Regiões/CAJ de Bafatá supera expectativas no atendimento aos utentes em 2025
Bafatá,
19 Jan 26 (ANG) – O Centro de Acesso à Justiça (CAJ) da região de Bafatá, leste
do país, registou em 2025, um número de atendimentos acima das expectativas,
ultrapassando os 200 utentes.
Segundo
o despacho de Correspondente regional da ANG para região de Bafatá, a
informação foi avançada pelo técnico do centro, Rino da Silva, no balanço anual
das actividades, que considerou de positivo.
Aquele
responsável disse que o resultado alcançado se deve, essencialmente, à dinâmica
dos técnicos e da equipa conhecida como “candonga da justiça”, que realizou
ações de sensibilização em várias comunidades da região e que permitiram aproximar a instituição da
população e incentivar os cidadãos a recorrerem aos serviços do CAJ.
De
acordo com o jurista, a maioria dos casos atendidos está relacionada com pensão
de alimentos, sendo que alguns foram resolvidos no próprio centro através de
mediação.
Rino
disse que os processos considerados mais
complexos foram encaminhados às instâncias competentes para tratamento
judicial.
Rino
da Silva esclareceu ainda que o Centro de Acesso à Justiça não substitui os
tribunais e que funciona apenas como uma estrutura de apoio e orientação
jurídica.
“O
CAJ não faz justiça, mas trabalha em parceria com o tribunal, que é a entidade
competente para o julgamento dos processos”, afirmou, acrescentando que todos
os casos complexos são remetidos para apreciação judicial.
Relativamente
às perspetivas para o presente ano, o responsável informou que a instituição
está a elaborar um plano de atividades com vista a dar continuidade às ações
desenvolvidas em 2025, com o objetivo de alcançar resultados ainda mais
positivos.
Defendeu
o envolvimento dos órgãos de comunicação social locais na sensibilização das
comunidades, sobretudo na divulgação de informações sobre violações dos
direitos humanos e violência baseada no género.
O
Centro de Acesso à Justiça da região de Bafatá foi inaugurado em 2013 e, desde
então, tem desempenhado um papel relevante na resolução de conflitos,
encaminhando para os tribunais os processos que exigem julgamento.
A
maioria dos casos acompanhados pela instituição está relacionada com violência
baseada no género, violações dos direitos humanos e pensão de alimentos.ANG/WP/MI/ÂC//SG

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