quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Covid-19/Ómicron estava na Holanda antes de ser detectada na África do Sul

Bissau, 01 Dez 21 (ANG) - O instituto de saúde RIVM da Holanda anunciou  terça-feira que descobriu a variante Ómicron em amostras de casos positivos que datam do período entre os dias 19 e 23 deste mês, avança a agência noticiosa Associated Press.

Esta revelação do instituto RIVM indica que
a nova estirpe do SARS-CoV-2 já estava a propagar-se na Europa antes dos primeiros casos terem sido detectados na África do Sul (as autoridades de saúde sul-africanas reportaram a Ómicron à OMS no dia 24 de Novembro) e antes dos casos identificados no aeroporto de Schiphol, em Amesterdão, este fim-de-semana.

O RIVM afirmou que “ainda não é claro se estas pessoas visitaram o sul de África”.

"Nos próximos dias, vamos realizar vários estudos sobre a disseminação da variante Ómicron na Holanda", adiantou o instituto, acrescentando que vai reexaminar outras amostras de testes anteriores.

Com 16 casos agora confirmados, a Holanda regista, actualmente, um dos maiores índices de contágio da nova variante na Europa.ANG/Angop


Contas públicas
/”As declarações do Presidente do Tribunal de Contas foram desajustadas, insensatas e incongruentes”, refere nota da ANP

Bissau,01 Dez 21(ANG) – A Assembleia Nacional Popular (ANP) qualificou de “desajustadas, insensatas e incongruentes” as declarações proferidas pelo Presidente do Tribunal de Contas, afirmando que Tidjane Baldé faltou à verdade.

Em nota distribuída à imprensa, segunda-feira, e assinada pelo Assessor de Imprensa, Serifo Djaló, à que a ANG teve acesso, a ANP acusou o Presidente do Tribunal de Contas, Amadu Tidjane Baldé, de querer, “deliberadamente, denegrir a imagem da ANP”, cujos objetivos e finalidade desconhece. 

O presidente do Tribunal de Contas, Amadu Tidjane Baldé, acusou na segunda-feira Assembleia Nacional Popular (ANP)  de obstruir e dificultar a realização de uma auditoria objetivamente lançada pelo Tribunal de Contas com base numa denúncia.

O Parlamento confirma que recebeu uma correspondência do Tribunal de Contas no dia 2 de novembro de 2021, na qual aquela instância informa da realização  de uma auditoria à ANP e apresentação da respetiva equipa de auditores, prevista para o dia 5 do mesmo mês. 

“A mesma correspondência foi objeto do superior despacho da Sua Excelência o Presidente da ANP e remetido ao Conselho de Administração para se tomar as disposições legais”, refere a nota.

 O documento refere que o Conselho de Administração, por sua vez, convocou uma reunião de emergência, tendo deliberado conceder total disponibilidade e apoio aos ensejos do Tribunal de Contas.

“Mas tendo em conta o processo de mudança das instalações, a administração terá  alertado para as dificuldades reais das instalações da ANP, bem como o envolvimento dos seus membros e técnicos da Direção Administrativa e Financeira no processo de elaboração do Orçamento da ANP. 

Essa  deliberação do Conselho de Administração foi enviada ao Tribunal de Contas, através do Gabinete do Presidente da ANP, reforçando que “telefonicamente foi acordado entre o Presidente em exercício do Conselho de Administração e o Coordenador da equipa de auditoria, a realização de um encontro conforme a nota do mesmo Tribunal.

“O referido encontro ocorreu na unidade hoteleira onde transitoriamente estão sedeados os serviços da ANP e contou com a presença, da parte do Tribunal de Contas, do Juiz Relator e dos auditores que integram a equipa, tendo sido acordado o próximo encontro no dia 26 do corrente mês” refere o comunicado.

Na nota, o parlamento destaca que no relacionamento com as demais instituições da República “sempre se pautou na base de respeito, transparência, colaboração, decoro e honestidade”, pois é o seu entendimento que só assim podem “cimentar os alicerces da construção de uma verdadeira democracia”. 

Por fim, a ANP voltou a reafirmar a sua total disponibilidade em continuar a colaborar com as demais instituições da República. ANG/ÂC//SG

Fórum China-África / «As respostas principais que a crise necessita não foram dadas» diz  Carlos Lopes

Bisssau, 01 Dez 21 (ANG) -  O 8° Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) terminou terça-feira, em Dacar, no Senegal, um Fórum com um formato híbrido.

Dado o contexto de pandemia, alguns dos participantes estiveram fisicamente presentes enquanto outros, como o Presidente Chinês, acabaram por assistir à conferência a distância.

Esta ausência de Xi Jinping foi interpretada como o símbolo de um redimensionamento das ambições da China no continente.

Segunda-feira, o presidente chinês anunciou o fornecimento de mil milhões de doses de vacina anti-covid a África, o envio de 1.500 profissionais médicos, bem como investimentos em projectos na área da saúde, agricultura ou ainda segurança, entre outros.

Apesar de a China continuar a ser a única economia a nível mundial que consegue encaixar o sério golpe resultante da pandemia, isto não significa que não tenha também sofrido algum impacto. Pequim admitiu recentemente que registou uma desaceleração, com um crescimento económico de apenas 0,2% comparativamente ao período anterior em que o aumento do seu PIB foi superior a 1%.

Isto acaba por ter igualmente consequências sobre os investimentos em África que ainda antes da pandemia já estavam a diminuir. Em 2017, os investimentos chineses ultrapassavam os 11 mil milhões de Dólares e em 2020 passaram para 3,3 mil milhões.

Neste contexto, alguns dos projectos de Pequim no continente têm estado a conhecer alguns atrasos. Tal é o caso da linha ferroviária de alta velocidade entre Mombaça e o Uganda, a auto-estrada entre Duala e Yaoundé nos Camarões ou ainda um megaprojecto de caminhos-de-ferro na Etiópia.

Já o volume das trocas comerciais entre a China e o continente ultrapassou os 200 mil milhões de Dólares em 2019, com a balança a ser extremamente favorável à ‘fábrica do mundo’.

Este desequilíbrio, a contracção dos investimentos, bem como a questão da dívida fizeram com que os líderes africanos tenham vindo crescentemente a reclamar outro tipo de relação com a China. 

Afinal outros "players" estão em campo, como os países ocidentais que tentam oferecer parcerias mais atractivas, a Turquia ou ainda a Rússia.

O economista guineense Carlos Lopes, Professor na Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e Alto Representante da União Africana para Parcerias com a Europa analisou em entrevista à RFI, o contexto em que decorreu este fórum.

«Na realidade a economia chinesa, tal como todas as outras, sofreu solavancos durante este período pandémico e, portanto, seria muito optimista pensar que nada iria acontecer. Eu acho que o optimismo aqui deveria ser reservado apenas a haver uma certa estabilização dos compromissos da China e isso verificou-se. Nesta FOCAC há menos investimentos, mas se formos ver, há também uma diferença entre o que foi anunciado na última reunião há três anos e aquilo que foi de facto desembolsado. Portanto, os anúncios que foram feitos agora correspondem mais ou menos ao ritmo que se instalou nos últimos anos e parece-me que estamos em presença de uma estabilidade que é o melhor que se pode esperar numa situação tal qual aquela que como o mundo viveu nestes últimos anos», considera o economista.

Ao comentar o anúncio feito  pelo presidente Xi Jinping sobre a intenção de o seu país fornecer ao continente mil milhões de doses de vacina anti-covid, Carlos Lopes não esconde que esperava mais ambição por parte de Pequim.

«O que eu gostaria de ter ouvido, era a China a falar de como é que vamos fazer face a um determinado número de problemas que foram criados pela pandemia, para além do aspecto sanitário. Por exemplo, o problema da logística internacional que está directamente ligado com as infra-estruturas e como a China está a retrair-se daquilo que foi o seu forte que era o investimento e a participação nos processos de investimento infra-estrutural do continente”, referiu

Carlos Costa acrescentou que gostaria de ter ouvido também muito mais sobre o que a China vai fazer para desenvolver a indústria farmacêutica em África em vez de doar vacinas da sua indústria farmacêutica.

“ Gostaria de ter ouvido mais sobre a China pôr à disposição dos países africanos os seus direitos de tiragem especial do FMI. A China prometeu 10 biliões de Dólares, mas podia dirigir a África o conjunto dos seus direitos especiais do FMI. Escolheu fazer só uma parte que é metade do que a França prometeu. Portanto, há aqui alguns sinais de que as respostas principais que a crise necessita não foram dadas e a mais preocupante para mim é que a China decidiu que não vai investir mais no carvão -uma boa parte da produção do carvão de África vai para a China- e isto tem consequências enormes no tecido económico e no tecido do comércio africano. No entanto, não foram anunciadas medidas compensatórias que seriam de esperar, que a China mantivesse o seu padrão de estar acima dos outros quando se trata deste tipo de ajuda ao continente», diz  o professor universitário.

Aludindo à redução dos investimentos da China em África, nomeadamente na área das infra-estruturas como caminhos-de-ferro e auto-estradas, Carlos Lopes esclarece que «esses financiamentos para as linhas ferroviárias foram executados. Há novos projectos, nomeadamente na Tanzânia, que estavam em discussão, a ligação dos países do Hinterland e Uganda que estão ainda em discussão, mas não penso que o problema se baseia naquilo que já tinha sido lançado, prometido e está a parar -muito pouco parou- mas mais na continuação e, nomeadamente, com os novos problemas de logística que estão a surgir, uma boa parte provocados pela pandemia, seria de esperar que a China tivesse um nível de ambição maior, até porque vê África como sendo complementar da sua transição económica para ter menos manufacturas na China e mais controlo das cadeias de valor. Mas eu acho que há aqui um problema estratégico maior : é que há uma luta clara pela hegemonia tecnológica entre a China e os Estados Unidos. Ela é disfarçada como uma guerra comercial mas, no fundo, é uma guerra tecnológica para saber quem vai prevalecer e quais são as tecnologias que vão ter maior mercado no futuro.

Segundo Lopes, a China está muito avançada em inteligência artificial, numa série de produções que têm a ver com mudanças climáticas, energias renováveis etc…

“O que eu gostaria era que a China incluísse África nessas grandes mudanças e nessas transformações e não visse só África como um possível mercado de consumo num continente onde pode transferir aquilo que já não quer ou não pode produzir por razões de custo de mão-de-obra e outras prioridades que está a ter, sobretudo neste período pós-pandémico», destacou.

Quanto à questão da dívida dos países africanos para com a China, uma dívida que tem sido qualificada pelos países ocidentais como um freio ao seu crescimento, o antigo secretário executivo da Comissão Económica da ONU para África, tende a desvalorizar o seu hipotético impacto negativo.

«A questão da dívida é um bocado, a meu ver, exagerada porque os países africanos contraem uma dívida com a China que é menos custosa do que a dívida comercial e os países têm que fazer recurso a esta dívida comercial porque os empréstimos concessionais estão a diminuir em relação ao tamanho das economias africanas”, disse.

Para Carlos Lopes, há muito barulho nos países ocidentais sobre o facto de que há uma espécie de dependência da dívida chinesa mas diz que, , o que se esquece é que os países ocidentais têm grandes programas de estímulo às suas economias, esses programas de estímulo que são dos seus bancos centrais acabam por criar taxas de juro muito baixas para eles, alguns países até pagam taxas de juro negativas e, no entanto, os africanos não têm esse recurso, precisam de responder aos mesmos desafios e, portanto, têm como alternativa ir para a dívida puramente comercial que é bastante punitiva ou então arranjar um caminho intermédio, neste caso, que é protagonizado pela China.

“Se formos ver por este ângulo, eu acho que os chineses fazem um grande favor aos africanos e mais houvera, melhor seria. Agora eu acho que nós temos evidentemente problemas sérios de capacidade de reembolsar a dívida porque a pandemia destruiu o tecido económico africano, mas destruiu porque uma boa parte das promessas que foram feitas pelos países que dão ajuda ao desenvolvimento não foram cumpridas. Portanto, os países africanos tiveram que responder em grande parte à pandemia com os seus recursos próprios. Embora se fale muito das vacinas que se deram, das coisas que se fizeram etc… quando se vai ver exactamente os volumes de transferência que foram feitos em ajuda ao desenvolvimento no ano 2020, eles diminuíram em relação ao ano anterior. Quando vamos ver, por exemplo, a fuga de capitais da África aumentou, ou seja, saíram mais capitais da África em direcção aos países ricos, quando vamos ver, cada um desses indicadores, vemos que a África de facto não teve recursos para responder à pandemia vindos do exterior com o nível que se fala. Os chineses estão a fazer a sua parte, mais do que os outros”, considera Carlos Lopes.

Noutro aspecto, o professor universitário não deixa de sublinhar que a presença mais visível de outras potências em África é o indicador de que as possibilidades que o continente oferece permanecem ainda por explorar.

«Nós temos claramente uma realização mundial de que África é um terreno virgem no que diz respeito a investimentos, tem muito menos do que necessita e a competição começa tendo em vista o mercado de consumo enorme que vai representar. Dentro de mais 15/20 anos, terá 2 mil milhões de pessoas, portanto é um mercado superior à China ou à Índia e, tal como aconteceu nesses dois países no seu tempo, vai haver uma apetência para, mais que não seja, responder às capacidades de consumo da classe média que, dentro das proporções, vai ser o equivalente de dois Brasis. Vamos ter cerca de 400 milhões de pessoas na classe média. Isto é uma coisa muito apetecível, mas o problema é que nós temos que transformar as economias africanas para que elas não sejam só economias de consumo e de absorção daquilo que os outros produzem e continuarmos a exportar da África apenas matérias-primas”, salientou.

 O perigo que se tem agora com esta transição ecológica, segundo Carlos Lopes, é que todos os países estão a criar incentivos especiais para que as suas indústrias sejam protegidas e, no entanto, a África não tem esses meios, diz  o economista. ANG/RFI

 

Sociedade/ Movimento Nacional da Sociedade Civil marca IIIº Congresso para  18 e 19 de Dezembro 2021

Bissau, 01 Dez 21(ANG) – O Conselho Nacional de Coordenação do Movimento Nacional da Sociedade Civil(MNSC) marcou  o IIIº  Congresso Ordinário para  os dias 18 e 19 de Dezembro de 2021.

A decisão foi tomada na reunião do Conselho Nacional de Coordenação MNSC realizada no final de semana cujas  deliberações foram enviadas à Agência de Notícias da Guiné (ANG).

De acordo com as referidas deliberações, o IIIº Congresso irá decorrer  sob o lema: “Juntos Mais Fortes para os Desafios da Paz, Democracia e Desenvolvimento”.

O Conselho Nacional de Coordenação do Movimento Nacional da Sociedade Civil guineense aprovou a realização das Conferências Regionais para o dia 11 de Dezembro deste ano.

Segundo as deliberações saídas do encontro, uma comissão foi criada para a organização do congresso e é composta  por sete elementos, nomeadamente um Presidente, Vice-presidente, Secretário, uma vogal de logistica, uma vogal de relações públicas e segurança, um vogal de informação e comunicação vogal de assistência e documentação.

O órgão deliberativo  entre congresso do MNSC recomendou a remissão de todos os documentos aprovados à Comissão  para serem apresentados no IIIº Congresso Ordinário.

Recomendou ainda que os relatórios saídos nas Conferências Regionais seja integrados num único Relatório das Actividades e de Contas gerais do mandato de quatro anos ou seja de 2018 à 2021.

O Conselho nacional de corrdenação aprovou os critérios de Candiatura para o IIIº Congresso, o Regulamento Eleitoral, o Regimento do Congresso e o termo de referência da Comissão Organizadora do IIIº congresso do Movimento nacional da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, bem como a revisão pontual dos Estatutos.

Ao presidir a reunião, o Presidente do Movimento da Sociedade Civil Fodé Caramba Sanhá enalteceu o empenho e determinação dos dirigentes pelos sucessos alcançados ao longo dos quatro anos de madato, sobretudo na implementação do Plano Estratégico.

Sanhá acrescentou  que esse “empenho e dedicação” tiveram como resultado a instalação das  sedes centrais e regionais, minimamente equipadas, para responder as demandas administrativas e técnicas.

Fodé Sanhá disse estar com o sentimento de  dever cumprido perante suas responsabilidades.

Acrescentou que essa responsabilidade deve começar  ao nível interno da Organização e traduzir-se no cumprimento  do  dever de transparência, na prestação de contas sobre as finanças da instituição ãos  associados.ANG/LPG/ÂC//SG

           Líbia/Rejeitada candidatura presidencial de Khalifa Haftar

Bissau, 01 Dez 21 (ANG) - Um tribunal de Zawiya, no oeste da Líbia, determinou a exclusão da candidatura do homem forte da facção que controla o leste do país, o marechal Khalifa Haftar, às eleições presidenciais de 24 de Dezembro, segundo a imprensa local.

A informação foi adiantada pelo jornal 'online' local The Libyan Observer e, a confirmar-se, esta rejeição junta-se às de Seif al-Islam Kadhafi, filho do ex-presidente Muammar Kadhafi, e do chefe do governo interino, Abdelhamid Dbeibah.

Ambos os candidatos apresentaram recursos contra a exclusão das suas candidaturas, noticia a agência EFE.

Seif al-Islam Kadhafi viu a sua candidatura rejeitada devido às acusações de crimes contra a humanidade que terá cometido durante a repressão à revolta que levou à queda do reinado do seu pai, Muammar Kadhafi, em 2011.

Já Abdelhamid Dbeibah teve a candidatura rejeitada por não ter renunciado com três meses de antecedência ao cargo que exerce, conforme é exigido pela lei eleitoral, que tem levantado polémica.

O filho do antigo presidente Kadhafi acusou ainda as milícias associadas ao marechal Khalifa Haftar no sul do país de "obstruírem à força" o processo eleitoral, ao cercarem o tribunal na cidade de Sebha para impedirem os juízes de decidirem o seu recurso.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram indivíduos armados, apresentados como pertencentes às forças de Khalifa Haftar, o homem forte do leste do país, a bloquear o acesso ao tribunal de recurso da cidade semidesértica, cerca de 650 quilómetros a sul de Tripoli.

A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (MANUL) tem manifestado a sua preocupação com os últimos acontecimentos em torno das eleições, que entraram na semana decisiva para saber se irão decorrer na data fixada, tal como desejam os Estados Unidos e Estados-membros da União Europeia, ou adiada conforme é defendido entre vários centros de poder na Líbia, em particular aqueles próximos da Turquia.

O surpreendente anúncio de demissão do emissário especial da ONU para a Líbia, o eslovaco Jan Kubis, em 23 de Novembro, faz com que especialistas considerem "uma questão de dias" o adiamento das eleições.

Além das eleições presidenciais, as primeiras desde a independência da Líbia em 1951, também estão marcadas legislativas para a mesma data, para as quais existem já mais de 1.300 candidatos.ANG/Angop

 

 


Pescas
/Secretário-geral adverte aos armadores que vão  ser intrangigentes  no cumprimento da regulamentação sobre as capturas

Bissau,01 Dez 21(ANG) - O Secretário-geral do Ministério das Pescas afirmou que  doravante serão intransigentes na observação da lei sobre o tamanho de peixe cuja captura é permitida assim como às outras ilicitudes que são negativas ao ecossistema marinho e a biodiversidade.

Maurício Sanca falava segunda-feira, na cerimónia de abertura do ateliê de apresentação dos resultados da campanha de investigação científica na Zona Económica Exclusiva (ZEE).

A referida campanha denominada  “Campanha de Seletividade de Arrasto de Fundo” teve a duração de 20 dias e foi realizada em parceria com uma empresa espanhola de investigação “ANACEF”.   

Segundo Maurício Sanca, a campanha detetou na descarga do pescado para o abastecimento do mercado nacional uma elevada percentagem de peixes  de tamanhos pequenos, não permitidos.

O Secretário-geral do Ministério das Pescas pediu mais empenho dos departamentos de investigação e de vigilância, no sentido de reforçarem as medidas de controlo das capturas, tanto no mar como nos portos.

Reafirmou  que o setor das pescas é uma das apostas do governo para o desenvolvimento económico, acrescentando que a Campanha vem reforçar as medidas adotadas pelo governo. 

O Diretor-geral do Centro de Investigação Pesqueira Aplicada (CIPA), Jeremias Francisco Intchama disse que o estudo permite comparar as dimensões das espécies alvo obtidas e definir  as caraterísticas das artes de pesca que incidem sobre a faixa populacional, com o objetivo de assegurar  uma exploração racional e sustentável do sector.

“A população precisa perceber que os recursos pesqueiros acabam. Precisam conhecer ideias inovadoras de gestão dos recursos pesqueiros para que as leis de pescas sejam respeitadas, sobretudo em relação ao período de repouso biológico” sustentou Intchama que acrescentou  que os resultados do estudo vão permitir ao governo definir melhor as políticas do setor das pescas.

O ateliê contou com a presença do Embaixador da Espanha no país, António Gonzalez Zavala.ANG/ÂC//SG

 

 Guiné-Conacri/Junta  diz ter mandado ex-presidente Conde para casa

Bissau, 01 Dez 21 (ANG) - A junta militar que governa a Guiné anunciou  segunda-feira (29) que o presidente deposto, Alpha Conde, foi mandado para a casa onde se encontra com a esposa, após tê-lo mantido incomunicável durante meses.

Conde, de 83 anos, governou este país africano por quase 11 anos antes de ser deposto em 05 de Setembro por um golpe militar.

Num comunicado transmitido pela televisão estatal, a junta informou que Conde estava em casa com a sua esposa, Hadja Djene Kaba Conde, nos arredores da capital. Não se esclareceu se o antigo estadista está em prisão domiciliar ou se tinha outras restrições.

A junta "continuará a dar ao ex-chefe de Estado um tratamento de acordo com a sua posição e o faz sem nenhuma pressão nacional ou internacional", acrescentou a declaração.

A Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) impôs sanções a vários dirigentes golpistas e exigiu "a libertação incondicional" de Conde.

A CEDEAO também suspendeu a Guiné do bloco e pediu a realização de eleições em seis meses.

O novo homem forte do país, o coronel Mamady Doumbouya, foi empossado em Outubro como presidente interino.

Embora tenha se comprometido a realizar as eleições e restaurar o comando civil, Doumbouya não fixou um prazo para a transição.

O militar, ex-integrante da legião francesa, justificou o golpe ao acusar Conde de corrupção e autoritarismo.

A junta dissolveu o Governo e substituiu ministros, governadores e prefeitos por soldados e administradores escolhidos a dedo.

Em 2010, Conde tornou-se o primeiro governante eleito democraticamente da Guiné, mas provocou grandes protestos quando reformou a Constituição para permitir a reeleição a um terceiro mandato.

Embora tenha sido reeleito, os seus críticos denunciaram aquela eleição como uma farsa.ANG/Angop

terça-feira, 30 de novembro de 2021

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Porto de Buba/
BAD diz que estudo de viabilidade deve custar cerca de 5 milhões de dólares

Bissau, 30 Nov 21 (ANG) – A Encarregada Superior das Infraestruturas do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) disse que o volume de investimento esperado para o estudo de viabilidade da obra de construção do Porto de Buba é estimado  em cerca de 5 milhões de dólares.

Amélie Ntonkou, em declrações à imprensa, à saída,esta terça-feira,do encontro com o Presidente da República, acrescentou que o Porto de Buba é uma infraestrutura com uma dimensão regional, e que segundo ela, vai impactar positivamente não só a Guiné-Bissau, assim como  outros países da sub-região, nomeadamente, o Senegal, a Gâmbia, Guiné Conacri, Mali e Burkina Faso.

Segundo Ntonkou, o referido Porto tem entre 18 à 24 metros de profundidade natural, e essa condição  o coloca em vantagem perante outros portos da subregião.

Ntonkou sustentou que isso significa que os investidores, tanto regionais assim como internacionais, estão a esperar da conclusão  do estudo de Porto de Buba com grande interesse.

De acordo com Amélie Ntonkou, o BAD está a trabalhar em diferentes etapas, estando  na fase de estudo de viabilidade e a próxima  será  a de estruturação do projeto.

“O estudo de viabilidade tem que confirmar a rentabilidade económica, financeira e técnica do projeto. Deve confirmar também o seu impacto social, económico e ambiental favorável para as populações do país antes de avançar para próxima etapa que é a estruturação do projeto”, revelou Amélie.

Salientou ainda que a intenção do BAD é de ajudar o governo  a estruturar o Projeto como parceria Pública e Privada (PPP).

“Este é um projeto rentável  em que o setor privado pode estar interessado no seu financiamento. Quando o projeto é rentável comercialmente cativa o setor privado”, disse, acrescentando que a próxima etapa no projeto é de começar a criar possibilidades de trazer parceiros privados para discutirem sobre a melhor forma de financiar a construção do Porto de Buba.

A Encarregada Superior de Infraestruturas do BAD disse ainda que tem um conjunto de intervenções entre as quais, capacitar as instituições nacionais na matéria de como utilizar parceria pública e privada no investimento do porto.

Outra etapa a ser feita, segundo a Ntoukou, é contratar conselheiro de transação que vai ter o papel de estruturar o projeto para levá-lo para o mercado para que os investidores privados possam aceitá-lo para efeitos de investimento.ANG/DMG/ÂC//SG

 

  Governação/Primeiro-ministro entrega proposta de OGE/2022 ao parlamento

Bissau, 30 Nov 21 (ANG) – O Primeiro-ministro entregou hoje ao Parlamentro a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022 ,tendo pedido a colaboração institucional do hemiciclo na apreciação do documento.

Falando aos jornalistas depois da entrega da OGE ao Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Nuno Gomes Nabiam disse que o orçamento está virado à áreas sociais e a de infraestruturação do país.

“Houve um aumento percentual para os sectores da saúde e  educação passando estes sectores a contar com aumento do bolo em cerca de 15 à 16 por cento no OGE de 2022”, afirmou.

O Primeiro-ministro  disse que o governo espera a colaboração institucional dos deputados no sentido de aprovação do orçamento,”para permitir que o executivo faça o seu trabalho”.

Na Biam salientou que no quadro dos trabalhos com os parceiros financeiros internacionais há uma certa restrição e que o governo vai fazer tudo que estiver ao seu alcanse para que os gastos estejam nos limites  que o Executivo assumiu, principalmente com o Fundo Monetário internacional.

O OGE 2022 prevê  de receitas e despesas um total de 246 mil milhões de fcfa. ANG/MSC/ÂC//SG

 


Proteção Civil
/Ministro do Interior lança primeira pedra para construção do Centro Nacional de Operação e Socorro

Bissau,30 Nov 21(ANG) – O ministro de Estado do Interior e da Ordem Pública, procedeu hoje ao lançamento da primeira pedra para a construção do Centro Nacional de Operação e Socorro, cuja cerimónia culminou com a entrega de seis viaturas de combate ao incêndio ao Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros.

Na ocasião, Botche Candé afirmou que o referido centro cujas obras já iniciaram na própria instalação dos Bombeiros,  irá funcionar como entidade de coordenação das operações de combate ao incêndio, salvamentos e pronto-socorro, em todas as regiões do país.

Em relação as  viaturas d
e combate ao incêndio, o ministro de Estado do Interior informou que as mesmas foram adquiridas pelo Governo através de solicitações aos parceiros, de forma a minimizar as carências com que se deparam os Bombeiros.

“Com a vinda dos referidos meios e se tudo correr como previsto, os Bombeiros irão superar muitas dificuldades com que se deparavam ao longo dos 48 anos da independência do país”, salientou.

Por sua vez, o Presidente do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros, Malam Djaura, visivelmente emocionado, começou por agradecer ao actual executivo de Nuno Gomes Nabiam, em particular ao ministro de Estado do Interior por esta “atenção prestada” à sua instituição.

“Desde os primórdios da independência, os Bombeiros nunca foram equipados como agora e por isso não podemos esconder a nossa alegria pelo acto”, sublinhou.

Malam Daura qualificou de “inédito” o gesto do Governo, tendo afrimado que isso, deve merecer o orgulho de todo o Povo guineense, porque é o primeiro beneficiário, se os Bombeiros estivessem  bem equipados.

“Outrora os nossos agentes sofreram muitos insultos e agressões em diversas situações de incêndios, por não terem meios de combate ao incêndio e as nossas populações não percebiam na altura que não tinhamos a culpa por essa situação”, lamentou aquele responsável.

Das seis viaturas, uma será colocada na província Leste, outra no Sul e uma no Norte devendo as restantes serem entregues aos serviços dos Bombeiros de  Bissau. ANG/ÂC//SG

 

 

 

 

 

                      Função Pública/UNTG entrega novo pré-aviso de greve

Bissau, 30 Nov 21 (ANG) – A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) entregou ao Governo  novo pré-aviso para observação de mais uma  greve durante todo o mês de Dezembro.

A paralização da Função Pública, segundo a central sindical vai decorrer por 22 dias úteis  de 1 até 30 de Dezembro do ano em curso.

De acordo com pré-aviso, o central sindical reivindica  o cumprimento das exigências dos trabalhadores, em particular dos servidores públicos, a extinção dos novos impostos  e taxas, que diz  ultrapassar  a capacidade de compra da população em geral.

“O Sindicato reivindica a promoção de injustiça laboral e desigualidade salarial”, refere i oré-aviso de greve.ANG/MI/ÂC//SG

   

          Covid-19/Pandemia matou 5.197.718 pessoas no mundo

Bissau, 30 Nov 21 (ANG) - A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.197.718 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, segundo o balanço diário da agência France Press.

Mais de 260.817.750 pessoas foram infectadas em todo o mundo no mesmo período e até hoje, de acordo com os números coligidos pela AFP.

No domingo, registaram-se 4.760 mortes e 382.619 novas infecções. Os países que registaram mais mortes nesse dia foram a Rússia (1.209), Ucrânia (297) e Índia (236).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado, tanto em número de mortes como de infecções, com um total de 776.639 mortes e 48.229.273 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 614.278 mortes e 22.080.906 casos, a Índia com 468.790 mortes (34.580.832 casos), o México com 293.897 mortes (3.883.842 casos) e a Rússia com 273.964 mortos (9.604.233 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 610 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (404), Bósnia (380), Montenegro (364), Macedónia do Norte (362), Hungria (351) e República Checa (307).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizaram 1.539.738 mortes para 46.642.178 casos, Europa 1.514.834 mortes (83.767.638 casos), Ásia 896.740 mortes (57.159.434 casos), Estados Unidos e Canadá 806.268 mortes (50.014.587 casos), África 222.568 mortes (8.638.847 casos), Médio Oriente 214.292 mortes (14.288.635 casos) e Oceânia 3.278 mortes (306.439 casos).ANG/Angop

Política/ Comité Central  do PAIGC marca X congresso para final de Janeiro e princípio de Fevereiro de 2022

Bissau, 30 Nov 21 (ANG) – O Comité Central do Partido Africano da Independencia da Guiné Cabo Verde (PAIGC) marcou o X congresso ordinário do partido para entre final de janeiro e principio  de fevereiro e 2022, datas que coíncidem com o fim do mandato dos órgãos sociais eleitos na reunião magna do partido em 2018.

 A decisão foi tomada na reunião  do Comité Central do PAIGC realizada no último fim de semana cujas deliberações foram enviadas a  ANG.

Uma  comissão organizadora  será criada para o efeito, em sessão extraordinária do principal órgão deliberativo do partido, a ter lugar no próximo dia 10 de dezembro.

O Comité Central aprovou   resoluções e orientações politicas e genéricas para as organizações de massa, nomeadamente o Conselho Nacional de Quadros Técnicos  Militantes Simpatizantes e Amigos do PAIGC (CONQUATSA) e Juventude Africana Amicar Cabral (JAAC).

O principal órgão deliberativo  entre congresso aprovou igualmente três moções, uma de reconhecimento ao malogrado presidente de honra do partido, Carlos Correia e duas de felicitações ao José Mária Neves e Domingos Simões Pereira.

O primeiro, ao José Maria Neves, conforme o Comité Central, pela sua vitoria expressiva nas eleições presidenciais de 27 de outubro de 2021 e segunda pela sua distinção como “politico do ano”, galardão atribuido por um colectivo de estudantes universitários”, .

Na sessão do dia 28 de novembro, o Comité Central do PAIGC já havia deliberado sobre a fixação das datas para realização do congresso da União Democrática das Mulheres (UDEMU) e Conferência do Conselho Nacional de Quadros Técnicos  Militantes, Simpatizantes e Amigos do PAIGC (CONQUATSA).ANG/LPG/ÂC//SG

                   
                    Senegal
/ Aberto 8° Fórum de Cooperação China-África

Bissau, 30 Nov 21 (ANG) – O  8° Fórum de Cooperação China-África, encontro que se realiza de dois em dois anos, decorre desde segunda-feira em Dacar,no Senegal, num formato misto, dado o contexto de pandemia, com certos responsáveis a estarem apenas virtualmente presentes, nomeadamente o chefe de Estado chinês.

"No âmbito da luta contra a covid-19, a China vai fornecer à África mil milhões de doses de vacinas suplementares, incluindo 600 milhões sob forma de doações e 400 milhões noutros formatos, nomeadamente o estabelecimento da produção de vacinas" a nível local, anunciou Xi Jinping numa mensagem na qual também indicou que o seu país vai enviar 1.500 profissionais de saúde para o continente, vai realizar 100 projectos sanitários e vai igualmente apoiar o sector do agro-negócio.

Nesta oitava edição na qual participam 500 responsáveis políticos e empresários africanos e chineses, os organizadores esperam um reforço ainda maior da cooperação com a China que já é o principal parceiro comercial do continente.

Contudo, desta vez o encontro tem menores dimensões do que os anteriores, num contexto de crise pandémica mas também de redefinição das ambições das "novas rotas da seda", com os investimentos a passar de 11 mil milhões de Dólares em 2017, a 3,3 mil milhões em 2020.

Também em questão está o tipo de relação que se criou entre a China e os países africanos nestes vinte anos de fóruns de cooperação, a questão da dívida tendo-se tornado central. 

De acordo com o 'China Africa Research Initiative' entre 2000 e 2019, calcula-se que a China tenha emprestado ao continente cerca de 153 mil milhões de Euros, sendo que Angola por si só concentraria 30% desta dívida.

Perante esta situação, desde 2016, os valores emprestados são menores e nestes últimos meses, a China aceitou apagar ou reavaliar a dívida de certos Estados.

Foi neste âmbito que o ministro senegalês da Economia, Amadou Hott, preconizou uma relação com a China menos focada na dívida e mais proveitosa para as economias africanas. Ao vincar que o Fórum de Cooperação China-África é uma plataforma baseada em princípios de igualdade e benefício mútuo”, o governante considerou que esta parceria deveria "ter como objectivo mais investimento estrangeiro directo chinês em África", argumentando que o continente “tem muitos investimentos em dívida" e que ele "precisa de mais investimentos em fundos próprios”.

Paralelamente, segunda-feira durante a abertura do fórum, a chefe da diplomacia senegalesa, Aissata Tall Sall, disse esperar que a China dê apoio na luta contra a insegurança no Sahel, região desestabilizada por grupos jihadistas.

Este 8° fórum de cooperação sino-africano acontece numa altura em que o Secretário de Estado americano Antony Blinken acaba de efectuar há dias uma digressão em alguns países africanos, num contexto de crescente rivalidade entre Washington e Pequim.

 A China é de longe o principal parceiro comercial do continente, as trocas tendo ultrapassado os 200 mil milhões de Dólares em 2019, segundo dados da embaixada chinesa de Dacar. ANG/RFI

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)