Roménia/Governo rejeita unificação com Moldova e defende integração na UE
Bissau, 15 Jan 26 (ANG) - O Presidente da Roménia, Nicusor Dan, afirmou hoje que a integração europeia da vizinha Moldova é "uma das formas de aproximar os dois Estados", recusando implicitamente a proposta da líder moldava, que defendeu recentemente a união dos dois países.
O europeísta Nicusor Dan afirmou hoje que a Roménia nunca será indiferente "ao destino de um Estado onde o romeno é falado e sentido".
"Cada decisão política ou administrativa, cada reunião de alto nível ou técnica, aproxima-nos, até nos encontrarmos no lugar que nos corresponde na grande família europeia", disse o chefe de Estado romeno, num discurso perante diplomatas acreditados em Bucareste.
Neste sentido,
sublinhou que a integração europeia da Moldova -- país candidato à adesão à
União Europeia - representa "uma das formas de aproximar os dois
Estados", destacando os benefícios concretos deste processo.
"Se tivéssemos
um referendo, votaria pela reunificação com a Roménia. Está a tornar-se cada
vez mais difícil para um país pequeno como a Moldova sobreviver como
democracia, como Estado soberano e, claro, resistir à Rússia", disse a
Presidente moldava, Maia Sandu, numa entrevista a um órgão britânico, no início
desta semana.
No entanto, Sandu
admitiu que o apoio dos cidadãos moldavos à integração com a Roménia não é
maioritário.
Segundo a imprensa
local, a maioria dos moldavos também tem cidadania romena, embora apenas um
terço da população, cerca de 2,4 milhões de pessoas, apoie a união com a
Roménia.
A declaração da
Presidente moldava valeu-lhe críticas internas, com o Partido Socialista,
próximo da Rússia, a pedir a demissão de Sandu.
A Moldova, uma
antiga república soviética onde grande parte da população fala a língua romena,
situa-se numa região que entre 1918 e 1940 fez parte da Roménia, antes de ser
absorvida pela então União Soviética (URSS).
Após a dissolução
da URSS, a Moldova declarou a sua independência, embora tensões territoriais e
étnicas com a minoria de língua russa tenham persistido no país desde então.
Desde a invasão
russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo tem intensificado as
ingerências na Moldova, com partidos políticos pró-russos que procuram afastar
o país do caminho europeísta que Sandu defende.ANG/Lusa

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