quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Greve na saúde/ Secretário-geral da UNTG culpabiliza a classe governante pelas mortes ocorridas

Bissau, 22 Set 21 (ANG) – O Secretário- geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG)Júlio Mendonça aponta a classe governante como únicos culpados pelas mortes que possam  houver no Hospital Nacional Simão Mendes e em todos centros de saúde do país durante a greve dos técnicos de saúde, por tempo indeterminado, em curso desde  segunda feira.

Mendonça falava, esta quarta-feira, em conferencia de imprensa, em reação as declarações do porta-voz do governo e ministro do Turismo e Artesanato, Fernando Vaz que, segundo as quais o governo pondera mover uma queixa crime contra os técnicos  em greve no sector de saúde.

Disse que, o que o sindicato está a exigir não é, nem o pagamento de oito meses de dívida salarial, porque isso não consta no pré-aviso que entregaram, mas sim a organização do sistema de saúde e capacitação dos técnicos para melhor resposta junto da população, uma iniciativa que deveria  ser do próprio governo e não do sindicato.

ʺEstamos a chamar a atenção desde 2016, de que as coisas estão no limite e não podemos mais tolerar”, disse Mendonça

Aquele responsável sindical afirmou que a corrupção que existe neste momento no país não pode salvar vida das pessoas no hospital, e que estão       prontos para responder na justiça porque estão tranquilos e confiantes na justiça.

Acrescentou que o pessoal de saúde em greve entregou, na hora, o pré-aviso, e diz que  ninguém se recusosu a prestar o serviço mínimo, que também se negoceia, conforme a lei.

Mendonça disse que ultimamente os serviços de saúde são prestados de forma normal porque se entendia que o governo ia pôr  a mão na consciência e voltar atrás para sentar a mesa com o sindicato mais. “Mas, pior de tudo, descontaram o salário dos técnicos”, referiu.

Alega que  é por causa da corrupção que as pessoas estão a morrer nos hospitais, porque não se pode comprar equipamentos de  diagnósticos das doenças, e ter fábrica de oxigénio.

Disse ter todos os elementos para provar a garantia de serviço mínimo no hospital Simão Mendes e ao nível nacional, e diz ainda existir um plano de serviço mínimo que foi anunciado pelos directores de diferentes  serviços do HNSM,e que o actual director de HNSM sabe muito bem que seus colegas médicos nunca deram costas à prestação de serviços mínimos.

ʺOntem quando estávamos a falar, não tínhamos conhecimentos de que militares foram colocados no hospital para trabalhar, e existem técnicos que foram para prestar serviços mínimos mas foram impedidos de entrar no hospital pelos seguranças”, informou.

Questionado se há algum  contado por parte do governo, Mendonça disse até aquela altura não, mas que na segunda-feira tinha recebido garantias da parte do governo, de enviar uma convocatória aos grevistas para uma reunião, o que não se verificou.

Médicos e enfermeiros do país observam uma paralisação que   declaram ser um “boicote”, não uma greve, e a situação  tem estado fora de controlo com pacientes a fugirem do hospital à procura de assistência noutras instituições hospitalares.

Houve mortes por falta de asistência em consequência da paralisação. ANG/MI/LPG//SG 

Greve na Saúde/LGDH exige do governo tomada de medidas  para evitar mais mortes

Bissau, 22 set 21 (ANG) –A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) exige que o governo assuma as suas responsabilidades encetando contactos com os sindicatos para travar, o mais rapidamente possivel, a greve em curso no sector da saúde pública, iniciada na segunda feira.

A exigência da organização que defende os direitos  humanos vem expressa  num comunicado publicado na sua pâgina de fecebook,  em reação à greve dos técnicos de saúde, ao nivel nacional.

Sgundo a Liga “esta situação traumatizante pode provocar dezenas de mortes e centenas de casos de abandono de serviços de saúde”.

A organização exige ao sindicato do sector de saúde à observação do serviço mínimo imposta pela lei para a salvaguarda de vidas humanas.

No comunicado, a LGHD refere ter registado com muita apreensão  a paralisação total de serviços de saúde na sequência de greve decretada pelas organizações sindicais do sector de saúde.

Por isso, a LGHD considera  que é  imperativo que sejam adoptadas medidas urgentes para pôr cobro à esse “cenário de irresponsabilidade e insensibilidade” face à vida Humana em plena pandemia.

Por outro lado, o organismo que defende os direitos humanos condena a inércia do Ministério de saúde e responsabiliza o governo pelas eventauis mortes evitáveis que poderão ocorrer em consequência do  que chama de   “catastrofe”  no serviço nacional de saúde.

ANG/LPG//SG

ONU/Guterres pede cooperação porque mundo nunca enfrentou tantas ameaças

Bissau, 22 Set 21(ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou terça-feira que o mundo nunca enfrentou tantas ameaças, como destruição da paz, desconfiança ou alterações climáticas e pediu cooperação entre os países presentes na abertura do debate geral das Nações Unidas.

O debate geral, um dos pontos mais altos para a di
plomacia internacional, começou em Nova Iorque, com o discurso de António Guterres, na presença de mais de 100 chefes de Estado e de Governo e representação diplomática de todos os 193 Estados-membros da ONU.

Segundo o secretário-geral da ONU, “o mundo nunca esteve tão ameaçado”, com seis grandes temas de divisão: assalto à paz em todo o mundo, alterações climáticas, fosso entre ricos e pobres, desigualdade de género, divisão tecnológica ou digital e divisão geracional.

Grande parte dos problemas advêm da decorrente pandemia de covid-19, que tem criado e exagerado as desigualdades sociais e económicas no mundo, mas o secretário-geral sublinhou ainda uma outra “doença contagiosa”: a desconfiança a vários níveis – sejam as teorias da conspiração que entram em contradição com a ciência, a população sem confiança nos seus governos ou ainda a falta de cooperação entre países em temas que necessariamente dependem do multilateralismo.

Guterres classificou como “obscenidade” e grande “falha ética” global o facto de as vacinas não estarem a ser distribuídas de forma uniforme no mundo, devido à “tragédia de falta de vontade política e egoísmo”.

“Em vez do caminho da solidariedade, estamos num caminho sem fim para a destruição”, lamentou Guterres, que também declarou que a “interdependência tem de ser a lógica do século XXI”.

O chefe da ONU lembrou aos líderes que “as promessas não valem nada se as pessoas não virem os resultados no seu dia-a-dia” e, pelo contrário, se depararem com violações dos direitos humanos, corrupção ou um futuro sem grandes oportunidades.

Os “impulsos mais obscuros da humanidade” surgem com esta constante falta de resultados para uma situação com mais esperança, considerou Guterres.

A defesa da “supremacia cultural, domínio ideológico, misoginia violenta ou ataques aos mais vulneráveis, incluindo refugiados e migrantes”.

O antigo primeiro-ministro português sublinhou que a paz e o respeito pelos direitos humanos estão a faltar, nos mais graves casos, como o do Afeganistão, Etiópia, Myanmar, Sahel, Iémen, Líbia, Síria e ainda no Haiti, e muitos outros locais onde “tantos foram deixados para trás”.

Outra das grandes preocupações internacionais é a divisão que se cria entre dois grandes poderes, um tema que, apesar de Guterres não nomear, é já recorrente nos discursos dos últimos anos – Estados Unidos e China podem criar um problema “muito menos previsível e muito mais perigoso do que a Guerra Fria”, salientou o secretário-geral.

“Temo que o nosso mundo se esteja a arrastar para dois conjuntos diferentes de regras económicas, comerciais, financeiras e tecnológicas, duas abordagens divergentes no desenvolvimento da inteligência artificial – e, em última análise, duas estratégias militares e geopolíticas diferentes”, explicou.

A nível das alterações climáticas, Guterres lembrou muitos dos apelos já conhecidos, como a transição para energias renováveis, redução da utilização dos combustíveis fósseis e carvão, mais impostos e menos subsídios sobre recursos naturais poluentes.

A grande diferença económica entre Estados é visível como efeito da pandemia de covid-19, agora que “as economias avançadas estão a investir quase 28% do seu Produto Interno Bruto na recuperação económica”, uma média que cai para 6,5% nos países de renda média e “para 1,8% nos países menos desenvolvidos”, acrescentou o secretário-geral.

As previsões do Fundo Monetário Internacional apontam que nos próximos cinco anos o crescimento económico ‘per capita’ na África subsaariana seja 75% menor do que no resto do mundo.

Neste discurso, Guterres renovou um apelo para a reforma da arquitetura da dívida internacional, que a torne mais equitativa, e para a reforma dos sistemas de impostos em todo o mundo, para prevenir evasão fiscal, branqueamento de capitais ou outros fluxos financeiros ilícitos.

O português enfatizou também os efeitos negativos da desigualdade de género e apelou para sociedades com “representação mais igual”, que são, consequentemente, “mais estáveis e pacíficas”.

“A igualdade das mulheres é essencialmente uma questão de poder. Devemos transformar urgentemente o nosso mundo dominado pelos homens e mudar o equilíbrio de poder, para resolver os problemas mais desafiadores de nossa época”, considerou o antigo alto comissário das Nações Unidas para Refugiados.

Por outro lado, o acesso à internet tem de se tornar um direito humano, defendeu Guterres, dizendo que até 2030 todo o mundo deveria ter ligação à internet, mas com estratégias para combater o armazenamento de dados pessoais que estão a ser usados comercialmente para lucros corporativos ou ainda pelos Governos para “controlar ou manipular comportamentos, violando direitos individuais ou de grupo e debilitando democracias”.

Por último, para as cerca de 11 mil milhões de pessoas que se estima deverem nascer até final do século, são necessários mecanismos para dar mais voz aos jovens, para garantir educação de qualidade e para dar mais poder àqueles que serão herdeiros do mundo de hoje.

A esperança ainda existe, mas necessita que “todos façam a sua parte” sem demoras e com cooperação global e com um multilateralismo renovado, concluiu o secretário-geral da ONU.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Greve na Saúde/ Governo ameça levar à justiça técnicos de saúde em greve “por tempo indeterminado”

Bissau, 22 set 21 (ANG) - O porta voz do governo guineense, Fernando Vaz, disse terça-feira que o executivo pondera levar à justiça os técnicos de saúde publica que se encontram em greve “por tempo ideterminado”, iniciada na segunda feira.

Para o governo, o comportamento dos técnicos de saúde que boicotaram os serviços nos hospitais e centros médicos do país é um “acto criminoso”.

“O governo tomará as medidas adequadas no quadro da lei aplicável, porque a vida de cada cidadão guineense é sagrada e valiosa para este elenco”, disse Fernando Vaz, ministro do Turismo e Artesanato.

Fernando Vaz que falava em conferência de imprensa ao lado dos ministros da saúde pública, Dionisio Cumba e da Função Publica, Tumane Baldé, defendeu que “o chamado boicote” de técnicos de saúde tem motivações politicas inconfessas.

Profissionais da saúde , ao nível nacional, dizem que estão num boicote aos serviços hospitalares, em reivindicação  de pagamento salarial e melhoria de condições de trabalho. O boicote já vai no seu terceiro dia.ANG/Lusa  


SaúdePública
/Directores de serviço do HNSM pedem dimissão em bloco

Bissau, 22 Set 21 (ANG) –  Oitos Directores de serviços do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), entregaram terça-feira a Direcção Geral do referido hospital, uma carta de pedido de dimissão das suas funções, devido a requizição de alguns técnicos de Saúde do Hospital Militar para  seus postos de serviço e “sem nenhuma informação prévia”.

Segundo a carta entregue à Direcção Geral do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), à que a  ANG teve aceso hoje, os oitos Directores dimissionários são dos Serviços de Urgência, de Orto Traumatologia, de Medicina interna, Serviço de Cirurgia Geral, de Enestesia e Blocos,  Cuidados Intensivo, Maternidade e Pediatria.

 Alegaram na carta, que desde os primeiros momentos da paralização, estiveram dia e noite no hospital, dando os seus melhores desempenho em termos de atendimento dos pacientes, para mais tarde serem surpriendido com a ocupação dos seus serviços pelos técnicos de Saúde Militares, e sem menhuma  informação préveia.

No total, são seis médicos militares, um para o serviço de Cirurgia geral, Urgência, Orto Traumatologio, Cuidados intensivos, Pediatria e Maternidade.

 “Nós, enquanto Técnicos de Saúde, continuaremos a dar o nosso melhor para o bem estar dos utentes deste hospital”, garantiram os oito Médicos demissionários.

Segundo o ministro da saúde Pública, Dionísio Cumba, o governo decidiu recrutar  médicos militares para garantir assistência à pacientes internados e casos  de urgência, num quadro de serviço mínimo  de uma paralisação em curso, por tempo indeterminado. ANG/LLA/LPG//SG  

 

                          AG ONU/ China reitera "compromisso com a paz"

Bissau, 22 Set 21\ (ANG) - O presidente chinês, Xi Jinping, falou  terça-feira na Assembleia-Geral da ONU, num discurso pré-gravado e garantiu fornecer 2 biliões de vacinas contra a covid-19 aos outros países até ao final do ano.

A china vai ainda doar 100 milhões de dólares ao consórcio Covax Facility. Para o líder chinês, a vacinação é uma arma poderosa contra a Covid-19 e defendeu a necessidade de uma distribuição justa e equitativa de vacinas em todo o mundo.

"Uma prioridade urgente é garantir a distribuição justa e equitativa de vacinas em todo o mundo. A China continuará a apoiar e se engajar no rastreamento das origens baseadas na ciência global e se opõe firmemente a qualquer manobra politica", reiterou o presidente chinês.

Xi JiPing fez ainda uma promessa na área ecológica. A china vai deixar de construir centrais a carvão no estrangeiro com o objectivo de lutar contra o aquecimento global.

"A China aumentará o apoio a outros países em desenvolvimento no desenvolvimento de energia verde e de baixo carbono, e não construirá novos projetos de energia movidos a carvão no exterior", garantiu.

Para além disso, no seu discurso, Xi JinPing respondeu de forma indirecta às palavras de Joe Biden horas antes na mesma assembleia.

O presidente dos Estados Unidos da América disse não desejar uma nova Guerra fria ou um mundo dividido em blocos rigidos. A China reagiu a estas palavras, reiterando o seu "compromisso com a paz".

"A China nunca invadiu ou intimidará os outros ou buscará hegemonia. A China é sempre um construtor de paz mundial, contribuinte para o desenvolvimento global, defensor da ordem internacional e provedor de bens públicos", disse o presidente chinês.

Estas afirmações acontecem numa altura em que se definem novas alianças estratégicas no mundo após o acordo militar tripartido entre Washington, Londres e Camberra do Indo-Pacífico.ANG/RFI


SaúdePública
/Técnicos de saúde do Hospital Militar prestam serviço minimo ao Hospital Nacional Simão Mendes

Bissau, 22 Set 21 (ANG) -  Alguns técnicos de saúde do Hospital Militar estão a prestar o serviço mínimo no maior centro hospitalar do país “Simão Mendes”, na sequência do boicote que os profissionais de saúde levam a cabo, há três dias, em todos os serviços de atendimentos de urgência daquela Instituição, .  

Segundo apurou a ANG junto de familiares de doentes internados, a paralização já causou perdas de vida à  pacientes, alguns estão a abandonar o Simão Mendes em busca de assistência noutras instituições hospitalares.

 “Apelamos ao governo para o mais rapido possivel pôr cobro a situação, porque esta paralisação está a afectar negativamente a vida dos menos posibilitados”, disse  Roberto Reis, familiar de

Cadigia Binta Djaló  disse que o seu irmão foi operado no passado domingo, e que veio com eke na segunda-feira e foram suspreendidos com a vigência do que  os grevistas chamam de boicote. Disse que ficaram dia inteiro sem tratamento.

A imprensa contactou o Director-geral do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) Silvio Caetano Coelho para se pornunciar sobre o assunto, e em resposta disse que na passada segunda-feira, a Direcção Geral do HNSM  foi surpriendido com um boicote total no sector de Saúde.

“Fomos pegos de surpresa com esta decisão dos nossos colegas de serviço.Não houve informação prévia por parte do sindicato, disse Coelho.

Alegou que, se houvesse uma informação sobre a iniciativa desencadeariam uma negociação para um acordo sobre  o serviço mínimo.

Para Silvio Caetano, 95 por cento dos técnicos  se ausentaram dos seus serviços, e diz que só compareceram os Directores e Enfermeiros Chefes de Serviços de urgência,  num número muito reduzido, e sem  capacidade para a cobertura de todos as necessidades de atendimentos .  

“Para pôr cobro a situação, o governo entendeu por bem que devia enviar alguns técnicos de saúde do Hospital Militar para prestar seviço minimo com atendimento de  casos de urgência que aparecem”, sustentou.

Sílvio Caetano disse que diligenciaram, sem sucesso, encontros de negociação com  Directores se serviços e Efermeiros Chefes dos respectivos Serviços.

“Ninguém se dignou   sentar-se com a Direcção do Hospital”, revelou Caetano Coelho.    

ANG/LLA//SG  

terça-feira, 21 de setembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Sociedade/
”Não existe paz no país onde direitos humanos não são valorizados”, afirma Presidente da REMPSECAO-GB

Bissau, 21 Set 21(ANG) – A Presidente da Rede de Paz e Segurança para as Mulheres no Espaço CEDEAO (REMPSECAO-GB) disse esta terça-feira que não existe a paz num país onde os direitos humanos não são valorizados.

Elisa Tavares Pinto  falava aos jornalistas, sobre o Dia Internacional da Paz assinalado hoje sob o lema “Recuperando-se melhor para um mundo justo e sustentável”. 

Para assinalar a data no país, Tavares Pinto revelou que alguns elementos da REMPSECAO-GB, em parceria com a Rede Juvenil para Paz  estão  a ajudar os  citadinos da capital a conhecer  os semáforos,tanto  os peãos como os motoristas, por ser  um  equipamento desconhecido por muita gente.

Lamentou a crise social que existe na Guiné-Bissau desde o impasse nas tomadas de decisões contra a  Covid-19 à paralisação total nos serviços hospitalares na sequência da greve e boicote decretado pelos sindicatos sem serviços mínimos, causando a saída voluntária dos doentes.

Elisa Pinto disse que a saída dos doentes nos centros de saúde está a causar consequências desastrosas e que ocorre  num momento sensível em que se vive a crise da terceira vaga do covid-19.

O Dia Internacional da Paz foi instituido pela Organização das Nações Unidas em 1981, com objetivo de consciencializar o mundo sobre a necessidade de acabar com as guerras existentes, e cuja a finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam  também algo a favor dela.ANG/JD/ÂC//SG

 

   
Telecomunicações
/ARN entrega licença de operador de rede à Guiné Telecom

Bissau,21 Set 21(ANG) – A Autoridade Reguladora Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação(ARN), procedeu hoje a entrega de licença de Operador de rede e prestador de serviços de comunicações à Guiné-Telecom.

Na ocasião, o ministro dos Transportes e Comunicações afirmou que o reposicionamento da Guiné-Telecom e Guinetel no mercado das telecomunicações constitui um factor acelerador da recuperação económica da Guiné-Bissau.

Augusto Gomes sustentou  que estas duas unidades empresariais podem ser contribuintes importantes para as finanças públicas do país, em termos de melhoria de quadro de receitas e permitir ao Estado fazer face aos diferentes desafios do processo de desenvolvimento.

“A licença atribuída a Guiné-Telecom insere-se na sua nova missão que não se resume numa empresa de telefonia fixa, mas que passa a dispor do componente de gestão de infraestruturas de telecomunicações na Guiné-Bissau, componente que outrora não existia na nossa realidade”, explicou.

O governante enalteceu o empenho dos técnicos do Ministério dos Transprotes e da ARN que na sua opinião, utilizaram toda a sabedoria,  flexibilidade e a capacidade, em sinergia com outras instituições congéneres dos países da subregião para conseguirem as condições técnicas de forma a emitirem a referida licença.

Segundo Augusto Gomes, a Guiné-Telecom já  dispõe de caderno de encargo totalmente redigido, pronto para homologação, frisando que, se tudo correr como previsto, dentro de dias esse dossiê poderá ser vendido, através de um concurso internacional para o recrutamento de um operador que irá se associar com o Governo visando o relançamento da Guiné-Telecom.

Por sua vez, o Presidente do Conselho de Administração da ARN, João Frederico Gomes de Barros, afirmou que o relançamento das empresas Guinétel e Guiné-Telecom é um projecto do Governo, e que a ARN interveio na qualidade de instituição reguladora, no âmbito das suas atribuições relacionadas a conceção  de  licenças de operação.

“A licença foi passada numa base de transparência e de igual tratamento dado à todos os operadores de telecomunicações que operam no mercado guineense. O restante processo de relançamento das duas empresas está ao cargo do Governo”, disse.

A ARN já tinha atribuído, no princípio deste mês, uma licença â Guinétel como uma das operadoras de rede móvel de telecomunicações a par da Orange e MTN.ANG/ÂC//SG

 

                         Sudão/Exército denuncia tentativa de golpe de Estado

Bissau, 21 Set 21 (ANG) - Uma tentativa fracassada de golpe de Estado ocorreu na segunda-feira no Sudão, avançou o exército através de um comunicado, sem identificar os autores da conspiração.

O Sudão “escapou a uma tentativa de golpe de Estado, segunda-feira, anunciou segunda-feira o exército num comunicado lido na televisão nacional, precisando que as autoridades controlam a situação.

Mohamed al Faki Suleiman, porta-voz do conselho de transição, declarou à agência Reuters que a tentativa de golpe de Estado teve lugar  segunda-feira, e que os suspeitos vão começar a ser interrogados em breve. Os autores da conspiração não foram identificados.

Segundo fonte governamental, os golpistas tentaram assumir o controlo do prédio dos meios de comunicação do Estado, mas "falharam".

“Houve uma tentativa de golpe fracassada, o povo deve opor-se" a esta situação, referiram os meios de comunicação do Estado.

Separadamente, uma fonte militar disse que um grupo de oficiais militares estava "envolvido na tentativa", mas o grupo foi "imediatamente" impedido de levar à frente a tentativa de golpe.

Esta terça-feira, a circulação no centro de Cartum parecia fluida, nomeadamente nas imediações do quartel-general do exército. No entanto, os serviços de segurança bloquearam o acesso à ponte principal que liga Cartum à cidade de Omdurman, do outro lado do Nilo. 

A tentativa de golpe teve como alvo o Governo de transição sudanês estabelecido após a queda, em Março de 2019, do Presidente Omar al-Bashir, deposto após 30 anos à frente do Governo do Sudão.

Desde então, o Sudão conhece uma transição frágil, marcada por dificuldades económicas e profundas divisões políticas.

Nos últimos meses, o executivo encetou uma série de reformas económicas difíceis, com objetivo de qualificar-se para um programa de alívio da dívida do Fundo Monetário Internacional (FMI). As medidas incluem a redução de subsídios e o estabelecimento de uma flutuação controlada da moeda local, medidas “muito severas” para os sudaneses, que têm saído à rua para protestar.ANG/RFI

 

 

    
       Política
/CNA pede demissão ou remodelação profunda do actual governo

Bissau,21 Set 21 (ANG) -  O líder do partido Congresso Nacional Africano (CNA) pede ao chefe de Estado guineense  a demissão ou remodelação profunda do actual governo líderado por Nuno Gomes Nabiam, devido a sua incapacidade evidenciada na resolução dos problemas sociais.

O pedido foi tornado público hoje em conferência de imprensa realizada pelo presidente dessa formação política Ibraima Djaló sobre actualidade politica do país.

“No meu entender existe muita défice e falhas em termos de governação, a começar pelo decreto que determinou o recolher obrigatório e cerco regional e encerramentos dos mercados às 14 horas, por causa do aumento de casos de mortes e infecção por covid-19”, criticou.

 Disse que  antes da tomada dessa medida, o governo deveria fazer uma comunicação, avisando ao povo sobre essa situação para evitar os prejuízos  incalculáveis aos comerciantes e às mulheres que se dedicam as actividades económicas..

O líder da CNA acusa o governo de empobrecer, cada vez mais, o povo guineense e a destruir o sector privado.

Acrescentou que o actual executivo não contribuiu, em nada, para o bem do povo, porque, diz, desde o início das funções não consegue uma estabilidade social, “porque os sectores  da educação e da saúde ou seja os establecimentos do ensino público e sanitários não chegaram de funcionar à 100 por cento, por causa das sucessivas greves convocadas pelos respectivos sindicatos”.

De acordo com Ibraima Djaló, ainda hoje  os técnicos da saúde  boicotam serviços no maior centro hospitalar do país, e  o primeiro-ministro está de férias em Portugal “sem se preocupar com o que está a passar no país”.

“Daí que peço ao Presidente da Republica para demitir ou proceder a uma remodelação profunda do governo, porque o actual executivo não tem condições para continuar a frente do país”, sustenta Djaló.

O Presidente do Congresso Nacional Africano promete, caso o seu pedido não for atendido, convocar uma marcha de protesto para exigir a demissão do actual executivo.

Em relação as infraestruturas rodoviárias reabilitadas pelo governo, o líder do CNA considera de um atentado à nação, o trabalho feito, devido a degração dos mesmos após alguns meses da requalificação.

Confirmou  ter apoiado inicialmente a formação  desse governo, mas diz que agora  não concordar com actual sistema de governção do país.

Criticou a  venda de máscaras de proteção facial da  Covid-19, oferecidos pelos parceiros internacionais no quadro de combate à essa pandemia e pede mudança de comportamento.

Instado a dizer se está disposto a fazer parte de um novo governo, no quadro da eventual remodelação por ele solicitado, disse que não aceita participar na governação do país agora.

O Congresso Nacional Africano faz parte dos 18 partidos politicos sem assento parlamentar que apoiaram inicialmente a formação do actual executivo líderado por Nuno Gomes Nabiam.ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Rússia/Partido de Putin reclama vitória nas legislativas , oposição denuncia fraudes

Bissau, 21 Set 21 (ANG) – A 'Rússia Unida', a formação do presidente Putin, saiu vencedora com um pouco mais de 49% dos sufrágios nas legislativas que decorreram até ontem na Rússia, de acordo com resultados preliminares baseados na contagem de mais de 95 por ecento dos votos.

 O Kremlin considerou que estas eleições decorreram de forma transparente. Já a oposição denuncia fraudes e a União Europeia fala em "clima de intimidação" durante este processo.

A Presidente da Comissão Eleitoral, Ella Pamfilova, confirmou que o partido 'Rússia Unida' conquistou mais de dois terços dos assentos na câmara baixa do Parlamento, a Duma, ou seja, a formação no poder recolheu mais de 300 dos 450 assentos parlamentares, o que é suficiente para rever a Constituição.

Ao saudar a transparência e probidade destas eleições, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou que partido no poder “cumpriu a sua missão”.

Nestas eleições em que o partido de Vladimir Putin não chegou contudo aos mais de 54% dos votos alcançados nas anteriores eleições, em 2016, a oposição que apela a manifestações denunciou fraudes massivas, nomeadamente a falsificação da votação online e a exclusão de observadores eleitorais, acusações logo desmentidas pela CNE.

Perante esta situação, Berlim pediu que estas suspeitas sejam esclarecidas, enquanto a União Europeia denunciava um clima de "intimidação".

No mesmo sentido, Washington considerou que os russos foram "impedidos de exercer os seus direitos civis". Em comunicado, o porta-voz da diplomacia dos EUA, Ned Price, afirmou que "as eleições parlamentares de 17 a 19 de Setembro na Federação Russa foram realizadas em condições que não favoreciam procedimentos livres e justos".

Também na óptica de José Milhazes, jornalista que foi durante largos anos correspondente da RFI em Moscovo, "as eleições começaram a correr de forma não democrática ainda antes de começarem. Houve da parte do Kremlin uma filtração de candidatos. Ou seja os candidatos ligados à oposição extraparlamentar, nomeadamente ligada a Alexeï Navalny ou pessoas que tivessem participado em iniciativas organizadas por Alexeï Navalny, ficaram proibidas de se poder candidatar”.

Milhazes acrescentou que para além disto, mesmo as listas dos partidos obedientes ao Kremlin foram alvo de purgas, nomeadamente o Partido Comunista.

“O Kremlin tirou alguns dos candidatos comunistas das eleições. Logo, mutilou a democracia no acto eleitoral. Depois é aquilo que nós sabemos, os funcionários públicos a serem obrigados a votar. Um exemplo muito concreto, nas forças armadas, a afluência às urnas foi de 99, 8%. Ou seja, é duvidoso que exista tão grande afluência às urnas numas eleições. Além disso também, houve compras de votos, houve sorteios para quem participou na votação e outro tipo de esquemas que fazem com que dificilmente se possa considerar estas eleições umas eleições democráticas", acrescentou ainda o jornalista que continua a seguir de perto a actualidade russa.

Para além da 'Rússia Unida' e do Partido Comunista, em segundo lugar com um pouco mais de 19% dos votos, três outros partidos, todos eles considerados compatíveis com a linha seguida pelo poder, conseguiram transpor o patamar mínimo dos 5% para serem representados no parlamento: os nacionalistas do LDPR com 7,53% dos votos, os centristas da 'Rússia Justa' com 7,34% dos sufrágios e o recém-criado partido da 'Nova Gente' com 5,31% dos votos. ANG/RFI

 

Diplomacia/PR guineense promete abordar na ONU levantamento de sanções aos militares do país

Bissau,21 Set 21(ANG) - O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse segunda-feira que vai abordar com o Comité de Sanções das Nações Unidas a questão do levantamento de sanções impostas aos militares responsáveis pelo golpe de Estado de 2012.

"Tenho uma reunião agendada com o secretário-geral das Nações Unidas [António Guterres] e também com o presidente do Comité das Sanções porque é chegada a altura do levantamento das sanções impostas aos militares e até porque alguns já faleceram e, por isso não faz sentido até hoje manter essas sanções", disse Sissoco Embaló.

O chefe de Estado guineense falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes de partir para Nova Iorque, onde vai participar na 76ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Comité de Sanções da ONU decidiu sancionar 11 oficiais militares guineenses considerados protagonistas do golpe de Estado de 2012, que afastou no poder o então primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.

São proibidos de viajar para fora da Guiné-Bissau e ainda as suas contas bancárias estão congeladas desde 2021.

Entre oficiais militares sancionados, destacam-se o antigo chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general António Indjai; o general Mamadu Turé, atual vice-chefe do Estado-Maior; o general Ibraima Papa Camará, antigo chefe de Estado-Maior da Força Aérea e atual presidente do Instituto Nacional da Defesa; o general Estevão Na Mena, inspetor-geral das Forças Armadas, e o brigadeiro-general Daba Na Walna, presidente do Tribunal Superior Militar.

Além de figurar na lista de sancionados, o general António Indjai, atualmente na reserva, é alvo de um mandado de captura internacional, alegadamente, emitido pelos Estados Unidos de América que o acusam de "crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, conspiração para fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira e conspiração para adquirir e transferir mísseis antiaéreos para os rebeldes de FARC da Colômbia".

Os Estados Unidos da América prometeram uma recompensa de cinco milhões de dólares para quem ajudar na localização e captura do general Indjai.

O Presidente guineense, que já refutou qualquer possibilidade de o general ser capturado ou transferido para os Estados Unidos de América, disse que vai aproveitar a sua estada em Washington para se reunir-se com as autoridades norte-americanas para abordar a situação do general António Indjai.ANG/Lusa

 

Covid-19/Pelo menos 4,69 milhões morreram e mais de 229 milhões foram infectados

Bissau, 21 Set 21(ANG) – A pandemia do novo coronavírus já causou pelo menos 4.696.559 mortos no mundo desde que o SARS-CoV-2 foi identificado em dezembro de 2019 na China, segundo um balanço da AFP até às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) de hoje.

Mais de 229.008.620 casos de infecção foram diagnosticados no mundo no mesmo período, indicou a agência France-Presse, adiantando que a grande maioria dos doentes recupera, mas uma parte ainda mal avaliada continua com sintomas durante semanas ou até meses.

Nas últimas 24 horas foram registados 7.405 mortos e 525.458 casos em todo o mundo. Os países com maior número de mortos foram os Estados Unido com 2.296, a Rússia (812) e o Irão (344).

Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 676.092 mortes em 42.290.027 casos, de acordo com a contagem realizada pela Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil, com 590.955 mortos e 21.247.667 infectados, a Índia, com 445.385 mortos (33.504.534 casos), o México, com 271.765 óbitos (3.573.044 casos) e a Rússia, com 199.808 óbitos (7.313.851 infetados).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 604 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido da Bósnia (314), da Hungria (312), da Macedónia do Norte (311), do Montenegro (296) e da Bulgária (288).

A América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje, às 10:00 TMG, 1.474.050 mortes em 44.461.562 casos, a Europa, 1.290.387 mortes (66.258.484 casos), a Ásia 825.664 mortes (52.982.821 casos), os Estados Unidos e Canadá 703.491 mortos (43.864.894 infectados), a África 206.362 mortes (8.175.186 infectados), o Médio Oriente 194.624 mortos (13.105.836 casos) e a Oceânia 1.981 mortes (159.841 casos).

Os números da AFP baseiam-se em balanços diários das autoridades de saúde de cada país e em informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e excluem as revisões posteriores de determinados organismos estatísticos, que indicam um número muito superior de óbitos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula, tendo em conta o excesso de mortalidade ligada directa e indirectamente à covid-19, que o balanço da pandemia poderá ser duas a três vezes superior ao registado oficialmente.

Além disso, uma proporção significativa dos casos menos graves ou assintomáticos não são detectados, apesar da intensificação dos rastreamentos em muitos países.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Homenagem
/Direcção do PRS assina livro de honra pela morte do ex.presidente português Jorge Sampaio

Bissau,20 Set 21(ANG) – A direcção superior do Partido da Renovação Social(PRS), procedeu hoje a assinatura do livro de honra na Embaixada de Portugal, em Bissau, em homenagem  ao ex.presidente português Jorge Sampaio.

Em declarações exclusivas à ANG, à saída do acto, porta-voz dos renovadores Victor Pereira disse que os laços que unem a Guiné-Bissau e Portugal são antigos, acrescentando que a tentativa de qualquer desenraizamento será um fracasso.

“O PRS náo podia deixar de estar  neste momento para prestar uma devida homenagem à um cidadão português que durante a sua vida lutou e esteve sempre na trinceira da história anti fascista e anti colonialista”, disse.

O porta-voz do PRS disse que a direcção superior do PRS fez o gesto  não só para transmitir o pesar do partido, bem como para manifestar o seu  sentimento de solidariedade pela perda de uma figura  como Jorge Sampaio.

O ex.Presidente de Portugal faleceu no dia 10 de setembro de 2021, vitima de doença aos 81 anos de idade.ANG/ÂC//SG

 

 


Comemorações 19 Setembro/
2ª vice-presidente do PAIGC aconselha militantes a não virar as costas à luta para reconquista dos seus direitos

Bissau,20 Set 21(ANG) – A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), afirmou que um bom militante não é aquele que espera para saborear bons momentos, mas sim, aquele  que, na hora mais difícil, está de pé atrás e ao lado da sua formação política.

Maria Odete Costa Semedo falava no Domingo, dia 19 de setembro, quando presidia a cerimónia comemorativa dos 65 anos da criação do PAIGC, organizada, este ano, pela União Democrática das Mulheres(Udemu).

“O bom militante não é aquele que vem apenas no momento de festa, ou seja quando o partido ganha e está no poder, para exigir o seu lugar na governação ou no outro aspaço. O militante é aquele que luta para que o seu partido e o seu país esteja numa linha dos vários direitos”, salientou.

A dirigente  dos libertadores disse que agora não é a hora de se desanimar e baixar os braços ou de  desistir-se, mas sim, de estar firme para continuar a luta para a reconquistar das liberdades do povo guineense.

A segunda vice-presidente do PAIGC disse  que a luta do seu partido é pelos direitos humanos, porque “o ser humano precisa ter e viver com dignidade”.

“Quando não lhe é dada a  liberdade nem de falar nem de manifestar-se, é porque não tem dignidade”, salientou.

Semedo fez críticas à governação de Nuno Gomes Nabian, acusando-o de falta de sensibilidade em relação ao setor educativo, de facilitar o aumento da mortalidade materna infantil por falta de bom atendimento e de lugares adequados para reduzir mortes que poderiam ser evitadas.

“Quem tem os direitos humanos garantidos tem tudo, porque o direito da pessoa  humana começa com o direito a registo logo depois do nascimento, passando para direitos à três refeições, à escola,  um nome, assistência médica e medicamentosa e à segurança”, notou.

Maria Odete Semedo apelou  aos militantes do seu partido a continuarem resilientes.

O PAIGC foi fundado em 19 de sembro de 1956, por Amílcar Cabral, Luis Cabral, Elisé Turpin, Aristides Pereira, Fernando Fortes e Júlio Almeida.

As celebrações dos 65 anos de criação do PAIGC foi marcada com a deposição de coroas de flores no Monumento de Amilcar Cabral na rotunda do Aeroporto de Bissau, Praça Titina Sila, Busto de Amilcar Cabral na Praça dos Mártires de Pindjiguiti, no seu Mausolèu na Fortaleza de Amura e no Cimetero Municipal.ANG/ÂC//SG