sexta-feira, 29 de outubro de 2021


Inacep
/Ministro da Comunicação Social pede competência e capacidade de ultrapassar dificuldades da empresa

Bissau, 29 Out 21(ANG) – O ministro da Comunicação Social pediu a direcção da Inacep que demonstrasse competência e capacidade de ultrapassar todas as dificuldades da empresa.

“A partir de hoje para frente, tudo que outrora constituiu obstáculo e que continua a constituir devem ser removidos e resolvidos. Temos que demonstrar a competência e a capacidade de ultrapassar todas as dificuldades. Agora em diante temos que exigir a qualidade, competência e quem não tiver estes pressupostos é a hora de afastar-se antes que seja tarde”, determinou  Fernando Mendonça na cerimónia de investidura de membros do Conselho de Administração da Inacep.

Disse chegar a hora de a Inacep se colocar no patamar das melhores ao nível da Costa Ocidental Africana.

O Conselho de Asdministração da Inacep,foi recentemente instituido no quadro da adopção de novos estatutos da gráfica pública, com o objectivo de dar uma nova dinâmica à empresa.

Para  o Director-geral da INACEP Paulino Mendes, com a tomada de posse dos membros de Conselho de Administração,  a instituição estará mais reforçada, não apenas em termos de números mas também  em termos de produtividade.

Segundo Mendes , falta preencher a vaga do Revisor Oficial de Contas, conforme os estatutos da empresa, assunto que  é da competência do Conselho de Administração.

Em relação aos desafios apresentados pelo ministro, Paulino Mendes prometeu encará-los com todo o apego,  e declarou que a sua ambição é  elevar a empresa ao nível desejável, “apesar de o Estado ter esquecido da sua existência, há anos”.

O presidente do Conselho da Administração João Pontinta Cá prometeu tudo fazer para ajudar a reerguer a empresa grafica nacional, tal como almeja o ministro, com base num trabalho àrduo.ANG/ Nô Pintcha

 


Revisão constitucional
/Comissão Permanente da ANP manifesta intransigência quanto ao respeito à soberania do país

Bissau,29 Out 21(ANG) – A Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular(ANP), manifestou a sua intransigência quanto ao respeito à soberania do país, sua Constituição e as respectivas instituições, assim como os compromissos internacionais assumidos no quadro do Acordo de Conacri.

Este posicionamento do orgão legislativo guineense foi tornado público sob forma de deliberação,  no final da reunião da Comissão Permanente da ANP, realizada quinta-feira, dia 28 do corrente mês.

Na deliberação, a Comissão Permanente da ANP declarou o seu desagrado pela forma como foi abordada sobre a preparação da visita ao país, da delegação da CEDEAO, chefiada pelo Comissário Responsável para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança, General Francis Behanzine.

Trata-se de  peritos constitucionais da CEDEAO estiveram em Bissau nos dias 22 e 24 do corrente mês para apoiar as autoridades nos trabalhos da revisão da Constituição da República.

A missão insere-se no âmbito da decisão dos chefes de Estado e do Governo da CEDEAO para apoiar a revisão da Constituição da República da Guiné-Bissau, visando o combate as instabilidades político institucional que afectam o país.

Na referida deliberação, a Comissão Permanente da ANP decidiu homologar na íntegra a posição e postura assumida pela delegação da ANP que recebeu a missão da CEDEAO, tendo no entanto agradecido a disponibilidade desta organização sub regional em apoiar técnica e financeiramente a Comissão do parlamento no processo de revisão constitucional.

Aquele órgão da ANP reafirmou a confiança na Comissão da Revisão Constitucional criada no hemiciclo, cujos trabalhos estão na fase de conclusão.

A necessidade de reafirmação de confiança à comissáo de revisão constituicional criada pelo parlamento se deve ao facto de haver uma outra comissão de revisão constitucional criada pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo a Constituição da República,(Artigo127 Nº2), a iniciativa de revisão constitucional compete aos deputados.

Em relação a polémica sobre o  arrendamento de instalações para o funcionamento provisório da ANP, enquanto decorrem as obras no seu edifício, a Comissão Permanente diz que o parlamento não é responsável pelas verbas envolvidas nas negociações para o aluguer do novo espaço.

A Comissão Permanente reafirmou a sua total confiança em todos os seus representantes no Conselho Superior da Magistratura Judicial.

Esta reafirmação parlamentar rejeita o pedido de substituição de Hélder de Barros nas funções de representante da ANP no Conselho Siperior de Magistratura feito recentemente pelo actual Vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Lima André.  ANG/ÂC//SG

 

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

          
Burkina Faso/Ex-soldado participou no assassinato de Thomas Sankara

Bissau,28 Out 21(ANG) – Um antigo soldado do Burkina Faso admitiu  terça-feira perante o tribunal militar que está a julgar o assassinato de Thomas Sankara e de 12 companheiros em 1987 que participou no massacre que vitimou o primeiro presidente burquinabé.

O soldado, Yamba Elise Ilboudo, afirmou que em 15 de Outubro de 1987, dia do golpe em que foi morto o “pai da revolução burquinabé”, estava em “casa de Blaise Compaoré” – irmão de armas e amigo próximo de Sankara, que viria a sucedê-lo no poder e o manteve com “mão de ferro” até Outubro de 2014 – quando Hyacinthe Kafando, então chefe da segurança, lhe “pediu para conduzir um carro” para ir à sede do Conselho Nacional da Revolução, onde decorreu o massacre.

“Quando lá chegámos, Kafando e ‘Maïga’, que conduzia o carro de Blaise Compaoré, saíram e dispararam à toa”, afirmou o ex-soldado, citado pela agência France-Presse (AFP), sem indicar o primeiro nome de Maïga.

A testemunha afirmou que permaneceu no veículo, sem disparar, e relatou vários detalhes do massacre. Depois dos primeiros disparos, Yamba Elise Ilboudo viu Thomas Sankara “sair da sala de reuniões, com as mãos no ar e a perguntar o que se passava”.

“Foram Hyacinthe Kafando e Maïga que dispararam contra ele. Não sei quem alvejou primeiro o presidente Sankara. Ele caiu de joelhos e depois sobre o seu lado esquerdo”, afirmou a testemunha.

Yamba Elise Ilboudo admitiu a acusação de “cumplicidade num ataque à segurança do Estado”, mas negou a premeditação do golpe, assegurando que não tinha participado em qualquer reunião preparatória dos eventos em julgamento.

“Não sabia que íamos realizar um golpe de Estado, quanto mais tirar a vida a alguém”, afirmou.

“Mataram a sangue frio o presidente Sankara, que saiu com as mãos no ar e sem armas”, reforçou Ferdinand Nzapa, advogado da família Sankara, que sublinhou a cooperação do acusado.

Antes do início do interrogatório, o tribunal ouviu ficheiros áudio e visionou vídeos datados de 1987, nos quais Blaise Compaoré justifica os acontecimentos de 15 de Outubro, resultantes, segundo o ex-presidente burquinabé, de “diferenças fundamentais que surgiram ao longo de um ano sobre questões operacionais do processo revolucionário”.

Num dos ficheiros, Compaoré, que tinha participado no golpe de Estado de 1983 que levou Thomas Sankara ao poder, apresenta o companheiro de armas como um “traidor da revolução que exercia um poder autocrático” e “pessoal”.

“Os outros camaradas tinham decidido demiti-lo” ou forçá-lo a “demitir-se”, terá acrescentado Compaoré, justificando a “necessidade de uma rectificação”.

“Braço direito” de Sankara, Blaise Compaoré sempre negou ter sido o mandatário do massacre.

Doze de 14 acusados estão presentes no julgamento, incluindo o general Gilbert Diendere, 61 anos, um dos principais líderes do exército durante o golpe de 1987, e chefe da segurança de Compaoré durante a sua presidência.

Compaoré manteve-se no poder até 31 de Outubro de 2014, ano em que foi deposto por uma revolta popular quando tentava alterar a Constituição do país e garantir a perpetuação no poder. Vive desde então na Costa do Marfim, onde obteve a cidadania, que lhe garante agora não ser extraditado para ser julgado no Burkina Faso, por uma “entidade judicial de excepção”, como sublinharam os seus advogados antes do início do julgamento.

“O presidente Blaise Compaoré não comparecerá – assim como nós também não – no julgamento político organizado contra ele pelo tribunal militar de Ouagadougou, ou seja, uma entidade judicial de excepção”, anunciaram os advogados franceses e burquinabés de Compaoré numa declaração.

Os advogados, Pierre-Olivier Sur e Abdoul Ouedraogo, afirmaram ainda que Compaoré nunca foi “convocado para qualquer interrogatório” e que “nenhum acto lhe foi notificado, exceto a sua citação final para comparecer perante a jurisdição de julgamento”.

As circunstâncias da morte de Sankara foram mantidas em total segredo durante o período em que Blaise Compaoré esteve no poder e isso, só por si, faz aumentar as suspeitas de que ele possa, de alguma forma, ter estado envolvido ou ter tido conhecimento. Até que ponto foi cúmplice ou participou no assassinato, tem que ser estabelecido.

Na terça-feira, o tribunal deferiu um pedido dos advogados de defesa, pedindo a libertação dos arguidos que tinham sido detidos dois dias antes da abertura do julgamento.

Onze deles irão beneficiar desta libertação provisória. Apenas o general Diendéré permanecerá detido, porque está a cumprir uma pena de 20 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado em 2015.

Thomas Sankara, que chegou ao poder num golpe de Estado em 1983, foi morto com 12 dos seus companheiros por um comando durante uma reunião na sede do Conselho Nacional da Revolução (CNR) em Ouagadougou. Tinha 37 anos.

ANG/Inforpress/Angop

 COP26/ África é o continente mais prejudicado e obriga a migração de 86 milhões – Banco Mundial 

Bissau, 28 Out 21(ANG) – O Banco Mundial alertou hoje que as alterações climáticas terão o maior impacto em África e poderão obrigar 86 milhões de africanos a saírem de suas casas e estabeleceram-se noutras regiões do seu país.

“O relatório Groundswell Africa aponta que o continente vai ser o mais duramente atingido pelas alterações climáticas, com até 86 milhões de africanos a terem de migrar nos seus próprios países até 2050”, lê-se num comunicado do banco, divulgado nas vésperas da 26.ª cimeira da ONU sobre alterações climáticas (COP26), que começa no domingo, em Glasgow, Escócia.

O relatório, que se concentra na África Ocidental e nos países da região oriental que partilham o Lago Vitória (Uganda, Quénia e Tanzânia), aponta que “com os países a passarem por aumentos de temperatura, chuvas erráticas, inundações e erosão costeira, os africanos vão enfrentar desafios sem precedentes nos próximos anos” e aponta várias linhas de acção política necessárias para mitigar os efeitos.

“Os impactos das alterações climáticas, como escassez de água, colheitas e produtividade menores nos ecossistemas, aumento do nível do mar e tempestades vão cada vez mais forçar as pessoas a migrarem, já que alguns sítios serão menos propícios por causa do calor, eventos extremos e perda física de terrenos”, lê-se no documento.

Entre as acções políticas recomendadas está a definição de um objectivo zero para as emissões de carbono, planeamento a longo prazo com preocupações ambientais, investimentos na recolha de dados para melhores decisões políticas e investimentos em capital humano que se foque em empregos sustentáveis e produtivos.

O relatório ‘Groundswell Africa’ surge nas vésperas da reunião de Glasgow e alguns dias depois de o Banco Mundial ter apresentado o ‘Pulsar de África’, o mais importante documento sobre as economias africanas, lançado no âmbito dos Encontros Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial.

“Os países abundantes em recursos não renováveis precisam de gerir a transição para um mundo descarbonizado, já que a procura global por matérias-primas de energia não renováveis vai fazer descer o preço dessas matérias-primas”, escrevem os peritos do Banco Mundial, apontando os casos da Nigéria e de Angola, os dois maiores produtores de petróleo na África subsaariana.

“O afastamento do petróleo, gás e carvão coloca riscos para o valor da riqueza de países que são abundantes nestas energias, como Nigéria e Angola, mas também para países com descobertas recentes de petróleo e gás, como Moçambique, Quénia e Senegal”, lê-se no Pulsar de África.

As políticas nestes países “devem ser desenhadas de forma a fomentar a diversificação através do apoio à acumulação de capital humano e capital natural renovável, diminuindo o défice de infra-estruturas”, aponta o banco, defendendo também uma gestão prudente das receitas, que podem ajudar a financiar esses investimentos.

Para o Banco Mundial, “implementar uma política fiscal coerente que inclua incentivos fiscais direccionados, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e alguma forma de fixação do preço do carbono são decisões críticas para fomentar o investimento privado e a inovação em energia limpa e outras actividades verdes”.

Milhares de especialistas, activistas e decisores políticos reúnem-se a partir de domingo em Glasgow na 26.ª cimeira da ONU sobre alterações climáticas (COP26), com o objectivo principal de travar o aquecimento do planeta.

As alterações climáticas são, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, o maior problema da humanidade, e vão afectar dramaticamente o futuro se nada de substancial for feito.

As emissões de gases com efeito de estufa, que os países tentaram controlar no Acordo de Paris de 2015, mas que continuam a aumentar, estão já a afectar o clima e a natureza das mais diversas formas, segundo os cientistas.

Em África, as necessidades energéticas estão estimadas em 700TW, o que é 4.000 vezes mais do que os 175GW de capacidade eólica e solar que o mundo inteiro adicionou em 2020, por isso “África não se pode industrializar recorrendo apenas à energia solar e eólica”, apontam os economistas.

Dos 1,3 mil milhões de africanos, 600 milhões não têm acesso a electricidade e a Agência Internacional da Energia estima que o número suba 30 milhões devido à pandemia de covid-19.

Há 48 países na África subsaariana, excluindo a África do Sul, que emitem apenas 0,55% das emissões de CO2, mas sete dos dez países mais vulneráveis às alterações climáticas estão nesta região.

O Banco Africano de Desenvolvimento estima que as necessidades financeiras destes países para acomodarem as alterações climáticas rondam os 7 a 15 mil milhões de dólares por ano, ou seja, entre 6 e 13 mil milhões de euros.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

 OE2022/Costa salienta que manterá Governo mesmo em regime de duodécimos

 
Bissau, 28 Out 21(ANG) – O primeiro-ministro português salientou quarta-feira que, na sequência do chumbo do Orçamento para 2022, no parlamento, o seu Governo se manterá em funções mesmo em regime de duodécimos, alegando que não vira as costas à adversidade.

Esta posição foi transmitida por António Costa na parte final do discurso que proferiu no encerramento do debate parlamentar do Orçamento, momentos antes de o diploma do Governo ser rejeitado na generalidade.

Na sua intervenção, antes da votação, o líder do executivo colocou o cenário do chumbo da proposta de Orçamento, dizendo que então “cá estará o Governo para garantir condições de governabilidade, mesmo em duodécimos”.

“Nunca viramos as costas à adversidade”, declarou, pronunciando-se depois sobre a intenção já comunicada pelo Presidente da República de dissolver a Assembleia da República.

Se houver eleições legislativas antecipadas, António Costa frisou que lá estará “para prestar contas e mobilizar os portugueses para criar as condições de governabilidade que hoje deixarão de existir”.

“Para conduzirmos Portugal para um futuro de progresso, de modernidade e de justiça que os portugueses merecem. Pedindo de novo emprestadas ao Jorge Palma as suas palavras, enquanto houver vento e mar a gente não vai parar. Nós não vamos parar”, salientou.

ANG/Inforpress/Lusa

        
         CAN 2022
/Guiné-Bissau realiza os seus jogos na região de Garoua 

Bissau,28 Out 21(ANG) - A seleção nacional de futebol ( os Djurtus) vai disputar todos os seus três jogos da fase de grupos D no Campeonato Africano das Nações em Camarões 2022 na Região de Garoua, Camarões.

Garoua, capital da região norte dos Camarões, receberá as partidas da primeira fase das quatro seleções, nomeadamente Guiné-Bissau, Nigéria, Egito e Sudão, no Estádio Roumdé-Adjia, com capacidade para 30 mil lugares.

Os Djurtus terão pela frente, no primeiro jogo, a seleção do Sudão, no dia 11 de Janeiro, terça-feira; no segundo jogo, a seleção nacional vai medir  forças com o Tubarão Africano, o Egito, no dia 15 de janeiro, sábado, e no último jogo da fase de grupos joga com a Nigéria, no dia 19 de janeiro, quarta-feira, e todos os jogos da seleção nacional serão às 19h00, tempo de Bissau.

O Campeonato Africano das Nações será disputado em Camarões de 9 de janeiro a 6 de fevereiro de 2022 .

Trata-se da  terceira participação consecutiva da Guiné-Bissau nos convívios dos grandes de África.ANG/R. Jovem

 

 

Greve saúde/Técnicos de saúde prometem retomar serviços mínimos após apelo do Presidente da República

Bissau,28 Out 21(ANG) - O presidente do sindicato nacional dos enfermeiros e técnicos de saúde , Yoyo Correia, pediu quarta-feira aos associados para retomarem os serviços mínimos nos hospitais e centros de saúde.

O apelo surge  na sequência de  um pedido do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado guineense mandou o ministro do Interior, Botche Candé, reunir-se com os técnicos de saúde em greve desde finais de setembro, aos quais apelou para regressem aos serviços "em nome dos superiores interesses da população", segundo o governante.

Mediante as promessas do ministro do Interior, o presidente do sindicato de enfermeiros e técnicos da saúde, Yoyo Correia, apelou para que se retomem os serviços para "salvar a campanha nacional da vacinação", que tem os imunizantes "quase a passar de prazo de validade".

"Quero destacar a compreensão dos sindicatos, mesmo com a sua revolta e dor, aceitaram o apelo do Presidente da República e prometeram retomar os serviços mínimos para salvar o povo que está a morrer nos hospitais", observou, por seu lado, Botche Candé.

O ministro anunciou igualmente que vai dar orientações para que as perseguições aos líderes sindicais cessem e se for preciso, disse, aqueles terão proteção reforçada por parte do Estado para que possam exercer "de forma livre as suas ações".

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG, central sindical) tem denunciado alegadas perseguições aos seus dirigentes por parte da polícia guineense, ao ponto de vários dormirem atualmente fora das suas residências.

O ministro do Interior afirmou que as perseguições aos sindicalistas, "não podem continuar", e que as negociações entre o Governo e a UNTG, que tem liderado várias greves nos setores da saúde e educação nos últimos anos na Guiné-Bissau, vão ser retomadas.

O vice-secretário geral da UNTG, Yasser Turé, destacou a abertura das autoridades para conversar com os sindicatos e ainda enumerou as condições sobre as quais os técnicos vão retomar os serviços nos hospitais e centros de saúde.

Aprovação pelo Governo, em Conselho de Ministros, do estatuto do pessoal de saúde, pagamento de técnicos que vão prestar os serviços mínimos, cessação de perseguições aos líderes sindicais, reintrodução no sistema do ensino público dos professores excluídos devido à sua participação nas greves dos sindicatos da classe e ainda o estabelecimento de um clima são para as negociações são as novas exigências para serem retomados os serviços mínimos.

Yasser Turé disse que Botche Candé comprometeu-se em como o Governo iria cumprir as exigências dos sindicatos.

"Decidimos dar as mãos uns aos outros, nós técnicos, com os governantes deste país, em nome da população", sublinhou Turé.ANG/Lusa

 

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Greve saúde
/Sociedade Cívil acusa Governo de “falta de interesse” de  dialogar com  sindicatos  

Bissau, 27 Out 21 (ANG) – As Organizações da   Sociedade Cívil (OSC), agrupadas no Espaço de Concertação  acusaram hoje o Governo de “falta de capacidade e interesse” de dialogar com as organizações sindicais que representam os trabalhadores  em greve no país.

Em conferência de imprensa, a Vice-presidente de Rede Nacional das  Associações Juvenis (RENAJ) Adama Baldé  que o Espaço de Concertação das Organizações da Sociedade Cívil, tem acompanhado com “estupefação” a evolução de situação social e económica do país.

Aquela responsável lamentou  as sucessivas greves que têm paralizado o normal funcionamento da Administração Pública, privando os cidadãos do acesso aos serviços de saúde e educação.

“A situação em que se encontra o sistema de saúde nacional, em consequência das paralizações em curso, sem a observância dos serviços minimos, e que estão na origem  de perdas de vidas humanas está a afectar muito a sociedade em geral”, disse Adama Baldé.

Adama Baldé condenouo que diz ser a incapacidade do governo de criar condições para a resolução das graves problemas sociais que aflingem o país, sobretudo as sucessivas greves que paralisam a Administração Pública.

Repudiou por outro lado,as detenções que diz serem “arbitrárias” dos sindicalistas, ocorridas nos dias 22 e 25 de mês em curso, e diz que visam   limitar, intimidar e condicionar o exercício da liberdade sindical na Guiné-Bissau.

De igual modo, também repudiou o que considera de “uso abusivo da força” contra os cidadãos que  apenas  exerciam os seus direitos constitucionalmente assegurados.

A Vice-presidente da RENAJ, sem indicar quais, disse lamentar as sucessivas declarações que consideraram de “impróprias e inoportunas” do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló, alegando que desvirtuam as suas funções constitucional de garante da paz e  coesão nacional.

“Exigimos que o Chefe de Estado anuncie a sua total adesão  à manifestação pacífica convocada pela UNTG para o próximo dia 17 de Novembro, do ano em curso, lançando um  apelo aos cidadãos para participarem  massivamente nessa manifestação”, disse.

Adama Baldé ainda exige ao  governo, a criação de  uma comissão de facilitação de diálogo com  as organizações sindicais com vista a pôr fim a onda de greve em vigor no país.

Declara que tenciona  apresentar uma queixa contra o Estado da Guiné-Bissau junto do Tribunal de Justiça da CEDEAO, por “reiteradas violações dos direitos humanos”.

A Vice-presidente da Renaj promete disponibilizar assistência  jurídica aos sindicalistas que diz serem  “ilegalmente detidos”, e acrescenta que os encoraja a  apresentar uma queixa crime contra o Procurador Geral da República, Fernando Gomes.

Exorta por outro lado as  organizações da Sindicais, no sentido de cumprirem  os Serviços Mínimos determinados  pela Lei da Liberdade Sindical, com vista a salvaguardar  vidas humanas nos estabelecimentos hospitalares.ANG/LLA/ÂC//SG        

 

Albinismo/Governo e FNUAP promovem ateliê de  protecção de pessoas com deficiência

Bissau,27 Out 21(ANG) – O Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social e o Fundo das Nações Unidas para a População(FNUAP), promovem hoje um worhshop de promoção, prevenção e protecção de direitos humanos das pessoas com albinismo.

Na abertura do evento, a ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social, Maria da Conceição Évora defendeu que as pessoas com albinismo, enquanto humanas como outras pessoas, merecem uma atenção especial do Estado, da família e da sociedade em geral.

A governante disse que elas devem ser protegidas e promovidas a cada circunstância  para se sentirem úteis a sociedade.

“O Governo através do Ministério da Mulher, Familia e Solidariedade Social, está a estudar a possiblidade de admissão de pessoas com deficiência para integrarem alguns serviços e institruições que dirijo e outros departamentos governamentais”, revelou.

Acrescentou  que a iniciatriva representa um mecanismo prático de estímulo à escolarização das pessoas albinas , e uma forma de sensibilizar outras instituições públicas e privadas a seguirem essa via , para se aproveitar as potencialidades humanas desse grupo de cidadãos, independentemente das suas condições físicas.

Segundo  o vice presidente da Associação das Pessoas com Albinismo, Braima Darame, os seus associados se debetem com enormes dificuldades, dentre as quais, o acesso à escola, falta de  materiais escolares e de produtos higiénicos  de protecção solar.

Em representação do FNUAP, Edmilson da Costa Bluté pediu esforços conjuntos para a criação das  condições necessárias para facilitar o acesso à educação, saúde e iguldade de oportunidades para todos sem discriminação.

Aquele responsável salientou que o FNUAP quer igualmente contribuir no processo de capacitaçáo de pessoas com albinismo, assegurando que nesta perspectiva irão, sempre que possível, dar a sua contribuição para a reafirmação de pessoas com albinismo.

O albinismo é uma deficiència manejável e afecta os olhos e peles das pessoas.  

O workshop com a duração de um dia, conta com apoios da Associação Italiana de Amigos de Lepra(AIFO) e da Associação de Albinos de Moçambique denominada de Caninmanbò.ANG/ÂC//SG

 

Sudão/Novo balanço aponta que protestos provocaram 10 mortos e 140 feridos

Bissau, 27 Out 21(ANG) – Dez pessoas morreram e 140 ficaram feridas durante os protestos de segunda-feira contra o golpe militar no Sudão, anunciou terça-feira a Associação de Profissionais, que liderou em 2019 as manifestações que derrubaram o ditador Omar al-Bashir.

As mortes foram provocadas por tiros disparados pelo Exército das Forças de Apoio Rápido, uma antiga milícia acusada de crimes contra a humanidade em Darfur (a oeste), acrescentou a associação.

O presidente do Conselho Soberano sudanês, o mais alto órgão de poder no processo de transição do Sudão, general Abdel-Fattah al-Burhan, dissolveu na segunda-feira o Governo e o próprio conselho, horas depois de os militares prenderem o primeiro-ministro.

Al-Burhan leu uma declaração na televisão estatal sudanesa, na qual anunciou a instauração de um estado de emergência em todo o país entre um conjunto de nove pontos, que incluíram a dissolução do Governo e do Conselho Soberano, assim como a suspensão de vários artigos do documento constitucional que lançou as bases para a transição após o derrube de Omar al-Bashir em Abril de 2019.

As manifestações de segunda-feira registaram-se em várias partes do Sudão, após a dissolução do principal órgão do processo de transição do país, e a detenção do primeiro-ministro, Abdullah Hamdok.

Nesse mesmo dia, o Ministério da Informação do já dissolvido Governo denunciou que os militares dispararam contra os manifestantes que rejeitaram o golpe militar perante o Comando Geral do Exército em Cartum.

Num primeiro balanço provisório, o Comité de Médicos relatou três mortes, mas agora a Associação dos Profissionais triplicou esse número.

O general Al-Burhan declarou hoje, numa conferência de imprensa em Cartum, que o primeiro-ministro deposto está em sua casa, que “ninguém o raptou ou agrediu”, e “quando a situação se acalmar e a paz prevalecer, ele voltará para casa”.  ANG/Inforpress/Lusa

Greve saúde/”O diálogo é a única saída para a crise no sector de saúde”, diz líder do PND

Bissau,27 out 21(ANG) – O líder do Partido da Nova Democracia(PND), disse que o diálogo entre o patronato e o sindicato é a única via para a saída da crise instalada no sector de saúde do país.

Iaia Djaló falava hoje aos órgãos públicos de comunicação social, nomeadamente a ANG, jornal Nô Pintcha e TGB, sobre a posição do seu partido face as ondas de greves e boicote que tem assolado o sector de saúde do país.

“O governo está aberto para o diálogo para discutir os pontos em reivindicação e formas de os solucionar”, salientou, o Presidente do PND e igualmente  ministro da Justiça, do actual executivo liderado por Nuno Gomes Nabiam.

O pessoal médico, enfermeiros, parteiras e técnicos da área observam uma greve por tempo indeterminado que dizem ser “um boicote”, aos serviços sanitários de todo o país, em revindicação de pagamento de atrasados salariais, aplicação da carreira médica e melhoria das condições de trabalho.

Aquele político pediu aos agentes de saúde ou seja, médicos, enfermeiros e outros para repensarem as suas posições e para que não aceitem serem levados por alguém que quer atingir um objectivo que não seja o de salvar vidas humanas.

“As pessoas que morreram nos hospitais em consequência da greve já não voltam para esse mundo, de quem é essa responsablidade?. Podiam ter morrido sem que houvesse a greve ou boicote, mas também podiam não morrer se tivessem sido atendidas atempadamente”, disse.

Iaia Djaló sublinhou  que a greve está no ordenamento jurídico da Guiné-Bissau e que é um direito que assiste à qualquer trabalhador, mas salientou  que o termo “boicote” é desconhecido nas reivindicações desta natureza.

“Apelo as partes para privilegiarem um diálogo construtivo, e aos agentes de saúde para que retomem as suas actividades”, referiu.

O líder do PND sublinhou que não há nenhum país no mundo que não pretende promover os seus quadros para o índice do desenvolvimento humano e o seu crescimento no patamar desejado.

“Agora, importar médicos do Senegal, da Nigéria, Cuba… isso já não é uma boa conduta. Porquê que a Guiné-Bissau investiu para formar os seus quadros médicos se agora somos obrigados a recorrer à outros países para virem nos ajudar. É muita pena”, disse.

Perguntado sobre como qualifica a decisão do governo de avançar para a requisição civil para substituição dos agentes de saúde em greve, Iaia Djaló disse que isso está na Lei.

“A requisição civil significa que os funcionários públicos podem estar em reivindicação através de greves e outras, mas o governo entende por exemplo que os hospitais têm de funcionar e por isso avança com a requisição das pessoas hablitadas para prencher as vagas deixadas”, explicou o líder do PND.

Os profissionais de saúde observam uma paralisação por tempo indeterminado, à que chamaram de “boicote”. Em consequência desse “boicote” o maior centro hospitalar de Bissau não está a prestar assistência médica e a situação piorou com a detenção de dois líderes sindicais ligados ao movimento grevista, que entretanto foram libertados segunda-feira.

A situação levou o Governo a fazer o recurso a Requisição Civil, apesar dos protestos do pessoal médico em greve.

Para esta quarta-feira, a maior central sindical - a UNTG e o governo prevêm uma reunião para ver como conseguir um entendimento que leva a suspensão das greves, na saúde e na educação.

O pessoal da saúde reivindica o pagamento de salários em atraso à um grupo de médicos, a  aprovação da Carreira Médica, entre outras exigências, enquanto que os professores exigem a aplicação da Carreira Docente, pagamento de salários atrasados, entre outras reivindicações.ANG/ÂC//SG

Covid-19/Pandemia provocou 217.483 mortes e infectou 8.476.312 pessoas em África

Bissau, 27 Out 21(ANG) – O número de mortes associadas à covid-19 em África atingiu os 217.483 nas últimas 24 horas, com a região a contabilizar 8.476.312 infectados, dos quais 7.868.860 doentes recuperaram, segundo os dados oficiais mais recentes.

De acordo com o Centro de Controlo e Pr
evenção de Doenças da União Africana (África CDC), a África Austral continua a ser a região mais afectada do continente, com 3.922.173 casos e 111.094 óbitos associados à covid-19.

Nesta região, encontra-se o país mais atingido pela pandemia, a África do Sul, que contabiliza 2.920.109 casos e 88.987 mortes.

O Norte de África, que sucede à África Austral nos números da covid-19, atingiu hoje 2.582.838 contágios pelo vírus SARS-CoV-2 e 70.017 mortes associadas à covid-19.

A África Oriental contabiliza 1.047.205 infecções e 22.770, e a região da África Ocidental regista 661.168 casos de infecção e 9.925 mortes. A África Central é a que tem menos casos de infecção e de mortes, 262.928 casos e 3.677 mortes, respectivamente.

A Tunísia, o segundo país africano com mais vítimas mortais a seguir à África do Sul, regista 25.213 mortos e 712.013 infectados, seguindo-se o Egipto, com 18.375 mortos e 326.379 casos, e Marrocos, com 944.803 contágios, mas menos mortes do que os dois países anteriores, 14.636 óbitos associados à doença.

Entre os países mais afectados estão também a Etiópia, com 6.393 vítimas mortais e 363.240 infecções, a Argélia, com 5.899 óbitos e 205.990 pessoas infectadas, e o Quénia, com 5.263 mortes associadas à doença e 252.839 contágios acumulados.

Em relação aos países de língua oficial portuguesa, Moçambique contabiliza 1.929 mortes associadas à doença e 151.243 infectados acumulados desde o início da pandemia, seguindo-se Angola (1.709 óbitos e 64.033 casos), Cabo Verde (349 mortes e 38.151 infecções), Guiné Equatorial (163 óbitos e 13.166 casos), Guiné-Bissau (141 mortos e 6.131 infectados) e São Tomé e Príncipe (56 óbitos e 3.697 infecções).

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro de 2020, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.

A covid-19 provocou pelo menos 4.945.746 mortes em todo o mundo, entre mais de 243,56 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.ANG/Inforpress/Lusa

   
Cultura
/Sambala Kanuté lança seu sexto album denominado “Djali Kebá”

Bissau 27 Out 21 (ANG) – O músico e compositor guineense Sambala Kanuté apresentou hoje o seu sexto album intitulado Djali Kebá -“Djidiu Garande “, em criolo com 7 faixas musicais, e que contou com a participação dos produtores nacionais Ivan Barbosa e Naty Pro.

Falando numa conferência de imprensa de  apresentação do novo trabalho, o Lifanti Garande como também  é conhecido, disse que os trabalhos do disco iniciaram em Bissau com o produtor Naty Pro e  terminaram, em Portugal, com o Ivan Barbosa.

Disse que dedicou a obra ,especialmente,  ao Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

 “Este álbum foi um trabalho bem feito e não foi barato uma vez que participaram músicos e engenheiros de son de renome internacional”, disse.

Sambala Kanuté lamentou a falta de poder de compra por parte dos guineenses que preferem músicos de fora em deterimento dos nacionais.

“Quando um artista estrangeiro visita o país enche os estádios ao contrário dos concertos dos músicos nacionais, que para o fazerem têm que convidar artistas estrangeiros para os seus espectaculos, o que não acontece noutros países como Senegal e outros “,lamentou.

Sambala lamentou que noutros países um músico lança dois àlbuns no mercado e se torna um homem rico.

Defende que a  realidade guineense deve ser invertida para o bem da cultura com apoio do povo apostando e consumindo o que é nacional.

Afirmou que o dinheiro que provem da venda de um album não chega para cobrir as despesas feitas e que muitos ficam com dividas a pagar, tendo agradecido todos os que colaboraram para que o trabalho seja uma realidade.

O novo disco, segundo Kanuté,  foi feito para ouvir e dançar e reflete o passado, presente  e projeta o futuro da Guiné-Bissau.

Segundo Sambala Kanuté, o  álbum teve o patrocínio das pessoas que diz ser  da “geração de concreto”, numa alusão ao actual Chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, do Hotel Royal Bissau e da Fábrica de Espuma - Latex Foam Bissau.ANG/MSC/ÂC//SG

 

Covid-19/Senadores brasileiros aprovam relatório e pedem punição de Bolsonaro

Bissau, 27 Out 21(ANG) – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investigou no Senado brasileiro a gestão da covid-19, aprovou hoje o relatório final e pediu 80 indiciamentos por crimes durante a pandemia, entre eles do Presidente, Jair Bolsonaro.

Por sete votos contra quatro, o relatório final elaborado pelo relator Renan Calheiros foi aprovado, concluindo assim os trabalhos da CPI, que ao longo de seis meses ouviu dezenas de pessoas e investigou indícios de inúmeras irregularidades, que vão desde a defesa de fármacos ineficazes contra a doença por parte do Governo, até possíveis casos de corrupção na negociação de vacinas.

A versão final do relatório, com 1.279 páginas, recomenda o indiciamento de Jair Bolsonaro pela prática de nove crimes.

Ao chefe de Estado foram atribuídos os crimes de prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infracção a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.

De acordo com o relatório final, Bolsonaro “incentivou de forma reiterada a população a violar o distanciamento social, opôs-se ao uso de máscaras, promoveu aglomerações e tentou desqualificar as vacinas”.

No documento foi ainda incluído um pedido para que o Bolsonaro seja “suspenso” indefinidamente nas redes sociais, uma das principais ferramentas de comunicação do mandatário e que tem utilizado para divulgar desinformação sobre a pandemia, como uma relação falsa entre as vacinas contra a covid-19 e o desenvolvimento de SIDA.

Entre as figuras políticas que não foram poupadas pelo relator da CPI estão três filhos do Presidente – o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro -, que foram acusados da prática de incitação ao crime.

Entre os 80 indiciamentos pedidos, dois foram contra empresas que firmaram contratos com o Ministério da Saúde (a Precisa Medicamentos e a VTCLog) e 78 foram contra pessoas, entre o próprio chefe de Estado, ministros e ex-ministros do actual Governo, deputados, empresários, médicos, funcionários públicos, um governador – o do Amazonas, Wilson Lima – entre outros.

O parecer da CPI será agora encaminhado a diferentes órgãos públicos, como Câmara dos Deputados, Polícia Federal, Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas da União (TCU), a Ministérios Públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI), neste último caso devido aos alegados crimes contra a humanidade.

“A CPI, depois de seis meses de trabalho, encerra os seus trabalhos com o relatório aprovado pelo colegiado e agora é uma nova etapa, é a gente encaminhar para os órgãos competentes para que a possamos fazer justiça ao povo brasileiro”, despediu-se o senador Omar Aziz, presidente da CPI.

Aziz apontou ainda que a CPI da Pandemia conseguiu contrapor-se ao negacionismo do Governo e trazer o debate político aos brasileiros.

O senador argumentou também que a CPI descobriu que Jair Bolsonaro nunca teve a intenção de vacinar a população brasileira e disse que “não houve uma única palavra de acalento e solidariedade pelo chefe maior da nação” face às mais 600 mil mortes causadas pela covid-19.

Já os senadores aliados do Presidente refutaram a tese de que Bolsonaro foi responsável pelo agravamento da pandemia no Brasil e apresentaram votos em separado nos quais pediram a investigação sobre a actuação de governadores e prefeitos.

Após proclamar o resultado da votação do relatório, Omar Aziz atendeu a um pedido da senadora Eliziane Gama e pediu um minuto de silêncio pelas vítimas da pandemia.

Com mais de 606.246 mortes e 21,7 milhões de infectados pelo covid-19, o Brasil é, em números absolutos, um dos três países mais afectados pela pandemia no mundo, juntamente com os Estados Unidos e com a Índia.

A covid-19 provocou pelo menos 4.952.390 mortes em todo o mundo, entre mais de 243,97 milhões infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse. ANG/Inforpress/Lusa


CAN 2022 Feminino
/Guiné-Bissau apurou-se, Angola, Moçambique e São Tomé e Principe eliminados

Bissau,27 Out 21(ANG) - A Guiné-Bissau apurou-se para a segunda fase de apuramento para o CAN 2022, ao vencer por 0-1 na deslocação à Mauritânia.

Na primeira mão a Guiné-Bissau também tinha vencido por 1-0.

Na próxima e última ronda de apuramento para a fase final, a selecção guineense vai defrontar o Burkina Faso. Os jogos vão decorrer em Fevereiro de 2022.

Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe foram eliminados.

Angola perdeu por 2-0 na deslocação ao Botsuana num jogo a contar para a segunda mão. Na primeira mão, em Luanda, as angolanas foram derrotadas por 1-5 pelo Botsuana.

As moçambicanas perderam por 6-0 na deslocação à África do Sul. Na primeira mão, em casa, Moçambique foi goleado por 0-7 pelas sul-africanas.

As selecções que se apuram, seguem para o play-off de acesso à fase final do CAN Feminino 2022 que vai decorrer em Marrocos.

Por fim, a selecção são-tomense perdeu por 0-5, em casa no Estádio Nacional 12 de Julho, frente ao Togo, num jogo a contar para a primeira mão.

 Após esse jogo, São Tomé e Príncipe decidiu não jogar a segunda mão.

O CAN Feminino 2022 vai decorrer em Marrocos de 2 a 23 de Julho de 2022. Para além do país organizador, onze nações têm de alcançar o apuramento.

Quatro países lusófonos estavam na primeira fase de apuramento para o CAN 2022: São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique.  Cabo Verde não participou na prova. ANG/RFI

 

terça-feira, 26 de outubro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)