Brasil/Lula pede a Trump reforço conjunto no combate ao crime organizado
Bissau, 27 Jan 26(ANG) – O chefe de Estado do Brasil, Lula da Silva, pediu hoje ao homólogo norte-americano, Donald Trump, o “fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado”, segundo a presidência brasileira.
Durante uma conversa telefónica que durou cerca de 50 minutos, Lula da Silva reiterou a proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado.
O chefe de Estado brasileiro “manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras”.
De acordo com o Palácio do Planalto, “a proposta foi bem recebida pelo Presidente norte-americano”.
Em dezembro, os dois líderes já tinham abordado este tema, com Lula da Silva a dizer que era "urgente" o reforço da cooperação entre os dois países contra o crime organizado.
Dias depois dessa conversa, o Governo brasileiro identificou mais de uma dezena de fundos norte-americanos que lavam dinheiro do crime organizado do Brasil.
De acordo com o ministro brasileiro, cerca de 15 fundos no estado norte-americano de Delaware servem para "lavar dinheiro do crime organizado do Brasil e remeter esse dinheiro para o Brasil, 'limpo', como investimento direto estrangeiro para aquisição de empresas brasileiras, de ativos brasileiros, propriedades brasileiras".
Na conversa de hoje, para além de terem abordado temas globais como Gaza e Venezuela, os dois chefes de Estado “trocaram informações sobre indicadores económicos dos dois países, que apontam boas perspetivas para as duas economias.
“Ambos
saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no
levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos
brasileiros”, frisou o Governo brasileiro, acrescentando ainda que ambos
"acordaram a realização de uma visita do Presidente, Lula [da Silva] a
Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro,
em data a ser fixada em breve".
ANG/Inforpress/Lusa

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