EUA/Donald Trump ameaça Cuba para aceitar acordo “antes que seja tarde demais”
Bissau, 12 Jan 2026 (ANG) - Donald Trump endureceu o tom contra Cuba no domingo e exortou o país a aceitar “antes que seja tarde demais” um “acordo”, sem indicar de que tipo de acordo se trata.
O Presidente norte-americano escreveu que “não haverá
mais petróleo nem dinheiro” oriundo da Venezuela para Cuba.
Em resposta, o chefe de Estado cubano, Miguel
Díaz-Canel, disse que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”, que
não está às ordens de ninguém e que a ilha “se prepara” e “está disposta a
defender-se até à última gota de sangue”.
É mais um país no visor das ameaças de anexação de Donald Trump.
Depois da Venezuela e de ter capturado o seu Presidente Nicolás Maduro, depois
de ter ameaçado recentemente a Colombia, o México, o Irão e a Gronelândia, este
domingo foi a vez de Cuba.
Em letras maiúsculas, na sua rede social, Truth Social, Trump
escreveu: “Não haverá mais
petróleo ou dinheiro para Cuba – zero!” e acrescentou: “Sugiro fortemente que aceitem
um acordo antes que seja tarde”. Horas depois, interrogado no seu
avião Air Force One, Trump disse aos jornalistas que se vai “ocupar” das pessoas que
fugiram de Cuba e vivem nos Estados Unidos que disse serem “cidadãos americanos”. Mais
uma vez, sem adiantar precisões.
Em resposta, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, avisou que
“Cuba é uma nação livre,
independente e soberana”, que não está às ordens de ninguém e que a
ilha “não agride, mas é
agredida pelos Estados Unidos há 66 anos”, pelo que “se prepara” e “está disposta a se defender até à
última gota de sangue”. De recordar que Hava está está submetida a
um embargo norte-americano desde 1962, nos tempos da Guerra Fria.
Donald Trump voltou à carga verbal com nova mensagem na sua rede
social ao republicar uma mensagem que sugeria que o secretário de Estado Marco
Rubio, filho de cubanos, poderia tornar-se Presidente da ilha, ao que Trump
comentou: “Parece-me bem!”.
Cuba assinou, em 2000, um acordo de cooperação com a Venezuela
do então Presidente Hugo Chavez que previa um fornecimento de petróleo contra o
envio de médicos e professores. Na operação militar de há uma semana dos
Estados Unidos contra a Venezuela, morreram dezenas de membros das forças de
segurança venezuelanas mas também cubanas. ANG/Lusa

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