sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

     Irão/ Ameaça militar dos EUA recua com mediação dos países do Golfo

Bissau, 16 Jan 26 (ANG) - A Casa Branca assegurou  quinta-feira, que o Irão tinha renunciado a 800 execuções de manifestantes, depois dos aliados do Golfo terem intercedido junto de Donald Trump para dissuadir os Estados Unidos de um ataque.

A vaga de protestos no Irão foi até agora abafada por uma violenta repressão que terá feito milhares de mortos, estimam especialistas e ONG’s, uma semana após o início de manifestações de grande dimensão contra o poder. 

Entretanto, a ameaça de uma nova acção militar dos Estados Unidos contra o Irão parece também ter-se afastado, depois de os aliados do Golfo terem intercedido junto de Donald Trump para o dissuadir de qualquer ataque.

Na quinta-feira, a Arábia Saudita, Qatar e Omã tinham alertado Donald Trump sobre o risco de "graves repercussões para a região" em caso de intervenção militar americana. Os três países "desenvolveram esforços diplomáticos intensos de última hora para convencer o presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de mostrar as suas boas intenções".

Desde o início da mobilização, a 28 de Dezembro, que Donald Trump multiplicou as ameaças de intervenção contra Teerão, antes de afirmar que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassínios teriam terminado" e que as execuções previstas de manifestantes não iriam "ocorrer".

Os iranianos começaram a ocupar mais massivamente as ruas das grandes cidades a partir de 8 de Janeiro, desafiando as autoridades do país, que cortaram a internet para esconder a verdadeira dimensão da repressão, segundo grupos de defesa dos direitos humanos.

A Iran Human Rights, sediada na Noruega, avança com pelo menos 3.428 pessoas mortas desde o início do movimento pelas forças de segurança iranianas.

O bloqueio total da internet pelas autoridades já dura mais de uma semana. Mesmo assim, novos vídeos gravados no auge das manifestações, mostraram corpos alinhados na morgue de Kahrizak, a sul de Teerão, enquanto familiares desesperados procuravam os entes queridos.

O Irão e os Estados Unidos parecem ter baixado o tom por agora. O Presidente russo, Vladimir Putin falou esta sexta-feira, 16 de Janeiro, com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e deve falar com o homólogo iraniano Massoud Pezeshkian. O líder russo procura reduzir as tensões em torno do Irão, país parceiro de Moscovo.

O governo americano anunciou ainda sanções económicas contra responsáveis acusados de coordenar a repressão, incluindo Ali Larijani, que dirige a mais alta instância de segurança no Irão.

O representante iraniano nas Nações Unidas, Gholamhossein Darzi, acusou Washington de "explorar manifestações pacíficas para fins geopolíticos".ANG/RFI

 

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