População
de Mansaba engajada a respeitar Direitos Humanos
Bissau,
09-01-2013 (ANG) – Pelo menos quarenta e duas tabancas do sector de Mansaba, região
de Oio declararam dia 08, seu engajamento ao respeito de dos direitos humanos e
abandono de praticas nefastas nas referidas localidades.
As
tabancas em questão prometeram eradicar factores como descriminação, violencia
contra mulheres e crianças, excisão, casamento forçado e precoce, bem como
outros males que antes assolavam não só aquelas como a maioria das comunidades
do país.
O ponto
culminante da cerimonia aconteceu no momento em que a fanateca, Mussuba Seide
procedeu a entrega da faca com a qual excisava as crianças, ao Ministro da
Saude, Agostinho Cá, simbolizando assim a abdicação dela e de suas colegas
desta prática que “agrede e mutila o corpo feminino”.
Durante
os mais de 30 anos que exerceu nas tabancas de Mansaba, a fanateca Mussuba
Seidi informou ter excisado uma media de quinhentas raparigas.
“Hoje,
com os ensinamentos recebidos da Tostan entendi que a prática de excisão é
nefasta, perigosa e deve ser abandonada e o melhor a fazer é entregar a minha
faca as autoridades competentes como sinal de renuncia”, confessou a ex-fanateca,
que reconhece que a pratica não está recomendada no alcorão como algumas duas
suas colegas sustentam para justuificar esta pratica.
O
Ministro da Saúde prometeu que o governo vai procurar alternativas para
responder as preocupações levantadas pelas ex-fanatecas e defendeu, por outro
lado, a necessidade de se assegurar o futuro das suas tabancas, através de
formação das populações locais.
Agostinho
Cá elogiou coragem demonstrada pela população de sector de Mansaba, através da
declaração feita e que demonstra o seu engajamento em abandonar as praticas
reprovadas pela sociedade.
Segundo
o coordenador de Tostan, durante os três anos de assistencia as populações de
Mansaba foram concedidos creditos e que permitiram as mulheres nestas
localidades desenvolver actividades lucrativas e, tambem, foram criados treze
comités de gestão comunitária nas tabancas e que vão prosseguir com os
trabalhos de sensibilização as populações.
“A
declaração feita pelas mulheres fanatecas são encorajadoras. São elas que praticam
excisão e e não os homens e agora foram elas que, sem qualquer pressão ou influencia,
vieram denunciar as consequencias das suas prática”, rigozijou-se AlassanDiediou.
Com
64 votos a favor, 3 abstenções e 1 contra, o Parlamento da Guiné-Bissau - a
Assembléia Nacional Popular - aprovou ano passado a lei que proíbe a Mutilação
Genital Feminina (MGF) no país.
Metade
da população de mulheres da Guiné-Bissau é vítima de mutilação genital
feminina: cerca de 375 mil mulheres e meninas são cortadas, cada vez mais em
idade muito precoce.
Por
outro lado informou que cerca de 2000 Mil pessoas, dentre as cerca de 230 que estiveram sob a orientação de Tostan nas
referidas tabancas são adolecentes que receberam ensinamentos sobre todos os
direitos humanos, nomeadamente o direito a um nome, uma familia e uma
nacionalidade as crianças recem-nascidas, e que constitui um dos quatro pontos
essencias da declaração.
Higiene
da tabanca, saúde da sua população, gestão pelos membros da comunidade dos
projectos e alfabetização de adultos e menosres constiuem outros dos temas de
acções de sensibilização efectuadas pelos divulgadores do Tostan nas tabancas
das regiões de Oio, Bafata e Gabú, onde operam.
ANG/FGS/JAM
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