Espanha/ Familiares de desaparecidos dos dois comboios que cilidiram no domingo pedem ajuda nas redes sociais
Bissau, 19 Jan 26 (ANG) - Nas últimas horas, familiares de vários passageiros que viajavam nos dois comboios que colidiram, no domingo, em Espanha, têm recorrido, nas últimas horas, às redes sociais para pedir ajuda para encontrar os seus entes queridos.
As famílias dos passageiros que seguiam
nos comboios de alta velocidade que colidiram, no domingo, pelas 19h45 locais,
recorreram às redes sociais para pedirem ajuda a encontrar os seus entes
queridos. Até ao momento, foram confirmadas 39 mortes.
Nas redes sociais, surgem várias
fotografias de pessoas que viajavam nos comboios Alvia e Iryo, dando conta de
detalhes que poderão ajudar as pessoas a identificá-los.
É o caso do filho
de Ricardo Chamorro Calíz, de 57 anos. O homem viajava de Madrid para Huelva e,
até ao momento, não há informações sobre o seu paradeiro.
"Urgente! Por
favor, quem estiver em Adamuz e reconhecer este senhor, que é o meu pai, entre
em contacto comigo", pode ler-se na publicação feita na rede social X
(antigo Twitter).
Um outro usuário adiantou que tinha os tios no comboio Alvia. Na
publicação, o jovem referiu que a família recebeu notícias da tia, mas que do
tio não sabiam nada.
"Os meus tios iam no comboio Alvia que sofreu um acidente e
do meu tio não sabemos nada. Chama-se Rafael Millán Albert", escreveu.
Outra mulher pede ajuda para encontrar Miriam, uma jovem de 27
anos, que tinha também como destino Huelva.
"Continuamos à procura de uma familiar que viajava sozinha
na carruagem 1 do Alvia. Chama-se Miriam del Rosario Alberico Larios, tem 27
anos e só sei que vestia umas calças verdes", lê-se.
De recordar que o
acidente aconteceu por volta das 19h45 locais (18h45, em Lisboa) quando algumas
composições de um comboio da empresa privada Iryo, que ligava Málaga a Madrid,
descarrilaram e invadiram outra via, num momento em passava outro comboio, em
sentido contrário, da empresa pública Renfe, que fazia a ligação Madrid-Huelva.
As carruagens do
comboio Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que
foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
As causas do
incidente são ainda desconhecidas. No entanto, há já uma comissão especializada
a trabalhar para apurar o que aconteceu.
O ministro dos
Transportes, Óscar Puente, revelou que, após falar com especialistas, o
acidente "é tremendamente estranho", uma vez que ocorreu "numa
reta da linha ferroviária", justificando que o comboio que descarrilou é
"praticamente novo, com menos de quatro anos" e a linha férrea também
havia sido "renovada".
Adiantou ainda que
foram investidos 700 mil euros na renovação das ferrovias e que as melhorias no
local onde ocorreu o acidente tinham sido terminadas em maio do ano
passado.
De notar que a
inspeção do comboio italiano Iryo, fabricado em 2022, tinha acontecido no dia 15
de janeiro - três dias antes do acidente.ANG/Lusa

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