Moçambique/
Cheias atingem níveis históricos
Bissau, 29 jan 26(ANG) - Em Moçambique, as cheias
continuam e atingem níveis históricos, nomeadamente no Sul do país, deixando um
rasto de morte e destruição.
Segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de desastres, num boletim publicado nesta segunda-feira, as cheias em Moçambique já mataram pelo menos 137 pessoas, e destruíram mais de 700 casas.
A província de Gaza, no Sul do país,
continua a ser a mais afectada. Em Xai-Xai, capital provincial, a reportagem da RFI encontrou no meio do pátio de uma escola Lemonia João
Langa.
A habitante é
obrigada agora a permanecer aqui com os seus três filhos já que a sua casa foi engolida pelas águas na semana
passada.
"Estávamos a dormir, então de
repente ouvimos gritos a dizer que a água já estava a sair do rio aí no
Mira-Rio. Só levei as crianças, saímos sem nada. Então quando voltei, numa de
querer levar documentos, já a água estava nessas partes", afirmou Lemonia
João Langa.
Julius Toia tem 61 anos, sempre viveu em Xai-Xai e nunca pensou ser testemunho de um desastre
desta dimensão.
"Quando a água entrou na cidade,
estava a chover, a chuva não estava a parar. Tinha medo. Já estava a tremer. Já
passei por estas todas inundações: em 1977, vi. Cheias de 2000, vi. Cheias de
2013, vi. Esta foi a maior. Isto foi muito rápido", frisou Julius
Toia.
Nesta segunda-feira, as autoridades
declararam que as necessidades para reconstruir o país podem ascender aos 360
milhões de dólares.
A União
Europeia já financiou o envio de 88 toneladas de materiais essenciais por avião, que serão distribuídos aos afectados pelas cheias
sobretudo em Maputo e Gaza.

Sem comentários:
Enviar um comentário