercenários do grupo Wagner.ANG/RFI

 

Guerra na Ucránia/Erdogan propõe a Putin alargar corredor de cereais a outros produtos

Bissau, 12 Dez (ANG) – O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, propôs Domingo, ao homólogo russo alargar o âmbito do corredor de exportação de cereais ucranianos a outros produtos, numa conversa telefónica em que Putin insistiu na eliminação de bloqueios a produtos russos.

De acordo com um comunicado da Presidência turca, citado pelas agências de notícias Anadolu e EFE, Erdogan propôs a Vladimir Putin expandir as funções do corredor para exportação de cereais ucranianos, para incluir também a outros produtos alimentares, de forma gradual, bem como outras matérias-primas.

Na mesma conversa telefónica, o Presidente russo insistiu na necessidade do cumprimento integral do acordo de exportação de cereais a partir dos portos ucranianos e na eliminação dos bloqueios ao fornecimento de produtos agrícolas e fertilizantes russos, segundo o Kremlin.

Nenhuma das presidências revelou a posição de Putin sobre a proposta que lhe foi feita pelo Presidente turco durante a conversa telefónica.

Putin e Erdogan discutiram a aplicação dos acordos de Istambul de 22 de Julho, que foram prorrogados por mais 120 dias, em 19 de Novembro, sob a condição de que a exportação de produtos russos, prejudicada por sanções, seja também facilitada.

Os dois presidentes discutiram ainda a cooperação bilateral e destacaram a importância de projectos conjuntos de energia, principalmente na indústria de gás.

Segundo o Kremlin, Putin aproveitou a recente reunião entre Erdogan e o presidente da empresa estatal russa Gazprom, Alexei Miller, na sexta-feira, em Istambul, para trocar opiniões sobre o centro de distribuição de gás russo que quer implementar na Turquia.

Os dois chefes de Estado abordaram ainda a situação no norte da Síria, face à ameaça de uma possível operação terrestre turca naquela zona do país árabe.

Erdogan reiterou, nas últimas semanas, que a Turquia pretende lançar uma ofensiva terrestre na Síria para expulsar as milícias curdas YPG da fronteira, que considera uma subsidiária do grupo armado curdo PKK, activo em solo turco.

A Turquia exigiu que a Rússia honrasse o acordo russo-turco de Sochi de 2019, no qual Moscovo assumiu a responsabilidade de ‘limpar’ a zona de “terroristas”.ANG/Inforpress/Lusa/Fim

 

              Mundial-2022/ Marrocos nas meias, Portugal fora da prova

Bissau,12 Dez 22(ANG) - A Selecção Marroquina apurou-se para as meias-finais do Campeonato do Mundo de futebol que decorre no Qatar. Marrocos venceu por 1-0 frente a Portugal.

Marrocos, que eliminou a Espanha por 3-0 na marcação das grandes penalidades, defrontou Portugal, que tinha eliminado a Suíça por 6-1, no Estádio Al Thumama em Doha.

Pela segunda vez consecutiva neste Mundial, Cristiano Ronaldo, capitão da Selecção Portuguesa, estava no banco de suplentes.

Após o triunfo por 6-1 frente à Suíça, Fernando Santos, seleccionador de Portugal, reconduziu quase o mesmo onze, com a entrada de Rúben Neves e a saída de William Carvalho, e sempre com Cristiano Ronaldo no banco de suplentes.

Numa equipa que vence, não se muda, é o que se diz no mundo do futebol, mas desta vez a Selecção Portuguesa não conseguiu contradizer a estratégia marroquina.

Os portugueses não encontravam espaços para criar perigos junto da baliza marroquina, isto enquanto Marrocos num contra-ataque aos 42 minutos de jogo conseguiu abrir o marcador com um tento de Youssef En-Nesyri, avançado do Sevilla.

Yahia Allah, defesa do WAC, cruzou para a área portuguesa, onde Youssef En-Nesyri antecipou-se a Rúben Dias e Diogo Costa, cabeceando para o fundo da baliza.

No intervalo Marrocos vencia por 1-0.

Durante a segunda parte, Fernando Santos decidiu lançar Cristiano Ronaldo para dentro das quatro linhas.

Os portugueses dominaram por completo mas não conseguiram encontrar uma solução ao bloco defensivo marroquino e ao guarda-redes Yassine Bounou, guarda-redes do Sevilla.

Marrocos acabou por vencer por 1-0 a Selecção Portuguesa e apurou-se para as meias-finais do Mundial-2022 que decorre no Qatar. Pela primeira vez uma nação africana conseguiu atingir esta fase da competição.

Portugal foi eliminado. Na fase de grupos, os portugueses venceram o Gana por 3-2 e o Uruguai por 2-0, e perderam por 1-2 frente à Coreia do Sul. Nos oitavos, a Selecção das Quinas tinha vencido a Suíça por 6-1.

Nas meias-finais do Campeonato do Mundo de futebol, Marrocos vai defrontar a França que igualmente venceu a Inglaterra por duas bolas à  uma, no outro jogo dos quartos de final.ANG/RFI

 

 

 

Eleições/ Recenseamento eleitoral iniciou no Sábado para legislativas ainda sem data

Bissau,12 Dez 22(ANG) - O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral(GTAPE), iniciou no Sábado o recenseamento eleitoral dos cidadãos guineenses a partir dos 18 anos para as eleições legislativas, ainda sem data, mas que deverão decorrer em 2023.

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, foi o primeiro cidadão a realizar o recenseamento numa cerimónia que decorreu sexta-feira, na cidade de Gabu, no leste do país.

Na ocasião, o chefe de Estado apelou aos guineenses para se recensearem para votarem, única forma de sancionar ou apoiar os partidos políticos do país.

"Todos os filhos da Guiné-Bissau que querem sancionar ou dar o seu voto de confiança aos partidos políticos ou ao Presidente da República podem fazê-lo com o cartão de eleitor para exercer o seu direito de cidadania e isso é muito importante porque vamos realizar legislativas", afirmou Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado salientou que nas "urnas é que se dá o poder e nas urnas é que sanciona também, não é com armas".

"As pessoas têm de aceitar a democracia e expressão da vontade da maioria", disse.

O Presidente da República dissolveu a Assembleia Nacional em maio e marcou eleições legislativas para 18 de dezembro, mas o Governo, após encontros com os partidos políticos, propôs que fossem adiadas para maio.

Umaro Sissoco Embaló prometeu que em breve vai marcar a nova data das legislativas.ANG/Lusa

 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Dia Internacional contra Corrupção/Presidente da República reitera compromisso activo do Estado no combate ao fenómeno

Bissau,09 Dez 22(ANG) – O Presidente da República reiterou hoje, o compromisso activo do Estado guineense no combate a corrupção, tendo reconhecido que durante décadas faltou aos sucessivos governos a vontade política suficientes na gestão transparente da coisa pública.

Umaro Sissoco Embalo falava na abertura do acto solene alusivo a comemoração do Dia Internacional contra a Corrupção que se assinala hoje, dia 09 de Dezembro.

O chefe de Estado disse que a corrupção está presente na actividade política, económica e financeira, frisando que em geral está muito presente na vida social das pessoas.

“A corrupção alargou-se, aprofundou-se e tornou-se uma ameaça a concretização das aspirações dos guineenses ao progresso social”, salientou.

O Presidente da República sublinhou que a corrupção mina a autoridade de Estado, quebra a confiança dos cidadãos e das empresas, acrescentando que, por isso mesmo é desastroso, para o projecto do desenvolvimento económico do país.

Umaro Sissoco Embalo, afirmou que, sendo a corrupção um fenómino transversal o seu combate também deve ser transversal, frisando que, trata-se de uma luta em várias frentes.

Adiantou que, o seu sucesso exige a coordenação permanente entre todas as instituições públicas e ante-corrupção, salientando que os cidadãos são igualmente chamados a fazerem denúncias de indícios de corrupção seja onde se manifestarem.

Por sua vez, a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, sublinhou que a comemoração do Dia Internacional de Luta contra a Corrupção marcada com a participação do Presidente da República, demonstra o seu inequívoco engajamento enquanto primeiro magistrado da nação na luta incansável contra o flagelo.

Teresa Alexandrina da Silva disse que a temática se revela de maior actualidade e nunca é demais recordar que a data se assinala no dia 09 de Dezembro de cada ano e cujo simbolismo reside não apenas na promoção dos valores inerentes à Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

A governante salientou que o fenómino mantêm o ritmo de crescimento nas sociedades contemporâneas que se vem enfraquecidas nos seus recursos colectivos.

“Os governos e as instituições nacionais que se dedicam a trabalhar sobre essa temática têm uma percepção aguda de que o controlo da corrupção dominui a pobreza, potencia o desenvolvimento, protege os mais fracos e promove o bem estar social”, disse.´

A ministra da Justiça sublinhou que a criminalidade económica e financeira e em especial a corrupção e o branqueamento de capitais, tal como o terrorismo e seu financiamento constituem no presente, série ameaça ao Estado de Direito ao desenvolvimento sustentável e ao pleno gozo dos direitos humanos, ao progresso social e bem estar dps cidadãos.

O Procurador Geral da República disse que a corrupção é reconhecidamente um problema que afecta os alicerces da democracia e do Estado de Direito.

Edmundo Mendes afirmou que o fenómino tratar-se-à de um problema do índole social e cultural e que põe em causa a confiança recíproca e que deve adequar o relacionamento entre as pessoas e de qualquer sociedade.

“Não podemos esquecer que a coesão e a confiança nas sociedades abertas exige que os cidadãos compreendem melhor o fenómeno da corrupção e a necessidade de o prevenir”, disse o Procurador Geral da República.

Durante o acto, os participantes abordarão temas sobre “Prestação de contas de financiamento partidário, “inicio da gestão transparente dos recursos humanos”, “prestação de contas de financiamento eleitoral. Medidas persuasivas da corrupção eleitoral”, entre outros.ANG/ÂC
 

Extinção dos partidos/ Líder do PUN acredita que Supremo Tribunal da Justiça vai revogar Despacho

Bissau, 09 dez 22 (ANG) – O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN) acredita que o Presidente do Supremo Tribunal da Justiça da Guiné-Bissau vai revogar o Despacho que extinguiu mais de duas dezenas de partidos polítidos, alegando ser uma decisão ilegal.

Reagindo hoje, em conferencia de imprensa,  mais vez ao Despacho da Corte máxima da Justiça Guineense que extinguiu recentemente 28 formações politicas, Idriça Djaló disse que a decisão é assente no artigo 12,  alinea b) da lei nº 4 de maio de 91 e que a mesma  foi extinguido ou seja eliminada pelo artigo nº 5, no âmbito da sua  revisão em agosto do mesmo ano pelo legislador.

“Como nós sabemos, a justiça não inventa as leis a  aplicar, caso haja litígios, mas sim, utiliza as leis aprovadas e publicadas no Boletim Oficial para sustentar as suas decisões, aliás,  como faz o Presidente do Supremo Tribunal da Justiça”, explicou o líder do PUN.

Por isso, disse ser um “erro” que deve ser corrigido, pois, e como todos os seres humanos  são falivéis, pelo que não tem dúvida de que o Despacho vai ser revogado.

Acrescenta que, a sua revogação não é um favor que Supremo vai fazer ao PUN e nem tão pouco as outras formações politicas que foram extinguidas, mas sim, é a correção de um erro que está a pejudicar “gravemente” alguns partidos, em particular o PUN.

 Idriça Djaló criticou o silêncio da Assembleia Nacional Popular(ANP) e dos partidos, chamados grandes, que estão no parlamento e que  eliminaram esta lei. Porque o Despacho constitui uma violação “grave” do Estado de Direito e quando é assim os partidos tem que ser mais proativos.

Sobre o inicio do recenseamento eleitoral amanha, dia 10 do corrente mês,  Idriça Djaló  pede adesão massiva dos militantes e simpatizantes do partido que lidera ao processo.

Justificou o pedido com decisão do Supremo Tribunal, para evitar que alguns dos seus militantes recusassem de se recensear por causa desse Despacho, pensando que o partido não vai participar nas  próximas eleições legislativas.

Quanto há caducidade da direcção da Comissão Nacional de Eleições, o líder do Partido da Unidade Nacional responsabiliza a Assembleia Nacional Popular por esta situação, porque os partidos com assento parlamentar não fizeram atempadamente o seu trabalho e hoje tentam  encontrar soluções “ ilegais e inconstitucionais” como sempre.

Disse que, não é  o papel da Comissão Permanente da ANP, nem todos os partidos ou um grupo de partidos a encontrar solução do impasse que se regista sobre a manutenção ou não da atual direção do órgão de gestão eleitoral no país.

Ainda sobre essa assunto, Idriça Djalo disse que, quem tem competência,  poder e mandato de dirimir contradições e interpretações entre diferentes atores politicos no país é o Supremo Tribunal da Justiça, na veste do Tribunal Constitucional.

Para além disso, o Presidente do PUN pediu ao Presidente da ANP a suspender audição dos partidos, porque nem ele, nem os partidos e nem o Chefe de Estado podem resolver esta situação a não ser o Supremo Tribunal da Justiça, na vestes do Tribunal Constitucional.

Por isso, exortou a classe politica a respeitar as instituições e o seu modo de funcionamento, porque “não podem ter instituições para resolução dos problemas e que se há problema ninguém fala dessa entidade que deve dirimir o conflito.  ANG/LPG/ÂC

Eleições/Partidos de Espaço de Concertação Democrática repudiam a tentativa de viciar o processo de recenseamento eleitoral

Bissau, 09 Dez 22 (ANG) - O Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos (ECPD) repudiaram o ato que consideram de tentativa de viciar o processo de recenseamento eleitoral previsto para iniciar sábado, 10 do Dezembro no pais.

A informação consta no comunicado do Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos(ECPD), a que ANG teve acesso hoje, em jeito de reação ao convite do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) para participação dos partidos no ato simbolíco de recenseamento do Presidente da República, hoje em Gabu leste do país.

Segundo a nota, o Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos estranham este convite que ocorre precisamente num momento em que o Presidente da República convidou a Comissão Permanente da ANP para à assumir a iniciativa de busca de uma solução negociada e consesual para a constituição da nova Direcção da Comissão Nacional de Eleições orgão responsável pela supervisão e fiscalização do processo de recenseamento eleitoral.

Sustentam em comunicado que, a data de 18 de Dezembro 2022 continua ainda a ser a data marcada  para a realização das eleições legislativas e que não se entendem como é possível neste quadro dar início ao processo de recenseamento eleitoral.

Os Partidos de Espaço de Concertação, entendem mais esta manobra dilatória  como uma tentativa de legitimar um processo de recenseamento eleitoral em absoluto desrespeito da Constituição da República e da legislação em vigor. ANG/MI/ÂC   

 

Infraestruturas rodoviárias/Presidente da República qualifica de “muita pena” a situação das estradas da capital Bissau

Bissau, 09 Dez 22 (ANG) -  O Presidente da República qualificou de “muita pena” ver a situação em que se encontra as estradas da capital Bissau, frisando que, por isso, estão a fazer requalificação das mesmas com finalidade de ter uma cidade mais bonita e muito mais agradável.

Vista das obras no Bissau Velho

Umaro Sissoco Embaló falava à imprensa durante a visita que efectuou esta quinta-feira às obras de requalificação das estradas de Bissau Velho.

O chefe de Estado, aconselhou os guineenses a começarem a pensar no bem da Guiné-Bissau e que a política ocupa um espaço simplesmente no momento adequado para tal.

 “É muita pena ver a situação em que se encontra as estradas da Capital de Guiné-Bissau. Porque realmente a prioridade de um país deve ser o bem-estar comum”, disse o Chefe de Estado guineense.

Sublinhou que, o trabalho de requalificação das estradas vai ser feita igualmente em diferentes regiões do país e que o mesmo vai ser acompanhada com a dinâmica de postos de saúde e das escolas.

“Quando temos uma boa estrada, podemos comprar carros baixos uma vez que não existirá nenhuma deficuldade em movimentar  com o mesmo. Nesta ordem de ideia, tudo isso tem um preço que é a estabilidade e a paz, ou seja, o bem-estar da Guiné-Bissau vai depender dos dois mencionados factores”, avisou PR.

Embaló avisou ainda que vão começar a responsabilizar os “malfeitores” das vias públicas, frisando que, quem atropessou poste de luz vai ser apreendida a sua viatura e depois a mesma será vendida para comprar um poste de modo a substituir o danificado.

O PR disse que quando uma pessoa está na estrada deve ser consciente e ter muito cuidado em tudo, uma vez  que segundo ele, a vida humana merece especial atenção.

Perspectivou ter mais escolas e hospitais no país em 2023. Tendo sublinhado que, o mesmo será um ano de realizações. Ao contrário do actaul que considera sendo um ano bastante difícil para ele na qualidade do Presidente da República.

“Digo isso porque, neste ano 2022, não temos grandes progressos em termos diplomáticos, tal como tinhamos nos anos anteriores e sobretudo no momento da pandemia de Covid-19. Até porque, a diplomacia exige sempre a recolha de fruto satisfatória para o bem comum.

Umaro Sissoco Embalo, disse que, no próximo ano as viagens presidencias para o estrangeiro será reduzída e ele concentrará a sua atenção mais no país, frisando que, inclusive pretende  visitar todo o território igual numa Presidência Aberta com finalidade de viver de perto a situação do povo guineense.

O chefe de Estado, informou que as obras de requalificação das estradas terão uma garantia no mínimo de 30 anos e que está  sendo feito com recursos do Estado, também conta com o apoio de Portugal. Tendo revelado que vão receber igualmente o de França, adiantando que, tudo isso, será destinada às áreas sociais do país.

“Vai chegar um momento em que os jovens irão assumir a política guineense e vão fazer uma política livre de ódio, rancor e vingança tal como está sendo verificado actualmente”, advertiu Embaló.

Sustentou que, os guineenses devem amar a Guiné-Bissau, tal como os caboverdianos amam Cabo Verde e tal como os senegaleses amam o Senegal. Tendo mostrado que, o povo guineense tem um grande motivo para amar o seu país  uma vez que lutou  duramente para obter a sua  indepêndencia.ANG/AALS/ÂC

Saúde/”Resistência de bactérias entre as dez principais ameaças à saúde global”, alerta OMS

Bissau, 09 Dez (ANG) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que a resistência bacteriana a antibióticos está entre as dez principais ameaças à saúde pública global, salientando a “grande preocupação” das infeções sanguíneas em contextos hospitalares.

“A resistência antimicrobiana representa uma ameaça global significativa de proporções económicas e de saúde pública de grandes proporções”, salienta o quinto relatório do sistema de vigilância da OMS hoje divulgado.

O documento salienta que a medicina moderna depende de medicamentos antimicrobianos eficazes, mas foram registadas altas taxas de infeções resistentes em toda uma ampla gama de microrganismos nas várias regiões da OMS.

“Os níveis muito elevados em 2020 de resistência antimicrobiana em agentes patogénicos que causam infeções na corrente sanguínea, independentemente da cobertura dos testes, são uma grande preocupação”, alertou ainda a organização.

Além disso, segundo o relatório, os níveis muito elevados de resistência a diversas bactérias que causam infeções sanguíneas implicam que se “fortaleça as medidas de prevenção e controlo de infeções em contextos hospitalares a nível global”.

A OMS salienta também que os resultados deste relatório demonstram a necessidade contínua de construir sistemas de vigilância robustos, capazes de produzir dados que possam ser utilizados para informar e avaliar as ações de saúde pública.

O documenta sublinha que a pandemia da covid-19 pode ter tido impacto na capacidade de reporte de vários países e territórios, com a OMS a recomendar um reforço da vigilância, particularmente em países de baixo e médio rendimento.

“A baixa proporção de países e territórios que executam garantias externas de qualidade em todos os laboratórios clínicos que servem sistemas nacionais de vigilância exige um esforço global urgente para apoiar o desenvolvimento de redes clínicas nacionais de bacteriologia, particularmente nos países de baixo e médio rendimento, e uma rede global de laboratórios de microbiologia para apoiar o diagnóstico em todas as regiões”, adianta o relatório.

Segundo dados recentemente divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou uma redução em 2020 do consumo de antibióticos em ambulatório.

A utilização de quinolonas, um dos antibióticos mais associados à emergência de resistências, caiu 69% entre 2014 e 2020, igualando a média europeia, de acordo com a DGS.ANG/Inforpress/Lusa

     Portugal/Mau tempo e inundações provocam um morto e 27 desalojados

Bissau,09 Dez 22(ANG) - O mau tempo registado em Portugal e em particular na capital e imediações na noite de quarta para esta quinta-feira provocou um morto em Oeiras, na grande Lisboa, e segundo a protecção civil quase 2 mil ocorrências, na sua maioria inundações nas vias urbanas e nas habitações.

De acordo com as autoridades portuguesas, este episódio excepcional de chuvas provocou 27 desalojados – nove em Odivelas, seis na Amadora e 12 em Loures – que foram provisoriamente instalados em zonas de apoio.

Ao fazer um balanço hoje das consequências das intempéries, o Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, começou por referir que não há vítimas a lamentar na capital, mas indicou que se registaram “muitos danos materiais”.

Há muito tempo que Lisboa não tinha um alerta vermelho, aliás penso que desde 2014 (…), e portanto há muitos danos materiais. Felizmente no município de Lisboa não temos danos em termos de vida humana a considerar. As pessoas foram ajudadas, houve situações aflitivas, mas conseguimos resolver. Como sabemos, do lado de Oeiras, em Algés, temos a lamentar uma pessoa que faleceu, mas aqui no município de Lisboa. Temos sobretudo muitos danos materiais”, disse Carlos Moedas.

Carlos Moedas, Presidente da Câmara de Lisboa, em declarações recolhidas pela agência Lusa

Face à previsão de uma continuação do mau tempo para as próximas horas, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, fez hoje um "pedido de responsabilidade” à população, no sentido de seguir as recomendações feitas pelas autoridades no sentido de os habitantes do país e em particular das zonas mais afectadas pelas intempéries, nos distritos de Lisboa e Setúbal, se manterem o mais possível em casa.ANG/RFI

 

         China/ Aligeiramento das medidas sanitárias suscita esperança

Bissau,09 Dez 22(ANG) - Na China, até agora a aplicar a política de "Zero Covid" as autoridades, sob a pressão dos manifestantes, aligeiraram o dispositivo. A população, caso de Xangai, ainda padece de múltiplos travões relacionados com a doença, mas começa a acreditar que progressivamente se volte a alguma normalidade.

Jason Santos a partir de Xangai faz-nos o relato de uma cidade onde ainda se vêem muitas filas de espera para testes de Covid-19 e onde o certificado de vacinação ou de saúde ainda é muito exigido.

Porém o aligeiramento das medidas tem deixado a população ansiosa quanto a um regresso progressivo à normalidade, com o país, como os demais, a ter que aprender também a viver com o vírus.

Foi há 3 anos que os primeiros casos foram diagnosticados na China de Covid-19, uma pandemia que levou à adopção de uma muito rigorosa política de isolamento dos doentes, mas que agora é alvo de algum abrandamento por parte das autoridades.

Um aligeiramento que não é alheio aos múltiplos protestos denunciando o cansaço da população pela dureza das quarentenas impostas, com um severo impacto económico.

O país caminha para a sua menor taxa de crescimento em quatro décadas, os números do comércio externo atingiram o seu nível mais baixo desde o início de 2020.

O Partido comunista, sem renegar a política oficial de "Zero Covid" dá agora provas de um discurso mais sereno relativamente ao novo coronavírus.

As autoridades chinesas preveniram a 31 de Dezembro de 2019 a OMS (Organização mundial da saúde) de casos de uma pneumonia desconhecida detectada em Wuhan, capital da província de Hubei, no centro da China.

O primeiro óbito a deplorar foi registado em Pequim a 11 de Janeiro de 2020, escassos dias após a identificação de um novo coronavírus, a 7 de Janeiro.

Eis aqui o relato de Jason Santos, cidadão português radicado em Xangai.

"Andamos todos muito contentes neste momento porque basicamente todas as restrições foram levantadas. Mas, apesar de a mensagem oficial ser de não serem necessário mais códigos de saúde, mais códigos de viagem etc.  Na realidade existem muitos espaços públicos que continuam a exigir os códigos.

Portanto continuamos a precisar de um código verde. Continuamos a precisar de testar.

O problema agora é que, como os postos que existiam, e existiam muitos postos por todas as cidades do país onde podíamos fazer os testes do COVID, muitos desses postes foram entretanto encerrados nestes últimos dois dias desde o anúncio das alterações às políticas.

E, agora, começam a acumular-se filas intermináveis de gente que precisam dos testes para ir para o trabalho etc.

Portanto neste momento os hospitais e as escolas ainda exigem testes contínuos.

O que, como estava a explicar, é um problema as pessoas chegam a estar duas e três horas à espera para fazer testes de COVID, mas temos alguma esperança de que as coisas tenham mudado.

Essencialmente a mensagem oficial é “Fizemos tudo o que deveríamos ter feito durante estes três anos, salvámos muita gente com as políticas que implementámos” e agora que esta variante COVID não é tão séria…vamos tentar atingir… não atingir imunidade, mas a imunidade de grupo como aconteceu um pouco por todo o mundo, mas vamos tentar aguentar, digamos assim, a situação.

E cada um agora é responsável por si e pela sua saúde e a saúde daqueles que o rodeiam.

O que é uma mudança radical ! Aconteceu literalmente de um dia para o outro esta mudança. E agora as restrições estão ainda a ser levantadas.

Vamos continuar a ouvir mais restrições a ser levantadas nos próximos dias, nas próximas semanas. Mas a esta altura já praticamente não há quase limites à circulação interna. Podemos ir de província para província, de cidade para cidade com poucas excepções.

O que nos dá algum alento, sinceramente nos dá algum alento porque já começava, entre o fecho que houve em Xangai que durou quase metade do ano, e outros fechos noutras partes do país...Esporadicamente, isto estava já a ter um impacto psicológico muito grande na população !

Mas agora estamos com alguma esperança. Claro que existe algum receio porque ainda existe um número elevado de pessoas que não estão vacinadas, mas diria que os próximos dois, três meses vão, se as coisas continuarem desta forma, os próximos dois, três meses vão ser bastante interessantes a nível da análise da pandemia porque, obviamente, os números vão aumentar. Não há de forma lógica, não podemos negar essa tendência: os números de infectados vão aumentar. Portanto vamos ter de tomar as devidas precauções, mas diria que, nesse sentido, é como qualquer outro país à volta do mundo: vamos ter de aprender a viver com o vírus."ANG/RFI

 

             RDC/ONU acusa M23 de cometer crimes no leste da RDC

Bissau,09 Dez 22(ANG) - Uma investigação preliminar da ONU acusa o grupo rebelde M23 de ter executado 131 civis e de ter cometido violações nas aldeias de Kishishe e Bambo, no leste da RDC, em retaliação aos confrontos com grupos armados.

De acordo com o relatório preliminar das Nações Unidas, divulgado esta madrugada, 8 de Dezembro, o M23 é acusado de ter executado 131 civis e de ter cometido violações e pilhagens, entre os dias 23 e 30 de Novembro, nas aldeias de Kishishe e Bambo, no leste da RDC, em retaliação aos confrontos com grupos armados.

Esta semana, as autoridades de Kinshasa apontavam para um balanço de 300 mortos na aldeia de Kishishe, na província do Kivu-Norte, números desmentidos pelo grupo rebelde que falava em 8 mortos, vítimas de balas perdidas durante dos confrontos.

A investigação da ONU baseia-se na recolha de testemunhos de funcionários da missão das Nações Unidas na Republica Democrática do Congo-Monusco- estacionados nas aldeias de Kishishe e Bambo.

A Monusco afirmou que os peritos não se deslocaram nem a Kishishe, nem a Bambo por questões de segurança, sublinhado que a aldeia de Kishishe permanece nas mãos do grupo rebelde.

No comunicado de imprensa, a Monusco refere que a investigação preliminar indicou que “os rebeldes do M23 teriam enterrado os corpos das vítimas”.

O grupo M23, antigo grupo rebelde tutsi, derrotado em 2013, voltou a pegar nas armas em 2021, acusando as autoridades de Kinshasa de não ter respeitado os compromissos de desmobilização e reintegração dos combatentes em organismos como o exército e a polícia.  

As autoridades congolesas acusam o Ruanda de apoiar o movimento rebelde, acusações confirmadas pelas Nações Unidas, mas que Kigali nega categoricamente.

Por sua vez, o Ruanda acusa Kinshasa de apoias as FDLR, rebeldes hútus ruandeses, que permanecem em território congolês desde o genocídio Tutsi em 1994. Acusações sem qualquer fundamento aos olhos da RDC.

Esta quarta-feira, o Movimento 23 de Março manifestou-se "pronto a retirar-se" dos territórios que ocupa e iniciar um diálogo de paz.

O grupo solicitou uma "reunião" com a força militar conjunta da Comunidade da África Oriental, que começou a ser deslocada para o leste da República Democrática do Congo, bem como com o mediador do bloco regional, o ex-Presidente queniano Uhuru Kenyatta, que encabeça o processo de paz entre o Governo congolês e os grupos armados ativos nessa parte do país.

O grupo confirmou igualmente aceitar o "cessar-fogo" exigido no passado dia 23 de Novembro numa cimeira em Luanda patrocinada pelo Presidente angolano, João Lourenço, mediador da União Africana para o diferendo entre a RDC e o Ruanda, que Kinshasa acusa de apoiar o M23.

Todavia, até ao momento não foi observada nenhuma retirada dos territórios que ocupa.ANG/RFI

 

                             OMS/Malária fez menos mortes em 2021

Bissau,09 Dez 22(ANG) - A Organização Mundial da Saúde afirma que o número de mortes por malária diminuiu em 2021, após um aumento significativo durante o primeiro ano de circulação da Covid-19. Ainda assim, a organização alerta para o facto de os números ainda serem superiores aos registados antes da pandemia.

As conclusões constam do relatório da Organização Mundial da Saúde publicado esta quinta-feira, 8 de Dezembro. O número de mortes por malária passou de 625.000 em 2020 para 619.000 no ano seguinte. Ainda assim, a organização alerta para o facto de os números serem superiores aos 568.00 óbitos registados em 2019, antes da pandemia.

De acordo com a OMS, a Nigéria, a República Democrática do Congo, o Níger e a Tanzânia representavam, em 2021, metade dos óbitos registados por paludismo no mundo.

A organização indica que os casos de malária continuaram a aumentar, mas a um ritmo mais lento do que o registado entre 2019 e 2020. O total de casos alcançou os 247 milhões em 2021, comparado com 245 milhões no ano passado e 232 milhões em 2019.

A OMS considera a pandemia da Covid-19 acabou por concentrar a atenção das autoridades de saúde de muitos países, reduzindo o financiamento alocado ao plano de luta contra a malária.

Segundo o relatório da OMS, em 2021, o financiamento para a luta contra o paludismo era de 3,5 mil milhões de dólares, enquanto que o investimento necessário rondava os 7,3 mil milhões.

Os programas de financiamento permitem desenvolver meios de prevenção, nomeadamente a distribuição de redes mosquiteiras impregnadas de inseticida.ANG/RFI

 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Política/Presidente da ANP acredita num consenso entre partidos politicos sobre actual Direcção da CNE

Bissau, 08 dez 22 (ANG) – O Presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP) acredita num consenso entre os partidos politicos sobre a manutenção ou não da atual direcção da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Para o efeito, em declarações a imprensa à saída do encontro hoje com o chefe de Estado guineense, o líder do parlamento Cipriano Cassama revelou que, com anuência de Umaro Sissoco Embalo, agendou para próxima segunda-feira, dia 12 do corrente mês, mais um encontro de auscultação conjunta com todos os partidos políticos com assento parlamentar para encontrar uma saída sobre o impasse que se regista a volta da  CNE.

Cassamá disse que o encontro com Umaro Sissoco Embalo serviu para  informá-lo dos resultados do primeiro encontro separado que manteve com os partidos com assento no parlamento e com elementos da própria CNE para alcançar o consenso sobre a manutenção ou não da actual direção desse orgão máximo da gestão eleitoral no país.

“Com anuência do chefe de Estado vou mais uma vez reunir com todos os partidos, na próxima segunda-feira, dia 12, para juntos encontrarmos uma solução para que o país possa também avançar”, afirmou.

O Presidente da ANP, disse na ocasião que, os partidos são obrigados a encontrar uma solução, porque foram criados para defender interesses do país, pelo que não se pode esperar mais.

Por isso, disse acreditar num consenso no quadro de maturidade politica que existe, através do diálogo, porque é importante “pensar o país”, apesar da divergências que ainda persiste no seio dos partidos.

 “Na primeira ronda dos encontros que tive com partidos, três defendem a manutenção e outros três a renovação através de um consenso politico”, informou Cipriano Cassama. ANG/LPG/ÂC

Política/ Partidos políticos divergem-se em relação à manutenção  ou não da atual direção da CNE

Bissau, 08 dez 22 (ANG) – Os partidos políticos com assentos parlamentares, nomeadamente, PAIGC, MADEM-G15, APU-PDGB, UM e UM divergiram-se em relação à manutenção ou não da atual direção da Comissão Nacional das Eleições (CNE).

A divergência foi manifestada pelos referidos partidos após a auscultação realizada nos dias 6 e 7 do mês corrente pelo Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, no âmbito da procura de consensos para composição da Comissão Nacional de Eleições(CNE).

Os partidos PAIGC, PRS e
UM defendem a ideia de eleição de nova direção da Comissão Nacional das Eleições, e enquanto que o MADEM-G15, APU-PDGB e PND defendem que aquele órgão tem condições para realizar próximas eleições legislativas cujas a data ainda não foi indicada pelo Presidente da República.

O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira disse que o ideal é para produzir consensos à volta da nova configuração da CNE, seria depositar nas mãos do Presidente da Assembleia Nacional Popular e de todo o órgão legislativo “por excelência” a condução desse processo e a produção de consensos necessários.

A atual direção da CNE, de acordo com Simões Pereira, não existe
por entrar em caducidade, acrescentando que cada um dos membros desse  órgão foi eleito para uma função específica, e diz que, razão pela qual o cargo do presidente não pode ser ocupado por inerência de funções.

“É nesse sentido que todos deviam compreender a urgência, porque vamos agora começar um processo de recenseamento sem ter o órgão competente para a sua supervisão. São conjuntura que muitas vezes podem ocorrer, mas o grave nisso tudo é que esta situação foi provocada”, afirmou Simões Pereira.

Disse ainda que seu partido encorajou o presidente da Assembleia Nacional Popular, a continuar com os esforços internos para encontrar uma solução à volta da nova configuração do Secretariado Executivo da CNE.

Por sua vez, o terceiro Vice-coordenador, do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15), Júlio Baldé disse que a manutenção da atual configuração da CNE até à posse de novos membros saídos do novo parlamento, por terem sido eleitos por 2/3 dos deputados.

“Os deputados são representantes do povo, a vontade popular expressa nas urnas. Portanto, o partido não vê a necessidade de provocar alterações”, disse, sublinhando ainda que na ausência do Presidente da CNE, o Secretário Executivo pode substituí-lo.

Lassana Fati, Vice-presidente para a Área da Administração e Finanças do Partido da Renovação Social (PRS), disse que a posição dos renovadores é a mesma anunciada pelo presidente em exercício do PRS, Fernando Dias.

“Continuamos a exigir a renovação imediata deste órgão, porque tendo-o em efetividade de funções, estaremos em condições de ir ao processo eleitoral que se inicia a 10 de dezembro com registo dos eleitores guineenses”, disse, alertando  que o seu partido teme que o recenseamento não venha a ter lugar devido a caducidade da CNE.

A opinião da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné -Bissau (APU-PDGB), foi  anunciada pelo seu Vice-presidente, Augusto Gomes, é que a solução mais realista e que se enquadra  na lei é a continuidade da atual CNE, até à indicação de novos membros pela nova Assembleia Nacional Popular (ANP).

Gomes acrescentou ainda que a atual configuração pode gerir o processo, porque “a lei diz que a CNE  está em exercício até que seja validada a nova  direção do secretariado executivo saído de novo Parlamento”.

Por seu turno, o líder da União para a Mudança (UM), Agnelo Augusto Regalla defende uma nova composição do Secretariado Executivo da CNE) baseada nos resultados eleitorais.

Regalla propôs que o PAIGC, como partido mais votado nas últimas legislativas de 2019, assumisse a presidência da CNE, o segundo partido mais votado ocupasse o posto do secretário executivo e os restantes partidos ocupariam os dois postos de secretários executivos adjuntos.

O Presidente  da União para a Mudança afastou qualquer  possibilidade de avançar para  a substituição dos membros desse órgão, porque “são eleitos individualmente”.

“Há uma tentativa  de dizer que o secretário executivo pode substituir o presidente da CNE, não. A lei está clara nessa matéria. O presidente da CNE é eleito a título individual, não numa lista. E cada um dos membros também”, sustentou Regalla.

O Partido da Nova Democracia (PND) defendeu a continuidade do atual corpo do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE) até à realização das eleições legislativas antecipadas.

No que diz respeito a caducidade da CNE, Mamadu Saliu Djaló, porta-voz do PND, disse que os elementos que estão a gerir a Presidência interina e a gestão coerente do órgão podem continuar a fazê-lo, por ser um órgão colegial.

“Está na lei que na ausência do presidente, o secretário executivo ou um dos adjuntos pode representá-lo”, frisou, justificando que, a CNE integra todos os órgãos da soberania e porque também todos os partidos, coligações dos partidos e atores interessados no processo têm representantes na CNE”, realçou Saliu Djaló. ANG/DMG/ÂC