Cultura / ONG Casa das Letras e Artes inicia celebrações do centenário de Vasco Cabral com Biblioteca de Rua
Bissau, 19 Jan (ANG) - A ONG Casa das Letras e Artes Vasco Cabral deu início às celebrações do centenário do poeta e ensaísta guineense Vasco Cabral com a realização de mais uma edição da iniciativa “Biblioteca de Rua”, dedicada à promoção da leitura em espaços públicos.
A atividade
decorreu na Praça dos Heróis Nacionais, onde, nas primeiras horas da tarde do
passado fim de semana, crianças, jovens
e estudantes foram atraídos por livros dispostos ao ar livre, criando um
ambiente acolhedor e educativo no centro da cidade.
Na biblioteca
de rua, o público teve acesso gratuito a diversas obras de escritores nacionais
e internacionais, entre as quais A Última Tragédia, de Abdulai Sila, Papá
Negado, de Eliseu Banori, Desesperança no Chão de Medo e Dor, de Tony Tcheka, O
Silêncio das Lágrimas, de Ismael Hipólito Djata, Palavras Suspensas, de
Francisco Conduto de Pina, Páginas da Minha Vida, de Renato Moura, Escritor no
Silêncio, de Carlos Vaz, e Calar Tem Grito, de Sá Sadino.
Estiveram
ainda disponíveis obras de literatura infantil, juvenil, poesia, história e
pensamento crítico.
O programa
incluiu momentos de leitura livre, conversas informais sobre literatura e
educação e interações entre leitores de diferentes idades, reforçando o papel
da leitura como instrumento de inclusão social, formação cívica e valorização
cultural.
Segundo a
diretora executiva da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá,
a iniciativa visa aproximar o livro do público e promover o acesso democrático
ao conhecimento. “Levar os livros para a rua é levar o conhecimento para onde o
povo está”, afirmou.
A
responsável explicou ainda que a Biblioteca de Rua está inserida no programa
anual de celebração do centenário de Vasco Cabral e tem como objetivo
incentivar a leitura como prática essencial para o desenvolvimento cultural e
cívico da sociedade.
“Quando se
fala de livro e leitura, fala-se de informação, conhecimento e poder”,
sublinhou.
Suaila
Fonseca Cá encorajou a população a aproveitar a iniciativa para criar o hábito
de leitura e desenvolver uma cultura de aquisição de livros, acrescentando que
eventos semelhantes serão organizados em todas as regiões do país.
A iniciativa
foi bem acolhida pelos participantes, que manifestaram o desejo de ver
atividades do género tornarem-se regulares nos espaços públicos da
Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG

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