segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 Espanha/ Familiares de desaparecidos dos dois comboios que cilidiram no domingo pedem ajuda nas redes sociais

Bissau, 19 Jan 26 (ANG) - Nas últimas horas, familiares de vários passageiros que viajavam nos dois comboios que colidiram, no domingo, em Espanha, têm recorrido, nas últimas horas, às redes sociais para pedir ajuda para encontrar os seus entes queridos.

As famílias dos passageiros que seguiam nos comboios de alta velocidade que colidiram, no domingo, pelas 19h45 locais, recorreram às redes sociais para pedirem ajuda a encontrar os seus entes queridos. Até ao momento, foram confirmadas 39 mortes. 

Nas redes sociais, surgem várias fotografias de pessoas que viajavam nos comboios Alvia e Iryo, dando conta de detalhes que poderão ajudar as pessoas a identificá-los.

É o caso do filho de Ricardo Chamorro Calíz, de 57 anos. O homem viajava de Madrid para Huelva e, até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro. 

"Urgente! Por favor, quem estiver em Adamuz e reconhecer este senhor, que é o meu pai, entre em contacto comigo", pode ler-se na publicação feita na rede social X (antigo Twitter).

Um outro usuário adiantou que tinha os tios no comboio Alvia. Na publicação, o jovem referiu que a família recebeu notícias da tia, mas que do tio não sabiam nada. 

"Os meus tios iam no comboio Alvia que sofreu um acidente e do meu tio não sabemos nada. Chama-se Rafael Millán Albert", escreveu.

 

Outra mulher pede ajuda para encontrar Miriam, uma jovem de 27 anos, que tinha também como destino Huelva.

"Continuamos à procura de uma familiar que viajava sozinha na carruagem 1 do Alvia. Chama-se Miriam del Rosario Alberico Larios, tem 27 anos e só sei que vestia umas calças verdes", lê-se.

De recordar que o acidente aconteceu por volta das 19h45 locais (18h45, em Lisboa) quando algumas composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid, descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.

As carruagens do comboio Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

As causas do incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada a trabalhar para apurar o que aconteceu. 

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é "praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também havia sido "renovada".

Adiantou ainda que foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano passado. 

De notar que a inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15 de janeiro - três dias antes do acidente.ANG/Lusa

 

 

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