Cultura / ONG assinala este ano o centenário de Vasco Cabral
Bissau,14
jan 26 (ANG) – A ONG Casa das Letras e
Artes- Vasco Cabral vai assinalar, este ano, o centenário do nascimento de
Vasco Cabral, uma das figuras mais marcantes da história política, intelectual
e cultural do país e de Cabo Verde.
A decisão foi divulgada , terça-feira, na página da ONG Casa das Letras e Artes-Vasco Cabral, na Facebook
, consultada pela ANG .De acordo
com a mesma fonte, Vasco Cabral poeta,
ensaísta e combatente da liberdade da pátria,
nasceu a 23 de Agosto de 1926 e morreu no dia 24 de Agosto 2005, destacando-se
como um dos principais pensadores da luta de libertação nacional.
No âmbito
desta celebração, a ONG prevê realização de um conjunto de actividades até Dezembro de
2026, entre as iniciativas previstas estão a
realização de conferências,
colóquios, exposições, leituras públicas, edições comentadas das suas obras,
concursos literários e produções audiovisuais.
Segundo a
ONG, as comemorações do centenário de Vasco Cabral vão além de uma homenagem simbólica, envolvendo
escolas, universidades, instituições culturais, artistas e comunidades.
Nascido em
1926, Vasco Cabral integrou a geração de intelectuais africanos que transformou
a cultura e a palavra em instrumentos de resistência ao colonialismo. Mais do
que militante político, foi um intelectual comprometido com a construção da
consciência nacional, da dignidade africana e da emancipação dos povos
colonizados.
Ao lado de
Amílcar Cabral, Vasco Cabral fez parte do núcleo fundador do pensamento
revolucionário guineense e cabo-verdiano, contribuindo para a formulação
ideológica da luta de libertação.
A sua intervenção estendeu-se também ao
domínio da literatura e da crítica cultural, defendendo uma África consciente
da sua identidade e da sua história.
A sua obra
poética é marcada pela denúncia da violência colonial, pelo retrato do sofrimento
do povo e pela afirmação da esperança na libertação.
A memória, a
cultura e a identidade africanas ocupam lugar central na sua escrita, que
recusa o esquecimento e afirma a resistência como dever histórico.
“Ao celebrar
os 100 anos de Vasco Cabral, a Guiné-Bissau reafirma o papel da cultura na
construção da nação e sublinha que a independência política só se consolida com
a independência do pensamento”, refere a publicação dessa ONG. ANG/LPG/ÂC//SG

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