Nigéria/CEDEAO aposta na tecnologia digital para acelerar integração regional
Bissau, 26 Jan 26(ANG) – Os participantes da consulta regional da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) sobre transformação digital formularam uma série de recomendações em Lagos, na Nigéria, com o objetivo de tornar a tecnologia digital uma alavanca estratégica para a integração regional.
O encontro organizado no âmbito do processo consultivo da cúpula
“Visão 2050” da CEDEAO, reuniu, de 20 a 22 de janeiro de 2026, representantes
do setor privado, organizações da sociedade civil, profissionais da mídia,
acadêmicos e jovens para debater os desafios da economia digital e da
governança tecnológica.
Ao final do workshop, os participantes recomendaram que a
transformação digital seja posicionada como o principal motor da integração,
por meio da criação de um mercado digital único e da adoção de um código
digital comunitário. Eles enfatizaram a necessidade de fortalecer
infraestruturas críticas, incluindo banda larga, sistemas de identidade
digital, computação em nuvem e a interoperabilidade de serviços públicos, para
garantir o acesso equitativo e seguro à tecnologia, especialmente para
populações rurais e vulneráveis.
Os participantes também defenderam a harmonização dos quadros
regulamentares e dos mecanismos de cibersegurança, através da consolidação das
leis de proteção de dados e do estabelecimento de um quadro regional comum para
a segurança das infraestruturas digitais.
A promoção da ciência, da tecnologia e da inovação está entre as
áreas prioritárias, com apelos para aumentar o investimento em pesquisa e
desenvolvimento, criar centros regionais de excelência e fortalecer as
parcerias entre a academia e o setor produtivo.
A inclusão de jovens e mulheres no ecossistema digital foi
considerada essencial para reconhecê-los como atores plenos na inovação e na
integração regional.
Também foi recomendada uma estrutura ética para a inteligência
artificial, com o objetivo de garantir o uso responsável que respeite os
direitos humanos e de limitar os riscos associados a vieses algorítmicos,
violações de privacidade e desinformação. Enfatizou-se ainda o fortalecimento
da alfabetização digital e da compreensão da IA em todos os níveis.
Os meios de comunicação e a comunicação constituem outro pilar
estratégico, com recomendações a favor do apoio à rádio comunitária, da
promoção do jornalismo ético, da valorização do conteúdo multilingue e do
envolvimento cívico através de plataformas digitais e redes sociais.
Por fim, os participantes apelaram à mobilização de parcerias
inovadoras e mecanismos de financiamento, envolvendo os setores público e
privado, a fim de traduzir estas orientações em programas concretos e assegurar
o seu acompanhamento a nível político e institucional.ANG/Faapa

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