quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Cooperação/Guiné-Bissau e Congo pretendem cooperar em diferentes sectores

Bissau,13 jan 22(ANG) – A Guiné-Bissau e a República do Congo vão cooperar nos domínios de  agricultura, pescas, no turismo,  energia e no domínio de infra-estruturas.

Um Acordo Quadro de Cooperação para o efeito foi assinado terça-feira(11), em Bissau pela  ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e da Comunidades da Guiné-Bissau,Suzy Carla Barbosa e o seu homólogo do Congo, Denis Christel Sassou Nguessou que se encontra de visita de dois dias ao país.

Na ocasião, Suzi Barbosa afirmou que é uma assinatura histórica, embora os dois países já mantinham  boas relações, há mais de quarenta anos, mas nunca  oficializada como agora.

A governante disse que, com a assinatura desse Acordo Quadro, a Guiné-Bissau e a República do Congo dispõem de um instrumento legal para desenvolver a cooperação em diferentes áreas.

Segundo a ministra, já identificaram os setores onde este país amigo vai intervir nos próximos tempos, nomeadamente no setor de turismo, energia, finanças, comércio entre outros.

Suzi Barbosa informou que neste momento está-se a ultimar contactos com o Ministério das Finanças do Congo para auxiliar a Direção-Geral das Alfândegas no programa “sidónia Word” com vista a modernizar o sistema aduaneiro nacional.

Para o efeito, segundo a ministra,  vai ser  organizado um seminário de capacitação para os técnicos alfandegários sobre aplicação deste dispositivo no controlo e na arrecadação de receitas.

Por sua vez, o ministro da Cooperação Internacional e Promoção de Parcerias Público-Privado da República do Congo, Denis Christel Sassou Nguessou, em declarações à imprensa,  informou que identificaram cerca de 17 setores nos quais  poderão vir a intervir no âmbito do acordo de cooperação assinado, nomeadamente agricultura, pesca, turismo, energias entre outros, mas também não descartaram as possiblidades de  investir no domínio de infra-estruturas.


“Dentro em breve virá uma equipa técnica que vai dar seguimento e preparar vários documentos, em diferentes setores, para que possamos ter a primeira reunião da comissão mista, com a
 finalidade de pôr na prática o Acordo Quadro. Estamos esperançosos de que, no quadro dessa cooperação, vamos  reforçar mais a nossa cooperação”, disse.ANG/ÂC//SG

França/UE prepara sanções semelhantes àquelas que a CEDEAO adoptou contra o Mali

Bissau, 13 Jan 22(ANG) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 reúnem-se hoje em Brest, no noroeste da França, designadamente para afinar a posição a tomar face à junta militar do Mali, depois de a CEDEAO ter decretado sanções contra os militares no poder em Bamako por terem decidido não realizar eleições no próximo dia 27 de Fevereiro, conforme tinha sido estabelecido em 2020, logo depois do seu primeiro golpe.

Segundo o chefe da diplomacia francesa, a União Europeia prepara-se para seguir o caminho da CEDEAO.

Antes mesmo da reunião desta quinta-feira que se realiza em Brest no âmbito da presidência rotativa da França, o presidente francês disse na terça-feira que o seu país apoiava as "sanções inéditas" decididas pela CEDEAO.

Nesta senda, Jean-Yves le Drian anunciou ontem que a França iria propor hoje aos seus parceiros europeus que a União Europeia adopte sanções semelhantes àquelas que foram decididas no Domingo pela CEDEAO. "A situação no Mali e no Sahel é um assunto africano e europeu, não é mais um assunto franco-maliano", disse o chefe da diplomacia francesa referindo-se à participação de 10 países europeus no grupo de forças especiais destacadas Takuba que combate o jihadismo no Sahel.

No passado fim-de-semana, os países-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental decretaram o encerramento das suas fronteiras com o Mali bem como um embargo comercial e financeiro para marcar a sua rejeição do plano da junta de continuar a dirigir o país durante vários anos. Em resposta, a junta maliana decretou igualmente o encerramento das suas fronteiras com o exterior e na passada terça-feira, ao mesmo tempo que se disse aberta ao diálogo, também apelou a população a manifestar contra as sanções amanhã.

Neste contexto, além dos líderes oeste-africanos e dos europeus, a vizinha Argélia também incitou a junta militar maliana a “tomar uma atitude responsável e constructiva”. Uma posição saudada ontem por Jean-Yves le Drian que recordou pela mesma ocasião que deve decorrer nas próximas semanas uma reunião dos cerca de 60 membros da Coligação para o Sahel "no intuito de tomar uma posição colectiva".

Entretanto e desde já, depois de a França tomar abertamente posição a favor das sanções da CEDEAO, a companhia aérea Air France anunciou ontem a suspensão das suas ligações com o Mali "com efeito imediato" "até nova ordem".

Estas sanções em catadupa acontecem numa altura em que a França tem estado a acusar a junta militar de "estar a tentar enganar todos os seus parceiros", Paris tendo nomeadamente apontado o dedo a Bamako sobre a presença de mercenários russos que, a seu ver, se encontram no país apenas no intuito de ajudar os golpistas a manter-se no poder.

Nos últimos meses, a França que tem milhares de soldados mobilizados contra os jihadistas no Sahel, tentou sem sucesso dissuadir Bamako de recorrer à empresa de segurança privada Wagner, próxima do Kremlin. Segundo responsáveis militares malianos, vários instructores russos foram destacados para o país, nomeadamente Tombuctu, no norte do Mali.

Ao fim de quase uma década de presença no Mali, a França anunciou no ano passado que pretendia reorganizar a sua missão militar, abandonando as suas três bases mais a norte (Tessalit, Kidal e Tombuctu) para se concentrar em Gao e Ménaka junto das fronteiras com o Niger e o Burkina Faso, a França prevendo igualmente fazer passar os seus efectivos dos actuais 5.000 homens para cerca de 2.500/3.000 até 2023. Uma decisão que gerou alguma crispação entre a França e as autoridades malianas. ANG/RFI

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)

Infraestruturas/Projecto de construção da “Nova Cidade” no Sul do país aguarda, há très anos, aval das autoridades competentes para arranque das obras

Bissau,12 Jan 22(ANG) – O Projecto de construção da “Nova Cidade” no sul do país, concretamente nas regiões de Quinara e Tombali  aguarda, há cerca de três anos, o aval das autoridades competentes para a sua implementação prática.

A revelação é do administrador da Agência África Lusófona para a Cooperação e Desenvolvimento Económica e das Infraestruturas Económicas(ALDECI), sedeada em França, em entrevista exclusiva hoje à ANG.

Feliciano de Carvalho Andrelino disse que chegou ao país no dia 20 de Fevereiro de 2019 à convite oficial do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá com vista a apresentação do projecto de construção da “Nova Cidade”, às autoridades guineenses.

Informou que o projecto é estimado num montante global de 800 à 900 milhões de dólares e cuja primeira tranche será assegurada pelo Presidente francês Emanuel Macron e o Banco Mundial.

Disse que durante a sua estadia no país, manteve vários encontros com as autoridades do país, nomeadamente o Presidente da ANP, ministros de anteriores executivos e o actual Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

Feliciano de Carvalho explicou inclusive, que tinha já assinado um Memorando de Entendimento com o ex. ministro das Obras Públicas, António Óscar Barbosa no executivo de Aristides Gomes para a implementação prática do referido projecto.

Adiantou que, foi igualmente recebido em audiência pelo Presidente da República Umaro Sissoco Embaló a quem apresentou o projecto, frisando que este por sua vez, ficou satisfeito, tendo lhe afirmado que isso faria parte da sua agenda presidencial.

Informou que o chefe de Estado deu instruções ao Vice Primeiro-ministro Soares Sambú no sentido de fazer demarches para a sua implementação prática.

“Soares Sambú pediu-me para fazer uma carta de pedido de integração do projecto no Plano Nacional de Desenvolvimento e para submetè-la ao seu gabinete e a carta já foi entregue há mais de cinco meses sem uma resposta”, explicou.

Salientou que o projecto só  não iniciou devido à vários constrangimentos de ordem borucrática da parte das autoridades competentes guineenses.

Segundo Andrelino, emigrante guineense formado no domínio das pescas em França, o projecto prevê a construção de infraestrutruras habitacionais, centros administrativos, saneamento, estradas, portos incluindo uma ponte que liga Bissau à Enxudé numa distância de 12 quilómetros.

Aquele responsável informou que o projecto é patrocinado pelo Presidente Francês Emanuel Macron e conta com participações de vários gabinetes de consultores de Singapura.ANG/ÂC//SG

Saúde/Ministro prevê para este ano criação de Centro de Hemodiálise no país

Bissau, 12 Jan 22 (ANG) – O ministro de Saúde Pública, Dionísio Cumba disse prevê para este ano a  criação  de um  Centro de Hemodiálise, até então inexistente na Guné-Bissau.

Em entrevista à Agência de Notícias da Guiné, esta quarta-feira, Cumba afirmou que o hemodiálise é um dos grandes problemas que o país tem, acrescentando que o seu Ministério já está a negociar para que esta situação seja resolvida.

“Pensamos melhorar algumas infraestruturas e como também introduzir novas situações, por exemplo, hemodiálise que é um dos grandes problemas que o país tem. Estamos a negociar para podermos ter um Centro de Hemodiálise para permitir não só os nossos concidadãos que estão fora e turistas que fazem hemodiálise constante”, informou, sustentando que quem faz hemodiálise constante não pode vir ao país porque corre risco de vida visto que a Guiné-Bissau não dispõe de um centro para o efeito.

Dionísio Cumba informou ainda que, em breve, chegará ao país uma fábrica de oxigénio que o Governo mandou comprar em Portugal, com capacidade de produzir 106 garrafas por dia.

Disse  que  vai permitir o país  enfrentar melhor a situação da Covid-19 que ceifou a vida de muitas pessoas por falta de oxigénio, adiantando que vão ser instaladas outras fábricas de oxigénio com dimensões menores,  nas regiões, nomeadamente, Bijagós, Sul, Norte e Leste, a fim de poder resolver problemas locais.

Aquele responsável acrescentou que ainda está no seu plano de ação a recuperação do Hospital 3 de Agosto e a construção de infraestruturas de saúde .

“Depois das minhas visitas às regiões o Governo  me deu o aval de avançar com esse plano. E dentro desse plano está também novas  infraestruturas  que devemos construir: hospitais provinciais-2 e a recuperação do Hospital 3 de Agosto”, frisou.

Cumba sublinhou que o mais importante é a formação de quadros de saúde, explicando que nesse momento estão a trabalhar num programa de fromação local que possivelmente vai ser apoiado pela Itália, e  que vai permitir a especialização de médicos guineenses.

 “No final deste mês vai chegar uma equipa para este objetivo. Num total de 16 médicos escolhidos como prioritários para o país, cada um vai escolher a área onde pretende se especializar, e dentro de 4,5 ou 6 anos vão ser certificados como especialistas. Acho que isso é a melhor forma de dar assistência ao país”, disse.

De acordo com Dionísio, a equipa médica nigeriana que está no país, no Hospital Nacional Simão Mendes, por serem  todos especialistas,  no exercício das suas missões   vão dar orientações aos jovens médicos nacionais que os acompanham.

Em relação aos novos ingressos que reclamam  12 meses de salários em atraso, Dionísio Cumba disse que nesse momento estão a negociar com o Ministério das Finanças para resolver os problemas dos novos ingressos, que diz, entrarem no sistema sem antes existir verbas para eles, o que terá dificultado os seus pagamentos atempados pelo  Tesouro Público.

“Foi esse  o motivo que levou os novos ingressos a ficarem 10 meses sem salários. Estamos, com o Ministério das Finanças, a buscar uma forma de lhes pagar e mais tarde  organizar os seus ingressos na  Função Pública, senão vai ser sempre a mesma situação. Não se pode introduzir grande quantidade de pessoas no sistema  sem ter capacidades de lhes pagar”,disse Dionísio Cumba. ANG/DMG/ÂC//SG   

Angola/José Maria Neves reconhece que “há muitos” cabo-verdianos em situação de vulnerabilidade 

Bissau,12 Jan 22(ANG) – O Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, reconheceu terça-feira que “há muitos” cabo-verdianos em situação de vulnerabilidade em Angola, defendendo que a documentação dos mesmos poderá contribuir para que haja um alívio da situação.

Este reconhecimento foi feito em declarações à imprensa depois de um encontro com a comunidade cabo-verdiana em Luanda, onde o Chefe de Estado ouviu as preocupações dos filhos das ilhas radicados em Angola, tendo sido a questão da pobreza e da falta de documentação dominante.

José Maria Neves disse, depois de ouvir os cabo-verdianos residentes em Angola, que há um esforço comum entre Cabo Verde e Angola no sentido de buscar soluções para os problemas que se colocam relativamente à documentação.

“O governo angolano poderá tomar novas medidas para permitir e facilitar o acesso à documentação por parte dos cabo-verdianos que já estão aqui desde a década de 40, ou antes, e, precisamente por isso, nas próximas oportunidades, o governo angolano irá anunciar os limites desta decisão”, acrescentou.

Prosseguindo, José Maria Neves reconheceu que “há muitos” cabo-verdianos em situação de vulnerabilidade em Angola, afirmando que alguns já recebem um complemento de pensão da parte do governo cabo-verdiano.

“É o esforço que o governo faz no sentido de apoiar aqueles que são mais vulneráveis. Alguns aqui, tendo acesso à documentação, também podem melhorar a sua condição de vida porque podem ter acesso a apoios e outras contribuições e prestações da parte do governo angolano”, acrescentou.

Quanto à outra preocupação levantada pelos integrantes da comunidade, que tem que ver com o facto de Angola ter, há mais de 15 anos, cedido um terreno a Cabo Verde e que ainda nem sequer há um projecto para se trabalhar o mesmo, José Maria Neves, citando a ministra da Defesa e da Coesão Territorial, Janine Lélis, que também participou no encontro, afirmou que o terreno já foi regularizado que a ideia é o Governo, o mais rapidamente quanto possível, mandar uma missão aqui para definitivamente resolver essa questão e pôr o terreno a produzir.

“Tem enormes potencialidades para a agricultura e para a pecuária”, ressaltou.

Outra preocupação levantada tem que ver com a ligação aérea entre Angola e Cabo Verde, tendo José Maria Neves frisado que os dois governos estão a fazer um esforço para ver se haverá a retoma dessa ligação tão logo seja possível.

José Maria Neves iniciou no domingo uma visita de Estado a Angola que termina amanhã, quarta-feira, 12. Da delegação fazem parte membros do Governo, representantes dos partidos políticos e das câmaras de comércio.

Da agenda da primeira visita oficial do Chefe de Estado constaram pontos como um encontro com o Presidente João Lourenço, na segunda-feira, no Palácio Presidencial, a que se seguiu uma declaração conjunta à comunicação social, onde os dois presidentes manifestaram-se interessados na elevação das “excelentes relações de amizade e cooperação” ao patamar de “parceria estratégica”.

Ainda na segunda-feira, José Maria Neves discursou na Assembleia Nacional, momento aproveitado para se dirigir “ao povo angolano”, como afirmou.

Angola é o primeiro país a ser visitado pelo Presidente de Cabo Verde, desde que tomou posse a 9 de Novembro de 2021. O convite foi feito por João Lourenço quando assistiu à posse de José Maria Neves. ANG/Inforpress


Artesanato
/Diretor-geral perspectiva criação de Câmara Nacional de Artes e Ofícios no país

Bissau, 12 Jan 22 (ANG) – O Diretor-geral de Artesanato disse prespestivar para o ano a criação de uma Câmara Nacional de Artes e Ofícios da Guiné-Bissau, uma vez que o país está a perder o seu espaço a nivel da concertação regional, nomeadamente da UEMOA.

Fodé Darame fazia , esta quarta-feira , para a  ANG o balanço do ano findo que considerou do positivo por, criar, em cinco regiões administrativas, Antenas Regionais, que permitiu melhor  organização da classe artesã guineense.

ʺEnquanto não temos aquela estrutura sólida que é a Câmara Nacional de Artes e Ofícios, o país vai continuar a reboque e a ficar ao Deus  dará. O Governo está a criar condições para a modernização da Feira de Artesanato, actualmente instalado nos Coqueiros, em Bissau”, disse.

Disse que a Feira de Artesanato deve entretanto ser transferida para outro local, concretamente em frente à Direção Geral das Alfândegas de Bissau, em cumprimento de uma decisão do Conselho de Ministros, tomada em 2017.

Para aquele responsável, o desenvolvimento do artesanato não deve se limitar a modernização da Feira Artesanal, mais sim abranger todas as oficinas de atividade artesanal que existem na Guiné-Bissau, para estrem em condições de fazer produções internas e sua comercialização.

ʺCriada a Câmara de Artes e Oficios, vai no faltar a aprovação de  dois instrumentos fundamentais, nomeadamente o Regime Jurídico do Artesão e Estatutos de Empresas Artesanais, ao nível do Conselho de Ministros”, salientou.

Segundo Darame, a aprovação desses documentos   vai permitir o regresso de ofícios cujo o exercício é cobrado  por uma instituição que diz não querer revelar, mas que  afirma não ter competência para fazer as cobranças que tem estado a fazer.

“A estruturação destes documentos vai poder vedar a referida instituição de atos de combrança que realiza junto dos seus contribuintes, nomeadamente ferreiros, pedreiros, seralheiros, cabelereiros, mecânicos, sapateiros entre outros oficios que estão debaixo da tutela da Direção Geral do Artesanato”. referiu. 

Disse que, 2022 vai ser o ano em a sua instituição vai trabalhar de mãos dadas com duas ONGs parceiras, nomeadamente IANDA GUINÉ e  Ação para Desenvolvimento (AD) para permitir a realização de várias  ações de formação no domínio do artesanato. ANG/MI/ÂC//SG

 

Covid-19/Vacinas aprovadas na UE dão “elevado nível de protecção” contra Ómicron – EMA

Bissau, 12 Jan 22(ANG) – As vacinas contra a covid-19 aprovadas na União Europeia (UE) fornecem “elevado nível de proteção” – 70% após duas doses e 90% após reforço – contra a variante Ómicron, divulgou terça-feira a Agência Europeia de Medicamentos, falando numa variante menos grave.

Em comunicado, o regulador da UE assinala que estudos recentes “mostram que a vacinação continua a proporcionar um elevado nível de protecção contra doença grave e hospitalização ligadas à variante [de preocupação] Ómicron” do coronavírus SARS-CoV-2.

“As últimas evidências (provas), que incluem dados de eficácia no mundo real, sugerem também que as pessoas que tiveram uma dose de reforço estão mais bem protegidas do que aquelas que apenas receberam o seu curso primário” de vacinação, especifica a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

De acordo com o organismo, estudos clínicos realizados na África do Sul indicam que as pessoas que receberam duas doses de vacina contra a covid-19 (como as quatro aprovadas na UE: Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e J&J) têm “até 70% de protecção para a hospitalização” em casos de infecção relacionados com a variante Ómicron.

Resultados semelhantes vêm de estudos clínicos realizados no Reino Unido, que dão conta de uma perda da proteção “alguns meses após a vacinação”, que pode ser colmatada com a dose de reforço, que faz subir esta percentagem para os 90%, acrescenta a EMA.

No que toca à gravidade da variante, “embora a Ómicron pareça ser mais infecciosa do que outras variantes, estudos da África do Sul, Reino Unido e alguns países da UE mostram um risco menor de ser hospitalizado após a infecção”, pelo que “o risco é atualmente estimado entre um terço e metade do risco associado à variante Delta”, caracteriza a EMA.

Ainda assim, “resultados de estudos recentemente publicados mostram que a eficácia das vacinas contra a doença sintomática é menor para a Ómicron do que para outras variantes e tende a diminuir com o tempo”, segundo a agência europeia.

Por essa razão, a EMA insiste que “a vacinação continua a ser uma parte essencial da abordagem para combater a pandemia em curso”, exortando à administração de doses de reforço para quem já tem o ciclo primário completo e ao início do esquema vacinal para os que ainda não foram inoculados.

“A EMA continuará a rever os dados sobre a eficácia das vacinas e a gravidade da doença, bem como o panorama em evolução em termos de variantes em circulação e exposição natural à Ómicron, à medida que estas se tornarem disponíveis”, conclui o regulador europeu.

A posição da EMA surge numa altura de elevado ressurgimento de casos de infecção com o SARS-CoV-2, que ainda assim não se traduz em mais internamentos ou mortes.

A contribuir para o elevado número de casos, que batem máximos, está a elevada transmissibilidade da variante Ómicron.

A covid-19 provocou 5.494.101 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde, foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal. ANG/Inforpress/Lusa

 

 

ExpoDubai/ Caju e biodiversidade são as atrações  da Guiné-Bissau

Bissau,12 Jan 22(ANG) - O caju e a biodiversidade constituem as principais atrações    da Guiné-Bissau na Expo 2020 Dubai, que assinala esta, quarta-feira, o dia nacional do país, noticiou a  Lusa citando a  comissária guineense no evento, Francisca "Zinha" Vaz.

Os Emirados Árabes Unidos disponibilizaram à Guiné-Bissau um pavilhão, que construíram de raiz, no qual estão expostas informações sobre as potencialidades do país com destaque para o caju, "ouro da Guiné-Bissau", e as vantagens em termos de biodiversidade, disse Zinha Vaz.

"A Guiné-Bissau é um país de mil rios", defendeu Zinha Vaz, aludindo a um conceito que é possível encontrar no pavilhão do país.

A comissária guineense, que já vai na terceira Expo (depois de Xangai e Milão), afirmou que recebe "muitas visitas" de pessoas interessadas em conhecer e "quem sabe um dia investir" na Guiné-Bissau, a partir de informações expostas no pavilhão.

"Estamos a mostrar que a Guiné-Bissau está aberta ao mundo e tem grandes potencialidades em termos de biodiversidade e do seu caju, que é o ouro da Guiné-Bissau", observou Zinha Vaz, que espera ter um balanço positivo em março, quando terminar a exposição mundial.

A comissária guineense saudou o tema da exposição do Dubai, "Conectar espíritos para construir o futuro", e disse serem pertinentes os subtemas do certame: "Oportunidade, mobilidade e durabilidade".

A Guiné-Bissau escolheu estar no espaço oportunidade com a visão de permitir que todos libertem o seu potencial na construção do seu país e no caso guineense tendo a educação com enfoque, notou Zinha Vaz.

No pavilhão da Guiné-Bissau é possível encontrar, além de informações em texto e vídeo sobre o caju e a biodiversidade, documentos sobre o que tem sido feito no país em termos de melhoramento do setor da educação, precisou Vaz.

Na quarta-feira, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que se deslocou para o Dubai na segunda-feira, à frente de uma comitiva de ministros do Governo, deverá visitar o pavilhão do país, onde fará um discurso.

No mesmo dia, haverá um encontro entre elementos do Governo guineense e empresários presentes na Expo para recolha de informações sobre as potencialidades do país e ainda uma atuação de músicos.

Em fevereiro, a representação guineense na Expo Dubai promoverá um fórum de investimentos e em março será a vez de as mulheres do país participarem num encontro mundial dedicado às questões femininas.

Francisca Vaz disse à Lusa que todo o trabalho tem sido dificultado devido à pandemia da covid-19, que já atingiu elementos da delegação guineense.

"Não tem sido fácil, alguns pavilhões tiveram mesmo de fechar", notou a comissária guineense.ANG/Lusa

 

Economia mundial/Banco Mundial revê em baixa o crescimento  para 4,1% este ano

Bissau, 12 Jan 22(ANG) – O Banco Mundial (BM) reviu terça-feira em baixa o crescimento da economia mundial, para 4,1% este ano, desacelerando da forte retoma de 5,5% em 2021, e melhorou as previsões para 3,2% em 2023.

De acordo com o relatório “Perspectivas Económicas Globais”, divulgado hoje, o desacelerar ao longo do horizonte de projecção reflecte o dissipar da procura reprimida e a retirada dos apoios orçamentais e monetários a nível global.

A instituição com sede em Washington cortou assim ligeiramente as perspectivas de crescimento face aos 5,6% para 2021 previstos no relatório de Junho, bem como aos 4,3% projectados para 2022. Por outro lado, melhorou em 0,1 pontos percentuais a projecção para 2023 face aos 3,1% previstos anteriormente.

Depois da forte recuperação em 2021, o BM explica que o crescimento da economia global está a entrar numa “desaceleração acentuada” face a novas ameaças das variantes da covid-19 e a um aumento da inflação, dívida e desigualdade de rendimentos.

No relatório, alerta que estes riscos podem colocar em causa a recuperação das economias emergentes e em desenvolvimento.

“A economia mundial está a enfrentar simultaneamente a covid-19, a inflação e a incerteza política, com gastos governamentais e políticas monetárias em território desconhecido. O aumento da desigualdade e os desafios de segurança são particularmente prejudiciais para os países em desenvolvimento”, disse o presidente do Grupo Banco Mundial, David Malpass, em comunicado.

Segundo o responsável, “colocar mais países num caminho de crescimento favorável requer uma acção internacional concertada e um conjunto abrangente de respostas políticas nacionais”, acrescentou.

O BM adverte que a rápida disseminação da variante Ómicron indica que a pandemia provavelmente irá continuar a ter um impacto negativo na actividade económica no curto prazo. Além disso, uma desaceleração notória nas principais economias – incluindo os Estados Unidos e a China – irá ter impacto na procura externa nas economias emergentes e em desenvolvimento.ANG/Inforpress/Lusa

 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

  Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)


Saúde pública
/Forças de Ordem impedem realização de protestos de técnicos do sector sanitário

Bissau ,11 Jan 22 (ANG) - As Forças de Ordem impediram hoje uma marcha pacífica do colectivo de técnicos novos ingressos da área da saúde,que reivindicam o pagamento de 12  meses de salários em atraso .

Citado pela Rádio Sol Mansi, reagindo ao impedimento da marcha, o porta-voz do referido colectivo disse que já tinham informado as entidades competentes, nomeadamente a Câmara Municipal de Bissau, Direcção Geral de Viação e Transportes Terrestres e o Ministério de Transporte  sobre a data, hora e etinerário da marcha.

Densio Francisco Yé responsabilizou o Ministério do Interior pelo impedimento da marcha de protesto, considerando o acto de imposição por parte do titular da pasta do Interior, uma vez que, segundo diz, na segunda-feira,  os responsáveis desse ministério foram informados sobre a intensão de realização da referida marcha.

“O Ministério em causa não é a entidade que autoriza a marcha, mas deve ser informado para poder garantir a segurança da mesma.Surpreendentemente assistimos todo esse aparato policial para impedir a marcha com a justificação de que não têm conhecimento sobrea iniciativa”,disse.

Este técnico acusou ainda o Ministério da Saúde de não estar interessado em resolver os seus problemas, tendo ameaçado voltar na próxima quinta-feira as ruas para mais uma tentativa de marcha.

O colectivo de técnicos novos ingressos da área da saúde exigem o pagamento de 12 meses de salário, que havia sido acordado com o Ministério de tutela, durante as negociações promovidas no ano passado.

O itinerário da marcha seria Penha/Palácio do Governo.ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Ucrânia/Moscovo assegura não ter “qualquer intenção de atacar” país vizinho

Bissau, 11 Jan 22(ANG) – Negociadores da Rússia e dos Estados Unidos abordaram hoje em Genebra a situação na Ucrânia, com Moscovo a assegurar não ter “qualquer intenção de atacar” o país vizinho e Washington a reiterar advertências sobre uma eventual invasão.

O negociador russo indicou que os EUA não devem “subestimar” o risco de um confronto, e assegurou que os norte-americanos “levam muito a sério” os avisos emitidos por Moscovo, em particular sobre as consequências de um eventual alargamento da NATO em direção a leste.

Por sua vez, a parte norte-americana assinalou que a política de “portas abertas” da NATO vai prosseguir, apesar de manifestar disposição para o diálogo com a Rússia, incluindo sobre controlo recíproco de armamento e manobras militares.ANG/Inforpress/Lusa

 


VI Congresso do PRS
/Presidente de Comissão Organizadora acredita que o evento será de “grandes consensos”

Bissau, 11 Jan 22 (ANG) – O Presidente de Comissão Organizadora do VI Congresso Ordinário do Partido da Renovação Social (PRS), manifestou confiante de que o evento, trará “grandes consensos” no seio dos renovadores.

Orlando Mendes Viegas que discursava segunda-feira durante o acto de abertura do referido evento, na presença dos 10 candidatos à líderança do partido, 901 delegados vindos de diferentes localidades, do corpo diplomático acreditado no país, representantes de diferentes formações partidárias, advertiu  que os choques de posições podem prejudicar os grandes consensos, capazes de mover o partido nas trilhas de mudança. 

“A alternância afirma-se como regra de jogo democrático, enquanto que a legitimidade política confirma-se pelos resultados obtidos na urna. Estes  são principios adotados por todos os partidos políticos aos quais o PRS não pode ficar indiferente”, disse Orlando Viegas.

Acrescentou  que a legitimidade e alternância de poder, constituem princípios fundamentais da democracia.

Orlando Viegas reiterou que  assumiu o cargo de forma distante e que colocou de lado  as relações com todas as candidaturas.

Na ocasião, o Presidente cessante do partido, e candidato  a sua sucessão, Alberto Nambeia, disse que o VI Congresso dos renovadores vai trazer mais força ao partido, em vez da divisão que diz acreditar que muitos estão a aguardar.

 “Aproveito este momento para apelar a união entre todos os renovadores, e declaro que perdoei à todos que me fizeram mal ao longo do percurso em que eu estive a frente do partido. De igual modo  peço perdão àqueles que magoei durante esta caminha. Vamos unir para juntos trabalhamos para o bem da democracia da Guiné-Bissau”, disse Nambeia na sua curta intervenção.

O primeiro dia do congresso ficou marcado  com a apresentação de felicitações à direção do PRS por representantes de diferentes formações politicas e  das organizações da sociedade civil .

O VI Congresso do PRS decorre na vila de Gardete, sector de Prabis, região de Biombo, de 10 à 13 do corrente mês, sob o lema, “Legado Político de Kumba Yalá”.

Esta reunião magna do partido servirá para a eleição de novos corpos sociais do partido inclusvé novo presidente e secretário geral, entre 10 candidatos, sendo dois para as funções de secretário-geral e as restantes para presidente do partido. ANG/LLA/ÂC//SG

       

  

    
  Tunísia
/Presidente defende prisão para "algumas" personalidades

Bissau, 11 Jan 22 (ANG) - O Presidente da Tunísia defendeu hoje (terça-feira) que "algumas" personalidades políticas em regime de prisão domiciliária deveriam estar na cadeia por terem cometido "traições e conspirações com países estrangeiros", delitos que, sustentou, poderiam ser punidos com pena perpétua.

Segundo a imprensa tunisina, Kais Saied disse, numa reunião com a primeira-ministra, Nedjla Bouden, que as autoridades de Tunes "têm documentos que provam" o envolvimento de algumas personalidades "em vários delitos", sobretudo em "atos de falsificação e atribuição de passaportes" a pessoas que constam de "listas de grupos terroristas"

No encontro, realizado na noite de segunda-feira no palácio de Cartago, Saied referiu-se, sem mencionar o nome, ao ex-ministro da Justiça e vice-presidente do partido de inspiração islâmica Ennahdha, Noureddine Bhiri, detido a 31 de Dezembro último por alegadas suspeitas de terrorismo e branqueamento de capitais.

Bhiri está hospitalizado desde 02 deste mês na sequência de uma greve de fome para protestar contra a sua prisão.

Um ex-funcionário do Ministério do Interior tunisino, Fathi Beldi, 55 anos, foi preso no mesmo dia que o "homem forte" do Ennahdha por acusações semelhantes e levado para um local desconhecido onde ainda não teve acesso à sua defesa, segundo organizações de direitos humanos.

A Human Rights Watch (HRW) denunciou, entretanto, que os dois responsáveis, "que não têm actualmente quaisquer cargos oficiais", não foram alvo de qualquer processo judicial e que estão a ser julgados por actos cometidos presumivelmente há nove anos, pelo que pediu às autoridades tunisinas que os libertem "de imediato".

No entanto, para Saied, "ninguém foi condenado por ter emitido uma opinião ou por ter manifestado qualquer posição" contra as autoridades tunisinas.

"As organizações internacionais estão indignadas com a prisão domiciliária, enquanto outros estão no hospital, rodeados de médicos e a beneficiar de um tratamento humano", disse o chefe de Estado tunisino.

"Podem ser condenados à morte, mas não vamos chegar lá", acrescentou.

Saied também garantiu que há acusações contra Bhiri desde 2013, mas que não foram investigadas devido à ausência de uma justiça "independente". 

A comissão de defesa de Bhiri indicou ter apresentado uma queixa contra o ministro do Interior tunisino, Taoufik Charfeddine, e contra o próprio Presidente, a quem acusa de "sequestro" e de "instrumentalizar" a justiça.

Após declarar o estado de excepção a 25 de Julho, que incluiu também a exoneração do primeiro-ministro Hichem Mechichi, o Presidente tunisino suspendeu a quase totalidade da Constituição de 2014 e muniu-se de plenos poderes para "recuperar a paz social". O Parlamento, que o Ennahdha controlou nos últimos 10 anos, ficou suspenso.

Saied e outros responsáveis políticos tunisinos alegam que as medidas constituem uma "rectificação" à revolução de 2011, que pôs termo a duas décadas do regime ditatorial de Zin el-Abidine Ben Ali.

A oposição, por seu lado, considera a decisão de Saied um "golpe de Estado" ANG/Angop.

 

 

 

Covid-19/Variante Ómicron e Gama já circulam na Guiné-Bissau

Bissau,11 Jan 22)ANG) – O secretário do Alto Comissariado para a Covid-19, disse que os resultados preliminares dão indicações da existência da variante Omicron, mas continuam a ter a outras variantes identificadas em outros exercícios de sequenciação, nomeadamente a Delta.

 De acordo com o médico Plácido Cardoso, os estudos de sequenciação do genoma estão a ser realizados pelo laboratório da Universidade Jean Piaget e pelo laboratório NoLab, em colaboração com o Instituto Pasteur, em Dacar.

"Mas um elemento novo, para além da Ómicron, é a identificação nestes resultados preliminares da presença da variante Gama, que é a variante brasileira, e é a primeira vez que é identificada", explicou Plácido Cardoso.

Os novos casos de covid-19 na Guiné-Bissau  sextuplicaram na última semana, com o país a registar entre 03 e 09 de janeiro 218 casos, para um total acumulado de 6.173, contra os 33 registados na última semana de 2021.

A taxa de positividade, segundo os dados, subiu de 3,3% para 5,9%. A covid-19 provocou 5.478.486 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Segundo os dados divulgados, entre 03 e 09 de janeiro a Guiné-Bissau registou 218 novos casos para um total acumulado de 6.173 casos, contra os 33 registados na semana anterior.

"Definitivamente, estamos na quarta vaga", afirmou o secretário do Alto-Comissariado para a Covid-19, o médico guineense Plácido Cardoso.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países.ANG/LUSA

 

  Uganda/Tribunal processa escritor por "perturbar" família presidencial

Bissau, 11 Jan 22 (ANG) -Um tribunal do Uganda processou hoje (terça-feira) um escritor e crítico do Governo do país por "perturbar" o Presidente, Yoweri Museveni, e o seu filho, de quem escarneceu nas redes sociais.

Kakwenza Rukirabashaija, com 33 anos, foi acusado de "linguagem ofensiva" contra os dois homens e permanecerá detido até 21 de Janeiro, anunciou Charles Twine, porta-voz do departamento de investigação criminal da polícia ugandesa.

Rukirabashaija é o autor do romance satírico "The Greedy Barbarian" (O Bárbaro Ganancioso), que descreve um país imaginário atormentado pela corrupção.

Rukirabashaija, que ganhou em 2021 um prémio internacional atribuído a autores perseguidos, foi detido em 28 de Dezembro na sua casa, na capital do país, Kampala, depois de ter criticado o filho do presidente, Muhoozi Kainerugaba, nas redes sociais.

Recentemente, o escritor intensificou as suas críticas a Kainerugaba, um general que muitos vêem como o sucessor do seu pai, actualmente com 77 anos, chamando-lhe "gordo" e "resmungão".

De acordo com um documento divulgado pelo tribunal de Kampala, os procuradores acusam o autor de, "intencional e repetidamente", ter utilizado a sua conta na rede social Twitter para "perturbar a paz de sua Excelência [Yoweri Museveni], sem um propósito legítimo de comunicação".

Rukirabashaija é acusado do mesmo em relação a Kainerugaba. A advogada do escritor, Eron Kiiza, confirmou através de uma breve mensagem através do Twitter a dupla acusação, que segundo a lei ugandesa pode ser punida com até um ano de prisão.

O Governo já contestou uma primeira decisão judicial, que determinou a libertação "incondicional" do autor.

Os Estados Unidos e a União Europeia, entre outros, apelaram à libertação de Rukirabashaija.

Preso várias vezes desde a publicação de "The Greedy Barbarian", Kakwenza Rukirabashaija afirmou ter sido torturado durante os interrogatórios sobre o seu livro.

Visto como reformador quando tomou o poder em 1986, Museveni tem desde então reprimido sistematicamente a dissidência política no Uganda e alterou a Constituição do país, que lhe permite hoje ser reeleito sem quaisquer restrições.ANG/Angop

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

 Prevenção contra coronavirus

No plano individual deve-se  manter o distanciamento físico, usar  uma máscara,  lavar as mãos  regularmente e tossir fora do alcance  dos outros. Façam  tudo isso!

A nossa mensagem às populações e aos governos é clara. Façam tudo isso!"

                                        ( Tedros Adhanom Ghebreyesus - DG da OMS)