Moçambique/Surto de cólera já soma 2.343 casos em quatro meses
De acordo com o último boletim diário da
doença, da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 15
de janeiro, do total de 2.279 casos de cólera - no balanço anterior, até 07 de
janeiro, registavam-se 1.784 casos e 26 óbitos -, 1.079 foram contabilizados na
província de Nampula, com um acumulado de 13 mortos, 885 em Tete, com 13
óbitos, e 379 em Cabo Delgado, com dois mortos.
Só nas 24 horas anteriores ao fecho do
mais recente boletim registaram-se 64 novos casos da doença e 44 pessoas
estavam internadas, mas com a taxa de letalidade a passar de 1,5% na semana
anterior para 1,2% neste balanço, contra 0,5% em dezembro.
No surto anterior,
com dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de
julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de
Nampula, e um total de 64 mortos.
Pelo menos 169 pessoas
morreram em 2025 em Moçambique devido à cólera, entre cerca de 40 mil casos,
avançou em 10 de dezembro último o ministro da Saúde, pedindo às comunidades
respeito pelas medidas de higiene individual e coletiva.
Ao responder a
perguntas dos deputados, no parlamento, em Maputo, o ministro da Saúde
sublinhou que a cólera é um problema de saúde pública, pedindo respeito pelas
medidas de higiene para controlar a doença.
"Recebemos
cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas para poder tratar e prevenir a cólera
e aqui há um aspeto que gostaria de mencionar: É que desses 169 óbitos por
cólera, cerca de 70% destes ocorreram na comunidade, o que significa que há um
problema sério de informação e comunicação ao nível das comunidades",
disse Ussene Isse.
O Governo de
Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública"
no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de
Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo do
Governo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde
pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e
cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais,
coordenadas e informadas por evidências científicas", disse o porta-voz
daquele órgão, Inocêncio Impissa.ANG/Lusa

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