Uganda/ Yoweri Museveni reeleito para um sétimo mandato
Bissau,19 Jan 26 (ANG) - Yoweri
Museveni, à frente do Uganda desde 1986, foi proclamado vencedor das eleições
presidenciais.
Os resultados foram anunciados , sábado, pela comissão eleitoral.
O principal opositor Bobi Wine rejeita
os resultados, denunciou fraude e apelou aos ugandeses para saírem às ruas em
protesto.
Sem surpresa, Yoweri Museveni, no poder há 40 anos, acaba de
conquistar um sétimo mandato consecutivo. Segundo os resultados finais
anunciados pelo presidente da comissão eleitoral, Simon Mugenyi Byabakama, o
ex-guerrilheiro de 81 anos obteve 71,65% dos votos, contra 24,72% para Bobi
Wine.
Para a maioria dos observadores, o escrutínio presidencial
realizado na quinta-feira era uma mera formalidade para o Presidente cessante,
à frente do Uganda desde 1986, apoiando-se num controlo total do aparelho
eleitoral e de segurança.
O seu principal adversário era o antigo cantor Bobi Wine, 43
anos, que se intitula o “presidente do gueto”, em referência aos bairros pobres
de Kampala onde cresceu.
Num vídeo publicado no X, este sábado, Bobi Wine rejeitou os
resultados eleitorais, denunciou fraude e apelou aos ugandeses para saírem às
ruas em protesto.
Esta sexta-feira e sábado, as informações eram contraditórias
quanto ao paradeiro de Bobi Wine, após revelações de que a polícia e o exército
teriam levado a cabo uma rusga à sua residência e de que Bobi Wine teria
conseguido, in extremis, "escapar" à prisão domiciliária.
“Posso confirmar que consegui escapar-lhes. Actualmente, não
estou em casa, embora a minha esposa e outros membros da família permaneçam em
prisão domiciliária”, afirmou Wine num comunicado publicado esta manhã. “Sei
que estes criminosos me procuram por todo o lado e estou a fazer tudo para
garantir a minha segurança”, acrescentou.
A polícia indicou, apenas, ter instalado postos de controlo em
zonas consideradas sensíveis do ponto de vista da segurança.
Antes das eleições, as autoridades ugandesas tinham cortado o
acesso à internet. Acesso que ainda não foi restabelecido.
A votação decorreu num clima “marcado por uma repressão e
intimidação generalizadas”, segundo a ONU e, pelo menos, 400 apoiantes de Bobi
Wine foram detidos durante a sua campanha, avança a ong Amnistia Internacional.
O opositor, habituado a usar um colete à prova de balas, acusou várias vezes o
governo de “fraude massiva” e de ataques a dirigentes do seu partido.ANG/RFI

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