sexta-feira, 19 de agosto de 2022


Desporto-futebol
/Liga de clubes de futebol institui a premeação do vencedor da “Guiness Liga” para a época desportiva 2022/23 no valor de 10 milhões de FCFA

Bissau, 19 Ago 22 (ANG) – A Liga Guineense dos Clubes de Futebol (LGCF), instituiu terça-feira uma nova premeação para o vencedor da “Guiness Liga” da próxima época desportiva 2022/23, no valor de 10 milhões de FCFA.

A revelação foi feita pelo Presidente da LGCF, Dembó Sissé, na reunião de planificação  da nova época desportiva mantida  com os membros da referida organização.

Em declarações à imprensa, Dembó Sissé sustenta que a LGCF, na última reunião que realizou para planear a próxima época desportiva, viu que era importante tirar a premeação do vencedor do campeonato da primeira divisão  de 7milhões e meio, para  10 milhões de FCFA.

Acrescentou  que a sua Direcção está ainda a estudar os mecanismos para o aumento da premeação do vencedor da prova da segunda Liga, a  “Guiness Bola” para um valor de 5 milhões de FCFA.

Segundo Sissé, no mesmo retiro, também foi aprovado um orçamento de subvenção aos clubes da primeira e segunda divisão,e foi decidido  que os clubes do interior do país serão os maiores beneficiários.

Dembo Sissé anunciou na ocasião que a retoma da Taça da Liga será uma das prioridades da sua direção na  próxima época desportiva.

Segundo o responsável máximo da organização dos clubes de futebol guineense, os membros da LGCF acreditam  que o aumento do valor dos  prémios para vencedores das duas provas de futebol do país, pode elevar o nível da competição, em benefício do  desporto nacional.

Sissé anunciou que a Liga está a trabalhar no sentido de garantir um patrocinador oficial para a próxima época desportiva, como forma de garantir a nova verba para as premiações .

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), escolheu o mês de novembro para a abertura da próxima época desportiva 2022/23. ANG/LLA//SG

 

 

  

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

 

Cooperação militar/Navio militar nigeriano em Bissau com equipamentos para força da CEDEAO

Bissau,17 Ago 22(ANG) - Um navio da armada nigeriana chegou segunda-feira a Bissau para entregar equipamento militar aos seus soldados, integrados na força de estabilização de países da África Ocidental na Guiné-Bissau, disse o embaixador daquele país africano, John James Usanga.

Afirmando-se “muito contente” com a primeira viagem ao estrangeiro que o navio NNS KADA realiza desde que entrou no ativo, em março passado, o embaixador James Usanga explicou que o objetivo da missão “é ajudar a Guiné-Bissau a ter estabilidade”.

O diplomata não especificou que tipo de equipamento transportou o navio, de mais de 150 metros de cumprimento, apenas disse que a Nigéria “não está em guerra com a Guiné-Bissau”.

John James Usanga salientou que as tropas do seu país estão em Bissau no âmbito da Missão de Estabilização e Segurança da Guiné-Bissau, criada pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) e composta por 631 militares nigerianos, senegaleses e togoleses.

“A primeira missão que este navio fez, veio logo à Guiné-Bissau. Isso prova o nível das relações entre a Guiné-Bissau e a Nigéria, mas também é um sinal de que a Nigéria está ao lado da Guiné-Bissau”, defendeu o embaixador nigeriano que também representa o seu país em Cabo Verde.

O chefe do Estado-Maior da Armada guineense, o almirante Hélder Nhanque saudou a chegada do navio NNS KADA a Bissau e disse ser uma honra para o país receber a embarcação nas suas águas.ANG/Lusa

 

 

Eleições/Primeiro-ministro reafirma "empenhamento total" para que legislativas ocorram em dezembro

Bissau,17 ago 22(ANG) - O primeiro-ministro Nuno Nabiam reafirmou terça-feira o "empenhamento total do Governo" para que as eleições legislativas antecipadas tenham lugar em 18 de dezembro, mesmo perante "muitas dificuldades".

Nabiam deu estas indicações à margem de visitas que realizou às sedes da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), instituições em que disse constatar "grandes constrangimentos".

O primeiro-ministro afirmou ter constatado que tanto a CNE como o GTAPE "estão a funcionar em instalações sem condições". Nuno Nabiam defendeu que a solução passa por construir de raiz as instalações para as duas instituições, diligência que o seu Governo vai iniciar.

Nuno Nabiam garantiu que todo o seu Governo está empenhado para que a data de 18 de dezembro não falhe e que o próprio Presidente da República, Umaro Sissco Embalo, assim tem exigido ultimamente.

O chefe do Governo guineense reconheceu dificuldades do país em arranjar o dinheiro para custear o processo eleitoral no seu todo, anunciou que na próxima reunião do Conselho de Ministros, ainda esta semana, será aprovado o orçamento para o ato, mas afirmou que o executivo já está a avançar com alguma verba.

O dinheiro, declarou Nabiam, foi mobilizado no âmbito do Imposto da Democracia.

Com essa verba, que o primeiro-ministro não especificou, foi possível comprar impressoras a serem utilizadas para o recenseamento de potenciais eleitorais, disse.

Nuno Nabiam revelou que o país espera receber apoios de outros parceiros, nomeadamente de Timor-Leste.

"Há constrangimentos é verdade, mas estamos mobilizados, porque é um desafio nacional realizar eleições na data marcada", sublinhou Nabiam.ANG/Lusa

 

 

Justiça/Tribunal de Relação volta a dar razão a militante que quer impedir realização de congresso do PAIGC

Bissau,17 Ago 22(ANG) - O Tribunal de Relação voltou a dar razão ao militante Bolom Conté, que quer impedir o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de realizar o seu congresso, lê-se num despacho daquela instância.

No documento a que a Lusa teve terça-feira acesso, o tribunal declarou como nula a decisão que considerou como extinta a instância decretada por um outro tribunal em março passado, na sequência de uma medida que tinha sido tomada pelo PAIGC no diferendo com Bolom Conte.

Conte tinha tentado uma providência cautelar a pedir ao tribunal que impedisse a realização do 10.º congresso ordinário do PAIGC, por considerar que o seu nome foi cortado das listas de delegados à reunião, de forma injusta.

Na altura, o partido contestou a decisão e antes mesmo que houvesse um pronunciamento do tribunal, mandou retirar o guião que iria orientar a reunião magna, por entender que era o motivo da discórdia com Bolom Conte.

O juiz do Tribunal Regional de Bissau (TRB), Lassana Camará, defendeu, no seu despacho, que "tendo sido a adoção de tal guião motivo que determinou a instauração da presente ação declarativa de anulação do referido guião", e, "uma vez revogado, então, deixou de existir objeto de causa".

"Pelo exposto, e atento ao disposto no artigo 287.º al. e) do CPC, declara-se extinta a presente instância declarativa, por inutilidade superveniente da lide", pode ler-se, no despacho, publicado em 15 de março passado.

Insatisfeito com a decisão, Bolom Conte, que o PAIGC afirma ter perdido, entretanto, a condição de militante após se ter filiado a outra formação política, avançou com um recurso junto do Tribunal de Relação.

No passado dia 02 deste mês, aquela instância negou provimento ao recurso de Conte, por considerá-lo improcedente e ainda julgou que aquele tem agido de "má-fé e de forma dolosa ao recorrer de uma decisão cuja instância já estava extinta" através de um despacho do tribunal.

O PAIGC, liderado pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, marcou logo de seguida a data do seu congresso para os dias 19 a 21 deste mês, afirmando-se pronto para "desta vez realizar a reunião" que tinha sido adiada, por problemas na justiça, desde fevereiro.

Bolom Conte voltou a entrar com um recurso de agravo no Tribunal de Relação que agora decidiu  aceitar provimento à petição, determinado que os autos voltem ao TRB para que seja dada oportunidade ao recorrente para que apresente as suas alegações.

Uma fonte judicial contactada pela Lusa explicou que o Tribunal de Relação "está a dizer" que Bolom Conte "não foi dada oportunidade para se pronuncie" quando o juiz Lassana Camará decretou "fim da instância" com a supressão do guião do congresso por parte do PAIGC.


Fontes do PAIGC disseram à Lusa que os advogados e a direção do partido estão a analisar o despacho do Tribunal de Relação e só depois se vão pronunciar sobre se o congresso é adiado novamente ou não.
ANG/Lusa

 

Turismo/Ministério e o Grupo Rahal CI assinam Memorando de Entendimento para a infra estruturação do sector no país

Bissau,17 Ago 22(ANG) – O Ministério do Turismo e Artesanato e o Grupo marroquino Rahal CI, assinaram hoje um Memorando de Entendimento visando a busca de financiamento para a infra estruturação do sector e formação técnico profissional do pessoal.

O referido Memorando contém cinco pontos, dentre os quais, o Ministério do Turismo da Guiné-Bissau e o Grupo Rahal CI irão colaborar em algumas ações no domínio do Programa do Desenvolvimento turístico no país com objetivo de trazer mais-valia para o mercado turístico e demais sectores.

O Grupo compromete-se ainda no âmbito da evolução de atividade turística na Guiné-Bissau a desenvolver serviços nas diferentes áreas similares.

Em declarações à imprensa, o Diretor-geral do Turismo disse que o acordo visa essencialmente apoiar e acompanhar as autoridades guineenses na concretização de projetos e programas a serem implementados no sector.

Umaro Baldé disse que o Memorando visa atingir dois grandes aspectos, e que o primeiro tem a ver com a realização, pela primeira vez, no país de uma Feira Internacional de Turismo.

“Tendo em conta que ainda não temos experiência na organização de eventos desta envergadura, contamos com o acompanhamento deste Grupo que já deu provas em vários países de África, tais como a Costa de Marfim onde tem um filial”, disse Baldé.

Segundo aquele responsável, independentemente da organização da Feira Internacional de Bissau, o Grupo Rahal se predispôs a apoiar o Ministério do Turismo para a formação técnico profissional.

“O Grupo vai apoiar o Ministério na implementação de um grande projeto denominado Hotel-Escola com vista a formar e capacitar uma mão de obra qualificada para o sector”, acrescentou.

Umaro Baldé frisou que o Grupo pretende ainda ajudar na infra estruturação do sector, através de facilitação na procura de investidores para demais projetos que tem em carteira.

O coordenador do Grupo Rahal, Kamal Kamal Rahal Essoulami declarou na ocasião  que  vão acompanhar os esforços das autoridades  para o desenvolvimento do sector.

 Rahal Essoulami disse que o Grupo Rahal vai acompanhar o Ministério do Turismo na transformação da Guiné-Bissau num destino turístico, através de sensibilização de investidores bem como na intervenção no domínio de formação técnico profissional dos jovens que irão operar no sector. ANG/ÂC//SG

Cooperação/ONU apresenta quinta-feira novo quadro de cooperação com Guiné-Bissau

Bissau, 17 Ago 22 (ANG) -  O Coordenador Residente do Sistema das Nações Unidas em Bissau, Anthony Ohemeng-Boamah realiza quinta-feira(18) um encontro com a imprensa guineense para a apresentação das reformas da ONU introduzidas no programa de cooperação com a Guiné-Bissau, para o período 2022/2026.

Sede da ONU em Bissau
O chamado “Quadro de Cooperação das Nações Unidas para a Guiné-Bissau”é um documento de 68 pâginas,  dividido em quatro capítulos e alista três prioridades estratégicas  e suas respectivas previsões .

Por excempo, em relação a primeira prioridade estratégica -  Governação transformadora e inclusiva que respeita o estado de direito e sustenta a paz - prevê-se que em 2026, as pessoas na Guiné-Bissau gozem de uma melhor governança democrática, paz e Estado de direito e que as suas necessidades básicas são satisfeitas.

Para a segunda prioridade  que é a Transformação Económica Estrutural, Desenvolvimento Sustentável e Crescimento Verde Inclusivo e Resiliente que não deixa ninguém para trás – as previsões são de que em 2026 , a Guiné-Bissau alcançe uma transformação económica estrutural impulsionada por uma maior capacidade produtiva e o acréscimo de valor da economia azul.

E quanto a terceira prioridade - Desenvolvimento do capital humano – o desejo é de que até 2026, a população da Guiné-Bissau, especialmente os mais vulneráveis, tenha um acesso crescente e equitativo aos serviços sociais essenciais de qualidade, incluindo em situações de emergência. 

“O Quadro de Cooperação assenta  e integra prioridades para a construção da paz, reforçando sinergias entre o desenvolvimento inclusivo e centrado no cidadão que resiste a choques como base para enfrentar a insegurança perene, a paralisia de longa data e outras vulnerabilidades e impedimentos estruturais que limitam a trajectória de desenvolvimento sustentável na Guiné-Bissau”, lê-se no documento.

Em Agosto de ano passado,  a ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros , Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzi Carla Barbosa e o então Coordenador Residente das Nações Unidas para a Guiné-Bissau, Mamadou P. Diallo assinaram  uma Declaração Conjunta de Compromisso.

Nesta Declaração, as partes   reafirmaram a determinação  de tabalhar, em conjunto, para o bem-estar do povo, e execução da Agenda 2030 e da Agenda 2063 da União Africana, através das prioridades articuladas neste Quadro de Cooperação, e que dizem estarem alinhadas com as prioridades nacionais de desenvolvimento da Guiné-Bissau.


Segundo o documento, as prioridades apresentadas neste programa de cooperação
  resultaram de um processo inclusivo, participativo e baseado em evidências, envolvendo várias instituições nacionais, organizações da sociedade civil, sector privado, e parceiros regionais e internacionais.ANG//SG

 

        Sudão/Número de mortos por mau tempo e inundações  sobe para 75

 Bissau, 17 Ago 22(ANG) – O número de mortos por chuvas torrenciais e inundações que atingiram recentemente o Sudão subiu para 75, disse o Conselho Nacional de Defesa Civil do país na terça-feira.

Trinta pessoas também ficaram feridas, enquanto 12.551 casas foram destruídas e outras 20.751 danificadas durante as chuvas, disse o conselho em comunicado, citado pela Xinhua.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) divulgou um relatório no domingo dizendo que cerca de 38.000 pessoas foram afectadas pelo mau tempo e inundações desde o início da estação chuvosa no Sudão.

O Sudão sofre frequentemente inundações causadas por fortes chuvas entre Junho e Outubro. ANG/Inforpress/Xinhua

Saúde Pública/Primeira vacina contra a malária do mundo vai beneficiar milhões de crianças (Unicef)

Bissau, 17 Ago 22(ANG) – O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou na terça-feira que a empresa farmacêutica britânica GSK ganhou um contrato para produzir a primeira vacina contra a malária do mundo para proteger milhões de crianças.

Segundo a Xinhua, este contrato histórico, no valor de US$ 170 milhões, vai disponibilizar 18 milhões de doses da vacina RTS,S nos próximos três anos, potencialmente salvando milhares de vidas jovens a cada ano.

As crianças com menos de cinco anos ainda estão entre as mais vulneráveis ​​à malária. Em 2020, quase meio milhão de meninos e meninas morreram da doença apenas na África – isso é uma morte a cada minuto.

Etleva Kadilli, directora da divisão de suprimentos do Unicef, disse que este facto envia uma mensagem clara aos desenvolvedores de vacinas contra a malária para que continuem seu trabalho.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 30 países têm áreas com transmissão moderada ou alta de malária e a vacina pode oferecer protecção adicional a mais de 25 milhões de crianças a cada ano, caso a oferta aumente.

A vacina contra a malária RTS,S, resultado de 35 anos de pesquisa e desenvolvimento, é a primeira vacina contra uma doença parasitária.

ANG/Inforpress/Xinhua

       India/Escândalo com a libertação de gangue de violadores no Gujarat

 Bissau, 17 Ago 22 (ANG) - Um gangue de violadores e de assassinos beneficiaram de um indulto no Gujarat, na Índia, e o caso está a provocar um escândalo. 

Para festejar os 75 anos da independência indiana, o Governo tinha decidido libertar alguns prisioneiros, com excepção para os violadores. Essa excepção para esse gangue tem estado a chocar a população e a oposição tem manifestado também o seu descontentamento.

A consternação está à altura das promessas que foram feitas. O Primeiro-ministro Narendra Modi, na sua mensagem à Nação, tinha apelado ao fim da “humilhação das mulheresOra nesse mesmo dia, o gangue dos violadores foi libertado no Estado de Gujarat.

O gangue é composto por onze homens, condenados a prisão perpétua por terem violado Bilkis Bano, muçulmana grávida na altura, e pelo assassínio de sete membros da família dessa mesma mulher.

A mulher, que sobreviveu, mas perdeu o bebé, era um dos símbolos das vítimas de agressões anti-muçulmanas no Gujarat em 2002. A libertação desse gangue foi uma verdadeira bomba mediática.

O Partido do Congresso já exigiu que «o Governo de Gujarat volte atrás na decisão, ou que Narendra Modi volte atrás nas suas palavras». Quanto ao Partido Comunista declarou, nas redes sociais: «Eis a Nova Índia – Os assassinos e violadores são libertados e os activistas presos».

O Governo de Gujarat afirma que estes homens não foram indultados devido às medidas do Governo central. Na internet, várias pessoas publicam vídeos em que o regresso a casa desse gangue é festejado com flores e com rebuçados. ANG/RFI

 

 

 

   Crimeia/Explosão numa base russa, um acto de sabotagem para Moscovo

Bissau, 17 Ago 22 (ANG) - Uma central eléctrica, uma via férrea, várias casas e uma base russa foram atingidas na terça-feira de manhã com a deflagração de incêndios.

As autoridades russas falam em sabotagem sem que os autores fossem identificados.

Segundo o Ministério russo da Defesa, o incêndio começou num depósito de munições numa cidade a dez quilómetros de Djankoi, maior cidade dessa região, no norte da Península da Crimeia. Duas pessoas ficaram feridas nesse incêndio.

A via férrea ficou danificada e vai perturbar o regresso das pessoas que estavam de férias. Desde já nenhum comboio estará activo nessa zona nesta quarta-feira.

Apesar da via férrea estar reparada, segundo as autoridades russas, não será utilizada por enquanto, e autocarros vão repatriar as pessoas que querem regressar à Rússia.

A Crimeia, anexada em 2014 pela Rússia, também serve neste momento de base para as forças russas que combatem na Ucrânia.

As explosões podem provocar alguns problemas na logística das forças armadas russas.

Na semana passada, uma base militar russa em Saki, no Sul da Península da Crimeia, também foi danificada com um incêndio e várias explosõesEsses incidentes fizeram um morto e vários feridos.

Segundo as autoridades russas esses incidentes foram provocados por negligência.

Moscovo não nomeou os culpados, mas os ucranianos mantêm uma certa ambiguidade. Aliás as autoridades ucranianas pedem aos cidadãos que se mantenham longe das instalações militares russas devido às explosões. Segundo informações recolhidas, várias pessoas tentam sair da Crimeia.

Recorde-se que veículos lança-roquetes foram entregues à Ucrânia e têm uma capacidade para atingir alvos a cerca de 80 quilómetros, no entanto a Ucrânia garantiu que não vai atacar o território russo… mas o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lembrou que a Crimeia é ucraniana.ANG/RFI

 

 

Mali/ Analista descreve como “complexa” situação do país com a junta militar a "falhar completamente" no combate ao terrorismo

Bissau, 17 Ago 22 (ANG) - As forças francesas da operação Barkhane abandonaram esta semana o Mali após quase 10 anos de presença gaulesa e  Rui Neumann, jornalista e membro do Observatório Político em Lisboa e do Institut de Relations Internationales et Stratégiques em Paris, antecipa uma situação "complexa" para este país actualmente liderado por uma junta militar "que está a falhar na gestão do país".

"Para o Mali vai ser uma situação de grande complexidade apesar de a junta militar, chefiada pelo coronel Assimi Goïta, estar a seguir uma linha de conduta de certa forma devido à nova parceria com a Rússia, mas também a seguir a vontade popular. O Mali nestes dois últimos golpes de Estado desenvolveu um fenómeno de populismo e uma radicalização da opinião pública que também empurraram a França para fora do território maliano", disse Rui Neumann.

Após quase 10 anos de intervenção no terreno, os terroristas que em 2013 ameaçavam Bamako espalharam-se a outros países, fixando-se no Norte do país e também no Niger, no Burkina Faso, no Benim, no Gana, Togo ou Costa do Marfim. Esta nova geografia vai levar a uma adaptação da presença francesa no Sahel, que apesar de já não estar no Mali, vai continuar a combater os jihadistas.

"A operação Barkhane vai ter de rever completamente a sua forma de operacionalidade porque estava concentrada, o epicentro deixa de ter sentido já que estava no Mali. A França certamente que já redefiniu a nova estratrégia, Emmanuel Macron já tinha dado sinais desta nova doutrina, ou seja entrar uma segunda cintura de combates com estes insurgentes", explicou o jornalista.

Assim, mais do que soldados na região, a França vai possilvemente optar por mais ataques aéreos e operações de informações, movendo os seus militares para o Niger, Chade e Burkina Faso.

Ao mesmo tempo, a situação no Mali é instável com Rui Neumann a duvidar da capacidade das tropas malianas de enfrentarem a ameaça terrorista sozinhas já que têm pela frente jihadistas "extremamente experientes". Quanto à situação social, Rui Neumann diz que a situação de aparente apoio popular à junta pode mudar, especialmente se os malianos não tiverem melhorias a nível económico e se sentirem seguros, podendo originar assim um novo golpe de Estado.

"Tanto o Presidente como o Governo maliano estão a falhar completamente nesse combate e, por vezes há um efeito boomerang, ou seja, a população apoia de uma forma quase radical a coragem da junta militar de expulsar a França, mas quando a mesma junta não responde às situações concretas quer sejam económicas ou de segurança, isso pode levar ao regresso do boomerang e resultar num golpe de Estado", indicou Neumann. ANG/RFI

 

 

 

 

terça-feira, 16 de agosto de 2022

Sociedade/ Governo promete acompanhar implementação do Projecto de Paz “Kassumaiaku”


Bissau, 16 Ago 22 (ANG) - O Secretário de Estado da Juventude e Formação Profissional reiteirou o engajamento do Governo através do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto de acompanhar a Juventude e neste caso o projecto de Paz “Kassumaiaku”, para que
  tenha impactos positivos nas regiões onde vai ser implementado.

Agostinho N´tante Djú que falava hoje durante a apresentação do Projecto da Paz “Kassumaiaku”, da autoria da cidadã guineense, Lizidória Mendes, sustentou  que vive-se momentos muito criticos, com desafios globais que ameaçam seriamente a paz e estabilidade das nações.

Neste contexto,segundo Djú, os jovens e as mulheres que constituem a maioria da população, podem jogar um papel fundamental na consolidação da paz e coesão nacional, através da superação dos desafios, criação de projectos  para mudanças positivas num  país.

“Por exemplo, além de incentivar a participação ativa da comunidade podem contribuir para a formação de futuros líderes.

Para o Vice-presendente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Victorino Indeque, o Kassumaiaku vai reforçar  muitos outros projetos de paz, nomeadamente  “ No Sunha paz” e “ No kudji paz”, que  visam promover o fim do extremismo violento e contribuir para a consolidação da paz e coesão nacional, através do reforço da participação civica, trabalho em rede e estabelecer parceria estratégicas entre as organizações da sociedade civil e as instituições do Estado.

Indeque sublinhou  que a Guiné-Bissau é fustigada pelas recorrentes instabilidades politicas e social desde a sua independencia , situação agravada pelo conflito politico militar de 1998, pondo o país numa situação de vulnerabilidade.

“Para ter a paz precisamos de reconhecer, publicamente, que no passado fizemos coisas condenáveis, e comprometermos que nunca mais vamos repetir os mesmos erros e que todas as divergência e contradições entre as forças vivas da nação serão dirimidas através de um diálogo franco e aberto ou pela  justiça”, disse Victorino Indeque.

O projecto de paz “ kassumaiaku” foi hoje apresentado em Bissau e conta com parceria da União Europeia e visa promover a paz como uma via sustentável para o desenvolvimento. ANG/LPG/ÂC

Transportes terrestres/Diretor-geral de Viação e Transportes Terrestres considera de positivo a “Operação Stop” realizada na semana passada

Bissau,16 Ago 22(ANG) – O Diretor-geral de Viação e Transportes Terrestres, considerou de positiva a “Operação Stop”, levada a cabo pelas entidades lidadas  à segurança rodoviária, entre os dias 11 e 12 do corrente mês, em Bissau.

Em conferência de imprensa realizada hoje, André Deuna afirmou que a referida operação obrigou aos proprietários das 453 veículos a recorrerem a Agência de Seguros Guinebis para regularizarem os seus pagamentos.

Segundo Deuna, proprietários de 247 veículos viram-se obrigados a pagar Seguros junto da Agência seguradora Nsia, 562 tiveram que pagar as taxas do  Fundo de Conservação Rodoviária e 62 pagaram a Contribuição Industrial na Direcção Geral de Contribuições e Impostos.

Ainda como efeitos dessa operação contestada pela Federação de Motoristas,Deuna acrescentou que o Centro de Inspeção de Automóveis recebeu 247 veículos, 21 foram pagar  licenças de Circulação  e que 111donos de viaturas  pagaram o Título de Registo de Propriedade.

O Diretor-geral de Viação e Transportes Terrestres nega que os seus serviços estejam a violar o Memorando de Entendimento assinado com a organização de motoristas, em 2018, no que se refere ao pagamento de multas.

 Deuna sustenta que  nenhum utente rodoviário é obrigado a pagar  coimas nas vias públicas, e afirma que  todos os pagamentos são efetuados no Tesouro Público.

“Ouvimos as ameaças proferidas pelos responsáveis da Federação de que a próxima greve que irão convocar ficará na história. Que fiquem avisados de que   doravante a autoridade do Estado será aplicada contra os perturbadores da ordem”, referiu Deuna.

Aquele responsável disse ainda que, doravante, o Estado vai passar a pôr ordens em todos os Terminais de Transportes Públicos ao nível nacional, porque os referidos espaços não pertencem aos motoristas.

André Deuna acusou ainda Aos motoristas de estarem a especular os preços de transportes fixados pela Direção-Geral de Viação, tendo prometido banir a referida prática.

Anunciou  que vão desencadear uma nova “Operação Stop”, numa data a anunciar, e que será alargada ao  interior do país, com a finalidade de  acabar, de vez, com a circulação de viaturas sem documentos legais. ANG/ÂC//SG

   Kiev/Primeiro navio da ONU com cereais para África parte de porto ucraniano

 

Bissau, 16  Ago 22(ANG) – O primeiro navio humanitário fretado pela ONU para transportar cereais ucranianos deixou hoje o porto de Pivdenny, para África, com cerca de 23.000 toneladas, anunciou o Ministério das Infra-estruturas da Ucrânia.

“Esta manhã, o cargueiro partiu para o porto de Djibuti, onde a comida será entregue à chegada aos consumidores na Etiópia”, escreveu o ministério na plataforma de mensagens Telegram.

O navio foi fretado pelo Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas.

O ministro das Infraestruturas ucraniano, Oleksander Kubrakov, disse esperar que “mais dois ou três” navios fretados pela ONU partissem em breve.

Este é o primeiro carregamento de ajuda alimentar a deixar a Ucrânia desde que foi assinado em Julho por Kiev e Moscovo um acordo de exportação de cereais ucranianos, bloqueado devido à guerra entre os dois países.

O primeiro navio comercial partiu no dia 01 e mais de 15 navios no total deixaram a Ucrânia desde a entrada em vigor do acordo, segundo as autoridades ucranianas, mas nenhuma carga humanitária da ONU tinha ainda zarpado.

A Ucrânia e a Rússia estão entre os maiores exportadores mundiais de cereais, cujos preços dispararam desde o início da guerra.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial, um número recorde de 345 milhões de pessoas em 82 países estão agora em grave insegurança alimentar, enquanto até 50 milhões de pessoas em 45 países estão em risco de morrer à fome sem assistência humanitária. ANG/Inforpress/Lusa

Birmânia/Líder do governo deposto Aung San Suu Kyi condenada a mais seis anos de prisão

Bissau, 16 Ago 22 (ANG) - Aung San Suu Kyi, ex-dirigente birmanesa, foi condenada nesta segunda-feira (15) a mais seis anos de prisão no âmbito de um processo movido pela junta militar, julgado como “politico” pela Comunidade Internacional.

Com esta condenação, a Prémio Nobel (Paz) de 77 anos – que já tinh
a sido condenada por um total de 11 anos de prisão –, foi considerada culpada por 4 casos de corrupção que elevam a sua pena a 17 anos de cadeia. Porém, esta pena pode aumentar devido à quantidade de processos que ainda estão por julgar, que podem acrescentar algumas dezenas de anos de reclusão para a líder do governo deposto.

Em Fevereiro de 2021, Aung San Suu Kyi foi presa durante um golpe de estado levado a cabo pelo comandante-chefe das forças armadas, Min Aung Hlaing, e foi levada para a prisão de Naypyidaw – onde se encontram centenas de deputados – no final de Junho.

O estabelecimento prisional, onde a antiga Conselheira de Estado permanece em isolamento, também é palco do processo movido no ano passado pela junta a portas fechadas.

Os legisladores indicados pela junta apertaram o “cerco” contra as pessoas próximas à condenada, ao proibirem que os advogados comuniquem com a imprensa e organismos internacionais.

Não obstante, fontes próximas ao processo afirmam que a dirigente apresentava um “bom estado de saúde” no início da leitura do julgamento desta manhã.

Esta condenação soma-se à lista de processos que ainda estão por julgar.

Além da acusação de corrupção, Suu Kyi enfrenta outros processos por violação da lei sobre os segredos de Estado, por suposta fraude eleitoral e por sedição, todas passíveis de penas consideráveis à luz da constituição birmanesa.

No final de Abril, a activista foi condenada a cinco anos de prisão em virtude da lei anticorrupção, por ter recebido cerca de 600 mil dólares e mais de 11 quilos de ouro por parte do antigo ministro e governador da região de Rangum. Soma-se outra condenação pela importação e posse ilegal de “walkie-talkies”, por uma suposta violação das restrições ligadas à COVID-19 e incitação ao desacato público.

Outras figuras do governo e pessoas próximas a San Suu Kyi também foram condenadas.

Nang Khin Htwe Myint, chefe do gabinete ministerial, foi condenada a 75 anos de cadeia e Phyo Zeya Thaw, deputado e artista, foi condenado à morte e executado no final de Julho.

Vencedora do Prémio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi é uma figura ilustre do seu país. Conhecida pela sua posição "pró-democracia", esteve presa por cerca de 15 anos durante os regimes militares anteriores.

Esta detenção provocou uma onda de manifestações violentas por todo o país. Até ao momento, cerca de 2100 civis foram mortos pelas forças de segurança e mais de 15 000 pessoas foram detidas, de acordo com organizações de direitos humanos locais. ANG/Angop

             Afeganistão/Mais de 80 jornalistas detidos e torturados

Bissau, 16 Ago 22 (ANG) - Mais de 80 jornalistas foram presos e torturados no Afeganistão no espaço de um ano, desde que os talibãs regressaram ao poder, por relatarem protestos pacíficos, revela a Amnistia Internacional (AI) num relatório publicado esta segunda-feira.

Segundo a AI, só em Maio e Junho, o Comité para a Protecção dos Jornalistas registou 11 detenções no Afeganistão, refere a organização de defesa dos direitos humanos, que denuncia "impunidade generalizada" para crimes como tortura e assassinatos por vingança.

No último ano, mais de 80 jornalistas foram presos e torturados por relatarem protestos pacíficos e o Afeganistão ocupa agora o 156.º lugar entre 180 países no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), uma deterioração significativa face ao seu 122.º lugar em 2021.

"O que se seguiu ao fatídico dia de 15 de Agosto de 2021 (dia em que os talibãs voltaram ao poder, após a retiradas das forças internacionais) é uma crise de direitos humanos numa escala sem precedentes", aponta a AI num relatório documentado com entrevistas e fotografias.

"Fui espancado e chicoteado com tanta força nas pernas que não conseguia suportar ... A minha família assinou um documento prometendo que não falaria sobre o que me aconteceu após a minha libertação. Se o fizesse, os talibãs teriam o direito de prender toda a minha família", relatou um jornalista citado pela AI.

A Amnistia, segundo o site notícias ao minuto, considera que os meios de comunicação social do país e a liberdade de imprensa foram esmagados por uma combinação das restrições impostas pelos talibãs mas também pela crise financeira precipitada pela vitória do grupo.

Um inquérito coordenado pela RSF concluiu que 43 por cento dos órgãos de comunicação social tinham desaparecido três meses após a captura de Cabul pelos talibãs.

Cerca de 84% das mulheres jornalistas e 52% dos trabalhadores dos media do sexo masculino perderam o emprego durante este período, mostra o inquérito.

Em 19 de Setembro de 2021, o Centro de Comunicação e Informação do Governo emitiu um despacho contendo uma formulação vaga que proíbe os jornalistas de publicarem histórias "contrárias ao Islão" ou "insultos às figuras nacionais" e desde então foram impostas outras 11 regras restritivas ao jornalismo.

No relatório "O regime dos Talibãs: Um Ano de Violência, Impunidade e Falsas Promessas", a AI apela aos talibãs para que parem imediatamente de cometer violações e crimes graves em matéria de direitos humanos e pede à comunidade internacional que tome "medidas significativas" para os responsabilizar pelos crimes cometidos. ANG/Angop

Quénia/Protestos violentos  pela vitória de William Ruto que líderes africanos já felicitam

Bissau, 16 Ago 22(ANG) – Protestos, por vezes violentos,
eclodiram hoje em alguns pontos no Quénia, após o anúncio da vitória nas eleições presidenciais de 09 de Agosto do vice-presidente cessante, William Ruto, a quem líderes africanos já felicitaram.

Aos 55 anos, William Ruto foi declarado vencedor pelo presidente da comissão eleitoral com 50,49% dos votos, contra 48,85% do seu rival, Raila Odinga.

Os protestos eclodiram em vários bairros da capital Nairobi, como Mathare, Kayole e Kibera. Pneus foram incendiados para bloquear ruas e jovens atiraram pedras enquanto outros sopravam em vuvuzelas e assobios.

“O voto de Baba” (“pai”, em Suaíli, a alcunha dada pelos seus apoiantes a Raila Odinga) “foi roubado”, denunciou Emmanuel Otieno, taxista de motocicleta.

Em Kisumu (oeste), outro reduto do veterano político queniano de 77 anos, os protestos eclodiram e foram dispersos por gás lacrimogéneo.

Embora o país tenha permanecido calmo até agora, apesar da espera de dias pelos resultados, o ambiente tornou-se tenso segunda-feira e a polícia foi destacada em algumas zonas do país, abaladas no passado por protestos e violência pós-eleitoral por vezes mortal.

“O governo deve ouvir. Ele tem de refazer as eleições. Raila Odinga deve ser Presidente”, disse Isaac Onyango, de 24 anos, à France-Presse (AFP), com os olhos irritados com o gás lacrimogéneo disparado pela polícia para dispersar a multidão.

Noutros locais, milhares de quenianos saíram às ruas para festejar a vitória do vice-presidente cessante, como em Eldoret, no Vale do Rift.

Milhares de pessoas reunidas durante horas em frente a um ecrã gigante festejaram no segundo em que foram pronunciadas as palavras “sete milhões de votos”.

“É um dia fantástico! Sinto-me muito feliz, muito orgulhoso. Este país precisava de mudança”, disse James Kipror, 32 anos, à AFP.

Alguns líderes de países africanos, como a Etiópia, a Somália ou Zimbabué, felicitaram já o novo Presidente eleito do Quénia.

“Os meus parabéns a William Ruto pela sua eleição como Presidente da República do Quénia”, disse o primeiro-ministro da vizinha Etiópia, Abiy Ahmed, na sua conta no Twitter, pouco depois da publicação dos resultados eleitorais.

Na mesma rede social, o Presidente da vizinha Somália, Hassan Sheikh Mohamud, deu as suas “mais sinceras felicitações” ao Presidente eleito por “se tornar o quinto Presidente do Quénia”.

O Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, escreveu no Twitter as suas “felicitações” a Ruto e disse não ter “dúvidas de que servirá o seu país, o seu povo e o continente [africano] com distinção”.

Todas as eleições presidenciais no Quénia têm sido disputadas nas ruas ou em tribunal desde 2002.

Em 2007-2008, a contestação dos resultados por Raila Odinga levou a confrontos intercomunitários que fizeram mais de 1.100 mortos e centenas de milhares de deslocados, os piores confrontos pós-eleitorais desde a independência do Quénia em 1963. ANG/Inforpress/Lusa