sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

EUA/Trump garante transição pacífica para nova administração e critica manifestantes

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O Presidente cessante dos Estados Unidos da América, Donald Trump, reconheceu hoje a derrota nas eleições de Novembro, apontando que “a nova administração tomará posse” no dia 20, tendo criticado os manifestantes que invadiram o Capitólio na quarta-feira.

Num vídeo divulgado pela sua conta pessoal na plataforma Twitter, Trump afirmou que após a certificação dos resultados pelo Congresso, que confirmaram a vitória do candidato democrata, Joe Biden, “a nova administração tomará posse em 20 de Janeiro” e que o seu foco é agora “assegurar uma transição sem problemas”.

Trump pronunciou-se sobre o violento protesto no Capitólio, considerando que se tratou de um “ataque hediondo” e que o deixou “enfurecido com a violência, a desordem e o caos”.

Apoiantes do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, na quarta-feira, enquanto os membros do congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de Novembro.

“A América foi e sempre será uma nação de lei e ordem. Os manifestantes que se infiltraram no Capitólio desonraram o lugar da democracia americana. Àqueles que participaram nos actos de violência e corrupção: vocês não representam o nosso país. E àqueles que quebraram a lei: vocês vão pagar”, referiu na mensagem o Presidente cessante.

Na quinta-feira, o Congresso dos Estados Unidos ratificou a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de Novembro, na última etapa antes de ser empossado em 20 de Janeiro.

O vice-Presidente republicano, Mike Pence, validou o voto de 306 grandes eleitores a favor do democrata contra 232 para o Presidente cessante, Donald Trump, no final de uma sessão das duas câmaras, marcada pela invasão de apoiantes de Trump.

“Passámos por uma eleição intensa e as emoções estiveram ao rubro, mas agora os ânimos devem acalmar”, instou o ainda chefe de Estado norte-americano.

Donald Trump assinalou que a sua campanha “percorreu todos os caminhos legais para contestar os resultados eleitorais” e que o seu único objectivo era “assegurar a integridade da votação”.

“Ao fazê-lo, eu estava a lutar para defender a democracia americana”, sublinhou.

“Continuo a acreditar veementemente que devemos reformar as nossas leis eleitorais para verificar a identidade e elegibilidade de todos os eleitores e assegurar a fé e a confiança nas futuras eleições”, disse o dirigente norte-americano.

Após um 2020 que apelidou de “desafiante”, Trump acredita que é agora necessário “apelar à recuperação e reconciliação”.

“Uma ameaçadora pandemia destruiu a vida dos nossos cidadãos, isolou milhões nas suas casas, danificou a nossa economia e tirou inúmeras vidas. Derrotar esta pandemia e reconstruir a maior economia do mundo vai requerer que todos trabalhemos juntos. Vai requerer um ênfase renovado nos valores cívicos do patriotismo, fé, caridade, comunidade e família”, afirmou Trump.

O Presidente norte-americano, que chegou à Casa Branca em 2017, depois de uma vitória frente à candidata democrata Hillary Clinton em Novembro do mês anterior, considerou que dia 20 terminará aquela que foi “a maior honra” da sua vida.

“Servir como Presidente foi a maior honra da minha vida”, disse, terminando dirigindo-se aos seus apoiantes.

“Sei que estão desapontados, mas quero que também saibam que a nossa incrível viagem está apenas a começar”, finalizou.

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os violentos protestos, nos quais morreram pelo menos quatro pessoas, foram “um ataque sem precedentes à democracia” do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.

O governo português condenou os incidentes, à semelhança da Comissão Europeia, do secretário-geral da NATO e dos governos de vários outros países.ANG/Inforpress/Lusa

 

Justiça/PAIGC considera “estranha” nomeação de Bacari Biai para Diretor Nacional da Interpol

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC), considerou “estranha” a nomeação de Bacari Biai, ex-Procurador Geral da República  para as funções de Diretor Nacional da Interpol.

 Em comunicado, o PAIGC refere que, enquanto Procurador Geral da República, Bacari Biai violou visceralmente e recorrentemente as normas jurídicas nacionais e internacionais, no capitulo de direitos fundamentais, nomeadamente o direito e liberdades de associação e manifestação.

Neste particular, segundo o comunicado do PAIGC, o ex-titular do Ministério Público produziu um despacho, de forma intencional, visando impedir marchas dos partidos e movimentos cívicos nas horas normais de expediente, violando um dos direitos civis mais elementares da Democracia.

Bacari Biai substitui Melâncio Coreia exonerado na sequência da emissão de um mandado de captura internacional  contra o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que entretanto foi indeferido pela Secretária-geral da Interpol alegadamente por falta de observância dos requisitos recomendados para o efeito.

O PAIGC disse estar convicto de que “as constantes ilegalidades do Procurador-Geral da República em colaboração com o ministro da Justiça do governo ilegal, Fernando Mendonça, irão sistematicamente esbarrar nos pilares da justiça e nos fundamentos do Estado de Direito Democrático”.
ANG/LPG/ÂC//SG

 

Covid-19/ Estudo sugere que vacina da Pfizer funciona contra novas variantes do vírus

 

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – Um estudo sugere que a vacina daPfizer contra a covid-19 pode proteger contra uma mutação encontrada em duas variantes altamente contagiosas do novo coronavírus surgidas no Reino Unido e na África do Sul.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), o estudo, divulgado na quinta-feira num ‘site’ especializado, foi realizado por investigadores da empresa farmacêutica norte-americana Pfizer e da Universidade do Texas e ainda não foi revisto por especialistas, uma etapa fundamental na investigação científica.

As novas estirpes do SARS-CoV-2 têm uma mutação comum designada N501Y, uma ligeira alteração na proteína que reveste o vírus, considerada mais contagiosa.

A maioria das vacinas lançadas no mundo “treina” o corpo para reconhecer essa proteína e combatê-la.

O estudo usou amostras de sangue de 20 pessoas que receberam a vacina da Pfizer e da alemã BioNTech, concluindo que os anticorpos resistiram com êxito às novas variantes, nos testes realizados em laboratório.

Apesar de se tratar ainda de um estudo preliminar, o director científico da Pfizer, Philip Dormitzer, considerou os resultados animadores.

“Pelo menos essa mutação, que é uma das que mais preocupa as pessoas, não parece ser um problema”, disse, citado pela AP.

De acordo com o estudo, a vacina parece funcionar contra 15 possíveis mutações de vírus, mas a E484K, presente na estirpe descoberta na África do Sul, não foi ainda testada.

O director científico da Pfizer explicou que se o vírus sofrer grandes mutações, a vacina terá eventualmente de ser ajustada, à semelhança do que já acontece com as vacinas anuais contra a gripe, apontando, no entanto, que a modificação não seria difícil para a farmacêutica norte-americana ou para as restantes empresas que lançaram vacinas contra a covid-19.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.884.187 mortos resultantes de mais de 87,1 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Conflito posse de terra/Primeiro-ministro promete combater   brigas e mortes para posse de terras

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O Primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam prometeu combate sem tréguas contra  frequentes disputas violentas para  posse de terras que nos últimos anos tem causado mortes em diferentes localidades do país.

Nabiam fez a promessa através da sua página oficial na rede social, Facebook, após uma visita as povoações de Nhoma, sector de Nhacra, Norte do país, onde decorreram recentemente disputas para posse de terras que resultaram em quatro mortos e dezenas de  feridos alguns em estado grave.

Em Nhoma, O chefe do Governo reiterou a determinação do Estado de punir via judicial todos os implicados nas violências que provocaram perdas de vidas humanas.

Para lidar com situações de conflitos para posse de terras, Nuno Nabiam declarou que o governo já instituiu uma Comissão Fundiária que encarregar-se-á de efectuar intervenções em busca de soluções pacificas entre partes desavindas.

 “Lamentamos profundamente que as duas tabancas vizinhas, que já vinham a conviver há muito, se envolveram em actos de violência por um assunto perfeitamente
ultrapassável”, descreveu Nuno Gomes Nabian. ANG/LLA/ÂC//SG     

Cooperação/Líder norte-coreano quer rever laços com Coreia do Sul e reforçar relações externas

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) – O líder norte-coreano defendeu no congresso do partido único, no poder, a necessidade de rever laços com a Coreia do Sul e de “expandir e desenvolver relações externas em profundidade”, noticiou hoje a imprensa estatal.

No entanto, como tem sido o caso desde o início do congresso, que vai no terceiro dia, os meios de comunicação estatais norte-coreanos ofereceram pouco contexto ao que Kim Jong-un disse, em Pyongyang, aos delegados e à liderança do Partido dos Trabalhadores.

O diário Rodong e a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA noticiaram que Kim Jong-un “analisou a questão das relações com o Sul como é exigido pela situação actual e pela mudança dos tempos”, e sublinhou a necessidade de “expandir e desenvolver as relações externas em profundidade”.

Os laços intercoreanos ficaram praticamente ‘congelados’ desde o fracasso da cimeira de desnuclearização entre o próprio líder da Coreia do Norte e o Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, em 2019.

No ano passado, Pyongyang chegou ao ponto de destruir o gabinete de ligação intercoreano construído no seu território, em aparente protesto contra o envio de propaganda antirregime por activistas da Coreia do Sul.

Vários analistas disseram esperar que esta importante reunião política sirva para lançar alguma luz sobre a posição do regime relativamente ao programa nuclear e à mudança de Governo nos Estados Unidos.

No entanto, o regime optou até agora por permanecer em silêncio sobre a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais norte-americanas.

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, uma vez que a Guerra da Coreia (1950-53) terminou com um armistício e não com um tratado de paz.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 

Forças Armadas/Ministro da Defesa promete diligenciar  para minimizar as dificuldades do Hospital Militar

Bissau, 08 Jan 21 (ANG) - O ministro da Defesa Nacional prometeu esta quinta-feira diligenciar  para a minimização das  dificuldades com que se depara o Hospital Militar do país.

Segundo a Radio Difusão Nacional, a promessa foi feita pelo Sandji Fati após uma visita  ao Hospital Militar durante a qual se inteirou da real situação daquela instituição de saúde.

“Vamos evidenciar o nosso esforço a fim de tornar o nosso serviço de saúde mais eficiente, de modo a estar à altura de servir a população da melhor forma possível”, garantiu o ministro da Defesa Nacional.

Sublinhou que, a existência de saúde de qualidade se associa sempre aos meios financeiros e materiais, e que para tal vão dar tudo  no sentido de revolver os problemas do Hospital Militar,  paulatinamente, de forma a permitir com que o mesmo possa salvar mais pessoas.

“Dentro do quadro de sistema nacional de saúde, a saúde militar faz parte do grande sistema sanitário nacional e quanto maior fôr a sua eficácia e eficiência, maior será o benefício para o país”, considerou aquele governante.

Dentre as dificuldades constatadas pelo ministro da Defesa, constam a necessidade de um bónus
na assistência Social para assegurar as despesas do seu pessoal menor, para que possam oferecer melhor serviço neste  momento de pandemia de Covid-19.

O governante referiu igualmente a falta dos materiais para reequipar alguns serviços do hospitalANG/AALS/ÂC//SG

 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Economia mundial/ Banco Mundial disponibiliza até USD 160 bilhões em apoio à mais de 100 países

Bissau, 07 Jan 21 (ANG) – O Grupo Banco Mundial está a disponibilizar até  USD 160 bilhões para um período de 15 meses que termina em junho de 2021 para ajudar mais de 100 países a protegerem os pobres e vulneráveis, apoiar empresas e sustentar a retoma da economia, revela uma publicação da organização(Perspectivas Económicas Mundiais), de Janeiro corrente, enviada à ANG.

Segundo a publicação, desse total, US$ 50 bilhões são novos recursos da AID na forma de doações e empréstimos em condições altamente concessionais e  USD 12 bilhões são para os países em desenvolvimento  financiarem a compra e distribuição de vacinas contra a COVID-19.

“A pandemia exacerbou, em grande medida, os riscos de endividamento nas economias de mercado emergente e em desenvolvimento; as perspectivas de crescimento fraco deverão provavelmente aumentar ainda mais o ônus da dívida e erodir a capacidade de serviço da dívida dos mutuários”, disse o Vice-Presidente interino do Banco Mundial para o Crescimento Equitativo e Instituições Financeiras, Ayhan Kose, que acrescenta:

“A comunidade global precisa agir rápido e com vigor para assegurar que a acumulação recente da dívida não desencadeie uma série de crises de dívida. Os países em desenvolvimento não podem se dar ao luxo de passar por outra década perdida.”

 

 

Por seu lado, o Presidente do Banco Mundial, David Malpass recomenda às autoridades a facilitação do ciclo de   reinvestimento voltado para o crescimento sustentável menos dependente da vida pública.

.“Embora a economia mundial pareça ter entrado em um período de recuperação moderada, os formuladores de políticas públicas enfrentam desafios tremendos — em termos de saúde pública, gestão da dívida, políticas orçamentárias, banco central e reformas estruturais — ao tentar garantir que esta recuperação global ainda frágil ganhe força e estabeleça a base para o crescimento robusto”, afirma Malpass.

 

O Banco Mundial alerta que, assim como outras crises sérias no passado, a pandemia deverá deixar efeitos adversos duradouros na atividade econômica mundial, e que possa agravar a desaceleração do crescimento global projetado para as próximas décadas, devido ao subinvestimento, subemprego e reduções da força de trabalho em muitas economias avançadas.

A julgar pela história, segundo a publicação, a economia mundial caminha para uma década de decepções em termos de crescimento, se os formuladores de políticas públicas não implementarem reformas abrangentes para melhorar os fatores fundamentais do crescimento econômico sustentável e equitativo. 

“Os formuladores de políticas públicas precisam continuar a sustentar a recuperação, passando gradualmente de políticas de apoio à renda para políticas de ampliação do crescimento”, refere o Banco Mundial.

Esta organização de Breton Woods admite que a longo prazo, nas economias de mercado emergente e em desenvolvimento, políticas para melhorar os serviços de saúde e educação, a infraestrutura digital, a resiliência ao clima e as práticas de negócios e governança irão ajudar a mitigar os danos econômicos causados pela pandemia, reduzir a pobreza e avançar a prosperidade compartilhada.

Sustenta que no contexto de posições fiscais fracas e endividamento elevado, as reformas institucionais para promover o crescimento orgânico são particularmente importantes. ANG/BM

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UNTG/Secretário-geral critica  valores de   subsídios  atribuídos aos responsáveis de órgãos da soberania

Bissau, 07 Jan 21 (ANG) – O Secretário-geral da Unhão Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) declarou hoje o seu repúdio aos valores de subsídios que diz ser “avultados” atribuídos aos responsáveis de órgãos de soberania e não só.

Segundo o despacho numero 77/ 12 de Agosto de 2020, assinado pelo Primeiro-ministro e que o Secretário-geral UNTG publicou na sua página de facebook,  o Presidente da República tem direito a um perdiem diária de viagem ao exterior no valor de 650 mil fcfa e para o interior do país - 450 mil francos, e 25 milhões de subsídios de representação.

O mesmo despacho refere ainda que o Presidente da Assembleia Nacional Popular e o Primeiro-ministro passam a receber nas mesmas condições 350 a 150 mil francos cfas e 10 milhões de subsídios de representação.

Os ex-Presidentes eleitos, de acordo com o referido despacho têm direito a um montante de 3 milhões de fcfa de subsídios e perdiem de representação de viagem ao exterior e interior, assim como três bilhetes de passagem ( classe executiva) por ano, acompanhado de um segurança e um protocolo.

As ex-primeiras-damas têm  direito a 3 bilhetes de passagem anuais na classe executiva.

O despacho indica ainda que os presidentes Interinos/ transição têm direito a um montante de  2.500.000fcfa e 2 bilhetes de passagem anual na classe executiva.

O mesmo documento atribui igualmente as primeira damas 2 bilhetes de passagem anuais.  

Em declarações a Radiodifusão Nacional, em jeito de reação ao despacho do Primeiro-ministro, Júlio Mendonça considerou de “caricato” a atribuição destas somas, que segundo ele poderiam ser aplicadas nos sectores sociais.

Mendonça disse  que essas atribuições  não correspondem com  a realidade do país, frisando que, o próprio Presidente da Assembleia Nacional Popular, aliás toda a gente sabe que os deputados não trabalham e não pagam também os impostos.

“Todos estes mordomias criadas é para enriquecer mais os governantes e provoca  mais  sofrimento do povo”, criticou.

 Júlio Mendonça disse que, para assegurar essas despesas, o governo decidiu simplesmente aumentar e criar novos impostos, e “sacrificar mais o trabalhador que aufere um salário miserável”.

 “Por isso, a única coisa que posso dizer aos trabalhadores é de que chegou a hora de  perceberem  quem é que, na verdade,  está mais preocupado com eles”, disse acrescentando  que na sua opinião, não são os governantes.

Mendonça sustenta que por essas razões, os trabalhadores devem se solidarizar-se e acompanhar os sindicatos para fazer valer a luta, para que o futuro dos seus filhos não sejam adiados.

O Secretário-geral da UNTG prometeu  entregar ao governo  novo pré-aviso de greve para se iniciar uma nova  paralisação na Função Pública, no próximo dia 18 de Janeiro.

A primeira semana de greve de 2021 termina na sexta-feira.ANG/LPG/ÂC//SG

 

     São Tomé e Príncipe/ Presidente veta polémica revisão da Lei Eleitoral

Bissau, 07 Jan 21 (ANG) - O Presidente santomense, Evaristo Carvalho, vetou a polémica lei eleitoral aprovada a 13 de dezembro no parlamento por 28 votos da maioria que sustenta o governo e 1 voto da ADI, na oposição, uma lei que está no ponto da discórdia entre a nova maioria no poder constituída pelos partidos MLSTP-PSD e a coligação PCD-MDFM-UDD.

Com eleições  presidenciais, autárquicas e regionais agendadas para este ano e legislativas em 2022, o Presidente Evaristo Carvalhovetou a proposta de revisão da lei eleitoral alegando que como "garante da Constituiçãonão pode dar o seu aval a um texto com o qual não está em total harmonia, mormente no que respeita aos limites ao exercício  de direitos cíveis e políticos de forma livre".

Esta polémica lei prevê, entre outros aspectos, a impossibilidade de cidadãos concorrerem às eleições sem estarem filiados a um partido político, ou ainda a impossibilidade de candidatos não nascidos no arquipélago, ou que não tenham nele residido durante pelo menos os 180 dias anteriores à eleição, o que a ADI, que se regozija com o veto presidencial, considerando que a revisão da lei, ora vetada, excluía uma eventual candidatura às presidenciais do seu líder Patrice Trovoada, antigo primeiro-ministro entre 2014 e 2018 e que desde estão reside no estrangeiro.

O projecto de lei permite o voto da diáspora nas eleições legislativas previstas para 2022 e cria dois círculos eleitorais: Europa e África, permitindo à diáspora dispor de dois deputados, mas impede cidadão nascidos e/ou residentes na diáspora de concorrerem à Presidência da República.

Evaristo  Carvalho, antigo vice-presidente do partido ADIque o apoiou na sua eleição em 2018, aguarda  que  seja  apresentada  uma reforma integral  do pacote legislativo que respeite a constituição do país.

Na carta enviada ao Presidente da Assembleia Nacional e datada de 30 de dezembro 2020, o Chefe de Estado faz ainda recordar que “num passado não longínquo [2014] uma tentativa de revisão semelhante foi objecto de rejeição presidencial, por terem sido detectadas nela normas inconstitucionais e que nesta data continuam a suscitar desentendimentos graves

 

O Presidente da República diz ainda, que não se pode descurar que as leis eleitorais brigam com os direitos e liberdades e as respectivas garantias que são fundamentais para a estabilidade do Estado de Direito. 

Os partidos políticos com deputados na Assembleia Nacional estão reunidos para analisar o veto presidencial, o que aponta para uma reapreciação do referido diploma.

Segundo uma fonte contactada pela RFI, admite-se que o parlamento se pronuncie ainda esta semana sobre o assunto.

Assinado por mais de uma dezena de cidadãos santomenses o Manifesto da Sociedade Civil é datado de 2, foi entregue no dia seguinte ao Presidente Evaristo Carvalho, pedindo-lhe que vetasse a Lei Eleitoral.

Dias antes, a 1 de dezembro 2020, um grupo de cidadãos alertou para    a inconstitucionalidade da revisão da Lei Eeleitoral que data de 1990 e que segundo eles visa dividir os santomenses.ANG/RFI

 

 

Inacep/Presidente do  sindicato de base dos trabalhadores diz que só suspendem a greve se suas exigências forem satisfeitas

Bissau, 07 Jan 21(ANG) – O Presidente de Sindicato de base dos trabalhadores da empresa INACEP disse esta quinta-feira que só vão levantar a greve quando as exigências inscritas no caderno reivindicativo forem satisfeitas.

Walter Mendonça que falava aos jornalistas sobre o impacto do primeiro dia da paralisação de 15 dias iniciada hoje, disse que não vão permitir serem enganados como da outra vez, em  que assinaram o memorando de entendimento mas o patronato não cumpriu os seus compromissos.

Mendonça disse que o sindicato está disposto a negociar por isso estão já a negociar com a Secretaria de Estado da Comunicação Social, mas que isso não significa que vão levantar a greve “porque ainda não há entendimento entre as partes”.

Revelou que durante a negociação, o Secretário de Estado de Comunicação Social lhe pediram para entregar propostas para poderem negociar melhor.

Disse que  o sindicato  não só está a exigir pagamento de salários em atraso, como também a melhoria de condições de trabalho, de  produção e do controlo das receitas.

Mendonça sustentou que a INACEP  produz passaporte guineense, o que lhe permite angariar o que diz ser “boa receita” para os cofres do Estado.

Afirmou que mensalmente a produção de passaportes rende mensalmente,  no mínimo, oito milhões de fcfa.

Questionado sobre o balanço da greve considerou de positivo porque “nenhum departamento da gráfica está a funcionar”.

Walter Mendonça afirmou que o patronato conformou-se com a greve , porque não pediu o “serviço mínimo”.ANG/JD/ÂC//SG

 

EUA-ELEIÇÕES/CONGRESSO RATIFICA VITÓRIA DE JOE BIDEN e Trump reconehce derrota

Bissau, 07 Jan 21 (ANG) - O Congresso dos Estados Unidos ratificou hoje (7) a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de Novembro, na última etapa antes de ser empossado em 20 de Janeiro, reportou a CNN.

Segundo a CNN, o vice-presidente republicano, Mike Pence, validou o voto de 306 grandes eleitores a favor do democrata contra 232 para o Presidente cessante, Donald Trump.

A confirmação da vitória por parte do congresso era o último passo para que Biden possa assumir a Casa Branca a partir de 20 de Janeiro.

O Senado e a Câmara dos Representantes rejeitaram as objecções republicanas à vitória de Joe Biden na Geórgia, na Pensilvânia e no Arizona.

A sessão, que teve início na quarta-feira, foi interrompida após apoiantes do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entrarem em confronto com as autoridades e invadirem o Capitólio, em Washington.

A sessão no Capitólio foi retomada pelas 20h00 (01h00 de hoje em Bissau).

Depois de o congresso norte-americano ter confirmado,  a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de Novembro, Donald Trump prometeu uma transição "ordeira" de poder.

"Apesar de discordar totalmente do resultado da eleição, e os factos me dêem razão, haverá uma transição ordeira a 20 de Janeiro", disse Donald Trump, num comunicado divulgado pelo seu director de redes sociais, Dan Scavino, no Twitter.

"Sempre disse que continuaríamos a nossa luta para garantir que apenas votos legais seriam contados. Embora isto represente o fim do melhor primeiro mandato na história da presidência, é apenas o princípio da nossa luta por Tornar a América Grande outra vez", acrescenta o comunicado.ANG/Angop

 

                      
                     RCA
/Contestação  à reeleição do presidente cessante

Bissau, 07 Jan 21 (ANG) - Na República Centro Africana(RCA) dez candidatos da oposição pediram  terça-feira a anulação da reeleição do presidente Faustin Archange Touadéra num escrutínio que consideram como estando desacreditado.

No entanto, Vladimir Monteiro, porta-voz da MINUSCA, força da ONU na RCA, apela a que a contestação siga os trâmites legais aguardando-se a proclamação definitiva do Tribunal Constitucional o mais tardar até dia 19.

O Tribunal Constitucional tem até 19 do corrente para confirmar a reeleição do presidente cessante.

Touadéra teria vencido com quase 54% dos votos, segundo resultados avançados na segunda-feira.

Só um em dois eleitores conseguiu votar a 27 de Dezembro com uma guerra civil a ameaçar o escrutínio, em plena ofensiva rebelde.

Ainda assim as autoridades alegam que a taxa de participação se situou em mais de 76%.

Não obstante admitirem que em quase metade das mesas de voto a votação não se pode realizar ou, então, com os boletins de voto a terem sido destruídos.

São, pois, dez candidatos descontentes, num movimento liderado pelos ex primeiros-ministros Anicet Georges Dologuélé e Martin Ziguélé, estes classificados supostamente, em segunda e terceira posição, no pleito.

Todos eles denunciam muitas irregularidades, alegando que o escrutínio não teria sido conforme aos padrões internacionais. e que teria deixado de lado 51% dos eleitores.

Os observadores internacionais tinham elogiado, porém, a mobilização dos eleitores.

Facto realçado também por Vladimir Monteiro, porta-voz da MINUSCA, tropas da ONU na RCA, num comunicado emitido na segunda-feira por parte de observadores internacionais presentes no terreno.

Disse que nma declaração conjunta das Nações Unidas com a União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África central e da União Europeia (que) fez uma série de apelos, dizem tomar nota dos resultados provisórios... e que  os actores políticos deverão respeitar as decisões do Tribunal Constuticional, o mais tardar até dia 19.

Comentando o facto de porventura um em cada dois eleitores ter ficado arredado do escrutínio Vladimir Monteiro alegou terem sido constatados essas situações de violência.

"Nós constatámos essas violências (...), a nossa posição é de que os resultados serão proclamados de forma definitiva pelo Tribunal e que há vias legais para apresentar todas as queixas e tentar obter a solução dos problemas", disse.

O porta-voz da MINUSCA  admite que a violência pontuou o escrutínio nalgumas áreas e que continuam a circular boatos sobre ataques armados à capital.

"Houve uma série de ataques, inclusive com mortes de civis, com mortes de elementos das forças armadas centro-africanas, com a morte de três capacetes azuis, por conseguinte não houve eleições... Mas houve também zonas em que, apesar dessas violências a população foi votar, e outras partes onde conseguiu votar

A situação em termos de segurança continua tensa (...) os grupos armados estão, sobretudo, na parte Oeste (...), há muitos rumores de ataques contra a capital, um deles com pânico geral. Até agora temos conseguido fazer frente a essa aliança entre grupos armados e o antigo presidente François Bozizé",disse Monteiro. ANG/RFI

 

 

ELEIÇÕES NOS EUA/ Invasão ao Capitólio faz pelo menos quatro mortos

 Bissau,07 Jan 21(ANG) - Pelo menos quatro pessoas morreram na quarta-feira na invasão do Capitólio, em Washington, anunciou a polícia citada pela agência de notícias Associated Press (AP).

A polícia da capital dos Estados Unidos usou armas de fogo para proteger congressistas e a AP já tinha dado conta da morte de uma mulher, alvejada no interior do Capitólio. A mesma força adiantou agora que mais três pessoas morreram no hospital.

A polícia também deu conta de que tanto as forças de segurança, como os apoiantes de Trump utilizaram substâncias químicas durante as horas de ocupação do edifício do Capitólio.

As autoridades acrescentaram que pelo menos 14 polícias ficaram feridos, dois deles em estado grave, tendo sido efetuadas mais de meia centena de detenções, sendo que cerca de 30 aconteceram por violação do recolher obrigatório.

A presidente da Câmara de Washington, Muriel Bowser, prolongou o estado de emergência pública na capital por mais 15 dias, até depois da tomada de posse do Presidente eleito, Joe Biden, agendada para 20 de Janeiro.

As autoridades também encontraram e desativaram duas bombas caseiras nas proximidades da sede dos secretariados nacionais dos partidos Democrata e Republicano. E descobriram ainda uma viatura no terreno do Capitólio, onde se encontrava uma espingarda e até dez bombas incendiárias, informou a cadeia de televisão norte-americana CNN.

Quatro horas após o início dos incidentes, as autoridades declararam que o edifício do Capitólio estava em segurança.

Apoiantes do Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, na quarta-feira, enquanto os membros do Congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio, e as autoridades de Washington decretaram o recolher obrigatório entre as 18:00 e as 06:00 locais (entre as 23:00 e as 11:00 em Bissau).

O debate no Senado foi retomado pelas 20:00 (01:00 de hoje em Bissau).

As reações ao ataque no Capitólio foram quase imediatas. A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, defendeu que a certificação do Congresso da vitória eleitoral de Joe Biden iria mostrar ao mundo a verdadeira face do país.

O ex-Presidente dos Estados Unidos Barack Obama considerou que os episódios de violência eram "uma vergonha", mas não "uma surpresa", dado a atitude de Donald Trump e dos republicanos.

O antigo Presidente norte-americano Bill Clinton também denunciou um "ataque sem precedentes" contra as instituições do país "alimentado por mais de quatro anos de política envenenada".

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram "um ataque sem precedentes à democracia" do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.

 Pouco depois, Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem "para casa pacificamente", mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.

Entretanto, várias redes sociais bloquearam as contas de Donald Trump. O Twitter exigiu ao Presidente cessante que retire pelo menos três mensagens que considera violarem a política de integridade civil da plataforma. Se as mensagens não forem apagadas, a conta será suspensa permanentemente.

 
No Facebook e no Instagram, Trump está bloqueado por 24 horas. Um vídeo em que apelava aos apoiantes que fossem até à marcha desta quarta-feira foi retirado das contas e do Youtube. Também no Snapchat, Trump está impedido de publicar na conta.ANG/Lusa

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Greve Função pública/ Diferentes Serviços do Hospital Simão Mendes continuam paralisados   

Bissau, 06 Jan 21 (ANG) – Os diferentes serviços que compõem a maior unidade hospitalar da Guiné-Bissau continuam paralisados, devido a greve de cinco dias em curso na função pública, decretada pela UNTG, apesar de estar a ser cumprido o serviço mínimo.

A constatação foi feita pelo Repórter da Agência de Notícias da Guiné,  depois de uma ronda a maior unidade hospitalar do país para se inteirar do impacto da greve no hospital e ainda da prestação do serviço mínimo.

O repórter da ANG constatou no entanto que os serviços mínimos estão a ser cumpridos naquele estabelecimento hospitalar.

Mas, mesmo assim,  o Director Geral do Hospital Simão Mendes Agostinho Semedo reconheceu que a greve está a ter  impacto negativo no Hospital Simão Mendes.

Semedo disse que registou-se uma redução significativa de pacientes e que só recorrem ao hospital aqueles que estão gravemente lesados e que são atendidos paulatinamente no Serviço de Urgência pelos médicos disponibilizados para o efeito.

Aconselha aos médicos instalados nos diferentes serviços do hospital a cumprirem com os seus deveres, que passa pela prestação de assistência médica e medicamentosa aos doentes internados e aqueles que eventualmente procuram os cuidados sanitários no hospital Simão Mendes.

Por outro lado, Semedo apela ao diálogo entre as partes para acabar com a greve, porque, diz,  no final quem sofre com as paralisações é o povo.

Os acompanhantes de doentes se divergem quanto a falta de cuidados médicos nesta altura de greve. Uns queixam-se da falta de assistência médica e medicamentosa para os seus doentes e outros afirmam que os seu doentes recebem tratamento médico regularmente por parte dos técnicos que estão em serviço mínimo.

“Eu não posso queixar-se de nada, porque o meu paciente recebe tratamento médico de forma regular. Para mim é como se não houvesse greve”, disse a  acompanhante Adelzita Soares da Gama.

Outro acompanhante no Serviço de Pediatria de Simão Mendes, de nome Amadu Djau  disse que apesar da greve, os médicos destacados para prestar serviço mínimo estão a trabalhar normalmente.

Enquanto isso, o acompanhante do doente internado há quase uma semana no Serviço de Urgência do hospital Simão Mendes, Mariama Baldé queixou-se de falta de assistência médica e pediu ao governo a resolver a situação, olhando para os funcionários.

O paciente Walter Cá  que fraturou a coluna vertebral, na zona terceiros lombar por causa da queda que sofreu de uma palmeira, e que se encontra no Hospital há duas semanas, pede  aceleração do processo de junta médica para  que possa receber tratamento médico num  centro especializado.

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné(UNTG), iniciou na segunda-feira uma greve de cinco dias na função pública, em causa está o cumprimento do memorando de entendimento assinado com o governo em agosto de 2019.

Na lista de exigências da central sindical figura o pagamento de dívidas do Estado para com os servidores públicos, reembolso dos descontos em dinheiro feito aos trabalhadores que observaram greves no passado, entre outras.ANG/LPG/ÂC//SG

UE-Presidência/ Formato de cimeira com África aguarda decisão de autoridades africanas

Bissau, 06 Jan 21 (ANG) – O formato de uma eventual cimeira com África não pode ser decidido apenas pela União Europeia (UE), sendo necessário esperar pela decisão dos líderes africanos, sublinhou terça-feira o presidente do Conselho Europeu, em Lisboa.

“Devemos esperar agora que as autoridades africanas se pronunciem sobre o formato. Não podemos decidir sozinhos sobre o formato”, disse Charles Michel em resposta aos jornalistas na conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro português, naquele que foi o arranque formal da presidência portuguesa da UE.

Charles Michel recordou que chegou a estar prevista uma reunião com a União Africana (UA) para meados de Dezembro, “mas a covid-19 tornou essa reunião impossível e foi adiada”.

Agora, aguarda-se “o que as autoridades africanas têm a dizer sobre o momento e o formato em que tal reunião poderá acontecer”.

O presidente do Conselho Europeu sublinhou, porém, que, “mais importante do que o formato é o objectivo” dessa cimeira.

“A UE está muito empenhada com o conjunto dos países africanos, porque temos muito a fazer em comum, nomeadamente estimular os investimentos, apoiar a estratégia de desenvolvimento sustentável para África, desenvolver as parcerias operacionais”, enumerou.

Charles Michel adiantou ainda que existe um “acordo político de princípio” para “relançar o debate sobre a questão da dívida dos países africanos”, que se tornou mais premente em contexto de pandemia.

O primeiro-ministro, António Costa, recebeu  o presidente do Conselho Europeu para uma reunião de trabalho.

A visita do presidente do Conselho Europeu é o primeiro encontro oficial da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE). Durante a conferência de imprensa conjunta com António Costa, Charles Michel afirmou-se, por mais do que uma vez, “otimista” e destacou o símbolo de “sol, luz e esperança” adoptado pela presidência portuguesa, em resposta a “um ano brutal para a UE e para o mundo”.

Portugal assumiu a sua quarta presidência do Conselho da UE no dia 01 de Janeiro, a qual se estenderá durante o primeiro semestre de 2021, sucedendo à Alemanha e antecedendo a Eslovénia, sob o lema “Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital”. ANG/Inforpress/Lusa