França/Emmanuel Macron recebe primeiros-ministros da Dinamarca e Gronelândia
Bissau, 28 jan 26(ANG) - O Presidente francês recebe,
esta quarta-feira, no Palácio do Eliseu, os primeiros-ministros da Dinamarca e
da Gronelândia para um almoço de trabalho focado na segurança da região do
Ártico, numa altura em que, nas últimas semanas, Donald Trump ameaçou, por
diversas vezes, anexar a Gronelândia.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette
Frederiksen, e o chefe do governo gronelandês, Jens Frederik Nielsen, chegarão
ao Palácio do Eliseu pelas 13 horas, e serão recebidos, a seu pedido, pelo
chefe de Estado francês. Os dois líderes querem agradecer o apoio de Paris
manifestado nas últimas semanas.
Emmanuel Macron tem sido um dos
dirigentes europeus mais vocais no que à defesa da maior ilha do mundo diz
respeito. Houve inclusivamente vários momentos de tensão e troca de duras
críticas entre Macron e Trump. Durante esse período, França fez a escolha,
juntamente com outros países europeus, de enviar cerca de 15 militares para a
Gronelândia, com efeito de dissuasão.
Emmanuel Macron já disse mesmo, de forma
contudente, que a Gronelândia não será comprada, nem anexada e que, caso a
soberania da Dinamarca seja colocada em causa, existirão consequências
inéditas. O Presidente francês leva a sério as ambições imperialistas do
Presidente americano e já disse que temos de recusar um mundo onde impere a lei
do mais forte e que não podemos ser vassalos de Washington.
Entretanto, na Fórum Económico Mundial,
em Davos, Donald Trump esteve reunido com o secretário-geral da NATO e parece
ter recuado no seu desejo de anexar esta ilha sob soberania dinamarquesa,
referindo ter chegado a um acordo de princípio, sem, contudo, revelar mais detalhes.
Face a esta escassez de informação e
depois de constantes ameaças nas últimas semanas, reina na Europa um
ambiente de alguma desconfiança e é por isso que o Presidente francês quer
reiterar, uma vez mais, o apoio de França, de forma formal e inequívoca, hoje
neste encontro.
França também irá abrir um consulado
geral, em Nuuk, já no próximo dia 06 de Fevereiro, uma abertura que não será
apenas simbólica. Este passo importante tem também como objectivo inserir
França no xadrez estratégico do Ártico, onde vários países tentam disputar
influência sobre rotas marítimas, recursos minerais e pesquisas científicas.ANG/RFI

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