terça-feira, 27 de janeiro de 2026

       Moçambique/ Autoridades propõem alternativas perante as cheias

Bissau, 27 jan 26(ANG) - Em Moçambique, esta segunda-feira, começa o
transporte marítimo na ligação entre as províncias de Gaza e Maputo, a partir do Porto de Chongoene, para o transporte de bens alimentares e passageiros.

A iniciativa é do governo e visa responder à procura de transporte devido à impossibilidade de se efectuarem viagens, por estrada, face ao corte registado ao longo da EN1, entre as províncias de Maputo e Gaza.

O porta-voz do governo moçambicano, Inocêncio Impissa, informou sobre o início, nesta segunda-feira, do transporte marítimo para ligar as províncias de Gaza e Maputo, devido ao corte na Estrada Nacional 1 entre as localidades de Incoluana e 3 de Fevereiro. 

”A esta nova rota alternativa de ligação Gaza - Maputo juntar-se-à também a ligação ferroviária a partir da vila sede do distrito de Magude para a evacuação dos nossos concidadãos sitiados na vila da Macia”, declarou.

Inocêncio Impissa assegura que todas as condições estão criadas para a retirada dos cidadãos, na sua maioria viajantes impedidos usar a estrada há mais de uma semana.  

“O transporte dos cidadãos sitiados na Vila da Macia para a estação ferroviária da vila sede do distrito de Magude será garantida por um autocarro numa operação organizada e realizada pelo governo. O governo de Moçambique reuniu com empresários da província de Sofala para garantir disponibilidade de bens a partir da cidade da Beira, estando assegurado todo o abastecimento, incluindo em combustíveis”, acrescentou.

Também esta segunda-feira, uma embarcação que transporta produtos para ajuda humanitária e passageiros deixou o Porto de Maputo com destino ao Porto de Chongoene, na província de Gaza, o mais afectado pelas cheias e inundações.

Quase 100 mil pessoas estão em centros de abrigo em Moçambique, devido às cheias que afectaram mais de 650 mil pessoas desde 7 de Janeiro, com 12 mortos, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres. Centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique. Desde o início da época das chuvas, em Outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 131 pessoas em Moçambique.

Continuam acções e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, sobretudo em Maputo e Gaza. Estão envolvidos nestas operações mais de uma dezena de meios aéreos, incluindo da África do Sul, bem como embarcações privadas e da Marinha de Guerra. Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) enviou uma Equipa de Resposta a Emergências para apoiar Moçambique e África do Sul face às cheias das últimas semanas.ANG/RFI

 

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