segunda-feira, 28 de novembro de 2022

                Venezuela/Guterres saúda acordo entre Governo e oposição

 Bissau, 28 Nov 22(ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou no domingo o acordo assinado no sábado entre o Governo e a oposição venezuelanos que permitirá destinar recursos do Estado para iniciativas que garantam protecção social e assistência humanitária à população.

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Guterres expressou o compromisso da ONU em apoiar o Governo e a oposição da Venezuela na aplicação do acordo, que considerou um “marco importante” com potencial de gerar benefícios mais amplos para o povo venezuelano.

António Guterres encorajou as partes a permanecerem comprometidas com as negociações e com novos acordos que abordem os desafios políticos, sociais e dos direitos humanos, segundo o porta-voz Farhan Haq.

O Governo e a oposição da Venezuela assinaram no sábado, no México, um segundo acordo parcial em matéria de protecção social, nos termos das negociações reatadas entre as duas partes.

O acordo, que visa desbloquear recursos que a Venezuela tem congelados no estrangeiro para poder ajudar as populações mais vulneráveis, determina que Governo e oposição terão de cooperar ao nível de despesas humanitárias, como o pagamento de projectos de assistência médica ou a reparação de redes eléctricas.

Suspensas por mais de um ano, as negociações entre Governo e oposição venezuelanos foram reatadas após a intervenção da Colômbia e dos Estados Unidos.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no sábado que o acordo alcançado representa um “novo capítulo” no avanço para “a paz e o bem-estar” dos venezuelanos.

Reagindo a partir de Miami, nos Estados Unidos, a organização que representa os venezuelanos no exílio por motivos políticos, a Veppex, reprovou a retoma das negociações, considerando que o Governo de Maduro obtém vantagens sem “nenhuma concessão que beneficie os venezuelanos” e que a plataforma unitária que agrega uma das oposições beneficia “o regime de Maduro e os seus aliados internacionais”.

Portugal saudou hoje a retoma das negociações venezuelanas, assinalando que devem conduzir à realização de eleições “livres e justas” e ao “pleno restabelecimento das instituições democráticas”. ANG/Inforpress/Lusa

 

            China/Protestos  continuam com detenções e espancamentos

Bissau, 28 Nov 22 (ANG) - As autoridades chinesas estão a tentar conter as manifestações que se alastraram a várias cidades, com detenções em massa e com um correspondente da BBC a ser espancado pela polícia.

A resposta das autoridades chinesas aos protestos destes fim de semana de centenas de chineses contra as medidas do protocolo "Covid Zero" adoptado pelo Governo chinês não se fez esperar, com várias detenções entre os manifestantes, incluindo um jornalista da BBC.

Segundo a BBC, o jornalista identificou-se às autoridades, tendo sido preso e algemado enquanto cobria os protestos em Xangai. O jornalista ficou depois detido durante várias horas, tendo sido espancado e pontapeado pela polícia.

Nas ruas, a polícia reforçou a sua presença especialmente em cidades como Pequim, Xangai ou Wuhan, com centenas de pessoas a protestarem contra as restrições que ainda estão em vigor e que levam a que milhões de pessoas ainda estejam confinadas, com obrigação de testes PCR quotidianos.

Estes protestos levaram também à constestação aberta do Presidente Xi Jinping, com pedidos de demissão do líder que acabou de ser reeleito no Congresso do Partido Comunista Chinês para um terceiro mandato.

Devido aos protestos, as autoridades da região de Xinjiang, especificamente na cidade de Urumqi, já anunciaram que algumas medidas vão ser aligeiradas, com os cerca de quatro milhões de habitantes, que estão confinados desde Agosto, a poderem utilizar os autocarros mas só nos seus distritos.

Alguns comércios vão também reabrir, mas só a 50% da sua capacidades. Os voos vão também ser restabelecidos com outras províncias chinesas. ANG/RFI

 

União Africana/ Chefes de Estado e de Governo aprovaram Relatório do BAD sobre Industrialização de África

Bissau,28 nov 22 (ANG) - Os Chefes de Estado e de Governo da União Africana presentes em Niamey(Niger) no dia 24 do corrente mês, analisaram e aprovaram com algumas emendas o Relatório do Banco Africano de Desenvolvimento(BAD) e de parceiros sobre a Industrialização de África.

Segundo a página oficial da Presidência da República no facebook,  37 países africanos se industrializaram na última década, e os países com melhor desempenho não são necessariamente aqueles com as maiores economias, mas sim, os que geram um elevado valor acrescentado de produção per capita.

“Trinta e sete dos 52 países africanos tornaram-se mais industrializados nos últimos onze anos, de acordo com um relatório recentemente divulgado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, a União Africana e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO)”, refere a página.

O relatório do Índice de Industrialização de África (AII) fornece uma avaliação a nível nacional dos progressos de 52 países africanos através de 19 indicadores-chave.

O relatório permitirá aos Governos africanos  identificar países comparáveis para aferir o seu próprio desempenho industrial e identificar as melhores práticas de forma mais eficaz.

O Banco Africano de Desenvolvimento, a União Africana e a UNIDO lançaram conjuntamente a edição inaugural do AII à margem da Cimeira da União Africana sobre Industrialização e Diversificação Económica, em Niamey, no Níger.

 A
 Cimeira Extraordinária da União Africana sobre Industrialização e Diversificação Económica e a Sessão Extraordinária da organização sobre a Área de Comércio Livre Continental que decorreu em Niamey, Níger, entre os dias 24 e 25 de novembro de 2022, foi dedicado ao tema: "Industrialização da África: Compromisso Renovado para a Industrialização Inclusiva e Sustentável e a Diversificação Económica".ANG/LPG/ÂC//SG

Sublevação militar/Presidente da República condena tentativa de golpe de Estado em São Tomé e Príncipe

Bissau, 28 Nov 22 (ANG) - O Presidente da República e igualmente Presidente em exercício da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, condena a tentativa de golpe de Estado ocorrida no dia 25 de Novembro do ano em curso em São Tomé e Príncipe.

A informação consta numa nota de condenação e de solidariedade, da Presidência da República feita no dia 25 de Novembro de 2022, à que a ANG teve acesso hoje, e enviada  as instituições da República de São Tomé e Príncipe, na qual o chefe de Estado guineense considerou inadmissível e inaceitável qualquer tipo de acção que ponha em causa o Estado de Direito Democrático.

Segundo a nota, Umaro Sissoco Embaló declarou na nota a sua  total solidariedade ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e ao seu Governo , bem como ao povo irmão de São Tomé e Príncipe.

O chefe de Estado guineense disse sedejar  que as instituições democraticamente eleitas se mantenham coesas, unidas e determinadas em prol do desenvolvimento e bem-estar dos são-tomenses.

Úmaro Sissoco Embaló ainda exaltou o posicionamento republicano assumido pelas Forças Armadas e policiais de S. Tomé e Príncipe e exorta-os a prosseguirem e a reforçarem cada vez mais essa postura constitucional.

Na madrugada de sexta-feira, quatro homens atacaram o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense, num assalto que se prolongou por quase seis horas, com intensas trocas de tiros e explosões, e em que fizeram refém o oficial de dia, que ficou ferido com gravidade devido a agressões, dos quatro atacantes, três morreram, bem como o suspeito Arlécio Costa.

O ataque foi neutralizado pelas 06:00 locais  da sexta-feira, com a detenção dos quatro assaltantes e de alguns militares suspeitos de envolvimento na ação.


Foram também detidos pelos militares o antigo presidente da Assembleia Nacional Delfim Neves (que concluiu igualmente o mandato este mês) e Arlécio Costa, antigo oficial do 'batalhão Búfalo' que foi condenado em 2009 por uma tentativa de golpe de Estado, alegadamente identificados pelos atacantes como mandantes.
ANG/MI/ÂC//SG

 

Guiné Equatorial/ Obiang anunciado como vencedor das eleições mas a  Oposição fala em  votos "roubados"

Bissau, 28 Nov 22 (ANG) - Teodoro Obiang foi anunciado como o vencedor das eleições na Guiné Equatorial com quase 95% dos votos, mas o opositor Andrés Esono diz que foram "abertamente roubados".

O candidato derrotado nas eleições presidenciais da Guiné Equatorial, Andrés Esono, disse que os votos que reelegeram Teodoro Obiang foram "abertamente roubados" e não se mostrou surpreendido com a votação anunciada pela Junta Eleitoral Nacional.

O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo - no poder desde 1979 - foi reeleito com 94,9% dos votos, segundo os resultados oficiais das eleições de domingo divulgados pela Comissão Eleitoral neste sábado 26 de Novembro. 

As “eleições foram totalmente irregulares, o voto foi público em toda a periferia do país, com exceção da capital, Malabo”, criticou o líder da oposição, Andrés Esono.

O presidente, de 80 anos, detém um recorde mundial de longevidade no poder, deixando de lado as monarquias, num país onde a oposição não se consegue exprimir. ANG/RFI

 

São Tomé e Príncipe/Presidente  pede inquérito sobre “tentativa de golpe de Estado”

Bissau, 28 Nov 2 (ANG)  – O Presidente da República de São Tomé e Príncipe pediu hoje um inquérito para esclarecer o ataque de sexta-feira, considerando que se tratou de “uma tentativa de golpe de Estado” por quem não aceita resultados das eleições.

“A dimensão do ato não é completamente conhecida. Faço um apelo a todas as instituições para que se proceda à investigação, que se procede aos inquéritos necessários para que a justiça seja feita, para que se encontre todas as razões e mutuações do ato. Precisamos de conhecer, porque dúvidas não há – aquilo que hoje sei e tenho informação [é que] foi claramente uma tentativa de golpe de Estado contra as instituições e seus dirigentes”, disse Carlos Vila Nova.

As declarações do chefe de Estado foram feitas após a reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional de São Tomé e Príncipe, que foi convocado com caráter de urgência para analisar os acontecimentos registados em 25 de Novembro, quando quatro homens, civis, atacaram o quartel das Forças Armadas do país.

Na declaração, inicialmente divulgada na página do Governo e só mais tarde na da Presidência, Carlos Vila Nova sublinha que o golpe de Estado não foi consumado “por razões que ainda não se conhecem”, sendo por isso necessário “ir à profundidade das questões” e “conhecer todos os detalhes”.

O Presidente da República são-tomense afirmou que este caso já foi entregue à justiça, estando a Polícia Judiciária e o Ministério Público a investigar, no quadro da separação de poderes.

“Só espero que nunca mais volte a acontecer no país, como também espero que se clarifique as motivações, os atos e as razões de tais práticas por pessoas que não se conformam em não ser eleitas, serem escolhidas e a respeitarem o que é a manifestação popular através do voto”, precisou.

O chefe de Estado posicionou-se “contra qualquer tentativa de usurpação do poder constitucionalmente instituído pela via da força, usando armas, precedendo a ataques de uma instituição militar que pauta pela defesa de instituições democraticamente eleitas” e por “órgãos democraticamente eleitos”.

“Face aos incidentes ocorridos a partir da madrugada de 25, em que houve claramente uma tentativa de subversão da ordem constitucional com invasão do quartel do Morro por indivíduos estranhos à unidade, o país viveu momentos tensos e de alguma apreensão”, frisou, lamentando a perda de vidas humanas.

O chefe de Estado de São Tomé manifestou “sentimento de pesar às famílias enlutadas” e felicitou “a firmeza e pronta resposta das Forças Armadas perante este ato orquestrado” e “bem preparado”.

“Ninguém tenta invadir um quartel às forças para que de lá se encontre rebuçados ou outro tipo de material, foi para que se apropriasse de material bélico com a cumplicidade de muitos elementos do interior das forças, o que tornou a operação mais difícil e mais complicada”, disse.

Carlos Vila Nova felicitou ainda as autoridades “por terem sabido reagir” e defendido a nação e as instituições democraticamente eleitas.

Na madrugada de sexta-feira, quatro homens atacaram o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense, num assalto que se prolongou por quase seis horas, com intensas trocas de tiros e explosões, e em que fizeram refém o oficial de dia, ferido com gravidade devido a agressões.

O ataque foi neutralizado pelas 06:00 locais (mesma hora em Lisboa) de sexta-feira, com a detenção dos quatro assaltantes e de alguns militares suspeitos de envolvimento na ação. Foram também detidos pelos militares o ex-presidente da Assembleia Nacional Delfim Neves (que concluiu o mandato no início deste mês) e Arlécio Costa, antigo oficial do ‘batalhão Búfalo’ que foi condenado em 2009 por uma tentativa de golpe de Estado, alegadamente identificados pelos atacantes como mandantes.

Dos quatro atacantes, três morreram, bem como o suspeito Arlécio Costa.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas são-tomense, Olindo Paquete, disse que os três atacantes do quartel morreram após uma explosão e que Arlécio Costa morreu porque “saltou da viatura”, mas garantiu uma investigação a alegadas agressões aos detidos. ANG/Inforpress/Lusa

 

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Covid-19//Nova campanha para vacinação de pelo menos 70 por cento da população alvo vai ser lançada em Dezembro

Bissau,25 Nov 22(ANG) – O Diretor-geral da Prevenção e Promoção de Saúde revelou esta sexta-feira que prevê-se a vacinação de 70 por cento da população alvo contra a Covid-19, até final do ano em curso.

Agostinho Nbarco Ndumba, em entrevista exclusiva  à ANG disse que só 17 por cento da população alvo foi vacinada  e diz ser muito pouco o número de pessoas atingidas , o que justifica uma nova campanha de vacinação.

 Aquele responsável informou que tinham planeado fazer duas campanhas de vacinação antes do final do ano, frisando contudo que, agora vão realizar somente uma, devido a falta de verbas para subsidiar os técnicos de saúde que irão ao terreno.

“Os técnicos de saúde que estavam empenhados na campanha de vacinação contra a Covid-19 foram obrigados a suspender atividades devido a impossibilidade financeira do Governo de pagar os seus subsídios”, disse.

Agostinho Nbarco Ndumba sublinhou que, atualmente o Governo está em negociações com o Banco Mundial para mobilização de meios financeiros para garantir subsidio aos técnicos de saúde que irão efetuar a campanha de vacinação.

“Por isso, programamos o início da campanha de vacinação contra a covid-19 para o dia 05 de Dezembro e com a duração de 15 dias, em todo o território nacional, mas isso depende do resultado das negociações entre o Governo e o Banco Mundial, para a disponibilização do fundos”, explicou.

O Diretor-geral de Prevenção e Promoção da Saúde disse que já estão a preparar tecnicamente a operação, inclusive já dispõem de vacinas suficientes, enquanto aguardam a componente financeira da parte dos parceiros.

“Se conseguimos vacinar 70 por cento de população alvo contra a Covid-19, poderemos garantir o controlo do vírus, que já não terá a força de propagação como no início da pandemia”, disse.

Nbarco Ndumba apela participação massiva da população para receber as vacinas, e diz que é única via para salvar da contaminação por Covid-19.

“A OMS ainda não declarou o fim da pandemia de Covid-19”, disse Ndumba.

ANG/ÂC//SG

          Emigração/Bissau acolhe Conferência Internacional “Guiáspora”

Bissau,25 Nov 22(ANG) – Bissau acolhe a partir de hoje e até amanhã, Sábado  a Conferência Internacional denominada Guiáspora Bissau Guineense”,  organizada no quadro do  projeto Ação Ianda Guiné Djuntu, em parceria com a Direção-geral das Comunidades e o Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD).

Ao intervir na abertura do evento, a Secretária de Estado das Comunidades, Salomé Alouche diz que a iniciativa se reveste de capital importância na afirmação da diáspora Guineense nos seus processos de integração e investimentos.

 Alouche disse que o Governo está cientes das enormes dificuldades que enfrentam os cidadãos guineenses no estrangeiro, frisando que sabem que as referidas dificuldades estão ligadas à restrições às suas mobilidades e no acesso ao emprego nos países onde vivem.

“Somos cientes de que, pelo facto de ainda não abrimos representações diplomáticas em determinados países onde residem  cidadãos guineenses, se sujeitam  a enormes sacrifícios de se deslocarem de país em país para regularizarem as vossas situações”, referiu.

Para a governante não será possível construir uma imagem positiva do país, excluindo a diáspora e não será viável muito menos inclusivo, o desenvolvimento económico da Guiné-Bissau sem a participação do capital humano e financeiro da Diáspora.

“Por isso, o Governo através da magistratura do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló,  tem apostado numa diplomacia interventiva e de aproximação à diáspora”, salientou.

Salomé Alouche disse que tem conseguido, muito recentemente, abrir novas representações diplomáticas e assinado “importantes acordos de cooperação” que vão mudar a situação dos concidadãos no estrangeiro.

Por sua vez, Afonso Gomes, membro da Federação das Associações dos Emigrantes Guineenses em Portugal, disse que a Conferência de Guiáspora vai lhes permitir recolher  informações sobre a realidade do país e por outro lado, as autoridades do país vão inteirar-se da situação dos guineenses no exterior.

Gomes disse que qualquer emigrante é embaixador itinerante do seu país, na divulgação da sua imagem positiva.

Durante os dois dias da Conferência, os participantes irão abordar temas sobre o papel das organizações da diáspora no desenvolvimento da Guiné-Bissau, a importância que as políticas públicas e governamentais podem desempenhar junto da comunidade guineense residente no estrangeiro entre outros. ANG/ÂC//SG

Comércio/Governo fixa preço de arroz cem por cento partido para 20 mil francos CFA o saco de 50 kg para consumidor final

Bissau, 24 Nov 22 (ANG) - O Governo, através dos Ministérios do Comércio e Indústria e o das Finanças, fixou o preço de arroz, cem por cento partido,  para 20 mil francos CFA, por cada saco de 50 quilogramas, para consumidor final.

O novo preço de arroz foi anunciado,  quinta-feira, pelo ministro do Comércio e Indústria, Abás Djaló, após a assinatura do Despacho Conjunto entre os Ministérios de Comércio  e Indústria e o  das Finanças sobre a nova tabela de preço de arroz cem por cento partido (nhelem), que nos últimos tempos estava a ser controlado através do Despacho Conjunto assinado em 2 de Setembro de 2022.

"Tendo em conta a evolução do mercado, a situação mudou bastante e tinhamos por obrigação de fazer alguns reajustes e fazemo-lo  com a intenção de salvaguardar os interesses da nossa população para que o arroz não venha a aumentar mais”, diz o governante.

Segundo o  ministro do  Comércio  o arroz cem por cento partido (nhelem) passa a custar no armazem do importador 19 mil francos  CFA, para grosistas 19.500 francos, para os retalistas 20 mil francos e nas regiões para o consumidor final a mesma qualidade de arroz passa a ser vendido a 20.500Fcfa.

Abás Djaló disse que o novo preço só abrange o  arroz cem por cento partido (nhelem) e que enquanto o arroz vinte e cinco por cento partido continua a ser gerido pelo Ministério de Comércio através de última tabela de 23 mil fcfa por saco de 50 quilogramas.

Aquele responsável advertiu aos comerciantes, nomeadamente os grosistas e retalhistas, para  não especularam o preço de arroz  cujo o novo preço acaba de ser anunciado.

“O Ministério de Comércio através dos seus serviços de Inspeção Geral vai estar muito vigilante para fiscalizar e tomar medidas contra a pessoa que vier a praticar o preço diferente do despacho.

"Nós não queremos um mercado perturbado, tendo em conta que o arroz é um produto muito estratégico para os nossos consumidores à nível nacional, e vamos mobilizar todo o nosso serviço de inspeção no sentido de fiscalizar este despacho conjunto para seu cumprimento cabal”, avisou Abás Djaló.

Aos que forem apanhados a especular o preço verão os seus armazéns ou lojas serem fechados, como medidas de sanção. ANG/MI/ÂC//SG 

Comunicação Social/Ministério determina pagamento pela atribuição de licença para exercício audiovisual

Bissau, 25 Nov 22 (ANG) - O Ministério da Comunicação Social em parceria com o das Finanças, determinaram o pagamento pela atribuição de licenças para o exercício audiovisual na Guiné-Bissau.

 A informação figura no Despacho Conjunto de atribuição de alvará para exercício de actividade audiovisual feito recentemente pelos Ministérios da Comunicação Social e das Finanças na base de um acordo conjunto à que a ANG teve acesso hoje.

De acordo com o documento, o alvará para estação televisiva de cobertura nacional é de 500.000.000 de francos CFA (quinhentos milhões), e a sua renovação é de 125.000.000 (cento e vinte e cinco milhões),enquanto que, alvará de estação televisiva de cobertura comunitária/religiosa vai custar 50.000.000Fcfa (cinquenta milhões) e a sua renovação é de 12.500.000 (doze milhões e quinhentos mil Fcfa).

No mesmo Despacho Conjunto consta que alvará de estação radiofónica privada de cobertura nacional é de 10.000.000 de francos CFA (dez milhões) e a sua renovação é de 2.500.000 (dois milhões e quinhentos mil). Alvará de estação radiofónico comunitária  é de 3.000.000 (três milhões) e a sua renovação é de 750.000 (setecentos e cinquenta mil).

Autorização para publicações periódicas e não periódicas é de 2.000.000 (dois milhões)  e a sua renovação é de 500.000 (quinhentos mil). Autorização de filmagem é de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil).

O documento referiu que a decisão de atribuição de alvarás para os órgãos de Comunicação Social foi tomada com o objectivo de organizar o sector , de forma a enquadrar o uso de alvarás em bases conformes às leis aprovadas superiormente, e garantir o exercício da actividade audiovisual de forma perene.

“Consta da necessidade de contribuir, no quadro da arrecadação de receitas no tesouro público, e, eventualmente, para o funcionamento das estruturas do Ministério de Comunicação Social”, refere o Despacho Conjunto.

ANG/AALS/ÂC//SG

  São Tomé e Príncipe/PM  diz que país está calmo após tentativa de golpe

Bissau, 25 Nov 22 (ANG) – O primeiro-ministro são-tomense assegurou hoje que a situação no país está “calma” após um ataque ao quartel, esta noite, que causou um ferido grave e várias detenções, e disse esperar “mão firme” da justiça sobre os autores.

“Quero dizer aos são-tomenses, os que residem no país, e à comunidade estrangeira que a situação está controlada, está calma”, afirmou hoje o chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, numa conferência de imprensa para prestar esclarecimentos sobre o ataque realizado na madrugada desta sexta-feira ao quartel militar, na capital são-tomense.

O primeiro-ministro adiantou que “por questões de precaução”, as escolas perto do quartel estão encerradas.

“Não se trata de um roubo, não se trata de um furto. Trata-se de um ataque com armas de guerra às Forças Armadas do país e temos primeiro que resolver esse problema”, adiantou.

Segundo o chefe do Governo, a “tentativa de golpe” começou por volta das 00:40 (hora local, a mesma hora em Lisboa) e “teve o seu desfecho, em termos operacionais, pouco depois das 06:00”.

Patrice Trovoada qualificou o caso como “de extrema gravidade”, mas quis deixar uma mensagem de tranquilidade: “As Forças Armadas têm a situação sobre controlo”.

É necessário, salientou, “um pouco de prudência” e “a colaboração por parte da população”.

“Espero que a justiça faça o seu trabalho, São Tomé e Príncipe não merece todos estes problemas. O povo é soberano, o povo escolheu essa equipa para conduzir os destinos” do país, salientou.

Depois de as Forças Armadas terminarem as “operações preliminares de investigação, porque tudo indica que houve alguma cumplicidade no seio do quartel”, será “o momento de a Justiça, a Procuradoria [Geral da República], a Polícia Judiciária, entrarem em acção”.

“Queremos o apuramento total da verdade. Não é a primeira vez que sofremos tais situações, a última foi durante o meu [anterior] mandato, em 3 de Agosto de 2018”, disse, aludindo a uma alegada tentativa de golpe, na qual foram detidos três alegados mercenários espanhóis, a pouco mais de um mês das eleições legislativas, e que foram libertados pouco depois, sem acusações.

Segundo o primeiro-ministro, “tudo indica” que o ataque desta noite ocorreu “a mando de algumas personalidades” e anunciou a detenção do ex-presidente da Assembleia Nacional Delfim Neves e de Arlécio Costa, antigo oficial do ‘batalhão Búfalo’ que foi condenado em 2009 por uma alegada tentativa de golpe de Estado.

“Espero que desta vez a justiça vá até ao fundo, que toda a gente conheça a verdade e que os criminosos sejam trazidos à justiça, que sejam julgados e que a justiça tenha uma mão firme, forte, porque é inadmissível que em democracia as pessoas queiram controlar, usurpar o poder à força”, sublinhou.

“Certos indivíduos não se conformam com a vontade das urnas e do povo soberano e mancham assim o país, tentando minar todo o esforço que o actual Governo está a tentar fazer para recuperar a nossa economia e tentar trazer o melhor para as nossas populações”, criticou.

O primeiro-ministro adiantou que foram detidos os quatro atacantes, “ligados ao famoso e triste grupo dos ‘Búfalos'”, que entraram no quartel, aparentemente com o intuito de se apoderarem de mais armas, mas que no exterior se encontravam mais elementos, em carrinhas, e que trocaram fogo com os militares.

Destes elementos, esclareceu, não foram todos “neutralizados”, continuando a decorrer operações no terreno.

Do ataque resultou ainda um ferido grave, que identificou como “tenente Marcelo” e que “foi feito refém e foi barbaramente agredido, mas a sua vida não corre perigo”.

Patrice Trovoada, líder da Acção Democrática Independente (ADI), assumiu há duas semanas o cargo de primeiro-ministro, pela quarta vez, na sequência da vitória com maioria absoluta nas legislativas de 25 de setembro.

Delfim Neves, que se candidatou com o recém-criado Basta, foi um dos dois eleitos para o parlamento por este movimento. ANG/Inforpress/Lusa

 

    Angola/Cimeira de Luanda pede fim das hostilidades no leste da RDC

Bissau, 25 Nov 22 (ANG) - A mini-cimeira sobre a paz e segurança na região leste da República Democrática do Congo, realizada esta quarta-feira, 23 de Novembro, em Luanda, pediu a cessação das hostilidades na RDC,  a partir das 18h desta sexta-feira.

Em caso de resistência, a reunião de Luanda promete accionar uso força para rendição do grupo armado.

Kinshasa e Kigali chegaram a um acordo, na quarta-feira, em Luanda, para cessação das hostilidades no leste da República Democrática do Congo já esta sexta-feira.

O comunicado final, lido pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Tete António, indica que o acordo recomenda que, a partir desta sexta-feira, o M23 deve cessar todas as hostilidades no leste da RDC, desarmar-se e abandonar zonas ocupadas.

“Cessação das hostilidades em geral e, em particular, dos ataques do M23 contra as FARDC e MONUSCO, a partir de sexta-feira, 25 de Novembro de 2022, às 18h00”, leu o chefe da diplomacia angolana.

O texto, de 12 páginas, adverte que se o movimento rebelde se recusar, a Comunidade da África Oriental (CAO) vai accionar as forças de imposição de paz estacionadas na região.

O documento exige, também, a retirada do M23 das zonas ocupadas, o seu regresso às posições iniciais e a retoma do diálogo bilateral entre Kinshasa e Kigali, tendo em vista a normalização das relações diplomáticas e o relançar da cooperação.    

Caso o M23 se recuse, os chefes de Estado da Comunidade da África Oriental ameaçam usar a força.

Outra inquietação tem a ver com a aquisição pelo M23 de armas sofisticadas para realizar ataques contra as forças da RDC e a persistência de forças terroristas na região, constituindo uma ameaça à paz, a segurança e a estabilidade na sub-região.

Os chefes de Estado concordaram em reunir-se de novo, em breve, em Bujumbura, para avaliar a implementação das conclusões das resoluções e recomendações da mini-cimeira de Luanda.

Para este domingo, 27 de Novembro, está marcada nova sessão de debates com os grupos armados em Nairobi, a capital do Quénia.

Recorde-se que o Conselho de Segurança das Nações Unidas já confirmou a implicação directa do Ruanda nas ofensivas do movimento M23, em território da RDC. ANG/RFI

 

           UE/Novos pedidos de asilo  sobem mais de 50% em Agosto

Bissau, 25 Nov 22 (ANG) - O número de novos pedidos de asilo apresentados na União Europeia (UE) teve em Agosto um aumento homólogo de 54 por cento para 77.595, mais 17% do que o registado em Julho, divulgou nesta sexta-feira o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço estatístico europeu, em Agosto houve ainda 6.100 pedidos subsequentes de pessoas que viram o primeiro pedido ser rejeitado, mais 11% face ao mesmo mês de 2021 e uma subida de 04% na comparação mensal.

O maior número de novos pedidos de asilo foi apresentado por cidadãos sírios (11.860), seguindo-se afegãos (10.675), turcos (4.105) e venezuelanos (3.565).

A Alemanha recebeu, em Agosto, 22% do total de novos pedidos de asilo apresentados na UE - 16.950 - seguida pela Áustria (14.030, 18%), a França (11.900, 15%), a Espanha (8.650, 11%) e Itália (5.985, 8%), sendo que estes cinco Estados-membros representam, no seu todo, três quartos de todos os pedidos apresentados.

Portugal recebeu, no mês em causa, 135 novos pedidos de asilo. ANG/Angop

 

Cabo Verde/José Maria Neves condena “sublevação armada” em São Tomé e Príncipe

Bissau,  25 Nov 22(ANG) – O Presidente da República, José Maria Neves, condenou hoje a “sublevação armada” desta madrugada em São Tomé e Príncipe, após falar com o homólogo Carlos Vila Nova, que visita Cabo Verde a partir de domingo.


“Felizmente, a situação já está sob controlo das legítimas autoridades do país. Condenamos veementemente esta tentativa de ruptura constitucional e solidarizamo-nos inteiramente com o Presidente da República, o Governo e o povo de São Tomé e Príncipe”, escreveu, na sua conta oficial na rede social Facebook, o chefe de Estado cabo-verdiano.

Para José Maria Neves, esta acção colocaria “em causa o Estado de Direito Democrático”.

Carlos Vila Nova é esperado na Praia para uma visita de Estado a Cabo Verde de 27 a 30 de Novembro, para “enaltecer a singularidade dos laços entre os povos são-tomense e cabo-verdiano”, segundo a Presidência cabo-verdiana.

O primeiro-ministro são-tomense assegurou hoje que a situação no país está “calma” após um ataque ao quartel, nesta madrugada, que causou um ferido grave e várias detenções, e disse esperar “mão firme” da justiça sobre os autores.

“Quero dizer aos são-tomenses, os que residem no país, e à comunidade estrangeira que a situação está controlada, está calma”, afirmou hoje o chefe do Governo de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, numa conferência de imprensa para prestar esclarecimentos sobre o ataque realizado esta noite ao quartel militar, na capital são-tomense. ANG/Inforpress/Lusa

 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Administração pública/Governo e PNUD assinam acordo de implementação da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção no país

Bissau,24 Nov 22(ANG) – O ministro da Economia, Plano e Integração Regional defendeu que, a transparência na gerência dos recursos públicos não é uma opção para quem governa mas sim um imperativo da democracia representativa abraçada pela Guiné-Bissau desde início da época de 90 do século passado.

José Carlos Varela Casimiro falava esta quinta-feira, após a assinatura do acordo para promover a transparência e responsabilização na governança na Guiné-Bissau.

O acordo terá duas componentes importantes, nomeadamente o apoio à governança e à implementação da estratégia de luta contra a corrupção.     .

Para o governante, a transparência deve continuar a presidir atuação de todos aqueles que gerem bens e assuntos públicos.

Para o efeito, Casimiro Varela diz que o Governo e demais entidades públicas devem criar condições para que o povo não seja o mero destinatário das políticas públicas, mas também um ator fundamental na sua concepção, execução e controlo.

 "Estamos seguro de que, com acompanhamento de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com apoio do Governo de Japão, estaremos em condições de usar ferramentas que a nova tecnologia de informação e comunicação nos oferece para melhorar a relação entre o Estado e cidadãos”, referiu.

Aquele responsável destacou que o apoio do Governo do Japão através do projeto promovendo a transparência e a responsabilização na governança na Guiné-Bissau está alinhado com as prioridades que o Governo inscreveu no plano nacional do desenvolvimento "hora tchiga" e que se traduz na criação de condições para que a população possa exercer um controlo social das decisões políticas tomadas pelo Governo, no exercício da função governativa.

O Representante residente do PNUD no país, Tjark Egenhoff, disse que o acordo  assinado em parceria com o Governo guineense com apoio financeiro do Japão visa tentar trazer mais transparência à Guiné-Bissau.

“A ideia é apoiar os mais diversos esforços do Governo em trazer a transparência para a administração pública, usando tecnologia e digitalização. Sabemos que os processos digitais podem ser mais seguros e eficazes”, salientou.

Tjark Egenhoff sublinhou que, uma vez criadas essas condições a Guiné-Bissau terá  uma governação mais aberto ao escrutínio público e melhores condições para aumentar a eficácia do Estado na satisfação das necessidades, em termos serviço público, à população.

“Este projeto tem como finalidade, entre outras, apoiar o Estado guineense na construção do seu Instituto Tecnológico para a Modernização da Administração, o denominado ITMA”, informou.

O ITMA. diz o diplomata, ao serviço da ONU, será um Centro de excelência para a Guiné-Bissau e que unirá todos os dados da administração pública.

“Queremos auxiliar os esforços do Estado para modernizar seus quadros. Vamos acompanhar e auxiliar os esforços junto do Fundo Monetário Internacional(FMI), para modernizar a folha de pagamento e iremos trazer tecnologias para dentro dos serviços públicos”, disse.

Disse que o projeto irá também servir para a estruturação dos mecanismos necessários para a implementação da estratégia, buscando sempre trabalhar no seu eixo de prevenção.

O objetivo de o projeto se alinhar com a estratégia nacional, segundo Tjark visa   aumentar os conhecimentos conectados com a transparência e a integridade, prevenir e detectar os riscos de corrupção, produzir e disseminar informação de qualidade e periódica sobre a corrupção e trabalhar com as autoridades para se fazer cumprir as leis.

O projeto foi financiado pelo Japão no valor de 282 milhões de ienes,  cerca de 1, 3 mil milhões de francos CFA, através da cooperação financeira não reembolsável.

ANG/MI/ÂC//SG

Desporto/Dembo Sissé promete trabalhar para que a próxima época desportiva 2022/23 supere a época passada  

Bissau, 24 Nov 22 (ANG) – O Presidente da Liga dos Clubes de Futebol da Guiné-Bissau (LGCF) Dembo Sissé prometeu no último fim-de-semana trabalhar para que a próxima época desportiva 2022/23, supere a do ano passado.

Numa entrevista concedida ao Portal Desportivo “Fut 245”, Dembo Sissé disse que o principal objectivo traçado para a nova época desportiva é superar dificuldades enfrentadas na época anterior.

“Pretendemos criar parcerias que nos permitam trabalhar da melhor maneira possível, para cobrir o nível de competividade alcançado na época anterior”, declarou Dembo Sissé.

acrescentou que já foram criadas todas as condiçãos técnicas e administrativas necessárias para que a próxima época desportiva 2022/23 comesse na data indicada pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau e  a Liga de Clubes, no próximo mês de Dezembro. .

Segundo Dembo Sissé, as inscrições dos clubes de futebol, tanto da primeira e assim como da segunda liga, já se encontram em curso na Sede de Federação de Futebol da Guiné Bissau (FFGB).

“Até ao momento, só temos seis equipas inscritas, por isso recomendo as restantes equipas que ainda não fizeram  as suas inscrições ea  legalização dos seus atletas, que façam o favor de ir inscrever-se à tempo”, alertou Sissé.

 Disse que, segundo as exigências impostas pela Confederação Africana de Futebol (CAF), e  a Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), quem não se inscrever até o dia 30 de corrente mês, corre o risco de não competir na próxima época desportiva 2022/23.

No passado dia 18 de corrente mês, a Liga dos Clubes de Futebol da Guiné-Bissau (LCFBG), realizou a sua terceira Assembleia Extraordinária, no decurso sa qual  Dembo Sissé foi reeleito Presidente da organização.ANG/LLA/ÂC//SG

Nigéria/Pelo menos 37 mortos em colisão de dois autocarros e viatura ligeira

Bissau, 24 Nov 22 (ANG) - Pelo menos 37 pessoas morreram terça-feira, na Nigéria, numa colisão de dois autocarros e uma viatura ligeira, que incendiou os três veículos, disseram as autoridades rodoviárias do país.


"Até agora, confirmámos oito feridos e 37 mortos, a maioria deles queimados", disse o comandante do Corpo de Segurança Federal da Nigéria (FRSC) para os estados de Bauchi, Yobe e Borno, Rotimi Adeleye, citado pelos médicos.

O acidente ocorreu na estrada que liga as cidades de Maiduguri e Damaturu, perto da cidade de Jakana, no estado de Borno.

Adeleye disse que os dois autocarros seguiram em "direcções opostas", quando um pneu, de um dos veículos, rebentou, originando a colisão frontal.

Os acidentes rodoviários são comuns nas estradas nigerianas. Em Fevereiro pelo menos 17 pessoas morreram na Nigéria quando um autocarro colidiu com um camião-cisterna. ANG/Angop

 

Rússia/Auioridades negam ataque a Kiev e atribuem responsabilidades à defesa anti-aérea

Bissau, 24 Nov 22 (ANG) - A Rússia negou quarta-feira ter atacado a Kiev na quarta-feira e remeteu para os mísseis anti-aéreos "ucranianos e estrangeiros" a responsabilidade pelos danos causados na capital ucraniana.

"Não foi feito nenhum ataque em Kiev. Todos os danos na cidade relatados pelo regime de Kiev são consequência da queda de mísseis anti-aéreos estrangeiros e ucranianos, instalados em áreas residenciais da capital ucraniana", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

A Ucrânia acusou na quarta-feira Moscovo de ter lançado mísseis contra Kiev, matando três pessoas, ferindo outras seis e danificando infraestruturas que levaram a novas falhas de energia em várias cidades.

As autoridades locais de várias regiões da Ucrânia reportaram ataques múltiplos, sugerindo uma vaga concertada por parte das forças russas, que visaram sobretudo infraestruturas críticas, nomeadamente energéticas, mas também prédios de habitação.

O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, disse que "uma das instalações de infraestruturas da capital foi atingida" e que houve "várias outras explosões em diferentes distritos" da cidade, que também interromperam o abastecimento de água.

O ataque aconteceu horas depois das autoridades ucranianas terem reportado o lançamento de um 'rocket' durante a noite, que destruiu uma maternidade num hospital no sul da Ucrânia, matando um bebé de dois dias.

A situação foi ainda mais grave na cidade de Kherson (sul) - da qual a Rússia se retirou há quase duas semanas após meses de ocupação - onde houve cortes de linhas de energia e de água.

A guerra na Ucrânia, desencadeada pela ofensiva militar russa iniciada em 24 deFevereiro, mergulhou a Europa na crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). ANG/Angop