China/Políticas, abertura e plataformas fortalecem cooperação comercial China-África
Bissau, 29 Jun 26(ANG) A
praça comercial de Changsha, a capital da Província de Hunan, no centro da
China, virou atração para milhares de consumidores de produtos africanos .
"Graças à política chinesa de
tarifa zero, os custos das matérias-primas caíram entre 20% e 25%, e repassamos
essa economia diretamente aos consumidores", disse Zuo Dongnan, que há
anos atua no comércio entre a China e o Mali. Segundo ele, a empresa importa
cerca de 300 mil toneladas de matérias-primas por ano, e o volume continuará
crescendo.
Desde 1º de Maio deste ano, a China
ampliou o tratamento de tarifa zero para todos os 53 países africanos com os
quais mantêm relações diplomáticas. Para
os países africanos de língua portuguesa, essa política abre novas
possibilidades.
Na Guiné-Bissau, os produtos como
castanha de caju, pescado, e gergelim podem se beneficiar do tratamento
tarifário favorável. Segundo Lassana Fati, diretor-geral do Comércio Externo do
Ministério do Comércio e Indústria da Guiné-Bissau, como a agricultura é um
pilar da economia guineense e está ligada ao sustento de muitas famílias, a
ampliação do acesso ao mercado chinês é vista como uma oportunidade para
conectar melhor a produção local à demanda chinesa, atrair investimentos,
aumentar a competitividade e apoiar a redução da pobreza.
Lassana escreveu em um artigo que a
política de tarifa zero da China representa uma medida prática de apoio económico,
capaz de ajudar o país a transformar a sua riqueza em recursos, em vantagens de
desenvolvimento. Segundo ele, a Guiné-Bissau está disposta a aprofundar a
cooperação econômica e comercial com a China e compartilhar oportunidades de
desenvolvimento.
Em 8 de junho, durante um encontro
entre a embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, e o ministro da
Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique, Roberto Mito Albino, Albino
elogiou as relações entre Moçambique e a China e os resultados da cooperação
agrícola entre os dois países, agradecendo o apoio de longa prazo da China ao
desenvolvimento agrícola de Moçambique e manifestando a disposição de
fortalecer o diálogo sobre políticas e a cooperação prática, a fim de promover
a entrada de mais produtos moçambicanos de alta qualidade no mercado chinês.
Para facilitar a entrada de produtos
africanos no mercado chinês, a Província de Hunan lançou sistemas pioneiros de
avaliação prévia para alimentos africanos exportados à China. O mecanismo
permite que especialistas chineses revisem padrões de produção e processamento
antes do embarque, encurtando o período de inspeção e ajudando pequenos
exportadores africanos a ajustar processos com antecedência.
Os resultados são visíveis. Em 2025,
as importações de Hunan provenientes da África cresceram 27,2%, atingindo 30,92
bilhões de yuans (US$ 4,56 bilhões). Os consumidores chineses agora desfrutam
dos abacaxis frescos do Benin, dos grãos de café da Etiópia e dos grãos de
cacau de Uganda, enquanto se espera que as importações de nozes de macadâmia da
África do Sul e de abacates do Quênia continuem aumentando.
Além da facilitação comercial, a construção de plataformas permanentes de cooperação tornou-se outro fator importante para aprofundar os laços econômicos e comerciais entre China e África. Em Changsha, um pavilhão de exposição permanente no Grande Mercado de Gaoqiao reúne produtos de todos os 53 países africanos com relações diplomáticas com a China. O local abriga também centros de serviços, incluindo um escritório de ligação para instituições empresariais China-África, oferecendo serviços comerciais durante todo o ano.
A Província de Hunan fortalecerá a inovação institucional e a integração de políticas, explorará ativamente novas formas, modelos e mecanismos de negócios para a cooperação econômica com a África e ampliará novas formas de comércio de troca, ao mesmo tempo que promoverá o desenvolvimento integrado da produção, do processamento e do comércio, disse Shen Xiaoming, secretário do Comitê Provincial de Hunan do Partido Comunista da China.ANG/ Xinhua

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