sexta-feira, 24 de abril de 2020


Dia Mundial Paludismo/OMS alerta  sobre impacto devastador da doença na família e sociedade

Bissau, 24 Abr 20 (ANG) – A Organização Mundial de Saúde (OMS), chama atenção sobre o impacto devastador do paludismo nas famílias, comunidades e na sociedade numa altura em que a humanidade é confrontada com a pandemia do Covid-19.

De acordo com o comunicado desta organização entregue hoje a ANG, a OMS, numa mensagem alusiva ao Dia Mundial do paludismos que se celebra sábado 25 de Abril, sob o  lema “Zero Paludismo .Começa Comigo”, frisa que o evento vai permitir igualmente destacar a importância de manter sistemas de saúde resilientes e continuar a fornecer serviços essenciais aos utentes, mesmo em tempo de crise.

“Desde 2000, os esforços globais que têm sido feitos, permitiram reduzir drasticamente a carga global do paludismo, graças ao maior compromisso financeiro e politico dos países do mundo inteiro, permitindo alargar as intervenções de forma eficaz e obter melhores resultados”, lê-se na nota.

 Na missiva, a Organização Mundial de Saúde indica  que, apesar de muitos países do mundo estarem perto de eliminar o paludismo e menos comunidades viverem com medo de uma picada do mosquito, a luta pela erradicação total está longe de terminar.

O comunicado salienta que esta doença afeta ainda metade da população mundial sendo que, as grávidas e crianças com menos de cinco anos, em África subsaariana, são os que sofrem mais com a doença.

“Portanto, enquanto o mundo luta para responder ao Covid-19, existe um risco significativo de que os programas de prevenção e tratamento do paludismo sejam interrompidos “, alerta a OMS.

Segundo a OMS,  na região africana, em 2018, não obstante os esforços da organização para controlar a doença, registou-se 213 milhões de casos, representando 93 por cento dos casos recenseados no mundo inteiro e das 400 mil mortes anuais por paludismo, 94 por cento ocorrem na região africana, sendo crianças com menos de cinco anos o grupo mais vulnerável, uma vez que apresentam 67 por cento do óbitos.

Na Guiné-Bissau segundo o documento, apesar dos esforços despendidos pelas autoridades sanitárias com o apoio dos parceiros, o paludismo continua a ser um dos grandes problemas de saúde pública.

“O lema da celebração do Dia Mundial do Paludismo, enfatiza o poder e a responsabilidade, não importa onde vivamos, para garantir que ninguém morra por picada de mosquito e que todos os actores políticos, sociedade civil e a comunidade académica e o público em geral tomem acções que protejam famílias, comunidades e permitam alcançar á médio prazo, um mundo livre de paludismo.ANG/MSC/ÂC//SG



Reações / Domingos Simões Pereira lamenta que CEDEAO “abandone tolerância zero” contra golpes de Estado

Bissau,24 Abr.20(ANG) -  O candidato às eleições presidenciais da Guiné-Bissau Domingos Simões Pereira lamentou quinta-feira que a CEDEAO tenha abandonado o princípio de “tolerância zero” contra golpes de Estado ao reconhecer o seu adversário como vencedor.
“A minha primeira reação é de profunda tristeza. Tristeza por ver uma organização como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) abandonar o princípio da tolerância zero perante golpes de Estado”, afirmou à Lusa Domingos Simões Pereira, que interpôs um recurso no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) a contestar os resultados e que ainda não foi analisado.

Num comunicado quinta-feira divulgado à imprensa a Comissão interministerial da CEDEAO referiu que os chefes de Estado e de Governo desta organização decidiram numa reunião, cujo local e data não foi revelado, reconhecer Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau, e pediram a nomeação de um novo primeiro-ministro e  a formação de um novo Governo ,com base nos resultados das legislativas de março de 2019, ganhas pelo PAIGC, até ao dia 22 de maio. ANG/Lusa


Política /Sissoco Embaló disse que nomeou Nuno Nabiam com base na Constituição

Bissau,24 Abr.20(ANG)  - O  presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou quinta-feira que nomeou o Governo de Nuno Nabian com base na Constituição da Guiné-Bissau e através de um decreto presidencial.
"O Governo que nomeei foi com base na Constituição da República, através de um decreto presidencial, mas, para mim, teremos tempo para sentar com todos os atores políticos", afirmou Sissoco Embaló, quando questionado sobre o pedido da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de nomear um novo Governo com base na Constituição até 22 de Maio.
Num comunicado quinta-feira divulgado por alguns órgãos de comunicação social internacional e nas redes sociais, em nome da Comissão ministerial da CEDEAO refere-se que os chefes de Estados e de Governo da CEDEAO, numa reunião, cuja data e local não foram indicadas,   decidiram reconhecer  Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das presidenciais da Guiné-Bissau .
 O mesmo comunicado da comissão interminesterial da CEDEAO refere que os chefes de Estados e de Governo da CEDEAO pediram ao Umaro Sissoco Embaló que nomeasse um novo primeiro-ministro e novo governo, com base nos resultados das eleições legislativas de Março de 2019, ganhas pelo PAIGC.
"Só há uma coisa que não vou negociar, os valores do Estado da Guiné-Bissau", afirmou Umaro Sissoco Embaló, que falava à imprensa na Presidência da República, depois de ter participado na reunião virtual dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO.
Umaro Sissoco Embaló salientou também que a Guiné-Bissau faz parte das organizações internacionais, mas que é preciso não esquecer que "quem tem competência para dizer quem venceu as eleições é a CNE (Comissão Nacional de Eleições) e não a CEDEAO".
"A CEDEAO fez o seu papel enquanto comunidade oeste africana", disse o general guineense, salientando que a sua vitória eleitoral nunca esteve em causa.
"Mesmo Domingos Simões Pereira nunca disse que ganhou as eleições em todas as suas declarações. E a primeira pessoa que me felicitou foi o cidadão Domingos Simões Pereira, mas há jogos políticos que eu respeito. É por isso que nunca o ataquei. A democracia tem jogos políticos", frisou.
Umaro Sissoco Embaló referiu que passou a ser Presidente da República no dia em que a CNE disse que ganhou a segunda volta das presidenciais, realizadas em 29 de Dezembro.
Questionado sobre se vai convocar os partidos políticos com assento parlamentar para formar um novo Governo até 22 de Maio, Umaro Sissoco Embaló respondeu que os conselhos não são demais e que tem "muitos conselheiros".
"Se virem bem desde que tomei posse não houve nenhuma condenação à figura do Presidente da República por parte de nenhum partido na Guiné-Bissau, nem da parte do cidadão comum, nem lá fora por parte de alguma organização internacional. Quero dizer que estou disponível para me sentar com toda a gente. Eu sou árbitro não estou a fazer política, não sou partido político. Os partidos têm que se entender entre eles", acrescentou.
Umaro Sissoco Embaló reafirmou também que não vai permitir bloqueios institucionais na Guiné-Bissau, que não pode falhar na quinta República.
Umaro Sissoco Embaló, dado como vencedor das presidenciais pela Comissão Nacional de Eleições, autoproclamou-se Presidente do país em Fevereiro, quando decorria no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pelo candidato Domingos Simões Pereira.
Na sequência da sua tomada de posse, demitiu Aristides Gomes do cargo de chefe do Governo, saído das legislativas de 10 de Março, e nomeou Nuno Nabian para o cargo de primeiro-ministro, bem como um novo Governo, que acabou por assumir o poder com o apoio dos militares.
Os principais parceiros internacionais da Guiné-Bissau apelaram a uma resolução da crise com base na lei e na Constituição do país, sublinhando a importância de ser conhecida uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça sobre o recurso de contencioso eleitoral.
O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.ANG/Angop


quinta-feira, 23 de abril de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

 Covid-19/Nutricionista João Malu recomenda  alimentos com vitamina A,C e D

Bissau 23 Abr 20 (ANG) – O médico nutricionista guineense aconselhou hoje a população a se alimentar de uma forma equilibrada neste período de coronavirus consumindo  vitaminas A,B e C para reforçar suas imunidades na luta contra a pandemia.

Nutricionista João Jaque Sanca Malú
João Jaque Sanca Malu, numa entrevista exclusiva à ANG para falar sobre a importância da dieta alimentar na prevenção e combate ao coronavirus, disse que a dieta é fundamental não só neste momento em especial mas sempre, ou seja, a dieta não é ficar sem comer como muitos pensam, mas sim alimentar de uma forma equilibrada.

“Isso significa que temos que tomar pequeno-almoço, almoço e jantar ou seja consumir os alimentos dos três grupos que são protectores, energéticos e construtores. Comendo um desses alimentos em cada refeição pode-se dizer que a pessoa tem uma dieta equilibrada. Mas consumindo só de um grupo não se está a fazer uma boa dieta”,explicou.

Malu disse que, por isso neste período de coronavirus aconselha as pessoas a  consumirem os alimentos com as vitaminas acima mencionadas que ajudam na resistência e fortificam a imunidade das pessoas.

Questionado se os alimentos com estas vitaminas fazem parte da dieta alimentar dos guineenses, o nutricionista respondeu que até hoje está-se a fazer um estudo sobre  a criação de uma “Guia Alimentar “, no país.

Informou que se a Guiné-Bissau tivesse uma Guia Alimentar nacional  ajudaria muito, frisando que os Serviços de Nutrição têm em carteira uma iniciativa neste sentido,mas por falta do apoio financeiro ainda não foi concretizada.

“Mas penso que no futuro o país vai dispor deste importante instrumento que vai ajudar as pessoas sobre  como alimentar e conhecer as dozagens existente a nível dos alimentos.

Afirmou que pretende-se igualmente saber o tipo de vitamina que cada fruta pode oferecer as pessoas por exemplo quando dizer manga que é muito rico em vitamina A, caju em vitamina C e pimenta que também é rico em vitamina A ,batata doce entre outros.

João Jaque disse que, contudo, os alimentos alcalinos fazem parte da dieta alimentar dos guineenses, o país como disse não tem uma guia que mostra o valor da cada alimentos e dos pratos locais.

“Por isso aconselho as pessoas a consumirem as frutas como manga, caju, limão que ajudam a fortificar a imunidade pessoal para poder ter defesa corporal, frisando que se os vírus do Covid-19, apanhar uma pessoa que tem uma boa sistema imunitária no seu corpo vai ser difícil de o vencer.

O médico sublinhou que as pessoas que mais estão a morrer no mundo, são os idosos isso porque já perderam as suas forças e qualquer vírus torna mais fácil contraí-la ,tendo aconselhado aos guineenses a se prevenirem e respeitarem as medidas das autoridades sobretudo sanitárias, respeitando a sensibilização que passa nos órgãos de comunicação social e dos voluntários nos bairros ou seja ficar em casa,  e, se vai sair,  usar as máscaras ou luvas protegendo a ti ,teus amigos e a família.

“O alimentos pertencentes aos três grupos são os da vitamina A, denominadas anti-infecciosa, segundo os estudos, reduzem a mortalidade e morbidade em pacientes com diferentes doenças infecciosas casos da HIV, sarampo, pneumonia e poderá ser uma opção promissora no tratamento e prevenção da infecção pulmonar”, disse.

De acordo com o médico nutricionista são alimentos que contem a vitamina C conhecido como poderoso antioxidante, acrescentando que ela atua no sistema, imune e protege contra coronavírus segundo Hemila (2003) num artigo intitulado “Vitamin C And Sars Coronavírus “que sugerem que esta vitamina pode prevenir fragilidades respiratórias em certas condições.

Indicou  a vitamina D, conhecido como nutriente e hormónio também sintetizada no corpo com ajuda da luz solar, que além de ajudar na integridade óssea e maturação de células de defesas de idosos com deficiência, frisando que o vírus descoberto em 2019 na China pode afectar  mais as pessoas  que estão com deficiência de vitamina D, deste modo poder ser uma das opções terapêutica para o tratamento desse novo vírus.

Afirmou que as fontes desta vitamina são a sardinha, atum, iogurte, manteiga e tomar 15 minutos de sol por dia. ANG/MSC/ÂC//SG



Covid-19/Associação dos moradores de Bairro Ajuda defende uso obrigatório de máscaras no mercado  local

Bissau, 23 Abr 20 (ANG) – O porta-voz da Associação dos moradores de Bairro de Ajuda defendeu hoje o uso obrigatório de   máscaras pelos utentes do novo mercado do bairro, a partir do dia 25 do corrente mês, como forma de diminuir os riscos de contaminação pelo novo coronavirus.

 Anastácio Cardoso falava à ANG sobre iniciativas que a associação leva a cabo no quadro de prevenção contra a pandemia de coronavírus.

 “No primeiro dia de abertura do mercado improvisado de Bairro Ajuda oferemos as máscaras às vendedeiras e compradores, os que não comparecerem devem arranjar as suas máscaras para usar durante a acção de compra e venda”, recomendou o porta-voz.

Cardoso acrescentou que iniciaram o trabalho de sensibilização e de apoio com baldes de lixívia para desinfecção das mãos com o apoio dos moradores de Bairro Ajuda que estão a viver no estrangeiro.

Revelou  que receberam recentemente um montante de 800 mil francos CFA, por parte do ministro da Administração Territorial e Poder Local.

O porta-voz daquela organização lançou um apelo aos jovens de diferentes bairros de Bissau no sentido de colaborarem cada vez mais para diminuir os riscos de contaminação, uma vez que segundo ele, o Covid-19 merece bastante atenção por  ser tão perigoso.

Por sua vez, o supervisor da Cruz Vermelha, Sabino Quessangue considerou de dificil o trabalho de sensibilização na Guiné-Bissau pelo o facto de muitos se duvidrem da existência da doença no país.

“Apesar da sensibilização ser tão difícil, já conseguimos fazer algo de positivo, porque fazemos com que muitos passarem a acreditar na existência da doença. Muito embora mudar a forma de pensar das pessoas é sempre um longo processo, mas a nossa luta continuará sempre”, garantiu Quessangue.

Explicou que estão a trabalhar com o financiamento de Alto Comissariado para os Refugiado (HCR) e que, por isso, têm um número reduzido de pessoas no terreno.

Apelou ao governo no sentido de redobrar esforços no que concerne ao apoio à Cruz Vermelha, de modo a permitir com que faça melhor o trabalho de sensibilização, de orientação e de dar os primeiros socorros , caso fôr necessário.

Questionado se a Cruz Vermelha não recebeu apoio por parte do governo até o preciso momento, respondeu que não, acrescentando que até ao preciso momento só estariam a  trabalhar com o apoio de HCR.ANG/AALS/ÂC//SG







                 Covid-19/ líderes da África Ocidental discutem pandemia

Bissau,23 Abr. 20(ANG) - Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúnem-se hoje (23) por videoconferência para debater o combate à pandemia da covid-19 na região.
 “Os chefes de Estado abordarão a situação e o impacto da pandemia de coronavírus (Covid-19) na região da CEDEAO”, anunciou a organização, na sua página oficial nas redes sociais, sobre a cimeira, que será conduzida a partir de Abuja, na Nigéria.
Estão previstas intervenções do presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki -Mahamat, cabendo ao presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou, uma apresentação sobre a situação e o impacto da pandemia na região.
A agenda da reunião prevê ainda alocuções de Issoufou Mahamadou, Presidente do Níger, na qualidade de presidente da conferência dos chefes de Estado e de Governo, e do representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (UNOWAS), Mohamed Ibn Chambas.
A CEDEAO “disponibilizou imediatamente apoio financeiro, complementar à assistência recebida de parceiros internacionais, para a aquisição de material e equipamento médico essencial para a luta contra a pandemia”, recordou a organização.
Além dos lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau, a CEDEAO integra também o Benim, Burkina Faso, Cote d’Ivoire, Gâmbia, Ghana, Guiné-Conakri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.ANG/Angop



Covid-19/ Mortes no mundo ultrapassam barreira dos 180 mil e mais de 2,6 milhões de infectados

Bissau,23 Abr 20(ANG) -  A pandemia do novo coronavírus já matou 181.234 pessoas e infectou mais de 2,6 milhões em todo o mundo desde Dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 GMT de hoje, baseado em dados oficiais dos países.
De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, até às 19:00 GMT de hoje, 2.602.670 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 193 países e territórios desde o início da epidemia, em Dezembro passado na província chinesa de Wuhan.
Contudo, a AFP alerta que o número de casos diagnosticados reflecte apenas uma fracção do total real de infecções, já que um grande número de países está a testar apenas os casos que requerem tratamento hospitalar. Entre esses casos, pelo menos 593.800 são hoje considerados curados.
Desde a contagem feita às 19:00 GMT de terça-feira, 5.576 novas mortes e 60.299 novos casos foram registados em todo o mundo.
Os países com mais óbitos são os Estados Unidos, com 1.105 novas mortes, o Reino Unido (759) e a França (544).
Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de Fevereiro, são o país mais afectado do mundo em termos de mortes e de casos, com 45.950 óbitos em 835.316 casos.
Pelo menos 76.070 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades de saúde norte-americanas.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são a Itália, com 25.085 mortes em 187.327 casos, a Espanha, com 21.717 mortes (208.389 casos), a França, com 21.340 mortes (155.860 casos) e o Reino Unido, com 18.100 mortos (133.495 casos).
A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de Dezembro, contabilizou oficialmente um total de 82.788 casos (30 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 4.632 mortes (nenhuma nova) e 77.151 recuperações.
A Europa totalizava às 19:00 GMT de hoje 112.855 mortes, para 1.261.757 casos, os Estados Unidos e o Canadá 47.973 mortes (875.112 casos), a Ásia 7.389 mortes (178.630 casos), o Médio Oriente 5.902 mortes (137.642 casos) , a América Latina e no Caribe 5.797 óbitos (116.131 casos), África 1.223 mortes (25.461 casos) e a Oceânia 95 (7.942 casos).
Essa avaliação foi realizada usando dados colectados pelos escritórios da AFP das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).ANG/Angop


Covid-19/ Técnicos da Clínica Madrugada livres de pandemia, mas o país registou dois novos casos 

Bissau,23 Abr.20(ANG) - Os vinte técnicos da “Clínica Madrugada” em quarentena, na sequência de um caso suspeito por contaminação, estão livres de Covid-19, segundo os resultados de análises divulgados  quarta-feira, porém, o número de infetados subiu de 50 para 52 casos confirmados positivo.
Os funcionários que se encontravam em quarentena e uma paciente em confinamento desde 12 do mês em curso, devido à morte de uma suspeita que a clínica atendeu poderão, assim, retomar a sua rotina.
As informações foram dadas na habitual conferência de imprensa, no quadro do diário do boletim epidemiológico sobre a evolução da COVID-19 na Guiné Bissau pelo porta-voz do Centro de Operação de Emergência em Saúde (COES), Tumane Baldé.
Segundo porta-voz do COES, dois novos casos, um adulto de sessenta anos residente em Canchungo e uma criança de seis anos, em Bissau, elevam para 52, o número dos casos, dos quais três estão recuperados e 49 continuam em tratamento, sem registo de óbito.
“A situação de 43 suspeitos que recusam, liminarmente, serem submetidos a exames, não evoluiu, apesar de o caso ser do conhecimento do governo, através do ministério da saúde pública”, frisou.
Tumane Baldé assegurou que a ” Clínica da Madruga” poderá reabrir para breve as suas portas “uma vez que foram seguidos os critérios necessários para despistagem da COVID-19”.ANG/O Democrata

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Prevenção contra Coronavírus

Não permita que o Medo, Pânico ou a Negligência te entregue ao Coronavírus. Sair sem necessidade pode te levar a isso. Fique em Casa.

O Cronovírus anda de pessoa à pessoa. Não consegue viver para fazer estragos(matar) fora do ser humano. Evita a contaminação, lavando sempre as mãos bem com sabão.

Beba sempre água para evitar que sua garganta fique seca.

Garganta húmida leva o vírus directamente para o estômago, aí morre, por força de sucos gástrico produzidos pelo estômago.

Evite lugares onde haja muita gente. Afaste-se de alguém que tosse.

Recomendações médicas de Prevenção contra Coronavírus//ANG

Politica/Presidente da República convida guineenses a se prepararem para novas eleições legislativas

Bissau 22 Abr 20 (ANG) – O Chefe de Estado da Guiné-Bissau alertou hoje o povo  guineense a preparar para as eleições legislativas, caso prevalece o bloqueio parlamentar, frisando que ninguém voltará a sequestrar o país.

Umaro Sissoco Embalo, em declarações à imprensa no final de visita que efectuou hoje ao Estado Maior General das Forças Armadas, afirmou que não tem nenhum receio em dissolver o parlamento caso prevalecer o bloqueio.

“Eu e o ex-Presidente José Mário Vaz somos diferentes. Por isso não admito situações que o ex. Presidente José Mário Vaz admitiu. Se o impasse continuar no parlamento vou, pura e simplesmente, dissolve-lo e convocar novas eleições legislativas”, avisou Umaro Sissoco Embalo.

Falando do estado de emergência por ele decretado no país para prevenção ao Covid-19 e a situação de fome que ameaça a população, Sissoco Emblao disse que enquanto a situação de risco continuar  vai, paulatinamente, continuar a tomar medidas  adequadas de prevenção, seguindo o concerto das nações à que a Guiné-Bissau faz parte.

“Por isso, quero poupar o dinheiro do Estado ou seja quem não trabalha não vai receber. Se o parlamento voltar a  bloquear os seus funcionários não vão receber”, avisou, acrescentando que já informou ao  ministro das Finanças para que tome medidas nesse sentido.

O Chefe de Estado afirmou que, quem quiser sequestrar a Guiné-Bissau vai pagar muito caro, salientando que ninguém está acima da justiça, adiantando que quem roubar o dinheiro do Estado vai devolvê-lo a procedência e caso não o fizer  serão confiscados os seus bens.

“Só existe um chefe no país apesar da separação de poderes.Por isso, aviso o Governo para que se entende com o Parlamento. Mas caso isso não acontecer que preparem para o pior”, frisou.

Umaro Sissoco Embaló disse que enquanto Comandante das Forças Armadas deve agradecer a engenharia militar pelo trabalho feito no local onde os doentes de coronavirus serão albergados, e que  também os encoraja  pelo trabalho de sensibilização que estão a fazer.

Embaló confirma que participa, quinta-feira,através de video-conferência, na Cimeira dos Chefes de Estados da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), destinada a  analisar a pandemia de coronavírus no mundo. ANG/MSC/ÂC//SG





Covid-19/ Guiné-Bissau mantêm-se com 50 casos e autoridades admitem melhoria de infectados   

Bissau,22 Abr.20(ANG) - O porta-voz do Centro Operacional de Emergência em Saúde (COES), Tumane Baldé, admitiu esta terça-feira, que nos próximos dias poderá registar uma melhoria entre pessoas infetadas por novo Coronavírus (Covid-19) na Guiné-Bissau.
O porta-voz de COES fez essa observação durante a apresentação do diário epidemiológico de covid-19, na qual informou que o Laboratório Nacional da Saúde da Guiné-Bissau procedeu, nas últimas 48 horas, a análise de 56 amostras e das quais 54 deram negativo.
“O que quer dizer que não houve casos novos na Guiné-Bissau. Todos os 54 casos [Bissau e Canchungo] que deram negativo eram de pessoas de contato com pessoas infetadas. Tivemos  dois casos positivos que já estavam confinadas em tratamento. Depois de 15 dias repetimos as análises e deram de novo positivo”, esclareceu.
“Isto significa que não há crescimento de casos de infetados por Coronavírus no país mantendo-se em 50”, reforçou.
Relativamente ao boletim clínico das três pessoas declaradas curadas e mais 21 outras confinadas desde a primeira semana em que a doença foi diagnosticada na Guiné-Bissau, Baldé indicou que os exames já foram remetidos de novo ao laboratório e dentro de 48 horas, o país poderá ter “boas notícias” relativamente a esses casos.
Em relação às pessoas confinadas na “Clínica Madrugada” na sequência de um caso suspeito por Covid-19, Baldé assegurou que já se fez a colheita das amostras e que até hoje, 22 de abril  os resultados  relativos a esse assunto poderão ser conhecidos.
O porta-voz do COES assegurou que a capacidade técnico-institucional do laboratório está a melhorar e disse acreditar que com a chegada de novos materiais ao país, nos próximos dias, o laboratório terá a capacidade de fazer mais análises e futuramente chegar às regiões.
Revelou que a lista de 43 pessoas que rejeitaram fazer as análises já foi entregue ao ministro da Saúde Pública e que este terá convocado as instituições legais competentes para abordar essa matéria com pessoas em causa. 
“A investida de Canchungo não parou, a nossa equipa médica continua no terreno. Fizeram-se as colheitas de mais ou menos 20 pessoas foram analisadas e deram negativo e alguns ainda estão por analisar. Vamos continuar a aguardar pelas recolhas que vão ser analisadas hoje”, notou.ANG/O Democrata


Comunicação social/Guiné-Bissau com maior queda na liberdade  de imprensa

Bissau,22 Abr.20(ANG) - A liberdade de imprensa deteriorou-se em três dos nove países lusófonos, com a Guiné-Bissau a sofrer a maior queda e Timor-Leste a registar a subida mais acentuada no índice anual da organização Repórteres Sem Fronteiras, divulgado terça-feira.

De acordo com o índice que classifica a liberdade de imprensa no mundo e avalia 180 países, entre os países lusófonos, Guiné-Bissau, Brasil e Moçambique registaram piores resultados do que na avaliação anterior, enquanto Portugal, Timor-Leste e Angola melhoraram e Cabo Verde e Guiné Equatorial mantiveram as posições do índice anterior.

A Guiné-Bissau, que este ano surge no 94.º lugar, caiu cinco posições.

Os Repórteres sem Fronteiras (RSF) consideram que "o impasse político" que se vive no país tem sido "um obstáculo à liberdade de imprensa".

A organização assinala a ocupação, no início de 2020, da sede da rádio e televisão nacionais por militares próximos do autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, no contexto da crise política surgida após a segunda volta das presidenciais de dezembro de 2019.

Na avaliação dos RSF, os media e jornalistas do país continuam "extremamente vulneráveis" às pressões políticas e económicas, o acesso livre à informação não está garantido e prevalece a autocensura na abordagem às falhas governamentais, ao crime organizado e à influência dos militares na sociedade.

O índice regista ainda a queda de dois lugares do Brasil, que passou do lugar 105.º para 107.º, e de uma posição de Moçambique (do 103.º para o 104.º).

Os RSF consideram que o Brasil permanece um país "particularmente violento" para a imprensa.

"O Presidente Bolsonaro, os seus próximos e vários membros do governo insultam e humilham regularmente alguns dos mais importantes jornalistas e media do país, promovendo um clima de ódio e desprezo pelo jornalismo", adianta a organização.

Em Moçambique, os RSF denunciam "fortes pressões" e "agressões frequentes" a jornalistas independentes.

Assinalam, por outro lado, a "quase impossibilidade" de os jornalistas acederem ao norte do país, onde grupos armados têm atacado localidades, pilhado e matado civis, adiantando que dois jornalistas que o tentaram fazer ficaram detidos durante quatro meses em 2019.

Apontam, por outro lado, a cada vez maior dificuldade de os jornalistas estrangeiros em obterem acreditações para trabalhar no país.

Em sentido oposto, Timor-Leste subiu seis posições no índice, passando da 84 para a 78, com a organização a assinalar que a cobertura "relativamente livre" de episódios de instabilidade do governo nos anos 2019-2020 "permitiu destacar o papel do pluralismo dos meios de comunicação no exercício da democracia timorense".

Ainda assim, assinala a organização, os jornalistas enfrentam "processos na justiça como forma de intimidação, violência policial e difamação pública" por parte das autoridades.

Angola subiu três posições na classificação, passando da 109 para a 106.

Os RSF destacam "os sinais encorajadores" dados com a absolvição de jornalistas de investigação em 2018, mas assinalam que "os quatro canais de televisão, as rádios e os cerca de vinte títulos da imprensa escrita permanecem, em grande parte, sob o controle ou a influência do governo e do partido no poder".

"A censura e a autocensura permanecem muito presentes", apontam os RSF, acrescentando que os "custos exorbitantes das licenças de rádio e televisão são um freio ao pluralismo" dos meios de comunicação angolanos".

Portugal melhorou também a sua avaliação, passando da posição 12 para a 10 num total de 180 países.
                                                                                                               
Cabo Verde (25º), o segundo país lusófono melhor classificado no índice, e a Guiné Equatorial (165º), o pior, mantiveram as respetivas classificações.

Sobre Cabo Verde, os RSF destacam a diminuição do controlo político sobre os órgãos de comunicação públicos, apontando a decisão do Governo de abdicar da nomeação dos administradores da televisão estatal, que passam a ser escolhidos por um conselho independente.

Sobre a Guiné Equatorial, os RSF denunciam o "controlo total dos media" pelo Governo e a "censura generalizada", destacando a detenção de dois jornalistas por terem realizado uma entrevista.

Os jornalistas, que trabalhavam para uma televisão privada propriedade do vice-presidente do país e filho do Presidente, "Teodorin" Obiang, foram, entretanto, libertados, mas não regressaram ao trabalho.

Dos países lusófonos, o relatório não refere São Tomé e Príncipe.

Publicado desde 2002, o índice dos Repórteres Sem Fronteiras fornece uma panorâmica da liberdade de informação em 180 países e territórios.

O índice avalia o desempenho dos países em termos de pluralismo e independência dos meios de comunicação social, ambiente e autocensura, enquadramento legal, transparência e qualidade das infraestruturas de apoio à produção de informação.ANG/Lusa