quarta-feira, 24 de junho de 2020
Politica/2ª Vice-Presidente do PAIGC diz que o
pais vive momentos de “terrorismo de Estado”
Bissau, 24 Jun 20 (ANG) – A Segunda
Odete Costa Semedo reagia
numa conferência de imprensa sobre a detenção de Armando Correia Dias (Ndinho),
membro do Comité Central do partido, ocorrida entre sábado e terça-feira, na
segunda esquadra, em Bissau.
“Como se explica num Estado organizado com seus órgãos de soberania, que impera sobre todos nós e quando cada um de nós é detido, na via pública, quando alguém saí e não sabe se volta para casa e quando não tem segurança da sua pessoa e nem dos seus bens. Isso significa que estamos perante um caos, ou perante terrorismo de Estado “,disse a dirigente dos libertadores.
Semedo apelou aos militantes do PAIGC a se cuidarem, frisando que quando se está num lugar onde quem os devia proteger está a persegui-los, a lhes molestar, significa que não há à quem pedir amparo.
Afirmou que é por isso que
estão a questionar do paradeiro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
(CEDEAO), uma vez que as Nações Unidas mandatou a União Africana para mediar o
caso da Guiné-Bissau e este por sua vez fez o mesmo com a CEDEAO por ser a
maior organização sub-regional .
Odete Semedo disse que esta
organização sub-regional tinha o dever de dar seguimento ao cumprimento dos
pontos constantes no comunicado que reconheceu o Sissoco Embalo como Presidente
da República, o que não aconteceu ou seja não houve nenhuma missão de
seguimento e avaliação da situação do país .
“Uma vez que o prazo para
formar um novo Governo de acordo com os resultados eleitorais como manda o
comunicado da CEDEAO já passou há meses e estamos a assistir o rapto e espancamento
de deputados e de outras pessoas em suas casas, sem qualquer mandato policial
ou judicial e essas acções vão ao encontro do nosso conceito de “terrorismo de
Estado”, explicou.
Odete Semedo considerou a
actual situação do país como sendo uma colonização dos pretos, salientando que
a arma do seu partido é a caneta e o computador, acrescentando que não temem a
fuga dos seus deputados.
“O partido não habitua a
andar atrás dos seus deputados porque
conta com a fidelidade dos mesmos ao PAIGC, uma vez que esta organização
acredita nos seus membros até prova
contrária, uma vez que cada deputado é uma cabeça e cada cabeça a sua
sentença”, disse.
Por seu turno, em nome do colectivo
dos advogados do PAIGC, Suleimane Cassamá disse que os seus direitos como
advogados foram violados ao impedirem-lhe de ver e falar com o seu cliente como
manda a lei,acusando as forças da ordem de “sequestrarem” Armando Correia Dias.
“Digo isso porque há requisitos
que devem ser observados numa detenção. Não se apanham pessoas na via pública, retirando-as
à força da viatura, colocando algemas e o pior de tudo difundir a sua imagem
nas redes sociais o que demonstra a má fé dos executores desse macabro plano”, referiu.
O advogado questiona ainda
do motivo de não detenção do dono da viatura onde seguia Armando Dias e nem do
deputado que estava igualmente na viatura uma vez que se alega que a arma foi
encontrada ali.
Cassamá disse que o seu
constituinte não foi intimado, e que até hoje
não existe um documento que mostra que houve uma ordem de alguém para
prender o Ndinho, como também é conhecido, acrescentando que só com os esforços das Nações Unidas e
algumas organizações conseguiram ver o seu constituinte, que é diabético, referindo
que não foi respeitado o seu estado de saúde .
Para o advogado, os passos
dados nesse diferendo não permitem acreditar que as armas eram na verdade do
Armando Correia Dias .
“Mesmo se fosse verdade, o
procedimento devia ser outro, uma vez que o meu constituinte não está em risco de fuga do país”, disse.
Armando Correia Dias, preso no sábado foi posto em liberdade terça-feira a tarde, após cinco horas de audição tendo sido lhe aplicado medidas de coação que se traduzirá na apresentação periódica no Ministério Público.ANG/MSC/ÂC//SG
Covid-19/Operadores Turísticos querem apoio do
Governo para relançar suas actividades após
pandemia
Bissau,24 Jun 20(ANG) – O
Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau afirmou
que os seus associados são os maiores prejudicados com a aplicação do estado de
emergência decretado no país no âmbito de prevenção ao covid-19.
Em conferência de imprensa, terça-feira, Jorge Paulo Cabral disse que depois de levantado o período de estado de emergência, os seus associados não terão as condições mínimas para retomar as actividades.
Informou que já entabularam
contactos junto do Governo, inclusive entregaram uma proposta de relançamento
ao primeiro-ministro e ao titular da pasta da economia.
“Igualmente mantivemos um
encontro com os responsáveis do Banco Central de Estados da África
Ocidental(BCEAO), para usarem as suas influências no sentido de apoiar os
nossos associados em créditos com juros insignificantes de forma a relançarem
as suas actividades”, afirmou.
O Presidente da Associação
dos Operadores Turísticos frisou que tinham agendado um encontro nesse sentido
com o ministro das Finanças mas que não veio a acontecer devido a sua ausência do país.
Disse que estão empenhados
na realização de um trabalho de base, que consiste em fazer um levantamento
exaustivo da situação de cada operador turístico neste período da pandemia.
Jorge Cabral salientou que
têm a noção clara de que todos não têm o mesmo problema, acrescentando que
existem alguns que estão a funcionar nas suas casas, outros com empreendimentos
alugados e muitos ainda com diferentes números de trabalhadores.
“Portanto, são situações que requerem, antes de mais, um levantamento através de uma ficha individual que a Associação tem em posse neste momento ao nível de Bissau. Ao nível do interior do país estará disponível após o ateliê previsto para a próxima sexta-feira, em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo”, disse.ANG/ÂC//SG
Nigéria/Polícia encerrou sede do partido no poder
Bissau, 24 jun 20 (ANG)
- A polícia nigeriana encerrou na terça-feira a sede do partido no poder e
retirou das instalações membros e funcionários no âmbito de uma batalha
judicial pelo controlo daquela força política, noticiou hoje a agência France
Presse.
De acordo com o
testemunho do jornalista da AFP no local, cerca de 15 agentes da polícia e dos
serviços secretos (DSS) chegaram à sede do Partido Progressista (APC), em
Abuja, ao início da tarde e encerraram as instalações.
"Este destacamento
visa manter a paz e prevenir eventuais perturbações da ordem pública",
afirmou a polícia nigeriana na sua conta do Twitter.
"O que estamos a
ver aqui é ilegal", disse Franck Osai, um dos membros do partido no poder
presente no local durante a operação.
"Os dirigentes da
APC, liderados pelo próprio Presidente Muhammadu Buhari, devem resolver esta
crise", acrescentou.
A APC atravessa uma
grave crise desde a suspensão pelo tribunal no início de Junho do seu
presidente, Adams Oshiomhole, antigo colaborador próximo do chefe de Estado,
Muhammadu Buhari.
O presidente do APC foi
acusado de incompetência por outras facções do partido, tendo recorrido da
decisão.
Entretanto, outros dois membros do partido declararam-se presidentes da comissão política, criando fortes tensões nos círculos de poder em Abuja.ANG/Angop
Cooperação/Presidente Sissocó anuncia apoio da Turquia para
construção de novo aeroporto internacional
Embaló fez este anúncio terça-feira no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, ao regressar de uma visita de três dias à Turquia e ao Qatar.
“Vamos
receber igualmente um grande apoio para os setores da defesa e da segurança.
Vou orientar o governo para estabelecer contatos com o
governo turco para efeitos de materialização dos referidos apoios”, disse.
Sissoco Embaló assegurou que o governo turco
pretende abrir uma embaixada na Guiné-Bissau, pelo que a Turkia
pediu às autoridades guineenses para abrirem também uma embaixada
na Turquia.
Relativamente à sua
deslocação ao Qatar, informou que aquele
país asiático manifestou a vontade de abrir a sua embaixada na
Guiné-Bissau. Acrescentou que o Emir de
Qatar, disse estar disponível para apoiar
o país a para abrir a sua embaixada em Qatar.
“Vamos nomear brevemente um Embaixador
em Angola, porque já temos a representação diplomática deste país em Bissau e
nós devemos nomear também um Embaixador naquele país”, assegurou o Chefe de
Estado, para de seguida sublinhar que a relação entre a Guiné-Bissau e
Angola ultrapassa-lhe a ele e ao Presidente João
Lourenço.
Realçou que os dois países que
visitou mostraram igualmente a vontade de apoiar o relançamento económico da
Guiné-Bissau.
Em relação ao combate da
corrupção que diz ser o seu lema, explicou que
haverá apoios importantes para a Polícia Judiciária, acrescentando
que, se a Polícia Judiciária estiver bem
capacitada com meios, então a economia do país vai andar no bom
caminho.
“A Polícia Judiciária é um elemento de
apoio que devemos ter para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. O Ministério
Público deve ser forte, bem como deve haver justiça para todos. As pessoas
não têm a noção que a corrupção é pior que o coronavírus ou a cólera. Por
isso, vamos dar todo o tipo de apoio a Polícia Judiciária e ao serviço de
informação do Estado”, disse.
“Pedi ao Emir de Qatar que nos
apoie em recursos necessários para equipar a Polícia
Judiciária, ou seja, o setor da justiça em geral. Devemos transformar a
Guiné-Bissau em Singapura de África”, referiu.
O Presidente da República, explicou aos
jornalistas que no encontro de trabalho mantido com o
seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, abordaram questões relacionadas a política internacional, em
particular, o conflito na Líbia.
Lembrou na sua comunicação que antes da
sua deslocação à Turquia, reuniu com o
Presidente Dinnis Sassou Nguesso, indigitado pela União Africana
como mediador da crise líbia.
Na sua visita, o chefe de Estado fez-se acompanhar da ministra dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, Suzi Carla Barbosa, do ministro das Finanças, João Aladje Fadia e de membros do seu Gabinete: Soares Sambú e Califa Soares Cassamá.ANG/O Democrata
Covid-19/Região de Lisboa reforça
medidas para lutar contra novos contágios
Bissau, 24 jun 20 (ANG) -
O Governo português decidiu prolongar o estado de calamidade em 15 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e repor o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento.Passa, ainda, a
haver multas e reforço das forças de segurança nas ruas.
Em causa, as festas
e ajuntamentos que se verificaram nos últimos dias e o elevado aumento diário
de novos casos de covid-19.
Na segunda-feira, no final de uma reunião
com os autarcas dos concelhos com mais novos casos de Covid-19 na última semana
- Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Loures - o primeiro-ministro português,
António Costa, anunciou que “15 freguesias do conjunto destes concelhos” serão
sujeitas a novas medidas de confinamento que entram em vigor à meia-noite.
As medidas incluem a reposição de um
limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento (actualmente estava no patamar de
20 pessoas), multas e reforça das forças de segurança nas ruas.
Por outro lado, todos os serviços
comerciais vão passar a fechar às 20h, à excepção de restaurantes para serviços
de refeições, e também será proibida a venda de bebidas em áreas de serviço e o
consumo de bebidas na via pública.
Os centros comerciais vão, ainda, ser mais
fiscalizados relativamente à entrada, circulação e presença de pessoas por
metro quadrado.
António Costa considerou que estas medidas
restritivas para a área metropolitana de Lisboa substituem os efeitos de uma
eventual cerca sanitária.
Para controlar a expansão da pandemia nas
freguesias identificadas na Área Metropolitana de Lisboa, o governo vai
desenvolver o programa "Bairros Saudáveis" para desenvolver
projetos comunitários de reforço da prevenção nas áreas residenciais que têm
sido mais afectadas.
O executivo quer, ainda, encurtar os
prazos de notificação dos resultados de testes à covid-19 e reforçar as visitas
de vigilância de pessoas em confinamento domiciliário.
Na última semana, o número de novos casos de covid-19 rondou diariamente os 300 e a realização de festas e ajuntamentos com centenas de participantes em Lagos, Carcavelos, Braga e Porto provocou a indignação geral e o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa admitiu medidas mais restritivas para impedir o aumento descontrolado do número de casos. ANG/RFI
Justiça/Policia Judiciária interceta raparigas que estariam a ser levadas para Ásia
para prostituição
Laudolino Medina assinalou que a operação contou com a colaboração da Interpol
e que as raparigas foram encaminhadas de regresso a Bissau, e entregues à AMIC
durante alguns dias, encontrando-se já com as respetivas famílias.
A operação ocorreu há duas semanas, num aeroporto de Marrocos, precisou Medina.
"A intenção era levá-las para um país da Ásia com a promessa de uma vida
melhor, mas a polícia acha que o objetivo era mesmo a prostituição",
declarou o secretario-executivo da AMIC.
Laudolino Medina acredita que situações do género acontecem "desde
sempre", envolvendo raparigas guineenses, que são aliciadas com promessas
de trabalho em países vizinhos da Guiné-Bissau, Europa e Ásia, mas que parece
agravar-se com a pandemia da covid-19, disse.
Medina notou que as autoridades judiciais guineenses, com o estado de
emergência sanitária em vigor no país e em várias partes do mundo, diminuíram o
controlo, o que "parece estar a ser aproveitado pelas redes
mafiosas", observou.
O secretário-executivo da AMI citou um caso de tentativa de adoção fraudulenta
de uma criança de oito meses, cujos pais são do sul da Guiné-Bissau, por parte
de uma cidadã estrangeira a trabalhar em Bissau.
"A senhora está sob custódia das autoridades judiciais guineenses por se
ter verificado que tentou enganar a família do menor de oito meses no sul do
país. Os termos (de adoção) combinados não foram respeitados. A senhora
falsificou a cédula pessoal da criança e foi descoberta pela família",
declarou Laudolino Medina.
A intenção da pessoa era levar a criança para fora da Guiné-Bissau,
acrescentou.
Ainda esta terça-feira um agente da PJ esteve nas instalações da AMIC em Bissau
para receber informações sobre uma jovem rapariga que os pais queriam dar para
casamento, exemplificou Laudolino Medina.
A jovem está refugiada nas instalações da AMIC.ANG/Lusa
Covid-19/ OMS diz que a pandemia «continua acelerada»
Bissau, 24 jun
20 (ANG) -O director-geral da Organização Mundial da
Saúde alertou segunda-feira, durante uma vídeo-conferencia no Dubai, que a
pandemia do novo coronavírus «continua acelerada», após o registo, nos últimos
dias, de mais de 150 mil novos casos.
Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que «a
falta de solidariedade» e «a falta de liderança mundial» representam uma das
maiores ameaças na luta contra a pandemia que provocou cerca de 473 mil mortes.
O patrão da OMS lembrou ainda que o mundo não se conseguirá livrar do vírus se
os países continuarem de costas voltadas.
O aumento de novos casos de coronavírus
está a levar vários países europeu a recuarem nas medidas de desconfinamento.
Em Espanha, as autoridades pediram, terça-feira, prudência para evitar novos
surtos de covid-19, acrescentando que o executivo poderá, se for necessário,
voltar a decretar o estado de emergência para impedir a mobilidade dos
cidadãos. O país foi obrigado a colocar três concelhos da província de Huesca,
depois de ser detectado um surto do novo coronavírus no meio agrícola.
O governo alemão também reforçou medidas
para combater a doença após o surgimento de mais de mil casos numa fábrica de
produção de carne, na região de Renânia-do Norte-Vestefália.
Em Portugal, o governo decidiu prolongar o
estado de calamidade em 15 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana
de Lisboa e repor o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento.
As medidas incluem a reposição de um limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento. Quem não cumprir arrisca ser punido até um ano de prisão. ANG/RFI
Justiça/Dirigente do PAIGC sai em liberdade depois de ouvido pelo Ministério Público
N´Dinho foi recebido à saída do Ministério Público por uma multidão,de homens e mulheres, que fez questão de o saudar com palmas e abraços em sinal de solidariedade.ANG/Lusa
Covid-19/África do Sul anuncia ensaio da possível vacina contra a doença
Bissau, 24 jun 20 (ANG) - Uma possível vacina contra a covid-19,
desenvolvido pela Universidade de Oxford do Reino Unido, começa a ser testado
ainda esta semana na África do Sul, primeira iniciativa do género num país mais
afectado pela pandemia em África, soube-se de fonte oficial.
As provas terão início na província de
Gauteng, onde se localizam Joanesburgo e Pretória, e a instituição responsável
pela iniciativa, a Universidade de Witwatersrand.
O estudo incluirá cerca de 2.000
sul-africanos, cujo país acaba de ultrapassar os 100.000 casos de covid-19 (com
quase 2.000 mortes) .Os participantes incluirão 50 cidadãos que vivem com o
Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH, que causa a sida).
Na Universidade de Witwatersrand, os
responsáveis pelos ensaios salientaram que este é um passo
"importante" para a África do Sul e que participar nos mesmos é uma
forma de ajudar a garantir que a África e os países de baixos rendimentos em
geral não fiquem para trás na corrida global por uma vacina.
"Quando participarmos em ensaios,
há uma obrigação moral bastante forte de podermos dizer 'ajudámos a desenvolver
aquilo que esperamos que seja uma vacina bem sucedida' e, por isso, queremos
garantir que as pessoas no país onde foi desenvolvida tenham acesso a essa
vacina", disse Helen Rees, directora executiva do Instituto de Saúde
Reprodutiva e VIH da Universidade de Witwatersrand.
A vacina em questão chama-se ChAdOx1
nCoV-19 e foi desenvolvida por peritos do Instituto Jenner da Universidade de
Oxford.
Já foram realizados testes promissores
no Reino Unido, mas o impacto decrescente da pandemia nesse país levou os
cientistas a procurarem também noutros Estados para medirem a eficácia do
medicamento.
Assim, para além do território
sul-africano, a vacina também será testada no Brasil e, com maior escala, nos
Estados Unidos da América.
No mês passado, a empresa farmacêutica
AstraZeneca, que chegou a acordo com a Universidade de Oxford para fabricar
milhões de doses, afirmou que, se os resultados forem os esperados, o fármaco
(vacina) poderá começar a ser comercializada no Reino Unido em Setembro ou
Outubro desta ano.
No entanto, os peritos internacionais
alertam para o facto de que, se um remédio eficaz for efectivamente alcançada,
só poderá, na melhor das hipóteses, ser distribuída a nível mundial em 2021.
Existem actualmente pouco mais de cem
vacinas potenciais em desenvolvimento em todo o mundo, mas menos de uma dúzia
estão em ensaios em seres humanos.ANG/Angop
terça-feira, 23 de junho de 2020
Justiça/ANP repudia actos de agressões física contra cidadãos
Bissau, 23 Jun 20 (ANG) - A
Assembleia Nacional Popular (ANP) repudiou em comunicado o que diz ser “sistemáticos actos de agressões física,
coação e de privação da liberdade aos cidadãos guineenses e aos seus
patrimónios”.
A informação consta numa nota da Assessoria de Imprensa da ANP à que a ANG teve ac
esso hoje .Através deste documento, a ANP exige o cumprimento da
Constituição e demais leis da República no que concerne a eventuais suspeitas
de cometimento de infracções contra as instituições da República, à Ordem
Pública e paz social.
Na nota , a ANP exige ainda
que o órgão competente faça um inquérito para apurar as circunstâncias em que
decorrem as sucessivas agressões, para descobrir os seus autores.
ANP recomenda a publicação
dos resultados dos inquéritos feitos e a
sua disponibilização ao Órgão Judicial competente para efeito de responsabilização
criminal , se tal se justificar.
A ANP exige também o esclarecimento do Governo
através do Ministério do Interior sobre as intervenções das forças policias no
país.
“A República da Guiné-Bissau
constitui-se como um Estado de Direito Democrático e criou as suas instituições
e mecanismos próprios para fazer face à violação das regras, normas e
princípios estabelecidos na Constituição e demais leis da República”, refere a
nota.
Acrescentou que os órgãos e as Instituições da República
devem obediência aos ditâmes da Constituição e que devem agir no sentido de
respeitar os direitos, liberdades e garantias fundamentais nela previstos e
preservar a paz e estabilidade social.
“Independentemente das
razões que estão no origem das intervenções das forças policias, a actuação dos
órgãos da soberania e a dos órgãos que deles dependem devem limitar-se ao
necessário a proteger as instituições da República e os direitos, liberdades e
garantias fundamentais dos cidadãos”, lê-se na nota.
A nota da ANP não se refere a nenhum caso em concreto de agressões contra cidadãos mas presume-se que esteja a referir-se aos casos mais recentes de rapto e espancamento do deputado Marciano Indi, do activista Danilson Ferreira vulgo Doka internacional, e agora a detenção do empresário e dirigente do PAIGC, Armando Correia Dias (N´Dinho) e de seu irmão Caló Dias. ANG/AALS//SG
ANP/ Deputados vão analisar actual situação política do país
na próxima sessão ordinária
Bissau, 23 jun20 (ANG) – Os deputados analisam actual situação política do país na IV sessão ordinária da Assembleia Nacional Popular, que começa no dia 29 de junho e termina à 07 de agosto deste ano.
A informação consta no
projecto da ordem do dia da Assembleia
Nacional popular à que a ANG teve acesso
hoje.
O Presidente ANP Cipriano Cassama convocou à
todos os deputados da nação para tomar parte na IV sessão Ordinária da X
legislatura a ter lugar entre os dias 29 de junho a 07 de agosto com inicio
pelas 10 horas.
Nesta sessão, de acordo com ordem do dia, para
além da eleição do primeiro vice-presidente da ANP, os parlamentares vão analisar
a problemática de pandemia do novo coronavírus.
Segundo o documento
do hemiciclo será criada uma Comissão
parlamentar de inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o
rapto e espancamento do deputado da nação Marciano Indi, das circunstâncias da
morte do cidadão nacional Demba Baldé durante uma manifestação e bem como dos
motivos que envolveram a detenção do
cidadão nacional Danilson Ferreira.
O documento ainda refere que nesta sessão os partidos políticos com assento parlamentar vão igualmente indicar nomes de deputados para os representar no Conselho de Estado. ANG/LPG//SG
Covid-19/Vírus já matou 469.060 pessoas e infectou mais de nove milhões no mundo
Bissau, 23 jun 20 (ANG) – A pandemia do novo coron
avírus já matou 469.060 pessoas e infectou mais de nove milhões em todo o mundo desde Dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG de segunda-feira, baseado em dados oficiais dos países.De
acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG
(18:00 em Cabo Verde) de segunda-feira, 9.017.010 casos de infecção foram
oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da
epidemia, nos finais de Dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais
pelo menos 4.223.800 são considerados curados.
Porém,
alerta a AFP, o número de casos diagnosticados reflecte apenas uma fracção do
total real de infecções, já que alguns países estão a testar apenas casos
graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos
estados pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.
Desde a
contagem realizada às 19:00 TMG de domingo, 3.666 novas mortes e 125.049 novos
casos ocorreram em todo o mundo.
Os
países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o México, com 1.044 novas
mortes, Brasil (641) e Índia (445).
Os
Estados Unidos, que contabilizaram a sua primeira morte ligada ao coronavírus
no início de Fevereiro, são o país mais afectado em termos de número de
falecimentos e de casos, com 120.106 mortes para 2.292.867 casos.
Pelo
menos 622.133 pessoas foram declaradas curadas até hoje pelas autoridades
norte-americanas.
Depois
dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil, com 50.617 mortes e
1.085.038 casos, o Reino Unido, com 42.647 óbitos (305.289 casos), a Itália,
com 34.657 mortes (238.720 casos) e a França, com 29.663 mortos (197.251
casos).
Entre
os países mais atingidos, a Bélgica é o que contabiliza o maior número de
óbitos face à sua população, com 84 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida
pelo Reino Unido (63), Espanha (61), Itália (57) e Suécia (51).
A China
(excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente
83.396 casos (18 novos entre domingo e segunda-feira), incluindo 4.634 mortes e
78.413 curas.
A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje, 193.058 mortes e 2.540.198 casos, Estados Unidos e o Canadá 128.578 mortes (2.394.443 casos), a América Latina e Caraíbas 95.968 mortes (2.064.546 casos), a Ásia 29.432 mortes (1.046.831 casos), o Médio Oriente 13.765 mortes (653.824 casos), África 8.128 mortes (308.266 casos) e a Oceânia 131 mortes (8.908 casos).
Esta avaliação foi realizada usando dados colectados pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A AFP alerta que devido a correcções pelas autoridades ou a publicação tardia dos dados, os valores de aumento de 24 horas podem não corresponder exactamente aos publicados no dia anterior.
Portugal, com 1.534 mortes registadas e 39.392 casos confirmados é o 28.º país do mundo com mais óbitos e o 34.º em número de infecções.ANG/Inforpress/Lusa
Justiça/RENAJ considera de “ilegal” detenção do
cidadão Armando Correia Dias -"Ndinho"












