terça-feira, 13 de junho de 2023

       França/Estados Unidos da América vão voltar a integrar a UNESCO

Bissau, 13 Jun 23 (ANG) - Os Estados Unidos da América vão voltar a integrar a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a UNESCO, cinco anos depois de terem abandonado a organização, durante a presidência de Donald Trump.

Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO, saudou, esta segunda-feira, em Paris, a decisão de Washington de voltar a integrar a organização.

"Creio que é, antes de mais, o reconhecimento do mandato da UNESCO: as questões relacionadas com a educação, cultura e ciência nos desafios actuais. E houve um custo para os Estados Unidos por não estarem a esta mesa", começou por referir.

Audrey Azoulay desvendou depois alguns pormenores sobre a carta que os Estados Unidos da América lhe enviaram a propósito deste assunto.

"Na carta que me enviaram estes dias, a comunicar a sua intenção de regressar, referem que a UNESCO não está apenas presente nas suas missões tradicionais, mas também está presente, e cada vez mais presente, nos temas emergentes e estratégicos. E, nas discussões que tive eu própria, com os parlamentares, com a administração americana, eles mencionaram a questão da ética e da inteligência artificial. Neste campo, a Unesco trabalhou muito nisso e produziu uma orientação, há quase dois anos. Sei que os Estados Unidos gostariam de ter prosseguido com esta discussão, na qual participaram ao nível de peritos, mas que enquanto estado, não puderam fazer parte", salientou ainda.

aceitação do retorno americano à organização só será efectiva depois de uma votação simbólica maioritária dos outros estados, que deverá acontecer em Julho.

Esta decisão de voltar à UNESCO surge numa altura em que os Estados Unidos da América pretendem contrariar a influência da China na ordem multilateral internacional. Entretanto, Pequim já se pronunciou sobre este assunto e disse que não iria opor-se à decisão americana.

"A China está disposta a trabalhar com todos os estados membros, incluindo os Estados Unidos", disse Yang Jin, embaixador da China na UNESCO.

Os Estados Unidos da América, na altura liderados por Donald Trump, decidiram abandonar a UNESCO, em 2017,  invocando o "persistente preconceito anti-israelita", uma decisão que se tornou efectiva no final de 2018.ANG/RFI

 

segunda-feira, 12 de junho de 2023


Trabalho Infantil
/Administrador da AMIC aponta “pobreza extrema” como fator principal de avanço do fenómeno no país

Bissau 12 Jun 23 (ANG) - O administrador da Associação dos Amigos das Crianças(AMIC), disse hoje que um país com  carências nomeadamente fome no seio familiar, tal como acontece na Guiné-Bissau, não pode escapar-se do  fenómeno de trabalho infantil .

Fernando Cá falava em entrevista exclusiva â ANG  sobre o Dia Internacional do Combate ao Trabalho Infantil,  que se assinala hoje e cujo lema desta ano é “Direitos das Crianças no Meio Digital”.

Aquele responsável disse que no que concerne a Guiné-Bissau existem leis que falam do trabalho infantil e da sua criminalização, mas que, na prática, não são aplicadas.

“O trabalho infantil é uma realidade no país há muito tempo e aumenta de acordo com as dificuldades. Por exemplo, hoje em dia são as crianças que trabalham obrigatoriamente para ajudar no sustento de várias familias, as vezes fazendo trabalho fora da sua idade e durante muitas horas por dia, e  tudo isso é agravado com a exploração dos trabalhos dos menores “,disse.

Cá falou da mendicidade, das crianças que vendem nas ruas, que passam todo seu tempo nestas atividades, mas que o resultado do trabalho que fizeram vai para uma outra pessoa.

“E é isso que se considera exploração do trabalho infantil”, salientou Fernando Cá.

Defendeu que as  crianças podem fazer certos trabalhos, por exemplo, um pai pode ter uma oficina mecânica e o seu filho pode estar a aprender com ele, sem pôr em causa seus direitos entre os quais, a de ir a escola e ter momentos de lazer”.

Para sanear o fenómeno, Fenando Cá diz que  será necessário fazer andar muitas coisas ao mesmo tempo, a começar pelo acesso à escola e ensino de qualidade. “Não havendo aulas as crianças tornam vulneráveis ao trabalho infantil em sua própria casa e nos bairros”, disse .

Este responsável da maior organização de defesa das crianças na Guiné-Bissau ainda destacou a necessidade de proteger os  menores em cumprimentos de vários documentos e convenções que protegem as crianças, de que  a Guiné-Bissau é signatário. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

            RDC/Mais de 40 mortos em ataque a campo de deslocados

Bissau,12 Jun 23 (ANG) - Pelo menos 41 pessoas morreram no domingo à noite num ataque do grupo rebelde Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco) a um campo de deslocados no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), anunciaram hoje as autoridades locais.

"Os milicianos da Codeco mataram 41 pessoas no campo, sete ficaram feridas e vários alojamentos foram incendiados. Esta é a contagem provisória", disse Richard Dheda Kondo, responsável local de Djugu, na província de Ituri, onde se situa o campo de deslocados de Lala, em declarações aos jornalistas.

"Para este massacre, foram utilizadas armas brancas (como catanas)  e armas de fogo", acrescentou.

O ataque, que ocorreu cerca das 01:00 de segunda-feira (23:00 TMG de domingo), foi repelido quando o exército congolês chegou ao local, disse Kondo.

A Codeco já invadiu campos de deslocados internos antes, incluindo um dos seus ataques mais mortíferos que provocou pelo menos 62 mortos no campo de Plaine Savo, também em Ituri, em Fevereiro de 2022.

Algumas zonas de Ituri registaram recentemente uma grave escalada de ataques por parte de grupos armados, nomeadamente pela Codeco, que representa a comunidade Lendu e foi constituído como grupo armado em 2018 para combater os abusos do exército congolês.

Alguns dos piores massacres podem ter sido actos de retaliação contra a milícia da Frente Popular de Autodefesa de Ituri (FPAC-Zaire), que se descreve como um grupo de autodefesa para proteger a comunidade Hema contra os ataques da Codeco.
As comunidades Lendu (agricultores) e Hema (pastores) têm um diferendo de longa data que causou milhares de mortos entre 1999 e 2003.

Perante esta vaga de violência, a conselheira especial da ONU para a prevenção do genocídio, Alice Wairimu Nderitu, alertou, em meados de Janeiro, para o risco de genocídio.

Desde 1998, o leste da RDC está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão da ONU no país (Monusco), com 16.000 soldados no terreno.

A ausência de alternativas e de meios de subsistência estáveis levou milhares de congoleses a pegar em armas e, segundo o Barómetro de Segurança de Kivu (KST), o extremo leste da RDC é um campo de batalha para cerca de 120 grupos rebeldes.

Em meados de Maio, o chefe da Monusco, Bintou Keita, alertou para o facto de pelo menos 518 civis terem sido mortos em Ituri por grupos armados - principalmente a Codeco - desde Dezembro de 2022.ANG/Angop

 


Rúsia
/Putin assinala Dia da nacional e reconhece "momento difícil" para o país

Bissau, 12 Jun 23 (ANG) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinalou o Dia da Rússia, que se celebra esta segunda-feira, apelando ao orgulho patriótico dos russos no que disse ser um "momento difícil" para o país.

"Este feriado marca a inseparabilidade da nossa história ao longo dos séculos, da grandeza e glória da nossa pátria", referiu Putin, em declarações numa cerimónia de entrega de prémios no Kremlin, citadas pela Reuters.

O presidente russo reconheceu ainda tratar-se de "um momento difícil para a Rússia". "Os sentimentos de patriotismo e orgulho unem ainda mais a nossa sociedade… (e) servem de apoio aos nossos heróis que participam na operação militar especial (na Ucrânia)", acrescentou.

Putin, no entanto, não fez nenhum comentário directo sobre os últimos acontecimentos na Ucrânia, onde as forças de Kiev lançaram uma contra-ofensiva há muito esperada e retomaram várias aldeias na região leste de Donetsk nos últimos dias.

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou também um vídeo a assinalar o Dia da Rússia, com cenas de lagos, florestas e igrejas e ícones ortodoxos russos, acompanhado de imagens de soldados a expressar o amor pelo país.

A invasão russa à Ucrânia já causou a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, segundo os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Putin justifica a invasão com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. Esta invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. ANG/Angop

 

                 Itália/ Morreu ex-primeiro-ministro  Silvio Berlusconi

 Bissau 12 Jun 23(ANG) – O antigo primeiro-ministro italiano Silvio Be
rlusconi morreu hoje num hospital em Milão, noticiou a agência italiana ANSA.

Berlusconi, 86 anos, estava internado no Hospital San Raffaele, em Milão, desde sexta-feira, acompanhado de Marta Fascina, sua esposa, e seus filhos, segundo informações da imprensa italiana.

O político foi diagnosticado com leucemia e, nos últimos meses, sofria também com um quadro de infecção pulmonar.

No último 5 de abril, foi hospitalizado para tratamento da doença e permaneceu no hospital por mais de um mês.

Há três dias foi internado mais uma vez para realizar exames de rotina, mas seu estado de saúde voltou a piorar rapidamente.

Berlusconi tinha uma fortuna de quase 7 bilhões de doláres, de acordo com a última atualização do ranking de bilionários da Forbes, e era 5º mais rico da Itália. No ranking mundial da Forbes, era o 348º mais rico.

O magnata construiu seu patrimônio com a holding de mídia Fininvest, na década de 1970, antes de entrar para a política, na década de 90. Ele também foi dono do AC Milan, time de futebol italiano.

Nascido em 1936 em Milão, Silvio Berlusconi chegou a trabalhar como cantor (“crooner”) em um navio de passageiros quando ainda era jovem para ajudar a pagar seus estudos. Ele se formou em direito.

Três vezes primeiro-ministro da Itália e uma forte imagem política no país, Berlusconi colecionou polémicas e momentos marcantes durante a vida.

ANG/Inforpress

 

 


       Moçambique
/ Oposição protesta nas ruas contra processo eleitoral

Bissau, 12 Jun 23 (ANG) - Os partidos políticos da oposição MDM, representado no parlamento, e o extraparlamentar Nova Democracia saíram à rua na cidade de Nampula, no norte de Moçambique, e protestaram  a forma como decorreu o processo eleitoral de raiz marcado por “várias irregularidades”. 

 

Os partidos de oposição garantem que trabalham para vencer as eleições autárquicas não só em Nampula, autarquia sob a gestão da Renamo, principal força política da oposição. 

A Nova Democracia, um dos mais recentes partidos políticos criados em Moçambique nos últimos anos, mobilizou os seus apoiantes para saírem à rua em Nampula, autarquia sob gestão da Renamo, outra força política da oposição, "com claros objectivos", segundo o delegado político Rachade Carvalho. 

"Estamos aqui determinados, empenhados, trabalhando com vista a colocar esta gente a governar o município que hoje está a ser mal gerido. Condenamos pela forma como como decorreu o recenseamento eleitoral a escala nacional", denunciou o delegado do movimento político Nova Democracia.

O Movimento Democrático de Moçambique, MDM também saiu à rua na cidade de Nampula para condenar as irregularidades que marcaram o recenseamento eleitoral de raiz,  que decorreu de 20 de Abril a 03 de Junho.

"Saímos de um processo eleitoral em que foi muito constrangedor, um processo de recenseamento em que há muitos, pelo que nós sabemos ficaram de fora, não terão o direito de exercer o seu direito cívico , precisam ser encorajadas porque alguém vai ter que escolher por eles", afirmou a porta-voz do MDM, Leonor de Sousa.

As sextas eleições autárquicas estão marcadas para o dia 11 de Outubro em Moçambique.ANG/RFI

 

           Canadá /Avião de carga russo apreendido no aeroporto de Toronto

 Bissau, 12 Jun 23 (ANG) – A ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Mélanie Joly, anunciou que o governo ordenou a apreensão de um avião de carga russo que se encontrava no Aeroporto Pearson, em Toronto.

O avião apreendido é um Antonov 124, e o suposto proprietário é uma subsidiária da Volga-Dnepr Airlines LLC e do Volga-Dnepr Group, duas entidades alvo de sanções por parte do Canadá devido à “sua cumplicidade na guerra”.

“O Canadá está a enviar uma mensagem clara ao regime russo de que não haverá nenhum lugar onde aqueles que apoiam e lucram com a guerra de agressão do Kremlin se poderão esconder”, disse Joly.

“O Canadá tem estado a apoiar a luta da Ucrânia pela liberdade desde o primeiro dia e continuaremos presentes depois da vitória para ajudar nos esforços de reconstrução”, disse a ministra, num comunicado do governo.

As sanções, que foram adoptadas durante a reunião dos países do bloco G7 (França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão, Estados Unidos e Canadá) em Maio no Japão, visam isolar a Rússia do sistema financeiro internacional.

Esta é a segunda vez que o Canadá apreende propriedade russa após a adopção das primeiras sanções.

Em Dezembro de 2022, as autoridades canadianas bloquearam cerca de 26 milhões de dólares (cerca de 24 milhões de euros) pertencentes à Granite Capital Holdings Ltd, cujo alegado proprietário é o magnata russo Roman Abramovich, com nacionalidade portuguesa, também ele alvo de sanções.

Também no sábado, Mélanie Joly anunciou novas sanções contra 24 indivíduos e 17 entidades ligados às “tentativas da Rússia de destruir os locais culturais, instituições e identidade da Ucrânia”.

A lista inclui ucranianos que trabalham em museus e outros centros culturais que colaboram com a Rússia, assim como departamentos de educação e cultura criados nos territórios ocupados e empresas militares privadas.

“O Canadá não irá permitir que a Rússia despoje a Ucrânia da sua herança cultural e fará tudo ao seu alcance para acabar com a guerra do Kremlin contra a identidade ucraniana”, garantiu Joly.

“Esses ataques intencionais e direccionados à propriedade cultural da Ucrânia não podem permanecer impunes”, acrescentou a ministra, num comunicado do Governo.

O primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau efectuou no sábado uma visita surpresa à capital ucraniana, Kiev, acompanhado pela vice-primeira-ministra, Chrystia Freeland.

Durante a visita, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky agradeceu ao Canadá o anúncio de um novo envio de ajuda militar no valor de 370 milhões de euros.

De acordo com um documento assinado por Zelensky e Trudeau, desde Fevereiro de 2022 o Canadá atribuiu mais de oito mil milhões de dólares (cerca de 7,7 mil milhões de euros) em ajuda à Ucrânia, incluindo tanques, sistemas de defesa aérea e artilharia. ANG/Inforpress/Lusa

 

Desporto/Seleção Nacional de Futebol “Djurtus” realiza primeira sessão de treino em casa para o encontro com São Tomé e Principe

Bissau, 12 Jun 23 (ANG) – A Seleção Nacional de Futebol “Djurtus”, realizou na tarde de sexta-feira, a primeira sessão de treino em casa, para o encontro com  São Tomé e Príncipe, jogo referente a 5ª jornada do grupo “A”, da eliminatória para a fase final do próximo Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), que terá lugar em Costa de Marfim.

O encontro está agendado para o dia 14 de corrente mês no Estádio 24 de Setembro, em Bissau.

O técnico guineense Baciro Candé informou a imprensa que entre os 24 jogadores convocados, só chegaram a Bissau na madrugada de sexta-feira 21 atletas.

“Jorginho Barbosa Intima e Leandro Sanca não viajaram com o grupo, devido a lesão, e para os seus lugares, foi convocado os defesas Braima Djanco do Sporting Clube da Guiné-Bissau e o Tidjane Badjana do Sport Bissau e Benfica”, revelou o técnico nacional.

A Guiné-Bissau é  segundo classificado do grupo “, com 07 pontos, e na testa do grupo está a Seleção Nigeriana com 09 pontos. A  Sera Leoa tem 04, e na última posição está a seleção de São Tomé e Príncipe com apenas 01 ponto.ANG/LLA/ÂC//SG  

 

Legislativas antecipadas/Partidos APU, COLIDE e PTG felicitam coligação  PAI-Terra Ranka pela vitória conquistada nas urnas

Bissau, 12 Jun 23 (ANG) – Os partidos Assembleia de Povo Unido (APU-PDGB), a Convergência Nacional para Liberdade e Desenvolvimento (COLIDE-GB) e o Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG),concorrentes as legislativas de 04 de Junho, felicitaram, em comunicados, a Plataforma de Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka) pela vitória conquistada nas urnas.

A APU-PDGB diz esperar que a manifestação da vontade popular seja transformada em melhorias das condições de vida dos guineenses.

A COLIDE-GB referiu que a vitória da coligação PAI-Terra Ranka foi um claro e bastante expressivo voto de confiança do povo com o objetivo de trilhar o caminho da paz, da Democracia e do desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

E o PTG PTG  desejou um voto de sucesso à coligação PAI-Terra Ranka e que  a vitória conquistada seja um fator de  Unidade Nacional.

Entre as três formação políticas, o PTG conquistou seis mandatos e a  APU-PDGB conquistou apenas um, na  pessoa do seu líder Nuno Gomes Nabiam, o ainda primeiro-ministro. A COLIDE-GB de Juliano Fernandes que concorre pela primeira vez as eleições legislativas não elegeu nenhum deputado.

A coligação felicitada, Plataforma Aliança Integrada(PAI-Terra Ranka) conquistou 54 mandatos, numa disputa que envolveu  20 partidos políticos e duas coligações.

Aguarda-se pela publicação de resultados eleitorais definitivos pela Comissão Nacional de Eleições(CNE )após a qual a CNE terá 30 dias para marcar a tomada de posse de   102 deputados eleitos.
ANG/AALS/ÂC//SG

Legislativas antecipadas/PRS promete apoio parlamentar ao partido vencedor das eleições legislativas de 04 de junho

Bissau, 12 Jun 23 (ANG) – O Partido da Renovação Social (PRS) reconheceu os resultados das legislativas antecipadas de 04 Junho proclamadas pela Comissão Nacional das Eleições e prometeu colaborar com o partido vencedor no parlamento.

Em conferência de imprensa realizada no último fim de semana, o Presidente  dos Renovadores Fernando Dias felicitou A Plataforma Aliança Inclusiva (PAI – Terra Ranka) pela vitória  que qualificou de “merecedora”, declarando que o partido aceita o número de mandatos obtidos(12) nas legislativas de 04 de Junho.

ʺVamos garantir ao partido vencedor o nosso total apoio no parlamento, no sentido de assegurar o bem-estar social dos guineenses. Pois o povo está cansado e precisa de uma intervenção emergente para sair da situação em que se encontra”, disse.

O político sublinhou que aceitam os 12 mandatos que o povo lhes atribuiu e pediu  paciência aos seus militantes, prometendo que vão transformar os 12 em 51 mandatos nas próximas legislativas.

O lider do PRS diz que  o resultado que conseguiram nessas eleições é consequência  da aliança feita com o  governo da atual legislatura, afirmando que o partido foi vítima dessa aliança, pelo que pediu desculpas aos militantes e simpatizantes, prometendo que vão ter novo caminho e nova estratégia para o futuro do partido.

Dias disse que não vão permitir interferências externas de quem quer que seja e salientou que o PRS fez uma campanha com fracos meios materiais e financeiros, contrariamente aos adversários, com os quais andavam juntos durante a X legislatura, que vai terminar com a tomada de posse do novo governo saído dessas eleições.

Questionado se o partido vai integrar o próximo governo caso for convidado, Fernando Dias disse que qualquer proposta de governação submetida ao PRS, como sempre, o partido vai reunir um dos órgãos dessa formação pilítica e produzir uma deliberação sobre esse convite.

Nas  legislaturas passadas, o PRS regrediu de 41 para 21 mandatos e de 21 para 12 mandatos. ANG/MI/AC//SG

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Política/Lider da coligação PAI-Terra Ranka defende aceleração do
calendário político para resolução das questões sociais

Bissau, 09 Jun 23 (ANG) - O líder da Plataforma  Aliança Inclusiva  (PAI-Terra Ranka defendeu hoje a aceleração do calendário político para que  governo possa resolver questões sociais.

Domingos Simões Pereira falava  em conferência de imprensa, em jeito de reação aos resultados eleitorais publicados  quinta-feira pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e qua dão vitória a coligação com maioria absoluta de 54 dos 102 assentos parlamentares.

O politico disse que a coligação vai apresentar um  governo à pensar no povo guineense no seu todo.

Justificou o pedido de apresentação do calendário político com os problemas apresentados pelo povo durante 21 dias da campanha  aos quais diz  constituiram prioridades para a governação da coligação.

“Durante os 21 dias, ouvimos o povo  a falar da fome e  sobre  fome não se pode prometer a sua resolução para amanhã,  tem que ser resolvida o mais rápido possivel”,disse.

Relativamente as dificuldades na comercialização da castanha de caju,  voltou a reafirmar o seu enjagamento para salvar a presente campanha, mas para tal, disse que é preciso a colaboração de todos, desde os que estão em gestão e os que preparam para a futura governação.

“Todos têm que comungar sinergias para encontrar uma solução para essa  crise no sector da caju”, disse.

Referiu  que os sectores da saúde e do ensino constituem igualmente  preocupações para a coligação.

Por isso, disse que  apesar de estar muito próximo do fim do ano lectivo  e na época da chuva, nenhum atraso pode impedir o começo atempado das aulas nas escola públicas, prometendo que as aulas vão funcionar de forma integral sem interrupções para que as escolas voltem a funcionar nomarlmente na Guiné-Bissau.

Quanto ao sector saúde, Domingos Simões Pereira reiterou o enjagamento da coligação de criar condições para que os hopitais nacionais melhorassem o nivel de atendimento.

Para tal, disse que vão prestar uma atenção especial e criar condições para que os técnicos da saúde formados e suspensos  das funções possam regressar aos seus locais de trabalho para melhorar o índice de prestação de serviço nos hospitais.

Domingos Simões Pereira diz que quer a aceleração  do calendário politico para que novo governo entre em ação e resolva questões sociais.

 Disse que apesar de não poder por em causa os prazos estabelecidos pela lei,  entende que é importante reduzir os prazos  onde há possibilidade para permitir a tomada de posse dos novos deputados e consequentemente a formação do governo para resolver os problemas que o povo apresentou durante a campanha eleitoral.

Nesse quadro, o líder da coligação PAI-Terra Ranka assegurou que vai dar uma importância à colaboração institucional, frisando que, na democracia há separação de poderes, mas essa limitação não impede que haja interação entre as partes para o bem do povo .

“É nessa perepectiva que saudei o pronunciamento do Chefe de Estado”, declarou.

 Agradeceu à todas as instituições nacionais pelas contribuições que deram para o sucesso do processo eleitoral e a comunidade  internacional, através das equipas de observadores que enviaram para o acompanhamento das eleições.

Nessa confeência de imprensa estiveram presentes os representantes dos partidos que integram a Coligação PAI-Terra Ranka, nomeadamente Samba Baldé, líder do Partido Social Democrata (PSD),  Pedro Batista do  Movimento Democrático Guineense (MDG)  Vicente Fernandes, do Presidente do Partido da Convirgência Democratica (PCD)  e o líder da União para Mudança  (UM) Agnelo Augusto Regala.

Esses  representantes das formações politicas concordaram com as preocupações de Domingos Simões Pereira e reiteraram  a vontade de  fazer dessa vitória um renovar da esperança  do povo guineense.

O  líder do PCD, Vicente Fernandes disse  que têm  uma responsabilide acrescida, porque a ansiedade do povo é muito grande, e garante que  vão  cumprir  as promessas eleitorais. ANG/LPG/ÂC//SG


Política/
Presidente do PND felicita líder da coligação PAI Terra Ranka pela vitória nas legislativas

Bissau, 09 Jun 23 (ANG) – O Presidente do Partido  Nova Democracia (PND) felicitou o líder da coligação Plataforma  Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), Domingos Simões Pereira pela vitória das legislativas do passado dia 4 de junho.

Abas Djaló fez esta felicitação no âmbito de uma conferência de imprensa, realizada esta sexta-feira,em Bissau.

Pediu aos partidos políticos pediu e a sociedade cívil a se juntarem as mãos  para , em conjunto, trabalharem para o desenvolvimento o país.

Declarou  que o seu partido, enquanto  formação política que tem tomado parte  em todos os processos eleitorais, vai participar no processo de estabilização da Guiné-Bissau e em tudo o que tem haver com a criação de condições objetivas para o almejado desenvolvimento do país.

Djaló apelou a união e entendimento entre os guineenses para que assim todos possam concentrar naquilo que é o fundamental para o país.

De acordo com Abas Djaló, o fundamental para o país nesse momento é a criação de condições para que o futuro parlamento funcione em nome do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Agradeceu a estrutura do partido que conseguiu orientar todos os militantes e simpatizantes do partido para  os  objetivos que atingiram nas legislativas.

Djaló salientou  que a população convocada para estas eleições não corresponde com a expetativa do seu partido.

“Sobretudo nas regiões de Boé e Pitche, quase cerca de 30 por cento dos nossos eleitores não foram votar e isso influenciou, muito negativamente, nos nossos resultados”, revelou.

Encoraja aos dirigentes e estruturas do partido a se reorganizarem para poderem melhorar  os seus trabalhos nessas localidades.

“Quero dizer que aquilo que o PND conseguiu nessas eleições demonstra que o partido fez muita coisa. Porque se fomos ver nos resultados gerais vamos ver que o Partido Nova Democracia está um bocadinho bem posicionado em relação à aquele quadro de 22 partidos concorrentes”, disse.

O líder do PND garantiu que vão fazer análise  aprofundado das suas fraquezas e forças para poderem melhorar, a fim de, nos próximos tempos, colocar o partido no seu lugar de sempre.

O partido Nova Democracia, com o líder falecido, Iaia Djaló tem conseguido sempre, nas anteriores eleições, eleger deputado, mas, desta vez não vai estar representado na Assembleia Nacional Popular(parlamento).ANG/DMG/ÂC//SG

Política/Analista Político Rui Jorge Semedo diz que a coabitação entre órgãos de soberania sempre foi  entrave para  funcionamento da democracia no país

Bissau, 09 Jun 23(ANG) – O Politólogo e Analista Politico guineense afirmou hoje que históricamente a coabitação entre os orgãos da soberania, nomeadamente Governo, Presidência da República e a Assembleia Nacional Popular tem constituido um grande entrave para o funcionamento normal da democracia na Guiné-Bissau.

Rui Jorge Semedo chamado pela ANG para uma ante visão sobre  a coabitação entre o Chefe de Estado, o novo Primeiro-ministro e o próximo Governo saídas das últimas eleições legislativas antecipadas de 04 de Junho de 2023, disse que, tendo em conta a actualidade política no país é imprevisível estar a emitir, neste momento e com convicção, uma opinião relativemente à esta questão.

Segundo Semedo, tudo vai depender da vontade politica de ambas as partes , mas sobretudo do Presidente da República, que é quem tem a competência constitucional de garantir a estabilidade democrática e o funcionamento normal dos órgãos da soberania.

“Olhando um pouco para trás desde as primeiras eleições em 1994 à esta parte ,todos nós podemos compreender que a postura dos Presidentes da República foi fundamental na sobrevivência ou não dos governos, mas também dos parlamentos”,lembrou.

Semedo salientou que a comunicação do Chefe de Estado feita quinta-feira à Nação, depois da publicação dos resultados provisórios, trás algum alento relativamente a este período conturbado que é pós-eleitoral, frisando que é deficil precisar se realmente a declaração pública de Sissoco Embaló será uma garantia efectiva de que no periodo pós-eleitoral vai-se viver num ambiente equilibrado, de uma relação idônea, justa e que se alinhe com os perceitos constitucionais.

Em todo caso, segundo Semedo, pode-se dizer que começou bem, uma vez que todos os partidos reconheceram os resultados, o que considera de um bom sinal ou seja muitas pessoas inclusive ele não esperava um pronunciamento logo de emediato do Chefe de Estado, que fez uma “declaração razoável”.

Para o politólogo, a prioridade das prioridades do novo governo num país onde tudo é prioridade tem a ver com a actual crise social ou seja, acrescenta, “a Guiné-Bissau é um país onde não se tem investido no crescimento do emprego, a maioria da população principalmente os agricultores vivem dependente da campanha de comercialização da castanha de caju que desde o ano passado não corre bem e agravou-se este ano.

“O novo governo deve garantir ainda os bens de primeira necessidade para minimizar alguma tensão neste período das chuvas,  provocada pelas dificuldades económicas oriundo do problema da Covid-19 e da crise causada pela guerra na Ucrânia, que mexeu com o nosso mercado causando subida galopante dos preços dos produtos da primeira necessidade”,disse.

Depois disso, segundo Rui Jorge Semedo, deve-se investir em  direitos humanos que nos últimos três anos foram fortemente afetados , na justiça e depois nas reformas que estavam em curso sobretudo da Constituição da República, defesa e segurança, lei eleitoral, lei quadro dos partidos politicos entre outras, com o objectivo de dinamizar o apraelho de Estado, para  que este deixe de ser um único empregador, e  criando condições para que o tecido empressarial guineense possa funcionar.

Falando  do novo governo se deve ser formado só pela coligação vencedora das eleições neste caso PAI Terra Ranka, Semedo disse que cabe aos vencedores decidir como deve governar, mas diz que é importante compreender o contexto atípico da Guiné-Bissau em relação à outros países democráticos onde praticamente todo o mundo vive da política e não vive para a política.

"Portanto neste contexto vale a pena partilhar, mas também os partidos que serão convidados para esse governo serem fiêis aos compromissos e vale sobretudo registrar esses compromissos", disse.

“Parece que não é tradição fazer um documento uma vez que já ouvimos e vimos muitas vezes os acordos entre os partidos para governar, mas nunca tivemos oportunidades de ver aquilo por escrito, para saber o que é que foi acordado entre as partes casos dos acordos entre o PAIGC e PRS e o último entre o APU e PAIGC, Madem, PRS e próprio APU, ninguém conhece nada de escrito sobre esses acpectos, o que deve ser invertido”,salientou. ANG/MSC//SG

                Obituário/Morreu o ex-primeiro-ministro, Faustino Imbali

 Bissau,09 Jun 23(ANG) –  A Direcção Nacional da Juventude da Renovação Social anunciou esta, sexta-feira, a morte de Faustino Fudut Imbali, dirigente desta formação politica e antigo Primeiro-ministro.

“É com profunda dor que a Direção Nacional da Juventude da Renovação Social, através do seu Presidente, Vladimir L. Djomell, informa aos membros da JRS de que faleceu hoje, o Dr. Faustino F. Mbali, ex Primeiro-Ministro e alto dirigente do PRS”, anunciou o Presidente da JRS na sua página no facebook .

O líder da juventude dos renovadores disse que neste momento de consternação apela-se a todos um sentido partidário, como forma de render uma justa homenagem ao malogrado.

Faustino Fudut Imbali nasceu a 1 de Maio de 1956,, tendo assumido o posto de primeiro-ministro de 21 de Março de 2001 à 9 de Dezembro de 2001 e novamente de 29 de Outubro a 8 de Novembro de 2019.

O malogrado era Mestre em Sociologia e Desenvolvimento político, tendo também trabalhado como investigador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa em Bissau.

Imbali concorreu  à presidência do país nas eleições de 28 de Novembro de 1999, alcançando o terceiro lugar com 8,22% dos votos.

A 29 de Outubro de 2019, menos de 24 horas após a demissão do governo liderado por Aristides Gomes foi nomeado pelo ex. presidente da República, José Mário Vaz, como primeiro-ministro mas não foi  no entanto reconhecido como tal pela comunidade internacional.

O malogrado Faustino Imbali era Presidente do Conselho Nacional Estratégico do Partido da Renovação Social até a data da sua morte.ANG/ÂC//SG

 

 

Agricultura/Tiniguena e o projecto REDE assinam acordo para implementação do Plano de Emergência agrícola nas regiões de Bafatá e Gabu

Bissau,09 Jun 23(ANG) – A ONG Tiniguena e o projecto REDE, assinaram quinta-feira, um acordo que permite a implementação de um plano de emergência estabelecido para a campanha agrícola de 2023.

O acordo foi rubricado pelo diretor executivo da Tiniguena, Miguel de Barros e  Leonilda dos Reis, coordenadora interina do projeto REDE.

De acordo com a página da Tiniguena no facebook, à que a ANG teve acesso, esse plano de emergência estende-se até março de 2024, e é orçado em  120 milhões de francos CFA para as regiões de Bafatá e Gabu.

 O plano prevê a aquisição e distribuição de materiais de produção agrícola, a aquisição de quatro (4) tipos de sementes, nomeadamente arroz, feijão, amendoim e milho/painço e também a assistência técnica à agricultores familiares de trinta e quatro (34) comunidades das duas regiões do leste da Guiné-Bissau.

Por outro lado, espera-se que se consiga apoiar igualmente às mulheres produtoras e as pessoas com deficiências envolvidas em atividades hortícolas, particularmente no que concerne ao acesso às sementes, ao apoio técnico e melhoria das infraestruturas de produção.

Segundo a Tiniguena,  espera-se que com esta intervenção se possa constituir um banco de dados real com informações sistematizadas, a partir das campanhas, sobre a situação produtiva e alimentar nas duas regiões.

A REDE tem como objetivo a implementação de ações de diversificação da agricultura familiar, adaptada às mudanças climáticas através da promoção de boas práticas agrícolas, da gestão sustentável dos recursos naturais, do desenvolvimento hidroagrícola nas zonas costeiras, do desenvolvimento de sistemas de irrigação para a horticultura comercial, da melhoria da produtividade e diversificação de culturas de várzea e sobretudo com o fortalecimento da liderança rural feminina.ANG/ÂC//SG

                 Quenia/Presidente Ruto propõe moeda única para África

Bissau, 09 Jun 23 (ANG) - O presidente do Quénia, William Ruto, pediu quinta-feira a introdução de uma moeda única africana para facilitar o comércio no continente.

No seu discurso inaugural na 22ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Mercado Comum para a África Oriental e Austral (COMESA) em Lusaka, Zâmbia, Ruto disse que a integração regional significa que os cidadãos não terão de se preocupar com que moeda negociar.

“Nosso povo não pode negociar sem se preocupar com qual moeda usar. Esta, entre outras barreiras não tarifárias, é uma questão que devemos enfrentar com urgência, para que os nossos povos possam começar a negociar juntos e se integrar”, disse o chefe de Estado queniano.

A cimeira enquadra-se no tema “Integração Económica para um COMESA Próspero, Ancorado no Investimento Verde, Acréscimo de Valor e Turismo”.

Por seu turno, dirigindo-se aos participantes da cúpula, o presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, disse que a região não pode perder mais tempo na busca pela integração regional.

“O potencial para o comércio intra-COMESA é enorme, a demanda por produtos de valor agregado deve continuar crescendo no futuro, o que significa que não podemos mais ficar para trás na busca pela integração regional”, disse Chakwera.

Já o presidente da COMESA, Abdel Fattah al-Sisi, presidente do Egipto, disse que o bloco é forte com um mercado de 580 milhões de cidadãos, com um produto interno bruto combinado de mais de 720 bilhões de dólares, não deixando desculpas para o comércio não melhorar.

Al-Sisi pediu aos Estados membros que colaborem na construção de infra-estrutura que facilite a circulação de bens e pessoas na região, a fim de promover a integração.

O presidente da Zâmbia que acolhe a cimeira, Hakainde Hichilema, afirmou que a região deve manter a paz e a estabilidade como pré-requisitos para o desenvolvimento socioeconómico.

“Instabilidade em qualquer lugar é instabilidade em todo lugar, e ouso dizer que sem paz, segurança e estabilidade não pode haver desenvolvimento socioeconómico”, disse Hichilema, a quem al-Sisi entregou oficialmente a presidência do bloco, durante a cúpula.

A cúpula decidiu, por outro lado, intensificar os esforços para efectivar o comércio e a integração regional.

De acordo com um comunicado emitido em nome dos 21 estados membros, a cúpula observou que a região ainda tem 100 bilhões de dólares em potencial comercial e de investimento inexplorado.

“Foi neste ponto que a cimeira acordou sobre a necessidade de os Estados Membros mobilizarem os seus esforços para alcançar o comércio e a integração regional, eliminando as barreiras ao comércio”, afirmou o secretário-geral do COMESA, Chileshe Kapwepwe.

O vice-primeiro-ministro da Somália, Salah Jama, também informou à cúpula que o Conselho de Ministros da Somália aprovou quinta-feira a adesão formal da nação da África Oriental ao COMESA, um ano após eleições bem-sucedidas e a transferência pacífica de poder para um novo governo.

Kapwepwe anunciou que a 23ª edição da cimeira da organização será realizada no Burundi, enquanto a 24ª edição está prevista para Eswatini. ANG/Angop