Saúde pública/Coletivo de 399 técnicos estagiários do
HNSM anuncia suspensão do serviço por período indeterminado
Bissau, 29 Jun 26 (ANG) - O coletivo
de 399 técnicos estagiários do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) anunciou no
passado fim de semana a suspensão dos serviços que prestavam por período
indeterminado.
Segundo o coordenador do coletivo,
Amadú Mané, a decisão de suspender actividades representa uma forma de pressão
ao Governo de Transição para que regularizasse a situação desses quadros da
saúde perante a administração pública nacional.
“Existem estagiários que já fizeram entre dois
à oito anos de serviço e outros nove meses de serviço, sem qualquer tipo de
remuneração, ganho ou benefícios e muito menos uma contratação”, denunciou
Baldé em conferência de imprensa.
Disse que já tiveram encontros com a direcção do HNSM e com a do Ministério
de Saúde, mas que, infelizmente, não receberam nenhuma garantia de haver uma situação que pode lhes assegurar no serviço .
“Por isso, decidimos suspender
as actividades por período indeterminado. Não é normal que continuemos a
investir os nossos meios no transporte para chegar ao hospital sem qualquer
tipo de benefício. Decidimos suspender como forma de pressionar uma contracção,
remuneração, entre outras vantagens”, disse Amadú Baldé.
O coordenador do coletivo disse
que, actualmente, as escalas de serviços feitas no HNSM são cobertos por estagiários.
“Na realidade precisam dos nossos serviços, mais ao mesmo tempo não estão a evidenciar
esforços para nos assumir”, disse.
Questionado sobre o seu
juramento de salvar vidas, Baldé respondeu que, na verdade têm a missão de
salvar vidas, mas que também precisam sobreviver .
Disse que, com a suspensão,
de certeza, vários doentes vão ficar sem atendimento médico, o que , segundo
diz, vai provocar “consequências indesejáveis”. ANG/AALS/ÂC//SG

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