Uganda/ Presidente cessante lidera contagem e opositor está em prisão domiciliária
Bissau, 16 jan 26 (ANG) - No Uganda, um dia depois das eleições presidenciais e parlamentares terem sido marcadas por cortes na internet, problemas técnicos e atrasos, o líder da oposição, Bobi Wine, foi colocado em prisão domiciliária na quinta-feira à noite, de acordo com o seu partido.
Esta sexta-feira de manhã, o
Presidente cessante, Yoweri Museveni, lidera a contagem de votos, segundo os
resultados preliminares.
Na quinta-feira à noite, horas depois de ter
votado, o líder da oposição ugandesa, Bobi Wine, foi colocado em prisão
domiciliária, com a esposa. A informação foi avançada pelo seu partido, a
Plataforma de Unidade Nacional, que acrescentou que o exército e a polícia
estão a cercar a residência.
Bobi Wine, um ex-cantor de 43 anos, é muito
popular junto dos jovens e é conhecido o "presidente do gueto", uma
referência ao bairro da sua infância numa das favelas da capital. Wine acusou o
Governo de "fraude eleitoral em massa".
Esta manhã, a comissão eleitoral informou que
o Presidente cessante, de 81 anos e há 40 no poder, lidera a contagem dos votos
das presidenciais. Com menos de metade das mesas de voto do país apuradas,
Yoweri Museveni tem 76,25% dos votos, contra 19,85% de Bobi Wine. O resto
divide-se pelos seis outros candidatos.
Estas eleições são vistas como uma pura
formalidade para o actual Presidente obter o sétimo mandato consecutivo, tendo
em conta que tem um controlo total do aparelho eleitoral e da segurança. A
mostrar isso mesmo está o corte da internet, desligada pelas autoridades desde
terça-feira, e fortes contingentes de segurança mobilizados para todo o país.
No dia da votação, houve problemas técnicos em todo o país, algo que a oposição
apontou como um acto "deliberado" para garantir a vitória de
Museveni. Ele próprio reconheceu ter sido testemunha das dificuldades técnicas
encontradas pelas máquinas biométricas para verificar a identidade dos
eleitores.
Esta sexta-feira, um deputado do partido de
Bobi Wine disse à France Presse que dez apoiantes do candidato foram
assassinados na sua casa pelo exército, na noite de quinta-feira.
Na semana passada, a ONU considerou que o processo eleitoral decorreu numa atmosfera "marcada pela repressão e intimidação generalizadas".ANG/RFI

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